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JWave #305 | E3 2016 Microsoft

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O JWave está de volta a E3!

Diferente dos outros anos, o JWave está lançando 3 podcasts sobre a E3. Para isso, estamos adotando formato sem edição e esperamos que goste do podcast nesse formato.

Voltando a Microsoft, tivemos anúncio de Xbox One S que é 40% menor que o Xbox One e será lançado por 300 dólares. Tivemos Halo Wars 2, Gears of Wars 4, Dead Rising 4, Final Fantasy XV, além do anúncio do Project Scorpion que promete uma nova versão do Xbox One que seja o console mais potente do mercado.

Juba, Dash e o Sasukerk se juntam para falar da conferência da Microsoft e destacar o que teve de melhor e de pior por lá.

Podcast editado pelo Dash.

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JWave #304 | REC

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O JWave dessa semana é sobre Rec e o Dia dos Namorados.

Série curta de 9 episódios e mostra um pouco a vida de aspirante como dubladora.

Juba, Calliban, Dash e o Sasukerk se juntam para falar de dia dos namorados, animê e sobre cultura japonesa.

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Lançamento de One Piece: Burning Blood!

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Você tem um PlayStation 4, Xbox One e/ou PlayStation Vita? Comemore, porque One Piece está chegando em um jogo de luta nessa sexta feira. Lembrando que o jogo será lançado para STEAM em breve.

O jogo foi desenvolvido pela Spike Chunsoft Co. ,Ltd. e terá mais de 40 piratas selecionáveis e 60 personagens de suporte. Também teremos modalidades de jogo permitem vivenciar sequências de história empolgantes de One Piece contadas sob diversos pontos de vista na Guerra de Marineford. Você poderá acumular prêmios no WANTED Versus Mode, batalhar contra amigos localmente no Free Mode, ou ao redor do globo no Online Mode; ou reunir suas tripulações piratas e disputar territórios contra outras equipes no Pirate Flag Battle Mode.

Lançamento
Chegará as lojas no dia 03 de Junho de 2016, ao preço de R$ 249,90 (Xbox One/PlayStation 4).

Trailer

Agradecimentos a Bandai Namco pelas informações

JoJo’s Bizarre Adventure: Eyes of Heaven: Demo disponível!

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Mesmo que continue inédito no Brasil quando o assunto é mangá, JoJo’s Bizarre Adventure é um grande sucesso e agora está de volta com o jogo JoJo’s Bizarre Adventure: Eyes of Heaven. O jogo será lançado em breve e pra ter uma pequena demonstração do jogo, já temos o primeiro capítulo disponível na PlayStation Network.

Modo História

A história se passa no 3º arco da série, Stardust Crusaders, e o melhor disso é que apresentará histórias inéditas, inspiradas pela própria série.

Lançamento
O jogo terá lançamento no dia 28 de Junho de 2016 e é exclusivo para PlayStation 4.

Bonus Extra
Não pense que o Demo se limita a história, porque o Modo Versus, com quatro personagens icônicos selecionáveis: Jotaro Kujo, Noriaki Kakyoin, Josuke Higashikata e Okuyasu Nijimura. Mas não acaba por ai, porque quem jogar o demo receberá 10.000 JoJo Points para serem usados no jogo completo. E para que servem? Para comprar diversos elementos in-game, como trajes especiais dos personagens, citações para personalizar as player cards, e itens de apoio que podem ser ativados antes das batalhas.

Trailer

Baixe agora
PSN US: https://goo.gl/AmCSYo
PSN BR: https://goo.gl/Ne4MIO

Agradecimentos a Bandai Namco pelas informações

Review | Gen Pés Descalços (Completo)

JMangá POST 2016 81
Já se foram 70 anos desde que a bomba atômica foi lançada nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, matando mais de três milhões de pessoas, sem contar as que adoeceram e foram morrendo lentamente anos depois do ocorrido.

