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Trilha feita no Brasil leva Clash Royale ao radar do Cinematic Awards

O Brasil apareceu no mapa de uma nova premiação internacional dedicada à linguagem cinematográfica dos games. Cezar Brandão, produtor associado da Blood Audio, foi indicado ao Cinematic Awards pela trilha sonora de Clash Royale – especificamente pela música da 71ª temporada, The Undead March. É o único trabalho brasileiro entre os indicados desta edição inaugural.

A premiação é organizada pela Society for Game Cinematics, em parceria com a Unreal Engine, e nasce com uma proposta clara: reconhecer a área onde games e cinema se encontram. Não é prêmio de popularidade nem ranking de vendas. Aqui, o foco está em direção, edição, som, música original e impacto audiovisual.

A primeira cerimônia acontece em 10 de março de 2026, no AMC Metreon 16 IMAX, em San Francisco, durante a semana da GDC. O contexto ajuda a entender o peso da indicação. Não é apenas sobre uma boa música, mas sobre linguagem, narrativa e identidade estética.

Quando a música puxa o universo inteiro

The Undead March acompanha a 71ª temporada de Clash Royale e marca a introdução da carta Evolved Witch, uma nova evolução dentro do jogo. A trilha, criada por Cezar Brandão, funciona como espinha dorsal da animação: ritmo, clima e tensão partem da música para definir o tom visual.

Segundo o produtor, o processo foi invertido em relação ao padrão da indústria. A música veio primeiro. A partir dela, o universo visual foi construído. É um detalhe que explica por que a trilha não soa como fundo, mas como motor narrativo da animação.

A produção do vídeo ficou a cargo da Mooncolony, com direção de David Ferguson. O brasileiro André Forni também integra a equipe criativa ligada à Supercell, reforçando a presença nacional no projeto.

Um prêmio que olha para a linguagem, não para o hype

O Cinematic Awards surge em um momento em que trailers, animações e cinemáticas de games já não são apenas material promocional. Em muitos casos, são peças autorais, com identidade própria, que dialogam com cinema, animação e música de forma direta.

Nesse cenário, a indicação de um trabalho brasileiro chama atenção não pelo ineditismo, mas pela naturalidade. Clash Royale é um dos jogos mais reconhecidos do mundo. Ter uma de suas temporadas musicais criadas no Brasil e indicada em uma premiação desse tipo diz mais sobre maturidade criativa do que sobre exceção.

Para Cezar Brandão, a indicação já cumpre um papel simbólico importante. Coloca a produção sonora brasileira dentro de uma conversa global sobre narrativa e estética em games. Ganha quem leva o troféu, mas o recado já foi dado: o som feito aqui também constrói mundos lá fora.

Berlinale 2026 vira ponto de partida para a estratégia internacional da A2 Filmes e da Great Movies

A passagem da A2 Filmes pela Berlinale em 2026, em parceria estratégica com a Great Movies, não é apenas presença protocolar em festival. Funciona como largada oficial do calendário internacional da empresa e como termômetro para decisões que vão muito além do ano corrente.

Considerado um dos mercados mais relevantes do audiovisual global, ao lado de Cannes, o encontro em Berlim concentra as primeiras grandes negociações do ano e antecipa movimentos que devem moldar os próximos ciclos da indústria. Para a A2 Filmes, estar ali significa acesso direto a produtores, distribuidores e tendências que acabam refletindo, meses depois, na programação e nas aquisições destinadas ao público brasileiro.

Segundo Alexandre Freire, a Berlinale 2026 consolida um momento de organização estratégica já bem definido. Com o line up de 2026 praticamente estruturado, o foco agora se desloca para aquisições futuras, fortalecimento do catálogo digital e planejamento que já mira 2027. “Berlim é o primeiro grande termômetro do ano. É onde começamos a entender o que vem pela frente e a construir as próximas oportunidades”, resume o executivo.

Tendências, formatos e novas janelas

Além das negociações diretas, a circulação pelo mercado revelou sinais claros de transformação no setor. Entre eles, o crescimento de produções pensadas em formato vertical e a diversificação dos modelos de distribuição, reflexos diretos das mudanças no consumo audiovisual e da força cada vez maior do ambiente digital.

