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Nos tempos de Kurosawa (a história sobre os 4 importantes cinemas da Liberdade)

Na terceira e última parte da matéria especial da Folha de São Paulo, foco principal do texto, a comemoração de 100 anos do Kurosawa. O jornal decide investigar a história dos 4 principais cinemas japoneses que existiam no bairro da Liberdade, em São Paulo.

É uma pena que no centenário do Kurosawa, pouco sobrou do país. Seja porque Cine Niteroi teve que ser demolido para construção da avenida Radial Leste-Oeste. Hoje, o que sobrou no lugar é um jardim mal preservado que não faz jus a importância que esse cinema teve no país.

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Texto da Folha de São Paulo

Nos tempos de Kurosawa

No dia do centenário do maior cineasta japonês, morto em 1998, Folha recolhe lembranças do famoso circuito de cinemas da Liberdade

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Fachada do Cine Niterói, que funcionou na av.Galvão Bueno entre 1953 e 1968, junto com restaurante, hotel e salão de festas

FERNANDA EZABELLA
REPORTAGEM LOCAL

A casa que lotava para ver o tilintar das espadas de samurai, nos filmes épicos de Akira Kurosawa, hoje só enche em dia de evento gospel. No bairro da Liberdade, em São Paulo, não há mais rastros da efervescência cinéfila da colônia japonesa, que por três décadas viu nascer e morrer quatro salas de cinema exclusivas para filmes japoneses: Cine Niterói, Cine Tokyo, Cine Nippon e Cine Jóia.

Na ocasião do centenário de Kurosawa (comemorado hoje), o mais importante cineasta japonês, morto em 1998 aos 88 anos, a reportagem foi atrás das memórias dos frequentadores desse circuito da Liberdade, que chegavam a dar volta no quarteirão em dia de lançamento, eles de terno e gravata, elas de vestido.

A sala mais antiga, o Cine Niterói, foi construída do zero, em 1953. Além dos dois andares de cinema, com 1.500 poltronas, havia um restaurante, um hotel e um salão de festas que chegou a receber exposições de Manabu Mabe (1924-1997).

“O cinema foi construído com muito feijão”, lembra o japonês Susumu Tanaka, 96, sobre os carregamentos que fazia por fazendas do interior do Paraná, que ajudaram a pagar o empreendimento do irmão mais velho. “Deixávamos de jantar e ia todo mundo ao cinema”, diz Tanaka, que deixou a cidade de Osaka aos 10 anos.

Com a chegada dos outros três cinemas, distribuidoras japonesas se instalaram na região e passaram a trazer astros para divulgar os filmes, como Toshiro Mifune, o predileto de Kurosawa, e Yuzo Kayama, uma espécie de Roberto Carlos oriental. As companhias também ganharam exclusividade nas salas: a Toho, por exemplo, que tinha obras de Kurosawa e Eizo Sugawa, se aliou ao Cine Tóquio e, mais tarde, ao Jóia.
“O Cine Jóia era todo esculhambado, sujo, os banheiros cheiravam mal”, lembra o monge budista Ricardo Mario Gonçalves, 68, que na época era um badalado tradutor de legendas da Toho, incluindo diversos de Kurosawa, como “Viver” e “Trono Manchado de Sangue”. “Já o Nippon era o mais jeitosinho, as meninas todas uniformizadas, como aeromoças.”

O “menos” japonês
A fama de Kurosawa, que já naquela época era considerado um gênio, ganhador de diversos festivais e um Oscar por “Rashomon” (1950), fazia com que seus filmes fossem além da Liberdade, chegando também ao Ipiranga ou Odeon. Isso levou muitos cinéfilos que viviam no circuito japonês a tachar a obra de Kurosawa de “muito ocidentalizada” ou “carne de vaca”.

