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Review | Socrates in Love

JMangá 56 post

Desta vez o JWave traz para vocês não um lançamento, mas sim a reimpressão de um dos mangás one-shot mais emocionantes já publicados no Brasil: Socrates in Love.

Fazendo a felicidade de muitos fãs que já não encontravam mais o exemplar nas lojas especializadas sem pagar um preço um tanto quanto abusivo, a editora JBC surpreende relançando esse título antigo, que figurou nas bancas brasileiras pela primeira vez em 2007, época em que mangás de apenas um volume ainda eram novidade.

Em ritmo de recordação e suor escorrendo dos olhos, o Jwave embarca com vocês nesta linda história de amor.

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A história

Sakutarô Matsumoto é um jovem estudante que, provavelmente, passaria batido pelo amor se não fosse o furacão que passou em sua vida chamado Aki Hirose. A bela garota era representante de classe junto com ele e, com seu jeito sincero e meigo, acabou por despertar o amor no jovem coração do rapaz.

Este, por sua vez, não acreditava muito que isso pudesse estar acontecendo com ele, mas com os sábios conselhos de seu avô e um empurrãozinho de um colega de classe, conseguiu finalmente declarar-se à garota, que o aceitou de bom grado. A partir daí, eles começam uma linda história que é ameaçada por um detalhe pequeno, porém grave: Aki fica doente e, o que parecia uma simples enfermidade, revela-se como uma leucemia e isso pode mudar o que eles esperam para o futuro. Agora, eles devem lidar com sentimentos um tanto quanto incomuns para adolescentes, como a sensação de perda iminente, dor, seriedade diante da vida e desilusão, ao mesmo tempo em que lutam para proteger o amor que sentem enquanto lutam contra o inevitável.

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Novel x Mangá

O mangá de Socrates in Love foi baseado na novel de mesmo nome de autoria do escritor Kyoichi Katayama. No Japão o nome original seria “Sekai no Chushin de Ai wo Sakebu” (algo como “Gritar pelo Amor no Centro do Mundo, numa tradução livre). Na edição brasileira foi mantido o nome idealizado pelo autor, “Socrates in Love”, uma vez que a ideia para o título surgiu quando este viu em um livro filosófico a frase “O amor é uma forma de violência que obriga as pessoas a pensarem”. O livro virou best-seller em seu país de origem e nos EUA, graças à sua trama cativante e verdadeira.

Os desenhos da versão mangá ficaram por conta de Kazumi Kazui, que conseguiu dar à obra um tom ainda mais intimista e real, a ponto dela mesma se emocionar enquanto desenhava da metade para o final do roteiro.

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Versões Live-Action

A obra teve versões em filme e dorama. No filme, a versão jovem de Sakutarô ganhou vida através de Mirai Moriyama (20th Century Boys), a versão adulta ficou a cargo de Takao Oosawa (Strawberry Night) e a doce Aki foi interpretada por Masami Nagasawa (Propose Daisakusen).

Já o dorama contou com as participações de Takayuki Yamada (Densha Otoko) como o Saku adolescente, Naoto Ogata (Space Battleship Yamato) como o Saku adulto e Haruka Ayase (Kyou wa Kaisha Yasumimasu) como Aki. O dorama foi muito bem recebido pelo público e recebeu os prêmios de melhor dorama, ator, atriz coadjuvante, ator revelação, roteirista, diretor, música tema, elenco e abertura (ufa!).

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Opinião

Independente da mídia escolhida, Socrates in Love é uma obra linda. Sakutarô personifica todos aqueles que não conseguem aceitar que o ser amado irá se afastar de você não por opção, mas porque a vida tem dessas coisas. Impossível não amar Aki e seu sorriso que lava até mesmo as nossas angústias e nos ensina que são as pequenas coisas da vida que têm real valor.

Os personagens coadjuvantes são igualmente carismáticos e fazem com que nos solidarizemos com sua dor: o avô de Sakutarô, que amou por mais de 40 anos a mesma mulher com quem não pode ficar, mas ainda assim, respeita a memória da falecida esposa; a mãe de Aki, que se esforça para parecer forte e bem diante da fragilidade de sua filha e o impagável colega de classe do casal, Ooki, com sua solidariedade natural.