Para Freire, esse tipo de leitura só é possível com presença constante nos principais polos internacionais. “Nem sempre dá para prever os sucessos, mas é esse contato direto com o mercado que permite identificar tendências e apostar nas oportunidades certas”, afirma.

Conexão global com foco regional

A parceria com a Great Movies reforça justamente essa lógica: conectar conteúdos globais a estratégias regionais bem definidas. Ao atuar de forma contínua nos principais mercados do cinema mundial, A2 Filmes e Great Movies buscam não apenas ampliar portfólio, mas entender como essas transformações impactam a forma de distribuir, programar e dialogar com o público da América Latina.

Mais do que vitrine de lançamentos, a Berlinale 2026 funciona, nesse contexto, como espaço de escuta e antecipação. Um lugar onde decisões tomadas hoje começam a desenhar o que o público verá e consumirá nos próximos anos.

NC America traz executivo da Amazon para conduzir AION 2 no Ocidente

A NC America resolveu jogar pesado antes de colocar AION 2 no mundo. A empresa anunciou a chegada de Mervin Lee Kwai, ex-produtor executivo da Amazon Games, para assumir o cargo de vice-presidente de operações na América do Norte. Na prática, é ele quem vai segurar o volante da nova fase de AION no Ocidente.

Não é um nome aleatório. Lee Kwai passou mais de duas décadas circulando pelos bastidores de MMORPGs na América do Norte e na Europa e vem justamente do setor que a NC quer disputar com força em 2026: publicação global de jogos como serviço. Na Amazon, liderou a divisão de MMOs de terceiros, com envolvimento direto em Lost Ark e Throne and Liberty, este último já desenvolvido pela própria NC.

Um movimento pensando no depois do lançamento

A chegada de Lee Kwai não é só sobre lançar AION 2. É sobre manter o jogo vivo. Seu histórico passa por gestão de operações de longo prazo, P&L, suporte global e lançamentos simultâneos em PC e consoles como PlayStation 5 e Xbox Series X|S — exatamente o tipo de experiência que define o sucesso ou fracasso de um MMO moderno.

Além de AION 2, ele também assume a supervisão do portfólio atual da NC America, que inclui AION, Blade & Soul e Lineage II, além dos novos projetos previstos para 2026, como Cinder City, Limit Zero Breakers e Time Takers.

Em outras palavras: a NC não quer repetir o velho erro de lançar MMO com força e perder fôlego meses depois.

Currículo moldado em MMO

Antes da Amazon, Lee Kwai passou por estúdios que ajudaram a definir diferentes fases do gênero. Na Trion Worlds, foi produtor executivo de ArcheAge e Trove. Na Sony Online Entertainment, trabalhou em projetos como PlanetSide 2 e DC Universe Online, além de títulos hoje lembrados como experimentos importantes da era pré-live service.

Esse percurso ajuda a explicar por que a NC aposta nele justamente agora. AION 2 carrega o peso de ressuscitar uma IP querida, mas também precisa dialogar com um mercado que já não perdoa lançamentos incompletos ou operações mal ajustadas.

O que isso sinaliza para AION 2

A fala de Lee Kwai sobre começar por AION 2 deixa claro que o jogo é prioridade absoluta. A escolha de um executivo focado em operação — e não apenas em marketing ou produção — indica que a NC enxerga o MMO como um projeto de longo prazo, não como aposta pontual.

Ainda há poucas informações concretas sobre AION 2, mas o bastidor começa a se desenhar. Com um ano cheio pela frente e concorrência pesada no gênero, a NC America parece menos interessada em prometer revolução e mais preocupada em garantir estrutura.

Para quem acompanha MMOs há tempo suficiente, isso costuma ser um bom sinal.

Zooba recebe Po, de Kung Fu Panda, em crossover inédito no mobile

O zoológico mais caótico dos games mobile acaba de ganhar um reforço de peso. Zooba anunciou uma colaboração inédita com Kung Fu Panda, trazendo Po como personagem jogável em um evento especial por tempo limitado. A parceria é fruto de um acordo entre a Wildlife Studios e a DreamWorks, e já começa a movimentar a comunidade do jogo.

