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Crítica | Oh, Canada

Estreando nos cinemas, Oh, Canada é um filme que chama atenção por seu elenco, trazendo Uma Thurman, Jacob Elordi e Richard Gere como protagonista. Novo trabalho de Paul Schrader, o drama retrata os últimos dias do diretor Leonard “Leo” Fife, que, com a ajuda de seus antigos alunos, grava um documentário revelando seus maiores segredos.

A produção marca a segunda colaboração com Schrader desde Gigolô Americano (1980) e traz um filme mais intimista, com cara de orçamento modesto, cujo foco está nas palavras de seus personagens.

Se, em seus últimos dias, Leonard “Leo” Fife decide revelar seus segredos, Emma (Uma Thurman) se questiona se o documentário precisa ser tão íntimo e expor a vida que ela construiu com ele.

Mas você deve estar se perguntando qual é a história de Oh, Canada. O filme começa com o documentário e um Leonard “Leo” Fife debilitado, mas consciente de que precisa contar sua história.

Longe de outros filmes de Richard Gere, aqui vemos um personagem rabugento, que não tem papas na língua ao revelar seus piores medos. É nesse ponto que voltamos a 1963, com um Leo bem mais jovem, interpretado aqui por Jacob Elordi.

Numa trama narrada pelo “velho” Leo, acompanhamos o cotidiano dos anos 60, em que ele tinha a mulher dos sonhos, enquanto o sogro lhe oferecia um bom emprego, mas que não era suficiente para a sua necessidade de liberdade.

E se no Canadá ele é lembrado por ter fugido dos EUA de um alistamento obrigatório para a Guerra do Vietnã, a verdade é bem mais complexa. Será que ele era realmente feliz com sua vida?

Tentando contar sua história, Leo percebe que as lembranças são traiçoeiras, surpreendendo a todos ao revelar que não só foi casado, como também deixou uma esposa grávida para trás, em sua fuga para o Canadá.

Emma se sente invadida a cada detalhe contado, totalmente desnudado de qualquer moralidade. Ela tenta, diversas vezes, impedir Leo de continuar, mas, dolorosamente honesto, ele não está disposto a parar, principalmente por saber que talvez não exista um amanhã.

Nesta viagem entre passado e presente, vemos que Leo não teve só uma esposa, tendo deixado algumas mulheres ao longo da vida. Sua “fuga” desmistifica o grande herói que ele se tornou nas décadas seguintes.

Mas a história não se limita apenas à voz de Leo, já que também vemos o filho “abandonado” do primeiro casamento conversando com Emma. Mesmo ignorado pelo pai, precisamos olhar além das lembranças dele para entender os que foram deixados para trás.

É aqui que também vemos como ele deixou sua vida anterior e passou a fazer pequenos serviços, até se tornar um cineasta documental conhecido no Canadá. Um trabalho que começou com fotografias e evoluiu até sua consagração.

Essa desconstrução também explica o título do filme, uma fala do próprio Leonard “Leo” Fife. Trata-se de um grito de recomeço, em que novas oportunidades poderiam surgir dali. Mas será que ele conseguiu fugir do seu medo?

Opinião

Oh, Canada é definitivamente um filme intenso e, inicialmente, bastante confuso. Com uma gravação que parece tentar arrancar verdades de um homem nos seus últimos dias, a narrativa se torna uma viagem entre duas linhas temporais distintas.

Richard Gere entrega um personagem amargurado e incomodado, enquanto Leo, interpretado por Jacob Elordi, mostra uma versão mais humana e falha. Por mais diferentes que sejam, as duas versões do personagem estão muito bem representadas, com destaque para Elordi, que mostra um Leo em construção, sem amarras.

Uma Thurman, por sua vez, entrega uma Emma com medo de que aquela conversa íntima seja exposta na forma de um documentário. É uma personagem humana, que levanta discussões ao longo do filme sobre os limites dessa gravação.

Baseado em Foregone, de Russell Banks, Oh, Canada é um filme particularmente confuso na maneira como conta sua história. Cru e com cenas em preto e branco em momentos-chave, devo confessar que é um filme feito para causar incômodo no espectador.

Leonard “Leo” Fife, interpretado por Richard Gere, quer contar sua história à sua maneira e, mesmo com a idade avançada e lembranças confusas, insiste em sua versão dos fatos. Isso torna a viagem por sua memória truncada e impede o desenvolvimento de alguns personagens do passado, dificultando o entendimento do que aconteceu.

Focado mais nos dias atuais e nos conflitos em torno do documentário, Oh, Canada é um filme que exige atenção o tempo todo, se o espectador realmente quiser compreender aquele personagem. E devo dizer que a forma como a narrativa é construída não torna esse trabalho fácil.

Deixando julgamentos de lado, Oh, Canada apresenta a história de uma pessoa cuja verdade talvez não devesse ser contada, pois sua imagem de herói sucumbiria após a morte. A maneira como expõe suas lembranças é tão crua que nem parece um filme, mas sim uma entrevista interminável que ressalta a indulgência em torno de si mesmo.

