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Review Musical: Aya Hirano

Com certeza, você já deve ter se deparado com a famosa dança de Hare Hare Yukai do anime Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Se a resposta foi não, pois bem, Aya também dublou e cantou a famosa música Motteke! Sērāfuku do anime Lucky Star. Ficou fácil desse vez, né?

Aya Hirano é cantora da gravadora Lantis, a mesma gravadora dos grupos JAM PROJECT e GRANRODEO. O destaque de Aya foi tanto no mercado nipônico, que a dubladora (seiyū) ganhou uma série de produtos, com sua imagem, como uma coleção de cards, e ensaios fotográficos. Isso acontece porque no Japão se valoriza demais o trabalho de um dublador, diferente de outras partes do mundo.
Lógico que uma dubladora se tornando cantora não é novidade, Aya apenas representa uma nova geração de artistas dessa categoria. Já tivemos casos como da série Macross, com Mari Iijima, ou também casos como Megumi Hashibara que cantou boa parte dos animes em que também dublou nos anos 90 até hoje.

Perfil

Aya Hirano nasceu em 8 de outubro de 1987, na prefeitura de Chiba, no Japão. Aya é dubladora e cantora de J-pop, sendo que já trabalhou em diversos animes, Visual novel e comerciais da Televisão japonesa. Ela é contratada da agência Space Craft Produce, que cuida da carreira de dubladora. Enquanto isso, ela também tem assinado contrato com a gravadora Lantis, nesse caso logicamente com a função de cantora.
Durante 2002 a 2003, ela participou de um grupo de jpop chamado “Springs”, depois do fim do grupo ela tentaria novamente como cantora, mas dessa vez solo, alguns anos depois.

Quando era mais nova, ela passou alguns anos nos Estados Unidos, antes de regressar ao Japão. Ela se juntou ao Tokyo Child Theatrical Group, uma divisão da Space Craft Produce. Aya começou participando de comerciais e depois como dubladora, sendo que seu primeiro papel foi no anime Tenshi no Shippo, como a personagem Momo.
Os seus filmes favoritos são Bela Adormecida, Edward Mãos-de-Tesoura e O Estranho Mundo de Jack.

A estréia como protagonista e como cantora solo

Formando-se no ensino médio, Aya se dedicou exclusivamente na carreira como dubladora e cantora. O momento de Aya chegou, quando ela ganhou a chance de dublar a personagem protagonista da série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Assumindo a voz de Haruhi Suzumiya, ela chamou atenção da mídia ganhando popularidade. Ela recebeu pelo seu trabalho como Haruhi Suzumiya, como melhor dubladora revelação no Seiyū Awards em 2006. Sua popularidade pôde ser sentida no mesmo evento, em que ela concorreu nas categorias, melhor personagem (feminino) principal, melhor single e melhor suporte a personagem (feminino).

Breakthrough

Seu primeiro single veio em março de 2006, com Breakthrough. Lançado pela Lantis, o primeiro single de Aya era as faixas de abertura e encerramento do visual novel chamado Finalist que lançado para Playstation 2.

Bōken Desho Desho?

Lançado em 26 de abril de 2006, o segundo trabalho da Aya, já era relacionado a série série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. O single ficou em décima posição na Oricon, graças à popularidade da série e da dubladora.

Nana e Death Note

Nessa época, a Aya crescia cada vez mais como dubladora, assumindo papeis cada vez mais importantes, como Reira Serizawa no anime Nana e Mina Amane em Death note.
Isso sem mencionar os outros personagens que a dubladora fez em 2006 que foram: Kahlua e Tequila Marjoram em Galaxy Angel-Rune, Yoko Sasakura em School Rumble, Tarance Claw no filme Doraemon: Zeusdesu Naida, Sanae Nakajima em Sumomomo Momomo, Shikimi em Himawari! , Mahiro Muto em Busō Renkin e Pachira em Renkin 3-kyū Magical ? Pokān.

Love ★ Gun

No evento Anime Summer Live realizado em 18 de março, Aya se juntou com elenco da série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, realizando a segunda edição do concerto Suzumiya Haruhi no Gekisou.
Em 10 de outubro de 2007, Aya lançou seu quarto single, dessa vez, com uma campanha da Lantis por longos três meses sobre esse novo trabalho dela.
Esse foi o primeiro single da cantora no ano, justamente por revezar sua carreira de cantora com a de dubladora.

Lucky ☆ Star

O grande destaque de 2007 na vida de Aya Hirano foi com certeza a personagem Konata Izumi da série Lucky ☆ Star. A série foi o grande destaque de 2007, trazendo com bastante humor, a vida de colegiais. O destaque da série realmente é a Konata que é uma otaku, cheio de referências a cultura otaku.
Não é a toa que a Aya ganhou o prêmio de Atriz com melhor voz no Tokyo International Anime Fair.

Unnamed World

Em 23 de abril de 2008, Aya lançou o seu sétimo single, intitulado Unnamed Word. A música tema do single, Unnamed World é o encerramento da série Nijū Mensō no Musume que foi exibida entre abril e setembro pela Fuji Tv e produzida pelo estúdio Bones.

Riot Girl

O primeiro álbum gravado em estúdio de Aya, Riot Girl reuniu principalmente os seus primeiros sete singles pela Lantis.
O álbum veio com quatorze faixas, sendo 7 novas musicas e 7 de seus singles anteriores. Destaque para: LOVE★GUN, Hero, MonStAR, Ashita no Prism, Bōken Desho Desho?, Harmonia Vita, For you e Hōshi no Kakera.

Namida Namida Namida

O seu mais recente trabalho, foi lançado no dia 8 de outubro de 2008, e se chama Namida Namida Namida. A música tema do single está sendo exibida como encerramento da série Hyakko, que estreou no mesmo mês no Japão e continua em exibição por lá.
Aya faz uma das quatro heroínas protagonistas da série, a personagem Ayumi Nonomura.

Atualmente

Uma das grandes expectativas do público nipônico foi o retorno de Aya na voz de Haruhi Suzumiya, no novo jogo de dança para o videogame Wii, chamado The Parallel of Haruhi Suzumiya. Esse foi o segundo jogo para o console, o primeiro jogo The Excitement of Haruhi Suzumiya foi o terceiro de uma série que começou no PSP.
A produtora dos animes Suzumiya Haruhi no Yuuutsu e Lucky ☆ Star, a Kyoto Animation, exibiu a continuação da série misturado com episódios da primeira temporada. . Atualmente foi anunciado um filme , porém pouco se sabe, das novas aventuras da Brigada SOS.

Crítica | Seoul Raiders – A perseguição


Chegando 2 anos de atraso por aqui, Seoul Raiders é a segunda aventura do detetive Len (agora chamado de Lam). Continuando os fatos narrados na aventura anterior, o Tokyo Raiders, passaram 5 anos de uma aventura para outro. Um detalhe que vale nota é que a grafia do nome do detetive foi alterado de Len para Lam nessa troca de empresas Columbia Pictures para Paris filmes (Tokyo Raiders saiu pela Columbia, enquanto Seoul Raiders saiu pela Paris Filmes).

Trocando a capital do Japão, a produção de Hong Kong escolheu a capital da Coréia do Sul, como cenário dessa nova trama. Seoul Raiders, segue a mesma dinâmica do filme anterior, trazendo um elenco brilhante dos dois países. O trio protagonista do filme anterior, apenas Tony Leung Chiu Wai retorna ao trama, trazendo dois novos rostos ao público, como a belíssima Qi Shu (The Eye 2 – Batizado no Brasil como Visões e Um homem chamado Herói) e Richie Ren como Owen Lee, o agente da embaixada americana em Hong Kong. Como não poderia ser diferente, o elenco coreano é repleto de belas garotas que são ajudantes “locais” do detetive Lam, e elas são respectivamente Meme Tian, Choi Yeo-Jin e Ji-Yeon Park.

No saldo final, Seoul Raiders (ou Tokyo Raiders 2, como também é conhecido) consegue superar o filme original visualmente como também no roteiro. Podemos até dizer que ambos os filmes se parecem na forma de contar a história, mas que Seoul Raiders aprendeu com os erros do primeiro filme, tornando se melhor que sua “cria”.

O assalto de 30 milhões de dólares

Num lugar de segurança máxima, Lam (Tony Leung Chiu Wai) tenta roubar as placas de falsificação de dinheiro, sendo incomodado pela belíssima JJ (Qi Shu ) que também está atrás das mesmas. Obtendo as artimanhas de roubar as placas, os dois lutam com os seguranças na entrada do prédio. Numa brincadeira de quem fica com as placas, JJ foge com a maleta confiante que conseguiu deixar Lam com cara de bobo, mas logo percebe que se equivocou-se ao constatar que as duas placas foram substituídas por cartões de natal.

