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Review | Fading Echo

Poucos jogos conseguem construir toda a sua identidade em torno de uma única ideia. Em Fading Echo, essa ideia é a água. Seja em estado líquido ou em vapor, ela é trabalhada aqui muito além de um power-up: é uma mecânica essencial para explorar seus cenários.

Desenvolvido pela Emeteria e publicado pela New Tales, tive contato com o jogo durante a gamescom latam 2026. Na época, ele já impressionava pela beleza, pelos cenários grandiosos e pelos personagens carismáticos.

Agora, em sua versão final, com dublagem brasileira e grandes nomes da dublagem nacional, Fading Echo entrega não só uma aventura, mas uma experiência que sabe falar português e que diverte.

Com personalidade de sobra e bastante original, Fading Echo é um jogo que vale a atenção. Não apenas pela dublagem, pela proposta ou até pelo preço convidativo, mas pela experiência que consegue construir. E é exatamente isso que vamos conversar por aqui.

Quando a movimentação é tão importante quanto o combate

Giuliano Peccilli

A protagonista One pertence a um mundo devastado pela corrupção conhecida como Paradox, uma força que ameaça consumir Corel e suas realidades paralelas, chamadas de Shadows. Em busca das antigas Fontes Æthéricas, capazes de restaurar o equilíbrio do mundo, ela inicia uma jornada que mistura descobertas pessoais, mistérios sobre seu passado e batalhas contra criaturas corrompidas.

Mas a história nunca tenta carregar o jogo sozinha. Cabe ao jogador explorar e entender os limites daquele mundo. E é justamente nesse processo que One percebe que não está mais em Kansas. Sua mãe sabia que havia algo muito maior por trás de tudo aquilo, e agora ela também está envolvida nessa história.

Desde os primeiros minutos, fica claro que a habilidade de transformar One em uma esfera de água muda completamente a forma como o jogador interage com os cenários. Em vez de apenas correr e escalar obstáculos, é possível deslizar por tubulações, atravessar pequenas aberturas, ganhar impulso para alcançar plataformas distantes e utilizar a própria física da água para criar novas possibilidades de exploração.

É uma mecânica simples de entender, mas que recebe novas camadas conforme habilidades adicionais são desbloqueadas. E é aqui que One passa a atravessar grades, transportar itens dentro de sua forma de água e combinar outras habilidades para pular mais alto ou até mudar seu estado físico, como no caso do vapor, utilizado para alcançar lugares mais altos.

O resultado é uma progressão natural. Você vai se acostumando com cada nova habilidade até que ela se torna parte da personagem e, consequentemente, cada vez mais necessária para sobreviver naquele mundo.

Jogabilidade com estratégia e criatividade

Giuliano Peccilli

No combate, Fading Echo também evita seguir o caminho tradicional. Na forma de água, One pode criar poças para atrapalhar inimigos de fogo, congelá-los ou simplesmente usar o cenário a seu favor. Em alguns momentos, inclusive, pular no momento certo pode ser suficiente para empurrar um inimigo de um penhasco.

Se o adversário é de fogo, a água pode ser utilizada para congelá-lo. E é justamente nesses detalhes que os confrontos exigem não apenas habilidade, mas criatividade para descobrir a melhor maneira de derrotar cada inimigo sem sair machucado dali.

É um sistema que conversa diretamente com a proposta apresentada pela campanha de divulgação: “Become Water”. E, felizmente, não fica apenas no discurso.

É importante frisar que, mesmo oferecendo inúmeras formas de jogar, isso não impede que o jogo seja desafiador. Cada nova habilidade aumenta a complexidade, mas tudo acontece na medida certa, tornando o aprendizado bastante natural.

Em determinado momento, One descobre que pode utilizar um dispositivo que a transfere para diferentes áreas. É aqui que você pode parar em uma “fase” de fogo ou de neve, o que exige ainda mais domínio sobre suas habilidades e sobre as diferentes possibilidades oferecidas pela água.

A identidade visual

Giuliano Peccilli

Outro aspecto que merece destaque é sua direção de arte. Fading Echo segue uma direção completamente diferente de muitos jogos atuais, deixando de lado o excesso de neon e os tons escuros para apostar em cenários bastante coloridos.

Tons quentes dominam boa parte da aventura, enquanto os efeitos produzidos pelas habilidades aquáticas criam um contraste constante durante a exploração.

A sensação é de estar explorando uma pintura em movimento. Os cenários conseguem transmitir beleza sem abrir mão da sensação de decadência provocada pelo avanço do Paradox.

É uma combinação que funciona justamente porque o jogo não precisa transformar cada cenário em um espetáculo visual. Existe uma identidade própria ali, e ela ajuda a reforçar a sensação de que estamos descobrindo um mundo que já foi muito diferente do que encontramos.

Muito além da One

Giuliano Peccilli

A história funciona melhor quando One percebe que não está sozinha. É aqui que Vellum e o próprio Echoverse despertam curiosidade, mas o roteiro evita excessos e prefere revelar informações aos poucos.

Muitas vezes, o próprio cenário ajuda a complementar a construção daquele universo. Isso acaba expandindo a mesma sensação de aprendizado presente na jogabilidade: assim como One aprende novas habilidades, o jogador também vai descobrindo aos poucos como aquele mundo funciona.

O roteiro também sabe equilibrar seus momentos mais sérios com diálogos que conseguem arrancar algumas risadas. Essa combinação ajuda a criar uma protagonista carismática, que está tão perdida sobre o próprio mundo quanto o jogador.

E isso funciona muito bem para a proposta da aventura.

Boa localização

Giuliano Peccilli

Fading Echo já era um jogo que chamava atenção, mas sua localização em português brasileiro é a cereja do bolo.

Além da boa tradução das caixas de texto e de todo o jogo, não tem como não falar do elenco nacional que empresta suas vozes aos personagens.

Começando por Carol Valença, que traz para One um jeito moleca e bastante determinado, enquanto Guilherme Briggs coloca toda a sua presença em Maddock quando entra em cena.

A combinação de fontes que lembram quadrinhos com uma dublagem que faz com que esqueçamos que estamos jogando uma produção originalmente estrangeira mostra que Fading Echo acerta quando o assunto é falar português.

E isso é especialmente importante em um jogo que depende tanto de seus personagens e de seus diálogos para construir sua personalidade.

Vale a pena?

Giuliano Peccilli

Quando testei Fading Echo pela primeira vez durante a gamescom latam 2026, escrevi que havia potencial para uma das boas surpresas do ano.

Depois de jogar a versão final, confirmo que o jogo merece essa atenção. É uma surpresa bem-vinda e uma experiência que consegue entregar mais do que aquela primeira demonstração deixava imaginar.

Ao trazer a água como principal ferramenta de exploração e combate, Fading Echo encontra uma maneira bastante original de trabalhar elementos conhecidos do gênero. Ele não reinventa a roda, mas sabe utilizar sua principal mecânica a seu favor para contar sua história e construir seus desafios.

Com diálogos capazes de arrancar risadas e uma protagonista que pouco sabe sobre seu próprio mundo e sobre sua mãe, aprendemos junto com One enquanto avançamos pela aventura.

É justamente aí que Fading Echo mostra sua maior força. Ele é autoral na proposta, criativo sem complicar demais suas mecânicas e carismático sem precisar exagerar.

Não é necessário colocá-lo como o melhor jogo de 2026 para reconhecer o que ele faz bem. Fading Echo é uma experiência divertida, criativa e cheia de personalidade, que consegue transformar a água em muito mais do que uma habilidade especial.

