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TCL aposta em tecnologia e experiência para marcar presença nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026

As telas da TCL no IBC ajudam a mídia a levar Milão Cortina 2026 a audiências globais

A TCL deu início à sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com uma estratégia que vai além do patrocínio tradicional. A empresa lançou a campanha global “It’s Your Greatness” e inaugurou a TCL Edelweiss Land, uma instalação interativa montada em frente à Estação Central de Milão, um dos pontos mais movimentados da cidade.

A proposta é clara: mostrar como a tecnologia pode ampliar a experiência olímpica tanto para quem assiste quanto para quem compete. Em um momento em que os Jogos dependem cada vez mais de infraestrutura tecnológica, a TCL ocupa um papel central ao fornecer soluções de imagem, conectividade e conforto que impactam diretamente a transmissão e o cotidiano dos atletas.

As telas da marca estarão presentes no Centro Internacional de Transmissão, auxiliando o trabalho da mídia global responsável por levar as competições a milhões de espectadores ao redor do mundo. Já nas Vilas Olímpicas, a tecnologia aparece de forma mais silenciosa, mas igualmente relevante, com eletrodomésticos inteligentes, TVs e sistemas pensados para garantir descanso, praticidade e bem-estar aos atletas durante o período de competição.

A Edelweiss Land funciona como uma vitrine dessa visão. Aberto ao público, o espaço reúne demonstrações de novas tecnologias de display, produtos para o lar conectado e experiências interativas, reforçando a ideia de que os Jogos também são um ponto de encontro entre esporte, inovação e cultura urbana.

A marca também aposta no vínculo emocional com o evento ao apoiar atletas de diferentes modalidades por meio do Team TCL, além de investir em ações culturais, como um mural artístico instalado em Milão em parceria com o Museu Olímpico. A obra celebra a relação entre memória, inspiração e o impacto que os Jogos Olímpicos exercem sobre diferentes gerações ao redor do mundo.

Com Milão-Cortina 2026 se aproximando, a TCL se posiciona como uma das marcas que ajudam a moldar não apenas o espetáculo esportivo, mas a forma como ele é visto, sentido e compartilhado globalmente.

Embaúba Play discute curadoria, streaming e os desafios do cinema brasileiro hoje

Uma conversa inédita coloca em pauta os caminhos do cinema brasileiro contemporâneo no ambiente digital. Em um vídeo especial, a equipe da Embaúba Play revisita a trajetória da plataforma de streaming, desde sua criação até o momento atual, refletindo sobre curadoria, programação, circulação de filmes e os desafios impostos pelo cenário do streaming nos dias de hoje.

Participam do encontro o diretor e fundador Daniel Queiroz, o coordenador executivo Fábio Savino e as curadoras e programadoras Carla Maia e Bárbara Bello. Gravada em 23 de dezembro de 2025, a conversa percorre temas centrais para quem acompanha o audiovisual brasileiro, como a dificuldade de acesso aos filmes após o circuito de festivais, a relação entre cinema e plataformas digitais, exibições em salas de cinema e os debates em torno da regulamentação do streaming.

Lançada em maio de 2021 por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com patrocínio da UniBH, a Embaúba Play nasceu com a proposta de reunir e dar visibilidade ao cinema brasileiro independente e contemporâneo. A plataforma entrou em uma nova fase a partir de maio de 2024, quando passou a ser mantida por um projeto aprovado na Lei Paulo Gustavo, com recursos do Governo de Minas Gerais.

Esse novo momento permitiu a ampliação do catálogo, o aumento do alcance da plataforma, a implementação de lançamentos semanais, a criação de programas curatoriais específicos e investimentos em acessibilidade. Hoje, a Embaúba Play reúne mais de 800 títulos entre longas, médias e curtas-metragens, além de ter exibido cerca de 200 filmes em parceria com festivais online.

Para Daniel Queiroz, o crescimento do cinema brasileiro nas últimas décadas não foi apenas quantitativo, mas também estético e autoral. Segundo ele, muitos filmes reconhecidos em festivais nacionais e internacionais acabam ficando inacessíveis ao público após esse circuito, o que reforça a importância de plataformas que atuam como mediadoras entre as obras e os espectadores.