Dentre os sobreviventes desse horror, estava Keiji Nakazawa, na época com 6 anos de idade. Ele e sua mãe foram os únicos de sua família que conseguiram escapar e, ao tornar-se adulto, resolveu contar em forma de quadrinhos o que realmente aconteceu em Hiroshima, num relato bem diferente do que os livros de escola sugerem.

Gen – Pés Descalços (Hadashi no Gen, no original) é sua obra-prima e um presente para todos aqueles que não se calam diante dos absurdos cometidos pelos poderosos. É com satisfação que apresento a vocês essa história e, para aqueles que já a conhecem, a revisito.

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A história
O ano é 1945. Gen Nakaoka é um ginasial alegre, que vive com seus pais e irmãos em uma casa simples, em Hiroshima. Desde cedo foi ensinado a nunca abaixar a cabeça pro que não acha certo e a viver plenamente, crescendo forte diante da adversidade, assim como o trigo.

Os problemas começam quando seu pai, um artesão pacifista, recusa-se a participar dos treinamentos para a guerra e fala abertamente o quanto discorda da postura do governo japonês diante do conflito, que já se estende há anos. Sua família sofre perseguições de todos os cantos, seja nas humilhações que a irmã Eiko sofre na escola, seja no bullying que os colegas e vizinhos fazem com ele e com seus irmãos, seja na falta de ajuda que sua mãe grávida encontra dos conhecidos apenas porque todos dizem que o patriarca da família Nakaoka é anti-patriota.

Para tentar mudar alguma coisa, o filho mais velho se alista mesmo contra a vontade do pai. O segundo mais velho tem que ir para o interior, junto com as crianças que cursam o terceiro ano ginasial, para ficarem seguras até que a guerra acabe. Gen e o restante de sua família permanecem em Hiroshima, sem saber que esta decisão selaria seu destino.

No dia 6 de agosto de 1945, a bomba atômica cai sobre a cidade de Hiroshima; Gen e sua mãe se salvam por mero acaso, mas o restante da família fica soterrada. Apesar de tentar de todas as formas, mostra-se impossível salvá-los e, obedecendo à última ordem de seu pai, Gen foge para longe dali levando sua mãe grávida e ouvindo os gritos de quem ficou pra trás, queimando no fogo do inferno que Hiroshima se tornou.

Agora, Gen precisará lidar com o fato de que é um sobrevivente e que por isso deverá tomar uma série de decisões que não caberiam a um garoto de sua idade. Sozinho com sua mãe e com sua irmãzinha que acabou nascendo no meio da rua, ele vai lutar para ser como o trigo, que mantém-se de pé mesmo após pisoteado.

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A primeira edição
Confesso que tomei um choque quando descobri que a primeira edição de Gen no Brasil estava incompleta. Publicada pela Conrad lá no comecinho da segunda grande onda de mangás no Brasil (por volta de 2000/2001), termina logo depois que o cabelo de Gen cresce novamente e corresponde ao quarto volume da reedição.

Se perder a família daquela forma já não tinha sido cruel o suficiente, Gen ainda teve que lidar com muitos outros eventos nos anos que se seguiram ao fatídico 06 de agosto. Além disso, a primeira publicação de Gen no Brasil foi espelhada e retirada de um projeto chamado Gen Project, o que talvez pode ter contribuído para que os brasileiros não tivessem logo de cara a versão completa da obra.

Os horrores jamais imaginados
Gen – Pés Descalços é uma obra que vai muito além do mero romance histórico e autobiográfico. É um relato visceral do que foi um dos episódios mais lamentáveis da história da humanidade.

Os livros de história jamais fariam jus ao que encontramos neste mangá. Todos sabemos que houve uma bomba atômica e que isso trouxe inúmeros problemas decorrentes do grau de radiação nela contido, mas antes de ler a obra jamais imaginei que quem não morreu no primeiro impacto tivesse passado por situações dignas de um filme de terror.