Enquanto a narrativa alterna entre o presente, com Leo doente e combalido, e o passado vivido por seu eu jovem (interpretado por Jacob Elordi, em uma atuação surpreendentemente sóbria), Schrader vai desfiando um rosário de arrependimentos. Leo traiu esposas, abandonou filhos, mentiu para os amigos e construiu sua reputação em cima de fantasias convenientes. Cada lembrança, cada confissão, é como uma lasca arrancada da imagem que ele vendeu ao mundo, e que agora se esforça para demolir antes de partir.

Com cerca de uma hora e meia de duração, Oh, Canada é um filme curto em sua narrativa, trazendo lembranças que talvez merecessem ser mais aprofundadas e apresentadas de outra forma. Limitadas a alguns flashes narrados por Richard Gere, que vive um personagem nos últimos dias de vida, essas memórias geram um incômodo que pode agradar a alguns, mas também provoca desconforto ao tentar entender quem ele foi de verdade. Mesmo tirando a máscara imposta por si mesmo para enfrentar a sociedade, sua sinceridade e honestidade no fim geram apenas o incômodo de vê-lo tentando ser honesto consigo mesmo, isentando-se, talvez, mas jogando seus julgamentos e escolhas no colo do espectador.

Nota 3 (de 5)

Oh, Canada

Direção: Paul Schrader
Roteiro: Paul Schrader
Baseado em: Foregone, de Russell Banks
Produção: Tiffany Boyle, David Gonzales, Meghan Hanlon, Scott LaStaiti, Luisa Law
Elenco principal: Richard Gere, Jacob Elordi, Uma Thurman
Cinematografia: Andrew Wonder
Edição: Benjamin Rodriguez Jr.
Música: Phosphorescent
Distribuição: Kino Lorber
Duração: 91 minutos
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Estreia: 05 de junho

Agradecimentos a Sinny e a California Filmes pelo convite e produção deste conteúdo.

Games latinos brilham no Summer Game Fest 2025 com o Latin American Games Showcase

O Latin American Games Showcase 2025 (LAGS) foi uma das surpresas mais empolgantes do Summer Game Fest deste ano. Em uma transmissão ao vivo recheada de trailers inéditos, anúncios e estreias mundiais, o evento apresentou 57 jogos desenvolvidos em países da América Latina, incluindo Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia, entre outros. O LAGS mostrou que a cena indie latina está mais viva do que nunca — e pronta para conquistar o mundo.

Brasil mostra diversidade com terror, simulação e ação sci-fi

Damned 2

A variedade de estilos entre os jogos brasileiros chamou atenção. A.I.L.A. foi um dos destaques, trazendo um terror psicológico em primeira pessoa com ambientação futurista e atmosfera intensa. Já Gaucho and the Grassland aposta no estilo “cozy game”, com um simulador de vida inspirado na cultura dos pampas gaúchos.

Outros títulos nacionais também marcaram presença, como Corebreaker, Damned 2, Changer Seven, Neverway, além de Avante! Atlantis, IRONHIVE, Islets Defense, LE FOL, LURKS WITHIN WALLS, Shadow Sacrament: The Roots of Evil, 9 Kings, Albatroz, CODE Bunny e Quest Master. O Brasil se consolidou como uma das forças criativas do evento.

Teios Journey, Despelote e Tormented Souls 2 estão entre os favoritos do público

Direto da Argentina, Teios Journey apareceu pela primeira vez como uma estreia mundial. O game de plataforma em 2D combina arte em pixel com gameplay desafiador. Já o Equador foi representado por Despelote, uma aventura nostálgica sobre infância e futebol, que emocionou quem acompanhou o evento.

O Chile não ficou atrás e apresentou Tormented Souls 2, sequência do aclamado jogo de terror com pegada retrô. Títulos como Bubblegum Galaxy e Leap Galaxy também reforçaram a presença chilena.

México, Peru, Uruguai e mais países completam a vitrine de talentos latinos

O México teve uma das maiores listas, com jogos como Castlebound, Remnants of the Rift, CatchaDiablos e Euclid’s Inferno. Do Peru vieram LAN Party Adventures e Lost Vulcan, enquanto o Uruguai trouxe Outlanders, Block Block Block e Kingdom of Cards.

Outros países da região também marcaram presença: Chunky Jump! (Porto Rico), The Shadow Syndicate (Colômbia), Wander Stars (Venezuela), Kulebra and the Souls of Limbo (República Dominicana) e muitos outros, reforçando que a América Latina está repleta de talento criativo — e pronta para o protagonismo no cenário global de games.

Colaborações regionais fortalecem a indústria latino-americana

Alguns jogos foram desenvolvidos em parceria entre estúdios de diferentes países, como Requiem of Shadows (México, Venezuela e Argentina) e Greak: Memories of Azur (México, Argentina e Equador). Essas colaborações mostram uma cena regional integrada e promissora, com potencial para alcançar novas audiências.

O LAGS 2025 teve apoio de grandes nomes da indústria, como Raw Fury, Annapurna Interactive, Panic, Playdate, Epopeia Games, Pulsatrix Studios, Halberd Studios, Fellow Traveller, Astrolabe Games e Universidad Panamericana (campus Guadalajara). A gravação completa do showcase está disponível no canal @LAGShowcase no YouTube.