E, no fim, talvez essa seja sua maior conquista: fazer com que uma ideia simples seja suficiente para carregar uma aventura inteira.

Ficha Técnica


Nota: 4,5 (de 5)

Fading Echo

Desenvolvedora: Emeteria
Publicadora: New Tales
Publicação na América Latina: CriticalLeap
Gênero: Ação e aventura em terceira pessoa
Protagonista: One
Elenco original: Samantha Béart, Jasmine Bhullar, Liam O’Brien, Laura Bailey, Sam Riegel e Matthew Mercer
Localização: Textos em português brasileiro
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X, Xbox Series S e PC
Lançamento: 2026

Agradecimentos a CriticalLeap pela produção deste conteúdo

Amanhecer – Parte 1 e Parte 2, da Saga Crepúsculo, retornam aos cinemas em agosto

Divulgação

A Saga Crepúsculo está de volta aos cinemas. Amanhecer – Parte 1 e Parte 2, capítulos finais da franquia baseada nos livros de Stephenie Meyer, serão reexibidos a partir de 13 de agosto em unidades do Cinemark em São Paulo e Osasco.

Lançados originalmente em 2011 e 2012, os dois filmes encerraram a história de Bella Swan, Edward Cullen e Jacob Black nas telonas. Juntos, os longas arrecadaram cerca de US$ 1,54 bilhão nas bilheterias mundiais.

Os capítulos finais de Crepúsculo

Dividido em duas partes, Amanhecer acompanha os acontecimentos decisivos da relação entre Bella e Edward, começando pelo casamento do casal e avançando para o nascimento de sua filha.

A chegada da criança desencadeia novos conflitos e coloca a família Cullen diante de ameaças que podem mudar definitivamente o destino dos personagens. Ao lado de Jacob e dos demais integrantes dos Cullen, Bella precisa lidar com as consequências de sua transformação e com aqueles que passam a enxergar sua família como uma ameaça.

A reexibição acontece em meio às celebrações dos 20 anos do fenômeno literário criado por Stephenie Meyer, permitindo que fãs da franquia revisitem a história na tela grande e que uma nova geração conheça o encerramento da saga nos cinemas.

Onde assistir

A reexibição acontece a partir de 13 de agosto em cinemas Cinemark de todo o país, com sessões sujeitas à disponibilidade de cada unidade. Em São Paulo e região, o lançamento está confirmado em unidades como Shopping Aricanduva, Central Plaza, Shopping Interlagos e Shopping União de Osasco.

Nottingham ultrapassa 500% da meta no Catarse e marca estreia da EDEXS

A EDEXS, nova editora brasileira voltada a edições especiais de quadrinhos, começou sua trajetória no mercado com um resultado expressivo. A campanha de Nottingham – Edição Definitiva ultrapassou 520% da meta no Catarse, apenas seis dias após o início, ainda com 38 dias restantes.

O desempenho acontece em meio a uma discussão que acompanhou a chegada da editora ao mercado. A EDEXS se apresentou como uma editora boutique de luxo, conceito que gerou questionamentos entre leitores sobre preços, qualidade e acessibilidade das publicações.

Ao mesmo tempo, algumas peças de divulgação produzidas com inteligência artificial provocaram críticas nas redes sociais. A editora reconheceu o problema e afirmou que está reorganizando sua comunicação visual.

O que a EDEXS chama de “luxo para todos”

A proposta da editora parte de uma ideia simples: concentrar os investimentos no produto físico, em vez de construir uma estrutura promocional maior que poderia acabar refletida no preço final.

Nottingham – Edição Definitiva terá aproximadamente 320 páginas, capa dura, formato ampliado, encadernação costurada, reprodução gráfica de alto padrão e materiais complementares. O preço anunciado é de R$ 129,90.

Para a EDEXS, o conceito de luxo está relacionado ao acabamento e à experiência proporcionada pela edição, e não a transformar o quadrinho em um produto de alto custo.

A estratégia também envolve uma estrutura inicial mais enxuta para publicidade e exposição, direcionando recursos para tradução, revisão, preparação, design, lettering e produção gráfica.

IA vira ponto de revisão na comunicação

A utilização de imagens geradas por inteligência artificial em publicações promocionais foi um dos principais pontos de crítica à nova editora.

A EDEXS afirmou que o material não representa a forma como pretende trabalhar artisticamente seus livros e que está buscando uma nova equipe para cuidar da identidade visual e dos conteúdos promocionais.

A editora também reforçou que as obras licenciadas utilizam as artes originais de seus autores e que a produção das edições brasileiras envolve profissionais de diferentes áreas.

O episódio coloca a comunicação da nova empresa em um processo de revisão justamente durante sua primeira campanha pública.

Uma nova versão da lenda de Robin Hood

Escrita por David Hazan e ilustrada por Shane Connery Volk, Nottingham apresenta uma interpretação mais sombria da conhecida história de Robin Hood.

A trama coloca o Xerife de Nottingham no centro de uma investigação envolvendo assassinatos, conspirações políticas, fanatismo e criminosos que utilizam os nomes dos Merry Men.

Personagens como Robin Hood, Lady Marian e Frei Tuck aparecem na história, mas assumem versões diferentes das representações tradicionais. A divisão entre heróis e vilões também se torna menos evidente, enquanto a narrativa apresenta a lenda a partir de diferentes perspectivas.

A edição planejada pela EDEXS reúne a saga em um único volume, com atenção especial à arte de Volk.

Aposta está na edição física

Mais do que reunir uma história completa, a editora pretende trabalhar o quadrinho como um objeto de coleção.

Formato, papel, reprodução de cores, encadernação e acabamento fazem parte da proposta editorial da EDEXS. A ideia é que esses elementos contribuam para a experiência de leitura e para a durabilidade do livro.

O conceito também está relacionado ao posicionamento de preço. A editora afirma que não pretende produzir necessariamente o quadrinho mais caro do mercado, mas buscar uma edição de padrão elevado dentro de um valor considerado acessível para o público.

Resultado da campanha pode definir os próximos passos

O desempenho de Nottingham – Edição Definitiva coloca a EDEXS em uma posição interessante antes mesmo de seu primeiro lançamento chegar aos leitores. O projeto ultrapassou cinco vezes a meta original e ainda possui mais de um mês de campanha pela frente.

A resposta do público também acontece enquanto a editora ajusta sua comunicação e tenta estabelecer uma identidade própria no mercado brasileiro de quadrinhos.

Nottingham – Edição Definitiva está disponível em campanha no Catarse, com preço anunciado de R$ 129,90. A publicação reúne a obra de David Hazan e Shane Connery Volk em volume único de capa dura, com aproximadamente 320 páginas.

CineSesc recebe 37ª Kinoforum e destaca cinema fantástico, clássicos e pré-estreias

Cena de Acampamento Miasma Sexo, Adolescência e Morte

A programação do CineSesc para a segunda quinzena de agosto reúne uma seleção que passa por diferentes vertentes do cinema. Entre 13 e 19 de agosto, o espaço recebe a abertura da 37ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, além da estreia de Acampamento Miasma: Sexo, Adolescência e Morte, pré-estreias e uma sessão especial de A Professora de Piano.

A programação também mantém em cartaz A Odisseia, de Christopher Nolan, enquanto o público infantil ganha uma sessão de Moana – Live Action acompanhada de uma atividade artística do CineClubinho.

Terror e cinema europeu estão entre os destaques

Um dos principais lançamentos da semana é Acampamento Miasma: Sexo, Adolescência e Morte, dirigido por Jane Schoenbrun. O filme parte do universo dos slashers para acompanhar uma jovem diretora encarregada de revitalizar uma franquia de terror.