A Embaúba Play funciona em dois modelos. No sistema T-VOD, o público pode alugar filmes individualmente, sem necessidade de assinatura. Já no F-VOD, grande parte do catálogo é disponibilizada gratuitamente, ampliando o acesso a obras que dificilmente chegam aos grandes serviços de streaming.

Com um recorte curatorial claro, a plataforma reúne filmes de nomes fundamentais do cinema independente brasileiro, além de destacar cineastas que se consolidaram a partir do curta-metragem. A proposta segue sendo a mesma desde o início: organizar, contextualizar e facilitar o encontro do público com o cinema brasileiro contemporâneo.

Atualmente, a Embaúba Play segue sendo mantida com recursos da Lei Paulo Gustavo, reafirmando seu papel como espaço de preservação, circulação e descoberta do audiovisual nacional.

Nova Jerusalém muda o final da Paixão e aposta no impacto visual para 2026

DIVULGAÇÃO Cena final da Ascensão na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Depois de mais de meio século repetindo um dos finais mais conhecidos do teatro brasileiro, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém decidiu mexer justamente onde quase ninguém esperava: no desfecho. A temporada de 2026, que acontece entre 28 de março e 4 de abril, vai apresentar pela primeira vez uma cena em que Jesus sobe aos céus até desaparecer entre as nuvens, usando efeitos especiais inéditos na história do espetáculo.

A mudança acontece no ano em que se comemora o centenário de nascimento de Plínio Pacheco, criador da cidade teatro construída em Brejo da Madre de Deus, no Agreste pernambucano. E, ao contrário de ajustes discretos feitos ao longo dos anos, a ideia agora é causar estranhamento mesmo em quem já viu a encenação dezenas de vezes.

Até a edição passada, a cena final mostrava Jesus se elevando alguns metros acima de um rochedo. Funcionava. Emocionava. Mas também já era previsível. Em 2026, a produção aposta em iluminação especial e tecnologia de última geração para transformar essa ascensão em um momento mais literal, mais visual e, inevitavelmente, mais cinematográfico.

Segundo Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, a decisão passa por dois objetivos claros: renovar o interesse do público fiel e chamar atenção de quem nunca fez a viagem até Nova Jerusalém. A lógica é simples. Se o espetáculo quer continuar relevante, precisa correr algum risco.

Tradição que se permite mudar

DIVULGAÇÃO
Cena final da Ascensão na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém sempre foi marcada pela escala. Nove palcos monumentais, centenas de figurantes, milhares de espectadores por noite. Ainda assim, mudanças estruturais são raras. Por isso, a escolha de alterar o final ganha peso simbólico. Não é apenas um novo efeito. É uma releitura do momento mais emblemático da encenação.

A temporada também funciona como homenagem direta ao legado de Plínio Pacheco, responsável por transformar uma encenação iniciada nos anos 1950 em um dos maiores eventos culturais do país. A ideia, segundo a organização, não é reinventar o espetáculo, mas mostrar que ele ainda pode evoluir.

Elenco conhecido, estrutura de sempre

No palco, a edição de 2026 mantém a fórmula que o público já reconhece. Dudu Azevedo interpreta Jesus, papel central da nova cena final. Beth Goulart vive Maria, Marcelo Serrado assume Pilatos e Carlo Porto interpreta Herodes.

Eles dividem os palcos com atores pernambucanos e centenas de figurantes, mantendo o caráter coletivo do espetáculo, que percorre os últimos dias de Jesus, do Sermão da Montanha à crucificação, agora com um epílogo visualmente mais ousado.

Um clássico que testa seus próprios limites

Desde 1968, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém se consolidou como atração turística e cultural, atraindo público do Brasil e do exterior. Ao mexer em sua cena final, a produção sinaliza que entende o risco de acomodação e tenta, ainda que tardiamente, dialogar com um público acostumado a experiências cada vez mais impactantes.

Resta saber se a nova ascensão será lembrada como um marco necessário ou apenas como um efeito grandioso em um espetáculo que sempre se apoiou mais na força simbólica do que na tecnologia. Os ingressos já estão à venda no site oficial. O julgamento, como sempre, fica por conta da plateia.