Confira os jogos apresentados no Latin American Games Showcase 2025

Brasil
A.I.L.A, Avante! Atlantis, Changer Seven, Corebreaker, Damned 2, Gaucho and The Grassland, IRONHIVE, Islets Defense, LE FOL, LURKS WITHIN WALLS, Neverway, Shadow Sacrament: The Roots of Evil, 9 Kings, Albatroz, CODE Bunny, Quest Master

Argentina
Don’t Kill Rumble, Kernel Hearts, Monstabox, Piss Off, Teios Journey, Dreamcore, Grizzly Man, Mind Keeper

Chile
Bubblegum Galaxy, Colorbound, Leap Galaxy, The Trolley Solution, Tormented Souls 2

Costa Rica
Gunny Ascend, Oscuro Blossom’s Glow, Teeko

México
Castlebound, CatchaDiablos, Desktop Explorer, Dig! Dig! Dino!, Dono’s Tale, Eagle Knight Paradox, Idle Waters, Pancito Merge, Taria & Como, Euclid’s Inferno, Remnants of the Rift, White Knuckle

Peru
LAN Party Adventures, Lost Vulcan, Bubumbu

Outros países
Block Block Block, Kingdom of Cards, Outlanders (Uruguai), Chunky Jump! (Porto Rico), The Shadow Syndicate (Colômbia), Wander Stars (Venezuela), Despelote (Equador), Kulebra and the Souls of Limbo (República Dominicana)

Projetos colaborativos
Requiem Of Shadows (México, Venezuela, Argentina), Greak: Memories of Azur (México, Argentina, Equador)


Abyssus | FPS traz tiroteio frenético na Steam

O FPS cooperativo Abyssus, desenvolvido pela sueca DoubleMoose (formada por ex-devs de Goat Simulator) e publicado pela The Arcade Crew (Infernax, Moonrider), acaba de ganhar data de lançamento: 12 de agosto no Steam. O título mergulha os jogadores num universo brinepunk, uma vertente da ficção científica onde a tecnologia é alimentada pelo poder do mar. E a melhor parte? Uma nova demo chega amanhã, 9 de junho, a partir das 10h (horário de Brasília), no Steam Vem Aí.

Tiros, salmoura e customização total

Abyssus não é só barulho e caos — embora tenha bastante dos dois. O jogo aposta em ação cooperativa de ritmo acelerado e coloca o jogador como um Brinehunter, combatente de elite mergulhado em um tiroteio intenso contra horrores das profundezas. A ideia é simples: montar sua própria build, personalizando armas com modificadores insanos e combinando habilidades e artefatos para adaptar o combate ao seu estilo.

A demo apresenta a nova Tesla Gun, arma capaz de dizimar grupos de inimigos com explosões elétricas e ataques carregados — graças aos mods secundários que você desbloqueia. A experiência agora conta com uma interface refinada e um novo bioma: Gardens, uma zona exuberante e ameaçadora onde guardiões aquáticos defendem os últimos vestígios de uma civilização submersa esquecida.

Uma civilização perdida movida a vapor e misticismo

O universo de Abyssus é um destaque à parte. Inspirado por um estilo visual e narrativo brinepunk, o jogo apresenta uma civilização desaparecida, onde artefatos antigos e tecnologia arcana se misturam. Enquanto explora ruínas abissais e coleta equipamentos e poderes divinos, o jogador sente o peso de um mundo esquecido pelo tempo — e pelas marés.

A narrativa ambiental se constrói no meio da ação, entre confrontos, modificações de equipamentos e decisões táticas que precisam ser tomadas em frações de segundo. Você pode explorar sozinho ou em coop com até três amigos, mas seja qual for o modo, sobreviver significa dominar cada centímetro da sua build.

Cante com sua equipe (literalmente)

Apesar do tom sombrio das profundezas, o jogo não esquece de injetar uma dose de humor. Ao completar as missões, os Brinehunters podem celebrar como se deve: com uma canção marítima. Basta pressionar uma tecla e entoar “Iron, Steam & Brine!” com o time — e sim, todo mundo pode participar. Uma pausa bizarra e bem-vinda entre tiroteios e monstros abissais.

Trailer

A experiência que cresce com você

Abyssus aposta em um loop de progressão sólido que recompensa tanto veteranos quanto iniciantes no gênero. Com dezenas de modificadores, artefatos e habilidades para desbloquear, o jogo promete manter os jogadores mergulhados por muitas horas — seja perseguindo aquela build perfeita ou tentando descobrir cada segredo escondido entre os corais e ruínas.

O título chega em 12 de agosto exclusivamente para PC via Steam. Até lá, é possível testar a nova demo, disponível a partir de 9 de junho. Se você curte caos tático, tiroteios em equipe e um mergulho num mundo onde salmoura e tecnologia colidem, Abyssus merece um espaço na sua lista de desejos.

Call of Duty: Black Ops 7 leva a franquia para 2035 com campanha cooperativa e retorno dos zumbis

Durante o Xbox Games Showcase neste domingo (8), a Activision revelou o aguardado Call of Duty: Black Ops 7, novo capítulo da franquia que mergulha os jogadores em um futuro distópico no ano de 2035. Com campanha cooperativa, multiplayer reformulado e o retorno do clássico modo Zombies, o game promete uma das experiências mais intensas e cinematográficas da série.

