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PerifaCon 2025 revela sua programação completa

A PerifaCon — conhecida como a “Comic Con das Favelas” — chega à sua quinta edição nos dias 25 e 26 de outubro, na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, em São Paulo. O evento, que se firmou como o principal polo de cultura pop das periferias, divulgou nesta sexta-feira (17) sua programação completa, prometendo dois dias de painéis, games, quadrinhos, música e discussões sobre representatividade e mercado criativo.

Cultura pop nas beiradas da cidade

Durante a coletiva de imprensa, os organizadores reforçaram o propósito central da PerifaCon: democratizar o acesso à cultura nerd e geek.
Uma das idealizadoras, Andreza Delgado, destacou que o evento é mais do que uma convenção — é um movimento social.

“A PerifaCon compreende a potência da periferia e de sua cultura, buscando desmistificar a ideia de que um evento gratuito não pode acontecer em território periférico. Embora existam oportunidades de levar o evento para o centro, a PerifaCon só faz sentido na periferia”, afirmou.

Com patrocínio do Governo Federal e da Transpetro, via Lei Rouanet, e apoio de nomes como Mercado Livre, Garena, Maurício de Sousa Produções e Secretaria Municipal de Cultura, o evento reforça seu papel como espaço de inclusão, diversidade e geração de oportunidades. Segundo a organização, mais de 6 mil ingressos gratuitos já foram retirados on-line.

Painéis e convidados de peso

No Teatro Transpetro, o público poderá acompanhar o painel do Jovem Nerd, que apresentará o longa “A Própria Carne”, primeira produção nacional do grupo para os cinemas, dirigida por Ian SBF. O bate-papo contará com os criadores Alexandre Ottoni e Deive Pazos, além de parte do elenco, como Jade Mascarenhas e Jorge Guerreiro, compartilhando bastidores da produção.

Outros destaques incluem:

  • Painel com o Desce a Letra Show
  • Bate-papo com Diva Depressão
  • Discussão sobre a animação Irmão do Jorel
  • Painel sobre Batman Azteca, com profissionais brasileiros na produção
  • Apresentação da série Vermelho e Sangue, da Globoplay
  • Conversa com a Turma da Mônica, em parceria com a Maurício de Sousa Produções

Quadrinhos, artistas e criações independentes

O tradicional Beco dos Artistas retorna ampliado, reunindo 170 artistas de todo o Brasil, misturando o mainstream e o underground. É o espaço ideal para quem quer descobrir novos quadrinistas, animadores e ilustradores, com foco em produção independente e cultura das quebradas.

Entre as exposições confirmadas:

  • “Narrativas Ancestrais nas Histórias em Quadrinhos”, de Hugo Canuto
  • “RPG em Quadrinhos”, com obras de Load e Wagner
  • Mostra especial do Salão de Humor de Piracicaba

Editoras como Mino e Veneta também marcam presença, além de empreendedores que produzem produtos geek e autorais.

Games, tecnologia e mercado criativo

O espaço Gamer Perifa promete atrair o público gamer com 50 estúdios de desenvolvedores, áreas de RPG e jogos de tabuleiro, e presença da Copag.

Já o Perifa Emprega por BRQ trará uma programação voltada à formação e empregabilidade, com painéis sobre inteligência artificial, carreiras na Globo, moda autoral e empreendedorismo criativo, em parceria com o Sebrae.

Bate-papos e autógrafos

As Salas de Bate-Papo receberão nomes como Patrícia Gomes, Fábio Gomes, Natália Brid e Aline Diniz, com conversas sobre o mercado internacional de HQs, comunidades e cultura pop.
Entre os temas, destaque para o painel da HQ “Gezebel”, com Sandrão do RZO, Load e Manuel Taylor, e o debate sobre o livro “Bate Estaca — Como DJs, Drag Queens e Clubbers salvaram a noite de São Paulo”.

Sessões de autógrafos incluem Hugo Canuto, Fred Ouro Preto e os artistas da Turma da Mônica.

Acessibilidade e impacto social

Em parceria com a 7.1 Acessibilidade, a PerifaCon 2025 oferecerá aplicativo de acessibilidade, estande de atendimento e sala de descompressão para o público PCD.
O evento também gera mais de mil empregos diretos e indiretos, reafirmando seu impacto econômico e cultural para a região.

A praça de alimentação contará com food trucks e opções variadas, criando um espaço de convivência e celebração.

Serviço

📅 Datas: 25 e 26 de outubro de 2025
📍 Local: Fábrica de Cultura Jardim São Luís — Rua Antônio Ramos Rosa, 651, São Paulo
🎟️ Ingressos: Gratuitos, disponíveis pelo Sympla
🌐 Site oficial: PerifaCon 2025
📱 Redes sociais: @perifacon

PerifaCon 2025 toma conta da Fábrica de Cultura Jardim São Luís e transforma a quebrada em centro da cultura pop

Nos dias 25 e 26 de outubro, a Fábrica de Cultura Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, se transforma no ponto de encontro de fãs de quadrinhos, games, cinema e tecnologia. É a PerifaCon 2025, conhecida como a Comic Con da Quebrada, que chega à sua quinta edição celebrando o melhor da cultura pop, nerd e geek sob o olhar periférico — e o melhor: com entrada gratuita.

Cultura, tecnologia e arte lado a lado

O público poderá mergulhar em experiências interativas que unem criatividade e tecnologia. O estande das Fábricas de Cultura será um dos destaques, oferecendo atividades que vão do piano de chão — onde cada passo vira música — ao drone interativo, que possibilita experiências de voo e imagens ao vivo. A impressora 3D também promete chamar atenção, com demonstrações e mini esculturas sendo produzidas em tempo real.

Essas atrações reforçam o papel das Fábricas de Cultura como espaços que estimulam o aprendizado prático e criativo, especialmente entre jovens das periferias interessados em inovação e arte digital.

Painéis, artistas e muita representatividade

A programação da PerifaCon 2025 mistura nomes consagrados da internet e da cultura geek com novas vozes das quebradas. No Teatro Transpetro, acontecem bate-papos com Jovem Nerd, Podpah, Diva Depressão, Desce a Letra Show e até com o elenco de Irmão do Jorel. O espaço também será palco da estreia de “A Própria Carne”, o primeiro filme de terror nacional produzido pelos criadores do Jovem Nerd.