Review | Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties

A SEGA está trazendo de volta Yakuza 3 na forma Kiwami, agora acompanhado do inédito Dark Ties. Para quem não conhece, a empresa vem relançando a série Yakuza com novos gráficos sob o selo Kiwami, que em japonês pode ser interpretado como “extremo”, funcionando como uma forma de apresentar ao público versões “definitivas” de seus jogos.

Lançado originalmente em 2009 para PlayStation 3, Yakuza 3 recebeu um novo tratamento, aproximando-se visualmente dos jogos mais recentes da franquia, além de ganhar uma aventura inédita com Dark Ties. A proposta lembra algo no estilo de Super Mario 3D World + Bowser’s Fury: um jogo que já conhecemos, agora refeito, acompanhado de uma nova experiência que explora acontecimentos paralelos à história principal.

Com lançamento para PlayStation 4 e 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, a franquia mantém sua relevância no mercado. O título também se torna uma oportunidade especial para os jogadores de Switch 2, que vêm recebendo os primeiros jogos da série em seu console. Além disso, seguindo o padrão dos lançamentos mais recentes da empresa, Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties conta com suporte em português brasileiro, mantendo uma tradução bem inspirada e adaptada, que funciona muito bem para o público nacional.

Mas afinal, o que é Yakuza Kiwami 3? E qual a relação de Dark Ties dentro desse pacote? Em Yakuza Kiwami 3, Kazuma Kiryu passa a administrar um orfanato em Okinawa, o que não o impede de conhecer — e enfrentar — os yakuzas da região. Já em Dark Ties, acompanhamos Yoshitaka Mine, um empresário que cresceu no universo das startups, enriqueceu e agora se reinventa ao levar sua expertise para dentro da Yakuza, em Kabukicho. Juntos, os dois jogos formam Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties, uma celebração dos 20 anos da série Yakuza / Like a Dragon.

Pensando nisso, vamos conhecer melhor esse novo capítulo da franquia.

Voltando ao PlayStation 3

Em 2008, a série lançou seu spin-off Ryū ga Gotoku Kenzan!, o primeiro jogo ambientado na era dos samurais. Ao trocar cenários urbanos contemporâneos por um Japão feudal, o título fez sucesso em sua época e, anos depois, influenciou diretamente Ryū ga Gotoku Ishin! em 2014, lançado oficialmente no Ocidente.

Foi também em 2008 que teve início o desenvolvimento de Yakuza 3, desta vez com Okinawa como pano de fundo. Vale lembrar que em Yakuza 2 já havíamos visitado Osaka, palco do confronto entre os dois dragões de regiões distintas, numa rivalidade frequentemente comparada, entre fãs da cultura japonesa, à clássica SP x RJ.

Ao levar a aventura para Okinawa, os desafios não se limitaram apenas à cultura local. Um dado que chama atenção é que cerca de 360 personagens foram desenvolvidos em “apenas” oito meses de trabalho.

Seguindo a tradição da série de recriar cenários reais, Yakuza 3 apresenta Downtown Ryukyu, baseada no distrito de Makishi, em Naha. Diversos pontos icônicos da região, como o Mercado Público, ganharam versões próprias dentro do jogo, sempre com nomes semelhantes, algo bastante conhecido entre os fãs da franquia.

Em 2018, o jogo recebeu uma remasterização para PlayStation 4. Foi nesse momento que o público ocidental pôde finalmente conhecer Yakuza 3 sem cortes. Em 2009, o lançamento original havia chegado ao Ocidente com diversos conteúdos removidos, e apenas com a remasterização foi possível jogar a versão idealizada originalmente pelos desenvolvedores.

Okinawa

Mercado que serviu de inspiração pro jogo em Okinawa

Composta por 169 ilhas, Okinawa é o arquipélago Ryukyu, localizado no extremo sul do Japão. Ryukyu refere-se ao antigo povo indígena da região, cuja influência cultural permanece viva até hoje, inclusive refletida no estilo de luta de personagens mais recentes da franquia, como Kasuga Ichiban.

