O longa Virtuosas integra a programação do Fantaspoa, consolidando sua circulação após destaque no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde venceu o Prêmio Netflix. A produção terá duas sessões em Porto Alegre, nos dias 12 e 14 de abril.
Dirigido por Cíntia Domit Bittar e produzido pela Novelo Filmes, o filme aposta em uma narrativa que combina tensão psicológica e ironia para explorar comportamentos e discursos contemporâneos.
Retiro feminino se transforma em ambiente de tensão
A trama se passa em um retiro exclusivo para mulheres que buscam se tornar “virtuosas”, guiadas por uma liderança que prega valores conservadores. A personagem Virgínia Heinzel, vivida por Bruna Linzmeyer, conduz o grupo em uma jornada que rapidamente ganha contornos inquietantes.
À medida que o retiro avança, o clima se torna mais denso, revelando tensões internas e comportamentos extremos, em uma narrativa marcada por reviravoltas.
Elenco e equipe reforçam proposta autoral
Além de Linzmeyer, o elenco reúne Maria Galant, Juliana Lourenção, Sarah Motta e Brisa Marques, com participações de Nenê Borges e Fernando Bispo.
No Fantaspoa, a sessão do dia 12 contará com debate com a diretora e parte do elenco, reforçando a relação do filme com o circuito de cinema de gênero.
Terror como ferramenta de crítica
A diretora utiliza elementos do horror para abordar questões sociais e comportamentais, dentro de uma vertente que dialoga com o chamado terror feminista. O gênero funciona como espaço para explorar contradições, moralidade e dinâmicas de poder entre as personagens.
Segundo Bittar, o interesse está menos no sobrenatural e mais na capacidade humana de violência e manipulação.
Produção catarinense ganha projeção nacional

Filmado em Florianópolis, Virtuosas marca presença como uma das produções catarinenses de maior circulação recente em festivais. Após o Fantaspoa, o longa segue para novas exibições e já tem estreia comercial prevista para 6 de agosto nos cinemas brasileiros.
Combinando estética de gênero e crítica social, o filme reforça o crescimento do terror nacional, especialmente em produções lideradas por mulheres.


