Lançamento bem aguardado, I am a Hero finalmente chegou às bancas brasileiras. Anunciado em 2017 via Facebook, o mangá de Kengo Hanazawa e concluído em 22 volumes é a estrela deste JMangá.
A história
Hideo Suzuki é um mangaká frustrado e problemático. Ele tem medo do escuro, não consegue dormir se não vê sua arma por perto e conversa com pessoas imaginárias. Ele trabalha atualmente como assistente em um estúdio sem ter previsão de quando conseguirá voltar a publicar uma série própria e namora Tekko, a ex de Nakata, um autor excêntrico e famoso, que dá umas mancadas ao comparar o trabalho dos dois de forma velada.
Ele passa os dias sem perspectiva, tentando iniciar conversas construtivas sobre mangá com seus colegas de trabalho, mas sem muito sucesso, já que é desprezado por quase todos eles e censurado pelo chefe dos assistentes. Apesar de tudo ele tem alguns momentos de paz, como quando veste suas roupas e acessórios de marca, ou consegue descolar um jantar agradável com Tekko, até que esta exagere na bebida e arruine praticamente tudo.
Depois de ter seu trabalho rejeitado mais uma vez pelo editor, de ter que lidar com as bizarrices de Nakata e de presenciar um acidente de trânsito estranho, em que uma mulher visivelmente com o pescoço quebrado sai andando como se nada tivesse acontecido, Hideo tem uma noite relativamente agradável tendo seu sono velado por sua namorada, embora fique extremamente magoado ao deduzir que ela não pensava só nele enquanto estava lá.
Acumulando uma série de frustrações, Hideo acaba fazendo uma pergunta embaraçosa para Tekko, que o dispensa por aquela noite. Pensando em como se conheceram e se sentindo muito arrependido por ter falado demais, ele manda uma mensagens pedindo perdão e é atendido, mas o que o espera na casa de sua namorada pode não ser um abraço de reconciliação…
A edição brasileira
I am a Hero foi publicado em papel off-set, com orelhas e as primeiras páginas coloridas, custando R$ 19,90.
A tradução é de Lídia Iwasa e a edição, de Beth Kodama.
Opinião
Quando li o mangá, achei do fundo do coração que fosse uma história sobre uma pessoa que tivesse problemas para se adaptar à sociedade e que isso se refletisse em seu comportamento e na sua saúde, fazendo com que sofresse de alucinações. Só notei que era um mangá de zumbis de fato após alguns detalhes apresentados de forma discreta durante a trama (sim, nunca tinha ouvido falar de I am a Hero, me julguem), e esse é um dos méritos deste mangá.
Não sou muito fã de histórias de zumbi, mas esta em específico me deixou curiosa para saber como Hideo vai lidar com a atual situação do mundo, sendo que já tem que lidar com suas próprias limitações. Não tem como não sentir dó dele em vários momentos da trama, e fico em dúvida se ele vai evoluir como personagem ou apenas se valer do poder do protagonismo.
De qualquer forma, é uma boa oportunidade para quem gosta de histórias que não são óbvias. Faltam mangás assim nas bancas e I am a Hero não decepciona nesse quesito.
Agradecemos à assessoria de imprensa da editora Panini, por ter encaminhado o exemplar para análise.
Anunciado junto com Black Clover e Avengers 09, Re:Zero foi um dos mangás lançados pela Panini em 2018. Falamos um pouco sobre ele neste JMangá.
A história
Subaru Natsuki é um colegial comum, sem atrativos e um pouco sem-noção. Enquanto voltava da loja de conveniência, sem explicações aparente, foi transportado para outro mundo, em que “maçãs” são “moçãs” e onde seu mirrado dinheirinho não vale nada.
Enquanto tenta esquecer o que houve, se envolve em uma confusão e poderia ter morrido, não fosse a intervenção de uma linda jovem de cabelos prateados, que se identifica como Satella.
Subaru resolve ajudá-la a encontrar a pessoa que roubou seu brasão e passou por ele correndo mais cedo. Ao chegar a um armazém onde supostamente ocorrem negociações de mercadorias roubadas, ele é surpreendido e acaba ferido de forma fatal, tendo tempo apenas para ver Satella seguir o mesmo destino… Até que, inexplicavelmente, o garoto aparece em pé, ileso, no mesmo lugar onde se deu conta de que estava em um outro mundo.