Enfim, o mangá nos mostra que a vida é curta demais para nos importarmos com coisas banais. Se gosta de alguém, grite a plenos pulmões; se está triste com algo, não fuja das pessoas que te querem bem, desabafe. A gente nunca sabe quando vai olhar pro lado e se arrepender porque não fizemos o que deveríamos ter feito e a vida não nos permitirá olhar para trás. Pode não dar tempo de consertar o passado. Vivam plenamente, assim como Aki.

Nossos sinceros agradecimentos à editora JBC, que nos mandou o exemplar para análise, e para a nossa doce amiga Karen Kazumi Hayashida, que está sempre me dando uma mãozinha no quesito dorama.

AnimeSphere entrevista o Giuliano Peccilli

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Essa semana o podcast AnimeSphere me entrevistou no podcast deles. Seguindo padrão de divulgar podcasts parceiros que fazem essa interação e crossover na podosfera.

Na entrevista falamos do surgimento do JWave e também do podcast, além da relação com a podosfera.

Esperamos que goste do podcast.

Acesse AnimeSphere.

Review | Astronauta – Singularidade

Astronauta

Danilo Beyruth traz na sexta Graphic MSP, lançada em 2014, a segunda parte da aventura iniciada lá atrás, em 2012 (a missão Magnetar). Em “Singularidade”, Astronauta precisa provar a todos os seus colegas (e, em determinado momento, a si mesmo), que tem condições de continuar fazendo o que nasceu pra fazer: viajar pelo espaço.

Acompanhado de uma determinada e solícita médica-astronauta que insiste em continuar sua avaliação psicológica e de um misterioso major estrangeiro que está comandando um estudo sobre buracos negros e precisa do apoio da BRASA para finalizá-lo, Astronauta sai novamente para uma missão. Ao mesmo tempo em que tenta se concentrar para cumprir a missão a contento, ele também precisa lidar com o fato de que não pode se dar ao luxo de ser antissocial, já que está tentando provar a todos que está bem tanto física como mentalmente e que sua desconfiança com relação ao comportamento do estrangeiro não é resíduo de uma paranoia sem fundamento. Tudo começa a ficar perigoso quando eles se deparam com uma nave estranha que só responde aos comandos de Astronauta, o que deixa o major estrangeiro fascinado e desesperado para se apoderar da tecnologia sem nem ao menos saber mais detalhes sobre ela. Nesta hora, Astronauta precisará enfrentar seus fantasmas e tomar uma decisão rápida se quiser salvar a todos de um desastre iminente.

Engana-se quem acha que “Singularidade” é uma mera continuação de “Magnetar”. Danilo Beyruth conta mais uma história emocionante, em que Astronauta surpreende os leitores com várias facetas que não são mostradas normalmente nas revistas regulares da turminha, fazendo com que uma personalidade mais próxima daquela mostrada nas revistas da Turma da Mônica Jovem aflore. Mesmo assim, é possível identificar o Astronauta de sempre: alguém que se esforça para proteger a vida no planeta em que vive e tanto ama, independente de como realmente se sente por dentro. Longe de ser apenas uma graphic novel sofisticada e muito bem construída, “Singularidade” traz uma mensagem importante: nunca deixar de acreditar na capacidade que o ser humano possui de superar suas próprias deficiências e, acima de tudo, não esquecer que o apoio vem de onde menos se espera.

Para quem não conhece, Danilo Beyruth já é um veterano em quadrinhos. Além do incrível “Necronauta”, já publicou outros clássicos como o álbum “Bando de Dois” e a graphic novel “São Jorge”. Vale a pena conferir também “Singularidade”, tão esplendorosa e indispensável como “Magnetar”.

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JBook Review #08: Novels de Death Note: Another Note e L – Change the WorLd

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O JBook volta em grande estilo, trazendo dois… relançamentos! No meio de todos os títulos lançados em 2015, a editora JBC relançou duas publicações que já estavam meio complicadas de encontrar por um preço plausível: as novels de Death Note: Another Note (O Caso dos Assassinatos em Los Angeles) e L: Change the WorLd. Vamos falar um pouquinho dessas duas obras que, ao mesmo tempo em que estão situadas dentro do universo de Death Note, trazem algumas liberdades criativas.