“Rejeitar Kurosawa virou um sinal de distinção”, conta o pesquisador Alexandre Kishimoto, autor de uma tese sobre os cinemas, apresentada neste mês na USP. “Os não-nikkei [não descendente de japonês] que passaram a frequentar as salas da Liberdade tiveram a oportunidade de conhecer muito mais do cinema japonês do que só os filmes de sucesso dos festivais.” Foi assim que críticos e cineastas brasileiros, como Carlos Reichenbach, passaram a conhecer, antes mesmo dos europeus, japoneses como Ozu, Naruse e Gosho.

Produtoras japonesas tinham base em São Paulo

Segunda parte da matéria especial da Folha de São Paulo resgatando o cinema japonês no Brasil, agora falando das produtoras japonesas no país.

Essa segunda parte mostra o quanto no passado, o Japão viu o país como um público em potencial, principalmente por ser a maior colônia japonesa do mundo. Ela mirou certo, tendo auge de 166 filmes por ano, nos cinemas brasileiros.

Infelizmente, a crise no país e a mudança de leis, exigindo a exibição de filmes nacionais, chegou a níveis alarmantes, com a pornochanchada. O que fez de uma a uma, as produtoras fecharem seus escritórios no país.

Logicamente, os cinemas sobreviveram mais um pouco, mas perderam a guerra contra o VHS.

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Texto da Folha de São Paulo

Produtoras tinham base em São Paulo

ROBERTO HIRAO
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO ADJUNTO DO “AGORA”

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Os anos 60 foram uma festa para os cinéfilos de São Paulo, que dispunham de quatro cinemas exclusivamente de filmes japoneses. Na época, o Japão era o maior produtor de filmes do mundo. Dos seus estúdios saíram obras de todos os estilos, até westerns com todos os clichês do gênero (duelos ao sol, brigas intermináveis e ataques de índios).

Todas as grandes produtoras japonesas, com exceção da Daiei, nomearam representantes no Brasil. A Toho, dona da maioria dos filmes de Akira Kurosawa, foi mais longe: abriu um escritório na Liberdade e mandou um executivo a São Paulo para controlar a exibição de suas produções. O cinema escolhido foi o pequeno Joia.
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O auditório da rua São Joaquim abrigou o Cine Tóquio, que mudaria posteriormente de nome para Cine Nikkatsu. Na praça Carlos Gomes, perto da praça João Mendes, quando o filme era de Kurosawa ia direto para uma sala da Cinelândia, na av. São João. A Shochiku, estúdio de prestígio, instalou-se num local difícil, a pequena e tranquila rua Santa Luzia.

Aos poucos o público brasileiro foi se acostumando com o cinema japonês, e aconteceram sucessos como “Corvo Amarelo” e “O Homem do Riquixá”. Mas o cinema do Japão não era mais o mesmo. O público também mudou.

Numa das sessões de um filme do diretor Tomu Uchida, um crítico entusiasmado com a sequência de filmes se levantou e, aos berros, disse: “Isto é cinema!”. O público japonês, não acostumado a esse tipo de manifestação, retirou-se da sala certo de que havia um louco lá dentro.

Cinemas da Liberdade viraram igrejas e jardim sujo

Hoje, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria que resgata o cinema japonês no Brasil na década de 60 e 80. Nessa época, foi o auge de produções japonesas no país, vinha mais de 100 filmes por ano, e todas as grandes produtoras tinham suas filiais no Brasil.

A verdade que o texto da Folha não tocou muito foi que a colônia se adaptou ao Brasil, se afastando das produções nipônicas é verdade. Agora, graças ao crescimento de locadoras piratas, aonde gravações de novelas, séries, animes fizeram a alegria da colônia, com pessoas gravando da televisão japonesa e mandando as fitas pro Brasil, e por outro lado, as empresas oficiais fechavam suas portas no país. Foi por negligência e falta de cuidado da colônia que apenas se foca em cultura e tradição, ao invés de apoiar e manter as empresas japonesas no Brasil.

Quem sabe, se a colônia tivesse agido de forma diferente, hoje o país, teria estréia simultâneas e talvez complexo de cinemas japoneses e até um circuito especializado, o que acarretaria numa divulgação e exposição maior de filmes, séries do tipo para a televisão brasileira, sem intermédios, como é hoje em dia.