Intrigado, Subaru começa a refazer seus passos em busca de Satella com algumas variações e conhece o responsável pelo armazém, o Velho Rom e sua protegida, a espevitada e desconfiada ladra Felt. O garoto tenta reaver o brasão de Satella e até chega a um acordo, não fosse um imprevisto na figura de uma bela maga de cabelos negros. Será que o rapaz conseguirá reencontrar Satella e lhe devolver seu brasão?
Outras mídias
A publicação da Panini corresponde ao primeiro arco do mangá de Re:Zero, “Um dia na Capital” (Outo no Ichinichi-Hen), que conta com dois volumes (ambos já publicados). Estamos na expectativa com relação aos demais arcos, “Uma semana na Mansão” (Yashiki no Isshukan-hen), concluído em 4 volumes, e “Truth of Zero”, 5 volumes até o momento.
Atualmente, a New Pop publica as light novels nas quais o mangá foi baseado (já foram publicados no Brasil 4 volumes e no Japão 15, além de duas histórias paralelas). O anime de 25 episódios está em exibição no Cruncyroll e na TV aberta através do canal Rede Brasil, ambos legendados.
A edição brasileira
O mangá foi publicado no tradicional pisa brite, sem orelhas, e contém algumas páginas coloridas.
A tradução é de Fernando Mucioli e a edição, de Diógenes Diogo.
Opinião
Re:Zero me lembra bastante uma versão adolescente de All You Need is Kill, só que não faço ideia de como Subaru adquiriu o poder de ressurreição e do porquê dele ter ido parar em outro mundo.
Ele é um protagonista carismático e, apesar de claramente não saber o que fazer, é movido por uma inocente vontade de ajudar alguém apenas para obter um sorriso em troca. O traço do mangá é lindo e espero que apareça mais dele por aqui em breve.
Agradecemos à assessoria de imprensa da editora Panini que, gentilmente, nos encaminhou o exemplar para análise.
Em 2018 tivemos a 15º edição do Anime Friends e com ele, o evento ganhou uma nova administração. Prometendo ser o maior Anime Friends, a empresa trouxe mudanças pontuais, trazendo novidades para o maior evento de animê e mangá na cidade de São Paulo.
15 anos de sucesso
Anime Friends surgiu em 2003, sendo realizado no colégio Madre Cabrini na zona sul da cidade de São Paulo. O evento que reuniu amigos e fãs acabou mudando a forma de produzir eventos até então, trazendo artistas do Japão.
O sucesso do evento naquele ano acabou levando no ano seguinte no Espaço das Américas, posteriormente passando pela Universidade Santana, Mart Center, Campo de Marte e por fim Transamerica Expo Center.
Tendo uma nova administração, Anime Friends ganhou outra casa e assim Pavilhão de Exposições do Anhembi foi escolhido já no Ressaca Friends. É um tanto curioso que de diversos lugares que o evento passou, Anhembi acaba sendo próximo da Universidade Santana e do Campo de Marte, assim para quem frequenta o evento desde o começo, não deixa de ser nostálgico em passar nesses lugares.
Agora na administração da Maru Division, o evento volta a ganhar contornos de cultura japonesa mesmo que a cultura coreana com K-POP continue ocupando e até aumentando seu espaço dentro do evento.
Mas será que houve uma renovação do evento em si?
Quem frequenta eventos de animê e mangá há 15 anos, provavelmente reconheceu alguns rostos dos bastidores. É uma empresa nova que está por trás, mas não muda o fato que você não precisa jogar fora um passado, então ver rostos do passado, acaba se percebendo que algumas dessas peças são essenciais para o evento continuar no mercado.
E frequentando shows do Ultraman e da Hatsune Miku se percebeu uma predileção em nostalgia. Seria focando numa nova geração ou numa velha geração que leva sua família para os eventos hoje em dia?
Independente do que for, o Anime Friends movimentou 15 milhões reais, trazendo um público de 50 mil pessoas. Gerando em 4 dias de eventos, o Anime Friends teve 35 shows e 60 painéis, se aproximando muito mais do modelo do CCXP hoje representa no mercado, do que as raízes do evento em 2003.
Se em 2003 o Anime Friends tinha como concorrente o Animecon, o evento teve que se reinventar em 2018 para “brigar” com Brasil Game Show e Comic Con Experience. É verdade que Anime Friends se reinventou algumas vezes no meio do caminho, deixando de lado premiações como Oscar da Dublagem e trazendo pra si concursos internacionais como World Cosplay Summit.