A região foi oficialmente anexada ao Japão em 1879, durante a Restauração Meiji. Por sua proximidade com Taiwan e a China, Okinawa desenvolveu uma identidade própria, incluindo uma língua distinta. Curiosamente, esse dialeto hoje se mantém mais vivo no Brasil do que na própria região, graças à grande comunidade okinawana presente no país. Muitos habitantes de Okinawa, inclusive, vêm ao Brasil para resgatar sua língua nativa.

E o que isso tem a ver com o jogo? Em Yakuza 3, boa parte do vocabulário, dos produtos e das referências culturais são típicos da região. Conhecer melhor Okinawa ajuda a entender o quão minuciosa foi a pesquisa realizada para retratá-la no jogo.

Okinawa também foi palco de intensos conflitos durante a Segunda Guerra Mundial, com cerca de 200 mil mortos. A região só foi devolvida ao Japão em 1972 e, até hoje, mantém bases militares americanas, fator que contribuiu para a formação de uma cultura ainda mais singular em relação ao restante do país.

Na cultura pop, Yakuza 3 dialoga com essa identidade própria, assim como o cinema e a música japonesa, com artistas como Mika Nakashima, Gackt e Namie Amuro destacando a cultura okinawana e dando brilho próprio à região.

Goya Créditos: Coisas do Japao

Quando um personagem menciona não gostar de Goya em Yakuza 3, vale lembrar que se trata de um legume típico da região, conhecido no Brasil como melão-amargo ou melão-de-São-Caetano, bastante presente na culinária japonesa e encontrado em mercados especializados por aqui.

Outro termo recorrente é Uchinanchu, usado para se referir a um nativo de Okinawa. Bastante comum em festivais da região, a palavra também ganha espaço dentro do jogo, reforçando ainda mais sua autenticidade cultural.

Yakuza 3 Kiwami

Começo do Yakuza 3 – Giuliano Peccilli

Retornamos a 2007, diretamente ao final da história de Yakuza 2. Com o fim da guerra contra a Aliança Omi, Kazuma Kiryu e Haruka Sawamura visitam os túmulos de Yumi e de outros entes queridos. Para novos jogadores, esses túmulos funcionam como um resumo dos acontecimentos de Yakuza 1 e 2, sendo ideais tanto para veteranos quanto para quem está começando agora.

É nesse momento que descobrimos que Kiryu recebeu a guarda de um orfanato em Okinawa, chamado Manhã Gloriosa. Ele leva Haruka para lá em busca de um novo começo, longe de seu passado como yakuza, tentando repetir os ensinamentos de seu pai adotivo, Shintaro Kazama.

No entanto, nada é simples. Após deixar Tóquio, Kiryu descobre que o orfanato está ameaçado de despejo, o que desperta sua fúria contra aqueles que desejam o terreno e passam a intimidar as crianças.

Paralelamente, sua despedida de Tóquio mostra Goro Majima ao lado de Daigo Dojima, que sucede Kiryu como presidente do Clã Tojo.

Em Okinawa, Kiryu descobre que o terreno do orfanato é cobiçado para a construção de um resort à beira-mar. Ao enfrentar a família Ryudo, ele demonstra respeito e tenta de todas as formas anular o despejo, mesmo com o chefe da família, Shigeru Nakahara, deixando claro que não há como voltar atrás. Existe ainda a suspeita de que tudo seja uma cortina de fumaça para a instalação de uma nova base militar, algo totalmente plausível quando se considera a história da região.

A trama se intensifica quando, em 2009, Daigo e Nakahara são baleados e a escritura do orfanato é roubada. O detalhe mais intrigante é que o atirador lembra muito Kazama, o pai adotivo de Kiryu, que até então era dado como morto.

Será que Kiryu conseguirá salvar o orfanato?

Dark Ties

Yoshitaka Mine – Giuliano Peccilli

Em Dark Ties, conhecemos Yoshitaka Mine, um empresário que fez sucesso no universo das startups, mas que agora precisa se reinventar. Ao analisar os valores surreais movimentados dentro do “mercado” dos clãs da Yakuza, Mine enxerga ali uma oportunidade real de crescimento.