Um salto no tempo e uma guerra baseada no medo

Diferente dos jogos anteriores, Black Ops 7 se passa mais de 40 anos após os eventos de Black Ops 6, trazendo um mundo à beira do colapso. O protagonista David Mason retorna liderando uma equipe que precisa enfrentar um novo tipo de inimigo: manipuladores que usam o medo como arma. A proposta do jogo é entregar uma narrativa mais sombria, com foco em guerra psicológica e consequências reais.

Campanha cooperativa, multiplayer e o novo Zombies

Pela primeira vez na história da franquia Black Ops, a campanha poderá ser jogada de forma cooperativa. A Activision aposta alto em tornar cada missão uma experiência compartilhada, mas sem perder o ritmo cinematográfico característico da série.
O multiplayer, por sua vez, chega reformulado com mapas inéditos, novas armas de um futuro próximo e modos competitivos adaptados ao cenário futurista. E sim, os zumbis estão de volta: o modo Round-Based Zombies retorna com uma nova narrativa no coração do Éter Negro, prometendo surpresas para os fãs da mitologia de Call of Duty.

Visão de continuidade e resposta à comunidade

Matt Cox, gerente geral da franquia, destacou que Black Ops 7 é fruto de uma visão de continuidade dentro do universo da série. Segundo ele, a equipe queria uma experiência que respeitasse a mitologia dos jogos anteriores, mas que ao mesmo tempo abrisse novos caminhos para personagens e jogabilidade.

Já Tyler Bahl, líder de marketing da Activision Publishing, afirmou que o novo título nasceu como resposta direta à comunidade, que demonstrou forte engajamento com Black Ops 6 e Warzone. “É a primeira vez que fazemos um lançamento consecutivo dentro da sub-série Black Ops, e queremos que os jogadores sintam que o mundo construído até agora continua evoluindo com eles.”

Trailer

Lançamento e plataformas

Call of Duty: Black Ops 7 será lançado ainda em 2025 para Xbox Series X|S, Xbox One, PlayStation 5, PlayStation 4 e PC (via Xbox PC, Battle.net e Steam). O jogo também estará disponível no primeiro dia de lançamento para assinantes do Game Pass Ultimate e Game Pass para PC.

Persona 4 Revival | Anunciado no Xbox Showcase 2025, ATLUS revela remake de Persona 4 para Xbox, PlayStation 5 e Steam

Durante o Xbox Games Showcase 2025, a ATLUS surpreendeu os fãs ao revelar Persona 4 Revival, um remake completo do aclamado RPG Persona 4, lançado originalmente em 2008. O novo jogo chega com gráficos repaginados e será lançado para Xbox Series X|S, Xbox para PC, PlayStation 5 e Steam. O título também estará disponível no Xbox Game Pass Ultimate, PC Game Pass e terá suporte ao Xbox Play Anywhere desde o primeiro dia.

O remake traz de volta a cidade rural de Inaba com visuais modernos e mais atmosfera. O jogador assume o papel de um estudante transferido que, ao se deparar com uma série de assassinatos misteriosos e um canal de TV que só aparece à meia-noite, mergulha em um mundo paralelo onde precisará despertar seus poderes Persona e lutar ao lado de novos aliados para descobrir a verdade.

Trailer destaca a nova geração de Inaba

O primeiro trailer mostrou vislumbres da nova ambientação de Inaba, agora com riqueza de detalhes e iluminação aprimorada. Mesmo com as melhorias gráficas, o clima introspectivo e o tom de mistério do original permanecem intactos. Para fãs de longa data, é um reencontro com velhos amigos; para novos jogadores, é a porta de entrada para um dos capítulos mais marcantes da série Persona.

Mensagem do diretor Kazuhisa Wada

Kazuhisa Wada, diretor do estúdio P-STUDIO, compartilhou uma mensagem com os fãs logo após o anúncio. Segundo ele, Persona 4 Revival está sendo desenvolvido com dedicação total da equipe, respeitando o legado do original e ao mesmo tempo trazendo novidades que devem encantar tanto veteranos quanto novatos.

“Estamos muito felizes em anunciar o lançamento de Persona 4 Revival. É um título especial para nós da ATLUS e queremos entregá-lo com todo o carinho e qualidade que os fãs merecem”, comentou Wada. Ele ainda revelou que o estúdio também está trabalhando no futuro da franquia Persona, e que o desenvolvimento de novos títulos está a todo vapor.

Legado de Persona 4

O impacto de Persona 4 vai muito além do jogo original. A história gerou diversas adaptações, como os animes Persona 4 The Animation e Persona 4 The Golden Animation, além dos spin-offs Persona 4 Arena, Persona 4 Arena Ultimax e Persona 4: Dancing All Night. Persona 4 Revival surge como uma chance de redescobrir esse universo, agora com uma roupagem moderna e acessível para a nova geração de consoles.

Site oficial e mais novidades

O site oficial de Persona 4 Revival estará disponível ainda hoje, com promessas de mais informações nas próximas semanas. Além disso, os canais da ATLUS West nas redes sociais servirão como fonte contínua de novidades até o lançamento.


Ground Zero revela trailer intenso e mergulha jogadores em uma Busan pós-apocalíptica tomada pelo horror

O horror de sobrevivência ganha um novo capítulo com Ground Zero, título da Malformation Games em parceria com a publicadora britânica Kwalee. O novo trailer de gameplay, recém-lançado, dá um vislumbre aterrador de uma Coreia do Sul devastada após o impacto de um meteoro — com destaque para a cidade de Busan, agora um pesadelo de mutações, destruição e tensão constante.