Pessoas andando pelas ruas de Hiroshima como fantasmas que, ao invés de arrastar lençóis, arrastavam a própria pele; pessoas que não estavam no local e vieram ajudar morrendo num piscar de olhos, tendo uma diarreia violenta e vomitando sangue; os estilhaços de vidro fincados nas pessoas como se fossem escamas macabras; os cadáveres boiando inchados quase que instantaneamente e tornando-se um criame de larvas, em pleno verão… por onde quer que Gen fosse, a morte mostrava seu lado macabro de todas as formas antes inimagináveis.

Para piorar, no meio de todo esse caos, a solidariedade parece ter desaparecido junto com a cidade; a maioria dos que sobreviveram mal podiam ser considerados humanos, e aqueles que ainda tinham condições de ajudar pareciam não ter vontade de salvar nada além de si próprios. Abrigados na casa de uma amiga da mãe de Gen, o garoto passou o inferno, aguentando os maus tratos dos demais moradores da casa e suas artimanhas para expulsá-los.

Aceitando serviços dos mais variados e inusitados possíveis, Gen tentou sempre manter sua cabeça erguida para ajudar o que restou de sua família a sobreviver. O ódio por aqueles que permitiram que a bomba fosse lançada e, acima de tudo, pelo imperador que não foi nada mais do que um covarde, acompanham o garoto por toda a obra, fazendo com que todos nós pensemos no quanto uma gestão arbitrária pode prejudicar tantas pessoas inocentes. Gen Nakaoka é muito mais do que um personagem; é um verdadeiro advogado da paz.

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Um autor que não se calou diante das circunstâncias
Keiji Nakazawa escreveu muitos mangás ao longo de sua vida, mas quando finalmente decidiu dividir sua experiência com seu público é que teve maior notoriedade. Com as histórias “Kuroi Ame ni Utarete” (“Sob a Chuva Negra) e “Ore wa Mita” (“Eu Vi”), e depois com a derradeira narrativa Gen – Pés Descalços (publicado a princípio na Shonen Jump), Nakazawa consegue mostrar às gerações que o sucederam todo o horror pelo qual Hiroshima e Nagasaki passaram.

Ouso dizer que o autor ainda vai além: apesar de deixar claro nas falas de muitos personagens que “não fizemos nada para sofrermos desse jeito”, através desses mesmos personagens ele nos faz perceber que não se omite diante de toda a barbárie cometida pelo exército japonês. Ele joga na nossa cara que o Japão foi brutal e cruel com seus vizinhos orientais, China e Coréia (meu maior choque foi tomar conhecimento da operação chamada “Três Tudos”, algo como “matar tudo, pilhar tudo e queimar tudo”); ele escancara a mesquinhez dos japoneses com seus próprios semelhantes, que estavam sofrendo com os efeitos da bomba e eram tratados como monstros apenas por estarem mutilados ou sofrendo sintomas desconhecidos e, como se não bastasse tudo isso, ainda menospreza o jeito japonês de “fazer cerimônia”.

Além disso, ele ainda vai mais fundo na ferida, denunciando os castigos físicos aplicados pelos professores em “alunos problema”; a crueldade das crianças na escola e o pensamento nacionalista exagerado, que muda de lado como quem muda de roupa. As críticas ao governo e à falsa divindade do Imperador são pesadas e as mulheres são personagens fortes, que, longe de precisar de proteção, sabem muito bem o que querem e estão dispostas a ir até o final pelo que acham certo.

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A edição definitiva
Desfeito o choque por me sentir enganada com a versão incompleta de Gen, fiquei bem satisfeita com essa segunda edição, a definitiva. Papel durável, sentido oriental de leitura e tradução feita por uma veterana, nossa querida Drik Sada.

