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O Bom Bandido, com Channing Tatum, estreia nos cinemas brasileiros em outubro

A Diamond Films anunciou a estreia de O Bom Bandido nos cinemas do Brasil em 16 de outubro de 2025. O filme é estrelado por Channing Tatum e dirigido por Derek Cianfrance, conhecido por Namorados para Sempre (Blue Valentine).

História baseada em fatos reais

A trama acompanha Jeffrey Manchester (Channing Tatum), um criminoso que encontra refúgio no telhado de uma loja de brinquedos após um assalto. Disfarçado sob uma nova identidade, ele inicia um romance com uma funcionária do local, vivida por Kirsten Dunst. O relacionamento, porém, se complica quando os segredos do passado ameaçam vir à tona.

Inspirado em uma história real, o longa mistura drama, crime e romance, características já presentes nos filmes anteriores de Derek Cianfrance.

Elenco de peso

Além de Tatum e Dunst, o elenco traz Juno Temple (Ted Lasso), Lakeith Stanfield (Corra!, Atlanta) e Peter Dinklage (Game of Thrones). O roteiro foi escrito por Derek Cianfrance em parceria com Kirt Gunn.

Diretor de dramas intensos

Cianfrance ficou conhecido pelo tom emocional e realista de seus filmes. Em Namorados para Sempre, explorou as fases de um relacionamento; já em O Lugar Onde Tudo Termina, mergulhou em uma história de herança e consequências familiares. O Bom Bandido segue essa mesma linha de personagens complexos e escolhas difíceis.

Pôster

Distribuição no Brasil

A Diamond Films, responsável por lançamentos como Moonlight – Sob a Luz do Luar, Green Book – O Guia, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo e Anatomia de uma Queda, aposta agora em mais uma produção que promete chamar a atenção do público e da crítica.

O Bom Bandido estreia nos cinemas brasileiros em 16 de outubro de 2025.

Noitão “Faça Ela Voltar” leva terror psicológico dos irmãos Philippou ao Belas Artes

O Reag Belas Artes já virou ponto de encontro para quem gosta de passar a noite inteira no cinema, e em agosto a tradição continua com mais um Noitão. A edição do dia 22 de agosto, a partir das 23h10, ganhou o nome “Faça Ela Voltar” e promete mergulhar o público em narrativas de terror psicológico, possessões e cultos perturbadores.

A programação se divide em duas salas com três filmes cada, misturando estreia, clássico e até o famoso “filme surpresa” que só revela a identidade quando a tela acende.

A estreia de Faça Ela Voltar

O destaque da noite é a primeira exibição no Brasil de Faça Ela Voltar (Bring Her Back), novo trabalho dos irmãos Michael e Danny Philippou, os mesmos que chamaram atenção com Talk to Me. Dessa vez, a história acompanha Andy e Piper, meio-irmãos que perdem o pai e acabam adotados por Laura, uma guardiã excêntrica que vive afastada da cidade. A estranheza da nova casa logo dá lugar a segredos e rituais capazes de destruir os laços entre eles.

O elenco traz Sally Hawkins, Olga Miller e Billy Barratt, e a promessa é de mais um terror psicológico que mistura drama familiar com elementos de horror oculto.

Sala 1: de rituais pagãos ao mistério final

Quem optar pela Sala 1 vai abrir a madrugada com Faça Ela Voltar, seguir direto para o universo sufocante de Midsommar (2019), de Ari Aster, e fechar a jornada com um filme surpresa. É a sala para quem gosta de rituais pagãos, clima perturbador e aquela sensação de que o pesadelo nunca acaba.

Sala 2: tensão clássica e irmãs em guerra

Na Sala 2, a jornada começa também com Faça Ela Voltar, mas o meio da madrugada ganha peso com O Que Terá Acontecido com Baby Jane? (1962). Estrelado por Bette Davis e Joan Crawford, o clássico de Robert Aldrich mostra a decadência de duas irmãs presas em uma mansão, em um dos confrontos mais icônicos da história do cinema de horror psicológico. O encerramento, claro, também fica por conta de um filme surpresa.

Confira a programação completa abaixo:

Sala 1 – Traz ela de volta!

23h10 – Faça Ela Voltar (Bring Her Back)

2025, 104 min, 18 anos, terror, Austrália, inglês (legendado)

Direção: Michael Philippou, Danny Philippou

Elenco: Sally Hawkins, Olga Miller, Billy Barratt

Sinopse: Faça Ela Voltar acompanha a vida de dois meio-irmãos que, após encontrarem seu pai morto no banheiro, são alocados para um lar adotivo. Andy e Piper acabam na casa de Laura, sua nova guardiã. Com um jeito excêntrico, Laura trabalhava como conselheira pedagógica e, além dos irmãos, também adota um jovem mudo chamado Oliver. Afastada da cidade grande, o imóvel no qual a garota e o garoto vivem esconde grandes segredos, e a descoberta de um ritual aterrorizante é capaz de destruir para sempre a relação dos dois, e até mesmo transformá-la em uma dor profunda.

01h15 – Midsommar

2019, 171 min, 18 anos, terror, EUA/Suécia, inglês (legendado)

Direção: Ari Aster

Elenco: Florence Pugh, Jack Reynor, Will Poulter

Sinopse: Após uma tragédia pessoal, Dani viaja com amigos para um festival na Suécia. O que parecia uma viagem tranquila se transforma em um pesadelo ritualístico.

04h20 – Filme surpresa 1

Duração: 96 min

Sala 2 – O que aconteceu com ela?

23h30 – Faça Ela Voltar (Bring Her Back)

2025, 104 min, 18 anos, terror, Austrália, inglês (legendado)

Direção: Michael Philippou, Danny Philippou

Elenco: Sally Hawkins, Olga Miller, Billy Barratt

Sinopse: Faça Ela Voltar acompanha a vida de dois meio-irmãos que, após encontrarem seu pai morto no banheiro, são alocados para um lar adotivo. Andy e Piper acabam na casa de Laura, sua nova guardiã. Com um jeito excêntrico, Laura trabalhava como conselheira pedagógica e, além dos irmãos, também adota um jovem mudo chamado Oliver. Afastada da cidade grande, o imóvel no qual a garota e o garoto vivem esconde grandes segredos, e a descoberta de um ritual aterrorizante é capaz de destruir para sempre a relação dos dois, e até mesmo transformá-la em uma dor profunda.