No último ano, Anime Friends havia ganhado contornos de um evento mais sofisticado, trazendo shows e um espaço de exposições, o que agregou, mas também se percebeu um esvaziamento do público, justamente por seguir um modelo de preço mais caro, bastante similar ao Comic Con Experience.
Mas pelo curto tempo que foi anunciado a nova administração do evento em 2017, não se percebeu qual era a intenção dos organizadores. Restando a dúvida de qual estrutura seria seguido em 2018.
Assim o Anime Friends chega ao mesmo espaço que acontece eventos como a Campus Party, porém nem dando dando destaque aos palcos como eram nas edições passadas, mas trazendo painéis de apresentações internacionais, como Ultraman Heroes e Hatsune Miku. E quando se pensa em Ultraman, o evento ainda trouxe museu com itens do herói e uma lanchonete temática com lanches Ultra e de monstros da série de televisão.
Na parte de convidados, tivemos a atriz de Tokusatsu e Dorama, a Ayame Misaki, a cosplayer Lady Lemon, e o ator Takumi Hashimoto. Musicalmente tivemos diversos talentos nacionais, mas quando se fala internacionalmente, os destaques foram a cantora Yumi Matsuzawa, Deadlift Lolita, Myth & Roid, o grupo sul coreano Blanc7, o DJ Hachioji P e as bandas Snowkel e Oreskaband.
Foi interessante ver escolhas atuais como a atriz Ayame Misaki, além de ver shows bastante empolgantes como Oreskaband, Blanc7 e Snowkel. Por outro lado, lamentamos bastante que o show da Yumi Matsuzawa na sexta-feira tenha tido problemas de som e um grupo de dançarinas que não estavam muito empolgadas, além de um telão projetando em looping eterno o nome da cantora. Lógico que são erros que se corrige, sendo que no dia seguinte a qualidade sonora do show estava mais empolgante, além de que o telão ter passado imagens de animês e não só o nome das atrações, assim entendemos que alguns erros foram corrigidos, mas assumimos sentir falta dos palcos antigos do evento.
E um fato bastante curioso foi a excelente praça de alimentação que o evento teve. Tudo bem que os preços talvez estivem altos, porém nada muito diferente de outros eventos do gênero, então tornava uma boa opção pro público ali presente.
Agora se temos algo para aplaudir do novo evento foram as palestras internacionais. Adoramos saber o processo de criação da Hatsune Miku, além do verdadeiro show que o DJ Hachioji P proporcionou dentro do evento. Quanto ao Ultraman Heroes, a nostalgia funcionou e foram excelentes shows pra levar qualquer adulto as lágrimas de tanta emoção.
Na parte de palestras, tivemos diversos anúncios de editoras, agora num espaço que não teve tanta invasão de som como já teve em algumas edições passadas. É verdade que o anúncio do Jaspion roubou holofote no sábado ao reunir no mesmo palco a Sato Company e a Editora JBC, porém também tivemos bons momentos na palestra da Panini Comics e no bate-papo entre editoras no dia seguinte.
Além disso, o evento teve stands bastante bonitos da Editora JBC, Editora NewPOP, Panini Comics, Crunchyroll e da Bandai Namco.
E se de um lado temos um evento que se rejuvenesceu, seguindo uma nova visão de mercado, também temos a sensação que algumas coisas nunca mudam. E pensando nisso que devemos esperar 2019 para entender quais os próximos passos dessas empresas.
O que podemos dizer até aqui é dar os “parabéns” a nova empresa que administra o Anime Friends por trazer de volta a cultura japonesa dentro do evento. Teve pontos positivos? Teve. Teve pontos negativos? Também teve, mas a empresa entendeu durante a feira e muitos deles foram se solucionando sem que o público percebesse. Então só podemos desejar que o evento continue com mesmo entusiasmo que veio em 2018. Assim, esperamos que no ano que vem traga ainda mais atrações únicas para o nosso país.
Sei que estou curioso para ver como o público e os eventos estarão em 2019. Quais serão os próximos passos? Escolhas? Formatos? Mas e vocês? Estão curiosos pelo que vem por aí?
Agradecemos a organização do Anime Friends pela edição 2018 e permitir nossa cobertura no evento.