Se for pra citar algo que me incomodou, talvez seja esse projeto gráfico de capas nada criativo: cena do mangá + bolinhas com o título e um close qualquer do personagem (tais como Buda e Adolf, este último mais criativo por usar fotos da época), a periodicidade esdrúxula (o primeiro volume saiu em 2011, diga-se de passagem) e o fato deles terem desistido dos subtítulos no quarto volume: se era pra fazer, que fizessem em todos… fora o carnaval nas capas, algo como “aprendi a fazer escala de cores, vejam o efeito que dá na estante”, mas… antes isso do que mais uma edição da Conrad incompleta.

Opinião
Acho que mesmo que eu escreva milhões de linhas, jamais serei totalmente justa com uma obra tão grandiosa como esta; o traço não é nenhuma maravilha, as expressões são exageradas demais e ouso dizer que os milhões de tapas que os personagens dão nas caras um dos outros me irritam bastante, bem como crianças que brigam entre si arrancando as pontas dos dedos do adversário com os dentes, mas esses detalhes são mínimos diante de tudo que Gen – Pés Descalços representa para o mundo.

Este é o tipo de história que te dá a mesma chacoalhada de Maus (não obstante, temos um prefácio de Art Spielgmann no primeiro volume): você vê o relato cru de alguém que realmente esteve no inferno e voltou para te contar como foi. Além disso, também te deixa feliz saber que a Shonen Jump não é a casa apenas de heróis ninjas, deuses da morte, polvos geneticamente modificados, anti-heróis com cadernos que matam ou mangakás adolescentes, mas também de heróis de carne e osso, como este menino que enfrentou tudo de cabeça erguida, mantendo os pés descalços firmes no chão e a pureza no coração que o permitiu sonhar com o futuro, mesmo com a sombra de ser um hibakusha pairando sempre sobre sua cabeça. Leia e emocione-se.

Review | One Piece #61

JMangá POST 2016 80
Que One Piece é um dos melhores mangás shonen da atualidade, todo mundo já sabe. Mas que ele poderia ficar ainda melhor muitos duvidavam. Pois bem, convido vocês a embarcarem mais uma vez no Thousand Sunny, rumo ao Novo Mundo!!

Voltando um pouco no tempo
Já faz um tempinho que a Guerra dos Melhores teve seu final e ceifou a vida de dois piratas que que aprendemos a admirar, respeitar e amar. Para proteger Luffy da Marinha, Trafalgar Law o levou em segredo para a Ilha das Mulheres, junto com Jinbe. Lá, sob a proteção da princesa Kuja e Shichibukai Boa Hancock, Luffy recebe ajuda de ninguém menos do que Rayleigh, imediato de Gol D. Roger, para iniciar um treinamento, não sem antes mandar uma mensagem aos demais membros do bando do Chapéu de Palha. Todos acatam o pedido de Luffy e, depois de dois anos…

Um reencontro emocionante
O pedido de Luffy nada mais era do que uma promessa de se reencontrarem no arquipélago Sabaody dentro de dois anos. Após ter sofrido uma perda terrível, por mais vontade que tivesse de reencontrar seus companheiros, Luffy não deixou de notar que precisava tornar-se mais forte. Sendo assim, deu a oportunidade aos seus companheiros de também aprimorarem suas habilidades para não serem derrotados tão facilmente em suas próximas batalhas.

Todos cumpriram seu objetivo de forma exemplar: Zoro treinou sob a tutela de ninguém menos do que o temido Olhos de Gavião; Usopp deixou de lado a indolência e a covardia para aperfeiçoar seu talento como atirador com o esquisito porém competente Heraclesun; Nami sugou ainda mais conhecimento sobre navegação com os habitantes de Weatheria; Sanji passou por um treinamento infernal com a ajuda de ninguém menos do que Ivankov, líder dos Newkama; Chopper aprimorou seus conhecimentos sobre medicina estudando na biblioteca do Reino Torino; Robin fugiu da Marinha com a ajuda do Exército Revolucionário; Franky tornou-se um ciborgue ainda mais intrigante e Brook… uma estrela do Soul.

