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Jão fala sobre criação de “Memórias Póstumas” em entrevista inédita ao Spotify

Após mais de um ano longe dos holofotes, Jão começa uma nova fase de sua carreira com Memórias Póstumas. Antes do lançamento do álbum, o cantor conversou com a jornalista Carol Prado na sede do Spotify, em São Paulo, em um bate-papo que aborda a criação do novo trabalho e as referências que ajudaram a construir sua sonoridade.

Na entrevista, Jão explica como enxerga a composição e o papel das palavras em sua música. Para o cantor, Memórias Póstumas representa uma síntese de algo que sempre esteve presente em seu processo criativo: a capacidade de atribuir significado às coisas por meio da escrita.

“O que me encanta em Memórias Póstumas é que é um álbum que resume muito o que a composição sempre foi pra mim: se nada significa nada, então eu dou significado às coisas com as palavras.”

Segundo Jão, a faixa “Literatura” concentra especialmente essa ideia e funciona como uma espécie de resumo do conceito que atravessa o álbum.

Referências dos anos 90 e influência de Madonna

Durante a conversa, o artista também comenta o processo de construção estética de Memórias Póstumas e sua relação com a sonoridade dos anos 1990.

Entre suas referências está Madonna, principalmente pela maneira como a cantora conseguiu transformar temas considerados complexos em músicas acessíveis para um público amplo.

Jão também fala sobre a própria identidade artística e aponta três elementos que considera fundamentais para definir sua assinatura: as letras, a composição e sua voz.

“As minhas letras, a minha composição, o meu timbre, a minha voz.”

Jão explorou novas possibilidades para a voz

O trabalho vocal também ganhou espaço durante a produção do disco. O cantor conta que passou a explorar mais sua região médio-grave, buscando novas texturas para a voz.

O processo incluiu ainda a preservação de algumas gravações realizadas durante a fase de demos do álbum.

“Trabalhei muito mais a minha região médio-grave, tenho gostado muito de explorar e usar algumas ferramentas, como minha voz é um instrumento e como posso achar novas texturas.”

Entre as outras revelações da conversa, Jão afirma que Marisa Monte continua sendo seu feat dos sonhos.

Ao final, o cantor aproveita para deixar uma mensagem aos fãs que acompanharam sua trajetória durante o período afastado dos palcos:

“Tô com saudade de vocês, a gente se vê muito em breve. Contem comigo!”

A entrevista completa com Jão e Carol Prado já está disponível no YouTube.

MacacuCine reúne cinco produções paulistas entre filmes selecionados para 2026

O MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar terá cinco produções paulistas entre os filmes selecionados para sua 18ª edição. Realizado entre 14 e 23 de agosto, em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, o festival reúne 184 filmes de 16 estados brasileiros e nove países, com programação gratuita presencial e online.

Entre os destaques do estado estão três produções que disputam prêmios na Mostra Competitiva Universitária: “Sonhadores do Exército”, de Diadema; “Um lugar para voltar”, de Franco da Rocha; e “À mesa”, produzido na Região Metropolitana de Sorocaba. A seleção também inclui “Memória de Pivete”, rodado em Caieiras, e “Entrevista com Fantasmas”, do cineasta paulista Lincoln Péricles Maximiano Pinto.

O festival recebeu neste ano 402 inscrições, vindas de 21 estados brasileiros e dez países, e espera receber cerca de seis mil espectadores, principalmente estudantes da rede pública de ensino.

Três produções paulistas disputam prêmios

Representando Diadema, “Sonhadores do Exército” está entre os concorrentes da Mostra Competitiva Universitária. Dirigido por Sheyva Santos Schek, o curta de 18 minutos foi realizado com apoio da Universidade Anhembi Morumbi.

A história acompanha três jovens brasileiros que partem para a guerra carregando sonhos diferentes. Francisco quer honrar a mãe, José deseja se tornar músico e Maitê pretende salvar vidas. Inspirado em acontecimentos relacionados à Força Expedicionária Brasileira (FEB), o drama aborda como a guerra interfere nos projetos pessoais e como a memória permanece mesmo depois do conflito.

De Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, vem “Um lugar para voltar”, dirigido por João Ítalo de Freitas e representante da Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

Com apenas sete minutos, o filme propõe uma reflexão sobre tempo, pertencimento e os vínculos afetivos que participam da construção da identidade.

A seleção paulista da Mostra Universitária também conta com “À mesa”, curta de 11 minutos dirigido e produzido por Breno da Silva Fernandes Oliveira. A produção foi realizada como parte da formação do cineasta no curso de Cinema e Audiovisual do CEUNSP, em Salto e Itu.

Infância, periferia e memória do cinema

Fora da competição principal, a Mostra Livre apresenta outros dois filmes ligados à produção paulista.

Rodado em Caieiras, “Memória de Pivete”, de Pedro Bernardino Martine Santi, acompanha um grupo de crianças durante a Copa do Mundo de 2006. O curta de 16 minutos parte da relação dos personagens com o futebol brasileiro para abordar infância, amizade e os sonhos de crianças da periferia.

O filme é assinado pela Mangueio Filmes, coletivo de produção audiovisual independente que atua nas periferias de São Paulo desde 2019, produzindo documentários, filmes e videoclipes.

Já “Entrevista com Fantasmas”, do cineasta paulista Lincoln Péricles Maximiano Pinto, aborda a própria memória do cinema. O curta de dez minutos acompanha o encontro entre um cineasta e uma jovem atriz que afirma ter mais de cem anos de trabalho na indústria cinematográfica.