01h35 – O Que Terá Acontecido com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?)

1962, 134 min, 12 anos, terror, EUA, inglês (legendado)

Direção: Robert Aldrich

Elenco: Bette Davis, Joan Crawford, Victor Buono

Sinopse: Duas irmãs que foram estrelas do cinema vivem isoladas em uma mansão. Sem funcionários, Blanche passa a depender da instável Jane — e a tensão entre elas só aumenta.

04h10 – Filme surpresa 2

Duração: 127 min

Serviço – Noitão Faça Ela Voltar

Data: 22 de agosto

Horário: a partir das 23h10

Local: Cine Reag Belas Artes

Endereço: Rua da Consolação, 2423

Valor: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia-entrada para estudantes e melhor idade). Poltronas numeradas. Cadeiras adequadas para obesos e espaço para cadeirantes em todas as salas.

Ingressos: No site ou na bilheteria

Rabia – As Esposas do Estado Islâmico estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (21)

Chega nesta quinta-feira, 21 de agosto, aos cinemas do Brasil o filme francês Rabia – As Esposas do Estado Islâmico, distribuído pela Pandora Filmes. O longa marca a estreia da diretora Mareike Engelhardt e mergulha no universo das mulheres que foram recrutadas pelo Daesh, grupo jihadista que chegou a dominar parte da Síria e do Iraque.

O projeto nasceu a partir de depoimentos reais de jovens europeias que se uniram ao Estado Islâmico, trazendo para a ficção os mecanismos de aliciamento e controle dentro do califado.

A jornada de Jessica em Raqqa

A protagonista é Jessica (Megan Northam), uma francesa de 19 anos que acredita estar iniciando uma nova vida ao viajar para a Síria. Ao chegar em Raqqa, capital do Daesh, descobre um destino diferente: é levada para uma “madafa”, casa onde mulheres solteiras e viúvas aguardam para se casar com combatentes. Ali, passa a ser chamada de Rabia.

O local é comandado por Madame (Lubna Azabal), figura inspirada em Oum Adam, uma das líderes femininas mais temidas dentro do grupo. O confronto entre as duas personagens revela como a identidade e a liberdade de Jessica vão sendo apagadas.

Pesquisa e ambientação claustrofóbica

Com roteiro assinado por Engelhardt e Samuel Doux, o filme foi construído a partir de entrevistas com ex-integrantes do Estado Islâmico e da observação de julgamentos em Paris. A narrativa se desenrola como um huis clos, em espaço fechado, intensificando a sensação de prisão e manipulação psicológica.

Fotografia e trilha que ampliam a tensão

A fotografia é de Agnès Godard (Beau Travail, 35 Doses de Rum), que aposta em imagens sóbrias e sufocantes. Já a direção de arte recria pela primeira vez em uma obra de ficção os interiores de uma madafa, até então nunca representados no cinema. A trilha sonora é de David Chalmin, conhecido por colaborações com artistas como Madonna e Thom Yorke, adicionando densidade ao clima do longa.

Pôster

Ficha técnica

Título original: Rabia

Título no Brasil: Rabia – As Esposas do Estado Islâmico

Direção: Mareike Engelhardt

Roteiro: Mareike Engelhardt e Samuel Doux

Elenco: Megan Northam, Lubna Azabal, Natacha Krief, Lena Lauzemis, Maria Wördemann, Klara Wördemann, Andranic Manet

País: França

Ano: 2024

Gênero: Drama

Duração: 95 minutos

Distribuição no Brasil: Pandora Filmes

Classificação indicativa: 16 anos

Estreia: 21 de agosto de 2025

Kirby Air Riders chega ao Nintendo Switch 2 em novembro com legendas em português do Brasil

Depois de anos de pedidos dos fãs, Kirby Air Riders finalmente foi revelado como o novo grande lançamento da Nintendo. O jogo chega em 20 de novembro de 2025, exclusivo para o Nintendo Switch 2, e terá versão em português do Brasil. A novidade foi apresentada pelo próprio Masahiro Sakurai, em uma transmissão especial dedicada ao título.

De volta às origens, mas com novidades

Inspirado em Kirby Air Ride, clássico do GameCube lançado em 2003, o novo jogo resgata a ideia de colocar Kirby e seus amigos em disputas caóticas sobre veículos voadores. A diferença é que agora tudo foi expandido: mais personagens jogáveis, novas máquinas e modos atualizados para o público atual.

Além do quarteto principal — Kirby, Meta Knight, King Dedede e Bandana Waddle Dee — também entram no elenco figuras inesperadas, como Cappy, Chef Kawasaki e até inimigos clássicos da franquia.

Como funciona a jogabilidade

  • Máquinas voadoras: cada uma tem velocidade, resistência e estilo próprio. Elas já se movimentam sozinhas, cabendo ao jogador controlar curvas, drifts e até manobras como saltos e rail grinds.
  • Boost e Drift: usando o botão de carga, é possível acumular energia para um dash explosivo. O timing em curvas faz toda a diferença.
  • Especiais: cada personagem tem seu próprio golpe especial. Kirby é a exceção, podendo alternar entre quatro habilidades diferentes dependendo da cor escolhida.
  • Copy Abilities: não seria um jogo do Kirby sem o poder de copiar habilidades. Essa mecânica também está presente nas corridas.