Lam com as duas placas, logo as leva para a embaixada americana, aonde conhece Owen Lee (Richie Ren). Não percebendo que foi enganado, Lam bebe um vinho com uma droga para dormir, sendo preso no dia seguinte por invasão à embaixada americana. As placas desaparecem do mapa e Lam apenas sabe que Owen está em direção à Coréia do Sul, assim começando o filme.

Seoul – a capital da máfia

Somos apresentados às belíssimas construções da Coréia do Sul. Semelhante a Tokyo Raiders, as construções de Seoul embelezam o filme sendo apenas mais um detalhe entre tantos que você admira na tela.
Owen Lee chega à Coréia para negociar as duas placas com a máfia local. Disposto a conseguir muito mais que os “míseros” 20 milhões que a máfia local prometeu, Owen valoriza as placas diante a máfia local.

Recrutando parceiras

Enquanto isso, Lam chega ao país disposto a capturar Owen e as placas. A primeira coisa a se fazer é recrutas suas parceiras “locais”. Ele parte a procura delas em Seoul, sendo muito bem recebido por suas três belíssimas “bond girls”.
JJ acaba também indo atrás de Lam, que promete tornar-se mestre dela, assim ela se torna à última e quarta parceira do detetive.
Do outro lado da mesa, Owen também negocia parceirias. Desejando entrar para a máfia coreana, ele também almeja uma porcentagem do grupo com o qual está negociando as placas para a falsificação de dinheiro.

Reviravoltas

Como é marca registrada do diretor Jingle Ma, o filme trás uma porção de reviravoltas, sendo uma delas marcada pela personagem JJ. Ficamos com a pulga atrás da orelha do porquê ela querer ter Lam como um mestre, e se realmente ela não irá trai-ló, mas com o decorrer da história acabamos entendendo a estranha relação dos dois.
Semelhante ao primeiro filme, Lam odeia seu antagonista, o Owen Lee, mas para descontentamento de ambos, eles têm que trabalhar juntos para conseguirem atrair para si a máfia coreana. Nesse ponto, percebemos o quanto Seoul Raiders imita o seu predecessor Tokyo Raiders.

Indo além do filme

A segunda aventura de Lam reaproveita muitas coisas de Tokyo Raiders. Além da relação dos três personagens, a história e algumas piadas do Lam. Se o destaque do primeiro filme fica para duas cenas chocantes, como a da cegonheira aonde os personagens lutam com os carros caindo em plena avenida em Tóquio e por fim a cena de perseguição no oceano, aqui os destaques ficam para a cena de luta no metro e a batalha final num avião atravessando as ruas de Seoul.
Uma curiosidade é que a personagem JJ pergunta ao Lam sobre como foi lutar com o personagem Yung (Eking Cheng) do primeiro filme. Além de ligar os dois filmes, a atriz Qi Shu já trabalhou com o astro Ekin Cheng em algumas produções, entre elas o “Um homem chamado Herói.

Seoul Raiders ficou conhecido internacionalmente como Tokyo Raiders 2, no entanto aqui no Brasil, por ter sido lançado por outra empresa, o filme recebeu um terceiro nome “A perseguição”. Infelizmente o grupo Paris Filmes tem a prática de rebatizar os filmes, ignorando lançamentos anteriores no país assim confundindo o público. O mesmo acontenceu com Initial D que virou O racha e The eye 2 que tornou-se Visões por aqui. O filme mesmo ganhando uma dublagem, diferente de Tokyo Raiders que não teve dublagem, tem um trabalho para lá de equivocado, fazendo nos optar pela tradicional legenda.
Sendo uma continuação, Seoul Raiders trouxe o personagem Lam numa aventura solo, permitindo que esse “agente 007 oriental” ganhasse o seu verdadeiro destaque. Seria realmente interessante que se tornasse uma franquia “Raiders”, já que as aventuras do detetive Lam estão longe de acabar.


Crítica | Lion Man Guetto – A reencarnação de um antigo herói


Lion Man (ou Lion Maru no original), com certeza é uma das séries mais nostálgicas quando o assunto são seriados de live action exibidas na extinta Rede Manchete. Tendo duas séries produzidas entre 1973 e 1974.

A P-Production criada por Tomio Sagisu, havia brindado um ano antes, o público japonês, com a série Spectreman. Entre os destaques da empresa fica para a primeira série de tokusatsu em cores no Japão, baseado no manga de Osamu Tezuka, Vingadores do Espaço (Goldar no original). Infelizmente a produtora que viveu seu auge com diversos heróis entre eles, os dois Lion Men, acabou fechando suas portas nos anos 80 um piloto mal sucedido chamado Silver Jaguar. Tomio Sagisu veio a falecer em 2004, ,assim fechando mais um capitulo da história do tokusatsu.

Atualmente, as séries como as duas séries de Lionman e Spectreman foram remasterizadas e lançadas em dvds super especiais, agradando os fãs mais nostálgicos da antiga produtora.

Uma nova série…

Foi divulgado na época da produção da série que a rede americana Cartoon Network com o sucesso de seus animes no bloco Adult Swin procurava investir em séries que se tornariam animes em potenciais. O que isso tem haver com Lionman? Eles encontraram no roteiro Lion Man Guetto, um grande anime. Entre os outros sócios dessa produção estariam a Tsubaraya Production e a Sony, mas acabou que esse projeto não foi adiante. O motivo? Justamente por causa de um “pequeno detalhe”, mas importante, que os japoneses donos dos direitos preferiam que a série fosse no formato(tokusatsu) live action e não o de um anime.

O projeto acabou não vingando, mas tirou o pó do roteiro assinado pelo criador original do Lion man, o Tomio Sagisu. Um dos receios do público mais velho e fã da série original, foi logo recebido com bons olhos, ao ser divulgado que o design dos personagens da série Lion man G, haviam sido publicados em 2000 no livro Lionman vs Spectreman, desenvolvido pelo próprio Tomio Sagisu.

Lion Man G acabou saindo do papel, num consórcio definido como “G” Committee envolveu a produtora Crescendo e selo Starchild. A produtora Crescendo têm em seu histórico, diversos doramas de sucesso, como Anego, Byakuyakou, H2 (do mesmo criador do manga Touch) e Trick (Neo Tokyo 12). A Starchild é um selo da empresa King Records, que tem um histórico de produção de animes bem famosos pelo público brasileiro como Love Hina, Digi Charat, Utena, filmes Neon Genesis Evangelion, além de ser o selo musical da cantora e dubladora mais famosa do Japão, a Megumi Hashibara.

Na produção de Lion Man G, o charact design original do Tomio Sagisu foi adaptado por Keita Amemiya, o criador de uma das maiores surpresas do gênero de tokusatsu no ultimo ano, a série Garo. Vale comentar que Keita Amemiya tem um histórico invejável como a direção das séries de super sentai Maskman, Liveman, Jetman, Zyuranger, Dairanger e metal hero Jiban. Ele também foi diretor de fotografia da série Kamen Rider ZO e criou o conceito original dos ovas da personagem Iria – Zeiram the animation. Ele como roteirista desenvolveu o roteiro e dirigiu o filme Mirai Ninja, baseado no jogo de mesmo nome da Namco, lançado no Brasil como Warlord – o senhor das trevas. Ainda no mundo dos games, ele criou os charact design de diversos jogos, sendo Onimusha 2 e 3 os mais conhecidos pelo público.

A direção ficou nas mãos de Jin One, enquanto nos roteiros foram assinados por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou. Lembrando que Dai Satou é um velho conhecido para quem curte animes, tendo trabalhado como roteirista em Samurai Champloo (Play tv e Cartoon Network), Cowboy Bebop, Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, Wolf´s Rain (Animax) e no filme lançado recentemente Casshern. Precisa dizer que depois de mais de 30 anos de ausência, a série Lion Man estava em boas mãos?

A série: Lion Man G –Uma fera transformada num guerreiro gigolô?

Passaram-se 300 anos, desde as séries originais, a história começa em 2011, em Neo-Kabukichou, uma região fictícia da verdadeira zona de meretrício (zona de prostituição) de Shinjuku em Tóquio.