Para quem busca oportunidades profissionais, o Perifa Emprega traz debates sobre tecnologia, marketing e carreiras, com participação de Sebrae, Ampro, Copag, BRQ e do time do Podpah.

O evento ainda contará com concurso e desfile de cosplay, o tradicional Beco dos Artistas — com 150 quadrinistas e ilustradores independentes — e a Game Perifa, reunindo mais de 50 estúdios e desenvolvedores de games brasileiros.

A força da quebrada no centro da cultura geek

Com patrocínio da Transpetro e do Governo Federal (via Lei Rouanet), e apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Mercado Livre, Garena, Maurício de Sousa Produções e Fábrica de Cultura Jardim São Luís, a PerifaCon mostra que a potência criativa das periferias vai muito além dos muros da cidade.

Mais que um evento, a PerifaCon é um movimento — um espaço onde o público geek das quebradas é protagonista, e onde as histórias, ideias e talentos locais têm o mesmo destaque que os grandes nomes do entretenimento.

Serviço

PerifaCon 2025

Datas: 25 e 26 de outubro de 2025
Local: Fábrica de Cultura Jardim São Luís — Rua Antônio Ramos Rosa, 651
Ingressos: gratuitos via Sympla
Programação completa: perifacon.com.br/programacao-2025

G-Dragon, o rei do K-pop, volta em grande estilo com concerto “Übermensch” nos cinemas

Evoto

O fenômeno G-Dragon está de volta — e desta vez, nas telas de cinema. O filme-concerto “G-Dragon in Cinema: Übermensch” chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de outubro, com distribuição da Sato Company, trazendo o registro da mais recente turnê mundial do artista.

Líder e produtor do BIGBANG, G-Dragon ajudou a definir o som do K-pop moderno ao fundir hip-hop, pop e eletrônica desde meados dos anos 2000. Depois de oito anos longe dos palcos internacionais, ele retorna com uma produção de tirar o fôlego — um espetáculo visual e musical que promete reacender o impacto de suas lendárias performances.

Uma celebração da trajetória e da energia de G-Dragon

Evoto

Com direção de Jinho Byun, o filme-concerto foi produzido em parceria com a CJ ENM e CJ 4DPLEX, levando para as telonas a grandiosidade das apresentações registradas em SCREENX, 4DX e ULTRA 4DX. A duração é de 105 minutos, e o resultado é uma experiência imersiva que mistura tecnologia de ponta e intensidade artística.

O setlist inclui clássicos que definiram sua carreira — como “Crooked”, “Who You?”, “Power”, “Home Sweet Home” e “Heartbreaker”, sua faixa de estreia solo — além de participações especiais de Taeyang, Daesung e CL, que reforçam a aura de reencontro entre lendas do K-pop.

Do prodígio infantil ao ícone global

Nascido Kwon Ji-yong em Seul, em 1988, G-Dragon começou cedo no entretenimento. Aos seis anos, já fazia parte do grupo infantil Little Roo’Ra, e aos treze entrou para a YG Entertainment, onde mais tarde se tornaria o cérebro criativo por trás do BIGBANG, um dos grupos mais influentes da história do pop asiático.

Com o álbum solo “Heartbreaker” (2009), ele consolidou seu estilo inconfundível e abriu caminho para sucessos posteriores como “One of a Kind”, “Coup d’État” e o projeto “Kwon Ji Yong” (2017), que explorou um lado mais introspectivo de sua carreira. G-Dragon também é reconhecido por sua influência na moda e na cultura jovem, sendo considerado um dos artistas mais criativos e ousados da Ásia.

Um retorno que promete marcar época

Mais do que um concerto, “Übermensch” é uma celebração do legado de G-Dragon — um artista que redefiniu o K-pop e continua desafiando limites estéticos e musicais. Sua presença de palco e senso visual únicos transformam o espetáculo em uma experiência cinematográfica que mistura energia, vulnerabilidade e reinvenção.

O público brasileiro poderá assistir ao show completo nas telas a partir do dia 29 de outubro, em uma exibição especial que marca o retorno de um dos maiores nomes do pop sul-coreano ao cenário global.

Ficha técnica

G-Dragon in Cinema: Übermensch

Distribuição no Brasil: Sato Company

Direção: Jinho Byun

Produção: TEAM GD

Apresentado por: Galaxy Corporation, CJ ENM

Estúdio de produção: CJ ENM, CJ 4DPLEX, SCREENX Studio

País e ano: Coreia do Sul, 2025

Duração: 105 minutos

Estreia nos cinemas: 29 de outubro.

Review | Persona 3 Reload

Lançado originalmente em 2024, Persona 3 Reload finalmente chegou aos consoles da Nintendo com o seu lançamento para o Switch 2. Oferecendo a mesma experiência premium, o jogo surge num movimento de grandes títulos do mercado que não estavam num console da Nintendo, mas que agora chegam com o novo hardware da empresa.

Remake do jogo de 2006, Persona 3 Reload nasceu impulsionado pelo sucesso de Persona 5, além de ser a forma da ATLUS revisitar um jogo anterior da franquia, atualizando o com mecânicas atuais. Assim nasceu o Persona 3 Reload, que se tornou a versão definitiva para jogar a história de Persona 3.

Mas o que tem de diferente no Switch 2? Trazendo o jogo em sua experiência máxima, tanto no dock quanto no modo portátil, Persona 3 Reload chega como uma boa opção num console que ainda está escasso de títulos bons. E, neste ponto, ele tem tudo para repetir o sucesso de jogos como Cyberpunk 2077 Ultimate Edition, não só por sua qualidade e história, mas por ser um jogo bastante querido pelo público.

A história

Conhecemos Makoto Yuki (embora você possa colocar o nome que quiser nele), um estudante recém transferido para o colégio Gekkoukan, na cidade de Tatsumi Port Island. Makoto descobre uma misteriosa 25ª hora em que o tempo para, as pessoas se transformam em caixões e surgem monstros chamados Shadows.

Antes de ele entrar na pensão onde irá morar para frequentar o colégio, um garoto estranho o fez assinar um contrato peculiar. O que ele dizia? Sem respostas, Makoto conhece outros jovens na pensão, marcando o início de seu ano letivo.

A premissa do jogo original segue aqui: você estará no papel de um estudante do ensino médio que descobre ter a capacidade de controlar Personas, que podem ser definidas como entidades mágicas que nascem no âmago de certas pessoas e são capazes de combater as perigosas Sombras.