A partir de 9 de fevereiro, os jogadores poderão experimentar o Dragão Guerreiro fora do Vale da Paz, agora trocando golpes em uma arena dominada por animais armados até os dentes. Po inaugura uma campanha especial e é o primeiro de três personagens da franquia a chegar ao jogo, indicando que essa invasão do universo de Kung Fu Panda está só começando.

Po chega com mapa temático e habilidades especiais

A colaboração vai além de um simples personagem convidado. O evento traz um mapa com identidade visual inspirada nos cenários de Kung Fu Panda, habilidades e armas temáticas, além de skins e itens cosméticos exclusivos. Po pode ser desbloqueado ao longo da campanha ou adquirido diretamente no jogo, oferecendo novas possibilidades de estratégia e gameplay para veteranos e novatos.

Segundo João Vitor de Medeiros, diretor de Zooba, a ideia é aproximar ainda mais o jogo da cultura pop e manter o ecossistema sempre em movimento. A escolha de Kung Fu Panda conversa diretamente com o tom bem-humorado e exagerado do game, ampliando o apelo para públicos que já têm relação afetiva com a franquia.

Um crossover para agitar a comunidade

Com bilhões de downloads acumulados ao redor do mundo, Zooba aposta nesse crossover como uma forma de renovar a experiência e atrair novos jogadores. Para quem já está no jogo, é a chance de ver o meta mudar com a chegada de um personagem icônico. Para quem ainda não entrou na arena, o evento funciona como um convite perfeito para conhecer o título em um de seus momentos mais criativos.

A colaboração com Kung Fu Panda fica disponível por tempo limitado, então o aviso está dado: quem quiser lutar ao lado do Dragão Guerreiro vai precisar entrar no zoológico antes que o evento chegue ao fim.

PlayStation marca novo State of Play para 12 de fevereiro com mais de uma hora de anúncios

A PlayStation confirmou que uma nova edição do State of Play acontece nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h (horário de Brasília). Desta vez, o evento vem em formato mais robusto: serão mais de 60 minutos dedicados exclusivamente a jogos para PlayStation 5.

Segundo a empresa, a apresentação trará anúncios e atualizações de títulos em desenvolvimento tanto nos PlayStation Studios quanto em estúdios parceiros, além de uma seleção de jogos independentes vindos de diferentes regiões do mundo. A promessa é de um panorama amplo do que está a caminho do console, misturando produções de grande porte com projetos menores, mas criativos.

A transmissão será exibida ao vivo nos canais oficiais da PlayStation no YouTube e na Twitch, com opções de áudio e legendas disponíveis. A edição de fevereiro também contará com idiomas em inglês e japonês, mantendo o padrão global do evento.

O que esperar do State of Play

A comunicação oficial evita citar jogos específicos, mas o foco declarado em títulos de estúdios externos e indies sugere um evento menos centrado em um único blockbuster e mais voltado à diversidade de catálogo. Ainda assim, atualizações de projetos dos PlayStation Studios estão confirmadas, o que deve alimentar especulações sobre datas, trailers inéditos ou novos detalhes de jogos já anunciados.

Com mais de uma hora de duração, o State of Play desta semana se posiciona acima da média do formato tradicional, indicando uma vitrine mais carregada de anúncios do que simples check-ins de desenvolvimento.

Co-streaming, VOD e cuidados com copyright

A PlayStation também reforçou orientações para criadores de conteúdo. Embora o co streaming seja permitido e incentivado, a empresa alerta que a transmissão pode incluir músicas licenciadas e outros conteúdos protegidos por copyright fora de seu controle direto. Isso pode gerar restrições em transmissões paralelas ou no armazenamento do evento como vídeo sob demanda.

Para quem pretende editar cortes, publicar trechos ou reaproveitar o conteúdo depois, a recomendação é clara: evitar segmentos com músicas sob copyright para reduzir riscos de bloqueio ou desmonetização.

O State of Play vai ao ar às 19h desta quinta-feira, 12 de fevereiro, no YouTube e na Twitch. Se a promessa de 60 minutos se cumprir, a noite deve render anúncio suficiente para movimentar a comunidade do PS5 e alongar a lista de desejos de muita gente.