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Another Note – A História

Lembram da Naomi Misora, aquela bonitona que sacou de cara o Kira, mas infelizmente acabou se dando mal ao cruzar seu caminho? Pois é, a protagonista desta novel é ela. Finalmente ficamos sabendo sob quais circunstâncias ela trabalhou com L e quais as consequências dessa inusitada parceria às cegas, narrada por ninguém menos que Mello.

Tudo começa quando Misora, licenciada do FBI devido a uma performance um tanto quanto desastrosa em sua última missão, recebe o contato de L através de seu computador. O detetive, que não tem o hábito de aparecer em público, quer a ajuda de Misora para solucionar um caso que vem aterrorizando os moradores de Los Angeles: uma série de crimes em que o assassino deixa bonecos de palha pregados na parede e nenhuma impressão digital. Aparentemente, as vítimas não têm ligação umas com as outras, mas L confia na capacidade intelectual da detetive para elucidar o mistério e, eventualmente, impedir a última morte.

Misora sente-se lisonjeada e intrigada de receber ordens de uma voz robótica e incorpórea, mas aceita de bom grado e, seguindo a orientação de L, chega à cena do primeiro crime. Lá ela é surpreendida pela presença estranha e incômoda de um rapaz que, supostamente, também está investigando o local. Ele apresenta-se como Ryuzaki (embora no cartão de visita do mesmo conste a grafia “Luxaky Luee”, para manter um jogo de palavras onde nome e sobrenome tenham a mesma letra inicial – vocês vão entender depois, juro) e diz que se envolveu no caso a pedido da família das vítimas.

Com as deduções aguçadas de Ryuzaki e a inteligência ímpar de Misora, os dois começam a entender as mensagens deixadas pelo assassino e, ao mesmo tempo, a jovem detetive começa a desconfiar que a solução para este caso é algo tão terrível quanto o motivo que levou à sua suspensão. A conclusão do caso é algo inesperado, ainda mais para quem é bem fã da série original.

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L Change the WorLd – A História

Após a morte de Light/Kira, a vida passa a não ter mais sentido para L. Sem perspectivas de encontrar alguém que possa realmente chamar de amigo e que consiga equiparar sua capacidade dedutiva, o rapaz escreve seu nome no Death Note para morrer daí a 23 dias. Ao mesmo tempo, uma organização terrorista consegue colocar as mãos em um vírus tão letal quanto o Ebola e a única esperança para a humanidade é a união de L com um atrapalhado agente do FBI que não sabe de que lado realmente está sua lealdade e uma garotinha inocente, Maki Nikaido, cujo pai foi morto diante de seus olhos.

Nenhum deles sabe em quem realmente pode confiar e os motivos que levaram a organização a roubar o vírus são um mistério. L precisa descobrir como detê-los, servir de babá de Maki e preparar um sucessor, tudo isso em 23 dias. Nem preciso dizer o tamanho do problema que tudo isso irá acarretar ao lendário detetive…

Lançada originalmente no Japão em 2007, pode-se dizer que a história desta novel é uma espécie de encerramento extra-oficial para a saga de Death Note, deixando Kira um pouco de lado. A trama também tornou-se filme, com Kenichi Matsuyama (Gokusen) no papel de L.

Impressões

Com a republicação de Death Note na versão Black Edition, o relançamento destas novels é bem vindo, especialmente para aqueles fãs que perderam a primeira oportunidade de compra.

Ambas as edições estão bonitas, mas confesso que senti falta de ver um pouco mais da arte do mestre Takeshi Obata. As histórias têm cada uma seu próprio charme, mas confesso que achei bem mais interessante a perspectiva de L Change the WorLd: o que teria acontecido se Kira não tivesse vencido L e Watari? Ao mesmo tempo em que muitos fãs de L podem se sentir “vingados”, eu particularmente achei triste, pois L não demonstra interesse em mais nada após a vitória sobre Light, mas por outro lado achei que fez um pouco de jus ao final de L no anime.

