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A História das músicas dos Animes – parte 1

A trilha sonora quando criada para um filme ou uma série, muitas vezes é decisiva, tornando aquela série, inesquecível ou não. No Japão não é diferente, quando se fala em anime song ou com a contração de ambas as palavras, anisong, expressões usadas para se referir a músicas de anime.

Sendo Naruto, Dragon Ball Z ou Sawamu, a animação japonesa não é algo que deve exclusivamente a sua arte diferenciada do resto do mundo, mas a um processo de criação de diversas empresas, sendo gravadoras, estúdios de animação, emissoras, patrocinadores, agências, para a elaboração daquela série em especifico. Lógico que com os anos, a tendência só foi se tornar mais complexo o processo de criar uma série de sucesso, mas engana-se que hoje anime seja algo que deve ser apreciado apenas por fãs do gênero, principalmente formado por crianças e adolescentes, no ocidente exclusivamente falando. Uma coisa que vale ressaltar que as musicas de animes, como qualquer produção musical, sofre influências, por sua política, influências externas e mesmo de cantores que trazem consigo sua bagagem musical. No caso das anime songs exclusivamente falando, elas começaram como cantigas infantis, sendo que com o tempo acabaram tendo outras influências, tornando o que elas são atualmente.

Bravura e Heroísmo

             A música das produções de anime, principalmente nas décadas de 50 e 60, carregam em suas letras, toda um heroísmo, demonstrando toda uma proclamação de sentimentos em torno dos personagens daquele série.

              No Brasil, mesmo algumas canções tendo sido traduzidas, muitas mantiveram no original, e tanto animes como o gênero live action, o país foi invadido por produções nipônicas nessa época. Sendo National Kid, Ultraman, Super Dínamo, Sawawu, Princesa e o Cavaleiro entre outros clássicos que puderam ser assistidos em sua maioria na extinta TV TUPI, temos exemplos de canções que pareciam influenciadas principalmente de Cantigas infantis, e principalmente realizavam seu objetivo, fazendo muitos adultos saberem as letras daquelas músicas até hoje, mesmo tendo se passado vários anos. 

BIGBANG

Todo mundo que dá uma mexida no meu ipod, ou dá uma olhada no last.fm, sabe que eu sempre ouço BIGBANG. Falando de Hip hop coreano, sabemos que a maioria dos artistas da Ásia, são pré fabricados, aonde anos de treinamento e ensaios são fundamentais pra o lançamento daquele artista. Isso aconteceu com a BoA, com Rain e até mesmo casos no Japão como grupo AAA e porque não falar de grupos como Morning Musume, e AKB48. Você pode até passar da audição, mas não significa que você terá folego pro treinamento pra ser um artista pop.

 Voltando sobre BIGBANG, eles foram escolhidos aos 12 anos de idade, em um documentário exibido em 13 de agosto de 2006.

 No dia 16 de agosto, duas faixas do seu primeiro single, foram disponibilizadas na internet. We belong Together (cover da Mariah Carey) e Nunmulbburin Babo, foi um sucesso instantâneo em seu lançamento.

Tivemos o primeiro single do grupo em 29 de agosto, com as canções: canções foram: Put Your Hands Up, We Belong Together,  A Fool With Only Tears e This Love.

 No mês seguinte ao do primeiro single, o grupo emendou com o single “Bigbang is V.I.P”.

 Lançado no dia 22 de dezembro de 2006, o primeiro álbum do grupo, veio no mesmo período que o grupo comemorava seus 6 meses de mercado. Reunindo alguns sucessos dos trabalhos anteriores, como: Ma Girl, La-La-La e This Love, o álbum também trouxe algumas canções inéditas como: She Can’t Get Enough, Dirty Cash e Big Boy. 

Em janeiro desse ano, BIGBANG seguiu os passos de outros cantores coreanos, como BoA, TohoShinki, Se7en, Rain, que foi lançar seus trabalhos no mercado nipônico. Não precisa dizer que o mercado musical japones só perde pros EUA, assim a coisa mais normal do mundo, são artistas da Ásia estrear no Japão e depois tentar um espaço nos EUA.

