A Jamble oficializou sua entrada no Brasil com uma estratégia clara de priorizar o país como seu principal mercado global. A plataforma de live shopping voltada para colecionáveis alcançou R$ 3 milhões em volume bruto de mercadorias (GMV) apenas em março de 2026, consolidando um início de operação acelerado.
Com investimento da Voodoo, a startup francesa aposta em um formato que transforma transmissões ao vivo em experiências interativas de compra, conectando vendedores e consumidores em tempo real dentro do aplicativo.
Modelo combina comunidade, entretenimento e vendas ao vivo
Diferente de marketplaces tradicionais, a Jamble foi construída com foco total em live commerce. As transmissões funcionam como eventos digitais, com lances em tempo real, sorteios e interações diretas entre criadores e público.
A proposta é fortalecer nichos onde confiança e engajamento são essenciais, como Pokémon TCG, Magic: The Gathering, colecionáveis diecast e jogos retrô. Nesse cenário, o vendedor deixa de ser apenas um intermediário e passa a atuar como criador de conteúdo e curador.
Crescimento rápido e primeiros casos de sucesso
Desde o fim de 2025, quando iniciou sua operação local, a plataforma registra forte adesão. Além dos R$ 3 milhões movimentados em março, o app soma cerca de 60 mil downloads mensais.
Um dos destaques é a Pokeloja, que acumulou aproximadamente R$ 650 mil em vendas em 80 transmissões, com média de R$ 8 mil por live. Os números indicam alto potencial de recorrência e fidelização dentro do formato.
Segurança e confiança como diferencial
A Jamble tenta resolver um dos principais gargalos do live commerce, que é a credibilidade. A plataforma adota um processo rigoroso de curadoria de vendedores antes de liberar transmissões, buscando reduzir riscos comuns em marketplaces abertos.
No pagamento, a integração com PIX via Pagar.me garante transações rápidas e rastreáveis, reforçando a sensação de segurança para compradores.
Brasil no centro da estratégia global
Mesmo com sede em Paris, a empresa estruturou um hub operacional em São Paulo e trata o país como prioridade no curto prazo. A escolha se baseia no comportamento digital local, marcado por forte consumo de conteúdo ao vivo e alta interação em comunidades.


