Roger Dörl apresenta em “O Caminho de Gaia” um universo onde conhecimento, espiritualidade e poder caminham lado a lado. Misturando ficção científica, fantasia e crítica social, o romance acompanha a jornada de Enarê, um jovem que desafia as estruturas de uma sociedade marcada pela repressão e pelo controle do conhecimento.
Ambientada no planeta Asdomiun, a história gira em torno do nooether, uma substância capaz de ser manipulada por qualquer pessoa, mas cujo acesso é rigidamente controlado pelo regime dominante. Prestes a ser executado durante o Grande Rito, cerimônia que define o destino dos jovens ao atingirem a vida adulta, Enarê descobre habilidades ligadas ao nooether e sobrevive, tornando-se peça central de antigas profecias.
Ao lado da noomante Liora e de outros aliados, o protagonista embarca em uma jornada marcada por conflitos, revelações e memórias de vidas passadas, enquanto tenta compreender seu papel em um mundo prestes a mudar.
Espiritualidade e crítica social
Além da aventura, “O Caminho de Gaia” explora temas como religião, violência institucional, racismo e masculinidade tóxica. Segundo Roger Dörl, a obra nasceu também da necessidade de refletir sobre a instrumentalização política da fé e seus impactos na sociedade.
Para desenvolver a narrativa, o autor realizou pesquisas envolvendo textos bíblicos e evangelhos apócrifos, referências que aparecem ao longo da trama.
Um universo próprio
Inspirado por autores como J. R. R. Tolkien, pelo universo de Dungeons & Dragons e por romances espíritas, Dörl criou um elaborado mundo de fantasia habitado por diferentes povos, criaturas e regiões. A edição ainda inclui mapas detalhados de Asdomiun para ampliar a imersão dos leitores.
Natural de Curitiba e atualmente radicado em Brasília, Roger Dörl estreou na literatura em 2024 com “Alena Existe”. Atualmente, dedica-se exclusivamente à escrita.