Em Another Note, apesar da trama ser interessante, é um pouco confusa. Algumas pistas deixadas pelo assassino têm uma solução que parece fazer sentido apenas para os protagonistas e para os japoneses. Mesmo assim, a história prende e é interessante a mudança de direcionamento da pessoa da narrativa, pois apesar do narrador ser Mello, em diversos momentos Misora assume as rédeas, deixando o leitor ávido pelos próximos passos.

De qualquer forma, vale a pena ter na coleção pois a seu modo fazem parte do universo de Death Note. Agora, só falta a JBC ser ainda mais boazinha e relançar também o How to Read. Custa nada tentar.

Agradecemos a Editora JBC pelo envio dos dois livros para produção desse JBook Review.

Jessica Jones: Série ganha 2º Trailer!

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A Netflix divulgou hoje o segundo trailer da série Jessica Jones.

Trailer

Mas quem é Jessica Jones?
Conhecida nos quadrinhos pela revista Alias, Jessica Jones foi pensada desde o começo sobre uma personagem para público adulto com o selo Marvel Max. Agora a personagem ganha vida na segunda produção da Marvel com Netflix, que será seguida de Luke Cage e Punho de Ferro. Ela e os demais formarão o grupo chamado “The Defenders”.

Mas ainda não respondemos quem é a personagem e é nisso que entra a vida destruída da personagem com uma curta trajetória como heroína. Jessica Jones abandona sim a carreira de super heroína, e a série se foca nessa reconstrução em que a personagem se foca na carreira de detetive em meio aos casos de Nova York.

O que achamos da série?
Leia aqui

Quantos episódios?
13 episódios

Lançamento
20 de novembro.

Expectativa?
Altíssima.

Review | Pétalas

Pétalas

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Este clichê torna-se uma verdade incontestável ao se falar de “Pétalas”, um lançamento da Jupati Books/Tambor Quadrinhos, de autoria de Gustavo Borges (vencedor do HQmix 2015 de melhor produção independente) e cores de Cris Peter (responsável também pelo colorido estonteante das Graphics MSP Astronauta – Magnetar e Astronauta – Singularidade, ambas de autoria de Danilo Beyruth).

A história começa num inverno particularmente rigoroso, no qual um simpático pássaro de cartola anda no meio da neve, aparentemente à procura de abrigo. Ele se depara com um filhote macho de raposa, que procura lenha, porém sem muito sucesso.

O Pássaro oferece lenha vinda de sua cartola ao pequenino Raposo, que aceita de bom grado. Imensamente agradecido, o convida para ir à sua casa, não antes sem pedir autorização ao seu pai. Ao entrar no lar acolhedor, o Pássaro nota que o pai do Raposinho está doente e que o filhote está se esforçando para ser um bom anfitrião, ao mesmo tempo em que se preocupa com o conforto de seu pai. Para retribuir a acolhida, o Pássaro então examina o papai Raposo e, tirando duas pétalas da flor de sua lapela, habilmente prepara uma infusão que faz com que este sinta-se melhor.

O Raposinho, então, percebe que seu convidado misterioso pode ajudar outras pessoas, ao mesmo tempo que o Pássaro não se nega a dividir suas poucas pétalas restantes para fazer com que outros recebam o mesmo alívio que o pai de seu anfitrião. Em um determinado momento, o destino acaba batendo seu martelo de forma inexorável, ao mesmo tempo em que faz com que novas possibilidades desabrochem.

“Pétalas” é uma história encantadora. Além de dar seu recado sem nenhuma palavra, ensina lições muito preciosas. Os personagens são muito carismáticos e empáticos, além de serem representados com um traço fofo, porém ao mesmo tempo, sofisticado e expressivo. É tocante ver como o Raposinho, ainda tão novo, assume responsabilidades dentro de seu lar enquanto seu pai não melhora. O Pássaro, por sua vez, é um exemplo de altruísmo, pois deixa de lado suas próprias necessidades para fazer outros felizes.