Com lançamento previsto para PC via Steam, Ground Zero aposta em uma atmosfera opressora e em elementos clássicos do gênero, como câmeras fixas, cenários pré-renderizados, puzzles e dificuldade desafiadora. A proposta é clara: reviver o espírito dos jogos de terror dos anos 90, mas com um toque moderno e brutal.

Uma missão que vai além da sobrevivência

Na trama, dois meses se passaram desde que o meteoro atingiu a Coreia do Sul. As tempestades cessaram, o ar voltou a ser respirável e uma agente de elite coreana, acompanhada de seu parceiro canadense, é enviada para investigar o que sobrou. O que encontram em Busan é muito mais do que ruínas: monstros surgiram da cratera, a vida foi corrompida e há algo crescendo do epicentro do impacto — algo que ninguém consegue explicar.

O jogo não se resume a sustos. Há combate intenso e técnico, com opções para atirar, esfaquear, chutar e contra-atacar, em um sistema que recompensa precisão com Genome Points — que permitem evoluções e equipamentos mais poderosos. E, claro, enfrentamentos contra chefes colossais estão no centro da jornada.

Uma Busan irreconhecível

Apesar da destruição, Ground Zero constrói uma versão desolada e visualmente impactante da cidade sul-coreana. O jogador explora cenários marcantes como templos abandonados, áreas costeiras e o centro urbano tomado por mutações. Cada local carrega pistas sobre a origem do cataclismo e os segredos enterrados sob os escombros.

Além da campanha principal, o jogo oferece desbloqueáveis como roupas alternativas, modos extras e finais secretos — um prato cheio para fãs de exploração e completismo.

Trailer

Terror com pedigree indie

A Kwalee, conhecida por publicar títulos como Wildmender, ROBOBEAT e The Precinct, aposta alto neste novo projeto da Malformation Games. Com estúdios espalhados pelo mundo e uma abordagem voltada para jogos com personalidade, a publicadora britânica reforça sua presença no mercado de PC com uma proposta que mistura o clássico com o inovador.

Para quem curte horror com identidade forte, combate tático e ambientação sufocante, Ground Zero promete ser uma adição de peso à biblioteca de sobrevivência. O game já pode ser adicionado à lista de desejos na Steam.

Ragnarok The Orchestra Concert | Orquestra Villa Lobos interpreta trilhas icônicas de Ragnarok Online em apresentação única no Teatro Bradesco

No dia 14 de junho, o universo de Ragnarok Online ganha forma sinfônica no palco do Teatro Bradesco, em São Paulo. O Ragnarok The Orchestra Concert desembarca pela primeira vez no Brasil, transformando as trilhas sonoras do icônico MMORPG em uma experiência musical imersiva — conduzida pela Orquestra Sinfônica Villa Lobos, sob a batuta da renomada maestrina Sol Chin.

O concerto marca o relançamento oficial do jogo no Brasil, ocorrido em 28 de maio, e celebra o retorno de Ragnarok Online ao cenário latino-americano com um evento que vai além da nostalgia. Sucesso em países como Coreia, Tailândia e Taiwan, o espetáculo chega como uma homenagem à comunidade que cresceu explorando Prontera, batalhando em Payon e vivendo aventuras em Morroc, agora com arranjos orquestrais inéditos.

Uma jornada sonora por Midgard

Com mais de 20 trilhas reimaginadas para orquestra, a apresentação promete emocionar fãs antigos e novos. Temas clássicos como Theme of Prontera, Streamside e TeMPorsche ganham corpo e profundidade numa releitura que eleva a música do jogo a outro patamar. É o tipo de noite que une gerações de jogadores em uma mesma sintonia — e que transforma os sons de Midgard em memória coletiva e arte de concerto.

Sol Chin: a mente por trás da batuta

Sol Chin, primeira maestrina coreana especializada em trilhas sonoras de games, comanda o espetáculo. Reconhecida mundialmente por sua habilidade de unir sensibilidade clássica e cultura pop, ela já regeu concertos oficiais de títulos como MapleStory, League of Legends e Crazy Arcade. Essa será sua estreia em solo brasileiro, reforçando o caráter inédito e simbólico do evento.

Brindes e imersão

Além do espetáculo, o público receberá um kit exclusivo: camiseta oficial do concerto, cinco bottons colecionáveis com arte do jogo e um cartão com código de item in-game — transformando a experiência em algo que ultrapassa o palco. Não se trata apenas de assistir, mas de levar parte do mundo de Ragnarok para casa.

Mais que um jogo, um fenômeno cultural

Lançado originalmente em 2002 pela desenvolvedora sul-coreana Gravity, Ragnarok Online se consolidou como um dos MMORPGs mais influentes da história dos games. Inspirado no manhwa de Lee Myung-jin, o jogo marcou a vida de milhões ao combinar gráficos 2D com cenários 3D, sistema de classes, guildas e interações sociais profundas. Agora, com o servidor LATAM recém-lançado e suporte multilíngue, a experiência renasce para uma nova era — e o concerto é o rito de passagem perfeito.