Ele se aproxima de Tsuyoshi Kanda, recém-saído da prisão. Mine interfere em uma tentativa de estupro e ainda oferece dinheiro para que Kanda durma com as moças das casas de Kamurocho. Essa aproximação é fundamental para conquistar a confiança de Kanda e permitir que Mine coloque seu plano em prática, apresentando novas formas de enriquecimento para os clãs da região.

Kanda tenta reduzir Mine à posição de simples lacaio, mas falha miseravelmente. Ao contrário, acaba apresentando-o a algo muito maior, tornando Mine parte central de um novo esquema de poder.

É assim que Mine passa a demonstrar como parcerias entre grupos podem resultar na aquisição de terrenos inteiros, revendidos para empresas interessadas em abrir negócios na região. Esses acordos vão costurando sua influência dentro da história de Dark Ties, mostrando como ele construiu seu império e como suas decisões terão consequências diretas dentro de Yakuza 3.

Jogabilidade

Kiryu vestido como membro da gangue em Okinawa – Giuliano Peccilli

Yakuza 3 mantém o estilo de ação e aventura beat ’em up que combina perfeitamente com Kazuma Kiryu. É o clássico “dá porrada primeiro e pergunta depois”, parte essencial do DNA da franquia, com Kiryu descendo o sarrafo para tentar salvar seu orfanato.

O grande diferencial aqui é a introdução do Estilo Ryukyu, no qual Kiryu pode utilizar até oito armas diferentes em combate. Vindo diretamente de Okinawa, esse estilo é aprendido com um mestre local e se torna um dos principais elementos de identidade do jogo.

Além dele, temos o Dragon of Dojima, o estilo mais bruto e direto de Kiryu. Com chutes, giros e golpes já conhecidos pelos fãs, agora apresentados em sua versão Kiwami.

Tudo aquilo que tornou a série conhecida está de volta: mapas das cidades, lojas de jogos, o telefone do personagem e até pequenos detalhes estéticos. Como o jogo foi originalmente pensado em 2009, essa experiência acaba funcionando como uma verdadeira “volta no tempo”, com elementos curiosos como a personalização do celular com pedrinhas, antenas e outros enfeites.

Você vai evoluindo seu personagem e melhorando as técnicas dele – Giuliano Peccilli

Diferente de Yakuza Kiwami 1 e 2, lançados recentemente pela SEGA, Yakuza 3 traz uma pegada mais próxima dos títulos modernos da franquia. Essa diferença fica clara durante a jogatina e acaba tornando a experiência ainda mais interessante do ponto de vista do jogador.

Já em Dark Ties, os inimigos se mostram mais poderosos logo no início. Isso força Yoshitaka Mine a abandonar sua postura mais centrada e lutar de forma brutal, utilizando técnicas de shoot-boxing e o ainda mais agressivo Dark Awakening. Os golpes são mais elaborados do que em Yakuza 3, exigindo esse tratamento para um personagem que existe justamente para desmontar os clãs a seu favor.

Apesar das peculiaridades de cada um, Yakuza 3 Kiwami e Dark Ties apresentam jogabilidades bastante semelhantes, funcionando como lados diferentes de uma mesma história.

Localização

Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties segue o ótimo trabalho de localização que a franquia vem recebendo em português. O jogo traz aquele “jeitão” mais de gueto na forma como os personagens se comunicam, algo já característico da série.

O grande diferencial aqui está na decisão de não adaptar termos específicos de Okinawa. Personagens se apresentam como Uchinanchu, falam sobre comidas regionais como goya, e até placas e legendas exibem diferenças entre o que é falado em okinawano e o que aparece em japonês. Esse cuidado reforça a apresentação da cultura local.

Considerando que o Brasil abriga a maior colônia japonesa fora do Japão e mantém viva a língua de Okinawa, a escolha de preservar esses termos no original torna a experiência ainda mais interessante para quem conhece um pouco da história da região.

No demais, a tradução segue o padrão já conhecido da franquia, agradando pela naturalidade e pela adaptação cultural bem pensada.

Customização da legenda – Giuliano Peccilli

Tecnicamente, o jogo oferece diversas opções de customização, como tamanho da legenda, exibição do nome do personagem que está falando e níveis de transparência, permitindo que a experiência seja totalmente ajustada ao jogador.