Esta história é uma grata surpresa em meio a tantos lançamentos épicos. Ver uma capa tão delicada e convidativa enfeitando as bancas de jornal, nos dá a esperança de que o caminho está se abrindo cada vez mais para os jovens talentos nacionais. Não deixem de conferir… e de se emocionar.

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Primeiras Impressões: Jessica Jones

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Em breve a Netflix lançará a série Jessica Jones, segunda produção da empresa com a Marvel e que irá aprofundar o universo iniciado em Demolidor e que complementa com o universo criado em Homem de Ferro com Marvel Studios.

Podemos assistir os primeiros episódios da série e vamos falar o que você pode esperar da série.

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Antes de falar de “Jessica Jones”, temos que falar de “Alias”
Marvel Max foi um selo adulto da Marvel lá no começo de 2000, em que a editora ousou mais, quando definiu que poderia dar essa liberdade aos autores com publicações para o público adulto. Essa liberdade e ousadia vieram com personagens, como Justiceiro e no Brasil muito do Marvel Max, veio junto com Marvel Knight que também tinha uma proposta parecida, assim tínhamos uma publicação que seria equivalente ao “Vertigo” da editora concorrente, ou pelo menos era o que se pensava.

Assim, Brian Michael Bendis lançava Alias em 2001, sendo um dos títulos fortes do selo, sendo desenhada por Michael Gaydos.

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Mas quem é Jessica Jones?
Jessica Jones era uma personagem complexa de diferentes níveis e camadas, em que a amargura e recomeço estavam presentes em sua vida. Uma mulher que ganhou poderes de forma trágica, ganhando um recomeço como super-heroína, sendo expurgada da profissão e reencontrando um novo reinicio com sua agência de investigação.

Cada edição de Alias, tínhamos uma Jessica pessimista e que investigava os bastidores do mundo colorido dos heróis da Marvel. Verdade seja dita, Michael Gaydos era espetacular em sua arte, mostrando em cores frias a visão deturpada de Jessica, em que aquele mundo colorido que todos veneram, ela não faz mais parte e nem deseja ser, porém acaba sendo o ganha pão dela em investigar crimes que envolvem indiretamente esse mundo que ela já pertenceu.

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A série da Netflix
Krysten Ritter traduz muito bem em cena, o que foi e o que é a Jessica Jones nos quadrinhos. Temos a sua ironia, sua perspicácia, como sua descrença nos olhos e no jeito de falar de Krysten. A atriz conseguiu representar a personagem e muito bem em cena.

Muito que vimos em Demolidor, achávamos sensacional a maturidade que a Netflix fez aquele universo e tínhamos dúvidas se essa mesma “pegada” existiria nessa nova produção. Verdade seja dita, que não só a série tem, como vai além, mostrando que a produção não tem medo de ser voltada para um público mais velho, não tendo receio algum de beber da fonte dos quadrinhos e se manter fiel em cena.

Jessica é essa investigadora que irá cobrir casos que possam parecer banais, mas é apenas uma fagulha de algo muito maior. E similar aos quadrinhos, não saberemos no primeiro momento quem ela é, nem teremos uma reconstrução tão rápida, como foi em Demolidor, respeitando o tempo da personagem em contar sua história no presente, como também a forma que ela se tornou poderosa no passado.

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Elenco
Além de Krysten Ritter como Jessica Jones, temos o “doctor” David Tennant interpretando o poderoso Kilgrave. Outro personagem bem conhecido dos quadrinhos, Luke Cage acaba ganhando forma e carisma com Mike Colter. O elenco impressiona com nomes, como Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty e Wil Traval.
Quem cuida da produção é a Melissa Rosenberg, bastante conhecida por Crepúsculo e Dexter, além Liz Friedman de Elementary. Também temos o conhecido roteirista Jeph Loeb, que cuida Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. e Demolidor da Marvel como produtor de Jessica Jones.

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Opinião
Jessica Jones mantém o padrão de qualidade que vimos em Demolidor, trazendo uma abertura belíssima, um elenco afiado e um roteiro desafiador. A série é uma releitura do que lemos nos quadrinhos e em nenhum momento nos decepciona.