A produção mistura horror, humor e elementos relacionados ao universo feminino, enquanto a história coloca a cineasta diante da antiga estrela da franquia, hoje reclusa e cercada de mistérios. O filme recebeu a Palma Queer no Festival de Cannes de 2026.

Outro destaque é a sessão especial de A Professora de Piano, de Michael Haneke, que retorna em cópia restaurada para marcar os 25 anos do longa. Estrelado por Isabelle Huppert, o filme acompanha Erika Kohut, professora de piano do Conservatório de Viena cuja vida muda após o envolvimento com um de seus alunos.

Já a pré-estreia de Mirrors No. 3, de Christian Petzold, apresenta uma história de luto e reconstrução. A trama acompanha uma jovem estudante de música depois que seu namorado morre em um acidente de carro.

Mundurukuyü leva cultura indígena ao CineSesc

A programação também abre espaço para o documentário brasileiro Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe, dirigido por Aldira Akay, Beka Munduruku e Rilcélia Akay.

O filme acompanha o cotidiano da aldeia Sawre Muybu, às margens do rio Tapajós, e apresenta a relação do povo Munduruku com a floresta, a ancestralidade e sua cosmologia.

A sessão acontece em 18 de agosto, às 20h, e será seguida de um bate-papo. A entrada é gratuita, com retirada dos ingressos uma hora antes.

Kinoforum abre sua 37ª edição

O CineSesc também será palco da abertura da 37ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo.

A sessão reúne produções de diferentes países e apresenta trabalhos do Brasil, Irã, Suécia, México, Chile, França, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos. Entre os títulos selecionados estão Vê Se Você Escuta, Quer Dizer Esperança, Por Favor, Para os Oponentes, Party Princess e Periquitos.

A abertura acontece em 19 de agosto, às 20h, com entrada gratuita e retirada dos ingressos uma hora antes.

A Odisseia continua em cartaz

O épico A Odisseia, novo filme de Christopher Nolan, também integra a programação. Inspirado no poema atribuído a Homero, o longa acompanha o retorno de Odisseu a Ítaca após a Guerra de Troia, passando por figuras da mitologia grega como o Ciclope Polifemo, as Sereias e Calipso.

O filme tem sessões nos dias 14, 16 e 17 de agosto, em diferentes horários.

CineClubinho apresenta Moana – Live Action

Para as crianças, o CineClubinho combina cinema e atividades voltadas ao público infantil. Antes da sessão de Moana – Live Action, o Núcleo Artístico Tembuá apresenta Saravá Tambor nas Infâncias, com brincadeiras, cantos, percussão corporal e experiências inspiradas em manifestações populares brasileiras.

O filme dirigido por Thomas Kail é exibido em 16 de agosto, às 15h. A produção adapta para o live action a animação Moana, lançada pela Disney em 2016.

A programação do CineSesc acontece entre 13 e 19 de agosto, na Rua Augusta, 2075, em São Paulo. Os ingressos custam de R$ 6 a R$ 30, dependendo do dia e da sessão. A abertura do Kinoforum e a pré-estreia de Mundurukuyü têm entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.

Cinema brasileiro aumenta aposta em coproduções internacionais

Paolla Oliveira durante a Noite Brasil, evento integrado a cerimônia de abertura do Mercado Internacional de Cinema e TV de Xangai | Crédito: Rayane Mainara

O cinema brasileiro vive um momento de maior exposição internacional — e o próximo passo é transformar esse interesse em produção conjunta com outros países.

Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) mostram que os pedidos de Reconhecimento Provisório de Coprodução Internacional passaram de 56, em 2023, para 140, em 2025. O crescimento acompanha uma fase de maior presença do audiovisual brasileiro em festivais e mercados estrangeiros, impulsionada também pelo reconhecimento de Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional.

A movimentação chegou com força à China em 2026. Durante o Festival Internacional de Cinema de Xangai, o Brasil levou uma delegação de 80 profissionais do audiovisual, a maior participação brasileira já registrada no evento.

O grupo participou do mercado do festival por meio da Plataforma Brasil de Audiovisual, criada para aproximar produtoras, distribuidoras e outros representantes do setor de investidores e empresas estrangeiras.

China entra no radar do audiovisual brasileiro

A presença brasileira em Xangai inicialmente reuniria 16 empresas. O número acabou chegando a 22 representantes, ampliando a participação do país nas negociações realizadas durante o mercado.

A escolha da China não acontece por acaso. O país se consolidou como um dos maiores mercados cinematográficos do mundo e já possui acordos específicos com o Brasil para produção audiovisual.

Em 2017, os dois países assinaram um Acordo de Coprodução de Filmes. Seis anos depois, em 2023, a parceria foi ampliada para a televisão.

Um dos projetos apresentados em Xangai foi A Herança de Narcisa, representado no festival pela diretora Clarissa Appelt e pela atriz Paolla Oliveira.

A estratégia é relativamente simples: em vez de pensar apenas na venda de um filme pronto para outro território, produtores brasileiros passam a buscar parceiros estrangeiros ainda durante o desenvolvimento e a produção.

Isso pode significar acesso a financiamento, estrutura de produção, profissionais e, principalmente, novos mercados para as obras.

Brasil ainda olha principalmente para a América Latina

Apesar do interesse crescente por mercados como o chinês, a maior parte das coproduções brasileiras continua concentrada em países latino-americanos.

Segundo o levantamento Panorama Coproduções Internacionais Brasil 2015-2024, a Argentina é o principal parceiro do Brasil nesse período. O Acordo Latino-Americano aparece como o instrumento jurídico mais utilizado para viabilizar essas produções, representando 32% dos reconhecimentos de coprodução.

Entre 2023 e 2025, a Ancine registrou 124 obras realizadas em coprodução internacional.

O cenário mostra que a internacionalização não depende apenas de levar filmes brasileiros para festivais estrangeiros. Existe também uma tentativa de colocar o país dentro das próprias cadeias internacionais de produção.

Animação é uma das apostas

Um exemplo conhecido dessa estratégia é Irmão do Jorel, do Copa Studio, produzido em parceria com a Cartoon Network. A animação estreou em 2014 e se tornou a série latino-americana mais longeva do canal.

O gênero também apresenta uma vantagem comercial: depois de adaptadas e dubladas, as animações podem circular por diferentes territórios com menos barreiras linguísticas e culturais.

Para produtoras brasileiras, esse tipo de parceria pode representar uma forma de alcançar públicos que dificilmente seriam atingidos apenas pela distribuição tradicional.

O crescimento das coproduções também ocorre em um momento em que o audiovisual brasileiro ganhou maior visibilidade fora do país. O desafio agora é fazer com que esse reconhecimento resulte em projetos capazes de circular internacionalmente desde sua concepção.

A participação brasileira em Xangai é um dos sinais dessa mudança: mais do que apresentar filmes nacionais ao exterior, o mercado começa a ser usado para encontrar quem possa ajudar a produzir os próximos.

Cobertura Geral | Kenko Festival 2026

São Paulo recebeu, entre os dias 7 e 9 de agosto, mais uma edição do Kenko Festival. Realizado na Universidade São Judas, na unidade Mooca, o evento chegou à sua quinta edição mantendo uma proposta que foge um pouco do formato tradicional das grandes convenções geek. Em vez de concentrar toda a atenção em um único palco, o festival espalhou atividades pelo espaço e criou diferentes possibilidades para o visitante passar o dia.