Embora seja uma produção paulista, o filme foi rodado em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e utiliza esse encontro para discutir a memória das salas de exibição e a própria relação entre passado e cinema.

Cinema como ferramenta de educação

Criado em 2007 pela Associação Cultural Vale do Macacu, o MacacuCine utiliza o audiovisual como ferramenta de ensino e formação. Ao longo de sua trajetória, o festival realizou 18 edições no Brasil, além de quatro na Argentina e quatro no Uruguai.

Segundo a organização, mais de 1.800 filmes já foram exibidos pelo projeto, que envolveu mais de 50 escolas e alcançou mais de 10 mil estudantes, principalmente da rede pública.

A edição de 2026 terá cinco mostras: Escolar, Universitária e Micro Curtas, que são competitivas, além das mostras Livre e MICE Cuba.

Os filmes das mostras Escolar e Universitária poderão ser assistidos e votados pelo público a partir das 18h de 14 de agosto, pelo canal do MacacuCine no YouTube e pelo site oficial. A Mostra de Micro Curtas terá votação pelo Instagram.

Além das sessões, o festival promove oficinas, palestras, rodadas de negócios e outras atividades voltadas à formação audiovisual.

Entre as iniciativas permanentes estão o MacacuCine nas Escolas, o Circula MacacuCine, o Macacu Cineclube, o Portal CinEduca, o MacacuCine Lab e o Conecta MacacuCine.

Serviço

18º MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar
Data: 14 a 23 de agosto de 2026
Local: Cachoeiras de Macacu (RJ)
Entrada: gratuita
Programação online: YouTube e site oficial do festival

Tenda MacacuCine: 17 a 21 de agosto, das 9h às 17h
Cine Macacu: 14 a 19 de agosto, das 17h às 21h
Cinema na Praça: 20 a 22 de agosto
Premiação: 22 de agosto, às 19h, com transmissão pelo YouTube

Expolazer 2026 mostra novas oportunidades para o mercado de piscinas, de retrofit a tecnologia

Expolazer 2026 é a plataforma perfeita para ampliar conexões, realizar negócios e apesentar lançamentos para o mercado Expolazer 2026 é a plataforma perfeita para ampliar conexões, realizar negócios e apesentar lançamentos para o mercado Foto: WTF

A Expolazer 2026 chega ao fim nesta sexta-feira (14), no Distrito Anhembi, em São Paulo, apresentando um mercado de piscinas e lazer que vai muito além da construção de novos projetos. Durante a 25ª edição da feira, empresas destacaram oportunidades em áreas como internacionalização, retrofit, tratamento da água, aquecimento e tecnologias para piscinas.

Um dos exemplos é a Suall Piscinas, que encontrou no evento uma oportunidade para avançar nas negociações com o mercado latino-americano. A empresa realizou contatos com visitantes do Paraguai e pretende utilizar a abertura desse mercado como ponto de partida para uma expansão também para Argentina, Chile e Uruguai.

A estratégia vem sendo construída há três anos, período em que a empresa trabalha para adequar seus produtos às legislações locais. Na Expolazer, a Suall também apresentou o hipoclorito de cálcio para piscinas coletivas.

“Tradicionalmente, a feira nos possibilita muitos contatos com lojistas e distribuidores brasileiros, mas também está nos abrindo espaço para outros mercados”, afirma Paulo Peres, gerente de produto da empresa.

Novas tecnologias entram na piscina

A feira também funciona como espaço para apresentação de produtos que acompanham mudanças no comportamento dos consumidores.

A Brustec, por exemplo, apresentou uma banheira de gelo capaz de reduzir a temperatura da água para até 3 °C. Para a empresa, a Expolazer é uma oportunidade de reunir clientes, representantes e parceiros e apresentar novidades diretamente ao mercado.

No segmento de tratamento da água, a HTH destacou o volume de negociações e contatos realizados durante o evento. Segundo Mônica Lucena, analista de Trend de Marketing da empresa, parte dos negócios começou a ser fechada durante a feira, enquanto outras negociações devem avançar nas semanas seguintes.

Já a Rheem levou suas soluções de aquecimento para um público formado por potenciais clientes e parceiros. A avaliação da empresa é que o visitante chega à feira já interessado em conhecer tecnologias específicas, o que facilita a transformação desses contatos em oportunidades comerciais.

A Strufaldi, especializada em pastilhas cerâmicas de pequenos formatos, também registrou negócios com novos clientes, além da aproximação com compradores que já conheciam a marca.

Retrofit pode abrir novo mercado

Um dos temas que mais chamam atenção na programação técnica da Expolazer é justamente aquele que não envolve necessariamente a construção de uma piscina nova: a recuperação de estruturas existentes.

Durante uma palestra, Rinaldo Hayashii, diretor técnico comercial da HidroÁgua Piscinas e Lagos, apresentou o retrofit de piscinas como uma oportunidade ainda pouco explorada pelo setor.

A utilização de ensaios não destrutivos e sistemas de impermeabilização de alto desempenho pode permitir a recuperação de diferentes tipos de estruturas, incluindo piscinas de clubes, piscinas elevadas, piscinas naturais e projetos de maior complexidade.

A lógica é simples: em vez de substituir uma estrutura inteira, identificar suas deficiências e recuperar aquilo que ainda pode ser aproveitado.

Para Hayashii, esse mercado apresenta potencial justamente por reunir demanda, pouca concorrência e necessidade de conhecimento técnico.