Se for analisar pelo que vimos da Marvel Studios e da Netflix, podemos dizer que Jessica Jones é uma produção que tem a ousadia da Netflix em seu DNA, sem deixar de lado todo um universo construído pela Marvel Studios. Além do que Demolidor foi, Jessica Jones é uma típica série da Netflix e isso com o tempo se tornou um padrão de qualidade criado pelo serviço.

Jessica Jones estreia dia 20 de novembro pela Netflix.

Agradecemos a Netflix Brasil pela confiança em nos permitir assistir a série em primeira mão.

JWave #268 | Speed Racer – O Filme

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O JWave está comemorando 6 anos de podcast e 7 anos de existência, assim estamos trazendo alguns temas que marcaram a nossa trajetória. Voltando ao primeiro podcast, o JWave volta a falar de Speed Racer – O filme.

Produzido em 2008 e sendo um dos grandes fracassos da Warner, Speed Racer – O Filme foi uma adaptação relativamente fiel a obra original e atualizada num futuro colorido. Será que nessa versão o Corredor X é o irmão do Speed Racer?

Juba, Stunts e Calliban se juntam para falar de corridas, mangás e de Speed Racer.

PARTICIPANTES


No JWave #268: Speed Racer – O Filme
Speed Racer
Emile Hirsch
Christina Ricci
John Goodman
Susan Sarandon
Matthew Fox
Benno Fürmann
Hiroyuki Sanada
Rain
Richard Roundtree
Village Roadshow Pictures
Silver Pictures
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Indicação
Sailor Moon – Vol. 2
Sailor Moon Vol. 03
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Sailor Moon – Vol. 05
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Review | Platinum End, dos criadores de Death Note e Bakuman

JMangá 55 post

YO! Aqui é o Rafael, e hoje estou aqui trazendo uma nova abordagem pro JWave. Quem leu minha coluna falando sobre o Halloween no Japão, já viu no final o quanto eu fiquei empolgado com Platinum End, novo mangá de Takeshi Obata e Tsugumi Ohba. Como minha empolgação não passou até agora, resolvi trazer um pequena review com minhas primeiras impressões sobre o mangá, e minhas expectativas com o que está por vir.

Em primeiro lugar, é necessário dizer que eu sou um grande fã da dubla Obata e Ohba. Acho Death Note um mangá incrível (apesar de guardar várias ressalvas quanto ao desenvolvimento dos personagens), e sou um fã entusiasta de Bakuman. Enquanto lia esta última série, ficava por um lado extremamente impressionado com a quantidade de ideias que estes dois autores traziam para os mangás escritos por seus personagens, e por outro desesperado por ver tantas ideias incríveis serem “desperdiçadas”, já que eles dificilmente poderiam publicar todos aqueles mangás, e se outro autor o fizesse seria um plágio.

Porém, uma coisa ficou clara ao ler Bakuman, esta dupla ainda poderia render muitas boas histórias, e essa expectativa permaneceu durante os mais de três anos que ficamos sem novidades, desde o final da série. Porém, em outubro de 2015 uma versão Live-Action da última série foi ao ar nos cinemas japoneses, e ao assisti-lo eu entendi porque a dupla passou tanto tempo em “hiato”. Obata aparentemente trabalhou arduamente criando páginas e mais páginas que foram usadas em todo o filme, e Ohba provavelmente criou alguns roteiros que não foram mostrados em tantos detalhes na história original. Não apenas isso, no mesmo mês foi anunciado que uma nova série da dupla estrearia na edição de dezembro (curiosamente lançada em 4 de novembro, não me pergunte) da Jump SQ, casa de algumas séries bastante conhecidas, como Ao no Exorcist, Owari no Seraph, To Love Ru, e antigo lar de séries como D.Gray-man e Claymore. A Jump SQ é uma revista limítrofe, ou seja, suas séries transitam entre os limites do gênero shonen e seinen. O que isso significa? Que para quem achava que Death Note era “maduro” para a faixa etária da Jump, pode esperar por uma abordagem ainda mais ousada em Platinum End, que não precisa se preocupar com a forma quadrada da Weekly Shonen Jump. Enfim o dia 4 de novembro chegou, e eu fui até a loja de conveniência mais próxima para encarar a revista e decidir se eu iria comprar ou se iria ler emprestada. Ao ver esta capa, qual reação vocês acham que eu tive?