Lançado no dia 04 de janeiro de 2008, o grupo regravou seus sucessos em inglês, no primeiro álbum do grupo no Japão. Entre os sucessos que ganharam uma nova versão foram: VIP, LA LA LA, Lies, So Beautiful, BigBang, Together Forever e Always.

Em abril, o grupo lançou seu segundo trabalho, o With U. O álbum é extremamente viciante, sendo que algumas canções colam na cabeça como fosse chiclete, em especial:  Baby Baby, Shake it, This Love e a With U. 

O sucesso do grupo também é o seu marketing, para você ter uma ideia, eles fazem propaganda até de uniforme escolar na Coreia. BIGBANG com certeza é um grupo que mesmo com membros tão novos, espanta pela qualidade sonora e surpreeende pelo seu sucesso tão rápido.

 

 

Crystal Kay – Black Music à moda japonesa

É bem verdade que Crystal Kay anda bem sumida, mesmo tendo participado ativamente em produções de grande divulgação como os filmes de Pokemon, mas com certeza as pessoas se apaixonaram pela voz dela na música Motherland, da série Full Metal Alchemist exibido por aqui pelo Animax e Rede Tv!.

O próprio Animax, ainda deu uma divulgação com seu bloco de clipes, ao exibir o clipe, Koi ni ochitara.

Perfil da Cantora

 Seu nome verdadeiro é Crystal Kay Williams e nasceu em 26 de fevereiro de 1986. Sendo japonesa de nascimento, seu pai é de origem americana e sua mãe de origem coreana.
A carreira musical veio em 1999 com o single Eternal Memories, mas o grande sucesso de Crystal Kay foi seu primeiro dueto com a dupla M-flo no qual geral dois singles em 2003. Os dois singles foram I LIKE IT (as Crystal Kay loves m-flo) e REEEWIND! (as m-flo loves Crystal Kay) (2003) que contém até músicas ao vivo de um show que o trio fez no Japão.

Na minha opinião, as melhores musicas da cantora nem são tanto as suas canções originais, mas as covers de classicos como Time after time (da Cindy Lauper) e Over to the rainbow (Mágico de Oz). Sua voz, trouxe um estilo totalmente soul a  música jpop, sendo essa mistura é muito bem vinda.

 

 

Aya Kamiki, a rainha do rock

Um dos meus grandes vícios do momento são as músicas da Aya Kamiki. Viciado principalmente por Secret Code, Pierrot e Communication Break. Conheci ela por acaso, já que ela fez um dueto postumo com a cantora Izumi Sakai, do Zard.

 Ela nasceu em10 de setembro de 1985, em Sapporo, Hokkaido, no Japão. Cantora do selo Giza Studio, ela é reconhecida na região principalmente por sua voz.

 Aya é conhecida no Japão como a Avril Lavigne japonesa, mas convenhamos, ela até que tem o mesmo timbre da Avril e faz a cover até que muito bem.

Quando criança, as principais inspirações de Aya foram Diana Ross, Whitney Houston e Mariah Carey, e inspirou ela subir aos palcos, quando criança em shows na escola.

 O grande debut da cantora veio em 2006, quando ela estrelou pela gravadora Ginza, que é conhecida no mercado por ser “anti avex”.

 A minha musica favorita dela, Pierrot é uma cover do grupo B´z e foi lançada em abril de 2006. O single figurou o nono lugar da Oricon em vendas na sua semana de estreia.

 Secret Code ficou na quinta posição de mais vendidos na Oricon. Tendo uma música bem grudenta na cabeça, Secret Code conseguiu alguns marcos como ter uma musica usada em março como abertura do programa de tv Count Down TV, outra em Detetive Conan, com a canção “Mou Kimi Dake wo Hanashitari wa Shinai” e o encerramento do programa JAPAN COUNTDOWN.

 Pra mim o melhor trabalho de Aya, foi realmente o dueto com Zard, com o single Tsubasa o Hirogete/Ai wa Kurayami no Naka de. A faixa Ai wa Kurayami no Naka de, utilizada na vigésima segunda abertura de Detetive Conan, veio o dueto póstumo, entre Aya Kamiki e Izumi Sakai.