A produtora por trás da magia

A FLASIC, responsável pelo concerto, é pioneira em concertos sinfônicos dedicados à música de games e animes. Fundada na Coreia em 2020, a empresa é conhecida por transformar trilhas nostálgicas em experiências sensoriais sofisticadas. Seus projetos anteriores incluem produções de StarCraft, Pokémon, Brawl Stars e Civilization, sempre com direção musical de Sol Chin.

Serviço

Ragnarok The Orchestra Concert
📅 Data: 14 de junho de 2025 (sábado)
🕖 Horário: Abertura às 18h30 | Início às 19h30
📍 Local: Teatro Bradesco – R. Palestra Itália, 500, 3º Piso – Perdizes, São Paulo – SP (Bourbon Shopping)
🎟️ Ingressos a partir de R$ 80
💳 Vendas: [site oficial do concerto] e bilheterias do Teatro Bradesco e Teatro Sabesp Frei Caneca (sem taxa de serviço)
🎁 Brindes: camiseta oficial, 5 bottons, item exclusivo in-game
👶 Classificação: Livre (menores de 14 anos apenas acompanhados de responsáveis)
Acessibilidade garantida

There Are No Ghosts at the Grand | Revelado no Xbox Games Showcase, jogo indie britânico mistura reforma de hotel, fantasmas e ska britânico em aventura única

Imagine herdar um hotel inglês decadente numa cidade litorânea cheia de segredos. Agora imagine ter 30 dias para restaurá-lo, enfrentando fantasmas à noite e decorando cômodos de dia, tudo ao som de ska, punk e jazz. Essa é a proposta de There Are No Ghosts at the Grand, novo jogo da desenvolvedora indie britânica Friday Sundae, revelado durante o Xbox Games Showcase.

O título chega direto ao Xbox Game Pass e promete uma experiência diferente de tudo: parte simulador de reforma, parte jogo de ação sobrenatural com narrativa musical. Parece improvável? Pode apostar que funciona — e com muito estilo.

De dia, restaure o hotel. De noite, lute contra o que assombra os corredores

O jogador assume o papel de um herdeiro inesperado do Grand Hotel. Durante o dia, a missão é reformar o local usando ferramentas falantes como o jato de areia, o pulverizador de tinta e o canhão de móveis. As reformas são feitas com mira precisa, resolução de puzzles ambientais e interações criativas com o passado do prédio.

Mas quando o sol se põe, o clima muda: as mesmas ferramentas se transformam em armas improvisadas contra criaturas sobrenaturais que vagam pelos corredores. O aspirador de pó vira aliado contra fantasmas, o pulverizador revela entidades invisíveis e o canhão de móveis pode ser usado literalmente para arremessar estantes nos inimigos. Tudo com muito humor britânico, mesmo nos momentos mais tensos.

Uma narrativa musical e personagens com histórias marcantes

Ao longo dos 30 dias e noites, o jogador encontra personagens carismáticos, cada um com sua própria música — e suas decisões são feitas cantando, verso por verso. A trilha sonora é um show à parte, indo do ska fantasmagórico ao jazz de guerra e até skater punk, refletindo a personalidade de cada figura do hotel.

Segundo Anil Glendinning, diretor e roteirista da Friday Sundae, a ideia não era criar um musical no estilo Broadway, mas algo mais pessoal. “É mais como encontrar um disco velho de ska e punk britânico dos anos 80 na estante do seu pai”, explica.

Trailer

Estreia do estúdio Friday Sundae

There Are No Ghosts at the Grand marca a estreia do estúdio independente Friday Sundae, fundado pelo casal Rachel e Anil Glendinning. A equipe, sediada no sudoeste da Inglaterra, reúne veteranos da indústria AAA e novos talentos, com foco em experiências narrativas criativas e fora do comum.

O jogo estará disponível no primeiro dia no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass, com suporte ao Xbox Play Anywhere (salvamento cruzado entre console, PC e nuvem). Outras plataformas serão anunciadas futuramente.

Siga o jogo nas redes sociais:
https://linktr.ee/NoGhostsGame

Far Far West | O Caótico Faroeste Robótico Chega ao Steam em 2026

magine um Velho Oeste tomado por monstros, magia e cowboys robóticos. Essa é a proposta de Far Far West, o novo jogo da Evil Raptor (de Pumpkin Jack) que mistura ação cooperativa, caos sobrenatural e humor nonsense em um cenário que parece saído de um pesadelo steampunk com tempero de spaghetti western. Com lançamento previsto em Acesso Antecipado no Steam em 2026, o game está sendo publicado pela Fireshine Games.

Caos cooperativo no Oeste amaldiçoado

Pensado para até quatro jogadores, Far Far West coloca você e seus amigos no papel de caçadores de recompensas robóticos em missões cada vez mais perigosas. Entre explosões, feitiços e contratos malucos, o grupo precisa sobreviver a desertos, pântanos e minas assombradas. O gameplay mistura tiroteios frenéticos, habilidades mágicas baseadas em cartas e chefes colossais.

Além do arsenal típico de um faroeste (pistolas, espingardas e dinamite), o jogo incorpora magias como bolas de fogo e feitiços ofensivos, que podem ser combinados com tiros para ampliar o estrago. A proposta é manter o combate dinâmico e criativo, em cenários repletos de ameaças e eventos imprevisíveis, como tempestades sobrenaturais e esqueletos que não sabem a hora de morrer de novo.