Modos de jogo que marcam presença

  • City Trial: o modo mais lembrado do GameCube retorna, agora em uma ilha flutuante chamada Skyah. O jogador começa com um veículo fraco, coleta upgrades pelo mapa e participa de eventos aleatórios — que incluem corridas rápidas, batalhas contra chefes clássicos e desafios-surpresa. Depois de cinco minutos de preparação, todos partem para o estádio final.
  • Stadiums: arenas com provas variadas, que mudam de acordo com os upgrades coletados.
  • Air Ride Mode: corridas para até seis jogadores, com velocidade crescente a cada ataque contra rivais ou ao seguir o rastro de estrelas.
  • Lessons: um espaço para aprender técnicas básicas e avançadas antes de cair no caos.

O jogo traz suporte a multiplayer local para até 8 jogadores e online para até 16 jogadores, com direito a chat de voz e vídeo pelo GameChat.

Música para aquecer o lançamento

A Nintendo já disponibilizou sete músicas da trilha sonora de Kirby Air Riders no aplicativo Nintendo Music, entre elas o tema principal com vocais em inglês.

Um novo clássico no horizonte

Desenvolvido pela Sora Ltd. em parceria com a Bandai Namco Studios, Kirby Air Riders aposta em jogabilidade acessível, mas cheia de possibilidades estratégicas. Para quem viveu a era do GameCube, é um retorno aguardado. Para novos jogadores, uma chance de conhecer o lado mais competitivo — e caótico — do mundo de Kirby.

Kirby Air Riders estreia em 20 de novembro de 2025, no Nintendo Switch 2, em português do Brasil.

BLEACH Rebirth of Souls recebe Retsu Unohana e eleva o combate

Retsu Unohana, a lendária shinigami da Soul Society, agora faz parte do roster de BLEACH Rebirth of Souls. O segundo DLC de personagens do jogo chega para intensificar as batalhas e trazer estratégias inéditas para os fãs. Unohana é o segundo personagem favorito dos jogadores a entrar no título desde seu lançamento neste ano.

Quem tem a Deluxe Edition, Ultimate Edition ou o Passe de Temporada acessa o conteúdo automaticamente. O jogo roda em PS4, PS5, Xbox Series X|S e PC via Steam.

Golpes que mudam o ritmo da luta

Unohana chega com ataques que misturam força e estratégia. Entre eles:

  • Iai: desembainha a espada e dispara cortes à frente, com sequência de golpes que causam dano alto.
  • Hado 33: Sokatsui / Living Blade: avança com a bainha e aplica um ataque extra poderoso.
  • Kaido / Zanjutsu Basics: contra-ataca e arremessa o inimigo quando em postura defensiva.

O Bankai “Minazuki” transforma Unohana em uma potência: mais poder de ataque, cura aprimorada e redução de dano recebido. Um verdadeiro trunfo para virar qualquer batalha.

Trailer

Apresentação

Estratégia, combos e anime vibes

BLEACH Rebirth of Souls mantém o clima anime em combates intensos com mais de 30 personagens jogáveis. Cada Bankai libera habilidades únicas, e a chegada de Unohana adiciona profundidade tática: controlar espaço, pressionar adversários e explorar combos agora é ainda mais essencial.

A adição da capitã curandeira mostra que, no mundo de BLEACH, força e estratégia caminham juntas — e dominar ambas é a chave para a vitória.

Bario Bar expande e abre terceira unidade em São Paulo

O Bario Bar, maior barcade da América Latina, anuncia sua terceira unidade em São Paulo. Localizada na Av. Washington Luís, 1860 – Santo Amaro, a nova casa estreia em setembro e reforça a presença da marca na capital, consolidando-a como referência em bares temáticos de games e cultura pop dos anos 80 e 90.

Expansão estratégica e conceito renovado

Com unidades já estabelecidas em Pinheiros e Tatuapé, o Bario Bar leva agora sua atmosfera vibrante a uma região culturalmente dinâmica da cidade. A nova unidade terá projeto arquitetônico exclusivo, menu e carta de drinques renovados, além de eventos especiais, oferecendo uma experiência completa que une gastronomia, entretenimento e hospitalidade em um só lugar, segundo Flávia Roma, gerente de marketing.

Entretenimento para todos

O Bario Bar mantém seu foco em proporcionar momentos memoráveis para diferentes públicos: encontros entre amigos, programas em família, aniversários e confraternizações. Com jogos nostálgicos, gastronomia inspirada na cultura americana dos anos 80 e coquetelaria autoral, a marca se consolida como destino de quem busca diversão e nostalgia em São Paulo.

Para acompanhar novidades e eventos da nova unidade: @bario_bar

Indiana Jones chega ao Nintendo Switch 2 com DLC A Ordem dos Gigantes

Indiana Jones

Na Opening Night da gamescom 2025, a MachineGames e a Lucasfilm Games anunciaram que Indiana Jones e o Grande Círculo vai desembarcar no Nintendo Switch 2 em 2026. A experiência premiada de ação e exploração chega ao portátil sem perder nada da atmosfera cinematográfica.

A Ordem dos Gigantes

Junto do anúncio, rolou um trailer de jogabilidade do DLC A Ordem dos Gigantes, previsto para 4 de setembro de 2025 em todas as plataformas atuais. Nele, Indiana Jones™ percorre Roma em busca dos segredos da Ordem dos Nefilins, enfrentando cultistas, armadilhas e mistérios sombrios.

O DLC se passa paralelo ao jogo principal: um jovem padre envia Indy em uma missão perigosa para encontrar um artefato misterioso e explorar locais como a Cloaca Maxima, o Culto de Mitra e o Rio Tibre, com cenários inéditos e trilha sonora exclusiva.

Quem tem acesso

Quem comprou Edição Premium, Upgrade para Premium, Edição de Colecionador ou Conjunto de Colecionador recebe o DLC automaticamente. Ele também pode ser adquirido separadamente — é preciso ter o jogo base. Detalhes em: indianajones.bethesda.net.

Trailer

Onde jogar agora

O jogo já está disponível em Xbox Series X|S, PlayStation 5, PlayStation 5 Pro, PC e Game Pass. A chegada ao Switch 2 promete colocar toda a ação na palma da mão em 2026, com pré-venda ainda por anunciar.