Planejamento pode evitar prejuízos

Outro ponto recorrente na programação foi a necessidade de planejamento antes da execução de um projeto.

Os engenheiros Gustavo Rodrigues Sampaio e Clovis Cunha, cofundadores da Conexão Hidráulica, apresentaram exemplos de problemas causados pela compra antecipada de equipamentos e pela ausência de dimensionamento adequado.

Entre os casos discutidos estavam bombas incompatíveis com filtros, tubulações subdimensionadas e equipamentos adquiridos antes da elaboração do projeto hidráulico.

Em um dos exemplos apresentados durante a palestra, uma cliente gastou mais de R$ 10 mil além do necessário por ter comprado equipamentos sem o dimensionamento prévio.

O problema, portanto, não está necessariamente no equipamento escolhido, mas em tomar a decisão antes de saber exatamente o que o projeto exige.

Regulamentação ganha espaço no setor

A programação também colocou em discussão a regulamentação do mercado de piscinas.

Hércules Antônio da Silva Souza, chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, destacou durante a feira a importância da certificação de produtos e equipamentos utilizados no setor.

Segundo ele, a regulamentação busca contribuir para aspectos como segurança, proteção da vida humana, animal e vegetal, proteção ambiental e prevenção de práticas enganosas de comércio.

O representante também ressaltou que as regras passam por atualizações de acordo com a evolução das normas nacionais e internacionais.

A Arena de Conteúdos da Expolazer ainda recebeu discussões sobre impermeabilização, eficiência de bombas de calor, tratamento de piscinas, segurança e estratégias de marketing e vendas.

Um mercado que vai além da construção

O conjunto de discussões da Expolazer mostra uma transformação interessante no setor. A piscina deixa de ser tratada apenas como um projeto de construção e passa a envolver uma cadeia mais ampla de tecnologia, manutenção, recuperação, eficiência energética, tratamento da água e experiência do usuário.

Esse movimento também explica a diversidade de empresas presentes na feira e a busca por compradores especializados. Para quem atua no segmento, as oportunidades não estão somente em construir novas piscinas, mas também em modernizar estruturas existentes, reduzir custos operacionais e oferecer soluções mais eficientes.

A Expolazer 2026 acontece até esta sexta-feira (14), no Distrito Anhembi, em São Paulo.

MacacuCine reúne 184 filmes de 16 estados e 9 países em festival de cinema escolar

Confio, filme de Pedro Bays (RS)

O MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar realiza sua 18ª edição entre 14 e 23 de agosto, em Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro. Celebrando 20 anos de trajetória, o festival reúne 184 filmes de 16 estados brasileiros e nove países, com programação gratuita presencial e online.

Entre as produções selecionadas estão “Confio”, de João Pedro Bays Ferreira, de Porto Alegre (RS), e “Faça-se você mesma!”, dirigido por Sérgio Santos Barroso, de Guaratuba (PR), que representam diferentes vertentes do cinema independente produzido na Região Sul.

Neste ano, o festival recebeu 402 inscrições, vindas de 21 estados brasileiros e dez países. A organização espera receber cerca de seis mil espectadores, principalmente estudantes da rede pública de ensino.

Cinema como ferramenta de educação

O MacacuCine tem como proposta aproximar o audiovisual do ambiente escolar e utilizar o cinema como instrumento de educação, formação e desenvolvimento do pensamento crítico.

A programação é dividida em cinco mostras, sendo três competitivas e duas não competitivas. As disputas pelo Troféu Paschoal Guida e por prêmios em dinheiro acontecem nas categorias Mostra Escolar, Mostra Universitária e Mostra de Micro Curtas, que reúne filmes de até 30 segundos.

As produções das mostras Escolar e Universitária poderão ser acompanhadas e votadas pelo público a partir das 18h de 14 de agosto, pelo YouTube e pelo site oficial do festival. Já os Micro Curtas serão exibidos e avaliados pelo público no Instagram.

Completam a programação as mostras Livre e MICE Cuba, esta última dedicada a produções internacionais realizadas por crianças cubanas.

Produções do Sul estão entre os selecionados

Na Mostra Competitiva Universitária, o Rio Grande do Sul está representado por “Confio”, de João Pedro Bays Ferreira. Com 18 minutos, o filme concorre aos prêmios da competição e integra a seleção de produções universitárias do festival.

Já o Paraná aparece na Mostra Livre com “Faça-se você mesma!”, de Sérgio Santos Barroso. A comédia romântica de 21 minutos acompanha Luísa, que chega a Guaratuba para passar o domingo e acaba conhecendo Pedro na rodoviária depois de ser deixada esperando por uma promessa não cumprida.

O encontro casual transforma o passeio pela cidade em uma experiência marcada por conversas, bicicletas, livros e praia. O filme acompanha a aproximação dos personagens durante um dia sem grandes acontecimentos, construindo um retrato de jovens negros simplesmente vivendo suas experiências.

A produção recebeu incentivo da Lei Paulo Gustavo, em Guaratuba.

Festival mantém ações de formação durante o ano

Criado em 2007 pela Associação Cultural Vale do Macacu, o festival já realizou 18 edições no Brasil, além de atividades na Argentina e no Uruguai. Ao longo de sua trajetória, exibiu mais de 1.800 filmes, envolveu mais de 50 escolas e alcançou mais de 10 mil estudantes.