Junto do SEES, um esquadrão de usuários de Personas, cabe a Makoto dar um fim à 25ª hora, conhecida também como Hora Sombria, quando grande parte da humanidade fica presa dentro de caixões e o terror reina ao bater da meia noite.

O curioso é que Makoto é o único Persona User que possui a habilidade de utilizar várias Personas diferentes durante as batalhas. E é aqui que ele vai entendendo sua própria natureza, ao investigar a Corporação Kirijo e, ao lado de Aigis, uma androide, começa a desvendar seu passado e os estranhos fenômenos da região.

E, claro, com uma enorme gama de personagens, seu personagem vai interagindo e criando laços com uma variedade de figuras que estarão à sua disposição no decorrer da história. O importante é que o jogo vai além do RPG, aprofundando se também nos relacionamentos; assim, seu personagem pode inclusive namorar as garotas da história, o que permite que a narrativa explore um protagonista que pode se relacionar romanticamente com diferentes garotas conforme faz amizade com elas.

Jogabilidade

O destaque de Persona 3 Reload está na sua jogabilidade bastante natural, trazendo uma mecânica fácil de aprender, mas que ao mesmo tempo exige mais do jogador em termos de estratégia.

Por exemplo, quanto mais amigos você fizer e mais opções tiver em batalhas, mais terá que usar mensagens de texto. E é aí que você decidirá quais personagens se encaixam melhor naquela situação, podendo ajudá lo no seu dia a dia.

E lembra quando eu disse que muito de Persona 5 está presente aqui? A troca de personagem ao acertar o ponto fraco do inimigo volta aqui, o que torna o jogo ainda mais fácil e intuitivo para fãs de longa data da franquia.

Outro ponto são os atributos de inteligência, charme e coragem. Presentes em todo o jogo, o seu desempenho na escola e também em fazer amizades irá ajudar na construção do seu personagem.

Por se tratar de um jogo de cotidiano, parte dele se passa no colégio e arredores, retratando a adolescência de um jovem comum, mas é à noite que o bicho pega. É quando você pode ir até o Tártaro, aproveitando ao máximo o potencial do seu grupo.

Localização

Algumas semanas atrás, eu tinha jogado o jogo na Brasil Game Show, e agora, jogando a versão final, reafirmo que a SEGA e a ATLUS seguem fazendo um trabalho exemplar de suporte ao idioma português. Com muitas cenas em anime, o jogo está todo legendado em nosso idioma e mantém um trabalho muito acima da média quando comparado a outras empresas do mercado.

Com uma tradução despojada, animada e que consegue traduzir o que os personagens falariam e pensariam, a ATLUS acerta na medida. Sabemos que é uma escolha ainda recente por parte da SEGA, mas o resultado é sempre espetacular, gerando elogios da crítica e dos jogadores. Se você já está acostumado com as legendas bem inspiradas da série Like a Dragon, podemos dizer que Persona 3 Reload segue essa mesma linha.

E ressalto aqui o quanto é importante oferecer jogos com suporte ao nosso idioma. Persona 3 Reload não fugiu à regra dos recentes lançamentos da SEGA e da ATLUS, entregando uma localização de alta qualidade.

Opinião

Persona 3 Reload mostrou que revisitar clássicos pode trazer releituras interessantes. Com influência de outros jogos da série, como Persona 5, Persona 3 Reload ainda ecoa suas próprias origens, trazendo um pouco das versões originais de PS2 e PSP, sendo uma experiência definitiva e premium para o jogador.

Sendo um jogo que rende muitas e muitas horas de jogo, chega a ser injusto tentar resumir Persona 3 Reload, dada sua gama de opções e alternativas. Tem muita coisa para se fazer e, exatamente por isso, pode ser interessante principalmente para quem procura jogos sem pressa para terminar.

Mas e se você nunca jogou Persona? Sempre há um primeiro jogo da série para alguém, e este é uma boa oportunidade para conhecer melhor o universo da franquia. Além disso, a ATLUS disponibilizou uma demo do jogo, sendo uma oportunidade perfeita para testá lo.

Sobre ser a versão do Switch 2, devo confessar que fiquei surpreso com a entrega premium, tanto na versão dockada quanto no modo portátil, sem perder desempenho. Além disso, sua portabilidade mostra ser um jogo que você pode realmente jogar em todos os lugares, podendo pausar a qualquer momento sem atrapalhar o progresso. Tendo um Steam Deck em casa, confesso que, neste ponto, o Switch 2 entrega uma experiência melhor em jogos como Persona 3 Reload, e, neste caso, até mesmo em bateria, o que torna mais interessante olhar para o console da Nintendo do que para o da Valve (caso você tenha ambos).

Por fim, Persona 3 Reload tem uma história muito rica e tem tudo para agradar fãs ou não fãs de RPG.

Ficha Técnica

Nota: 5 (de 5)

Persona 3 Reload

Desenvolvedora: P Studio
Publicadora: Sega / Atlus (Japão)
Direção: Takuya Yamaguchi
Produção: Ryota Niitsuma, Kazuhisa Wada
Arte: Shigenori Soejima e equipe
Trilha sonora: Atsushi Kitajoh
Engine: Unreal Engine 4
Plataformas: PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S, Windows, Nintendo Switch 2
Lançamento: 2 de fevereiro de 2024 / Switch 2 em 23 de outubro de 2025
Gênero: RPG, simulação social
Modo: Um jogador

Agradecemos a assessoria da Sega Atlus no Brasil por ter convidado para testar antecipado o jogo para a produção desta matéria.

3ª Festival do Dia do Kimchi celebra cultura coreana em São Paulo em novembro

Nos dias 22 e 23 de novembro, a Praça Coronel Fernando Prestes, no Bom Retiro, recebe a 3ª edição do Festival do Dia do Kimchi. Gratuito e aberto ao público, o evento acontece das 10h às 18h e traz uma programação que mistura gastronomia, música, dança e tradição coreana. A data foi oficializada pelo Projeto de Lei nº 443/22, de autoria do vereador Aurélio Nomura, estabelecendo 22 de novembro como o Dia do Kimchi na cidade de São Paulo.