A programação reuniu games, anime, cosplay, dublagem, música, tokusatsu, karaokê e atrações interativas. O resultado foi um evento com públicos diferentes compartilhando o mesmo espaço, desde quem foi atrás de videogames antigos até quem estava interessado nos convidados e painéis.

Com a sexta-feira, dia 7 de agosto, tendo acesso gratuito, o Kenko se diferencia de outros eventos da cidade também pela proposta. O festival trouxe gincanas que remetem aos antigos programas de televisão, um público bastante diverso de cosplayers, famílias e um público jovem em busca de uma alternativa aos formatos mais tradicionais.

O resultado é um evento grandioso em tamanho, mas que recupera um pouco do espírito das convenções de antigamente, com salas temáticas, atrações espalhadas e atividades que convidam o visitante a explorar o espaço. Uma característica que não apenas ajuda a diferenciar o Kenko, mas também explica parte do interesse que o festival vem despertando desde sua criação.

Os três Homens-Aranha no mesmo palco

A principal atração aconteceu no sábado, quando o Palco Principal recebeu Manolo Rey, Sérgio Cantú e Wirley Contaifer, vozes brasileiras associadas às versões do Homem-Aranha interpretadas por Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland.

Colocar os três profissionais juntos já era, por si só, uma iniciativa ambiciosa. O painel também representa algo interessante para a cultura pop brasileira: a possibilidade de reunir diferentes gerações de fãs de Homem-Aranha a partir de uma característica que atravessa os filmes e, sim, estamos falando da dublagem.

O encontro trouxe histórias de bastidores, curiosidades sobre o trabalho e, principalmente, a oportunidade de ver os três profissionais dividindo o mesmo palco.

Os três também participaram da dublagem de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, que reuniu as três versões do personagem no cinema. O encontro no Kenko, portanto, funciona quase como uma extensão daquela ideia, desta vez colocando os próprios profissionais frente a frente com o público.

E fica aquela pergunta inevitável: será que veremos novamente os três juntos em algum outro projeto?

Para quem cresceu acompanhando diferentes versões do personagem, foi um daqueles momentos que naturalmente se transformam em uma das lembranças da edição.

Games para várias gerações

Giuliano Peccilli

Se o visitante procurava videogame, também havia bastante coisa para fazer.

A Arena Retrogame apostou diretamente na nostalgia, com arcades, consoles clássicos e partidas de jogos que marcaram diferentes períodos da indústria.

O espaço organizado pelo Canal 3 complementou essa proposta com free play e raridades de videogames antigos. É uma combinação que funciona especialmente bem em eventos desse tipo porque não depende apenas da contemplação: o público pode olhar, reconhecer um console e, principalmente, colocar a mão no controle.

E há um pequeno “spoiler” para quem ainda não conhece o trabalho do Canal 3: o grupo também realiza seu próprio evento. Para quem passou pela área do Kenko, foi uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais do que eles fazem e, quem sabe, descobrir uma próxima programação para colocar na agenda.

A programação competitiva também percorreu diferentes gerações.

Na sexta-feira, os campeonatos passaram por Mortal Kombat 1 e Demon Slayer. No sábado, foi a vez de The King of Fighters 2002, Street Fighter Alpha 2 e Mario Kart. Já no domingo, o público teve disputas de Street Fighter 6 e 2XKO.

A seleção mostra uma preocupação em não tratar o público gamer como um grupo homogêneo. Há espaço tanto para quem acompanha os jogos atuais quanto para quem prefere revisitar os clássicos.

Entre o anime, o tokusatsu e a nostalgia

Giuliano Peccilli

A programação também encontrou espaço para um público que cresceu acompanhando produções japonesas.

Um dos destaques foi Adriel Jaspion, ator e dublê que participou das apresentações de Jaspion no Circo Show Tokyo Space durante os anos 1980.

Sua participação ganhou um componente ainda mais nostálgico com um show musical dedicado ao personagem. O festival também montou uma Sala Temática Metaltex, com produtos inspirados no herói.

No domingo, a música voltou ao palco com a apresentação da Sons of Sokeking, levando repertório de anime para o encerramento da programação.

Dublagem como atração

Giuliano Peccilli

A dublagem, aliás, foi um dos elementos que mais chamaram a atenção na programação do Kenko.

Além do painel dos três Homens-Aranha, o evento recebeu na sexta-feira Gabriel Verta, dublador de Rudo, protagonista de Gachiakuta. Já no domingo, foi a vez de Felipe Grinnan, conhecido pelo público dos games como a voz brasileira de Leon S. Kennedy, personagem de Resident Evil.

A presença de profissionais de dublagem em eventos geek deixou de ser apenas uma atração complementar. Para parte do público, conhecer quem está por trás das vozes de personagens conhecidos é tão interessante quanto encontrar atores, músicos ou criadores.

O Kenko aproveitou bem esse interesse ao colocar diferentes nomes da área em sua programação.

Nem tudo precisa acontecer no palco

Giuliano Peccilli

Um dos pontos mais interessantes da proposta do festival está justamente nas atrações espalhadas pelo espaço.

A Vila Kawaishu levou artistas independentes para dentro do evento, com ilustrações, acessórios, pelúcias, chaveiros, impressões, artesanato e outros produtos autorais.

É um tipo de área que ajuda a diferenciar uma convenção baseada apenas em grandes marcas de um evento que também dá espaço para quem produz dentro da própria comunidade.

Para o visitante, isso significa encontrar produtos que dificilmente aparecem nas lojas convencionais. Para os artistas, é uma oportunidade de apresentar diretamente seu trabalho a um público interessado em cultura geek.

Também havia espaço para quem queria simplesmente se divertir.

O festival contou com Karaokê Box, área de Just Dance, atividades interativas e outros espaços destinados à participação do público.

E ainda tinha a Sala do Terror

Giuliano Peccilli

Entre tantas referências a anime, games e cultura pop, a Sala do Terror trouxe uma proposta diferente, inspirada naquele modelo de atrações que aparece em eventos escolares no Japão, nos quais estudantes transformam salas e espaços em experiências de terror.

A atração apostou no horror cósmico, colocando o visitante diante de uma experiência baseada em escuridão, tensão e exploração.

A proposta não apenas atraiu o público, com grandes filas ao longo do evento, como também fez com que o próprio Labirinto “invadisse” o festival. Em alguns momentos, personagens da atração circulavam pelo Kenko e surpreendiam quem passava pelo local, provocando alguns bons sustos.

É uma daquelas ideias simples que ajudam a fazer o visitante lembrar que está em um evento diferente.

Um evento para passar o dia

Giuliano Peccilli

Outro elemento importante é a estrutura pensada para manter o público no espaço durante várias horas.

A praça de alimentação ofereceu diferentes opções de comidas, abraçando culinárias japonesa e coreana, além do tradicional fast food com lanches. Enquanto isso, a programação se dividia entre palcos e áreas de atividades.

Isso parece um detalhe, mas faz diferença em eventos desse porte. Quando a programação é espalhada, o visitante precisa ter espaços para fazer uma pausa, comer, conversar e depois voltar para as atrações.

O próprio formato da Universidade São Judas contribuiu para essa dinâmica, permitindo que o festival ocupasse diferentes ambientes.

Kenko aposta na experiência coletiva

Giuliano Peccilli

Na prática, a quinta edição do Kenko Festival mostra um evento que ainda está construindo sua identidade, mas que já caiu no gosto de parte do público paulistano.

O festival consegue conversar tanto com o modelo dos grandes eventos atuais quanto com uma ideia mais antiga de convenção, em que o visitante encontrava salas temáticas, atrações menores e atividades que faziam parte da própria experiência de circular pelo evento.