Além do festival anual, o projeto mantém iniciativas voltadas à formação audiovisual, como o MacacuCine nas Escolas, que oferece oficinas de cinema na rede pública; o Circula MacacuCine, com sessões itinerantes; o Macacu Cineclube; o Portal CinEduca, plataforma gratuita com filmes escolares e materiais pedagógicos; o MacacuCine Lab e o Conecta MacacuCine, mercado-seminário destinado a jovens realizadores.

Durante a edição de 2026, as sessões presenciais serão realizadas em diferentes espaços de Cachoeiras de Macacu, incluindo uma tenda com capacidade para 150 espectadores, o Ponto de Cultura Vale do Macacu e sessões gratuitas ao ar livre na praça central da cidade.

A programação também inclui oficinas, palestras e rodadas de negócios voltadas a jovens realizadores, além da cerimônia de premiação, marcada para 22 de agosto, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

Serviço

18º MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar

Quando: 14 a 23 de agosto de 2026
Onde: Cachoeiras de Macacu (RJ)
Entrada: gratuita
Programação online: YouTube e site oficial do festival

Exibições presenciais:
Tenda MacacuCine: 17 a 21 de agosto, das 9h às 17h
Cine Macacu: 14 a 19 de agosto, das 17h às 21h
Cinema na Praça: 20 a 22 de agosto
Encerramento e premiação: 22 de agosto, às 19h

A programação completa estará disponível no site do MacacuCine a partir das 18h de 14 de agosto.

Cachaça de R$ 16 mil com diamante é destaque da Weber Haus na Expoagas 2026

A Weber Haus vai levar mais de 80 produtos para a Expoagas 2026, em Porto Alegre, mas um deles certamente deve chamar mais atenção do que os demais. A destilaria gaúcha apresenta na feira a Diamant 21, cachaça envelhecida durante 21 anos, produzida em apenas mil garrafas e que traz um diamante verdadeiro incrustado manualmente na embalagem. O preço estimado é de R$ 16 mil.

O valor coloca a bebida em uma categoria bastante diferente daquela normalmente associada à cachaça. E é justamente essa distância entre o produto de entrada e o destilado de luxo que ajuda a explicar a estratégia da Weber Haus para a feira: apresentar um portfólio capaz de atender desde consumidores que estão começando a conhecer a categoria até colecionadores e interessados em bebidas premium.

A Expoagas acontece entre 18 e 20 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Para a destilaria, a participação tem como objetivo ampliar negócios com redes varejistas e distribuidores, além de apresentar seus diferentes produtos ao mercado.

21 anos de envelhecimento e apenas mil garrafas

A Diamant 21 é produzida a partir de um processo de envelhecimento dividido em duas etapas. A cachaça permanece seis anos em barris de carvalho e depois passa outros 15 anos em tonéis de bálsamo.

Segundo a Weber Haus, o processo resulta em uma bebida com notas florais e frutadas, incluindo referências a damasco, laranja e menta, além de nuances de baunilha, amêndoas e chocolate.

A experiência não termina na garrafa. A edição limitada acompanha um estojo de madeira nobre com vela aromática, termômetro, chave para abertura da caixa e uma roda sensorial criada para orientar a degustação.

A proposta é explorar a influência da temperatura sobre a bebida. Em temperaturas mais baixas, aparecem características de frescor e notas aromáticas, enquanto o aquecimento gradual permite perceber camadas mais intensas do destilado.

“Mais do que um destilado, buscamos criar uma peça de coleção que expressasse o compromisso da Weber Haus com a excelência”, explica Evandro Weber, CEO da empresa.

Do destilado de luxo aos rótulos tradicionais

Apesar de a Diamant 21 ser o produto mais chamativo da exposição, ela representa apenas uma pequena parte da estratégia da Weber Haus.

O catálogo apresentado na Expoagas reúne cachaças, licores, rum, vodka e outros destilados, com diferentes faixas de preço e propostas de consumo. Entre os produtos apresentados estão também cachaças envelhecidas por 10 e 12 anos, além da Cachaça 7 Madeiras, elaborada a partir de um blend de diferentes tipos de madeira.

A empresa também leva ao evento o Licor de Doce de Leite à Base de Rum, além de promover degustações durante os três dias da feira.

Uma das experiências do estande permitirá que os visitantes conheçam diferentes madeiras utilizadas no envelhecimento das cachaças e entendam como elas interferem em características como aroma, sabor e textura.

É uma abordagem interessante para uma feira voltada principalmente ao varejo: em vez de apresentar apenas os produtos, a destilaria tenta transformar o processo de produção em argumento de venda.

Weber Haus aposta na expansão do varejo

Fundada em 1948, em Ivoti (RS), a Weber Haus chegou à quinta geração da família Weber e afirma acumular mais de 180 premiações nacionais e internacionais, além de exportar para mais de 30 países.

A Expoagas, nesse cenário, funciona menos como uma vitrine para um único produto e mais como uma oportunidade para mostrar a amplitude da marca.

“A Expoagas é estratégica porque reúne compradores e distribuidores de diversas regiões. Hoje conseguimos atender desde o consumidor que tem o primeiro contato com a categoria até quem busca destilados complexos e exclusivos”, afirma Evandro Weber.

A feira espera movimentar mais de R$ 800 milhões em negócios durante os três dias. Em 2026, o espaço destinado à exposição também foi ampliado em 63%, com a incorporação de uma nova área de aproximadamente sete mil metros quadrados.

A Weber Haus estará no setor de bebidas, na Rua M.