Após terem atraído a atenção de todos os mares e com muita dedicação e esforço, os nove membros do Bando do Chapéu de Palha estão reunidos novamente e irão enfrentar todos os obstáculos diante do sonho que move seu Capitão e os inspira desde que se tornaram piratas sob seu comando: fazer de Luffy o rei dos piratas!

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Opinião
Acredito que esse volume seja um presente do Oda-sensei para todos nós, fãs de One Piece. A edição está repleta das recordações de todo o bando da época em que se juntaram a Luffy, mescladas aos quadrinhos que contam a história no presente de forma que a sensação de nostalgia se mescla com o desejo de saber o que o Novo Mundo trará.

Os novos visuais de todos fazem com que, mesmo sem que o autor tenha se utilizado do método da encheção de linguiça, o leitor perceba que tudo o que o bando passou nesses dois anos de separação. Destaque especial para Sanji, que sofreu uma mudança mais psicológica do que física (o alívio cômico do volume) e para Luffy e Chopper, que mantiveram suas essências puras e inocentes.

Além disso, Oda-sensei nos brindou não só com uma capa incrível, mas também com a abertura do capítulo 598, “Dois Anos Depois” que é exatamente o espelho da abertura do primeiro capítulo, só que na mesma vibe da capa: os personagens mais velhos e com seus novos companheiros.

Fechando com chave de ouro, não podia deixar de falar que o “Vamos zarpar!” de Luffy teve um sabor todo diferente porque enfim, depois de dois longos anos, eles estão todos juntos afinal.

Acredito que para comemorar a mudança de fase, a Panini providenciou um pôster fodástico como brinde neste volume, que traz uma renca de personagens que todo mundo adora numa só imagem incrível.

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Um detalhe: para quem não tem o volume original japonês, as páginas coloridas saíram apenas na Shonen Jump, então podem curtir o volume direitinho, sem as reclamações habituais de “não publicaram as páginas coloridas”.

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Então, sem mais delongas, VEM, NOVO MUNDO!!!!

Review | Pandora Hearts

JMangá POST 2016 79

O mês de maio já está quase chegando ao final, mas não sem a Panini deixar mais uma vez sua marca nas bancas, trazendo um lançamento muito aguardado desde seu anúncio: Pandora Hearts. Quer saber o que achamos? Venha conosco!

A história
Oz Vessalius é um garoto normal, herdeiro de uma das famílias detentoras dos quatro grandes ducados. De volta à casa tradicional dos Vessalius apenas para participar da cerimônia de maioridade, Oz ainda quer aproveitar um pouco mais sua vida até então sem responsabilidades e pede ao tio que o deixe brincar mais um pouco com sua irmã caçula e seu serviçal Gilbert, que também é seu melhor amigo.

Enquanto tenta convencer Gilbert a participar da cerimônia, Oz ouve um som que lhe parece nostálgico, algo como a melodia de uma caixinha de música. Ao tentar identificar de onde vem o som, eles acabam se descuidando e indo parar num local que lembra um cemitério, porém com apenas uma lápide.

Nela, Oz encontra um relógio de bolso antigo e ao segurá-lo tem uma estranha visão que começa como algo que está escondido em sua memória mais antiga e termina como um pesadelo. Quando finalmente conseguem sair do local misterioso e Oz vai se preparar para o grande momento, um ser estranho toma conta do corpo de Gilbert para infiltrar-se na cerimônia de maioridade.

Chegando ao local, Oz confraterniza com a neta da duquesa de Rainsworth, Sharon, que não pode participar da cerimônia por ter apenas 13 anos, mas mesmo assim, tem maturidade suficiente para lhe dar conselhos misteriosos. Empolgado com a beleza da jovem dama e ansioso para que chegue logo o término da cerimônia, o garoto é surpreendido pelo ataque do falso Gilbert e quando está prestes a sucumbir aos Anjos Vermelhos da Morte, é salvo pela garota que viu nas lembranças do cemitério.