Shishimaru reencarnou na forma de um azarado, covarde e gigolô que trabalha num Host Club (Cabaré ou clube de acompanhantes, se preferir) chamado Dreamin. Ele não é muito cobiçado pelas mulheres em geral, em compensação tem uma clientela fiel, que é uma japonesa acima do peso que sempre se esfrega nele como também aperta suas partes intimas, enquanto a outra acompanhante tem seus dentes todos tortos dando sorrisos, sempre tentando beijar o pobre do Shishimaru. Um costume que o novo Shishimaru, é sempre apertar sua parte intimida e rir em seguida, ganhando confiança para algo em seguida. Com esse perfil, difícil imaginar que Shishimaru é o mesmo personagem que na reencarnação passada foi um homem sério e que lutava bravamente contra Gosun na série original.

A região de Neo-Kabukichou é infestada da “droga” Skull Eyes, que são lentes de contato vermelha que dão estranhos poderes para quem os utilizada. Essa “droga é produzida pela Gousan Enterprises, administrada pelo próprio Gousan, a reencarnação do vilão Gosun da série original do Lion Man Branco.

Tudo começa a mudar, quando Kashinkouji surge pela região. Um senhor de idade que levamos a crer que tem a condição humana de mendigo, conhece a história de Lion Man e Joe Tiger. Andando pelas ruas da região, ele encontra a espada de Lionman num cesto de guarda-chuvas, roubando e guardando consigo.

Como não poderia ser diferente do original, Shishimaru acaba se encontrando e conhecendo Saori e Kosu K. Acompanhando esse novo universo, esses personagens são bem diferentes do original. A nova Saori trabalha como mizu shoubai (um trabalho similar de uma geisha, acompanhante de bares, cabarés e hostess bar) num bar da região, enquanto Kosu K é uma estudante de 14 anos que tem aulas para lá de exóticas com uma turma mais velha que ela. Vale lembrar que na série original, que Saori e Kosuke eram dois irmãos que procuravam seu pai na série original, acabando sendo se encontrando com Lion man. Aqui, além das mudanças da Saori, o garoto Kosuke se reencarnou na garota do colegial, Kosu K.

Shishimaru e as garotas são atacados por vândalos da região que usam Skull Eyes. Kashinkouji entra em cena e lança a espada nas mãos do medroso Shishimaru, para que ele se transforme. Transformado em Lion man Branco, ele tem medo do próprio reflexo no espelho não aceitando que virou um bicho, desfazendo a transformação em poucos minutos. Depois de transformando, ele acaba passando a mão em todas as partes do seu corpo para ter certeza que era humano de novo. Pensando rápido, mas gritando como um covarde que é, se percebe que ele consegue se desviar das armas lançadas por esses vândalos, por estranhos poderes que ele ganhou após a transformação. Shishimaru não aceitando sua forma como Lion Man, acaba tendo lembranças com o verdadeiro Lion Man branco da série original.

No dia seguinte, Shishimaru, acaba vendo leão em tudo que estava em sua frente, como crianças usando bonés com leão estampado, um documentário sobre leões e até mesmo uma música do Akira Kushida sobre leões acaba atordoando o nosso novo “herói”.

Uma pessoa que não consegue aceitar que Lion Man seja o paspalho do Shishimaru é o Jonosuke Tora, o Joe Tiger, que está disposto a desafiar para um duelo em breve. Ele carrega Ginsachi, a espada que lhe confere poderes para Joe Tiger e é o antagonista da série. No meio de mistérios e sem muitas delongas, o público não sabe como Jonosuke ganhou os poderes de Joe Tiger, mas encontra nele um verdadeiro herói, tudo aquilo que o personagem do Shishimaru não é.

Como pode se ver a série seguiu um caminho bem diferente da original, utilizando até recursos cômicos nas lutas do Lion Man, como os vilões puxarem sua capa durante a luta, e este usar a capa a seu a favor ao jogar sobre os mesmos. Algo impensável na série original, mas utilizada algumas vezes na série.

A amizade de Shishimaru e Jonosuke se desenvolve ao mesmo tempo que Shishimaru cresce como guerreiro. O desafio entre ele e Joe Tiger no meio da série, é um dos momentos ápices da série, aonde o humor não tem vez.

Perto do desenrolar da série, Kosu K decide fazer um aniversario surpresa a Saori e precisa da ajuda de Shishimaru. Fazendo a festa no Dreamin, Shishimaru conta com o apoio de todos os gigolos do lugar e também de suas clientes fieis na cozinha. O resultado é uma festa, aonde Saori embriagada pede para Shishimaru se revelar Lion Man, pois oferecerá “aquilo” em troca. Ele não pensa em duas vezes e se transforma num outro cômodo em Lion Man, chegando até a cantar no karaokê vestindo de Lion Man. Isso acaba gerando uma bronca do Jonosuke e do Kashinkouji que aparecem no aniversário. Saori ainda apronta, fazendo todos os convidados segurarem Jonosuke e ela roubar um beijo a força dele.

A conclusão da série é com Shishitora, um ser que é uma mistura do Shishimaru e do Jonosuke, enviado pela Gousan Enterprises. Ele se instala como o novo gigolô da Dreamin e usando as Skull Eyes, ele atrai todas as garotas para ele. Analisando Shishimaru e Jonosuke, ele consegue roubar as suas espadas, a Kinsachi e Gisachi, se transformando em Lion Tiger. Shishimaru e Jonosuke consegue a muito custo, sem seus poderes, abater essa nova cria do vilão Gousan, mas quem realmente rouba a cena é Kashinkouji que luta de igual para igual numa luta de espadas que impressiona.

O fim da série existe umas reviravoltas, uma chacina de personagens, como também Junior, filho de Gousan, seqüestrando Saori e revelando ser sua noiva para o seu pai. A sensação que dá é que a série acabou de forma prematura com 13 episódios. Existe a intenção de uma segunda temporada usando o Lion man laranja nos mesmos moldes, mas se confirmar, voltaremos a falar desse universo.

Analisando a série

Para os fãs das antigas séries, com certeza Lion Maru G à primeira vista parece uma sátira da série original, mas a medida que a série evolui, acabamos descobrindo qualidades que essa nova série trouxe. Focada na comédia até um pouco vulgar, sendo totalmente direcionada ao público adulto, a aventura ficou em segundo plano aqui. Lion Man G por ter diversas referências da série original, acaba despertando uma grande vontade de rever sa series originais. A reação que passa é que é difícil acreditar que o roteiro original seja mesmo do criador original da franquia, o grande Tomio Sagisu que veio a falecer em 2004. Adaptado por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou, o primeiro lembrado pelo excelente Garo, enquanto o segundo lembrado pelo excelente Wolf´s Rain, fica a pergunta até onde a série Lion Man G segue os roteiros originais deixados por Tomio Sagisu. Um consideração final sobre Lion Man G que Tomio Sagisu pode ter sofrido o mesmo problema que grandes roteiristas, tendo com o caso mais famoso o do Frank Miller (Batman, Sin City, 300 de Esparta), aonde o autor atualmente só cria hqs de qualidade duvidosa, vide o genial Cavaleiro das Trevas, que a pedido do público, Frank Miller produziu a continuação com sua esposa, o famigerado Cavaleiro das Trevas 2, recebendo criticas dos fãs por um material de qualidade duvidosa que não faz jus ao original.

Quando fiquei sabendo da série Lion Man G estava saindo do papel em 2006 e que trabalharia com reencarnação dos protagonistas, pensei que a série trabalharia com algo similar ao abordado na série Camelot 3000 da DC Comics. Está narra a volta dos mortos do Rei Arthur e seus cavaleiros, após uma invasão alienígena na Inglaterra do futuro. A série foi bastante polêmica na época por envolver drogas e homossexualismo, sendo censuradas pela Editora Abril. Recentemente a série foi relançada sem cortes pela Editora Mythos, mesmo com todos esses percalços em Lion Man G, existem similariedades entre si.

Um dos personagens mais estranhos da série fica por conta de Junior, o filho de Gosan, o vilão da série. Tendo dois guardas costas que servem de agiotas para Shishimaru e demais que o devem, Junior sempre aparece em cena com uma fantasia. Podemos dizer que ele tem um hobbie por cosplay, podendo ser visto muitas vezes vestido de mulher e interpretando como qual.

Para os fãs que procuravam algo fiel ao Lion Man original, resta indicar Garo, este sim com todas as características que Lion Man original tinha. Sobre a continuação, esperamos que Lion Man laranja não saia com sua imagem tão arranhada como Lion Man Branco, após Lion Man G.