Serviço — Weber Haus na Expoagas 2026

Data: 18 a 20 de agosto de 2026
Local: Centro de Eventos Fiergs — Porto Alegre (RS)
Estande: Rua M, Setor de Bebidas

América Latina é única região com crescimento no turismo para os EUA em 2026

Tyler Gosnell. Crédito: U.S. Travel Association

A América Latina se tornou a principal região de crescimento do turismo internacional para os Estados Unidos em 2026, mesmo diante da retração registrada no número geral de visitantes estrangeiros ao país. O cenário foi apresentado por Tyler Gosnell, diretor-geral de Turismo Receptivo Internacional da U.S. Travel Association, durante o Summer Summit da entidade, realizado em San Diego, na Califórnia.

Segundo os dados apresentados no evento, as chegadas internacionais ao redor do mundo cresceram 4% em 2025, enquanto as visitas aos Estados Unidos registraram queda de 5%. Na América Latina, porém, o movimento segue na direção oposta.

O México apresentou crescimento de 13% nas visitas aos EUA até abril, na comparação com o mesmo período anterior. A Colômbia avançou 17% até junho, enquanto a América do Sul registrou crescimento de 5,5% em 2026.

Brasil aparece entre os mercados estratégicos

O Brasil também está entre os mercados considerados importantes para o turismo receptivo norte-americano. Brasileiros ainda precisam de visto para entrar nos Estados Unidos, assim como viajantes do México, Colômbia e Argentina.

De acordo com a apresentação da U.S. Travel Association, a redução recente nos tempos de processamento dos vistos ajudou a estimular a demanda em mercados como Brasil, México e Argentina. A Colômbia, por outro lado, continua enfrentando períodos de espera mais longos.

Atualmente, o Chile é o único país latino-americano integrante do Visa Waiver Program, que permite viagens aos Estados Unidos sem a necessidade de visto para estadias de curta duração, dentro das regras do programa.

Para Gosnell, o crescimento latino-americano não está relacionado a um único fator. O aumento da classe média, a conectividade aérea e os vínculos familiares e sociais com os Estados Unidos estão entre os elementos que ajudam a explicar a demanda.

Outro fator é a possibilidade de combinar diferentes objetivos em uma mesma viagem, reunindo turismo, compras, negócios e visitas a familiares e amigos.

América Latina ganha importância para o mercado americano

A avaliação apresentada durante o evento é que o desempenho latino-americano pode servir como referência para a recuperação do turismo receptivo norte-americano em outras partes do mundo.

“A América Latina é a única região que está crescendo no turismo receptivo internacional para os Estados Unidos em 2026”, afirmou Gosnell durante a apresentação.

O executivo também destacou que o potencial da região ainda seria maior do que o volume atualmente capturado pelo mercado norte-americano.

A importância crescente da América Latina também apareceu na IPW 2026, feira internacional de turismo organizada pela U.S. Travel Association. Realizado em Greater Fort Lauderdale, na Flórida, entre 17 e 21 de maio, o evento teve a maior delegação latino-americana entre as regiões internacionais participantes, segundo a entidade.

Para o setor turístico dos Estados Unidos, o desempenho reforça a necessidade de olhar para a América Latina não apenas como um mercado tradicional, mas como uma das regiões com maior potencial de expansão nos próximos anos.

“Um Depoimento Real” leva casos de violência contra crianças ao palco em São Paulo

Jota Fernandes

A S.E.M. Cia. de Teatro, do Rio Grande do Norte, apresenta pela primeira vez em São Paulo o espetáculo “Um Depoimento Real”, montagem construída a partir de casos reais de violência contra crianças. As duas apresentações acontecem neste sábado (15), às 17h e às 20h, no FIESP Mezanino, como parte da programação da MIACENA 2026. A entrada é gratuita.

Com atuação de José Neto Barbosa e direção da argentina Monina Bonelli, integrante do Teatro Bombón, de Buenos Aires, a peça nasceu de um processo de pesquisa e intercâmbio entre artistas brasileiros e argentinos. O texto tem como ponto de partida “Los Titanes”, da dramaturga argentina Paola Traczuk.

A história acompanha uma criança que está prestes a prestar um depoimento e encontra na imaginação uma maneira de expressar experiências que não consegue verbalizar diretamente. Entre brincadeiras, desenhos e fábulas, aquilo que inicialmente parece apenas um jogo infantil começa a revelar uma situação de violência.

Entre imaginação e silêncio

A montagem utiliza o universo infantil para abordar um tema difícil sem transformar a criança apenas em vítima da narrativa. A imaginação passa a funcionar como uma forma de comunicação, enquanto a peça coloca em discussão a dificuldade de identificar situações de violência e a importância da escuta, do afeto e das redes de proteção.

Depois das duas sessões, o público poderá participar de um bate-papo com a equipe. A conversa amplia a proposta da montagem e abre espaço para discutir os temas apresentados em cena.

“Um Depoimento Real” também já recebeu reconhecimento da crítica especializada. Ivana Moura, integrante da Associação Internacional de Críticos de Teatro (AICT), destacou a delicadeza da atuação e a abordagem de um assunto complexo pela montagem.

O espetáculo começou a ser experimentado no final de 2025, com apresentações em Natal e Recife realizadas em espaços culturais alternativos, pinacotecas e centros de acolhimento social.

A circulação continua em 2026 com a participação na MIACENA e apresentações previstas em cidades do interior do Nordeste. Para 2027, a companhia também prevê uma apresentação internacional.

MIACENA 2026

As apresentações fazem parte da terceira edição da MIACENA – Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais e Alternativos, realizada em São Paulo entre 11 e 22 de agosto.