Aqui, o público tem espaço para tudo. Os gamers jogam e participam de campeonatos, enquanto a Vila Kawaishu aproxima artistas e visitantes. Os painéis colocam os convidados frente a frente com os fãs. O karaokê e o Just Dance transformam o público em parte da atração.

E foi justamente essa combinação que definiu a edição de 2026.

Mais do que apresentar grandes nomes, o Kenko oferece diferentes motivos para permanecer no evento. É possível começar o dia jogando um clássico, passar por uma área de artistas, assistir a um painel, participar de uma atividade e terminar a programação com um show.

Essa variedade provavelmente foi determinante não apenas para conquistar quem conheceu o festival nesta edição, mas também para transformar o Kenko em uma nova opção no calendário de eventos de São Paulo.

Em um mercado geek cada vez mais ocupado por grandes convenções, o Kenko encontra seu espaço ao apostar em diversidade de atrações e participação do público. Há uma sensação de que o festival não tenta simplesmente reproduzir modelos maiores, mas encontrar seu próprio jeito de fazer um evento.

E isso passa por uma característica importante: sinceridade na proposta. O Kenko não precisa depender exclusivamente de um grande nome para justificar a visita. Existe uma programação paralela capaz de sustentar a experiência.

Além disso, sendo um dos primeiros grandes eventos de cultura pop após as férias escolares, o festival mostra que o calendário paulistano não precisa ficar concentrado apenas nas tradicionais datas de julho e dezembro.

Para uma quinta edição, é um caminho interessante de consolidação. O Kenko ainda tem espaço para crescer, mas já demonstra uma identidade própria e, principalmente, mostra que existe espaço em São Paulo para eventos que entendem a cultura geek como algo maior do que uma coleção de franquias famosas.

Cobertura Geral | Gabriel Verta no Kenko Festival 2026

O Kenko Festival recebeu o ator e dublador Gabriel Verta, que conversou com o público sobre sua trajetória profissional, os bastidores da dublagem e alguns dos personagens que marcaram sua carreira. Entre eles está Rudo Surebrec, protagonista de Gachiakuta, um dos trabalhos de maior destaque do jovem dublador.

Gabriel começou na dublagem em 2019 e, aos 18 anos, já acumula experiências em diferentes produções. Durante o bate-papo, ele também relembrou uma situação curiosa envolvendo Diário de um Banana e falou sobre as particularidades de interpretar personagens com personalidades bastante diferentes.

Rudo e os palavrões de Gachiakuta

Dar voz a Rudo em Gachiakuta trouxe desafios específicos para Gabriel. O protagonista tem uma personalidade intensa e uma maneira bastante espontânea de se expressar, incluindo o uso frequente de palavrões.

Durante a entrevista, Gabriel comentou justamente sobre essa característica do personagem e sobre como a linguagem de Rudo funciona na versão brasileira.

A adaptação de diálogos para a dublagem não envolve apenas traduzir literalmente o que é dito no idioma original. É preciso encontrar uma forma de reproduzir a personalidade, o ritmo e a intenção do personagem em português, inclusive quando isso envolve gírias ou linguagem mais pesada.

No caso de Rudo, esse aspecto ganha ainda mais importância. Os palavrões fazem parte da maneira como o personagem se expressa e ajudam a transmitir sua personalidade mais explosiva. Ao mesmo tempo, a dublagem brasileira precisa encontrar um equilíbrio para que essas falas soem naturais dentro do contexto da produção.

Para Gabriel, interpretar Rudo também significa lidar com essa intensidade e encontrar a voz adequada para diferentes situações, passando por momentos de humor, irritação, ação e drama.

O personagem acabou se tornando um dos trabalhos mais importantes de sua trajetória até o momento e aproximou o dublador de uma nova geração de fãs de anime.

A descoberta de Diário de um Banana pelo Google

Giuliano Peccilli

Outro momento curioso contado por Gabriel envolve Diário de um Banana.

O dublador explicou que recebeu um teste sem saber inicialmente qual era o personagem ou qual produção estava relacionada à audição. Foi então que decidiu pesquisar o material no Google. A pesquisa trouxe uma surpresa que o projeto era Diário de um Banana, franquia que Gabriel já conhecia. Ao descobrir do que se tratava, ele ficou impressionado com a oportunidade. O teste era para Greg Heffley, protagonista da franquia.

A situação acabou se tornando uma lembrança marcante justamente pela maneira inesperada como tudo aconteceu. Gabriel não recebeu inicialmente a informação que revelava a dimensão do projeto e só percebeu do que se tratava quando foi pesquisar por conta própria.

Para um dublador que cresceu consumindo produções de entretenimento, descobrir que estava fazendo um teste relacionado a uma franquia que já conhecia tornou a experiência ainda mais especial.

Uma carreira construída desde cedo

Gabriel iniciou sua trajetória profissional em 2019, ainda adolescente. Desde então, passou por diferentes trabalhos e vem construindo experiência em áreas como atuação, dublagem e locução.

Durante a conversa no Kenko Festival, ele também falou sobre as dificuldades da profissão e sobre a necessidade de preparação para cada novo trabalho.

A dublagem exige muito mais do que uma voz adequada. O profissional precisa interpretar, compreender o personagem, acompanhar o ritmo da produção e encontrar a maneira correta de transmitir cada emoção em português.

Essa variedade também faz com que cada personagem apresente um desafio diferente. Enquanto Rudo exige uma interpretação mais explosiva e carregada de energia, outros trabalhos podem exigir uma abordagem completamente diferente.

Uma nova geração por trás das vozes

A trajetória de Gabriel faz parte de uma nova geração de dubladores brasileiros que cresceu acompanhando animes, animações, filmes e games e encontrou na dublagem uma maneira de trabalhar diretamente com esse universo.

Hoje, personagens como Rudo, de Gachiakuta, colocam esses profissionais em contato com um público cada vez maior. Para os fãs, encontros como o Kenko Festival também permitem conhecer um pouco mais sobre quem está por trás das vozes que acompanham suas produções favoritas.

Entre uma audição inesperada para Greg Heffley e o desafio de interpretar um protagonista tão intenso quanto Rudo Surebrec, Gabriel Verta vem construindo sua trajetória em uma carreira que começou cedo e já apresenta trabalhos de grande visibilidade.

O encontro no Kenko Festival mostrou justamente um pouco desse caminho em que testes e descobertas inesperadas aos desafios de encontrar a voz certa para cada personagem.

Cobertura Geral | Coletiva do Repórter Eco na TV Cultura

O Repórter Eco, programa ambiental mais longevo da televisão brasileira, inicia uma nova fase na TV Cultura. No ar desde 1992, a atração passa a ter uma hora de duração, ganha novos colaboradores especializados em meio ambiente e reformula sua linguagem para aproximar os grandes desafios ambientais da realidade cotidiana.

A nova etapa foi apresentada durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da emissora, em São Paulo. Participaram do encontro Maria Angela de Jesus, presidente da Fundação Padre Anchieta, Beth Carmona, vice-presidente de Produção e Programação da TV Cultura, Alexandre Matos, responsável pela nova fase editorial do Repórter Eco, e Cleicí Patauá, nova apresentadora do programa.

A nova temporada estreia em 16 de agosto, domingo, às 18h, na TV Cultura, com horário alternativo às segundas-feiras, às 20h.

De boletim da Rio-92 a uma hora de programação

Giuliano Peccilli

A nova fase preserva a história construída pelo Repórter Eco ao longo de 34 anos.