Aprender, experimentar e saborear

Os visitantes poderão participar de oficinas para aprender a preparar o kimchi, prato fermentado tradicional da Coreia, e entender sua história de mais de dois mil anos. Originalmente criado para conservar vegetais durante os rigorosos invernos coreanos, o kimchi evoluiu ao longo dos séculos, incorporando ingredientes como pimenta vermelha, alho, gengibre e pastas fermentadas de frutos do mar. Hoje, o prato é reconhecido por seu sabor intenso e benefícios nutricionais, ricos em probióticos.

Além das oficinas, o festival contará com uma feira gastronômica oferecendo comidas e bebidas típicas, permitindo aos visitantes experimentar a culinária coreana em suas diversas formas.

Arte, moda e entretenimento

A programação também inclui apresentações de música e dança tradicional coreana, shows de grupos covers de K-Pop, desfiles de Hanbok, o traje tradicional, e exposições culturais. A Associação de Caligrafia Hangul estará presente, oferecendo aos visitantes a oportunidade de ter seus nomes escritos em coreano. Para os fãs de dramas coreanos, o festival reserva uma exposição dedicada ao universo dos K-Dramas, aproximando o público da cultura pop sul-coreana.

O evento reforça a presença da cultura coreana na capital paulista, oferecendo experiências para todos os sentidos e consolidando o kimchi não apenas como prato, mas como símbolo de tradição, arte e convivência comunitária.

Serviço

3º Festival do Dia do Kimchi
Data: 22 e 23 de novembro
Horário: 10h às 18h
Local: Praça Coronel Fernando Prestes s/n – Praça Tiradentes – Bom Retiro, SP
Entrada: Gratuita

Cinema brasileiro ganha destaque na Itália com a 12ª edição do Festival Agenda Brasil em Milão

Entre os dias 30 de outubro e 6 de novembro, o Anteo Palazzo del Cinema, no coração de Milão, será o palco da 12ª edição do Agenda Brasil – Festival Internacional de Cinema Brasileiro, o mais importante evento dedicado à cinematografia do país na Itália. Serão 14 produções exibidas, quase todas inéditas, em versões legendadas em italiano. Os filmes, vindos de diferentes regiões do Brasil, exploram temas universais — da desigualdade e da luta pela sobrevivência às questões ambientais — sempre sob um olhar profundamente brasileiro.

A diretora do festival e da Associação Vagaluna, Regina Nadaes Marques, destaca que o evento busca romper com estereótipos e apresentar um retrato mais plural do país:

“Todos os anos trazemos à Itália obras que fogem dos clichês sobre o Brasil. São filmes autorais de alta qualidade, vários premiados, que encontram aqui um espaço de exibição raro em um mercado competitivo”, explica.

Além de Milão, versões reduzidas do festival serão realizadas em Turim (1º e 2 de novembro, no CineTeatro Baretti) e em Roma (10 e 11 de novembro, na Casa del Cinema, na Villa Borghese).

Temas universais, olhares brasileiros

Os nove longas de ficção e cinco documentários formam um mosaico cinematográfico que revela a força criativa e a diversidade do Brasil. Segundo o crítico Marco Palazzini, membro da organização, o conjunto reflete uma arte capaz de dialogar com o mundo sem perder sua essência:

“Essas obras tratam de temas atemporais e globais, mas sempre com um olhar distintivo, profundamente brasileiro. É o Brasil presente — com suas dores, contradições e beleza.”

Abertura com Fernanda Montenegro e homenagem a Breno Silveira

O festival abre com “Vitória”, de Andrucha Waddington e Breno Silveira (em obra póstuma), estrelado por Fernanda Montenegro. Inspirado em uma história real, o filme acompanha uma idosa que decide enfrentar a violência em seu bairro com o poder de uma câmera — e acaba indo muito além do que imaginava. A produção foi premiada com o Prêmio do Público no Festival de Lima.

Documentários e dramas sociais

Entre os destaques da programação está “Saudades do Rio Doce”, de Claudia Neubern, que retrata o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Mariana (2015), e “Enquanto o céu não me espera”, de Christiane Garcia, vencedor do FESTin de Lisboa, que aborda os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia por meio do drama de um agricultor.

Outro ponto alto é “Ninguém sai vivo daqui”, de André Ristum, adaptação do livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, que revive o horror do hospital Colônia de Barbacena nos anos 70.

Música como identidade

A música, marca constante do festival, ganha espaço com “Luiz Melodia – No coração do Brasil”, de Alessandra Dorgan, documentário narrado pelo próprio artista e que reúne depoimentos de Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia e outros ícones. O ritmo segue com “Aumenta que é rock’n roll”, de Tomás Portella, que revive a criação da lendária Rádio Fluminense, “A Maldita”, e com “A música natureza de Léa Freire”, de Lucas Weglinski, que homenageia a compositora e instrumentista vista como uma das maiores vozes femininas do jazz e da música sinfônica brasileira.

Ficção, teatro e resistência

Outros títulos revelam a pluralidade da produção nacional, como “Agreste”, de Sérgio Roizenblit, baseado na peça homônima, e “Filhos do Mangue”, de Eliane Caffé, que aborda violência e exclusão social. Já “O palhaço de cara limpa”, de Camilo Cavalcante, traz uma reflexão sobre arte e utopia em tempos de crise política. O encerramento será com “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal, drama sobre juventude, afeto e dignidade nas favelas cariocas.

Eventos paralelos: cinema, música e cultura brasileira em Milão

Além das sessões de cinema, o festival amplia sua presença pela cidade com uma série de atividades paralelas. No sábado, 1º de novembro, ocorre o passeio guiado “Páginas de grande cinema em Milão, com um olhar para o Brasil”, conduzido por Marco Palazzini e Emerson Caneli.

No mesmo dia, o workshop “Sambando” traz uma vivência de dança e percussão conduzida por Toni Julio e Kal dos Santos. Já no domingo, 2 de novembro, o pianista Amaro Freitas apresenta o concerto “Y’Y”, dentro da programação do JazzMi, em diálogo com o festival.

Na terça-feira, 4 de novembro, a Universidade Estadual de Milão recebe o encontro “O sertão poético no cinema de Camilo Cavalcante”, reunindo estudantes e o diretor pernambucano para uma conversa sobre sua filmografia e a presença do sertão no cinema contemporâneo.

Um festival que reflete o Brasil e dialoga com o mundo

Com uma seleção que atravessa gêneros, temas e linguagens, o Agenda Brasil 2025 reafirma o cinema brasileiro como um espaço de resistência e expressão global. Das margens do Rio Doce aos palcos de jazz de Léa Freire, o festival celebra um país que encontra na arte sua forma mais poderosa de existir — e de emocionar o mundo.