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Texto da Folha de São Paulo

Cinemas da Liberdade viraram igrejas e jardim sujo


À esq., o Cine Jóia em registro dos anos 80, na praça Carlos Gomes; hoje, local abriga igreja pentecostal
FERNANDA EZABELLA
da Folha de S.Paulo

Um jardim malcuidado, ainda que protegido por grades vermelhas, ocupa hoje o espaço que foi do pioneiro Cine Niterói, demolido em 1968 para a construção de uma avenida e um viaduto. “Isso aqui aos domingos ficava cheio de japonês solteiro, como eu”, lembra o acupunturista Shigueo Matsukawa, 68, na r. Galvão Bueno.

O cinema chegou a ter uma sobrevida em outro endereço, mas fechou nos anos 80 após se entregar às pornochanchadas.

Já o Cine Jóia, na praça Carlos Gomes, virou igreja pentecostal e escola de black music, bem ao lado de um centro de umbanda e outro de espiritismo. O prédio ainda tem a mesma estrutura, mas no lugar da grande tela, um altar e tablado para eventos gospel. A sala do projecionista virou camarim.

À esq., o Cine Jóia em registro dos anos 80, na praça Carlos Gomes; hoje, local abriga igreja pentecostal e escola de black music
À esq., o Cine Jóia em registro dos anos 80, na praça Carlos Gomes; hoje, local abriga igreja pentecostal

As outras duas salas da Liberdade, Tokyo e Nippon, tiveram sorte parecida. A primeira virou igreja evangélica nipo-brasileira, e a segunda, um centro cultural que promove bailes e aulas de etiqueta japonesa.

“O cinema era a pracinha de antigamente, 50% da vida cultural da colônia era ali”, diz Nelson Hirata, 65, cujo pai foi um dos pioneiros nas projeções ambulantes de filmes japoneses pelo interior de São Paulo, tudo em 35 mm, nos anos 30. Mais tarde, a patriarca Kimiyasu abriria o Cine Nippon.

“Mas a lei que obrigava a passar filmes nacionais [brasileiros] acabou com os cinemas”, lembra Hirata, que virou lanterninha aos seis anos e programador de cinema mais tarde.

A fase áurea da Liberdade chegou a ter 166 filmes japoneses lançados num único ano, em 1963, embora a média fosse de cem, diz o pesquisador Alexandre Kishimoto. A popularização do VHS e a decadência do próprio cinema japonês colaboraram para o fim do circuito.

“Naquele tempo, íamos à Liberdade mais pelos cinemas do que pelos restaurantes”, diz Leon Cakoff, criador da Mostra Internacional de Cinema de SP, que teve pôster da 20ª edição, em 1996, assinada por Kurosawa. “Hoje a colônia se abrasileirou, e para ver um filme japonês você não precisa ver num gueto.”

Novidades de Sonic 4

O site oficial de Sonic 4, jogo que promete devolver ao Ouriço da Sega um pouco da dignidade perdida nos últimos tempos, foi atualizado com algumas novidades. Dentre elas, a confirmação do nome da primeira Zona do jogo, que se chamará “Splash Hill”, e que, como imagens anteriores mostravam, sehuirá o mesmo estilo das primeiras zonas dos jogos anteriores.

No Site também foi disponibilizado para download a música tema de Splash Hill. Uma música bem legal, lembrando as antigas trilhas sonoras dos jogos clássicos.

E o melhor: ao menos pelas imagens, o Tails não aparecerá ,o que é ótimo, pois sempre o detestei, e nada como ter apenas o bom e velho ouriço na tela.

Para os que não estão sabendo, Sonic 4 –Episode 1-, voltará às origens do personagem. com o jogo se passando após os eventos mostrado em Sonic & Knuckles, jogo lançado em 1994 para o saudoso Mega Drive.