 O próximo lançamento da Aya sai dia 3 de dezembro com seu décimo single, Sekai-wa Soredemo Kawari-wa Shinai, que é o tema do jogo da produtora Sega, chamado 428 ~Fuusa Sareta Shibuya de.

Cantora do Dream Come True no “Morning in Rio” em comemoração a 50 anos da Bossa Nova

Em comemoração há 50 anos de bossa nova, o público nipônico anda ganhando muitos lançamentos especiais, mas nada se compara ao projeto do Sergio Mendes, um dos mestres da música popular brasileira.

O novo cd de Sergio Mendes, chamado por aqui de “Encanto” e “Morning in Rio” no Japão, ganhou uma faixa toda especial para fãs da cultura japonesa e brasileira. A cantora Miwa Yoshida do grupo Dream Come True, cantou com Sergio Mendes a faixa “Lugar Comum” no álbum “Morning in Rio” que reúne 13 artistas de 5 países diferentes que fazem referencia a música brasileira. Um detalhe especial que Dream Come True já virou noticia recentemente com o single “Mata Ne” desenhado pelo autor de One Piece, Eiichiro Oda, em comemoração a 20 anos do grupo. 

Tendo artistas como Will.I.am  do grupo The Black Eyed Peas, Natalia Cole, Vanessa da Mata, Fergie entre outros, o álbum trás versões modernas de sucessos da bossa, na voz de artistas internacionais e nacionais.

Vale uma nota especial que a faixa com participação do grupo Dream Come True, a “Lugar Comum” irá sair no mundo inteiro, sendo apenas substituída nos EUA, pela artista Jovanotti.

O CD também chega ao Brasil e o show que reúne todos esses artistas, inclusive trazendo Miwa Yoshida ao país, será divulgado com mais detalhes em breve.

Músicas do álbum

H5RIBHK54ZGWUPEVKVZSKCFOFE.0.1-5

1. LOOK OF LOVE FEAT.FERGIE,THE 

2. FUNKY BAHIA FEAT.WILL.I.AM & SIEDAH GARRETT 

3. WATERS OF MARCH FEAT.LEDISI 

4. ODO-YA FEAT.CARLINHOS BROWN 

5. SOMEWHERE IN THE HILLS(O MORRO TEM VEZ) FEAT.NATALIE COLE 

6. LUGAR COMUM FEAT.DREAMS COME TRUE 

7. DREAMER FEAT.LANI HALL & HERB ALPERT 

8. MORNING IN RIO 9. E VAMOS LA(…LET’S GO) 

10. CATAVENTO(CATAVENTO E GIRASSOL) FEAT.GRACINHA LEPORACE 

11. ACODE FEAT.VANESSA DA MATA 

12. AGUA DE BEBER FEAT.WILL.I.AM 

13. LES EAUX DE MARS(WATERS OF MARCH) FEAT.ZAP MAMA 

14. Y VAMOS YA(…LET’S GO) FEAT.JUANES

Avex World Audition 2008: Gravadora japonesa abre audição mundial para estrangeiros que querem ser cantores,compositores,  dançarinos e atores no Japão

A gravadora Avex Trax, que tem artistas do Japão, como Koda Kumi, Ayumi Hamasaki, Do as Infinity, AAA, Namie Amuro, D entre tantos outros artistas mundialmente conhecidos pela música japonesa, anuncia uma iniciativa inédita. 

Comemorando 20 anos, a gravadora se tornou uma das mais rentáveis do mercado japonês e tem direitos exclusivos de algumas produtoras americanas, como a Disney. Esse ano, seguindo a tendência de novos rostos musicais serem estrangeiros, como Roma Tanaka que foi candidato do American Idol e se tornou cantor de sucesso no Japão, a Avex abre uma audição inédita em todo planeta.

Agora, não pense que será fácil, os critérios da Avex Trax são jovens solteiros de 7 a 24 anos, que além de saber cantar japonês, saiba também falar o idioma. A gravadora está recrutando dançarinos de palco, atores, atrizes, cantores e compositores, mas para isso a pessoa deve estar disposta a ir a audições no Japão caso seja escolhido.