Mais informações e programação completa: vagaluna.it/agenda-brasil

Hands-on | Persona 3 Reload

Lançado em 2024, Persona 3 Reload é a versão quase que definitiva do jogo criado lá em 2006, mas agora refeito com mecânicas atuais e para os consoles da nova geração. Com o lançamento do Nintendo Switch 2 em 2025, esse é considerado clássico dos RPGs modernos também chegando por aqui.

Durante o Brasil Game Show, tivemos a oportunidade de jogar a versão do Persona 3 Reload pra Nintendo Switch 2. Trazendo a boa experiência que o jogo já tem, Persona 3 Reload está belíssimo no console da Nintendo, mostrando que agora a Big N também pode finalmente receber a sua versão do jogo.

Mas vamos falar da história?

Em Persona 3 Reload, conhecemos Makoto Yuki, estudante recém-transferido para o colégio Gekkoukan, na cidade de Tatsumi Port Island. Makoto descobre a uma misteriosa 25ª hora em que o tempo para, as pessoas viram caixões e monstros chamados Shadows.

O curioso aqui que ele é único Persona-User que possui a habilidade de utilizar vários Personas diferentes durante as batalha. E aqui que ele vai entendendo sua natureza, quando vai investigando a Corporação Kirijo e ao lado Aigis, uma androide, começa a entender seu passado e os estranhos fatos da região.

Jogabilidade

Jogamos na versão Dock, com Controle Nintendo Pro para Switch 2 e precisamos fazer uma adendo aqui que este segue sendo um dos melhores controles das gerações atuais. Com melhorias para Switch 2, o controle é muito agradável e traz uma experiência levemente diferente do que no Playstation 5 e Xbox Series S e X, porém ao meu ver, o que melhor se encaixa nas mãos. Pode até soar tolo, mas quando comparado em especial com sua versão de Playstation 5, sentimos a experiência muito melhor aqui do que por lá.

E aqui na demo apresentada pela própria Atlus para nós, pudemos andar com Makoto Yuki pelo cenário, podendo desafiar alguns inimigos, podendo utilizar duas formas distintas de Persona-User nas batalhas. Algumas vezes não precisamos entrar em batalhas, podendo atacar inimigos de costas, o que torna a experiência menos repetitiva e até mais interessante em explorar os cenários do que só ficar lutando com inimigos em tela.

O jogo em si é bem natural e instantâneo, o que torna o aprendizado fácil e melhora e muito a sua jogabilidade em poucos minutos. É fato que analisar Persona 3 Reload, estamos falando do melhor que a Atlus tem a oferecer, justamente a produtora lapidar a experiência do jogador e oferecer o que tem de melhor, e justamente por isso que muito daqui ‘herda’ de outros jogos da franquia, como Persona 5. 

Localização

Sejamos francos que a franquia foi popular mesmo antes do suporte ao idioma português brasileiro, mas agora localizado, torna a experiência muito mais prazerosa e imersiva. E a Atlus, aqui junto da SEGA faz um trabalho exemplar, de fazer os personagens falarem o nosso idioma.

Com uma tradução despojada, animada e que consegue traduzir o que seus jogadores falariam e pensam, a Atlus acerta na medida. Sabemos que é um trabalho que a SEGA entrega com a mesma energia em títulos de outros personagens como Sonic, ou mesmo a série Like a Dragon, e Persona 3 Reload segue essa mesma linha.

Com tradução em texto, podemos mudar o idioma do áudio, sendo um acerto e até podemos dizer que um “padrão” que a SEGA e a Atlus tem atuado aqui no mercado brasileiro.

Opinião

Remake que elevou o clássico aos padrões atuais, Persona 3 Reload é uma boa forma de adentrar a franquia e conhecer o porquê que a série é tão popular entre os fãs de RPGs. Feita em Unreal Engine 4, o jogo é muito bonito e agradável de jogar, mostrando uma experiência agradável que mistura RPG tradicional com RPG de ação.

Com suporte ao português, o jogo não só é uma boa opção pra conhecer a franquia, mas também um ótimo título que chega ao Switch 2. E neste ponto, estamos sendo abastecidos com bons títulos que estavam presentes em outras plataformas, e agora chegam ao Switch 2 totalmente otimizados e não deixando dever a nada a concorrência.

Se você procura um RPG ou simplesmente uma boa história, Persona 3 Reload tem tudo para conquistar você.

Ficha Técnica

Persona 3 Reload

Desenvolvedora: P-Studio
Publicadora: Sega / Atlus (Japão)
Direção: Takuya Yamaguchi
Produção: Ryota Niitsuma, Kazuhisa Wada
Arte: Shigenori Soejima e equipe
Trilha sonora: Atsushi Kitajoh
Engine: Unreal Engine 4

Plataformas: PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S, Windows, Nintendo Switch 2
Lançamento: 2 de fevereiro de 2024 / Switch 2 em 23 de outubro de 2025
Gênero: RPG, simulação social
Modo: Um jogador

Agradecemos a assessoria da Sega Atlus no Brasil por ter convidado para testar antecipado o jogo para a produção desta matéria.

Hands-on | Ground Zero

Se você tem mais de 30 anos ou gosta de um jogo mais retrô quando o tema é survivor horror, provavelmente já jogou títulos como Resident Evil, lá no PlayStation 1. Com câmera travada e de uma época em que os bits ainda eram importantes, Ground Zero é o novo jogo da Malformation Games, distribuído pela Kwalee (que também recentemente lançou Town to City).

Aqui, o cenário é a Coreia do Sul, onde o caos se instalou depois que um meteoro atingiu a região. Tentando descobrir o que aconteceu, estranhos seres começaram a surgir, revelando uma contaminação presente em todos os lugares, algo que lembra os fungos de The Last of Us.

É nesse contexto que uma agente de elite, junto com seu parceiro de missão, segue para Busan a fim de averiguar o que ocorreu. Eles exploram cenários estranhos, tentando remontar fatos e juntar as peças de um quebra-cabeça recém-iniciado.

Com legendas em português brasileiro, tivemos a oportunidade de jogar Ground Zero e sentir a nostalgia em uma das surpresas deste ano.