A programação reúne mais de 50 atividades em 19 espaços da cidade, entre espetáculos de teatro, dança, circo, performances e ações formativas.

Idealizada por André Acioli e Dani Angelotti, a mostra busca aproximar as artes cênicas do público ao ocupar tanto espaços tradicionais quanto locais alternativos da cidade.

Serviço

Um Depoimento Real – S.E.M. Cia. de Teatro

Data: 15 de agosto de 2026
Horários: 17h e 20h
Local: FIESP Mezanino – Avenida Paulista, 1313, Bela Vista, São Paulo
Referência: em frente à Estação Trianon-Masp do Metrô
Entrada: gratuita
Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada sessão, limitados a dois por pessoa
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos + bate-papo
Texto: Paola Traczuk
Direção: Monina Bonelli
Atuação: José Neto Barbosa

Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte cancela 6ª edição por falta de patrocínio

crédito: Virgínia Dandara

A Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte não será realizada em 2026. A organização anunciou nesta quinta-feira (13) o cancelamento da sexta edição do festival, que estava prevista para outubro, após meses de tentativas de captação de recursos.

O projeto havia sido aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e também na Lei Rouanet, mas a aprovação não foi suficiente para garantir a realização do evento. Sem conseguir patrocinadores dentro do prazo necessário, a equipe decidiu interromper a edição deste ano.

Criada em 2021, a Semana se consolidou como um dos espaços dedicados à circulação e discussão do cinema negro brasileiro e internacional em Belo Horizonte. Ao longo de cinco edições, o festival exibiu quase 300 filmes e reuniu mais de 30 mil pessoas em sessões, debates e atividades formativas.

“A interrupção acontece depois de cinco edições que consolidaram a Semana de Cinema Negro no calendário cultural de Belo Horizonte e no circuito do cinema negro brasileiro e internacional”, afirma Layla Braz, idealizadora do festival.

Segundo ela, a iniciativa se tornou um espaço de circulação de filmes e profissionais, formação e encontros entre realizadores, pesquisadores, estudantes, críticos e público.

Festival já havia recebido cerca de 300 inscrições

O impacto do cancelamento também atingiu diretamente a programação que estava sendo preparada para 2026.

Uma das principais ações seria a mostra Cine Escrituras Pretas, voltada a obras de realizadores negros brasileiros. A chamada recebeu cerca de 300 inscrições, mas o processo de curadoria sequer chegou a começar diante da falta de recursos para a realização do evento.

A SemanaLab, iniciativa ligada ao festival que promove cursos e atividades para profissionais do audiovisual de Belo Horizonte e região metropolitana, também não conseguiu recursos para realizar sua terceira edição neste ano.

Nas cinco edições anteriores, a Semana manteve sua programação gratuita e ocupou espaços como o Cine Humberto Mauro e o Cine Santa Tereza. O festival também promoveu atividades voltadas para crianças e estudantes, além de ações de acessibilidade, debates e encontros com profissionais brasileiros e estrangeiros.

Entre os convidados que passaram pelo evento estão a arquivista de cinema Annabelle Aventurin, responsável pela conservação e distribuição dos arquivos do cineasta mauritano Med Hondo, e o cineasta norte-americano Charles Burnett, homenageado com um Oscar Honorário.

O problema está na captação

Para Layla Braz, o caso expõe uma dificuldade que vai além da própria Semana: ser aprovado em uma lei de incentivo não significa que o projeto terá os recursos necessários para acontecer.

Segundo a organização, o festival conseguiu autorização para captar recursos tanto pela legislação municipal quanto pela Lei Rouanet. O desafio foi encontrar empresas e pessoas físicas dispostas a efetivamente patrocinar a iniciativa.

Na avaliação de Layla, o aumento da quantidade de projetos aprovados na lei municipal não foi acompanhado por uma expansão proporcional do limite anual de renúncia fiscal.

“Se temos 12 meses para captar, o ideal seria que esse valor também ficasse disponível durante os 12 meses”, afirma.

A realizadora também aponta dificuldades para projetos realizados fora do eixo Rio-São Paulo conseguirem atrair grandes patrocinadores por meio da Lei Rouanet.

“Os patrocinadores só estão atrás de eventos de grande porte, que eles sabem que vão dar um retorno muito grande para eles em publicidade”, afirma.

Financiamento de iniciativas de cinema negro preocupa profissionais

A pesquisadora, curadora e professora Tatiana Carvalho Costa, presidente da Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), considera que a interrupção da Semana precisa ser observada dentro de um cenário mais amplo.

Para ela, a redução do interesse institucional por iniciativas relacionadas à diversidade também tem atingido eventos dedicados aos cinemas negros.

“A Semana de Cinema Negro é um lugar muito rico e fértil de circulação de filmes, circulação de pessoas, encontros e discussões extremamente qualificadas sobre as perspectivas do cinema brasileiro”, afirma.

Tatiana destaca ainda que a Semana faz parte de uma rede de eventos dedicados aos cinemas negros e que o debate sobre financiamento dessas iniciativas tem sido recorrente entre profissionais do setor.

Na avaliação da pesquisadora, a retração de investimentos pode comprometer não apenas os festivais, mas também a circulação de filmes, a geração de trabalho no setor audiovisual e a criação de espaços para discussão e reconhecimento da produção negra.

Ela cita ainda mudanças ocorridas no cenário internacional após o aumento de compromissos corporativos relacionados à equidade racial a partir de 2020. Segundo Tatiana, parte desses investimentos posteriormente perdeu força, movimento que também teria reflexos no Brasil e na América Latina.