Com informações do Blog Playstation BR

KRAFTON muda de patamar e anuncia maior programa de retorno aos acionistas de sua história

A KRAFTON decidiu jogar no modo endgame quando o assunto é relação com investidores. A publisher anunciou o maior Programa de Retorno aos Acionistas de sua história, comprometendo pelo menos KRW 1 trilhão entre 2026 e 2028. O movimento combina, pela primeira vez, pagamento de dividendos com uma recompra robusta de ações que serão integralmente canceladas.

A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração em 9 de fevereiro e representa um salto relevante em relação ao programa anterior, que distribuiu KRW 693 bilhões entre 2023 e 2025. Na prática, o novo plano amplia o retorno em mais de 44% e sinaliza uma mudança clara na postura da empresa, agora mais focada em previsibilidade e eficiência de capital.

Dividendos entram no jogo pela primeira vez

Um dos pontos mais simbólicos do anúncio é a estreia da KRAFTON no pagamento de dividendos. Pela primeira vez desde sua fundação, a empresa distribuirá parte direta de seu caixa aos acionistas.

Serão KRW 300 bilhões ao longo de três anos, divididos em parcelas anuais de KRW 100 bilhões. O movimento marca uma virada para uma companhia que, até aqui, priorizava quase exclusivamente reinvestimento e expansão agressiva. A mensagem é direta: a KRAFTON acredita ter atingido um nível de maturidade financeira que permite recompensar investidores sem comprometer crescimento.

Recompra e cancelamento de ações puxam o programa

A maior fatia do plano, no entanto, está na recompra de ações. Pelo menos KRW 700 bilhões serão usados para recomprar papéis da própria empresa, que serão posteriormente cancelados. Na prática, isso reduz o número de ações em circulação e tende a aumentar o valor relativo das restantes.

Segundo a companhia, todo o montante do programa que não for destinado a dividendos será direcionado a essa estratégia. A KRAFTON também deixou aberta a possibilidade de ampliar o volume de retorno, caso o desempenho financeiro e as condições de mercado sejam favoráveis.

A primeira fase já tem data para começar: a recompra inicial, no valor de KRW 200 bilhões, será iniciada em 10 de fevereiro.

Confiança no caixa e no longo prazo

Em comunicado, o CEO CH Kim afirmou que o programa reflete o compromisso da empresa em aumentar o valor entregue aos acionistas sem abrir mão da estratégia de longo prazo.

A fala não vem do nada. A KRAFTON encerrou 2025 com resultados recordes, impulsionados principalmente pela franquia PUBG: BATTLEGROUNDS e por um modelo de live service que continua gerando fluxo de caixa estável. Esse cenário dá lastro para a empresa equilibrar investimentos em novos projetos, aquisições estratégicas e retorno financeiro direto.

Mercado, maturidade e recado claro

O novo programa coloca a KRAFTON em um grupo mais restrito de publishers que combinam crescimento contínuo com políticas claras de retorno ao acionista. Para o mercado, o recado é simples: a empresa não se vê mais apenas como uma aposta de expansão, mas como uma operação sólida, capaz de sustentar investimentos, inovação e remuneração de capital ao mesmo tempo.

Em um setor conhecido por ciclos instáveis e decisões de curto prazo, a KRAFTON parece apostar no contrário. Menos promessas vagas, mais números concretos. E, ao menos no papel, um plano que transforma lucro em compromisso.

Aether & Iron aposta em escolhas difíceis e corrupção em uma Nova York decopunk dos anos 1930

Em um mercado saturado de RPGs que prometem escolhas “importantes”, Aether & Iron tenta se diferenciar indo direto ao ponto: decisões com consequências desconfortáveis em um mundo onde quase ninguém joga limpo. Desenvolvido pela Seismic Squirrel, o jogo chega ao PC em 31 de março de 2026 via Steam e Steam Deck, apostando pesado em narrativa, personagens e atmosfera.

A história se passa em uma Nova York alternativa dos anos 1930 que cresceu para cima após a descoberta do éter, um recurso capaz de alimentar tecnologias antigravitacionais. O resultado é uma cidade vertical, desigual e perigosamente instável, onde sindicatos do crime, políticos oportunistas e interesses corporativos disputam cada centímetro de poder.