A história

Conhecemos a agente Seo-Yeon e seu parceiro Evan, que percorrem o que restou de Busan. Eles estão ali tentando entender a situação enquanto decidem o melhor trajeto a seguir. Ground Zero apresenta dois caminhos: um mais fácil e outro mais difícil, deixando a escolha nas mãos do jogador.

Não vou negar que, ao reparar no tom retrô, optei pelo caminho mais fácil para entender o nível de dificuldade do jogo. Jogos antigos por natureza são mais desafiadores, então segui pelo parque de diversões para sentir o tom que o jogo iria oferecer.

Com cenários vazios, Ground Zero te pega no susto, podendo surgir um inimigo a qualquer momento. É no silêncio que vemos os primeiros zumbis deste mundo, humanos e até cachorros deformados, todos com um único objetivo: você.

Jogabilidade

Mesmo jogando no Steam Deck, a sensação raiz de estar em um console como o PlayStation 1 ou o Sega Saturn foi reproduzida com sucesso. Com câmera fixa, no estilo clássico de Resident Evil 2, cabe ao jogador mover-se pelo cenário para trocar o ângulo de visão, o que pode incomodar jogadores mais atuais, acostumados à liberdade de uma câmera personalizada.

Quanto ao controle, ele é natural para quem já jogou títulos do gênero. É possível carregar armas, montar equipamentos e encontrar itens de cura pelo cenário. Em alguns pontos, o jogo salva automaticamente, tornando tudo reconhecível e acessível.

Quando surge um zumbi, você escolhe sua arma, equipada com um laser para apontar onde deseja atirar. Pela câmera fixa, a experiência pode ser desafiadora no início, mas logo se torna instintiva.

Localização em português

Com cenas dubladas em inglês e coreano, o jogo pode ser apreciado com legendas em português brasileiro. Jogar em nosso idioma é um diferencial que eleva a imersão.

Com cutscenes em CG e exploração, tudo está bem localizado, incluindo menus, itens e descrições, o que facilita a experiência e mantém o jogador dentro do universo do jogo. Ponto positivo para a equipe de localização, que fez um ótimo trabalho.

Experiência no Steam Deck

Mesmo que o jogo não esteja oficialmente otimizado para o portátil da Valve, testamos Ground Zero no Steam Deck e a experiência foi excelente. Sendo um preview, era esperado que algo pudesse falhar fora do ambiente de PC, mas o jogo rodou 100% estável, mostrando-se totalmente compatível com o console.

A jogabilidade em modo portátil se adapta muito bem, sem dever nada à experiência em dock com controle tradicional. É claro que o tamanho do aparelho pode limitar um pouco a imersão para alguns, mas isso não prejudica o desempenho nem o prazer de jogar.

Opinião

Ground Zero é uma bela homenagem ao passado e prova que, às vezes, olhar para trás ainda pode render jogos tão interessantes quanto este. Apostando no que funcionou há quase 30 anos, a Kwalee pode reacender a chama do gênero.

É fato que jogar Ground Zero traz uma sensação próxima de Resident Evil, seja pelo estilo ou pela agente Seo-Yeon, que em alguns momentos lembra Claire Redfield com seu visual de agente. O que poderia soar negativo para alguns, para mim é um ponto positivo, um empurrão para se sentir “em casa”, com referências da cultura pop que ajudam na ambientação e evitam rodeios.

Sem data de lançamento anunciada, Ground Zero faz sua lição de casa ao entregar boa jogabilidade e uma narrativa envolvente. Agora, cabe ao jogador mergulhar nessa experiência e se divertir com o próximo lançamento da Kwalee.

Ground Zero


Desenvolvedor: Malformation Games

Distribuidora: Kwalee

Gêneros: Terror de Sobrevivência, Zumbis, Ação, Aventura e Tiro em Terceira Pessoa

Plataformas: PC via Steam

Data de lançamento: A ser anunciada

Agradecimentos a Malformation Games, Kwalee e a Masamune pela oportunidade de testar o jogo para produção deste conteúdo

Atrevida | Série tailandesa sobre fama e identidade estreia no Rakuten Viki

A série tailandesa “Atrevida” (Dek Gen Saep) chega ao Rakuten Viki com 4 episódios, explorando a busca por reconhecimento e os dilemas da geração conectada. No centro da trama está Bambi, interpretada por Suchada Sonpan (Mabelz PiXXiE), uma estudante do ensino médio que sonha em ser alguém fora do comum. Seu desejo parece se concretizar quando um vídeo que ela publica se torna viral, lançando-a ao universo da fama e dos influenciadores.

A ascensão e o preço da popularidade

Com o novo status, Bambi decide entrar em um cursinho frequentado por jovens de elite, acreditando que poderá conquistar novas amizades e um lugar entre os influentes. Porém, a realidade se mostra bem mais cruel do que o brilho das redes sociais sugere. Enquanto tenta se encaixar no novo grupo, percebe que é tratada como uma forasteira. Ao mesmo tempo, seus antigos amigos se sentem traídos, e a jovem passa a enfrentar um dilema entre lealdade e ambição.

Atrevida” questiona o preço da visibilidade em uma sociedade que valoriza o extraordinário acima de tudo. Entre o glamour e a solidão, Bambi descobre que a fama pode custar caro — e talvez o verdadeiro reconhecimento não esteja nas curtidas ou seguidores.

Elenco jovem e promissor

Além de Mabelz PiXXiE como Bambi, a série traz Tony Anthony Buisseret como Pure, Charlette Wasita Hermenau como Dream, Phuwin Tangsakyuen como Diesel, Boom Saharat Thiempan como Mhong e Obey Punnavich Sirikiatvanit no papel de Tokyo. O elenco reúne nomes em ascensão no entretenimento tailandês, conhecidos por seus trabalhos em produções juvenis e dramas contemporâneos.

Bastidores e produção

A série tem roteiro de Oakey Kornkawin Chetchupayak e direção de Tung Panich Pongpanich e Aung Naruekorn Natakul, conhecidos por trabalhos que misturam crítica social e estética pop. Com episódios de cerca de 51 minutos, o dorama tailandês combina drama, juventude e romance, apresentando uma história intensa sobre a era digital e as pressões de ser visto.

Transmissão

Atrevida” estreou em 20 de junho de 2025, com exibição na Tailândia pela One 31 e na plataforma oneD, e agora chega ao público internacional pelo Rakuten Viki.