Durante a coletiva, Beth Carmona relembrou que o programa nasceu em 1992, no contexto da Rio-92, inicialmente como um boletim criado para acompanhar um evento que mobilizou o Brasil e ganhou repercussão internacional.

Com o passar dos anos, a atração cresceu dentro da programação da TV Cultura. O que começou como boletim passou por diferentes formatos, primeiro com 15 minutos, depois meia hora, até chegar agora a uma hora de duração.

Giuliano Peccilli

Para Maria Angela de Jesus, a expansão representa o encontro entre o legado do programa e uma realidade ambiental que mudou profundamente desde sua criação.

Quando o Repórter Eco começou, a sustentabilidade era frequentemente tratada como uma questão relacionada ao futuro. Hoje, esse futuro já está presente.

A presidente da Fundação Padre Anchieta destacou os impactos cada vez mais perceptíveis da crise climática e o papel da televisão pública em colocar o assunto no centro da discussão.

“O nosso legado é o que nos leva para o futuro.”

Para Maria Angela, a questão ambiental ultrapassa fronteiras e não pode ser entendida apenas como um problema de uma cidade ou de um país.

“O Repórter Eco construiu sua história e chega aos seus 34 anos com esse reconhecimento, com essa força, com essa credibilidade”, afirmou.

A proposta agora é preservar essa identidade e, ao mesmo tempo, encontrar novas formas de abordar os impactos ambientais.

Mais tempo para ouvir

A mudança de duração vem acompanhada de uma atualização editorial.

Beth Carmona explicou que transformar o programa de meia hora em uma hora não significa simplesmente dobrar o tempo de exibição. A ideia é criar espaço para aprofundar reportagens, ampliar entrevistas e ouvir mais pessoas.

Comunidades, cientistas, pesquisadores, especialistas e diferentes setores da sociedade passam a ter maior presença na atração.

“Ouvir mais as comunidades, ouvir mais as experiências, ouvir mais os cientistas, ouvir mais o setor, ouvir mais o dia a dia e a preocupação que está na cabeça de cada um e na vida de cada um”, explicou.

A pauta ambiental também já aparece de maneira transversal em diferentes atrações da TV Cultura, e o Repórter Eco passa a ocupar novamente um papel central nessa estratégia.

A crise climática chegou ao cotidiano

Giuliano Peccilli

À frente da nova fase editorial está Alexandre Matos. Durante a coletiva, ele explicou que uma das principais preocupações da equipe é combater o distanciamento entre a população urbana e a natureza. Para o jornalista, existe uma espécie de ruptura afetiva com a natureza.

A maior parte da população brasileira vive em cidades, mas muitas vezes não percebe como seu cotidiano está conectado aos processos naturais.

O novo Repórter Eco pretende recuperar essa conexão com temas como calor extremo, chuva, enchentes, água, árvores, concreto, alimentação e consumo passam a ser abordados a partir da realidade das cidades.

A intenção é mostrar que a emergência climática não é uma questão distante, restrita a cientistas ou governos.

Ela está relacionada à rua que alaga, à casa que fica mais quente, à falta de árvores, à qualidade da água e às condições de vida de diferentes comunidades.

Ciência aplicada à vida real

Um dos exemplos apresentados por Alexandre foi uma reportagem realizada com pesquisadores da Escola Politécnica da USP sobre pisos permeáveis.

A solução permite que a água da chuva seja absorvida pelo solo e pode ajudar a reduzir alagamentos. Mas a própria experiência também mostra que nenhuma tecnologia resolve sozinha um problema urbano.

Com o tempo, folhas, lixo e outros resíduos podem obstruir os espaços de infiltração.

A reportagem, portanto, pretende discutir tanto o potencial quanto os limites da solução.

O mesmo olhar será aplicado a temas como telhados verdes, arborização urbana e adaptação das cidades aos eventos climáticos extremos.

Um dos conteúdos apresentados durante a coletiva aborda o caso de Luiz Cassiano, morador do Parque Narandiba, no Rio de Janeiro.

Sua casa, com telhado de amianto, chegava a registrar temperaturas extremamente elevadas. A implantação de um telhado verde ajudou a reduzir o calor e acabou estimulando uma iniciativa comunitária.

Para Alexandre, histórias como essa mostram que falar de infraestrutura verde também significa discutir justiça ambiental e racismo ambiental.

Da denúncia às soluções

A nova temporada não abandona o diagnóstico dos problemas ambientais, mas pretende dedicar mais espaço a quem está buscando soluções.

Um dos exemplos é o coco do babaçu, em que se utiliza diferentes partes da planta para produzir alimentos, óleos, essências e outros produtos sem derrubar a floresta.

A reportagem apresenta o conceito de bioeconomia a partir da experiência de uma comunidade que transforma conhecimento tradicional em atividade econômica sem destruir seu território.

A proposta também aparece em histórias de pesquisadores, empreendedores e moradores que desenvolvem iniciativas de preservação e adaptação em diferentes regiões do país.

É um deslocamento importante na linguagem do programa: mostrar a gravidade da crise, mas também apresentar experiências que podem apontar caminhos para o futuro.

Novos olhares para o meio ambiente

Giuliano Peccilli

A nova temporada contará ainda com conteúdos produzidos por especialistas convidados.

Entre os novos colaboradores estão o botânico Ricardo Cardim, a divulgadora científica Kananda Eller e a oceanógrafa Katharina Grisotti.

A presença dos três amplia o espectro de assuntos abordados pelo programa, passando por botânica, divulgação científica e oceanografia, além das reportagens produzidas pela equipe do Repórter Eco.

Durante a coletiva, a equipe também apresentou a ideia de uma rede de especialistas e colaboradores que poderá levar diferentes conhecimentos para dentro da atração.

A intenção é construir um mosaico de olhares sobre os problemas ambientais brasileiros, sem limitar a discussão a um único campo de conhecimento.

Ciência e saberes tradicionais

Giuliano Peccilli

Outro eixo importante da reformulação é a aproximação entre ciência e saberes ancestrais.

Durante a coletiva, Cleicí Patauá relatou uma experiência na Amazônia envolvendo pesquisadores brasileiros e estrangeiros que trabalham com o mapeamento do DNA da floresta.

Ela esteve com lideranças quilombolas e acompanhou o cotidiano dessas comunidades, incluindo formas de manejo da terra e produção de alimentos.

A experiência também trouxe uma discussão sobre a própria relação entre ciência e comunidades tradicionais.

Durante muito tempo, pesquisadores acessaram conhecimentos existentes nesses territórios sem necessariamente estabelecer uma relação de troca com as comunidades.

A nova proposta do Repórter Eco pretende dar visibilidade a esses conhecimentos e mostrar como ciência, experiência comunitária e saberes ancestrais podem contribuir conjuntamente para enfrentar desafios ambientais.

Oceanos, biodiversidade e vida selvagem

A ampliação da equipe também permitirá aprofundar assuntos relacionados a diferentes ecossistemas.

Entre os temas previstos estão oceanos, biodiversidade, manguezais, arborização urbana e animais silvestres.

A oceanógrafa Katharina Grisotti levará ao programa conteúdos relacionados ao ambiente marinho, uma área considerada fundamental para compreender os ciclos naturais do planeta.

Durante a coletiva, a equipe destacou que os oceanos cobrem aproximadamente 70% da superfície terrestre, mas ainda recebem uma atenção menor do que sua importância para a vida no planeta.

O programa também contará com conteúdos relacionados ao trabalho do Instituto Vida Livre, que atua no resgate e recuperação de animais silvestres afetados pela expansão das cidades.