– Séries da P-Productions que vieram pro Brasil

Príncipe Dinossauro (Rede Globo)

Goldar (Vingadores do Espaço)

Espectroman (SBT)

LionMan (Rede Manchete)

Crítica | Tokyo Raiders

Lançado no Brasil em 2002, Tokyo Raiders é um daqueles filmes lançados sem grande divulgação no país, onde poucas pessoas acabam tendo acesso a uma dessas pérolas produzidas pelo cinema de Hong Kong. Escrito e dirigido por Jingle Ma, o filme reuniu um elenco todo diferencial, com os astros de Hong Kong e Japão. Por Hong Kong, Tony Leung, Eking Cheng e Kelly Chen e pelo Japão, Yuuko Moriyama (Iria – Zeiram), Minami Shirakawa (GTO dorama), Kou Shibasaki (Battle Royale), Hiroshi Abe (Trick, Dragon Zakura), além da participação de Shogo Shiotani (o Akira/Cybercop Marte – Cybercops).

Um filme leve que mistura muito bem a comédia com ação e artes marciais. Tokyo Raiders pode ser chamado de um típico filme “Sessão da Tarde”, mas nem por isso, pensem que o filme é ruim ou coisa parecida. Seguindo a escola de filmes de artes marciais, representada mundialmente por Jet Li e Jackie Chan, os atores Tony Leung e Eking Cheng seguram o filme com excelentes cenas de ação, marca registrada do cinema de Hong Kong.

Um 007 japonês

O detetive Len (Tony Leung) percebe que está sendo seguido, pelas ruas de Tóquio, assim elaborando um plano de surpreender aquele que está o seguindo. Utilizando-se de apetrechos que tem em sua roupa, Len também usa qualquer item perto de si transformando-as em arma para sua própria defesa.
Chegando em seu escritório, Len percebe que aqueles que o perseguiam também estão por ali. Desenvolvendo uma cena de ação alucinante, em defesa própria, Len consegue fugir deixando os bandidos trancafiados, assim começando o filme.

Ponte aérea Las Vegas – Hong Kong – Tóquio

Macy (Kelly Cheng) foi para Las Vegas, para se casar com o empresário japonês Takahashi. Ela acaba levando um “cano” no seu próprio casamento, retornando assim para Hong Kong. Lá, ela acaba descobrindo que seu namorado desapareceu em Tóquio.
Sem pensar duas vezes, Macy decide ir para o Japão, assim descobrir o paradeiro do seu namorado. Ela acaba esbarrando com o decorador Yung (Eking Cheng) que cobra o cheque borrachudo do namorado dela, indo atrás dela para o Japão.

Chegando em Tóquio, Macy descobre que Takahashi é procurado pela máfia, colocando diversos homens atrás dela. Aqui tem uma das melhores tomadas do filme, como não poderia deixar de ser num filme de Hong Kong, aonde todo mundo luta, Yung “o decorador” é um lutador nato de artes marciais, defendendo sem grandes dificuldades os homens atrás de Macy.
Indo a ajuda dos dois, surge Len e suas garotas, que explicam a verdadeira situação do Takahashi no Japão. Revelando-se detetive particular, Len explica quais os problemas do Takahashi, o que não agrada nada Macy.

A verdade

Len conta que foi procurado pelo chefe da máfia local, Takeshi Ito (Hiroshi Abe), para investigar se sua esposa tinha um amante. Descobrindo que o amante é o Takahashi, Len é surpreendido pelo o próprio que faz uma contra proposta. Fazendo parte do plano do Takahashi, Len vai para um bar junto dele, espalhando-se o boato que Len era o melhor amigo de Takahashi. Takeshi volta a procurar Len não gostando nada de saber desse boato. Len que não é bobo nem nada, pensa em lucrar de novo, mostrando as fotos para o Takeshi que já sabia daquilo e um pouco mais. Takeshi revela que Takahashi fugiu com sua esposa, levando consigo uma grande quantia de dinheiro do bando. Investigando sobre o sumiço dos dois, descobre um acidente entre os dois, no qual a esposa de Takeshi morre, assim Takahashi acabou sendo preso em sigilo pelo governo japonês.

Macy não aceita muito bem que seu namorado teve uma amante e ainda fugiu com ela. Saindo pelas ruas em Tóquio, ela acaba se embriagando-se para esquecer as mágoas ao invés de continuar ir atrás dele.

Reviravoltas

O filme é cercado de reviravoltas, como Len ter que levar Takahashi para as mãos de Takeshi, assim atraindo dois peixes grandes para o governo japonês. Repleto de perseguições pode se observar à evolução de Macy, como também os mistérios em volta de Len e Yung. É muito estranho ver um decorador lutar tão bem e proteger ao máximo a namorada de uma cliente de um cheque “borrachudo”. O encontro de Macy e Takahashi também é um dos pontos altos da história. Todos os mistérios acabam sendo resolvidos, até o final do filme, tornando esse um excelente filme.

Indo além do filme

Tokyo Raiders é de uma remessa nova de filmes de Hong Kong, mostrando os novos rostos do cinema asiático. Para aqueles que estavam até então acostumados com Jet Li, Chow Yun Fat e Jackie Chan. Foi nessa remessa, que começaram a ter contato pela primeira vez com Tony Leung e Eking Cheng que se tornaram os novos rostos do cinema de Hong Kong, estampando a capa de diversos filmes que chegaram ao Brasil desde então.

Mesmo atores veteranos como Jackie Chan, estimulam a entrada de novos rostos para a o cinema asiático, fazendo participações especiais de alguns filmes, como “A liga contra o Mal” e “Geração X”.

Um dos fatos desagradáveis do filme Tokyo Raiders é que o ator Shogo Shiotani, que faz uma figuração como um dos bandidos que leva surra dos personagens Len e Yung. Ele suicidou se dois anos depois da produção do filme. Não aceitando o fracasso profissional, que o limitou em pequenos papeis, depois do personagem Akira em Cybercops, o ator acabou se suicidando em 2002. Tokyo Raiders é uma das ultimas oportunidades de se ver o ator em ação.

Em 2005, Tokyo Raiders rendeu uma continuação, levando o detetive Len para a Coréia. O filme se chama Seoul Raiders e foi lançado apenas esse ano no Brasil, sendo batizado pela Paris filmes como “A perseguição”.

Os finais de Doraemon

Para quem acompanhou as aventuras de Doraemon no Brasil, pode não ter uma certa noção da polêmica que gera em torno do gato do futuro. Batizado por aqui de Super Gato, quando exibido no Clube da Criança, apresentado pela Angélica na Rede Manchete, Doraemon não foi um sucesso comercial por aqui. Sendo exibido meros 15 episódios, a série não emplacou, surpreendendo os empresários brasileiros que esperavam a mesma reação de outros países onde o gato passou.

Criado por Fujiko F. Fujio, pseudônimo da dupla Hiroshi Fujimoto e Motoo Abiko, que já havia criado Super Dínamo (Paaman), série de grande sucesso no Brasil na TV Tupi. Era natural que se Super Dínamo tornou-se ícone do primeiro anime no Brasil que trouxe os costumes até então considerados inusitados pelos brasileiros, depois de quase 20 anos, se imaginava que Doraemon faria o mesmo sucesso.

Hoje, às vésperas de Doraemon comemorar 40 anos, gerou-se lendas urbanas sobre o final da série. Um final que raramente virá, já que é uma franquia de sucesso até hoje e um de seus criadores, Hiroshi Fujimoto veio a falecer em 1996.

Um sucesso chamado Doraemon

Criado em 1969, Doraemon já era um sucesso desde seu lançamento, sendo publicado simultaneamente em 4 revistas no Japão: Yoiko, Yōchien, Shogaku Ichinensei e Shogaku Yonnensei. Nos anos seguintes, Doraemon chegou a ganhar mais 3 publicações: Shogaku Gonensei e Shogaku Rokunensei em 1973 e Coro Coro Comics em 1977. Tendo um total de 7 histórias inéditas simultâneas sendo produzidas todos os meses no Japão.

Reunido numa obra de 45 volumes, publicado de 1974 a 1996, Doraemon vendeu surpreendentemente 80 milhões de exemplares, isso em dados divulgados em 1992.

Em 2005, o ministro da relações exteriores nomeou Doraemon como anime embaixador do país. Sendo o ícone da cultura japonesa internacionalmente, nada mais que representa-lá oficialmente, assim Doraemon foi escolhido e se tornou oficialmente o anime embaixador do Japão.

A origem

Doraemon é um gato robô que viajou dois séculos no passado, a pedido de descedente do adolescente Nobita Nobi. Tendo uma enorme divida para pagar, os descendentes enviaram o gato para dar um jeito em Nobita, assim fazendo ele não causar mais estragos no futuro.

Vindo da escrivaninha de Nobita, Doraemon se torna um amigo de várias aventuras. Parecido com um canguru, Doraemon tem uma bolsa na frente aonde tira itens fantásticos da quarta dimensão. Sempre trazendo mais problemas que solução, Nobita sempre pede ajuda a Doraemon sobre alguma coisa que pode facilitar sua vida.