Quando erámos jovens, o pessoal do JWavecast apareceu no Nerdcast de Animê e Mangá. O sucesso daquele cast trouxe alguns ouvintes pro JWave e entre eles veio um cara que hoje se chama Lucas, o fofo. O tempo passou e esse mesmo Lucas criou o Pod Isso.
E foi uma honra participar do Pod Isso “Não é A Mamãe, E o Bozo In the Shell” contando algumas aventuras e explicando porque meu twitter pessoal está com a bio em japonês.
Recomendamos que acesse o link e conheça um pouco do trabalho da equipe do Pod Isso. Agradecemos o convite e estamos a disposição para outros convites e também convidar vocês pra participar do JWavecast.
Domingo é dia de mesa redonda com as editoras de mangá e, desta vez, o mediador foi Fábio, do blog Mais de Oito Mil. O bate-papo contou com a presença de Junior Fonseca, diretor da NewPOP, Marcelo Del Greco, gerente de conteúdo da JBC, Levi Trindade, editor líder da Panini e uma novidade: Paulo Roberto, coordenador de conteúdo da Devir, que iniciou a publicação de mangás no Brasil recentemente. Aqui, seguem os tópicos principais abordados na conversa.
O problema com a distribuição
Como esperado, o tópico distribuição foi abordado e cada uma das editoras falou um pouco sobre suas estratégias para que os produtos cheguem à maior quantidade de leitores possível.
Junior relembra que a NewPOP tirou os mangás da banca visando otimizar a distribuição dos produtos. Paulo, que também atua nesta área (a Devir também realiza a distribuição de alguns produtos em parceria com outras editoras), ressalta que o monopólio foi quebrado quando a Panini criou uma distribuidora própria e aponta as dificuldades que as editoras encontram, preferindo focar na distribuição para lojas especializadas e grandes redes de livraria, já que seu produto tem um formato que permite essa alternativa.
Marcelo revela que a JBC, há pelo menos 10 anos, decidiu não deixar tudo por conta da banca e já investia em pontos de venda alternativos e lojas especializadas, ofertando também produtos diferenciados para cada um desses pontos.
Levi ressalta que a distribuição sempre foi um problema, especialmente pelo tamanho do Brasil. O custo é muito alto pra que as revistas cheguem todas ao mesmo tempo em um país com dimensões continentais. Com a quebra do monopólio da Dinap (atual Total), muitos mangás que eram dados como perdidos reapareceram agora, já que os produtos eram armazenados e esquecidos pela distribuidora, sem nunca chegar ao destino final. A Panini disponibilizou parte do que foi recuperado em seu stand no Anime Friends, como por exemplo Pluto #1 e Berserk #19.
Ainda segundo Levi, mesmo restando uma grande quantidade de bancas no Brasil, é necessário que as editoras continuem abrindo espaço pra outros canais de distribuição e procurando alternativas para atender a todos os leitores, pois a venda em livrarias tem vida longa, mas na banca o máximo são 60 dias.
Marcelo complementou que a margem de lucro da editora é muito baixa e que todas essas coisas influenciam no preço final dos mangás.
A editora é prejudicada se o leitor deixa para comprar várias edições de uma só vez?
Ao ser abordado sobre, Marcelo Del Greco diz não fazer tanta diferença se o leitor compra tudo de uma vez porque as lojas virtuais adquirem pacotes fechados. Paulo acredita que a Amazon pode estar criando um monstro, já que a grande maioria de consumidores espera obter um desconto na compra do produto e isso pode prejudicar a editora a longo prazo.
Para Levi, trata-se de uma prática de negócios, mas para combatê-la, o correto seria fazer uma pré-venda na própria loja da editora por um preço mais razoável, para que pelo menos o primeiro volume fique garantido.
Junior Fonseca revela que nenhuma editora repassa descontos absurdos para Amazon e outras lojas. Na opinião dele, isso é fruto de uma estratégia da loja e, graças à Amazon, as lojas especializadas perceberam a necessidade de se fazer pré-venda.
Ele ainda reitera que cada uma das lojas tem seu cliente fiel e, para todas as editoras, não é interessante que exista monopólio e prefere que comprem os produtos na ocasião do lançamento, pois às vezes o intervalo para que ele consiga medir o desempenho do produto pode ser muito grande. Em uma participação especial, Edi Carlos Rodrigues, marketing da JBC, acrescenta que, quanto antes garantir seu produto, menos manuseado ele estará.