Jogando no Nintendo Switch 2, mesmo gostando da configuração padrão, é positivo poder aumentar o tamanho das legendas e reduzir a transparência, especialmente ao utilizar o console no modo portátil.

Karaokê e Minigames

Não pode faltar karaokê – Giuliano Peccilli

Não tem como falar de Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties sem mencionar seus minigames. Logo no início, já é possível levar Kiryu e Haruka para o karaokê, onde se pode escolher entre diversas músicas, incluindo a clássica Baka Mitai (Eu sou um tolo).

O sistema segue o ritmo tradicional de apertar os botões no momento certo, garantindo uma experiência divertida. Haruka conta com duas músicas próprias, enquanto Kiryu possui uma seleção maior de canções para cantar.

Para quem frequenta os karaokês do bairro da Liberdade, o equipamento da Joysound é extremamente parecido com o que vemos no jogo, criando uma sensação curiosa e bastante familiar ao jogar tudo isso totalmente traduzido para o português. O jogo também oferece a opção de idioma japonês no Switch, o que torna a experiência ainda mais reconhecível para quem já teve contato com a versão original.

Nota do karaokê – Giuliano Peccilli

Além do karaokê, o jogo inclui 12 títulos da SEGA oriundos do Game Gear, espalhados pelas casas da SEGA. Entre eles estão Galaga 2, Fantasy Zone Gear, Sonic Drift e Streets of Rage.

Opinião

Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties entrega uma experiência verdadeiramente “definitiva” quando o assunto é Yakuza 3. Ao oferecer também um jogo totalmente novo com Dark Ties, o pacote foge da mesmice e se consolida como um dos melhores trabalhos do Ryu Ga Gotoku Studio.

Mais do que comemorar os 20 anos da franquia em grande estilo, o jogo foi atualizado e aproximado dos títulos mais recentes. Isso torna a experiência mais atrativa, especialmente para quem acompanha vários lançamentos da série ao mesmo tempo, considerando que os jogos da franquia são longos e nem sempre é possível concluir um antes do próximo lançamento.

Com uma jogabilidade fluida, uma história de fundo sólida e, na minha opinião, o melhor personagem da série, Kazuma Kiryu, Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties ainda oferece a oportunidade de jogar tudo isso em português. São muitos pontos positivos não apenas para quem busca um bom jogo de ação, mas também para fãs da cultura e da história do Japão.

Com um forte jeitão de “dorama”, Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties é viciante e, ao estar disponível em consoles portáteis como Steam Deck e Nintendo Switch 2, se torna uma ótima experiência tanto para jogar em casa quanto para levar consigo, seja no almoço do trabalho ou no caminho de volta para casa.

Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties está sendo lançado para PlayStation 4 e 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.

Ficha Técnica

Nota: 5 (de 5)

Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties

Desenvolvedora: Ryu Ga Gotoku Studio

Publicadora: SEGA

Gênero: Ação, Aventura, Beat ’em up

Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (Windows / Steam)

Lançamento: 2026

Idiomas: Dublagem: Inglês, japonês e chinês

Legendas: Inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, japonês, coreano, português brasileiro, russo, chinês simplificado, chinês tradicional

Agradecimentos a SEGA por ter enviado uma cópia do jogo para Nintendo Switch 2 para produção deste conteúdo

Projeto Tempo de Rádio estreia websérie que resgata a memória do rádio em Minas Gerais

O rádio sempre esteve ali: acompanhando madrugadas, jogos decisivos, notícias urgentes e trilhas sonoras que atravessam gerações. Essa presença constante agora ganha um registro à altura com Tempo de Rádio, websérie documental que mergulha na história da radiofonia em Belo Horizonte, em Minas Gerais e no Brasil, combinando memória, cultura e reflexão sobre os rumos do meio. O projeto já está disponível gratuitamente no site oficial e no YouTube.

Idealizada pelo pesquisador e galerista Rodrigo Mitre, com coordenação-geral de Luciana Salles, a série aposta em uma linguagem audiovisual contemporânea para transformar uma extensa pesquisa histórica em conteúdo acessível e envolvente. São sete episódios que conectam passado, presente e futuro do rádio, reunindo depoimentos, imagens de arquivo e análises sobre o impacto social e cultural desse meio que resiste, se adapta e se reinventa.