O trem fantasma espera por você

A ambientação não fica atrás. De trens fantasma a vilas amaldiçoadas, o mapa do jogo promete ser um playground para quem curte exploração em equipe, loot e aquele bom humor meio sombrio. Missões podem ser cumpridas com diferentes estratégias, dependendo da composição do time e das cartas mágicas disponíveis, o que promete bastante rejogabilidade.

Para quem gosta de jogo com personalidade

A Evil Raptor traz a mesma energia vibrante e visual estilizado que consagrou Pumpkin Jack. E agora, com Far Far West, amplia seu repertório apostando no modo cooperativo e numa ambientação que mistura western, terror e ficção científica. Já a Fireshine Games, conhecida por lançar pérolas indie como Core Keeper e Shadows of Doubt, aposta mais uma vez em um projeto de personalidade forte e jogabilidade diferenciada.

Trailer

Wishlist aberta no Steam e testes em breve

Far Far West já pode ser adicionado à sua lista de desejos no Steam. Um playtest está previsto para os próximos meses, e interessados podem se inscrever para garantir acesso antecipado à pancadaria.

Para acompanhar as novidades, o estúdio mantém atualizações no X (antigo Twitter), uma comunidade ativa no Discord e informações adicionais no site oficial da Fireshine Games.


Hark the Ghoul | Novo trailer do dungeon crawler revela gameplay, armas bizarras e ambientação sombria

Hark the Ghoul acaba de ganhar um novo trailer de gameplay que mergulha ainda mais fundo no mundo sombrio de Clergerac. Desenvolvido pelo estúdio indie Deep Denizens e publicado pela britânica Kwalee, o dungeon crawler em primeira pessoa mistura combate brutal, exploração não-linear e um estilo visual que é puro charme retrô-modernizado.

O jogo está previsto para ser lançado em 2026 no PC via Steam, mas já dá pra conferir uma demo gratuita que apresenta os principais elementos da experiência: ambientação opressora, design de fases interconectado e uma seleção bizarra — e estratégica — de equipamentos.

Uma jornada sombria pelas entranhas de Clergerac

Com forte influência de títulos Soulslike, Hark the Ghoul aposta em um mundo melancólico, onde cada beco esconde um segredo e cada descida nas masmorras revela novas rotas, desafios e recompensas. O trailer mostra ambientes cuidadosamente construídos, repletos de camadas e interligações, exigindo que o jogador explore, memorize atalhos e entenda a lógica distorcida daquele mundo decadente.

Armas excêntricas e builds criativas

Um dos pontos altos do novo vídeo é a variedade de equipamentos. Nada de seguir uma build fixa — aqui o jogador pode misturar espadas, pistolas, canhões, chicotes e até artefatos mágicos para montar seu estilo de jogo. Cada item tem propriedades únicas e pode ser combinado de formas criativas para se adaptar a diferentes inimigos e ambientes.

Essa liberdade para experimentar builds dá um toque extra de estratégia ao combate, que exige precisão e leitura de movimento, em um sistema que valoriza o aprendizado e a persistência.

Estilo retrô com toque moderno

Visualmente, Hark the Ghoul chama atenção com seu estilo low-poly retrô-modernizado. Os gráficos resgatam uma estética clássica dos anos 90, mas com efeitos personalizáveis e detalhes sutis que tornam a experiência visualmente atual. É o tipo de jogo que agrada tanto quem cresceu com clássicos quanto quem curte indies com identidade própria.

Trailer

Demo disponível e lançamento em 2026

Para quem ficou curioso, a demo de Hark the Ghoul já está disponível gratuitamente no Steam. A versão final está prevista para chegar em 2026, e promete expandir ainda mais o universo do jogo, com novas áreas, inimigos e mecânicas.


Anime Friends 2025 | Projeto do Daniel Miura, o grupo Miura Jam traz show imperdível no AF Festival 2025

Se você é fã de animes e músicas que tocam o coração, pode comemorar: o Miura Jam está confirmado no Anime Friends 2025! O projeto liderado por Daniel Miura, conhecido por suas versões brasileiras de aberturas e encerramentos de anime, vai sacudir o palco do AF Festival, o espaço musical oficial do evento.

Com mais de 459 mil inscritos no YouTube e 236 mil ouvintes mensais no Spotify, o Miura Jam se consolidou como uma das maiores referências da anime song brasileira. O grupo não apenas interpreta músicas icônicas dos animes, mas também compõe faixas originais para games e animações nacionais — trazendo emoção, nostalgia e inovação a cada nova performance.

O que esperar do Miura Jam no Anime Friends 2025

Quem viu o show do ano passado sabe: o Miura Jam no AF Festival é uma experiência única. Em 2024, a banda se apresentou com uma formação especial que arrebatou o público. Ainda não há confirmação da formação de 2025, mas se for como no ano anterior, podemos esperar uma verdadeira celebração da música geek ao vivo.

A história por trás do Miura Jam

Criado por Daniel Miura, o Miura Jam nasceu da paixão por Japanese Anime Music e do espírito das jam sessions. Ao lado de músicos talentosos, Daniel transformou o canal em um espaço onde versões nacionais de animes e composições inéditas ganham vida.