Eu sinceramente estou com boa expectativa quanto a esse jogo. Como fã de longa data do Sonic,a esperança de ver o ouriço voltar à velha forma,esquecendo barbaridades feitas com o personagem recentemente, é algo para se comemorar.

E pior do que colocar o Sonic pra dividir jogos ou disputar corridas com um certo bigodudo que gosta de entrar pelo cano, não fica..

Sonic 4 episode 1 (Ainda não se sabe quantos “episódios” serão) será lançado para download no Verão Estadunidense (meio do ano), nas redes Online dos Consoles da geração atual.

abaixo, o trailer do jogo (que não mostra muito) além de mais imagens

Mostra homenageia os 100 anos de Akira Kurosawa


A Cinemateca Brasileira exibe entre os dias 23 e 28 de março a mostra “Kurosawa 100 Anos” em homenagem ao Grande diretor Japonês Akira Kurosawa, que completaria 100 anos no dia 23 de Março.

Serão exibidos ao longo da semana seis longas do diretor, dentre os quais, o premiado Kagemusha A sombra do Samurai e Madadayo de 1993, o último filme realizado por ele.

Também farão parte da mostra : Dora-Heita,Juventude sem arrependimentos, A Luta solitária e Ran.

 

A Cinemateca Brasileira fica no Largo Senador Raul Cardoso,207, Próximo à estação do Metrô Vila Mariana, em São Paulo.

“Kurosawa 100 Anos” tem entrada Franca.

Para mais detalhes, bem como programação e sinopse dos filmes, visitem o site oficial clicando aqui .

 

Um ótimo programa para fãs de Cinema

Viagem: Casa no Japão

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Esse post é pro pessoal que gosta quando escrevo sobre minha viagem ao Japão. Bom, eu morei por lá, por três longos meses, hospedado na casa do Minoru, um amigo que ajudou a realizar o sonho de morar no Japão.

Esse apartamento ficava num prédio em Hekinan, na frente da estação de mesmo nome. E realmente mesmo que pequeno, ele se tornou um lugar especial, principalmente porque madruguei muitas vezes no apartamento, conversando com o pessoal do Brasil.
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Ás vezes de madrugada, batia uma fome, e eu ia num konbini, na rua ao lado e andava pacas. Quando ia pra Tokyo ou outra região do Japão, quando eu via o prédio da estação, me fazia sentir em casa.

Muitas vezes, eu deixava o chuveiro ligado pra encher a banheira, enquanto assistia um episódio de algum animê ou dorama, pra tomar banho.
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Ria muito, de o Minoru deixar o ar do apartamento 30 graus, num calor absurdo, enquanto lá fora estava debaixo de zero. Resumindo, pessoal andando dentro do apartamento só de bermuda e camiseta.
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Uma das lembranças que tenho que o detergente que o Minoru comprava, tinha cheiro de laranja, quando lavava a louça, tinha um cheiro de Skitttles.
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Uma das fotos são as latas e garrafas lavadas, no Japão o lixo é separado, sendo incinerado o que não pode ser aproveitado. Todas as embalagens plásticas são lavadas e levadas pra supermercados, ou mesmo um local em que a prefeitura recolhe, e é lei, porque senão fizer e jogar no lixo comum, você será multado.
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Até o próximo post que fale sobre a viagem no Japão.
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Entrevista com Magiko Umino, autora do manga Nihonjin no Shiranai Nihongo

O site Japan Today divulgou hoje, uma entrevista com uma professora de língua japonesa, Magiko Umino, que ficou famosa ao fazer um mangá chamado Nihonjin no Shiranai Nihongo (numa tradução literal “ O Japonês que os japoneses não conhecem”. Valeu pelo toque, FX!).

Como professora, a Magiko teve um repertório de histórias com alunos estrangeiros que tem interesse pela língua japonesa. A professora acabou desenvolvendo no ano passado, o mangá Nihonjin no Shiranai Nihongo com uma coletânia de histórias baseada em sua experiência com estudantes.