Os finais

Como lendas urbanas, Doraemon ganhou 3 finais falsos gerados por fãs e ganharam força na internet, como o final de Caverna do Dragão.

Porém, Doraemon também teve 3 finais verdadeiros publicados em suas séries e um deles até adaptados na forma de anime. Logicamente foram desconsiderados da cronologia oficial, depois de alguns meses de lançamento.

Os finais “falsos”

1 – A bateria do Doraemon acaba

Na história criada por vários fãs, um dia Doraemon desliga por falta de energia e Nobita não sabe o que fazer. Pedindo ajuda pra Dorami, irmã de Doraemon, ele descobre que o problema é a bateria, mas se trocar, Doraemon perderá toda sua memória. Decidido a fazer Doraemon voltar a vida, Nobita se torna o melhor aluno da escola e entra com louvor na faculdade. Muitos anos depois, já formado e “velho”, Nobita que se tornará um cientista, consegue reconstruir Doraemon, inclusive em sua forma original com orelhas. Reencontrando o amigo, os dois se emocionam, e Shizuka a melhor amiga de Nobita, que sempre esteve ao seu lado, se emociona com o reencontro com dos dois.

Esse final é o que foi adaptado pelo doujinshi de Tajima Yasue gerando aquela polêmica que vai ser falada mais tarde.

2 – Tudo é uma ilusão criada por Nobita

Nobita é um garoto em fase terminal com autismo. Na cama e sem noções de realidade, o garoto criou todo um mundo de fantasia com amigos de infância e criando inclusive o Doraemon.

Não precisa dizer que os fãs odiaram essa versão e houve até protestos no Japão, sobre esse final.

3 – Você tem um último pedido

Nobita bate a cabeça numa pedra, entrando em coma profundo. Tornando-se vegetativo, Nobita tem apenas uma chance de vida, numa operação caríssima. Doraemon não querendo deixar o amigo na mão, vende todas os itens de sua bolsa, menos um em especial. A operação é um fracasso e Doraemon decide usar esse item que é levar o amigo para aonde ele quiser. Nobita pede que quer apenas ir pro céu.

Os finais “verdadeiros”

Diferente dos finais comentados, Doraemon teve 3 importantes histórias que podem ser consideradas “finais” da série. Publicados em suas séries mensais, os finais foram feitos na época, fechando ciclos de publicação, como o período letivo de alunos na escola. No entanto, analisados na maneira de como foram conduzidos, podem ser considerados algumas possibilidades de fim da série.

1 – Proibido viagens no tempo (Publicado em março de 1971 na revista Shogaku 4-nensei)

Por alterações no tempo e espaço, está proibido viagens no tempo. Doraemon que é um viajante no tempo, e por isso é obrigado a regressar ao seu devido tempo. Ele regressa, deixando Nobita.

2 – O falso conserto (Publicado em março de 1972 na revista Shogaku 4-nensei)

Está proibido viagens no tempo (igual a história anterior), mas aqui Doraemon inventa que está quebrado e precisa de manutenção, por isso voltará o futuro. Ele promete que voltará ao presente depois dos reparos, mas se sente culpado pela mentira. No fim, ele revela a verdade a Nobita e volta para o futuro.

3 – Mentira 800 (Publicado em março de 1973 na revista Shogaku 4-nensei e adaptado em anime em 1981)

Doraemon avisa que precisa voltar para casa, e Nobita não aceita muito bem. Despedindo-se, na última noite, os dois passeam no parque, mas Doraemon precisa ir ao banheiro deixando Nobita sozinho. Ele é pego por Gigante, que decide brigar com Nobita, sem se sentir medroso, Nobita decide fazer isso sozinho sem a ajuda de Doraemon, apanhando feio do Gigante. Doraemon chega, Nobita está caído ainda querendo brigar com Gigante e percebe a situação e dá como vencida. Juntos, Doraemon leva Nobita pra casa, e percebendo o amigo dormir, ele vai embora.

Versão do anime (Mentira 800)

Doraemon parte, deixando uma lembrança para Nobita. A bebida Mentira 800, no qual só deve ser usada uma vez. Nobita, no dia seguinte se encontra com Gigante que quer brigar com ele de novo. Humilhado, Nobita decide beber a poção se vingando de Gigante. Percebendo que tudo que ele fala, acontece ao contrário, ele deseja “Adeus ao Doraemon”. No dia seguinte, Doraemon está em seu quarto, não entendendo, Doraemon explica que deixou a bebida de propósito pra o Nobita desejar a sua volta.

O doujinshi que incomodou Shogakukan

Em 2005, começou a ser vendido em alguns eventos de doujinshi (fanzines) e lojas em Akihabara, uma edição de 18 páginas chamada: Doraemon: Saishuwa (Doraemon: O último episódio). Vendendo em torno de 11 mil cópias, e adaptando uma das histórias que ganhou força na internet, o doujinshi produzido por Tajima Yasue incomodou a editora Shogakukan e a empresa Fujiko Pro, que cuida do licenciamento da série.

Segundo Zensho Ito, presidente da Fujiko Pro, doujinshi são permitidos, mas o que Tajima Yasue fez, passou do limite. Vendendo 11 mil cópias (muitos mangas brasileiros não sonham nem com essa tiragem hoje em dia), o autor ganhou dinheiro com uma história sem a devida licença, e abusou do uso de liberdade em se criar uma história feita por fãs.

A acusação por parte da Shogakukan e da Fujiko Pro, incomodou os fanzineiros. Ficou comprovado que doujinshi são permitidos, mas se vender demais, chamando atenção da mídia, a editora irá recorrer contra a produção da mesma. Tajima teve uma multa, de prejudicar a imagem de Doraemon, além de ganhar dinheiro acima de uma figura patenteada, assim tendo que pagar indenização a Shogakukan e a Fujiko Pro.

Doraemon continua firme e forte no Japão, ganhando uma série remake em 2005, com traços atualizados e a substituição do elenco de dublagem fechando uma era. Lembrando que a primeira era do Doraemon é composta 1095 episódios.

Desde então, no cinema, Doraemon também seguiu o caminho dos remakes, sempre refazendo algum filme anterior da série.

Independente seja qual o caminho que as empresas tomaram para continuar a franquia, Doraemon se tornou uma lenda e como uma lenda, se tornou imortal para várias gerações de crianças no mundo inteiro.

Top 10 Séries estrangeiras mais assistidas no Japão

O Tsutaya realizou uma pesquisa entre os dias 10 e 23 de setembro, perguntando quais são os programas estrangeiros, mais assistidos pelos japoneses.

Quem esperava Lost ou Heroes no top se surpreendeu, já que o mais assistido pelos japoneses é nada menos que Supernatural.
Em segundo lugar temos Prison Break, seguido de 24 horas e a série de comédia Três é Demais (Full House).

A única série não americana na lista é o dorama Meteor Garden, de Taiwan, que foi a primeira versão em live action baseada no mangá de Hana Yori Dango.

E no fim da lista temos Plantão Médico (ER), seguido das comédias Ugly Betty e Friends.

10) Friends (EUA)

09) Ugly Betty (EUA)

08) ER (EUA)

07) Meteor Garden (Taiwan)

06) LOST (EUA)

05) BONES (EUA)

04) Full House (EUA)

03) 24 (EUA)

02) Prison Break (EUA)

01) Supernatural (EUA)

Fonte: Japan Now

40 Blu-Rays japoneses que vem com legendas em português do Brasil


Essa é uma dica para quem vive no Japão e já usufrui da nova tecnologia Bluray. O site Blu-Rays Legendados faz uma relação de discos que sai legendas em português do Brasil e de Portugal em diferentes partes do mundo.

Para quem não sabe, os blurays brasileiros só começam a ser fabricados por aqui em Novembro com a Microservice, sendo que a Videolar anunciou inauguração da nova mídia entre janeiro e fevereiro. Até então, todos os títulos brasileiros na verdade são estrangeiros, porém embalados na zona franca de Manaus. Assim discos como Piratas do Caribe estão vindo do Japão para o Brasil.

Outros filmes Disney, como A Família do Futuro, O Galinho Chicken Little e Carros também sairam no Japão com a dublagem brasileira. Então quem sente saudades da dublagem brasileira é uma ótima chance de comprar esses filmes em alta definição.

Outros títulos que chamam atenção são Hulk, Rei Arthur, O Guia do Mochileiro das Galaxias. Logicamente que para nós brasileiros que moram no Brasil, alguns títulos aindam nem sairam, porém o custo de um filme no Japão é muito mais caro que no Brasil.