ROUTINE | Terror e ficção científica chegam ao Xbox e PC em 2025

Durante a Opening Night Live da gamescom 2025, a publicadora sueca Raw Fury e a desenvolvedora britânica Lunar Software confirmaram que ROUTINE, aguardado jogo de terror e ficção científica em primeira pessoa, será lançado no final de 2025 para PC (via Steam) e Xbox. O título também estará disponível no Game Pass desde o primeiro dia.

A trama leva os jogadores a explorar uma estação lunar abandonada, em um futuro retrô-analógico inspirado na tecnologia dos anos 1980. O local, antes movimentado, mergulhou em silêncio sem explicação. O jogador assume o papel de um explorador encarregado de investigar os corredores desertos, de shoppings esquecidos a alojamentos deteriorados, descobrindo pouco a pouco que algo desconhecido está à espreita.

A Lunar Software aposta em uma experiência imersiva, com interface mínima e ênfase em áudio diegético, criando um clima de tensão constante. O sistema de “consciência corporal total” coloca o jogador dentro da experiência, reforçando a sensação de vulnerabilidade.

Um dos recursos centrais do jogo é a Ferramenta de Assistência ao Cosmonauta (F.A.C.), que funciona como chave para acessar terminais, navegar pelo ambiente e coletar pistas. Além disso, ela pode ser utilizada em situações extremas como último recurso contra as ameaças que surgem na estação.

ROUTINE não se limita à exploração. O jogador precisará decidir quando correr, se esconder ou enfrentar o que se esconde nas sombras. Cada passo pode significar a diferença entre desvendar os segredos da estação ou se tornar mais uma vítima do desconhecido.

Trailer

Quem está por trás de ROUTINE

A Lunar Software é um pequeno estúdio independente britânico fundado em 2010, formado por apenas três pessoas. ROUTINE é seu primeiro grande projeto. Já a Raw Fury, conhecida por publicar títulos como Kingdom, Norco e Cassette Beasts, aposta novamente em jogos de identidade forte e atmosfera marcante.

Rosario | 5 motivos para sentir o terror latino-americano nos cinemas

O suspense Rosario, estreia do colombiano Felipe Vargas, chega aos cinemas brasileiros em 28 de agosto, com distribuição da Imagem Filmes. Protagonizado por Emeraude Toubia e com David Dastmalchian e Paul Ben-Victor no elenco, o longa mergulha em heranças familiares e rituais ancestrais em uma atmosfera sombria e tensa.

1. Terror com DNA latino-americano

Esqueça clichês do horror americano. Rosario constrói seu terror a partir de lendas, rituais e mitologias da América Latina. A corretora de Wall Street Rosario Fuentes retorna ao apartamento da avó após a morte dela e encontra uma câmara secreta cheia de artefatos sombrios.

Felipe Vargas cresceu cercado por médiuns e práticas místicas. Essa vivência dá autenticidade ao filme: o sobrenatural é real, ancestral e inevitável.

2. Emeraude Toubia desafia o terror

Conhecida por Shadowhunters, Toubia encara seu primeiro papel no gênero e carrega quase toda a narrativa. Ela explora sustos, gritos e tensão emocional de forma intensa.

“Nunca tinha feito terror. Queria encarar algo que me assustasse, porque isso só te torna melhor”, conta a atriz, destacando também a equipe majoritariamente latina do projeto.

3. Elenco que dá peso à história

Além de Toubia, David Dastmalchian, ícone do terror contemporâneo, e Paul Ben-Victor, veterano de cinema e TV, ampliam a força dramática da trama. Cada personagem contribui para a tensão crescente, sem que o filme dependa apenas de sustos fáceis.

4. Felipe Vargas estreia em longas com estilo próprio

Vargas traz influências de Guillermo del Toro e Terrence Malick: poética, grotesco e uma câmera que circula pelos objetos, reforçando a claustrofobia. Rosario constrói um terror atmosférico, onde a sensação de opressão e o contato com o sobrenatural são contínuos.

5. Terror que se vive na tela grande

O longa aposta em efeitos práticos e maquiagem elaborada, reduzindo o uso de CGI. Cada susto, cada manifestação sobrenatural, ganha intensidade quando vivida na sala escura, tornando a experiência coletiva mais intensa.

A estreia coincide com a Semana do Cinema, com ingressos a 10 reais, oportunidade para sentir cada arrepio na tela grande.

Sinopse

Rosario (Emeraude Toubia) volta ao apartamento da avó após a morte dela, mas uma nevasca a obriga a passar a noite no local. Cercada por vizinhos estranhos e silêncio inquietante, ela descobre uma maldição ancestral. Para sobreviver, precisará enfrentar os segredos enterrados da família.

Elenco principal

  • Emeraude Toubia: Rosario Fuentes
  • David Dastmalchian: Joe
  • José Zúñiga: Oscar Fuentes
  • Diana Lein: Elena Fuentes
  • Paul Ben-Victor: Marty

Ficha Técnica

  • Direção: Felipe Vargas
  • Roteiro: Alan Trezza
  • Produção: Jon Silk, Javier Chapa, Phillip Braun
  • Fotografia: Carmen Cabana
  • Montagem: Claudia Castello
  • Direção de Arte: Carlos Osorio
  • Figurino: Daniela Rivano
  • Música: Will Blair e Brooke Blair
  • Ano e países: 2025, Colômbia/EUA
  • Distribuição no Brasil: Imagem Filmes

Pôster

Rosario estreia em 28 de agosto, trazendo um terror latino-americano que mistura tradição, misticismo e tensão em cada quadro.

Caramelo | Rafael Vitti e o cãozinho Amendoim estrelam drama que chega à Netflix em outubro

O drama Caramelo estreia na Netflix em 8 de outubro, trazendo uma narrativa delicada sobre amizade, superação e pequenas surpresas da vida. No centro da história está Pedro (Rafael Vitti), um chef de cozinha obstinado que vê seu sonho de liderar um restaurante ameaçado por um diagnóstico inesperado. É então que um carismático vira-lata caramelo entra em sua vida, iniciando uma jornada de redescoberta, conexão e significado no presente.