Uma contrabandista no centro do caos

O fio condutor da trama é Gia, uma contrabandista que vive de atravessar fronteiras invisíveis entre o legal e o ilegal. O que começa como um serviço aparentemente simples logo escala para algo maior, envolvendo conspirações que ameaçam o futuro da cidade inteira. Aqui, não existe caminho neutro: cada decisão afeta relações, abre ou fecha oportunidades e redefine o destino de Nova York.

Aether & Iron trata escolhas menos como bifurcações óbvias e mais como apostas. Mesmo decisões cuidadosas podem dar errado, muitas vezes resolvidas por uma rolagem de dados que reforça a ideia central do jogo: em um mundo corrupto, controle absoluto é ilusão.

RPG clássico com combate sobre rodas

Na jogabilidade, o título combina progressão narrativa com combate veicular em turnos. Em vez de espadas ou rifles, o foco está em carros turbinados a éter, usados tanto para fugas quanto para confrontos diretos. Os veículos podem ser personalizados com compartimentos secretos, dispositivos defensivos e armamentos que vão do funcional ao exagerado, incluindo lança chamas.

O sistema de habilidades gira em torno de três atributos centrais: Astúcia, Inteligência e Valentia. Eles influenciam diálogos, estratégias de combate e a capacidade de lidar com situações de risco. Evoluir esses atributos não garante sucesso, mas aumenta suas chances quando tudo pode desandar em uma única jogada.

Companheiros, política e escolhas cinzentas

Ao longo da campanha, o jogador recruta companheiros com habilidades próprias e histórias pessoais que se entrelaçam com a narrativa principal. Essas relações não são apenas cosméticas: afetam tanto o desempenho em combate quanto os rumos da trama. Alianças frágeis podem se romper, favores cobrados no pior momento possível e decisões passadas voltam para assombrar Gia quando menos se espera.

A ambientação reforça esse clima. Inspirado em quadrinhos de detetive dos anos 1930 e no visual Art Déco, Aether & Iron aposta em uma identidade estética marcante, que ajuda a diferenciar o jogo em meio ao mar de RPGs isométricos.

Produção narrativa e trilha de peso

O jogo conta com vozes originais em inglês e uma equipe de roteiro que já trabalhou em franquias como Mass Effect e Far Cry, além de Sovereign Syndicate. A trilha sonora original é assinada por Christopher Tin, vencedor de dois Grammys, ao lado de Alex Williamson, conhecido por seu trabalho na série Civilization, o que reforça a ambição cinematográfica do projeto.

Segundo Tyler Whitney, líder de narrativa do estúdio, o foco sempre foi contar uma história sobre encontrar um caminho próprio quando o mundo não oferece boas opções. A fala resume bem a proposta: Aether & Iron não quer que o jogador se sinta confortável com suas escolhas, apenas responsável por elas.

Aether & Iron será lançado em 31 de março de 2026 para PC e Steam Deck, com vozes em inglês e legendas em português brasileiro, espanhol, francês, alemão, polonês, russo e chinês simplificado. A demo já está disponível, e o jogo pode ser adicionado à lista de desejos no Steam.

KRAFTON bate recorde histórico e ultrapassa KRW 3 trilhões em receita em 2025

A KRAFTON fechou 2025 no melhor momento financeiro de sua história. A publisher registrou receita anual de KRW 3,3266 trilhões, superando pela primeira vez a marca dos KRW 3 trilhões, com lucro operacional de KRW 1,0544 trilhão. O crescimento de 22,8% em relação a 2024 consolida a empresa como uma das forças mais estáveis do mercado global de games, mesmo em um cenário de retração e cortes na indústria.

O motor desse resultado segue sendo a franquia PUBG: BATTLEGROUNDS, que continua rendendo como poucos live services conseguem. Longe de mostrar sinais de desgaste, o jogo alcançou sua maior receita anual no PC, com crescimento de 16% no comparativo ano a ano, impulsionado por eventos, novos modos e colaborações que expandem o alcance do game para além do público tradicional.

PUBG segue longe do game over

No PC, a estratégia da KRAFTON passa por tratar PUBG menos como um produto fechado e mais como uma plataforma em constante atualização. Parcerias com artistas globais e marcas de luxo ajudaram a aumentar o engajamento, com destaque para a colaboração com a Porsche, em novembro, que se tornou a mais bem sucedida da história do jogo entre os acordos com supercarros.