O livro caiu no gosto do público japonês e alcançou o “top de vendas” por lá. O número um sendo um sucesso, Magiko fez o segundo volume que acabou de ser lançado no Japão.

Entrevista

Você ensina alunos estrangeiros de vários países diferentes. Você já notou alguma facilidade ao idioma e também alguma dificuldade ao idioma, em relação à língua nativa?

Muitos dos meus alunos chineses tem problema ao usar partículas “ka”, “wo” e “he”. Mas, nos níveis mais avançados, quando envolve um texto com muitos kanjis, eles são capazes de entender mais facilmente. Os alunos coreanos têm problemas com a pronúncia (por exemplo, “tsu” se torna “chu”). Mas as regras do idioma coreano sobre um discurso formal Keigo são bem semelhantes ao idioma japonês, então eles compreendem mais rapidamente a como usar de forma correta.

Enquanto os estudantes europeus e americanos, o kanji é maior obstáculo deles. Mas os estudantes que memorizam mais kanjis avançam mais rápido. Ao contrário dos estudantes de países da Ásia, os estudantes ocidentais quando estão aqui, os japoneses, nem sempre conversam com elas em japonês. Por isso, muitos delas parecem ter dificuldades melhorar sua conversação.

Você acha que a capacidade dos japoneses com seu idioma piorou em relação ao passado?

Eu não diria que ficou “pior”, mas certamente acho que as pessoas usam linguagem menos polida (eu inclusa). Se você assistir algum filme de 40 a 50 anos atrás, existem muitas cenas em que até mesmo pais e filhos falam uns aos outros usando expressões bastante polidas. Eles conversam mais devagar, e parece que eles utilizam um vocabulário mais variado do que fazemos agora.

Comparado a aquela época, penso que temos muitas palavras recém-criadas, e ao mesmo tempo temos um discurso que tem aumentado com o tempo, porém as palavras não tem o mesmo sabor e nem a mesma ressonância. Se isso é “pior” ou não, eu não sei…

O que você acha sobre as recentes revisões para o The Japanese Language Proficiency Test (Teste de Proeficiência na Língua Japonesa)?

De uma perspectiva de ensino, as alterações para o exame irão tornar as coisas mais difíceis, mas acho que é uma coisa boa para os estudantes. Eles vão ser julgados a partir de uma perspectiva diferente, então suas ferramentas de estudo terão que mudar também. Até agora, a memorização tem sido o foco principal, com as revisões, acho que isso vai mudar.

Qual é a coisa mais importante, na sua opinião, para os estudantes estrangeiros aprenderem o idioma japonês?

Bom, eu acho que isso vale para qualquer idioma, mas a língua é algo que nunca pode ser separada da cultura daquela região. Se você quer se tornar fluente, é importante trabalhar duro para entender a cultura e os costumes do Japão, também. Se você pensar “que é diferente”, ou “isso é interessante”, estudar provavelmente será um pouco mais facilmente.

Se você quer ler mais algumas perguntas dessa entrevista, veja (em inglês) no site Japan Today.

Fonte: Japan Now

WCS – O Público Faz o Show

Boa parte do público que prestigia o World Cosplay Summit (evento anual que escolhe os melhores cosplayers do mundo) vai ao evento devidamente caracterizado com seu personagem preferido.

A reprodução dos personagens é perfeita: gestos, expressões, detalhes no vestuário.
Muitos reproduzem com perfeição até mesmo a voz de seus personagens preferidos.

Ao vê-los de perto, temos a impressão de que os personagens ganharam vida.
Bem legal ver cosplayers do mundo todo confraternizando entre si.

O WCS resulta em um show completo, do palco à platéia.
Abaixo, algumas imagens que fiz do público do WCS 2009, no Oasis 21 (Sakae, Nagoya).

Black Storm – Jiraiya

Ja que eu falo sobre o universo automotivo ligado ao Japão, eu não poderia deixar em branco os famosos carros dos nosso heróis!
Quem nunca assistui Jiraiya, Jiban, Winspector e ficou babando nos carros fantásticos deles?