Semelhante a outros concursos, A Avex quer que você envie um DVD, CD, MiniDvd, com o seu trabalho, para ser avaliado no seguinte endereço:

avex WORLD AUDITION 2008 Administrative Secretariat
Poste Restante
AkasakaPost Office
Tokyo, Japan 107-8880 Se você deseja  mais informações, sobre a audição mundial feita pela Avex, entre no site http://avexworldaudition.com/2008/en/ e leia as regras. Quem sabe, o novo rosto da música pop japonesa seja um brasileiro.

A feiticeira em Tóquio – Okusama wa majo

O seriado dos anos 60 chega em uma nova versão que não é a dos cinemas, mas o seriado feito pela própria Sony no Japão. Revigorado, o seriado ganhou um remake na maneira de j-drama dividido e apenas 11 episódios e foram produzidos em 2004.

Lançado em 16 de janeiro de 2006 e encerrada em 26 de março do mesmo ano. O seriado conseguiu a média de 11% de audiência quando foi exibida pela TBS. Lembrando que eles utilizaram o mesmo nome que a série original quando foi ao Japão, Okusama wa Majo, que significa “Minha esposa é uma bruxa”. 

A feiticeira e o Japão

Hoje quando vemos um anime voltado ao publico feminino, como Guerreiras Nágicas, Sailor Moon, Sakura Card Captor entre outros, devemos agradecer o sucesso da série A feiticeira quando está embarcou no Japão na década de 60. Sem a série, nunca teria se criado o gênero Mahou Shoujo (garotas mágicas). Todos os criadores mais ilustres de antigamente, já fizeram algo relacionado ao universo do Mahou Shoujo que teve sua estréia em 1966, com a série Mahou Tsukai Sally, produzida pela Toei Animation.

A série original

A série começou a ser produzida em 1964 e durou 8 temporadas se encerrando em 1972. Teve exatamente 248 episódios e veio ao Brasil em 1965, pela Rede Globo. A série estrearia no Japão, apenas um ano depois, em 1966. Aqui no Brasil, já foi exibida pela Rede Bandeirantes, rede Tv, canal 21, Warner Channel e atualmente está sendo exibida no bloco Nick Nite, no canal Nick.

A historia para quem não conhece, é sobre a Samantha, uma bruxa que decide viver como uma mortal, por isso ao se casar com James (Darrin, no original), seu marido a proíbe de utilizar magia. Uma caricatura da sociedade americana, o seriado mostra o dia-a-dia de uma feiticeira tentando ser normal. Tendo uma mãe que é uma peste, Endora, Samantha tem que ser sempre o meio termo entre ela e seu marido, gerando situações extremamente hilárias.

Não esquecendo que o dia-a-dia de James é não agência de publicidade, aonde seu chefe, Larry Tate, sempre trás bastante confusão no lar dos Stevens. A serie tem outros personagens inesquecíveis como a Tia Clara, que coleciona maçanetas e como também a prima de Samantha, a Serena, que é interpretada pela a mesma atriz.

Graças ao lançamento do filme, o seriado a Feiticeira está sendo relançado em DVD e atualmente está na terceira temporada. O seriado sempre veio junto de outro clássico Jeannie é um gênio.

A nova série

A história começa quando Arisa, fascinada pelo mundo dos bruxos, decide vir a Terra, mas sua vassoura está com defeito e assim ela cai no Japão. Lá, ela conhece Joji Matsui, um publicitário que trabalha numa grande agência de publicidade em Tóquio. O chefe de Joji, Ichi Suzuki, quer que ele conquiste Shiroi Nomo, que está de agência. Joji com a ajuda de Arisa, consegue a vitória fazendo a agência prosperar. Enquanto isso, Joji e Arisa também se descobrem no amor e logo se casam.

Arisa promete que não pretende a se recorrer a magia, depois que se casou do Joji, mas infelizmente não será tão fácil. Sua mãe, a Daria, não lhe deixara aqui na Terra sem a condição e se tornar uma reles mortal.