Esse desempenho refletiu diretamente no caixa. A receita de PC no quarto trimestre atingiu KRW 287,4 bilhões, alta de cerca de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além de PUBG, dois lançamentos reforçaram o segmento: inZOI e MIMESIS, que superaram a marca de um milhão de unidades vendidas cada um desde seus respectivos lançamentos em 2025.

Mobile amplia base e reforça o ecossistema

No mobile, a força continua concentrada em PUBG MOBILE, que manteve crescimento ao expandir sua base principal com modos temáticos e conteúdos criados pela comunidade no World of Wonder. A integração com PUBG no PC e nos consoles ajudou a criar um ciclo de retenção entre plataformas, fortalecendo a franquia como um ecossistema único.

Na Índia, BATTLEGROUNDS MOBILE INDIA segue consolidado como fenômeno local. O jogo manteve desempenho estável ao apostar em skins regionais, itens premium personalizados e parcerias com marcas conhecidas do mercado indiano. Em relação a 2024, o número de usuários pagantes cresceu 27%, enquanto PUBG Mobile teve aumento de 5% no mesmo indicador.

Outros negócios crescem, mas trimestre sente impacto pontual

O segmento classificado como “Outros” registrou crescimento expressivo de 963% na comparação anual, refletindo a consolidação dos resultados do ADK Group e da Neptune. A movimentação reforça a estratégia da KRAFTON de ampliar sua atuação para além do desenvolvimento de jogos, conectando games, animação e publicidade.

Já no curto prazo, o quarto trimestre apresentou um contraste. A receita totalizou KRW 919,7 bilhões, mas uma despesa pontual de KRW 81,6 bilhões ligada a um fundo de bem estar trabalhista pressionou o lucro operacional, que fechou o período em KRW 2,4 bilhões. Segundo a empresa, o custo está alinhado ao plano de mudança para a nova sede em Seongsu, na Coreia do Sul, e não altera o cenário financeiro de longo prazo.

2026 mira PUBG 2.0, novas IPs e IA

Olhando para frente, a KRAFTON deixou claro que pretende aprofundar a lógica de franquias de longo prazo. PUBG caminha para o conceito de PUBG 2.0, pensado como uma plataforma sustentada pela Unreal Engine 5, com expansão de modos de jogo e forte investimento em UGC.

Entre os projetos em desenvolvimento estão o shooter de extração Black Budget, o tático top down PUBG: BLINDSPOT e o battle royale para consoles Valor. Paralelamente, a empresa aposta em transformar títulos como inZOI, Last Epoch e MIMESIS em IPs líderes de seus gêneros.

No pipeline first party, são 15 projetos em desenvolvimento, incluindo nomes aguardados como Subnautica 2, Palworld Mobile, Dinkum Together e NO LAW. Tudo isso vem acompanhado de uma estratégia agressiva de aquisições, investimentos em second party e uso de IA tanto na produção quanto nas operações de live service.

A MISS expõe conflitos familiares em cena inédita antes da estreia nos cinemas

Antes de chegar oficialmente aos cinemas, A MISS começa a se apresentar ao público com uma cena exclusiva. O trecho, divulgado nesta semana, funciona menos como vitrine promocional e mais como uma chave de leitura do filme dirigido por Daniel Porto, que estreia no Brasil em 26 de fevereiro após circular por festivais europeus.

Confira a cena

A cena não economiza desconforto. De um lado, Iêda, personagem de Helga Nemetik, ex miss que carrega o passado como régua moral. Do outro, Martha, vivida por Maitê Padilha, filha que não cabe nas expectativas da mãe e tampouco no molde que tentam empurrar sobre ela. O embate gira em torno de corpo, comportamento e, claro, da imposição de participar do concurso Miss Grajaú, anunciado não como convite, mas como decreto.

É nesse atrito que o filme deixa claro a que veio. A MISS usa humor, às vezes ácido, para falar de gênero, sexualidade e pertencimento sem recorrer a discursos explicativos. A cena divulgada apresenta os conflitos centrais com economia de informação e boa dose de ironia, algo que dialoga mais com o cinema de personagens do que com a cartilha das “boas intenções”.