Decidi começar pelo carro que mais me chamava a atenção: Black Storm, do Ninja Jiraiya!
Para quem não sabe o Black Storm era montado na base de um Nissan 300ZX T-Top, um carro que tem credenciais de carro de corrida: Motor 3.0 V6 Twin Turbo de 300cv que o levava à 220km/h e de 0-100km/h em apenas 7,2 segs

Nissan-300ZX-1 original

Na história o Black Storm foi projetado pelo cientista, ex-aluno de Tetsuzan Yamashi, Dr. Smith, tem a função de proporcionar ao jovem Ninja, uma forma de locomoção mais rápida e eficiente, visando com isso, posicionar melhor Jiraiya na situação mais moderna vivida atualmente pelos ninjas. Após a terrível batalha contra Kanin-Dragon, teve seu veículo remodelado e re-equipado para um melhor desempenho e proteção durante suas batalhas, assim como sua armadura! (Fonte: Nipoheroes)

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Esse carro marcou uma época para todos os fãns de seriados japoneses que também curtiam carros como eu

5° Festival de Sanshin – Sanshin no Hi

No último domingo, 07 de março, foi realizado no bairro da Liberdade, em São Paulo, o 5º Festival de Sanshin – Sanshin no Hi (e não 3º, como divulgado aqui anteriormente. Desculpem a nossa falha! =P), um evento promovido pela comunidade de Okinawa em comemoração ao Dia do Sanshin (4 de março).
O sanshin é um instrumento bastante tradicional. Trata-se de um shamisen de três cordas, que surgiu em Okinawa e depois foi se expandindo para outras regiões do Japão. Foi trazido ao Brasil pelos imigrantes, e sempre era usado para animar festas da comunidade okinawana.

Alguns instrumentos raros foram expostos no festival.
Na primeira foto, um shamisen de mais de 200 anos,
e na foto logo acima, um shamisen raro,
que não existe mais em Okinawa. Perdeu-se com a 2ª Guerra Mundial.

O evento contou com a participação de diversos grupos tradicionais de shamisen, como o Ryukyu Minyo Kyokai e o Ryukyu Minyo Hozonkai. Além disso, também houve apresentações de dança tradicional (Ryukyu Buyo) e de taiko, com os grupos Requios Gueinou Doukoukai e Ryukyu Koku Matsuri Daiko. Este último, aliás, tratou de fechar o evento com chave de ouro.
Também tivemos algumas atrações internacionais, como o grupo Tontonmi e a cantora Kanako Horiuchi, que nasceu em Hokkaido e se interessou pela música de Okinawa após ver de perto uma apresentação no Japão. Ela toca sanshin há 10 anos.
“Fiquei muito contente em poder participar de um evento como este aqui no Brasil”, diz a cantora. “Me senti como se estivesse em Okinawa!”

A cantora Kanako Horiuchi, uma das atrações internacionais do evento


O auditório da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, com capacidade para cerca de 700 pessoas, lotou com este evento, o que ilustra a popularidade do shamisen entre a comunidade okinawana.
Um dos principais mestres de sanshin no Brasil, o sensei Seitoku Nakandakare, presidente do Ryukyu Minyo Kyokai do Brasil, ressaltou a importância do festival: “Eventos como este ajudam a manter as tradições de Okinawa, e, consequentemente, transmití-las para as gerações seguintes, nisseis, sanseis, yonseis, etc.” Opinião esta também expressa pelo vice-presidente da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, o sr. Shinji Yonamine, que destacou o interesse dos jovens da comunidade pelo shamisen. “É uma satisfação muito grande ver os mais jovens se interessarem pelo aprendizado do sanshin. Isso, com certeza, ajuda a preservar e a fortalecer as tradições de Okinawa.”
O sr. Yonamine foi ainda mais além, destacando também a participação de não-descendentes nos grupos de shamisen: “Hoje também há muitos não-descendentes que se interessam pelo sanshin, e aprendem a tocar o instrumento. Isso mostra que a tendência do sanshin no Brasil é crescer e se modernizar, além de promover o intercâmbio com outras comunidades. Tudo isto através de um único instrumento, que saiu de Okinawa e se tornou universal.”