Agora, Oz tem muito mais com o que se preocupar do que com apenas uma reles cerimônia de maioridade. Ele precisa saber o porquê dos Anjos Vermelhos quererem capturá-lo, qual a real face da família Rainsworth e, acima de tudo, por que a garota do cemitério e o relógio de bolso trazem essa sensação tão nostálgica? Devo dizer que vamos ter MUITO tempo pra descobrir tudo isso, já que o mangá terá periodicidade bimestral e conta com 24 volumes…

A edição nacional
A versão brasileira de Pandora Hearts não conta com nada de diferente de outros títulos da Panini: papel jornal, primeira página colorida com papel lisinho, contracapa com imagens legais e com a tradicional nota do autor. A edição também traz o costumeiro glossário.

PANDORA1

PANDORA2

Opinião
Não é segredo pra ninguém que Pandora Hearts é fortemente inspirado nos livros de Alice, do autor britânico Lewis Carroll. Aliás, os autores japoneses são fascinados por essa história e vivem fazendo referências aos seus personagens (só citando os publicados pela Panini, posso falar de Conde Cain e Ouran). Além de Alice, também existem outras referências a clássicos da literatura, como o próprio nome do protagonista e da família que controla os Anjos Vermelhos da Morte (sim, MAIS shinigamis, o que me lembra que já está na hora de trazer Black Butler de volta, né, gente??????), os Baskerville.

Para quem não tem muita paciência de receber informações em conta-gotas, o primeiro volume abusa de flashbacks e te bombardeia com zilhões de personagens que é certeza que vamos esquecer se não seguirmos os próximos volumes com atenção. De qualquer forma, mesmo sendo um pouco confusa, a história prende e sim, me deu muita vontade de saber mais sobre o passado dos personagens (porque é CLARO que tem um passado triste por detrás de tudo sempre) e suas motivações, fora que o traço é agradável e a edição dentro do esperado.

Agradecemos à editora Panini, que nos encaminhou o exemplar para análise.

Review | Vagabond #2

JMangá POST 2016 78

Gostaram de Vagabond #1? Ficaram emocionados ao ver um mangá tão bacana de volta às bancas? Nós do JWave também ficamos surpresos e felizes de muitas formas e esse é um dos motivos pelo qual trazemos a vocês a resenha do segundo volume de Vagabond! Vamos conferir?

De volta à Vila Miyamoto
Após ser traído por Obaba, a velha mãe de Matahachi, Takezo se depara com uma situação difícil: a mando de um militar inescrupuloso a Vila Miyamoto toda está atrás dele e só lhe resta fugir para o meio do mato tal como um animal selvagem, deixando atrás de si uma pilha de mortos e feridos.

Nesse ínterim, chega à Vila o monge Takuan, respeitado e conhecido por toda parte por ser amigo íntimo do senhor do castelo de Himeji, Ikeda Terumasa. Com a ajuda inusitada de Otsu, Takuan captura Takezo e, durante sua estadia pendurado em uma árvore, nosso protagonista reflete sobre sua vida até ali: sua infância difícil com pais que não lhe têm amor; adultos que o temem por seu jeito de ser; sua vontade de ser forte para superar essas dificuldades e, não menos importante, seus amigos de infância.

É aqui que Takuan entende Takezo melhor e o fará entender como direcionar toda a raiva e amargura que sente para enfim trilhar o caminho que o fez ser um dos espadachins mais admirados no Japão.

Opinião
Como já havia adiantado no review do primeiro volume, não serão todas as edições de Vagabond que trarão as páginas coloridas que nos fazem suspirar fundo, mas isso não tira o brilho da edição, que continua valendo a pena.