Reimpressões de mangá
Levi afirma que a Panini pensava em reimprimir alguns títulos, mas quando a distribuidora devolveu grande quantidade de mangás que eram dados como perdidos, decidiu-se por não reimprimir a princípio. Agora, estão realizando um trabalho de busca para tentar localizar e reaver outros produtos que possivelmente tiveram o mesmo destino, para estudar se a reimpressão será necessária mesmo.
Como em todas as palestras de que participa, Junior relembra que a New Pop sempre tenta seu catálogo disponível, tanto devido às distribuidoras, como para obter novos leitores. O volume 1 de GTO será reimpresso porque atualmente encontra-se esgotado e, como a série tem 25 volumes, todos os números precisam estar disponíveis para que novos leitores não desanimem se tentarem comecar a coleção agora.
Ele conta que cada caso é analisado para ver se realmente há necessidade de reimpressão. Speed Racer ficou três anos esgotado e retornou agora.
Paulo diz que nem sempre há recursos disponíveis para imprimir tudo o que gostaria, devido aos custos, porém não tem tantos problemas como as outras editoras, já que a maioria das publicações é volume único. Assume que Ancient Magus Bride teve um desempenho acima do esperado e que por isso, o primeiro volume se esgotou muito rápido, mas será reimpresso.
Para Marcelo, é difícil fazer a manutenção de séries muito longas. Os casos mais pontuais são Hunter X Hunter (hiatos longos entre cada volume prejudicam o planejamento de uma reimpressão), Nana, Bastard e X (estes três últimos, em hiato no Japão, deixando a editora de mãos atadas).
Ele ainda ressalta que os contratos possuem uma série de detalhes e não permitem que um volume específico seja que reimpresso. Sendo assim, a JBC prefere dar um upgrade em determinada série, revitalizando a franquia e trazendo oportunidade para novos leitores e para aqueles que perderam algumas edições.
Sobre o novo papel da Panini
Segundo o Levi, os novos lançamentos estão em off white porque os leitores pediam algo de maior qualidade. Ele ainda esclarece que os contratos ditam a forma como o título é negociado. Os títulos publicados em papel off-set já deveriam ter sofrido reajuste, mas o preço foi mantido por questões contratuais (embora alguns leitores não acreditem, já consta nas propostas que a editora envia ao Japão, itens como preço e formato do produto). A maioria das editoras absorve o custo o maior tempo possível.
Marcelo conta que o projeto de Lost Canvas foi totalmente revisto pois era um lançamento direcionado às bancas. As páginas coloridas são um bônus (não estarão em todos os volumes) e o papel também foi alterado porque o preço dos papéis cotados anteriormente subiram de forma considerável.
Capa e sobrecapa da edição brasileira de Nonnonba
Mangás custando acima de 50 reais
Paulo ressalta que a Devir já tinha criado o selo Tsuru apostando em público diferenciado e visando as livrarias.
Marcelo Del Greco conta que o kanzenban também foi planejado para venda em livrarias e lojas especializadas, assim como Akira e Ghost in the Shell.
E… Quanto à vinda de mais títulos shoujo para o Brasil?
Levi diz que, anteriormente, a Panini trouxe muitos títulos shoujo e houve reclamação por parte dos leitores e, agora que as séries em andamento estão chegando ao final, os leitores acreditam que a editora não vai mais trazer.
Tanto ele como Marcelo e Junior afirmaram que todos os títulos têm chance de vir, independente da demografia. Só precisa ser feita uma análise de viabilidade para que não tenha risco de cancelamento.
Formato digital
Para a Panini, salvar mangás dados como cancelados através da publicação digital pode ser uma opção, mas primeiro tem que analisar se o contrato permite, além de ver questões de licença, quais os custos pra digitalizar tal material, entre outros itens. A título de curiosidade, Marcelo conta que Fairy Tail foi totalmente revisado e rediagramado para a versão digital. Ele também ressalta que os softwares e hardwares estão em constante mudança, e que isso dificulta na hora de converter os arquivos.
Esses foram os principais tópicos abordados na tradicional mesa redonda das editoras!
Esperamos que tenham curtido nossa nova forma de cobertura.
Tem algo a acrescentar? Não concorda com algo que foi dito? Vamos continuar o bate-papo nos comentários!
Quem foi ao Anime Friends no sábado esperando anúncios, se deu muito bem! JBC, New Pop e Panini falaram um pouco sobre seus próximos títulos.