A seguir, temos alguns dos momentos mais importantes do festival

Apresentação do grupo Ryukyu Minyo Kyokai (ao centro, o sensei Seitoku Nakandakare, de kimono azul):

Apresentação do grupo Ryukyu Minyo Hozonkai:


Apresentação de música e dança, com a mestra Shigeko Gushiken:

Apresentação de dança (Nanyou Chidori) – Yoriko Shimabukuro e Juliana Izu:


Apresentação de dança (Wakasyu Zei) – Saito Satoru Ryubu Dojo:



Requios Gueinou Doukoukai Eisa Daiko:



Ryukyu Koku Matsuri Daiko:








Nosso colunista Daniel “Sheider” (ao centro) junto com os membros
do Ryukyu Koku Matsuri Daiko

E foi isso, galera. Um evento super bacana, e um espetáculo muito bonito de se ver.
Parabéns aos participantes e aos organizadores do evento, pelo esforço de divulgar a bela e rica cultura de Okinawa. Chibariyo!

Por enquanto é só, pessoal. Aguardem as próximas postagens!

Opinião | O fim da colônia japonesa no Brasil

É muito estranho ouvir falar do “fim” da colônia japonesa, depois da imigração japonesa no Brasil tenha completado 100 anos com tanta força. Porém, essa é uma afirmação real que a bastante tempo tem rondado a cabeça de pessoas que trabalham voltadas exclusivamente com esse público por aqui ou no Japão.

Todos nós sabemos que o grande iceberg chamado “crise econômica” colocou em cheque a situação de muitos brasileiros no Japão. A situação ficou tão critica que o governo japonês intercedeu oferecendo dinheiro para os brasileiros voltarem ao Brasil com uma condição, não regressarem ao Japão nesse período caótico por lá.

Os números que até ano passado passavam de 50 mil brasileiros que voltaram ao seu país de origem, por terem sido demitidos no Japão se tornou um dado alarmante e principalmente nos trouxe outro dado interessante.

No Brasil, os primeiros japoneses que vieram por aqui, construíram um “mini” Japão dentro do país, trazendo tradições, costumes, cultura e comida que não existia por aqui. Hoje, esses artigos viraram moda, e alguns ficaram enraizados na cultura brasileira. Porém, os japoneses não queriam aprender português, e fizeram escolas voltados a educação do seu país com o sonho de regressar ao Japão. Como todos nós sabemos, um sonho que não se tornou realidade, já que guerras, política e até a forma de trabalho no Brasil destruíram qualquer tentativa de regressar ao país natal.

Nos anos 90, filhos e netos de muitos desses japoneses, começaram a fazer o caminho inverso e ir ao Japão como dekassegui. O Japão se tornou o segundo país mais importante no mundo e existia uma escassez de mão de obra, o que se tornou uma porta de entrada para descendentes japoneses que não tinham condições pra se manter no Brasil.

Se os japoneses fizeram um “mini” Japão quando vieram pro Brasil, os brasileiros construíram uma “mini” Brasil no Japão. Algo que é bastante criticado pelos japoneses, em que os Brasileiros não se “esforçam” pra aprender japonês e nem aprender os costumes japoneses. Porém, olha a ironia, há 100 anos atrás acontecia a mesma coisa no Brasil, e tiveram que haver interferências políticas, como a do Getulio Vargas, para que a colônia japonesa se integrasse ao país.

O que sabemos hoje, que nas últimas décadas, que a cultura japonesa tão preservada pela “colônia japonesa” na forma de organizações e representações de províncias do Japão, está sendo rejeitada pelas novas gerações. Os descentes como brasileiros gostam e se interessam por outras culturas e foi assim que decaiu o número de interessados em manter vivo o idioma japonês.
Por outro lado, o Ocidente foi invadido pela cultura pop japonesa, o que fez um número de estrangeiros sem vínculos sanguíneos com japoneses, a aprenderem e apreciar o idioma, cultura e costumes japoneses.