Daria não mede forças para ter sua filha de volta ao mundo das bruxas, por isso Arisa deve evitar ao máximo as mágicas que ocorre dentro de sua casa, chamando atenção de seus vizinhos no bairro. Além disso, Shiroi Nomo, o chefe de Joji, sempre está na cola em casa e Arisa precisa parecer a mais humana possível lá.

Será que a Arisa ira desistir da vida que construiu na Terra, para voltar ao Mundo das bruxas? Isso só vendo a série que segue a mesma temática cômica do seriado no qual foi baseado.

Lembrando, que a série tem como ponto mais similar ao original, por causa da personagem Daria, que é muito parecida com a Endora. Os demais personagens não tem nada de semelhante ao seriado original. Lógico que as mudanças devem ser feitas, primeiro porque o mundo mudou desde que o seriado original foi produzido e segundo porque o seriado se passa no Japão e não nos EUA.

Agora temos algumas ressalvas, Arisa não mexe o nariz igual a Samantha, mais precisamente ela não precisa de tal movimento para fazer suas magias. A promessa que Arisa fez sobre não usar mais seus poderes, ela seguiu a risca, diferente da serie original. Por isso, não estranhe se o seriado, você ver apenas os parentes de Arisa usando seus feitiços.

Curiosidades

  • Além do Japão, outros países entraram na onda de remake sobre a série feiticeira. Atualmente está sendo exibido na Argentina a série Hechizada, que é uma associação da Telefé com a Sony Entertainment. A série também ganhou remakes na Índia e no Chile.
  • A série Okusama wa majo foi lançada no Japao com vinhetas aonde reproduzia o tema original da feiticeira. Lembrando que ela utiliza o mesmo nome de quando a serie foi lançada no Japão, que significa “Minha esposa é uma bruxa”.
  • A série depois que foi exibida pela TBS e posteriormente foi lançada em 6 dvd´s.

Animax: O outro lado da moeda com a morte da Locomotion

A Animax está chegando em julho, mas a Locomotion está se despedindo sem ninguém perceba isso.  Tudo bem que a Locomotion de uns anos pra cá começou a ruir e inserir campanhas mexicanas em sua rede e nunca foi muito boa de desenhos por ser totalmente alternativa, mas anos antes da invasão anime pelo canal, tivemos um excelente canal que não perdia pra nada em relação a desenhos.

Um bloco de animações em especial era o que mais agradava aos saudosistas da Rede globo dos anos 80 e 90. Nele tivemos desenhos clássicos como: He-man, She-ra, Novas aventuras de He-man, G-Force, Flash Gordon antigo e Flash Gordon novo. A verdade é que a maioria destes era exibidos no Show da Xuxa no fim dos anos 80 e inicio dos anos 90, com exceção do novo Flash Gordon que foi exibido junto com os animes na Rede manchete na segunda metade dos anos 90. Ainda tínhamos mais tarde uma exibição de um anime carismático chamado Barão Vermelho, pena que a dublagem era horrível, mas era um remake de uma famosa série de tokusatsu, e tinha potencial para continuar na emissora até os dias de hoje.

Num segundo momento, a programação da Locomotion mudou radicalmente e três animes estrearam o que fizeram a Locomotion se tornar conhecida pelo que ela é hoje. Evangelion chegou a ser anunciado nos jornais da época, como Folha de São Paulo, sobre a mudança do canal e o investimento em animes. Tivemos os excelentes Saber Marionette J e Caçadores de Elfa, vide que considero a melhor dublagem do canal para Caçadores de Elfa. Graças ao sucesso dessa leva, tivemos diversos animes exibidos aos sábados e domingos, que era ovas e movies. Passou por ali: Saber Marionette R, Akira, Macross, Esquadrão das Virgens, Saber Marionette J again entre tantos outros.

O grande sucesso de Evangelion, gerou maratona de 24 e 48 horas da série na locomotion, além da compra da segunda temporada de caçadores de elfa e Saber Marionette J to X. Tivemos uma verdadeira invasão de animes, aonde passou Cyber Team Akihabara, Cowboy Bebop e até anunciaram Ranma nessa época, mas infelizmente não foi exibido. Podemos fechar essa saga com Lain e ExDriver entre outros animes.