Da galena aos podcasts

Ao longo dos episódios, Tempo de Rádio conduz o público por uma linha do tempo que começa nas origens do rádio no mundo, passa pela sua chegada ao Brasil e destaca o protagonismo mineiro nesse percurso. A série explora as transformações tecnológicas que moldaram o meio, revela os bastidores de uma emissora em funcionamento e destaca pilares como o jornalismo radiofônico, as transmissões esportivas e o papel central da música e do entretenimento.

O projeto também dedica atenção especial à relação afetiva entre o rádio e seus ouvintes, mostrando como a escuta atravessa décadas e plataformas, da galena aos aplicativos e podcasts. A ideia não é apenas olhar para trás, mas provocar uma reflexão sobre como o rádio segue relevante em um cenário marcado por mudanças digitais constantes.

Vozes que construíram essa história

A websérie reúne entrevistas com profissionais e personagens fundamentais da radiofonia mineira, como radialistas, jornalistas, narradores esportivos e pesquisadores, que ajudam a compor um retrato vivo do meio. Esses relatos reforçam o papel do rádio na construção da identidade cultural de Minas Gerais e sua influência duradoura no cotidiano brasileiro.

Educação e acesso livre

Como extensão do projeto, Tempo de Rádio disponibiliza cartilhas socioeducativas gratuitas, voltadas a professores, estudantes e interessados em comunicação. O material aprofunda temas da série com linguagem acessível, atividades interativas e propostas de debate, reforçando o rádio como ferramenta de aprendizado e cidadania.

A websérie e as cartilhas podem ser acessadas gratuitamente em www.tempoderadio.com.br e no YouTube (@tempoderadio), ampliando o alcance de um patrimônio imaterial que segue vivo, atual e essencial.

Inês de Castro volta ao palco em montagem brasileira que troca épico por intimidade

Crédito: Milena Horvatti

O Teatro Sérgio Cardoso recebe, em sessão única no dia 24 de fevereiro, o espetáculo Inês de Castro, Até o Fim do Mundo!, montagem do Grupo Dragão7 que revisita uma das histórias mais conhecidas da tradição portuguesa sem reverência ao mármore histórico.

Aqui, Dom Pedro I e Inês de Castro deixam de ser figuras monumentais para ganhar contornos humanos. A encenação abandona o tom épico clássico e aposta em afetos, contradições e escolhas que atravessam o tempo com uma naturalidade desconcertante. O amor não aparece como ideal romântico distante, mas como força que desorganiza poder, família e destino.

A proposta é simples e arriscada: contar uma história atravessada por guerras e coroas a partir daquilo que não cabe nos livros de História. A dramaturgia desloca o centro da ação para o vínculo entre os personagens, aproximando o drama do presente e evitando o tom solene que costuma engessar esse tipo de narrativa.

Um clássico lido a partir do Brasil

Com texto e direção de Creuza Borges e dramaturgia de Neviton de Freitas, o espetáculo é adaptado do livro Mensagens de Inês de Castro, de Chico Xavier e Caio Ramacciotte. A encenação assume esse ponto de partida sem transformar a obra em discurso espiritualizado ou panfletário.

O que surge em cena é uma narrativa que atravessa o Atlântico para pensar perdas, escolhas e permanências. O amor, aqui, não redime tudo, mas move tudo. É ele que empurra decisões ruins, sustenta resistências improváveis e deixa marcas que sobrevivem ao tempo histórico.

Elenco numeroso e jogo de personagens

No palco, Camila Costa interpreta Inês de Castro, ao lado de Alessandro Ramos como Dom Pedro I. O elenco reúne ainda Karina Moraes, Sergio Portella, Mirian Castilho, Roberto Cezaretti, Mauricio Madruga, Irineu Hirineu, Elizabeth Rizzo e Daniel Dhemes, que se revezam em personagens históricos e simbólicos.

A multiplicidade de papéis reforça a ideia de tempo em camadas, onde passado e presente se atravessam sem pedir licença. Não há tentativa de reconstituição histórica fiel — o foco está na experiência emocional.