Por que você precisa ver o Miura Jam no Anime Friends

Se você ainda não teve a chance de ver o Miura Jam ao vivo, o Anime Friends 2025 é o momento ideal. O show mistura energia, nostalgia e paixão pela cultura japonesa em uma apresentação que conquista até quem nunca ouviu falar da banda.

Prepare-se para cantar junto, se emocionar e sair do evento com novas músicas favoritas no coração.

Anime Friends 2025 

Quando: 3 a 6 de julho de 2025 

Onde: Distrito Anhembi – R. Prof. Milton Rodrigues, s/n – Santana – São Paulo 

Como participar: ingressos disponíveis na Mundo Ticket: https://www.mundo-ticket.com/

Mais informações: https://animefriends.com.br/

Anime Friends 2025 | Tetsuo Kurata, o Kamen Rider Black, retorna ao Brasil

O Anime Friends 2025 será palco de um dos encontros mais aguardados pelos fãs de tokusatsu no Brasil. Tetsuo Kurata, o ator que imortalizou Kotaro Minami em Kamen Rider Black e Black RX, retorna ao país após mais de dez anos para reencontrar o público brasileiro. Ele estará presente nos dias 4, 5 e 6 de julho com sessões de fotos, autógrafos e atividades especiais durante o evento.

Muito além de uma simples visita internacional, a presença de Kurata representa um reencontro afetivo com uma geração que cresceu assistindo aos heróis mascarados na TV aberta. Nos anos 1990, Kamen Rider Black marcou época no Brasil e transformou o ator japonês em ícone da cultura pop por aqui.

A origem de um herói

Nascido como Tetsuo Kakimoto em 11 de setembro de 1968, Kurata adotou o nome artístico que se tornaria conhecido mundialmente. Em 1987, recém-formado no ensino médio e sem planos para seguir carreira artística, entrou em um teste para protagonizar a nova série da franquia Kamen Rider. A seleção contava com 8 mil candidatos, mas foi ele quem conquistou o papel por decisão direta de Shōtarō Ishinomori, criador da saga.

Com apenas 19 anos, Tetsuo Kurata assumiu o papel de Kotaro Minami em Kamen Rider Black, tornando-se o Rider mais jovem da franquia até então. No ano seguinte, ele retornaria como protagonista em Black RX, marcando a história da série como o ator com maior tempo em um papel principal. Além da atuação, também foi o intérprete das músicas de abertura das duas séries.

Reconhecimento, afastamento e reencontro

O sucesso de Kamen Rider Black impulsionou a carreira de Kurata, levando-o a papéis em filmes e novelas japonesas. Entre os destaques estão sua estreia no cinema com Beppin no Machi e o protagonismo no dorama da NHK Kimi no Na wa, além da participação na série Wataru Seken wa Oni Bakari.

Apesar da fama, Kurata passou anos tentando se afastar da imagem de Kotaro Minami. Chegou a evitar rever os episódios da série e relutava em ser associado ao herói. Com o passar do tempo, e após reassistir as séries ao lado de seu filho, ele passou a entender o impacto de seu trabalho e reconectou-se com sua trajetória. Foi esse processo que reacendeu seu carinho pelos fãs e pela história da qual fez parte.

Um restaurante com sabor de nostalgia

Hoje, Tetsuo Kurata é dono do restaurante Billy the Kid, localizado em Tóquio. O local é decorado com itens de Kamen Rider e oferece pratos temáticos como Black Steak e RX Steak. Muito mais do que uma churrascaria, o espaço virou ponto de encontro para fãs da série, com aparições do próprio Kurata e transmissões ao vivo direto da cozinha.

Essa proximidade com os fãs tornou-se uma marca registrada do ator, que já declarou considerar Kamen Rider Black e RX como verdadeiros tesouros pessoais. Em 2009, ele chegou a reprisar o papel de Kotaro Minami em Kamen Rider Decade, reforçando o elo afetivo entre gerações.

Um herói dentro e fora das telas

Kurata sempre levou seu papel com seriedade. Realizou cenas de ação fora do traje, algo raro entre os protagonistas da época, e lidou com a responsabilidade de ser um modelo para crianças. Um exemplo disso foi a decisão de nunca fumar em público após perceber que uma criança ficou triste ao vê-lo com um cigarro.

Seu comprometimento com o personagem rendeu elogios até do criador da franquia. Shōtarō Ishinomori declarou certa vez que era difícil imaginar um herói que superasse Tetsuo Kurata.

Anime Friends 2025 será palco de um momento histórico

A participação de Tetsuo Kurata no Anime Friends 2025 não é apenas uma atração internacional. É uma celebração do impacto de Kamen Rider no Brasil, um presente para os fãs que cresceram acreditando na justiça e no poder da transformação. Prepare a câmera, o coração e o grito de guerra. O herói que marcou uma geração está de volta.

Serviço

Anime Friends 2025
Quando: 3 a 6 de julho de 2025
Onde: Distrito Anhembi – R. Prof. Milton Rodrigues, s/n – Santana – São Paulo

Como participar: ingressos disponíveis na Mundo Ticket: https://www.mundo-ticket.com/.

Mais informações: https://animefriends.com.br/