Infelizmente a Locomotion que começou a se dedicar a animes, com poucas animações fora desse padrão como Duckman e South Park, mas o canal começou a demonstrar sua fragilidade. O canal vinha avisos que a emissora começou a exibir comerciais para melhorar o canal em programação. Víamos comerciais da Quanto e de uma banda mexicana. 

A cartada final da Locomotion veio nos moldes do que aconteceu com o canal Teleuno, aonde a Sony comprou para evitar concorrência. Construindo um novo canal aos poucos, a Locomotion melhorou sua imagem, melhorou as legendas equivocadas e migra para o seu fim. Animax nem de longe vai lembrar o que foi a Locomotion, mas muitos animes nessa transição vai se perder, como o Esquadrão das Virgens, Evangelion e Caçadores de elfa que não foram renovados pela nova gerência da Locomotion.

Para aqueles que curtiam a dublagem zuada de South Park também fica um adeus para essa galera. Sem comentar os comerciais nonsense do canal que também desapareceram.

Que venha o Animax, mas nunca se esqueça da história que a Locomotion escreveu nos canais a cabo.

Clamp e os Policiais Duklyon

O pessoal que está acostumado em ver associado o nome Clamp em sucessos como Guerreiras Mágicas (que abriu as portas da televisão para o Clamp e como também abriu as portas dos mangás junto com Sakura), Chobits, X, Angelic Layer, Sakura Card Captor e até o recente Tsubasa Chronicles, talvez até duvide que elas já tenham tocado no assunto tokusatsu, mas sim, elas já fizeram um trabalho homenageando os Policiais do Espaço Gaban, Sharivan e Sheider – que são os Policiais Duklyon.

No total de dois volumes lançados nos anos de 1992 e 1993 para a Kadokawa Comics e faz parte do mesmo universo que Clamp Campus Detective, Please, 20 Mask´s? (20 ni Onegai), Tokyo Babylon e X. O mangá já foi lançado em diversos países graças ao sucesso do nome Clamp e da qualidade de suas obras, e vale dizer que fez sucesso nos EUA, onde foi lançado pela Tokyopop.

Antes de falar da série em si, as referências aos policiais do espaço são explícitas, mesmo que o mangá tenha um visual que lembre a série Samurai Warriors (exibida na extinta TV Manchete). Para a infelicidade de muitos, não existe nem uma série live-action e muito menos um anime dessa série, mas existe um Music Vídeo criado na década de 90, chamado Clamp in Wonderland, onde os dois aparecem rapidamente num visual totalmente Metal Hero, na pose de transformação.

A série

Tudo começa quando dentro do campus Clamp estão ocorrendo diversos tipos de problemas, desde roubos como surgimento de vilões, o que leva os fundadores do campus a criar uma organização secreta que cuida rapidamente e sutilmente desses casos. Surge assim, a Campus Cop Duklyon, com dois trajes dados aos calouros Kentaro Higashikunimaru e Takeshi Shuukaidou.

A dupla de heróis mais estranha que já se viu. Takeshi Shuukaidou odeia seu parceiro, Kentaro Higashikunimaru, e este o ama. Numa relação de amor e ódio, Takeshi é o mais sério da equipe, enquanto as piadas ficam por conta de Kentaro. Os dois são calouros e estão cursando o primeiro ano no campus. A relação de amor e ódio dos dois é o que mais chama a atenção na série. Para comprovar o “amor” de Kentaro por Takeshi é fácil. Kentaro, por ser um cozinheiro de mão cheia, está sempre preparando comidas especiais para o Takeshi. Isso não é de se estranhar já que é marca registrada numa obra Clamp ter uma pitada de yaoi ou yuri, e aqui não seria diferente.

Ainda temos a aluna veterana Eri Chusonji, que está no segundo ano, é quem coordena os dois policiais Duklyon e mantêm a disciplina do grupo. Infelizmente, ela não luta com eles, mas pode see chamada de líder.

O Campus Clamp tem a forma de um pentagrama e foi construído pela família Imonoyama (dizem serem mais ricos que o próprio governo japonês) que na verdade construiu uma cidade dentro desse campus. É um lugar aonde você pode passar a vida inteira porque cada ponta do pentagrama é uma etapa diferente da sua vida, desde berçário até a faculdade. É lógico que com as confusões que estavam ocorrendo dentro dessa cidade, seus fundadores não deixariam por menos e por isso desenvolveram as Guard Unit, unidades Duklyon coordenada pelos dois estudantes.