Festival movimenta uma cadeia além das sessões

A interrupção também representa uma perda para profissionais que dependem da realização de eventos culturais para trabalhar.

Segundo estudo da Oxford Economics, encomendado pela Motion Picture Association, a indústria audiovisual brasileira sustentou 608.970 empregos em 2024 e contribuiu com R$ 70,2 bilhões para o PIB naquele ano. O levantamento considera impactos diretos, indiretos e induzidos da atividade.

No caso da Semana de Cinema Negro, a estrutura envolve não apenas exibição de filmes, mas também curadoria, produção, formação, comunicação, acessibilidade e participação de profissionais convidados.

A cineasta Asaph Agatha Luccas, que participou da edição de 2025 com o filme VBP, destaca justamente a dimensão do encontro proporcionado pelo festival.

“Foi uma das experiências mais especiais em festivais na minha carreira”, afirma. Segundo ela, a Semana criou um ambiente de troca entre realizadores, curadores e um público majoritariamente negro.

Cancelamento repercute entre cineastas

O anúncio provocou manifestações de profissionais do audiovisual nas redes sociais.

O diretor Gabriel Martins, da Filmes de Plástico, reagiu ao cancelamento incentivando a organização a buscar alternativas para manter o festival.

Outros cineastas também destacaram a importância da Semana para a circulação e o encontro de profissionais negros.

Para Layla Braz, entretanto, a decisão pelo cancelamento ocorreu porque já não havia tempo hábil para organizar uma nova edição com a estrutura necessária.

A interrupção de 2026 também pode fazer com que o festival precise passar novamente pelo processo de aprovação nos mecanismos de incentivo para tentar viabilizar uma edição em 2027.

Apesar do cenário, a organização afirma que pretende continuar buscando alternativas para retomar o evento.

“Não vamos desistir de buscar possibilidades para a realização do festival. Seguimos no desejo de realizar um evento que traga dignidade para os profissionais envolvidos, novos olhares e acolhimento para realizadores e o público”, afirma Layla.

Discovery Kids celebra aniversário de Luna com programação especial neste domingo

O Discovery Kids prepara uma programação especial para celebrar o aniversário de Luna, protagonista de O Show da Luna!. Neste domingo, 16 de agosto, o canal oficial do Discovery Kids Brasil no YouTube exibirá episódios da 8ª temporada da animação ao longo do dia.

A seleção reúne histórias que acompanham Luna, Júpiter e Cláudio em novas descobertas, partindo de perguntas sobre temas como o motivo pelo qual rimos, a origem da pipa e a invenção do cinema.

Especial também será exibido na TV

A comemoração também chega ao canal linear do Discovery Kids, que exibirá o bloco “Feliz Aniversário, Luna!” a partir das 11h10, com a mesma seleção de episódios.

Para quem quiser acompanhar outras aventuras da personagem, todas as temporadas de O Show da Luna! também estão disponíveis na HBO Max.

Onde assistir

Feliz Aniversário, Luna!
Data: 16 de agosto
YouTube: canal oficial do Discovery Kids Brasil, ao longo do dia
Discovery Kids: a partir das 11h10
HBO Max: todas as temporadas disponíveis

Papagaios resgatados do tráfico internacional ganham novo lar no Zoo de São Paulo

Divulgação Zoo São Paulo

Uma operação de combate ao tráfico internacional de animais silvestres, realizada em outubro de 2025, acabou dando origem a uma nova etapa de conservação no Zoológico de São Paulo. Nove papagaios que sobreviveram à apreensão de ovos no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, agora fazem parte do Bosque da Conservação do Zoo.

São seis papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e três papagaios-charão (Amazona pretrei), duas espécies ameaçadas que chegaram ao zoológico em março, quando tinham aproximadamente cinco meses de vida.

Antes de serem apresentados ao público, os animais passaram por quarentena, exames e avaliações clínicas na área técnica da instituição. Nesta semana, o grupo foi transferido para o novo espaço, onde passou a dividir a área com outras espécies ameaçadas, como ararinhas-azuis, araras-azuis-de-lear e jacutingas.

Dos ovos apreendidos aos novos moradores do Zoo

A história das aves começou em 26 de outubro de 2025, quando agentes do Ibama apreenderam 24 ovos de aves durante uma fiscalização no Aeroporto Internacional do Galeão.

Segundo o órgão ambiental, uma passageira estrangeira tentava deixar o país levando os ovos escondidos sob as roupas e presos ao corpo com meias de nylon. O material estava em estágio avançado de desenvolvimento e foi encaminhado para atendimento especializado.

No dia seguinte, parte dos ovos começou a eclodir. Os filhotes passaram a receber cuidados intensivos e acompanhamento especializado. Dos 24 ovos apreendidos, nove resultaram em animais que sobreviveram e posteriormente foram destinados ao Zoológico de São Paulo.

A chegada ao Bosque da Conservação representa, portanto, mais do que uma mudança de espaço. As aves agora entram em uma nova fase, voltada à formação de futuros casais reprodutivos.

Aves podem contribuir para programas de conservação

O papagaio-de-cara-roxa e o papagaio-charão fazem parte do Plano de Ação Nacional para as Aves da Mata Atlântica, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

As duas espécies também estão contempladas em iniciativas da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), que trabalham com manejo e reprodução planejada sob cuidados humanos.