O longa destaca o poder transformador de alguns encontros e mostra que, às vezes, a inspiração e a amizade surgem de onde menos se espera. O trailer divulgado pela Netflix já sugere momentos de humor e ternura, capturando a rotina quase inevitável de quem convive com um pet.

Elenco e participações especiais

Além de Rafael Vitti e do cão-astro Amendoim, Caramelo conta com Arianne Botelho, Noemia Oliveira, Ademara, Kelzy Ecard, Bruno Vinicius, Roger Gobeth e Olívia Araújo. O filme também traz nomes consagrados como Cristina Pereira e Carolina Ferraz, além de uma participação especial da chef Paola Carosella.

Bastidores e produção

Dirigido por Diego Freitas (Depois do Universo), que assina também a ideia original do roteiro, o filme é coescrito por Rod Azevedo e Vitor Brandt, com colaboração de Carolina Castro e consultoria de Marcelo Saback. Produzido pela Migdal Filmes em sua primeira parceria com a Netflix, Caramelo contou com uma equipe especializada para a presença do animal no set: Luis Estrelas foi responsável pelo treinamento e bem-estar do cão, com consultoria do americano Mike Miliotti (Garfield – O Filme).

Pôster

Um toque de ternura para outubro

Com direção cuidadosa, elenco sólido e a presença carismática de Amendoim, Caramelo promete conquistar o público com uma narrativa sensível e emocionante, mostrando que, em certos encontros, a vida encontra novos sabores e cores.

JFF Theater lança seis novos filmes japoneses com legendas em português

O cinema japonês chegou em casa: o JFF Theater, streaming gratuito da Fundação Japão, acaba de lançar seis novos títulos, todos legendados em português e disponíveis por tempo limitado. Uma oportunidade de explorar histórias que vão do cotidiano escolar aos sabores da culinária japonesa, sem precisar sair do sofá.

O primeiro bloco de filmes traz o universo escolar, cheio de dramas, amizades e descobertas.
Em Have a Song on Your Lips, uma professora substituta de música transforma a vida de seus alunos, enquanto The Scoop coloca uma estudante apaixonada por literatura no meio de uma disputa entre o clube literário e o de jornalismo. Pura nostalgia de quem já viveu os altos e baixos da escola japonesa — ou quem só assistiu aos dramas nos animes.

Culinária que une histórias

O segundo grupo de filmes mostra como a comida pode ser protagonista de relações e memórias.

  • The Zen Diary acompanha a rotina de um escritor e sua conexão com a natureza, inspirada na cozinha dos monges budistas.
  • Come Back Anytime registra a vida de um chef de lámen e seu relacionamento com clientes fiéis, quase como uma amizade temperada a caldo.
  • Mottainai Kitchen mostra como reaproveitar alimentos e criar novos pratos, mergulhando na cultura japonesa do aproveitamento total.
  • Takano Tofu conta a reconexão entre pai e filha através da tradição do tofu, unindo família e gastronomia.

Brasil entre os maiores fãs

O streaming não para de crescer. O Brasil já é o segundo país que mais acessa o JFF Theater, atrás apenas da Indonésia. Uma prova de que o interesse pelos filmes japoneses vai muito além de animes e tokusatsu, abraçando histórias humanas, sensíveis e saborosas.

Como assistir

Os títulos ficam disponíveis por cerca de dois a três meses e depois dão lugar a novas seleções. Tudo legendado em português e de graça, com cadastro simples em pt.jff.jpf.go.jp.

5ª Mostra de Cinema Árabe Feminino traz masterclass online com a cineasta libanesa Rania Stephan

A 5ª edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino chega ao Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias entre 22 e 30 de agosto, com sessões gratuitas em espaços como o CCBB RJ, Cine Arte UFF e FEBF/UERJ. A programação reúne filmes inéditos no Brasil, debates e sessões comentadas, propondo reflexões sobre a imagem como arquivo vivo da História em um contexto de urgências políticas e afetos compartilhados.

A masterclass “O Caminho para o Arquivo”

Um dos pontos altos da edição é a masterclass online conduzida pela diretora libanesa Rania Stephan, no dia 24 de agosto, das 10h às 12h, aberta para participantes de todo o Brasil mediante inscrição prévia.

Stephan, cujo trabalho já circulou por festivais como Locarno e Veneza, vai compartilhar sua trajetória e investigar o papel da memória e da montagem cinematográfica na reconstrução de narrativas. As perguntas que orientam sua obra também estarão presentes em sua fala: o que antecede uma imagem? como ela surge? como podemos renovar nosso olhar diante de imagens já vistas?

A atividade dialoga diretamente com a retrospectiva dedicada à diretora dentro da mostra, que inclui quatro curtas e o longa “Os Três Desaparecimentos de Soad Hosni” (Líbano, 2011, 70 min). Nesse trabalho, Stephan reorganiza trechos de dezenas de filmes estrelados pela icônica atriz egípcia para reconstruir sua vida e trajetória.

Formulário de inscrição disponível aqui.

Filmes, debates e catálogo

Além das exibições, a Mostra promove mesas redondas, encontros com alunos e sessões comentadas. A curadoria, assinada por Alia Ayman, Analu Bambirra e Carol Almeida, destaca obras que revisitam o mundo árabe sob perspectivas contemporâneas, ampliando o diálogo entre realizadores e o público brasileiro.

Um catálogo especial também será lançado em versões impressa e online, trazendo ensaios de Gabriela Souto, Juliana Gusman e Camila Macedo, aprofundando os temas discutidos em tela.