Sobre o elenco

O elenco principal, que ainda conta com Pedro David e Alexandre Lino, demonstra um entrosamento que não parece acidental. Porto preparou os atores pessoalmente, e isso se reflete na dinâmica familiar que soa menos encenada e mais incômoda, no melhor sentido. A família aqui não é metáfora, é campo de batalha.

Em entrevistas recentes, o diretor evita tratar o filme como uma história individual. Para ele, o centro está na dificuldade de aceitar o outro dentro do espaço mais íntimo possível. O projeto, aliás, levou quase uma década para sair do papel. Nasceu como peça de teatro em 2016, foi recusado em sucessivos editais e acabou encontrando no cinema um caminho inesperado. Segundo o próprio Porto, alguns planos darem errado foi exatamente o que permitiu que A MISS existisse.

Antes da estreia comercial, o longa passou por festivais como o Actrum International Film Festival, na Espanha, o OMOVIES, na Itália, e integra a programação do Queergestreift Film Festival Konstanz, na Alemanha. A trajetória internacional ajuda a contextualizar o filme, mas não o distancia da realidade brasileira que ele retrata com precisão desconfortável.

Pôster

Produzido por Alexandre Lino, Daniel Porto e Angélica Coutinho, A MISS chega aos cinemas com distribuição da Olhar Filmes, reforçando a aposta da empresa em obras independentes e narrativas LGBTQIAPN+ que fogem do lugar comum.

Mais do que falar sobre concursos de beleza, o filme questiona quem decide o que é sucesso, quem pode sonhar e, principalmente, quem paga o preço quando esses sonhos são impostos. A cena inédita não entrega respostas, mas deixa claro que o conflito está longe de ser simples. E isso, para um primeiro contato, já diz bastante.

Brasileiros dominam o Six Invitational 2026 | FaZe Clan e FURIA já estão nas semifinais

FaZe Clan e FURIA

O Brasil segue forte no palco mais importante do competitivo de Rainbow Six. A fase eliminatória do Six Invitational 2026, disputado em Paris, começou com resultados expressivos para as equipes brasileiras. FaZe Clan e FURIA venceram seus confrontos no domingo (8) e garantiram vaga nas semifinais da Chave Superior, que acontecem nesta terça-feira (10).

Já o Fluxo W7M segue na briga pelo título, mas agora pela Chave Inferior. A equipe venceu seu primeiro duelo na eliminatória, mas acabou superada pela FaZe Clan e caiu para a repescagem, onde encara a Oxygen Esports nesta segunda-feira (9), às 17h30. Uma vitória mantém o time vivo no torneio.

Os resultados de domingo (8) foram:

·         M80 0x2 Spacestation

·         Dplus 0x2 Fluxo W7M

·         FURIA 2×0 Team Herectics

·         Team Falcons 2×1 Shopify Rebellion

·         Wildcard 2×0 Spacestation

·         FaZe Clan 2×1 Fluxo W7M

·         Weibo Gaming 0x2 FURIA

·         Team Secret 0x2 Team Falcons

Os resultados desta segunda (9) até o momento foram:

·         Dplus 2×0 Daystar

·         M80 0x2 G2

·         Team Herectics 0x2 Oxygen

·         Shopify Rebelion 2×1 Ninjas in Pyjamas

Caminho brasileiro no mata-mata

A campanha da FURIA foi sólida no fim de semana, com vitórias convincentes sobre a Team Heretics e a Weibo Gaming, mostrando consistência tanto no ataque quanto na defesa. A FaZe Clan também precisou suar a camisa, especialmente no confronto direto contra o Fluxo W7M, mas confirmou o favoritismo e avançou.

Nem todos, porém, conseguiram seguir adiante. A Ninjas in Pyjamas foi eliminada na manhã desta segunda-feira ao perder para a Shopify Rebellion, dando adeus à competição.

Premiação milionária e decisão se aproximando

Com os resultados do fim de semana, três equipes brasileiras ainda disputam a premiação total de US$ 3 milhões, cerca de R$ 15 milhões. O grande campeão do mundial leva para casa US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5 milhões, além do prestígio máximo do cenário competitivo de Rainbow Six Siege.

As partidas seguem sendo transmitidas nos canais oficiais da Ubisoft na Twitch e no YouTube, com a expectativa de mais confrontos decisivos nos próximos dias. Para os fãs brasileiros, a chance de ver um time do país levantar mais um troféu mundial segue bem viva.