Kim Ji Young, nascida em 1982 | Produção chega ao Brasil pela Rakuten Viki e reacende o debate sobre o papel da mulher na sociedade

Baseado no romance best-seller de Cho Nam-Joo, Kim Ji Young, nascida em 1982 acaba de estrear no Brasil pela Rakuten Viki. Estrelado por Jung Yu Mi e Gong Yoo, o longa é uma das adaptações mais intensas do cinema sul-coreano recente, retratando com sensibilidade o cotidiano de uma mulher que representa uma geração inteira.

A história acompanha Kim Ji Young, uma mulher que sonhava em viajar o mundo e ter uma carreira de sucesso em marketing. Depois de casar com Dae Hyeon e dar à luz a uma filha, seus planos são deixados de lado diante das pressões da maternidade e das expectativas sociais. Enfrentando depressão pós-parto, Ji Young começa a manifestar personalidades de outras mulheres, vivas e mortas, como sua mãe e avó. O marido, assustado, a convence a procurar ajuda médica, iniciando uma jornada de autodescoberta que expõe as feridas silenciosas da desigualdade de gênero.

Entre o cotidiano e a crítica social

Mais do que um drama psicológico, Kim Ji Young, nascida em 1982 é um retrato honesto do que significa ser mulher em uma sociedade moderna ainda marcada pelo machismo. O filme questiona o lugar da mulher na Coreia do Sul, um país que se tornou símbolo de desenvolvimento econômico e tecnológico, mas que ainda enfrenta uma forte desigualdade de gênero.

Pequenas injustiças atravessam a vida de Ji Young: o favoritismo pelo irmão homem, o assédio velado na escola e no trabalho, a pressão para abandonar a carreira e o julgamento social por ser mãe em tempo integral. Tudo é mostrado de forma realista, sem melodrama, revelando a estrutura que aprisiona gerações inteiras.

Do livro ao movimento social

O filme é inspirado no romance “Kim Jiyoung, nascida em 1982”, publicado em 2016 pela editora Minumsa, que se tornou um fenômeno cultural. Escrita por Cho Nam-Joo, a obra vendeu mais de um milhão de cópias e deu voz a uma geração de mulheres que se sentiram invisíveis.

A autora, ex-roteirista de televisão, afirmou que Ji Young é “um recipiente que carrega as experiências de todas as mulheres coreanas”. Sua intenção era provocar debate, e conseguiu. O livro foi rapidamente associado ao movimento feminista contemporâneo sul-coreano, ganhando força em meio ao #MeToo e ao Escape the Corset, que contestava os padrões de beleza e comportamento impostos às mulheres.

A Coreia de 1982 e a Coreia de hoje

O título não é aleatório. Kim Ji Young nasceu em 1982, ano que marca o início de uma nova geração de mulheres coreanas, criadas durante a transição do país para uma economia moderna, mas ainda presas a valores patriarcais.

Durante os anos 80 e 90, políticas de planejamento familiar priorizavam o nascimento de meninos, e as mulheres enfrentavam discriminação em escolas e empregos. Mesmo com leis recentes contra o assédio e a desigualdade, a Coreia do Sul ainda figura entre os países com maior disparidade salarial entre homens e mulheres entre as nações desenvolvidas.

Nesse contexto, a trajetória de Ji Young se torna simbólica: ela é a mulher comum que tenta existir entre o avanço social e a herança conservadora.

Repercussão e impacto cultural

O livro gerou debates acalorados e até polêmicas. Quando a cantora Irene (Red Velvet) revelou ter lido Kim Jiyoung, e alguns fãs não reagindo bem, até queimando seu photocard. O episódio evidenciou como o feminismo ainda é um tema sensível na Coreia. Por outro lado, artistas como RM (BTS) e Soo-young (Girls’ Generation) declararam apoio público à obra, ajudando a ampliar a discussão.

A história também alcançou o Ocidente: em 2020, o romance foi indicado ao National Book Award de Literatura Traduzida nos Estados Unidos e ao Prêmio Émile Guimet na França. No Brasil, o livro chegou pela Editora Intrínseca, conquistando novos leitores com sua prosa simples e contundente.

Um filme necessário e atual

Com direção de Kim Do-Young e roteiro de Yoo Young Ah, Kim Ji Young, nascida em 1982 não é um filme de respostas, mas de reflexões. Ele convida o público a observar o invisível, os gestos diários, as concessões silenciosas e o peso de ser mulher em uma sociedade que ainda cobra perfeição.

A estreia na Rakuten Viki permite que o público brasileiro conheça uma das obras mais marcantes da recente cinematografia coreana, uma produção que fala sobre feminismo, maternidade e identidade de forma universal.

Ficha técnica

Título: Kim Ji Young, nascida em 1982 (82년생 김지영)
Direção: Kim Do-Young
Elenco: Jung Yu Mi, Gong Yoo, Kim Mi Kyung, Kim Sun Young, Gong Min Jung
Roteiro: Yoo Young Ah, baseado no romance de Cho Nam-Joo
Gênero: Drama / Social
Origem: Coreia do Sul
Lançamento no Brasil: Disponível na Rakuten Viki
Editora do livro no Brasil: Intrínseca

Advogada de Divórcio | Dorama com Yuki Amami estreia na Netflix

A Netflix segue expandindo seu catálogo de doramas japoneses com a chegada de Advogada de Divórcio, estrelado por Yuki Amami, uma das atrizes mais respeitadas do Japão. Exibida originalmente pela Fuji TV em 2004, a série mistura drama humano, comédia e o cotidiano de uma advogada que precisa recomeçar do zero. O resultado é um clássico do dorama japonês que conquistou o público na época e retorna agora para uma nova geração.

Yuki Amami vive Takako Mamiya, uma advogada determinada

Em Advogada de Divórcio, Yuki Amami interpreta Takako Mamiya, uma advogada brilhante que passou no exame da ordem na primeira tentativa e se formou pela Universidade de Tóquio. Após se destacar em um dos maiores escritórios do país, ela decide abrir sua própria firma. No entanto, o que seria um novo começo se transforma em caos.

No primeiro dia de trabalho, os advogados contratados desaparecem, um contrato importante é cancelado e Takako descobre que o antigo escritório sabotou sua estreia. Sozinha, ela precisa montar uma nova equipe com pessoas improváveis, incluindo um estudante de direito que trabalhava como limpador de janelas (Tetsuji Tamayama), uma jovem sonhadora em busca de um marido rico (Rie Mimura), um advogado talentoso e difícil de lidar (Kuranosuke Sasaki) e um veterano de 62 anos que ainda tenta passar no exame da ordem (Masahiko Tsugawa).