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Sem mais delongas, vamos ao primeiro capítulo (cuidado, pode conter algum spoiler, apesar de eu ter tentado evitar ao máximo). Começando com uma sequência de quatro páginas coloridas temos a figura recorrente de anjos de gesso. Na primeira página esse anjos rodeiam uma desenho infantil de uma família feliz, ao virar a página temos o protagonista sombrio com sua anja, e em seguida começa a narrativa em ambiente escolar num tom bastante alegre, lembrando o clima de Bakuman. Somos apresentados então a Mirai, um jovem japonês que acaba de se formar no colegial, mas diferente de seus amigos que estão em comemoração, ele parece sofrer de depressão. No caminho de volta para casa ele pensa em roubar um pão, mas acaba devolvendo à prateleira. O garoto então sobe até o terraço do prédio onde vive, e ao pular para acabar com sua própria vida murmura que gostaria de ter sido feliz. Eis que, durante a queda ele é salvo por sua anja da guarda, que revela que veio fazê-lo feliz. Ainda cético, o garoto recebe da criatura celestial os poderes da “Liberdade” e do “Amor”. Liberdade é um par de asas que permite que ele se locomova rapidamente sem ser notado, e vemos a demonstração desse poder, com Mirai voando por uma área metropolitana que parece Manhatan, e em seguida para uma pirâmide maia. Até este momento sabemos que o garoto perdeu os pais ainda na infância num acidente de carro, e desde então passou a ser criado pelos tios, que após um tempo passaram a maltratá-lo e fazê-lo de escravo.

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O poder do “amor”, por sua vez é uma flecha que faz com que seu alvo ame-o incondicionalmente por 33 dias, sendo assim completamente controlado. Neste momento vemos o toque especial de Ohba, ao relativizar valores de bem e mal. Mirai questiona a anja por dar-lhe poderes como controlar pessoas, e sugerir que com as asas ele pode até mesmo roubar sem ser notado, dizendo que essas atitudes são mais apropriadas para demônios, ao que ela responde que humanos tendem a julgar coisas como “angelical” ou “demoníaco” mesmo nunca tendo tido contato direto com nenhum anjo ou demônio. E finaliza revelando que os tios que ficaram com a guarda de Mirai foram os responsáveis pela morte de seus pais. O rapaz, que até então mostrava-se cético e sem motivação, desperta a partir dessa revelação, e resolve usar a flecha para arrancar uma confissão da tia.

Não vou entrar em mais detalhes para não estragar a surpresa daqueles que vão ler, mas adianto que Mirai ficará bastante chocado ao descobrir a dimensão de seu poder de controle mental. Diante de uma cena devastadora envolvendo seus tios, ele lembra do desejo de sua mãe de que ele fosse feliz, e resolve aceitar o auxílio da garota celestial para isso. Nas cenas finais do capítulos vemos um flashback, mostrando que Deus está querendo se aposentar, e enviou seus treze anjos para a Terra com a missão de encontrar o humano que se tornará o novo Deus, e o anjo se tornaria seu braço direito. Com isso fica a dúvida de como se desenvolverá essa disputa entre os treze candidatos ao cargo, mas qualquer que seja a abordagem, podemos esperar o clima de contestação e relativização de valores, que vimos desde as primeiras páginas de Death Note.

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Quanto à arte, sou suspeito pra comentar, pois considero Obata um dos mais habilidosos mangakás de todos os tempos (perdendo apenas para o Takehiko Inoue), nota-se uma grande evolução desde o primeiro trabalho da dupla, tendo um dinamismo reforçado (como já era possível constatar em Bakuman), e em especial as ilustrações dos anjos tem uma excelência técnica impecável. Este é mais um ponto forte da publicação na Jump SQ, que é mensal, logo propiciará um tempo maior para a arte-finalização. Quanto à dupla de protagonistas, pode-se dizer que Mirai funde a seriedade e o porte de Light, com uma feição mais melancólica que lembra o L (inclusive, em alguns quadros, devido às olheiras e ao cabelo mais longo, ele se parece muito com este último), já a anja Nasse tem um pouco da elegância de Aoki Ko, com algumas expressões mais infantis como as de Misa e Kaya.