Lil Wayne faz show histórico no intervalo de Clash Royale e bate 50 milhões de visualizações

Na última sexta-feira, dia 6, Lil Wayne assumiu o centro do palco em um dos crossovers mais comentados do ano. O artista foi a atração do show do intervalo de Clash Royale, levando uma apresentação inédita para dentro do universo do jogo e alcançando mais de 50 milhões de visualizações in-game em apenas 24 horas.

A ação transformou a Arena de Clash Royale em um verdadeiro espetáculo musical, conectando música, games e entretenimento ao vivo em uma experiência pensada para jogadores do mundo inteiro.

Um show dentro do jogo

A apresentação começou no exato momento em que os jogadores abriram o aplicativo e se prepararam para as batalhas. Lil Wayne performou uma versão especial de seu clássico “A Milli”, surgindo em meio aos personagens icônicos do game, como Gigantes, Goblins e Mosqueteiras.

O resultado foi uma sensação de “primeira fila virtual”, com milhões de jogadores acompanhando o show diretamente dentro do ambiente do jogo. A iniciativa reforça como os games mobile vêm se consolidando como palco para grandes eventos culturais, indo muito além da jogabilidade tradicional.

Antes da apresentação, Lil Wayne comentou a experiência de unir universos diferentes em um só evento: música, esportes e games, tudo em um mesmo espaço, celebrando a cultura pop de forma integrada.

Evento global e impacto massivo

Além da exibição dentro do jogo, o show do intervalo de Clash Royale também está disponível no YouTube, ampliando ainda mais o alcance da performance para além do público gamer. O impacto é proporcional à dimensão do próprio jogo, que já ultrapassou a marca de 1,5 bilhão de downloads ao redor do mundo.

A ação é mais um exemplo da estratégia da Supercell, desenvolvedora de Clash Royale, de criar experiências que misturam entretenimento, comunidade e grandes nomes da cultura global, reforçando o game como um espaço vivo de eventos e conexões.

Com números impressionantes e forte repercussão nas redes, o show de Lil Wayne entra para a lista de momentos marcantes da história recente dos jogos mobile, mostrando que o intervalo também pode ser palco principal.

Pokémon GO comemora 10 anos com nova função de fotos e convida jogadores a escolherem seu Pokémon favorito

The Pokémon Company International aproveitou o clima de celebração para revelar uma novidade simpática e acessível em Pokémon GO. Lançada neste domingo (8), durante uma campanha exibida no intervalo do Super Bowl, a nova função “Qual é o seu preferido?” permite que qualquer pessoa tire fotos ao lado do seu Pokémon favorito direto pelo aplicativo.

A proposta é simples e divertida. A ferramenta já aparece na tela inicial do jogo e pode ser usada até mesmo sem login, permitindo escolher quase qualquer Pokémon da franquia, inclusive aqueles que o jogador ainda não capturou. Depois disso, basta posicionar o Pokémon na cena, tirar a foto e personalizar com molduras e adesivos antes de compartilhar nas redes sociais.

A novidade chega em um momento simbólico. Em 2026, Pokémon GO completa 10 anos desde seu lançamento e a franquia Pokémon celebra 30 anos de história, reforçando como o universo criado nos games continua se reinventando para novas gerações. A campanha incentiva jogadores do mundo todo a postarem suas fotos com as hashtags #WhatsYourFavorite e #pokemon30, conectando a comunidade global em torno da nostalgia e do carinho pelos monstrinhos.

Para quem está começando agora, a função também serve como porta de entrada para o jogo. Novos Treinadores que criarem uma conta e testarem o recurso recebem uma Pesquisa Especial com encontro garantido com Gengar, além de 100 PokéMoedas e 30 Pokébolas. Já os jogadores veteranos são recompensados com 10.000 Poeiras Estelares, 5 Doces Raros e 1 Ovo da Sorte.

Mais do que uma simples ferramenta de fotos, “Qual é o seu preferido?” reforça o lado afetivo de Pokémon GO, celebrando a relação pessoal que cada jogador construiu com seus Pokémon ao longo dos anos. E, pelo visto, essa é apenas uma das ações planejadas para marcar o aniversário do jogo ao longo de 2026.