ONLINE (aberta para todo o Brasil mediante inscrição prévia)

24/08 (Domingo)

  • 10h – Masterclass: “O caminho para o arquivo” com Rania Stephan (120’)
    Atividade com tradução simultânea (inglês/português) e intérprete de Libras | 18 anos

RIO DE JANEIRO – CCBB RJ

22/08 (Sexta-feira)

  • Manhã – Sessão educativa (fechada)
  • 19h – Sessão de abertura: Os Três Desaparecimentos de Soad Hosni (Líbano, 2011, 70’) | 16 anos

23/08 (Sábado)

  • 13h – Curtas de Rania Stephan (96’):
    • Danos para Gaza (2009, 2’)
    • A Terra das Laranjas Tristes (Ghassan Kanafani) (2009, 2’)
    • Memórias para um Detetive (2015, 31’)
    • Trem-Trens 1: Onde Está o Trilho? (1999, 33’)
    • Trem-Trens 2: Um Desvio (1999-2017, 30’) | 12 anos
  • 15h – Curtas (Sessão comentada por Hadi Bakkour, 58’):
    • Amor Trançado (Bélgica, 2018, 24’)
    • Um Retrato de Michel (EUA, Alemanha, 2024, 44’) | 12 anos
  • 17hNão Mais Preferimos Montanhas (Palestina, Holanda, Bélgica, 2023, 95’) – Sessão comentada por Nina Lua | 14 anos

24/08 (Domingo)

  • 15h – Sessão Solidariedade Brasil-Árabe:
    • Hip Hop com Dendê (Brasil, 2006, 15’)
    • Slingshot Hip Hop (Palestina, 2008, 83’) – Sessão comentada por Edd Wheeler | 12 anos
  • 17h30 – Curtas (94’):
    • Já Mortos (Líbano, 2024, 7’)
    • Dançando a Palestina (Reino Unido, Palestina, 2024, 37’)
    • Neo Nahda (Reino Unido, 2023, 12’)
    • A Canção da Besta (França, Reino Unido, 2019, 38’) | 16 anos

25/08 (Segunda-feira)

  • 18h45 – Curtas (71’):
    • Ismail (Jordânia, Palestina, Reino Unido, Catar, 2013, 28’)
    • Barco de Tolos (Alemanha, Líbano, 2024, 30’)
    • Purê de Batatas (EUA, 2024, 13’) | 10 anos

27/08 (Quarta-feira)

  • 18h30 – Curtas (94’):
    • Já Mortos (Líbano, 2024, 7’)
    • Dançando a Palestina (Reino Unido, Palestina, 2024, 37’)
    • Neo Nahda (Reino Unido, 2023, 12’)
    • A Canção da Besta (França, Reino Unido, 2019, 38’) | 16 anos

28/08 (Quinta-feira)

  • 16h30Rainhas (Marrocos, França, 2022, 83’) | 12 anos
  • 18h30A Casa das Amoras (Síria, Egito, Reino Unido, EUA, Iêmen, 2013, 65’) | 14 anos

29/08 (Sexta-feira)

  • 16h30Q (Líbano, EUA, 2023, 93’) | 16 anos
  • 18h30 – Sessão Solidariedade Brasil-Árabe:
    • A Entrevista (Brasil, 1964, 20’)
    • Fatma 75 (Tunísia, 1975, 60’) – Sessão comentada por Karla Holanda | 12 anos

30/08 (Sábado)

  • 14h30 – Mesa redonda: Conversa com a curadoria (90’) | Livre
  • 16h30 – Mesa redonda: “Atravessar o horror diante do desejo de vida com o cinema palestino” com Fernando Resende, Jo Serfaty e mediação de Carol Almeida (90’) | 18 anos
  • 18h30 – Sessão de encerramento: Um Estado de Devoção (Líbano, Palestina, Jordânia, Reino Unido, Kuwait, 2024, 90’) – Sessão comentada por Muna Omran | 18 anos

NITERÓI – CINE ARTE UFF

25/08 (Segunda-feira)

  • 19h30Q (Líbano, EUA, 2023, 93’) – Sessão comentada por Nina Tedesco | 16 anos

26/08 (Terça-feira)

  • Manhã – Sessão educativa (fechada)
  • 19h30Rainhas (Marrocos, França, 2022, 83’) | 12 anos

27/08 (Quarta-feira)

  • 19h30 – Mesa redonda: “A Ética da Intimidade” com Mariana Baltar, Consuelo Lins e mediação de Carol Almeida | 14 anos

DUQUE DE CAXIAS – FEBF/UERJ

28/08 (Quinta-feira)

  • 19h30Slingshot Hip Hop – Sessão comentada pela Curadoria | 12 anos

FILMES INTERNACIONAIS

A canção da besta Beast Type Song França/Reino Unido, 2019, 38’ Diretora Sophia Al-Maria Esse filme tem como pano de fundo a ficção científica de uma batalha solar, evocada por Etel Adnan em seu poema The Arab Apocalypse. Assim como Adnan usa desenhos e símbolos para comunicar o que não pode ser expresso em palavras, Sophia Al-Maria explora a revisão da história por meio de uma nova linguagem de desenhos, movimento e música que cria uma modulação de sons e imagens contra-hegemônicas. Seus protagonistas refletem sobre as narrativas e línguas que herdaram, e sobre a violência que enfrentam como filhos de legados coloniais. O filme resulta em uma rota de fuga das narrativas dominantes de um passado opressor.

A Casa das Amoras The Mulberry House Síria/Egito/Reino Unido/EUA/Iêmen, 2013, 65’ Diretora Sara Ishaq Sara cresceu no Iêmen, filha de pai iemenita e mãe escocesa. Na adolescência, sentiu-se cada vez mais sufocada pelas restrições do ambiente e, aos 17 anos, finalmente decidiu se mudar para a Escócia, onde sua mãe atualmente reside. Seu pai, no entanto, só a aprovaria sob a condição de que ela não abandonasse suas raízes iemenitas — uma promessa que ela fez, mas não conseguiu cumprir. Dez anos depois, em 2011, Sara retorna ao Iêmen como uma pessoa diferente, preparada para enfrentar o lar de seu passado e se reconectar com suas raízes há muito tempo rompidas. Mas, contra todas as expectativas pessoais, ela retorna e encontra sua família e seu país à beira de uma revolução.