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Ambos os personagens demonstram já nesse primeiro capítulo terem valores bastante controversos, que não correspondem à dualidade bem e mal que estamos acostumados e até mesmo saturados. Então podemos esperar por mais uma história surpreendente cheia de questionamentos, jogos psicológicos, dramas e uma arte de encher os olhos. Mal posso esperar pelo próximo capítulo. Se você é daqueles que, como eu, ficava instigado a cada nova ideia de série do Ashirogi Muto, não pode deixar de ler Platinum End.

Filmes de Gen – Pés Descalços chegam ao Brasil pela Versátil

Fernando Brito, curador da Versátil
Fernando Brito, curador da Versátil

A Versátil parece que tomou gosto em lançar animes. Depois dos filmes do Studio Ghibli, a distribuidora lançará os filmes de Gen – Pés Descalços também em parceria com a Livraria Cultura.

“Gen – Pés Descalços”, um clássico da animação japonesa dirigido por Mori Masaki e baseado no premiado mangá autobiográfico de Keiji Nakazawa (1939-2012), que roteirizou e produziu o filme. Esta Edição Especial traz também a continuação dirigida por Toshio Hirata. Testemunhe, através dos olhos de um menino, os efeitos dramáticos da Segunda Guerra sobre uma família de Hiroshima, inclusive toda a tragédia humana ocasionada pela bomba atômica lançada pelos americanos.

O lançamento está previsto para o dia 07 de dezembro e já pode ser reservados na loja online. O preço do filme é de R$39,90.

Clique na capa para reservar a sua edição.

Gen DVD

Túmulo dos Vagalumes será lançado em dezembro

Fernando Brito, curador da Versátil
Fernando Brito, curador da Versátil

Depois de divulgar o menu do filme, a Versátil divulgou a data de lançamento: dezembro.

Famoso filme do Studio Ghibli dirigido por Isao Takahata chegará em Blu-ray e DVD através da parceria com a Livraria Cultura. Assim como os Boxes do Ghibli, o lançamento será exclusivo da livraria.

O lançamento está previsto para o dia 07 de dezembro e já podem ser reservados na loja online.  O preço do filme em Blu-ray é de R$49,90 e em DVD de R$39,90.

Túmulo dos Vagalumes conta a história dos irmãos Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão e mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país.

Fome, doenças e a falta de generosidade e de sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre a trágica consequência gerada pela guerra.

Clique nas capas para reservar a sua edição.

tumulo dos vagalumes DVD              tumulo dos vagalumes BD

JWave #267 | 5 Centímetros Por Segundo (Byōsoku Go Senchimētoru)

JWave Capa  267 Post site

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O JWave dessa semana é sobre o filme Makoto Shinkai que é dividido em três atos.

Tendo um pouco mais de uma hora, 5 Centímetros Por Segundo conta a história de Takaki Tōno em diferentes fases da vida.

Juba e o Sasuke comentam tudo sobre essa história que tem uma animação belíssima e que encanta a cada segundo que vemos ela em tela.

PARTICIPANTES

INFORMAÇÕES
Makoto Shinkai
Seike Yukiko
Kenji Mizuhashi
Yoshimi Kondō
Satomi Hanamura
Ayaka Onouei
CoMix Wave
Crunchyroll
NewPOP

INDICAÇÃO

Harry Potter e a Pedra- ilosofal

Harry Potter e A Pedra Filosofal – Pottermore
Coleção Completa de Harry Potter – Pottermore
Harry Potter – Edição de Colecionador
Harry Potter e A Pedra Filosofal – Edição Widescreen – DVD
Harry Potter e a Pedra Filosofal – Blu-ray
Harry Potter e A Pedra Filosofal – Edição Definitiva – 3 Discos Blu-ray + Livro

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