Cleicí Patauá estreia na televisão

A principal novidade da reformulação é Cleicí Patauá, advogada indígena e especialista em ESG, com atuação em justiça climática, governança territorial e fortalecimento de comunidades tradicionais, que fará sua estreia na televisão como apresentadora.

Filha de lideranças indígenas, Cleicí viveu até os 11 anos às margens do rio Unini, no Amazonas.

Sua relação com a floresta é parte fundamental da visão que pretende levar para o programa.

Durante a coletiva, ela falou sobre a chamada cosmovisão da floresta, na qual rios, animais, árvores e pessoas fazem parte de um mesmo sistema.

Ao citar o pensamento do escritor e filósofo Ailton Krenak, Cleicí destacou a ideia de que, se existe um futuro a ser imaginado, esse futuro também pode ser ancestral.

“O grande diferencial de nós, povos da floresta, é esse: a gente se enxerga como parte e não como algo superior.”

A nova apresentadora pretende levar para o Repórter Eco histórias de cientistas, empreendedores, comunidades indígenas, comunidades quilombolas e outros povos tradicionais que já desenvolvem soluções em seus territórios.

Da floresta para a cidade

Giuliano Peccilli

Para Cleicí, essa visão precisa chegar também às cidades e ela destacou que tudo o que acontece na floresta chega, de alguma maneira, aos centros urbanos. Ao mesmo tempo, decisões tomadas nas cidades produzem impactos sobre a floresta e sobre as comunidades que vivem nela.

Por isso, o programa pretende falar de água, comida, ar, produção, consumo, economia e cultura, relacionando esses temas às mudanças climáticas.

A apresentadora também destacou a necessidade de discutir como as cidades podem se preparar para enchentes, secas, ondas de calor e outros eventos extremos.

“Falar de meio ambiente e falar de crise climática é, antes de qualquer coisa, falar de pessoas”, afirmou.

A proposta é levar ao público não apenas o alerta sobre a gravidade da situação, mas também histórias capazes de produzir esperança e mostrar possibilidades concretas de transformação.

Hélio da Silva leva suas árvores para a TV Cultura

Giuliano Peccilli

O encerramento da coletiva teve um momento simbólico.

O aposentado Hélio da Silva, conhecido pelo trabalho de recuperação ambiental na Zona Leste de São Paulo, participou do encontro e plantou uma árvore de Jequitibá-rosa no jardim da Fundação Padre Anchieta, sede da TV Cultura.

Hélio começou seu trabalho de plantio em 2003 e já ultrapassou a marca de 41 mil árvores plantadas, principalmente na região do Parque Linear Tiquatira.

Seu trabalho ajudou a transformar uma área degradada em um corredor verde urbano, com grande diversidade de espécies.

A experiência de Hélio também fará parte do Repórter Eco.

Sua participação sintetiza uma das ideias centrais apresentadas durante a coletiva: a transformação ambiental também pode começar por iniciativas individuais que, com o tempo, ganham dimensão comunitária.

A árvore plantada por Hélio ficará no jardim da TV Cultura, ao lado de espécies como pau-brasil, quaresmeira, ipê-amarelo e seringueira, além de árvores frutíferas.

O gesto estabelece uma ligação simbólica entre a história e o futuro do programa.

O Repórter Eco nasceu em 1992, quando muitas das discussões ambientais que hoje fazem parte do cotidiano ainda eram apresentadas como desafios para as próximas décadas.

Em 2026, a emergência climática já está nas cidades, nas florestas e na rotina da população.

A nova fase pretende manter a tradição de informar, mas ampliar a pergunta: além de mostrar o problema, quais soluções já estão sendo construídas?

Quando estreia o novo Repórter Eco

Giuliano Peccilli

A nova fase do Repórter Eco estreia em 16 de agosto, domingo, às 18h, na TV Cultura.

O programa terá uma hora de duração e contará ainda com horário alternativo às segundas-feiras, às 20h.

Com Cleicí Patauá na apresentação e novos colaboradores como Ricardo Cardim, Kananda Eller e Katharina Grisotti, a atração busca aproximar ciência, saberes tradicionais, cidades e natureza, mantendo o compromisso construído ao longo de 34 anos.

Mais do que atualizar o formato, a proposta é colocar o público diante de uma questão que deixou de pertencer ao futuro: Como viver e construir soluções em um planeta que já está mudando?

Ghetto Zombies: Graffiti Squad chega ao PlayStation e Nintendo Switch em agosto

Ghetto Zombies: Graffiti Squad chegará ao PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 em 27 de agosto. Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Fogo Games e publicado pela Nuntius Games, o jogo mistura ação, humor e referências à cultura das periferias brasileiras em uma aventura de tiro com visão de cima.

O lançamento nos novos consoles acontece após um período de exclusividade temporária no Xbox e PC via Steam. Junto com o anúncio da data, o game também recebeu um novo trailer de gameplay, mostrando parte do combate contra as hordas de mortos-vivos.

Grafite, armas malucas e muitos zumbis

Inspirado em jogos de ação com visão top-down, como Zombies Ate My Neighbors, Ghetto Zombies: Graffiti Squad coloca a comunidade como última linha de defesa contra uma invasão zumbi.

Os grafites fazem parte da progressão. Depois de completar os desenhos espalhados pelos cenários, os jogadores precisam enfrentar ondas de inimigos que ficam cada vez mais difíceis e culminam em confrontos contra chefes ao final de cada capítulo.

O jogador pode escolher entre Vini, Kath, Fabão e Duda, quatro personagens com características diferentes. A evolução envolve aprimorar armas e habilidades para lidar com os desafios de cada fase.

O arsenal também segue a proposta bem-humorada do jogo, com mais de 70 armas divididas em seis categorias. Entre os equipamentos estão uma escopeta em formato de tubarão, pistola de ketchup, vassoura de bruxa, spray explosivo e uma arma que dispara balas de goma capazes de grudar nos inimigos.

Quatro capítulos e modo de treinamento

A campanha é dividida em quatro capítulos, nos quais as hordas de zumbis ficam progressivamente mais difíceis.

Para quem quiser praticar ou simplesmente enfrentar inimigos sem seguir a campanha, o jogo também conta com uma Sala de Treinamento, com rodadas infinitas e inimigos gerados aleatoriamente.

A direção de arte aposta em pixel art colorida, usando o grafite e os elementos da cultura periférica como parte importante da identidade visual do jogo.

Ghetto Zombies chega aos consoles em 27 de agosto

Ghetto Zombies: Graffiti Squad será lançado em 27 de agosto para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. As páginas do jogo nas lojas digitais já estão disponíveis para inclusão na lista de desejos.

O título é desenvolvido pela Fogo Games e publicado pela Nuntius Games.

The Swamp Daughter ganha demo na Steam e apresenta aventura ecoapocalíptica argentina

O estúdio argentino Bicho Raro Games anunciou The Swamp Daughter, uma aventura narrativa em 2.5D que combina exploração, sobrevivência e escolhas em um mundo marcado pelo colapso ambiental. O jogo acompanha Julia, uma jovem nascida durante uma pandemia global e criada com sua família em uma região do delta.

Inspirado no romance La Hija del Delta, da autora e game designer argentina Alejandra Bruno, o game coloca Julia diante de um cenário em que os vestígios da civilização desaparecem enquanto a natureza tenta se recuperar.

A personagem sonha em construir uma comunidade agrícola e encontrar uma forma diferente de viver nesse novo mundo. Para isso, precisará explorar o pântano, coletar recursos, recuperar objetos e relatos do passado e descobrir um segredo familiar mantido em silêncio durante anos.