Vagabond2,

A segunda edição traz um lindo pôster que, com certeza, vou enquadrar assim que der. Arrisco dizer que um marca páginas em acrílico ficaria divino, sonhar não custa nada.

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Agradecemos à editora Panini que nos mandou o segundo exemplar para análise.

JWave #302 | X-Men: Apocalipse

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O JWave dessa semana é sobre X-Men: Apocalipse.

Sexto filme da saga dos X-Men nos cinemas, esse é o quarto filme do Bryan Singer e chegou momento de apresentar os personagens nos anos 80.

Juba, Calliban, Nerdmaster (Paranerdia) e Dash se juntam para falar de quadrinhos, do novo filme do Apocalipse nos cinemas e sobre esse semi reboot.

Participantes



Visual Rejeitado do Apocalipse
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Fonte: Marvel 606

No JWave #302: X-Men: Apocalipse
Lauren Shuler Donner
Simon Kinberg
Hutch Parker
Simon Kinberg
Dan Harris
Michael Dougherty
Bryan Singer
James McAvoy
Michael Fassbender
Jennifer Lawrence
Oscar Isaac
Rose Byrne
Nicholas Hoult
Alexandra Shipp
Lucas Till
Sophie Turner
Josh Helman
Tye Sheridan
Lana Condor
Evan Peters

Ouça também
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JWave #176: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
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JWave #25: X-Men Animated – Parte 1
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JWave #26: X-Men Animated – Parte 2

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De que lado você fica em Guerra Civil?

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Se passou quase um mês desde que Capitão América: Guerra Civil estreou nos cinemas. O filme está prestes a bater um bilhão de dólares em todo mundo, se tornando um dos grandes sucessos de 2016.

Agora que a euforia passou, fica a pergunta… Que lado você fica? No lado de que Vingadores precisam ser controlados pela ONU ou que deve ficar na maneira que está? Apoiar Homem de Ferro ou Capitão América?

Pensando nisso, foi feito um teste e agora você vai saber que lado você está nessa guerra.

Faça o teste agora mesmo!

Crítica | X-Men: Apocalipse

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Apocalipse sempre foi um vilão difícil de imaginar nas telonas. Será mesmo que Bryan Singer conseguiu adaptar bem o vilão nesse que seria o sexto filme dos X-men?

Os anos 80 estão de volta!
Seguindo a proposta de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, pulamos mais 10 anos na história. Agora estamos em 1983 e dessa vez, Xavier está consolidando sua escola, juntando diversos jovens em suas instalações.

Do outro lado, temos Erik Lehnsherr (Magneto) casado e com uma filha na Polônia. Ele deixou pra trás o lado assassino dele, porém a vida dará voltas e ao salvar um trabalhador, Erik se revela e corre o risco de perder tudo novamente.

Enquanto isso, temos a Mística indo atrás de mutantes que lutam clandestinamente a força, ajudando eles a recomeçar. No caso, o filme detalha a luta do Anjo com Noturno, em que ela aparece para salvar o Noturno.

É nessa realidade que começa o filme, trazendo Moira MacTaggert de volta (X-Men: Primeira Classe). Agente da Cia, Moira está numa missão no Cairo, quando acaba descobrindo a pirâmide do Apocalipse. Sejamos francos, Moira que acidentalmente ressuscitou Apocalipse com a luz do sol, fazendo com que gerasse tudo que estava por vir.

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Apocalipse
Não vou negar que o visual do Apocalipse é meio decepcionante para quem espera o visual dos quadrinhos ou do desenho dos anos 90. Interpretado por Oscar Isaac, Apocalipse é enraizado nas suas origens egípcias, sendo o primeiro mutante do mundo.

Despertado, ele corre atrás para formar seus cavaleiros do apocalipse. A primeira pessoa que ele recruta é a jovem Tempestade que ao descobrir que ele é um mutante, acaba levando ele a sua casa.