Em época de dólar na faixa de 1,75, os filmes em bluray no Japão custam na faixa de 50 dólares, sendo que no Brasil, um filme em bluray está variando entre 79 a 99 reais.

Caso você more no Brasil e queira as versões japonesas, você pode comprar no Play-Asia e no YesAsia, Amazon Japan, CD Japan e na HMV Japan. Todas as lojas entregam no Brasil, variando o tempo de entrega e taxas para entrega no país. A loja mais rápida é a HMV que entrega em uma semana no Brasil.

Outro país que tem excelentes versões em bluray com idioma em português é Hong Kong, comprei o Wall-e pela YesAsia demorando 21 dias pra chegar. Altamente recomendavel, já que a versão brasileira vem apenas com o disco do filme. A Disney Brasil na época, próvavelmente querendo cortar custos, limou o disco de extras, assim se você é fã do filme como eu, precisa comprar a versão de Hong Kong que vem inteiro legendado em português.

Caso quiser saber outros títulos que sairam em outros paises, visite Blu-Rays Legendados. E por favor, nos conte sobre os títulos que sairam nesses países e sobre seu contéudo.

O lado ruim de ser Otaku…


Hoje o conceito de ser otaku no Brasil mudou muito parecendo até ser algo divertido, algo que define um grupo de pessoas que gosta de animações japonesas. Porém, há uns 10 anos atrás, não era assim não.

Voltemos a 1999 pra 2000, na época que tinha Animax, a revista Herói havia virado Heroi 2000 e tinha também a Comix. A revista Animax, dava toques que você pode ver animes não oficiais no Brasil, comprando via alguns sites na época, de fãs para fãs.
Nessa época, comprei varias fitas, de animes como Video Girl Ai, Spriggan, Neon Genesis Evangelion, Tenchi Muyo, Mahou Tsukai Tai, Utena, Guerreiras Mágicas de Rayearth Ovas, Slayers, Memories, Rurouni Kenshin ovas entre outros.

Pois bem, na escola, você sabe como é, todo filme americano mostra as tribos, e bom, eu era do grupo mais nerd da sala. Em 2000, eu sugeri fazer como tema de feira de ciencias, sobre animes e mangas, e preparei o conteúdo para isso.

Na nota final, tiramos 90, mas o grupo logo na semana seguinte parou de falar comigo. E bom, nesse grupo a idéia teve aceitação porque tinha dois descendentes de japoneses. Sei que depois daquele trabalho, nunca mais conversei. Encontrávamos no corredor, éramos da mesma sala, mas nunca mais conversamos.

Bom, as coisas só mudariam no terceiro colegial, quando refiz amizade com meus amigos antes de conhecer esse grupo, que foi amigos que estudei com eles desde o pré e acabei perdendo contato com os anos. Com eles, fiz diversos trabalhos em grupo até me formar. Engraçado que foi na mesma época que saiu os primeiros mangas no Brasil, me recordo que cheguei a fazer trabalho e no meio do caminho comprava Sakura Card Captor, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Rurouni Kenshin e Guerreiras Mágicas.

Foram bons tempos, foi na mesma época que comecei a freqüentar eventos de anime, como Mangacon e Animecon. O primeiro na liberdade e o segundo era realizado na paulista.

Nessa época, eu conheci amigos que tinham os mesmos gostos que os meus, o Fernando e o Takeshi. Grandes amigos que me mostraram que não tinha nada de “errado” curtir anime, manga e animesongs.

Posteriormente, com o Fernando, em 2001, começaria a estudar japonês, no Bunkyo, mas não fui muito bem nos exames, desistindo. Irônico, que eu só voltei a escola em 2007, graças a Juliana, uma amiga descendente, que me arrastou pra lá, assim descobrindo que a escola tinha sido vendida pra Aliança.

Agora, as coisas mudaram muito em 10 anos, antigamente, era ruim curtir anime e manga. Pelo menos sofri represálias, lembro do grupo de amigos, eles zoavam ás vezes por curtir essas coisas, mesmo que eu emprestasse a eles muitas vezes e curtiam, logo falavam que era coisa de perdedor.

Tenho boas lembranças também da época que frequentava todo sábado a loja Animanga, na paulista. O pessoal jogava RPG e falava de animês dentro da loja, usando uma lan house do lado, como lugar pra jogar RPG. Muitos amigos que tenho até hoje, vieram dessa época que gostar de animê não era bicho de sete cabeças.

Lógico que hoje, adulto, vejo que relembrar histórias dessa da época de colégio é perda de tempo levar uma discussão assim. Hobbies são hobbies, e quando vejo casos como “Densha Otoko”, ou animes como “Welcome To NHK!”, percebo que nessa época, eu realmente me parecia muito como esses personagens. Sendo que me incomodava casos como Shinji de Evangelion, por sua timidez e fechar se ao mundo, vivendo em seu próprio mundo.

Hoje, 10 anos depois dessa época, trabalhei em diversos sites de internet, trabalhei em revistas com Anime Do, Neo Tokyo, Anime Kids e Crash, tendo mais de 200 matérias escritas pra esses meios. Realizei meu grande sonho que era viver no Japão e fiquei por lá durante 3 meses. Irônicamente não vejo tantos animês como antigamente, os trocando por outras mídias japonesas, como doramas, jmusic e a lingua japonesa, porém sinto saudades dessa época que cada animação me ensinava alguma coisa.

Vejo que a geração de jovens de hoje em dia se diverte e zoa em eventos estes bem maiores que os da minha época. O mais irônico é ver que essa nova geração está curtindo seus hobbies e até questionam quando falam que otaku é algo ruim.

Marketing nipônico


Num mundo aonde cada vez mais o consumidor final é personalizável, o mercado precisa lidar em como atingir suas estratégias em seu público. No Japão, as coisas são um pouco piores que aqui, já que o excesso de comunicações, precisa ter um diferencial para conseguir chamar atenção do público.

Resultado desse marketing de guerrilha, são cantores populares lançarem vendas de seus singles no mesmo dia, numa verdadeira guerra de quem vende mais, pra obter a posição mais alta da Oricon, ou quem se torna o novo rei da música.

Não é a toa que tudo no Japão é rápido, sendo muito raro artistas ficarem mais de 10 anos no mercado. Num mercado assim, não é a toa que um artista precisa se diversificar e fazer diferentes trabalhos pra despertar atenção pra si. Foi assim que se criou o conceito de “tarento” que é um artista que pode ser cantor, ator, modelo, entre outras funções que ele pode exercer. Se no Brasil, um cantor atuando, pode gerar criticas do telespectador, no Japão é comum, como também uma forma de promover seu trabalho.

Um dos primeiros que conseguiu essa proeza, se tornando um dos homens mais sexys do Japão, foi o cantor e ator Takuya Kimura (do grupo Smap). Hoje, já existem artistas que estão chegando à mesma categoria que a dele, como Matsumoto Jun (do grupo Arashi), Kamenashi Kazuya (do grupo Kat-Tun) e Yamashita Tomohisa (do grupo NEWS).

Importante frisar, que o público nipônico tem como característica, o consumismo, assim mesmo artistas internacionais tem que lançar trabalhos diferenciados por lá. No mercado musical isso é importante, já que o Japão é o segundo mercado do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Outro ponto que gera estranheza aos brasileiros é que a sociedade japonesa ela foi construída numa maneira que a forma de pensar é importante. Por isso, muito desses “tarento”, tem a responsabilidade de ser uma figura exemplar, já que um ato impensado pode lhe custar contratos, como garoto propaganda, ou prejudicar a carreira musical, ou como ator.

“Qual o problema em ficar pelado?” – Tsuyoshi Kusanagi

O último caso que chamou atenção inclusive da mídia brasileira, foi o do cantor Tsuyoshi Kusanagi, do grupo Smap. Ele estando bêbado, foi preso andando nu no parque de Akasaka.
Tendo a imagem de “bom moço”, tendo 34 anos, Tsuyoshi Kusanagi nunca fez nada que prejudicasse sua imagem, ou ao do grupo Smap, porém no dia 22 de abril, tudo foi jogado fora, quando a polícia o prendeu nu em Akasaka.

Mesmo pedindo perdão dias depois, Tsuyoshi não saiu impune, tendo alguns contratos rompidos, deixando de estampar seu rosto, como garoto propagandas, em comerciais da Toyota e da Procter & Gamble. Ele pertencia a comissão da Tv Digital criada pelo governo japonês, e foi destituído do cargo após o ocorrido.