Amor Trançado Braided Love Bélgica, 2018, 24’ Diretora Rand Abou Fakher Trechos de um dia na vida de duas mulheres, mãe e filha, mostram as complicações de um relacionamento construído sobre uma dor que nunca foi enfrentada, mas que agora precisa ser elaborada de alguma forma.

Barco de Tolos Ship of Fools Alemanha/Líbano, 2024, 30’ Diretora Alia Haju Alia e os monstros que a acompanham desde a infância estão familiarizados com as imagens de destruição e ruína que cercam Beirute. Nascer em um contexto de guerra cria certos escudos — mas também deixa para trás vulnerabilidades e mundos interiores particulares. Em um desses mundos, Alia conhece Abu Samra, um homem que treina para se tornar um super-herói a fim de salvar Beirute de seus muitos perigos. Abu Samra carrega seus próprios monstros, mas, de dentro do reino da imaginação, oferece vislumbres de resistência — até mesmo para a própria cineasta, que entra em cena. Tradução: Parceria com o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

Dançando a Palestina Dancing Palestine Reino Unido/ Palestina, 2024, 37’ Diretora Lamees Almakkawy Dançar é relembrar, dançar é rememorar. Enquanto a identidade palestina continua sendo ameaçada de apagamento, palestinos se voltam para a sua dança folclórica, a dabke, como uma homenagem a sua história e cultura, e para afirmar sua existência. Dançando a Palestina é a documentação da corporificação de uma memória coletiva. Assim como se junta as peças da coreografia dabke, juntam-se também suas identidades. A dabke é o testamento do profundo amor dos palestinos pela vida, e dessa forma, é também a necessidade de contribuir para o arquivo da Palestina, para que ele permaneça vivo no presente e nos corpos moventes. Tradução: Yara Osman

DANOS Para Gaza, “A terra das laranjas tristes” (Ghassan Kanafani) DAMAGE For Gaza, “The land of sad oranges” (Ghassan Kanafani) Líbano, 2009, 2’ Diretora Rania Stephan Um filme bem pequeno SOBRE violência, COM flamenco, SEM um dançarino, e POR Gaza, “a terra de laranjas tristes”, como diria o escritor palestino Ghassan Kanafani.

Fatma 75 Fatma 75 Tunísia, 1975, 60’ Diretora Selma Baccar Fatma 75 é o primeiro filme de não-ficção realizado por uma mulher tunisiana, censurado até recentemente no seu país de origem. Trata-se de um ensaio feito num contexto de luta pelo direito das mulheres, que revisita o trajeto histórico do estatuto da mulher na Tunísia, de 1930 a 1975, através de Fatma, uma estudante cujo nome alude à designação escolhida pelos colonos para se referirem às mulheres árabes. Tradução: Jemina Alves em parceria com a Tabla

Ismail Ismail Jordânia/Palestina/Reino Unido/Catar , 2013, 28’ Diretora Nora Alsharif Inspirado por um dia na vida do pintor palestino Ismail Shammout, Ismail conta a história comovente de um jovem que luta para sustentar seus pais após a Nakba, leia-se, após a expulsão de várias famílias para um campo de refugiados em 1948, imposição das forças israelenses. Apesar da vida miserável e das condições precárias, ele se apega ao sonho de ir a Roma para aprender pintura. Um dia, depois de vender bolos na estação de trem com seu irmão mais novo, eles entram descuidadamente em um território onde a fronteira entre vida e morte se torna muito frágil. Tradução: Tulin Al Hashemi

já mortos déjà morts / already dead Líbano, 2024, 7’ Diretora Ghada Sayegh Primavera de 2020 – durante o isolamento eu tinha o hábito de pegar o carro para uma volta nas adjacências do porto de Beirute. Depois de 4 de agosto, não era mais possível fazer essa rota. Ainda assim, eu a fiz, às vezes ia até lá e ousava filmar, mas não o porto. Apenas um prédio em frente. Hoje, as palavras do primeiro fragmento de uma coleção de poemas The End of the World Has Already Occurred ressurgem nas imagens desse prédio. Tradução: Hamza Lamrani

Memórias para um detetive Memories for a private eye Líbano, 2015, 31’ Diretora Rania Stephan Ao evocar a linguagem do cinema noir, o filme investiga um arquivo pessoal, colocando em primeiro plano um detetive fictício que ajuda a desvendar memórias profundas e traumáticas. Tradução: Hadi Bakkour

Não Mais Preferimos Montanhas We No Longer Prefer Mountains Palestina/Holanda/Bélgica, 2023, 95’ Diretora Inas Halabi Não Mais Preferimos Montanhas começa com uma subida ao Monte Carmelo, onde estão localizadas as cidades Drusas de Dalyet el Carmel e Isfiya, levando o espectador a um mundo de isolamento geográfico e a um local moldado pela coerção e pelo controle. Entrelaçando interações íntimas com membros da comunidade em espaços domésticos compartilhados e ambientes externos, o filme explora como as políticas internas dos drusos foram reconfiguradas e remodeladas desde 1948, ao mesmo tempo em que abre possibilidades para imaginar futuros alternativos. Tradução: Laura Faria

Neo Nahda Neo Nahda Reino Unido, 2023, 12’ Diretora May Ziadé Mona, uma jovem em Londres, encontra uma fotografia antiga de uma mulher árabe crossdresser nos anos 20. Em um ponto, entre as suas fantasias e a realidade, ela começa uma intensa jornada de descoberta de histórias perdidas e de sua própria identidade. Tradução: Mariana Ramos

O protesto silencioso: 1929 Jerusalém The silent protest: 1929 Jerusalem Palestina, 2019, 20’ Diretora Mahasen Nasser-Eldin No dia 26 de outubro de 1929, aproximadamente 300 mulheres palestinas de todo o país se reuniram em Jerusalém para inaugurar seu movimento feminino. O filme, a partir de uma peregrinação feita pela própria diretora dentro da imagem, faz um escavamento de arquivos para retomar a história de luta dessas mulheres. Tradução: Higor Gomes