Editora JBC
Marcelo Del Greco, Edi Carlos Rodrigues e Marina “Taki” Okamura anunciaram os vencedores do BMA. Dez histórias foram selecionadas para participar das coletâneas digitais Henshin Red e Henshin Blue e os cinco primeiros lugares farão parte do Henshin Mangá 3, que será publicado em formatos impresso e digital.
Ampliando o catálogo de lançamentos na plataforma digital, três títulos da editora Shueisha estarão disponíveis em breve: My Hero Academia, Platinum End e All You Need is Kill.
Os anúncios foram bem diversificados, e todos terão versões digital e impressa: Fire Punch, a novel de Overlord e o já esperado Last Order.
Também foi anunciado o selo Henshin Universe, criado para a produção nacional de mangás originais da editora JBC. O primeiro título deste selo será uma parceria entre a já conhecida dupla Fábio Yabu & Michel Borges (Combo Rangers), Sato Co., Toei Company e a JBC: o mangá do Jaspion. Foram divulgadas algumas imagens e distribuído um postal exclusivo para quem estava presente na palestra e, para quem está curioso com a republicação de Lost Canvas e a famosa capa laminada, já era possível adquirir o título no stand da editora.
Editora NewPOP
Já Junior Fonseca, da editora NewPOP, fez uma pequena retrospectiva sobre o primeiro semestre da NewPOP. Durante a palestra, falou bastante sobre desempenho de títulos, assumindo que Loveless teve periodicidade alterada por causa da má performance nas vendas, contrariando as expectativas geradas pelos pedidos dos leitores. Também confirmou que
GTO vira mensal após o AF e novamente confirmou que gostaria de ter utilizado um formato maior para publicá-lo.
Junior também rebateu algumas críticas à fonte utilizada no logo de Made in Abyss e Toradora, dizendo que os japoneses aprovaram e que poucas pessoas de um universo de milhares reclamaram.
Foram poucos anúncios (mais uma vez não foi autorizada a divulgação de dois títulos): Yamato 2199 (um reboot da série original), a novel de Lu Over the Wall e o artbook de Re: Zero (primeira publicação do tipo na editora). Os lançamentos Made in Abyss, Toradora e Hapiness foram disponibilizados no stand da editora.
Editora Panini
A palestra da editora Panini foi comandada pelos editores Levi Trindade e Diógenes Diogo. Como de costume, foi feito um apanhado geral de todos os futuros lançamentos da Panini, com opções para todos os leitores.
Ricky e Morty irá inaugurar o selo Adult Swin e sairá ainda em julho. Foi confirmada a publicação de material clássico da DC, como Etrigan de Jack Kirby (Lendas do Universo DC) e a fase antiga dos Jovens Titãs por George Perez.
Os fãs do Cavaleiro das Trevas serão brindados com o lançamento de Batman Cavaleiro Branco (minissérie em 7 volumes), mais três volumes da série Lendas dos Cavaleiros das Trevas, Batman vs. Predador e o mangá Batman e a Liga da Justiça, de Shiori Teshirogi (Lost Canvas), previsto para agosto.
No selo Vertigo, as novidades são as publicações de The Names, Frostbite: Morte Gélida e do volume 3 de Escalpo.
Já no quesito Marvel, serão publicados pelo menos dois volumes da nova fase do Venon (por ocasião do novo filme que terá a criatura como protagonista), Ben Reily: Aranha Escarlate, Coleção Histórica Marvel: O Incrível Hulk (volumes 5 a 8), uma nova série da ARMA X, Doutor Estranho: Império Secreto, Thor: Legado (2 volumes) e Capitão América: Legado (2 volumes). Nas publicações de luxo, teremos Pecado Original e Vingadores vs. X-Men.
Outros universos como Star Wars também terão novas publicações: Darth Vader: Fim dos Jogos e O Último voo do Harbinger. O volume final da série Valente, de Vitor Cafaggi, está previsto para a CCXP e todos os volumes anteriores serão reimpressos. Para quem gosta de Millarworld, Renascida chega em breve.
Finalmente, na parte de mangás, foi reforçado o anúncio de alguns títulos que já haviam vazado pelo ISBN: The Promised Neverland e Dragon Ball Super. Além deles, Boruto – Next Generation e Dr. Stone também foram confirmados e estão previstos para agosto. Todos os lançamentos serão publicados em papel off white, seguindo o novo formato adotado pela editora.