Pra terminar, Tsuyoshi foi também punido em participar do programa Smap X Smap, sendo que apenas em 28 de maio, ele pode voltar às telas com seus amigos de grupo.
O caso do útero podre

Em 2008, um caso que chocou o Japão, foi Koda Kumi ter comentado numa entrevista ao programa de rádio NIPPON. Descuidada, ela comentou sobre a dificuldade de ter um filho acima dos 35 anos, e esse pequeno comentário causou quase o fim da carreira da cantora.
Novelas tiveram que ter capítulos exibidos mais tarde, contratos milionários foram cancelados, e a gravadora Avex teve que agir rápido para não piorar ainda mais a imagem da cantora, como a da própria empresa.
Mesmo a cantora pedindo desculpas, diversos programas fizeram uma série de enquête, onde a sociedade condenou a cantora que teve que ficar na geladeira durante todo primeiro semestre de 2008. Ela perdeu contatos com Honda ZEST Sports, Gilette Japan, cervejaria Kirin, a empresa de cosméticos KOSE e a Hyoketsu, gerando um enorme prejuízo.
A cantora mudou de visual e retornou no segundo semestre,mas está longe do sucesso que a mesma alcançou em todo processo.

Público fiel

A indústria japonesa não vive apenas da imagem dos “tarento”, mas vive também de ações pra gerar a fidelização do cliente. Isso vai muito além de campanhas institucionais, como as feitas no Brasil, mas também muitas não existe nada parecido por aqui.

Lançamento programado

A gravadora Avex atua de outra forma pra gerar a fidelização dos clientes, utilizando-se do lançamento programado dos seus próximos singles e álbuns. Pra isso, a maioria dos seus lançamentos, vem com anúncios dentro do encarte sobre o próximo single ou álbum do artista.

Goodies

Outra coisa de praxe, no mercado musical, são itens de tiragem limitada, encontrado em sites de cantores do Japão. São camisetas, chinelos, malas, blusas, keychan, toalhas, entre tantos outros itens pra você mostrar seu amor por aquele artista.

Daria certo no Brasil?

No caso do mercado musical, uma coisa importante a ser lembrado que ainda seguindo a linha do que a sociedade pensa, lá também é importante o apoio dos fãs pra o sucesso do seu artista. Se no Brasil, os artistas precisam fazer shows pra ter algum lucro, graças ao mercado dominado pela pirataria, além das mp3, no Japão isso não acontece, já que por mais que também existam mp3 por lá, o mercado não foi afetado. Isso acontece justamente porque existe um conceito de apoiar o artista, seja em shows, talk shows, entrevistas, aonde o seu artista tiver, você deve apoiar, e com isso não estando só lá, mas também comprando. Esse pensamento é bem diferente do brasileiro, que mesmo gostando do seu artista não faz tudo isso pra manter ele lá em cima. São filosofias de vida totalmente distintas que só nascendo de novo, pra isso mudar por aqui.

Mitsuko Horie no Brasil e com show em São Paulo no Fest Comix

Essas duas novidades me surpreenderam e repasso os releases do site tokusatsu.com.br

No dia 24/10/2009 será realizado em Belém, o Nihon no Matsuri Preview, evento promovido pelo Grupo de Cultura Japonesa Intercâmbio Animangá, contando com o apoio de várias entidades ligadas ao entretenimento e cultura japonesa.

No referido evento ocorrerá a apresentação de grupos locais de J-Music interpretando os sucessos da musica japonesa, Cosplays onde serão mostrados caracterizações de diversos personagens de animes e mangas. O evento terá ainda, apresentações de grupos de danças folclóricas típicas do Japão que são: Yosakoi Soran e Hanagasa ondo.

O ponto alto do evento será a apresentação da cantora e dubladora japonesa (seyu), vinda diretamente do Japão para o evento: MITSUKO HORIE.

Mitsuko tem sua carreira trabalhos de grande sucesso no Brasil e no mundo, pois foi a voz original dos seguintes animes:
• Sailor Galaxy em Sailor Moon: Sailor Stars
• Hilda de Polaris em Os Cavaleiros do Zódiaco
• Upa em Dragon Ball

Como cantora, interpretou temas em vários animes e tokusatsus de sucesso:

• Participações em Sentai
• Participações em Kamen Rider
• Dr. Slamp
• Honey Honey
• Candy Candy
• Os Cavaleiros do Zodíaco.

Mitsuko fará uma apresentação no Brasil no dia 24/10/2009 no evento Nihon no Matsuri Preview, realizado em Belém, após o evento a artista retornará para o Japão, mas serão realizadas entrevistas com a imprensa brasileira.

Inclusive a cantora já está tomando os procedimentos necessários para essa viagem, e postou em seu blog uma foto da vacine contra febre amarela, confiram: http://blog.excite.co.jp/mitsuko-horie/12029072/

Serviço: Nihon no Matsuri Preview
Data: 24 de outubro
Local: Faculdade Ipiranga
Endereço: Av. Almirante Barosso, 777
Horário: das 17:00 às 21:00
Mais informações: (91) 9626-3714
Valor: R$7,00.
Ingressos à venda na loja HQ Club fone: (91) 3223-1353; CEKO (91) 3249-2112.

E agora o mais recente dado sobre shoe no Fest Comix.

e acordo com a Comix, a cantora Mitsuko Horie fará um show em São Paulo no dia 18 de Outubro de 2009 as 11 hrs.

16ª EDIÇÃO FEST COMIX
Dias 16,17 e 18 de Outubro
Horário: 16 e 17 de Outubro das 10h às 20h / 18 de Outubro das 10h às 18h
CONCURSO DE COSPLAYERS – Dias 17 e 18 – a partir das 14 horas
SHOW MITSUKO HORIE – Dia 18 – 11 horas
Local: Centro de Eventos São Luís — Colégio São Luís
Rua Luís Coelho, 323 — Estação Consolação do Metrô ao lado da Padaria Bela Paulista
* Meia-entrada: R$ 5,00 (para todos)
Mais informações:
Tel : (11) 3088-9116 ou 3898-2034.
marketing@comix.com.br

Agradecimentos ao amigo Thiago Santos do portal Tokusatsu.

Top 10 Cinemas: Estreia Tales of Vesperia nos cinemas (Dias 3 e 4 de outubro)

Primeira semana de outubro e final de semana sem grandes novidades no nosso Ranking 10 da bilhteria japonesa. A grande novidade é a estréia de Tales of Vesperia – The First Strike distribuído pela Kadokawa.

Começamos sem grandes novidades com seis semanas no topo da bilheteria, o 20 th Century Boys. É verdade que ele deu uma bela dançada de posições no feriado anterior, mas voltou a se consolidar no topo. Acredito que esse possa ser o filme com maior bilheteria do ano, porém ainda é cedo pra confirmar isso, além de Harry Potter ficou um bom tempo nas salas japonesas. Lembrando que esse é o terceiro e última parte da trilogia baseada no mangá do Naoki Urasawa. O mangá chegou a ser anunciado no Brasil pela Editora Conrad, tendo seu lançamento programado após a conclusão de Monster, porém até hoje esperamos a conclusão desse mangá.

Tendo uma troca de cadeiras, Kamui Gaiden abocanhou a segunda posição dessa semana. O filme é baseado no manga homônimo produzido entre 1964 a 1971 pelo mangaka Sanpei Shirato. O mangá já saiu no Brasil com o nome “A Lenda de Kamui” pela editora Abril nos anos 90.

Indo para a terceira posição temos o filme Ballad: Namonaki Koi no Uta que é uma adaptação da animação de 2002, Crayon Shin-Chan: Arashi wo Yobu Appare! assim infelizmente o filme tem ganhado atenção da mídia pela morte do autor do mangá. Infelizmente o mesmo que tem um trailer excelente, acabou ganhando mídia indireta por conseqüência dos últimos fatos. Ballad: Namonaki Koi no Uta tem em seu elenco os atores Kusanagi Tsuyoshi (SMAP) e Yui Aragaki.
Sem grandes mudanças, temos na quarta posição a dobradinha Duel Masters Lunatic God Saga e A penguin´s Troubles The Movie, coisa típica no Japão. Na quarta posição, fazendo duas semanas, as duas animações continuam no top, porém agora rivalizam apenas com Tales Of Vesperia como animações no top.
Outro filme que manteve a mesma média foi o Katen no Shiro. Baseado no romance escrito por Kenichi Yamamoto sob a construção do castelo Azuchi, requisitado pelo poderoso daimyo Oda Nobunaga (interpretado aqui pelo Kipeei Shiina). Azuchi é considerado o maior castelo da história do Japão, que reúne beleza, prodigalidade com utilitária e defesa. No elenco temos Toshiyuki Nishida como genioso carpinteiro e Shinobu Otake como sua esposa. Saki Fukuda que estréia no seu primeiro papel num drama de samurai como filha dos dois. O filme é distribuído pela Toei e manteve a mesma média da semana passada.