Os Três Desaparecimentos de Soad Hosni The Three Disappearances of Soad Hosni Líbano, 2011, 70’ Diretora Rania Stephan Os Três Desaparecimentos de Soad Hosni é uma elegia arrebatadora a uma era rica e versátil da produção cinematográfica no Egito, por meio do trabalho de uma de suas atrizes e estrelas mais reverenciadas desse país: Soad Hosni, que, do início dos anos 1960 até os anos 90, incorporou a mulher árabe moderna em sua complexidade e paradoxos. Tradução: Ester Macedo

Purê de Batatas Mashed Potatoes EUA, 2024, 13’ Diretora Suha Araj Enquanto se preparam para um piquenique de Ação de Graças com os amigos, um casal árabe discute sobre os méritos discursivos de um jornalista muito citado após os ataques de 11 de setembro. Surge a questão: que tipos de violências são produzidas quando a retórica do inimigo é introjetada por quem sofre, na pele, a violência colonial? Suha Araj cria filmes que exploram o deslocamento de comunidades imigrantes. The Cup Reader, exibido no Festival de Cinema de Tribeca e premiado com o prêmio The Next Great Filmmaker no Festival Internacional de Cinema de Berkshire e no Festival Internacional de Cinema de Bagdá. Ela recebeu o prêmio de 2018 da produção Tribeca/Chanel Through Her Lens por Rosa, que estreou no Blackstar Festival em 2020 e recebeu o prêmio de Melhor Narrativa de Curta-Metragem, o prêmio de Melhor Narrativa de Curta-Metragem Lionsgate/Starz, o prêmio de Melhor Narrativa de Curta-Metragem no Festival de Cinema de Woodstock e foi ao ar na HBO. Ela é beneficiária do Creative Capital de 2021 e da Jerome Foundation de 2022 por seu longa-metragem Khsara e da Warner Media 150 Fellow por seu longa-metragem de comédia/suspense, Bowling Green Massacre. Seu último curta, Purê de Batatas, foi lançado no Festival de Cinema de Woodstock em 2024. Tradução: Yara Osman

Líbano/ EUA, 2023, 93’ Diretora Jude Chehab Onde traçamos a linha entre amor e devoção? Um retrato íntimo e assombroso da busca por amor e aceitação a qualquer custo, Q retrata a influência insidiosa de uma ordem religiosa matriarcal secreta no Líbano sobre três gerações de mulheres da família Chehab. A cineasta Jude Chehab documenta com grande impacto os laços tácitos e as consequências da lealdade que uniram sua mãe, avó e ela mesma à misteriosa organização. Um retrato do preço que décadas de amor não correspondido, perda de esperança, abuso e desespero cobram de uma pessoa, Q é um conto multigeracional da eterna busca por significado. Uma história de amor de um tipo diferente, este documentário retrata as complexidades do poder invisível que entrelaça as vidas daqueles que amam uma mulher cujo coração está nas mãos de outra pessoa. Tradução: Laura Faria

Rainhas Queens Marrocos/França, 2022, 83′ Diretora Yasmine Benkiran Casablanca, Marrocos. Zineb escapa da prisão para salvar a filha da custódia do Estado. Mas as coisas rapidamente se complicam quando ela faz Asma, uma motorista de caminhão, como refém. Com a polícia em seu encalço, as três mulheres embarcam em uma fuga perigosa pela Cordilheira Atlas, suas rochas vermelhas e desertos escaldantes… Tradução: Hamza Lamrani

Slingshot Hip Hop Slingshot Hip Hop Palestina, 2008, 83’ Diretora J. Reem Salloum Slingshot Hip Hop documenta o surgimento e a evolução do Hip Hop palestino, unindo as narrativas de jovens artistas resilientes que navegam pela vida em Gaza, na Cisjordânia e na Palestina 48, enquanto eles mergulham no mundo do Hip Hop e aproveitam seu poder como uma ferramenta transformadora, superando as barreiras impostas pela ocupação e pela pobreza. Tradução: Yara Osman

Sudão, Lembre de Nós Sudan, Remember Us França/Tunísia/Catar , 2024, 76’ Diretora Hind Meddeb Shajane, Maha, Muzamil, Khatab e a voz do poeta Chaikhoon. Eles estão em seus vinte anos, são politicamente ativos e artisticamente criativos. Este filme é um coro cinematográfico, o retrato coletivo de uma geração que luta pela liberdade com suas palavras, poemas e cânticos. Diante de um exército corrupto e de uma milícia paramilitar responsável por crimes de guerra em Darfur, Cordofão e Nilo Azul, eles poderiam ter desistido antes mesmo de começar. Sem um sonho para os guiar, o poder da imaginação e a força do discurso poético, eles não teriam derrubado o antigo regime. O filme relata a luta desigual que opôs as vozes da revolução ao fogo da milícia. Tradução: Laura Faria

Trem-Trens 1: Onde está o trilho? Train-Trains 1: Where’s the Track? Líbano, 1999, 33’ Diretora Rania Stephan Uma jornada poética seguindo o vestígio da antiga linha férrea construída pela França em 1896, que ligava Beirute a Damasco, abandonada hoje em dia; uma visão pessoal do pós-guerra no Líbano. Tradução: Tulin Al Hashemi

Trem-Trens 2: Um Desvio Train-Trains 2: A bypass Líbano,1999-2017, 30’ Diretora Rania Stephan Um road movie pelos antigos trilhos ferroviários costeiros, construídos pelos britânicos em 1942, que ligava o Líbano à Palestina ao sul, Síria e Turquia com o norte; uma extensão do Expresso Oriente e as Linhas Egípcias, hoje fora de serviço. Originalmente filmado em 1999 como uma visão pessoal do Líbano pós-guerra civil, o filme foca em moradores que vivem perto de estações abandonadas, dando voz a pessoas muitas vezes ignoradas. Ao incorporar fotos Polaroid em imagens em movimento, o filme também evoca a memória e seus mecanismos, tornando-se, assim, uma interrogação sobre o que acontece