A Panini disponibilizou para o Anime Friends os lançamentos Jojo parte 1: Phantom Blood, Fire Force, Black Clover e The Irregular Magic School (Mahouka).
Fechando os anúncios de mangás, foram confirmados o título Bungo Stray Dogs e as novels de Sword Art on Line: Aincrad e The Last: Naruto The Movie.
Foi um sábado cheio de surpresas, com lançamentos e anúncios para todos os gostos. Conte pra gente nos comentários quais títulos você pretende adquirir!
Depois de nos deixar com aquele gostinho de quero mais no ano passado, finalmente Castlevania está de volta com dobro de episódios. Tendo data de 26 de outubro, a série volta com 8 episódios continuando a história da primeira temporada.
A história baseada no jogo e com roteiro assinado por Warren Ellis aborda a história do último membro vivo do desonrado clã Belmont, e este tentará salvar a Europa oriental da extinção pelas mãos do próprio Vlad Dracula Tepes. Trevor Belmont, o último sobrevivente de seu clã, não está mais sozinho.
Ele e seus companheiros correm para achar uma maneira de salvar a humanidade da extinção pelas mãos de um Drácula enlouquecido pela dor e seu sinistro conselho de guerra de vampiros.
A segunda temporada de Castlevania será lançada na Netflix em 26 de outubro de 2018.
Castlevania – 2º Temporada
8 episódios
Diretor: Sam Deats
Roteirista / Produtor executivo: Warren Ellis
Produtores executivos: Adi Shankar, Fred Seibert, Kevin Kolde www.netflix.com/castlevania
Chamado de Betrayal of Comrades, o DLC de Sword Art Online: Fatal Bullet foi lançado essa semana trazendo novidades para novo jogo da série. No DLC teremos novos adversários, novos chefes, novo inimigos e novos personagens.
Já começa com a chegada de Clarence e Shirley, de Alternative Gun Gale Online, que estão disponíveis para ajudar. Além disso temos novas missões serão oferecidas, e uma nova área na residência dos jogadores.
Mas você não comprou o DLC? Tem um modo Free-for-All incluso numa atualização gratuita para todos os jogadores de Sword Art Online: Fatal Bullet. E o que faz esse modo? Ele coloca oito atiradores em um mapa para batalharem uns contra os outros. Assim os jogadores acumulam pontos por eliminações de outros participantes, e os perdem quando são derrotados.
Gostou do que vem no DLC? Então fique sabendo que Betrayal of Comrades para Sword Art Online: Fatal Bullet já está disponível para PlayStation 4, XBOX ONE, e PC via STEAM, por $9.99 (dólares).
Hoje começa a 15ª edição do Anime Friends e a Panini Comics marcará presença em mais um ano. Mas as novidades já começam pra quem está indo esperando descontos, porque os fãs terão ainda desconto de 20% em todos os produtos da editora.
Palestras Panini Comics
7 de julho
17 às 18 horas
Haverá bate-papo com Levi Trindade, editor líder da Panini . E teremos o retorno de alguns mangás que estão no hiatoo como Kimi Ni Todoke, Ataque dos Titãs, Vinland Saga, Bestiarius, entre outras.
Batepapo com Editoras Brasileiras de Mangá
8 de julho
14 às 16 horas
Também representada por Levi Trindade, a Panini participará, junto com outras editoras brasileiras de mangás, de painel sobre o mercado brasileiro e as últimas novidades editoriais.
10 títulos no Anime Friends
Entre os lançamentos na área de mangás, estarão disponíveis as primeiras edições das publicações Black Clover, que conta a aventura mágica e fantástica de um garoto que almeja o posto de “Rei Mago”, a fim de provar sua força e cumprir uma promessa; The Irregular at Magic High School, a história de dois irmãos que ingressam em um colégio de magia e são separados por turmas, tendo de conviver em duas realidades distintas, sem deixar de ser uma família, e encarar a discriminação; Fire Force, que destaca as aventuras de um garoto com o poder de fogo nos pés que sonha em ser herói para salvar a população de um caos, e Jojo’s Bizarre Adventure, um dos lançamentos mais esperados, cujo título conta a saga da família Joestar em seu combate a forças sombrias e do mal.