A intenção é formar, ao longo do tempo, populações geneticamente diversas em ambientes controlados. Dependendo dos resultados, descendentes podem futuramente ser destinados a diferentes programas e ações de conservação.

Papagaios ameaçados no Brasil

Embora tenham a plumagem predominantemente verde, as duas espécies possuem características bastante distintas.

O papagaio-de-cara-roxa é encontrado na Mata Atlântica do litoral sul de São Paulo e do Paraná. A espécie possui testa e região dos loros vermelhas, além de coloração arroxeada no vértice e na garganta e áreas azuladas nas laterais da cabeça.

Já o papagaio-charão ocorre em áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Entre suas características mais marcantes estão a máscara e partes das asas vermelhas.

De acordo com a classificação apresentada pelo release, o papagaio-de-cara-roxa é considerado quase ameaçado de extinção, enquanto o papagaio-charão é classificado como vulnerável.

A chegada das nove aves ao Zoo acontece justamente no Dia Nacional do Papagaio, celebrado em 12 de agosto, e reforça o papel de instituições zoológicas na recuperação, manejo e reprodução de espécies que enfrentam diferentes ameaças na natureza.

Serviço

Zoológico de São Paulo
Av. Miguel Estéfano, 4241 – Água Funda

Funcionamento:
Segunda a sexta: 9h às 17h, com entrada até 16h
Sábados, domingos e feriados: 8h30 às 18h, com entrada até 17h

Ingressos: R$ 99,90

Guaraná Antarctica e PlayStation realizam final da Liga Guaraná neste domingo em São Paulo

Divulgação

A Liga Guaraná chega à decisão neste domingo, 16 de agosto, em São Paulo. Realizado por Guaraná Antarctica em parceria com PlayStation, o campeonato nacional de EA SPORTS FC reúne os quatro jogadores que sobreviveram às etapas online para disputar o título presencialmente no Shopping Cidade São Paulo.

A competição foi realizada dentro do PlayStation Tournaments e recebeu mais de 10 mil inscrições de jogadores de todo o Brasil. Depois da fase Open e das etapas classificatórias, apenas quatro competidores garantiram vaga na grande final.

A decisão terá entrada gratuita e contará com uma arena dedicada ao campeonato, além de telão para que o público acompanhe os confrontos.

Premiação chega ao PlayStation 5 Pro

O vencedor da Liga Guaraná receberá um PlayStation 5 Pro. O segundo colocado levará um PlayStation 5, enquanto o terceiro ganhará um controle sem fio DualSense premium. O quarto colocado receberá um controle adicional ou um headset da PlayStation.

A final também encerra a primeira grande iniciativa de Guaraná Antarctica no universo gamer em parceria com a PlayStation, desenvolvida sob o conceito “Sede de Jogar É Coisa Nossa”.

Além da competição, o público poderá participar de atividades gratuitas no Shopping Cidade São Paulo. Até sábado (15), a ativação oferece estações de PlayStation 5 para partidas de EA SPORTS FC, chute a gol digital e distribuição de brindes.

No domingo, antes da decisão, haverá ainda um Meet & Play com jogadores da FURIA, das 15h às 16h. Os visitantes poderão disputar partidas de EA SPORTS FC ao lado dos jogadores da organização.

Confira a programação da final

10h às 14h – Ativação aberta ao público
Experiência gratuita com estações de PlayStation 5 para partidas de EA SPORTS FC™, chute a gol digital, distribuição de brindes e outras ativações de Guaraná Antarctica.
 

15h às 16h – Meet & Play com jogadores da FURIA
O público poderá jogar partidas de EA SPORTS FC™ ao lado de jogadores da FURIA. Os vencedores das disputas receberão brindes exclusivos.
 

16h às 20h – Final da Liga Guaraná
Decisão do campeonato nacional em arena dedicada, com telão e espaço para o público acompanhar as partidas.

Serviço

Liga Guaraná – Final
Data: 16 de agosto, domingo
Local: Shopping Cidade São Paulo
Entrada: gratuita

‘A Maldição do Tubarão’ chega ao Adrenalina Pura+ nesta quinta-feira

O suspense A Maldição do Tubarão chega nesta quinta-feira, 13 de agosto, ao catálogo do Adrenalina Pura+. Dirigido por Mark Clark, o longa acompanha uma equipe de biólogos marinhos que parte para a América Central para investigar um comportamento incomum de tubarões, mas acaba descobrindo uma história muito mais perigosa por trás de uma lenda local.

A investigação coloca os personagens em contato com diferentes espécies de tubarões enquanto eles tentam entender o que está provocando as alterações de comportamento. A situação rapidamente transforma a expedição científica em uma luta pela sobrevivência.

Tubarões reais entram em cena

Um dos elementos que diferencia A Maldição do Tubarão dentro do gênero é a decisão de utilizar tubarões reais nas filmagens, em vez de recorrer a CGI ou animais mecânicos.

O longa apresenta cenas com tubarões-brancos, tubarões-martelo, tubarões-tigre e tubarões-touro, registrados no mar durante a produção.

A escolha aproxima a proposta do suspense de uma experiência mais ligada ao ambiente natural, enquanto coloca os personagens diante de uma ameaça que não depende exclusivamente de efeitos visuais para funcionar.

Filme estreia no streaming

A Maldição do Tubarão estreia no Adrenalina Pura+ em 13 de agosto. O serviço é voltado a produções de ação, suspense e terror e está disponível por assinatura em plataformas como Prime Video, Apple TV, Claro TV+ e Roku.