A primeira oportunidade de conhecer esse universo já está disponível por meio de uma demo na Steam, lançada durante o evento Indie Dev Argentina, realizado entre 1º e 8 de agosto.

Um pântano marcado pelas escolhas

No jogo completo, as decisões do jogador terão impacto sobre a história, as relações de Julia e os caminhos que ela poderá seguir, levando a diferentes finais.

O próprio pântano terá papel importante na narrativa. Inspirado nas paisagens do Delta do Paraná, na Argentina, o ambiente reúne áreas naturais, ruínas e vestígios da antiga civilização, funcionando como parte ativa da jornada da protagonista.

A exploração também será usada para revelar informações sobre o passado. Objetos pessoais, relatos e outros fragmentos espalhados pelo cenário ajudam a reconstruir a história de Julia e entender as transformações que levaram aquele mundo à situação atual.

Sobrevivência sem destruir o que restou

Além da narrativa, The Swamp Daughter combina quebra-cabeças, gerenciamento de recursos e eventos de reação rápida. A sobrevivência também passa pelo cultivo e pela construção, com coleta de sementes e brotos e minijogos relacionados à agricultura.

A proposta é estabelecer uma relação de equilíbrio com o ambiente, enquanto Julia tenta construir um futuro para sua comunidade sem repetir os erros que contribuíram para o colapso do mundo.

A apresentação utiliza direção de arte em 2.5D, enquadramentos cinematográficos e um sistema dinâmico de câmeras para acompanhar a exploração e os momentos narrativos.

Demo já está disponível na Steam

The Swamp Daughter está em desenvolvimento pela Bicho Raro Games, estúdio independente argentino fundado por mulheres. A demo já pode ser jogada gratuitamente na Steam, permitindo conhecer parte da aventura antes do lançamento do jogo completo.

A data de lançamento da versão final ainda não foi divulgada.

Sente coloca humanos e IA em batalhas estratégicas com turnos simultâneos

A disputa entre humanos e inteligência artificial é o ponto de partida de Sente, novo jogo de estratégia desenvolvido pelo estúdio argentino Oxobox Game Studios e publicado pela britânica Curveball Games. O título chega à Steam em 11 de agosto com diferentes modos de jogo, incluindo campanha para um jogador e partidas multiplayer para até seis participantes.

O principal diferencial de Sente está no sistema de turnos simultâneos. Em vez de cada participante realizar sua jogada separadamente, todos definem seus movimentos ao mesmo tempo. A mecânica transforma cada rodada em uma disputa de antecipação, na qual é preciso tentar prever os planos dos adversários enquanto se protege a própria estratégia.

Estratégia para até seis jogadores

No modo solo, o jogador assume o controle de Jade, uma humana determinada a mostrar que Sente não é um jogo destinado apenas a robôs inteligentes. A campanha acontece no Robot Bar, que reúne diferentes desafios, quebra-cabeças, tutoriais, partidas contra a inteligência artificial e um torneio.

Quem preferir competir contra outras pessoas poderá disputar partidas locais ou online para até seis jogadores. O game também oferece confrontos rápidos, partidas no formato todos contra todos e batalhas em equipe.

Outro elemento central é o gerenciamento das redes de energia. Os jogadores precisam expandir suas conexões pelo tabuleiro, interromper as redes dos adversários e provocar reações em cadeia que podem mudar o resultado de uma partida.

Tabuleiros personalizados ampliam as possibilidades

Sente também aposta na criação de conteúdo pela própria comunidade. O jogo permite desenvolver tabuleiros personalizados por meio de um editor e compartilhar as arenas criadas usando códigos específicos.

Além das partidas convencionais, há desafios e quebra-cabeças estratégicos pensados para testar diferentes habilidades. O título também terá desafios semanais, que oferecem recompensas como skins e pontos de experiência.

As partidas podem ainda ser revisitadas posteriormente, permitindo analisar os movimentos realizados e encontrar novas possibilidades para futuras disputas.

Jogo chega à Steam em agosto

Sente será lançado para PC via Steam em 11 de agosto de 2026. O título chega com campanha para um jogador, multiplayer local e online, partidas contra bots, desafios e ferramentas para criação e compartilhamento de tabuleiros.

Universal Orlando anuncia programação de Natal para 2026 com novidades no Epic Universe

O Universal Orlando Resort anunciou a programação de fim de ano para 2026, que acontece entre 14 de novembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027. A temporada terá atrações especiais nos parques temáticos, incluindo novidades no Universal Epic Universe, além do retorno de eventos tradicionais como Grinchmas e o desfile de Natal com a Macy’s.

Pela primeira vez, o Super Nintendo World e a área How to Train Your Dragon – Isle of Berk, ambas no Epic Universe, receberão decoração temática de fim de ano. O Celestial Park também terá uma ambientação especial, com árvores iluminadas e fontes temáticas.

Harry Potter, Grinch e desfile de Natal

O Christmas in The Wizarding World of Harry Potter estará presente nas três áreas do universo bruxo: Hogsmeade, no Universal Islands of Adventure; Diagon Alley, no Universal Studios Florida; e Ministry of Magic, no Epic Universe.

Entre as atrações está o retorno de The Magic of Christmas at Hogwarts Castle, espetáculo de projeção e efeitos especiais realizado no Castelo de Hogwarts.

No Universal Islands of Adventure, o Grinchmas retorna a Seuss Landing com o espetáculo The Grinchmas Who-liday Spectacular, além de encontros com o Grinch e outras atividades inspiradas no personagem.

Já o Universal Studios Florida recebe o Universal’s Holiday Parade featuring Macy’s, desfile noturno com grandes balões e carros alegóricos inspirados em franquias como Meu Malvado Favorito, Shrek e Madagascar. A programação termina com a iluminação da árvore de Natal pelo Papai Noel.

As atrações natalinas estão incluídas no ingresso regular dos respectivos parques.

Experiências com ingresso adicional

Quem quiser uma experiência mais completa poderá adquirir o Universal Holiday Tour, passeio guiado de aproximadamente duas horas e meia pelas celebrações do Universal Studios Florida e Universal Islands of Adventure.

O tour inclui encontros exclusivos com Grinch, Max e Papai Noel, além de áreas reservadas para o espetáculo de Grinchmas e, opcionalmente, para o desfile da Macy’s.

A experiência estará disponível em datas selecionadas entre 14 de novembro de 2026 e 2 de janeiro de 2027, a partir de US$ 69,99 por pessoa, mais impostos.

Desconto de até 30% nos hotéis

O Universal Orlando também anunciou uma promoção para estadias de cinco noites ou mais, com descontos de até 30% em hotéis selecionados do complexo.

A oferta é válida para viagens realizadas entre 8 de setembro e 25 de dezembro de 2026 e entre 3 de janeiro e 15 de março de 2027. O desconto varia conforme o hotel.

Além da programação dos parques, os hotéis terão decoração própria, atividades sazonais e cardápios especiais. Hóspedes também contam com benefícios como entrada antecipada nos parques e transporte gratuito.

No Universal CityWalk, o Green and Red Coconut Club retorna com decoração temática, entretenimento ao vivo e opções sazonais de comidas e bebidas.

Serviço

Universal Orlando – celebrações de fim de ano 2026
Data: 14 de novembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027
Local: Universal Orlando Resort, Orlando, Flórida
Ingressos: atrações natalinas principais incluídas na entrada regular dos parques; experiências especiais podem exigir ingresso adicional.

A promoção de hotéis oferece descontos de até 30%, conforme disponibilidade e categoria do hotel.