Em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, haverá Turma da Mônica Jovem 19 – “Japão nosso de cada dia”, nova revista com a história do casal Prit e Lohgann, dois jovens brasileiros que vivem no Japão e possuem um canal no YouTube com mais de 2 milhões de seguidores; Chico Bento Moço 57 – “A profecia”, nesta Chico tem seu futuro revelado por cartas de uma cigana e descobre que as profecias podem ser reais, e o aclamado Jeremias – Pele, graphic novel que aborda o racismo de maneira forte, sensível e necessária.
Durante a feira, a Panini também anunciará duas novas publicações: o cartoon Rick & Morty, edição de luxo da HQ divertida com as insanas aventuras do gênio depravado Rick Sanchez, sempre na companhia de seu neto esquisito Morty, enquanto atravessam universos e dimensões onde a falta de senso impera, e Batman & A Liga da Justiça, com a história de Gotham, conhecida como a metrópole com a maior taxa de criminalidade do país, onde Batman precisará de ajuda para restabelecer a paz destruída por Coringa, seu arqui-inimigo. A data em que ambas as publicações estarão disponíveis para compra será anunciada nas redes sociais da editora.
Já na área de colecionáveis, o grande destaque será o lançamento do álbum de figurinhas oficial do Dragon Ball Super. O livro ilustrado oficial conta com 180 cromos, sendo 40 deles especiais, além de um pôster exclusivo da animação. Os melhores momentos da Batalha dos Deuses e da Ressurreição de Freeza estarão contemplados nas 32 páginas. Os cromos estampam ainda o perfil dos consagrados personagens Goku, Vegeta, Trunks, Gohan, Goten, Beerus, entre tantos outros ícones da série.
Anime Friends 2018
6 a 9 de julho
sexta, das 12h às 21h
sábado e domingo, das 10h às 22h;
segunda, das 10h às 20h Estande: A2, entre a rua A e B – próximo ao auditório 2 Local: Anhembi Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – São Paulo (SP) www.animefriends.com.br
Gosta das aventuras do Deku e do All Might? Então fique sabendo que a franquia está recebendo um jogo de luta para PlayStation 4, Xbox One, PC (via STEAM) e Nintendo Switch chamado de My Hero One´s Justice.
E para a alegria de todos a Bandai Namco aproveitou e divulgou alguns personagens novos nesse jogo de luta. Teremos nada menos que o Gran Torino, o Herói Profissional aposentado e reverenciado professor de All Might e Izuku Midoriya; e Muscular, o sádico integrante do Esquadrão de Ação da Vanguarda, da Liga dos Vilões. Gran Torino poderá ricochetear pelos campos de batalha em uma velocidade quase impossível de se rastrear, enquanto a “Muscle Augmentation” de Muscular aprimora suas habilidades (e seu próprio físico) para níveis super-humanos.
O jogo ainda trará um Modo História que poderá ser jogado pelas perspectivas dos Heróis e dos Vilões. E poderemos customizar os personagens, permitindo que os jogadores coloquem seus próprios toques peculiares nos uniformes de cada Herói e Vilão, acrescentando peças do universo do mangá/animê.
My Hero One´s Justice será lançado dia 26 de outubro.
Fãs de Black Clover já podem comemorar, porque a Bandai Namco anunciou Closed Beta do jogo Black Clover: Quartet Knights e este terá um teste fechado para PlayStation4 nos dias 15 e 16 de Julho.
Mas você sabe quando exatamente serão esses Closed Beta? A Bandai Namco mandou uma relação com horários e estamos aqui divulgando pra quem gosta do jogo.
15 de Julho de 2018
6:00 am – 9:00 am (Horário de Brasília)
02:00 pm – 5:00 pm (Horário de Brasília)
10:00 pm – 1:00 am (Horário de Brasília)
16 de Julho de 2018
5:00pm – 8:00pm (Horário de Brasília)
Como faço pra jogar?
Faça o download do cliente do jogo na PlayStation Store para participar e este estará disponível no dia 9 de Julho até às 11:59PM da mesma data.
Ajude com feedback
Participando desses betas, você será direcionado a um site multilíngue onde poderão deixar suas opiniões e feedback geral sobre a experiência com o game.
DLC Exclusivo
Jogou Closed Beta? Então você acaba levando pra casa um DLC exclusivo que contém duas novas opções de cores para os personagens jogáveis.
Black Clover: Quartet Knights será lançado no dia 24 de Setembro para PlayStation 4 e PC (via STEAM).