Seguindo clichês dos anos 80 nas séries de tokusatsu, temos monstros bizarros e historias de bravura, mas tudo num teor de brincadeira como o Clamp tirou de letra.

Outro detalhe que vale ser mencionado no trama é que eles são sempre chamados quando toca uma determinada música no campus. Toda vez que isso acontece, os dois heróis têm que inventar uma desculpa e sair correndo para se apresentarem à Eri Chusonji na base secreta que se encontra dentro do shopping Imonoyama, que obviamente fica dentro do próprio campus.

Uma coisa que os americanos não puderam entender foram as piadas do mangá. Em algumas delas, Kentaro cita coisas sobre tokusatsu. No volume um, ele faz uma brincadeira sobre o que o Jiban e o Esquadrão de resgate Winspector crêem em lutar.

Resumindo, é um prato cheio para quem gosta de seriados do gênero Metal Hero e principalmente para quem gosta de mangás do grupo Clamp. Infelizmente, não existe previsão sobre sua vinda ao Brasil, mas como a JBC trouxe vários títulos do Clamp para cá, podemos torcer que ela ou alguma outra editora traga este título para as nossas bancas, já que é extremamente curto, apenas 2 volumes.

Ficha técnica

Título original: Clamp Campus Police Duklyon
Título nos EUA: CLAMP School Defenders Duklyon
Publicado originalmente na revista: Kadokawa Shoten
Editora: Newtype 100% Comic
Publicada nos EUA: Tokyopop
Autoras: Clamp
Volume: 2
Números de ISBN: 1~4047134066 e 2~4048524070

Invasão animê na MTV italiana!

Hokuto no Ken

A MTV italiana diferente da Mtv brasileira, sempre passou animes e atualmente exibe Ranma ½ como também Slam Dunk entre diversos outras animações, mas não eram em grande quantidade como foi anunciado esse mês.

Num contrato de exclusividade entre a empresa Shin Vision e a MTV italiana, o canal irá ganhar exatamente 19 séries em sua grade a partir do dia 05 a 11 de setembro desse ano, numa maratona. Iniciando pela maratona chamada Anime Week que a MTV irá exibir animes da empresa Shin Vision. (a empresa Shin Vision disputa na Itália mercado acirrado de animações nipônicas entre a Yamato Vídeo e as editoras Panini comics e DeAgostini)

Muitos animes que vão estrear na MTV italiana, nós já tivemos o privilégio de assistir como Samurai X, Arjuna, Hellsing, Street Fighter II Victory entre outros.

É curioso que um canal de música esteja agregando em sua programação essa quantidade de animações nipônicas, só demonstrando que a invasão de animações não está sendo só por conta do Animax, nas outras partes do planeta.

Infelizmente até o momento a MTV Brasileira não demonstra nenhum interesse de ter sua grade animações nipônicas e nem americanas

Lista em italiano dos animes que vão estrear na MTV italiana:

KEN IL GUERRIERO LA TRILOGIA

I wish you were here – vorrei tu fossi qui

INITIAL D

RAHXEPHON

NIGHTWARRIORS DARKSTALKER’S REVENGE

ALI GRIGIE

ARJUNA LA RAGAZZA TERRA

DOKKOIDER

GAD GUARD

GIANT ROBO

GODANNAR

GUNPARADE MARCH

GUNSLINGER GIRL

HEAT GUY-J

HELLSING

IKKI TOUSEN LA BATTAGLIA DELLE SUPER MAGGIORATE

I’LL – GENERATION BASKET

LEI, L’ARMA FINALE

L/R LICENSED BY ROYALTIES

MIRAGE OF BLAZE

PLEASE*TEACHER!

PRETEAR, LA LEGGENDA DELLA NUOVA BIANCANEVE

SAMURAI DEEPER KYO

STREET FIGHTER II VICTORY

TEHXNOLYZE

XX ANGEL RABBIE