E enquanto essa crise, alguns brasileiro consideram que foi o momento ideal do “Japão” se livrar deles, por essa barreira cultural, também se discute o aumento de 1% para 10% a entrada de estrangeiros no país sendo uma das exigências, formação qualificada e saber o idioma japonês. Isso é muito pouco divulgado e comentado, porém na minha opinião é um caminho natural que se o Japão está mudando e passando por uma transição pós crise econômica, a maioria da mão de obra não qualificada será substituída por uma qualificada. Porém isso poderia ter sido menos doloroso, tendo um suporte para adaptação aos brasileiros, que envolveria cursos, formação e aprender o idioma. Parece caro, mas com apoio de ONGs, governo japonês ou brasileiro, muito dessa mão de obra brasileira poderia ter sido assimilada nas empresas japonesas, com condições melhores de trabalho.

Recentemente, tivemos o anúncio do cancelamento da publicação mensal Made in Japan, publicado pela JBC. Sim, uma revista que atravessou uma década, está indo pro caminho virtual, porque o público da revista, aquele descedente ou admirador da colônia japonesa, não está dando conta da publicação.

A Made in Japan é uma revista excelente que sempre trouxe as principais novidades do Japão para os brasileiros. A revista é a cara da editora JBC, que acabou mirando dos públicos depois de um tempo, a colônia com a revista e os jovens interessados pela cultura japonesa pelos mangás traduzidos em português.

Hoje, a editora JBC está reinventando e reposicionando Made in Japan, encontrando o mesmo êxito que sua linha de mangás encontrou. Assim, a revista se torna mais um ponto de que hoje, se a cultura japonesa vive, vive por um público fã da cultura oriental, porém não tem uma tradição em casa, simplesmente por são brasileiros, descendentes de outros povos como portugueses, italianos, espanhóis, e não necessariamente japoneses.

Recentemente, até alguns benefícios como bolsas bancadas por províncias japonesas, para descendentes japoneses que residem no Brasil, estão encontrando dificuldade pela ausência de interessados de ir com tudo pago pra região natal de seus avós. Resumindo, eu já recebi e-mail sobre brasileiros em geral darem sua opinião para que essa bolsa seja aberta a todos e não só a descendente daquela região.

A cultura japonesa vai manter viva, seja por sua tradição dentro dos seus lares, ou por seus festivais pelo Brasil, porém cada vez mais ela será assimilada pelos brasileiros que apreciem sua cultura, tornando mais abrangente como festas de outros povos aqui no país, como festas italianas.

Essa é uma realidade que se torna cada vez mais palpável, nesses próximos 100 anos. Você está pronto para essa nova realidade?

Obs: Essa é a opinião do autor do blog J-Wave, Giuliano Peccilli.

Para ficar na vontade: S.I.C. Kamen Rider Den-O Wing Form

Bom dia, leitores do J-Wave!

Hoje trago mais fotos do S.I.C. Kamen Rider Den-O Wing Form para vocês e agora fotos oficiais! Muito embora esse S.I.C. esteja rotulado como ‘S.I.C. Hero Saga Kamen Rider Den-O Special‘, ou seja, como ‘especial’ e com previsão de venda para o Japão apenas (como já mencionei anteriormente), nada como olhar o bonitão e pensar em como vamos conseguir essa belezinha (ou não?).

Visão frontal

Os acessórios que acompanham a Wing-form

 

As asas são um show a parte. Até de costas o bendito fica bonito!

Mais Sieg-styled que isso impossível!

Imagens de ‘Moeyo.com

 

Enfim, o S.I.C. Hero Saga Kamen Rider Den-O Special será lançado em 15 de Junho desse ano, a preço sugerido de 7,800 Yen (incluídas as taxas japonesas).