Outro filme que repetiu a mesma posição no ranking foi Coco antes da Chanel que tem mantendo a média desde a semana passada.

Só perdendo para Dragon Quest e Final Fantasy a posição de RPG mais popular do Japão, a franquia “Tales of” chega aos cinemas com Tales of Vesperia – The First Strike. Como o nome diz, o jogo da Bandai Namco, lançado em exclusividade para Xbox360, está chegando aos cinemas na forma de prequel. Tendo diretor Kanta Kamei (que fez O-Ren, a animação de Kill Bill), o filme foi produzido e está sendo distribuído pela Kadokawa Pictures.

Na oitava posição, temos Wolverine: X-men Zero que está perdendo força no topo. O filme já está saindo em bluray no resto do mundo, sendo bastante provável que este saia dos cinemas japoneses muito em breve.
Tajomaru perdeu mais uma posição, chegando na nona posição. Sendo uma releitura do conto Yabu no Naka do escritor Ryunosuke Akutagawa, o filme conta a historia de Naomitsu (Oguri Shun), o segundo filho do clã Hatakeyama e é noivo da princesa Ako (Yuki Shibamoto). Um dia, ele decide fugir de casa, fugindo para as montanhas e é atacado pelo ladrão Tajomaru, porém Naomitsu mata o ladrão e decide assumir a identidade dele. O tema do é do B´z, com a música Pray, ficando uma mistura muito interessante jrock com temática de samurais.

Na décima e última posição temos A verdade Nua e Crua que manteve a mesma média da semana passada.

Crítica | Cartas de Iwo Jima

Ganhador do Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira e Oscar de edição de som. Conhecemos o outro lado da segunda guerra mundial.


Premiadíssimo filme dirigido por Clint Eastwood e tendo como produtor Steven Spielberg, com certeza poderia se esperar um grande filme, mas não saberíamos se o resultado final seria tão fiel a visão japonesa da Segunda guerra mundial. A resposta veio com a aprovação do público japonês que arrecadou em menos de um mês de exibição, aproximadamente 30 milhões de dólares.

Entre os destaques do elenco, temos o ator Ken Watanabe, que ganhou repercussão internacional com Último Samurai e Batman Begins. Enquanto no Japão, o destaque realmente ficou para o ator e cantor Kazunari Ninomiya, da banda Arashi (que cantam o dorama Hana Yori Dango 1 e 2).

2 visões. 2 filmes

Clint Eastwood planejava filmar inicialmente apenas um filme com a visão americana, que seria “A conquista de uma honra”. Deparando-se com diversas cartas escritas pelo tenente general Tadamichi Kuribayashi, abriu-se o parecer de também explorar a visão japonesa numa produção que seria rodada simultaneamente. Os dois filmes foram feitos com elencos distintos, mas a mesma equipe de produção. Eastwood fala que também decidiu fazer o filme por falta de uma produção sobre o assunto, mesmo existindo filmes com o nome “Iwo Jima”, nenhum antes explorou o tenente general Kuribayashi como foi nessa produção.

A grande ironia fica que “A conquista de uma honra” ganhou seus méritos, mas nada se compara a repercussão de “Cartas de Iwo Jima” que veio com elogios da crítica. Cartas de Iwo Jima foi produzido com “apenas” 15 milhões de dólares, levando em consideração que é um filme hollywoodiano. A produção do filme foi a reunião dos estúdios: Dreamworks SGK, Warner Bros, Malpaso Productions e Amblin Entertainment, tendo a distribuição da Warner Brothers e Paramount.

O filme

Voltamos no tempo até 1945, em plena segunda guerra mundial. O Japão resistia bravamente as forças armadas americanas, com ataques que surpreendiam os ocidentais como os famosos kamikazes em Pearl Harbor. O imperador ainda carregava valores mitológicos de divindade, a primeira coisa que os americanos extinguiram quando decretariam a derrota do Japão na guerra.

Conhecemos a ilha Iwo Jima, que fica a 1,2 mil quilômetros de Tóquio. Sendo um ponto estratégico caso o inimigo viesse assumir a ilha, o governo japonês pensou em diferentes formas de contornar a situação, cogitando até a explodir. Tendo por volta de 22 mil homens, todos tinham a plena consciência que o inimigo era em maior número e que tinha bem mais armamentos. Todos ali tinham um dever a cumprir, matar no mínimo dez soldados americanos antes de sucumbir. A ilha ainda amaldiçoava os soldados, exalando cheiro de enxofre, sendo extremamente quente e causando diarréia em diversos soldados, inclusive matando alguns dessa forma tão desonrosa.

O tenente general Tadamichi Kuribayashi (interpretado por Ken Watanabe) chega à ilha, tendo uma difícil tarefa: “Conseguir manter todos vivos o maior tempo possível”. Tendo estudado no Canadá e freqüentado durante dois anos os EUA, ele conheceu todo o sistema bélico norte americano. Desde o primeiro momento, sabemos que ele é contra fazer uma guerra com os americanos.

Entre os soldados, conhecemos a história do soldado Saigo (interpretado por Ninomiya Kazunari). Tendo um restaurante com sua esposa, o governo levou a falência por sempre pedir mais e mais contribuição para a guerra. Quando o Japão mais necessita da ajuda de sua população, vem uma carta pedindo que Saigo se torne soldado na guerra. Sua esposa grávida não aceita a carta do governo, mas uma senhora japonesa explica a honra de um japonês ir a guerra e deixar um herdeiro no mundo. Saigo parte assim para ilha de Iwo Jima, sabendo que dificilmente voltaria com vida.

Chega a ilha também o Barão Nishi, uma celebridade na Ilha de Iwo Jima. Vencedor olímpico de equitação em 1932, ele tem a fama de galanteador quando está cercado pelas mulheres. Ele se torna grande amigo do tenente general Kuribayashi, como também apresenta o seu cavalo que também está ajudando na guerra.

A tática que deixou Iwo Jima na história

Optando pela maior sobrevivência do grupo, invés de um combate direto, Kuribayashi decide partir para o subsolo. Fazendo imensos túneis por debaixo da ilha, ele sabia que poderiam ter menos baixas como também surpreender os americanos por parecer que a ilha estar “deserta”.
Essa decisão tornou o tenente general Kuribayashi conhecido não apenas pelos japoneses, mas também pelos americanos que o elogiaram por essa tática. Essa decisão não teve apoio unânime e ele encontrou muita resistência ente os generais ali na ilha presente até o fim, o que gerou suicídios coletivos de soldados, como ordens não cumpridas que levaram soldados a morte.

Curiosidades

O Japão perdendo a guerra sofreu diversas restrições e mudanças impostas pelos americanos. O seu imperador perdeu status de um deus, assumindo a perda guerra para a população japonesa por via de rádio. As bases americanas se instalaram no Japão, funcionando até hoje, causando desconforto à população japonesa, principalmente em Okinawa.

Em janeiro, o single “Love so sweet” ficou em primeiro lugar da Oricon, levando o grupo Arashi ao programa Music Station. Os destaques do grupo foram Jun Matsumo que estava atuando no dorama Hana yori dango 2 e Ninomiya Kazunari que havia atuado em Cartas de Iwo Jima. Um dos pontos altos da entrevista foi Ninomiya Kazunari falar do filme como também sua recente viagem a França para promover o filme. Ele inocentemente elogiou a suíte que se hospedou na França, fazendo o apresentador fazer m trocadilho com o single, “Love so suite”.

Infelizmente o filme não teve uma das melhores distribuições no cinema brasileiro, o que tornou mais uma exibição repentina. Vale destaque que na cidade de São Paulo, houve exibições sem legendas para a colônia japonesa. Acredito que com o Oscar reconhecido, o filme chegue as locadoras de uma forma mais honrosa.

O livro com as cartas que serviu de inspiração para a roteirista nipo-americana Iris Yamashita e foi lançado por aqui pela editora JBC.

Ficha técnica

Nome nacional: Cartas de Iwo Jima
Nome Original: Letters from Iwo Jima
Estúdio: DreamWorks SKG / Warner Bros. Pictures / Malpaso Productions / Amblin Entertainment
Distribuição: Warner Bros. / Paramount Pictures
Duração: 140 minutos
Ano: 2006 (EUA) e 2007 (Brasil)
Diretor: Clint Eastwood
Roteirista: Iris Yamashita
Produtores: Clint Eastwood, Steven Spielberg e Robert Lorenz
Trilha sonora: Kyle Eastwood e Michael Stevens