Apocalipse em poucos momentos, acaba se atualizando e descobrindo como está o mundo atual. A partir disso, ele muda sua busca, agora focando em encontrar mutantes poderosos para se tornarem seus cavaleiros.

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Escola Xavier
Enquanto isso, somos apresentados ao Scott Summers que desperta seus poderes. Numa reunião familiar, seu irmão, Alex Summers (do X-Men: Primeira Classe), acaba decidindo leva-lo para escola de Xavier.

Assim entramos na mansão pelo ponto de vista do Scott, sendo apresentados a Jean Grey, Hank McCoy, Jubileu e outros alunos da escola. O próprio Xavier está ali para Scott controlar seus poderes, como também Hank McCoy em criar seu famoso visor para voltar a enxergar.

Pouco tempo e muitos personagens
Se no filme anterior, Bryan Singer teve a chance de se despedir dos “seus” X-Men. Agora chegou a hora de costurar o novo universo e tornar coeso para uma nova geração.

Parte disso, ele conseguiu e certamente essa linha temporal se torna cada vez mais distante daquela que vimos em 1999 com primeiro X-Men. E isso não é ruim, porque abre uma porção de possibilidades, semelhante ao semi reboot que Star Trek fez nos cinemas.

O grande problema aqui é que muitos personagens acaba prejudicando o desenvolvimento deles ao decorrer da obra. Um que sofre desse mal é o Magneto, que ao perder sua família, acaba não transmitindo sua dor pro público e nem o processo que o levou em voltar as trevas e aceitar a se tornar cavaleiro do Apocalipse.

Mística sofre de um problema parecido, porque ela não concorda com a filosofia do Xavier, quer ajudar o Magneto, mas ao mesmo tempo ela rejeita sua imagem mutante.

Um dos personagens mais prejudicados na edição é a Jubileu que teve meia dúzia de falas em uma só cena, o que acaba a tornando uma figurante de luxo ali no roteiro.

Agora, os problemas não acabam por aqui, porque o roteiro foi feito pra uma ação acontecer consequências. É estranho ver Mercúrio visitando a mansão Xavier no exato momento que ela explodiu, como também o sequestro de mutantes feito poucos minutos depois por William Stryker.

Mas o que gera maior galhofa são os poderes do Apocalipse. Infelizmente o personagem não consegue demonstrar o quanto é poderoso, justamente porque todas as mortes que causa são estranhas em cena.

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Mas o filme só tem defeitos?

Não mesmo! X-Men: Apocalipse abraça os anos 80 e isso faz com que diversas referências da década esteja por toda cena. Seja com Mercúrio jogando Pac-Man, ou dançar Moonwalker, ou mesmo passando Super Máquina na televisão. Os anos 80 estão ali, inclusive com a jaqueta vermelha do Noturno remetendo Thriller do Michael Jackson.

Outro ponto positivo é ver que o diretor está trazendo mais e mais referencias dos quadrinhos. Tivemos Wolverine com visual do Arma X, como também uma certa ave pra agradar os fãs dos quadrinhos. Isso sem mencionar a Sala de Perigo dos X-Men.
Mas independente disso, X-Men Apocalipse é um filme divertido e vale pela adrenalina. É bom ver os primeiros dias da equipe dos X-Men que realmente conhecemos.

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Opinião
Bryan Singer conseguiu se afastar da série original e ao fim de X-Men Apocalipse, temos certeza que uma continuação está engatilhada. O final deixa claro isso, talvez sinalizando que ele realmente faça tudo que ele não conseguiu fazer em X-Men 3.

O que surpreende é que o filme está mais costurado com os dois anteriores, sempre mostrando lembranças dos personagens e pautando a nova cronologia nos cinemas. Por isso, vale o aviso que é bom rever os dois primeiros filmes antes de assistir o novo.

Tem cena extra? Tem sim e com certeza nos deixou bem interessados sobre as consequências dela.

Nota

4/5