Casos de divórcio e histórias de vida

Cada episódio apresenta um novo caso envolvendo casamentos, separações e conflitos familiares. Para Takako, acostumada a grandes causas corporativas, lidar com casos de divórcio parece pouco desafiador. Com o tempo, ela passa a enxergar o valor humano por trás de cada cliente e descobre que as emoções envolvidas em cada processo são muito mais complexas do que imaginava.

O dorama acompanha o amadurecimento da protagonista, mostrando que a justiça também está nas relações humanas. Entre momentos cômicos e situações emocionantes, Advogada de Divórcio equilibra humor e sensibilidade de um jeito que marcou os doramas jurídicos japoneses.

Um sucesso que virou franquia

O sucesso da primeira temporada resultou em duas continuações. O especial Rikon Bengoshi Special, exibido em janeiro de 2005, mostra Takako viajando para Nova York para resolver um novo caso envolvendo uma antiga colega de escola e um astro de cinema. Em seguida veio Rikon Bengoshi 2: Handsome Woman, transmitido entre abril e junho do mesmo ano, que explora novas facetas da vida profissional e pessoal da protagonista.

Na segunda temporada, o elenco ganha reforços de nomes como Asaka Seto, Nana Katase e Keiko Toda, mantendo o equilíbrio entre drama e comédia que tornou a série original um sucesso.

Ficha técnica

Advogada de Divórcio

Título original: 離婚弁護士 (Rikon Bengoshi)
Direção: Michio Mitsuno, Daisuke Tajima, Hiroaki Matsuyama
Roteiro: Kumiko Tabuchi, Koji Hayashi, Juri Takeda
Emissora original: Fuji TV
Episódios: 12
Exibição original: 15 de abril a 24 de junho de 2004
Elenco principal: Yuki Amami, Tetsuji Tamayama, Rie Mimura, Kuranosuke Sasaki, Masahiko Tsugawa
Idioma: Japonês
País: Japão

Onde assistir ao dorama Advogada de Divórcio

A série Advogada de Divórcio estreia em breve na Netflix, trazendo um dos doramas japoneses mais lembrados dos anos 2000. A produção combina humor, crítica social e uma protagonista feminina forte, o que a tornou referência em dramas jurídicos no Japão.

As continuações, Rikon Bengoshi Special e Rikon Bengoshi 2, ainda não estão confirmadas na plataforma, mas já fica a deixa para acompanhar a saga da Takako Mamiya, uma das personagens mais marcantes da televisão japonesa.

Com informações do Portal Netflix

A Melhor Professora | Com Mayu Matsuoka, dorama estreia em novembro na Netflix

A Netflix estreia no dia 2 de novembro o dorama japonês A Melhor Professora (The Greatest Teacher: Kyoushi Ikiru), produção que conquistou destaque no Japão em 2023 ao combinar suspense, drama escolar e viagem no tempo. Exibida originalmente pela NTV, a série chega agora ao streaming com uma história intensa sobre empatia, bullying e segundas chances, estrelada por Mayu Matsuoka e Mana Ashida.

Uma professora entre a vida e a morte

A trama acompanha Rina Kujo (Mayu Matsuoka), professora de química e responsável pela turma 3-D do colégio Horai. Ela mantém uma relação distante com seus alunos, mas tudo muda no dia da formatura, quando é empurrada do quarto andar da escola por alguém vestido com uniforme escolar.

No instante em que cai, Rina vê o rosto de seu agressor e pensa em apenas uma coisa: “Por que fui empurrada?” — antes de desejar não morrer. De repente, desperta um ano antes do acontecimento, diante da mesma turma, com a chance de mudar o futuro.

Sabendo que um de seus 30 alunos será o responsável por sua morte, Rina tenta se aproximar deles e compreender o que levou cada um a se tornar quem é. Entre os estudantes está Kanau Ugumori (Mana Ashida), uma aluna exemplar que vive sofrendo bullying, e que se tornará peça central no mistério que cerca o colégio.

Elenco jovem e atuações intensas

O dorama conta com Mayu Matsuoka (Hikari no Ou, Kamu Kamu Diner) no papel principal e Mana Ashida (Mother, Code Blue) como a aluna Kanau. O elenco jovem inclui Yumia Fujisaki, Soma Santoki, Hitomi Honda, Ririka Tanabe, Kanon Fujishima, Seishiro Kato, Airu Kubozuka, Rio Teramoto, Daiken Okudaira e Miku Tanaka, entre outros.

Entre os professores e adultos que completam o elenco estão YosiYosi Arakawa, Atsuhiro Inukai, Mijika Nagai, Kouhei Matsushita e Hiroki Ohchi, representando diferentes visões sobre a educação e os dilemas do mundo adulto.

Suspense e crítica social no mesmo dorama

Com roteiro de Masataka Tsubaki (3 Nen A Gumi) e direção de Yuma Suzuki, Takashi Ninomiya e Kento Matsuda, A Melhor Professora é mais que um suspense escolar: é uma crítica à sociedade japonesa e ao sistema educacional, explorando temas como isolamento juvenil, bullying e a importância do diálogo entre gerações.

O dorama se destaca por combinar mistério psicológico e drama humano, equilibrando momentos de tensão com reflexões sobre empatia e arrependimento. A narrativa se aproxima de produções como Kyo Kara Ore Wa!! e Life: Love on the Line, mas com um toque sobrenatural que amplia o impacto emocional da história.

Ficha técnica

Título: A Melhor Professora (The Greatest Teacher: Kyoushi Ikiru)
Direção: Yuma Suzuki, Takashi Ninomiya, Kento Matsuda
Roteiro: Masataka Tsubaki
Emissora original: NTV
Episódios: 10
Exibição original: 15 de julho a 23 de setembro de 2023
Audiência média: 5,9%
Idioma: Japonês
País: Japão

Quando e onde assistir

A Melhor Professora estreia dia 2 de novembro de 2025 na Netflix, com todos os episódios disponíveis mundialmente. O dorama é indicado para quem gosta de histórias de mistério, drama escolar e personagens complexos, e promete ser uma das estreias japonesas mais comentadas do mês.

Com informações do Portal Netflix