Sessão única e entrada gratuita

A apresentação acontece na Sala Paschoal Carlos Magno, às 18h30, com entrada gratuita e retirada de ingressos pelo Sympla. É o tipo de espetáculo que não promete grandiosidade técnica nem efeitos de impacto, mas aposta na força do texto, do corpo e do encontro direto com o público.

Em tempos de encenações cada vez mais dependentes de aparato, Inês de Castro, Até o Fim do Mundo! segue na contramão. Prefere olhar para um clássico conhecido e perguntar, sem cerimônia: o que ainda dói nessa história?

Serviço
Inês de Castro, Até o Fim do Mundo!
📅 24 de fevereiro de 2026 (terça)
🕡 18h30
🎟️ Entrada gratuita (retirada via Sympla)
⏱️ Duração: 90 minutos
🔞 Classificação: 14 anos
📍 Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP

Indicado ao Oscar, Kokuho – O Preço da Perfeição ganha trailer e confirma estreia no Brasil

Indicado ao Oscar de Melhor Maquiagem e Cabelo, Kokuho – O Preço da Perfeição acaba de ganhar trailer oficial e já tem data marcada para chegar aos cinemas brasileiros. O longa estreia em 5 de março, em co-distribuição inédita entre Sato Company e Imovision.

Exibido na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes, o filme se tornou um fenômeno no Japão, alcançando a maior bilheteria já registrada por um live-action japonês no país. Agora, o título chega ao circuito brasileiro cercado de expectativas, impulsionado pelo reconhecimento internacional e pela forte resposta do público.

Dirigido por Lee Sang-il, o longa é baseado no romance de Shuichi Yoshida e acompanha a trajetória de Kikuo, um jovem marcado pela violência desde a infância. Após testemunhar o assassinato do pai pela yakuza, ele é acolhido por Hanai Hanjiro II, uma lenda do teatro kabuki, e passa a ser treinado dentro de uma das mais rígidas tradições artísticas do Japão. Rebatizado como Toichiro, ele cresce ao lado de Shunsuke, herdeiro legítimo da família, em uma relação atravessada por rivalidade, afeto e obsessão pela perfeição.

O protagonista é interpretado em duas fases. Sōya Kurokawa, revelação de Monster, vive Kikuo na adolescência, enquanto Ryō Yoshizawa, astro da franquia Kingdom, assume o papel na fase adulta. O elenco ainda reúne nomes de peso como Ken Watanabe, Ryusei Yokohama, Min Tanaka e Shinobu Terajima.

Além de Cannes, Kokuho passou por festivais como Toronto, Shanghai e Busan, e teve suas primeiras exibições brasileiras durante o Festival do Rio. A indicação ao Oscar reforça o impacto técnico do filme, especialmente no trabalho de maquiagem e cabelo, essencial para dar vida às décadas de transformação física e emocional dos personagens.

Reconhecido internacionalmente por obras como Hula Girls e Os Imperdoáveis, Lee Sang-il entrega aqui um drama intenso e elegante sobre legado, identidade e o preço pessoal exigido pela arte. Kokuho O Preço da Perfeição chega aos cinemas brasileiros em 5 de março, prometendo uma das estreias japonesas mais comentadas do ano.

Trailer

A 2ª temporada de Frieren chega dublada e conheça os dubladores brasileiros

Se a primeira temporada já mostrou que Frieren e a Jornada para o Além não é um anime sobre pressa, a segunda chega ainda mais segura daquilo que faz essa obra ser especial. Silêncio, memória, tempo e aquelas emoções que só batem quando já é tarde demais. A boa notícia é que, a dublagem estreou nesta sexta feira, 5 de fevereiro, deixando essa jornada ainda melhor para os fãs da dublagem brasileira.

Frieren continua sua caminhada rumo a Ende ao lado de Fern e Stark, mas o que realmente importa segue sendo o que acontece entre um passo e outro. Pequenas conversas, lembranças que retornam sem aviso e a tentativa sincera de entender sentimentos humanos quando se vive por séculos. É exatamente nesse clima contemplativo que a dublagem brasileira entra em cena.

O elenco nacional aposta em interpretações contidas, respeitando o tom introspectivo da obra. Jacque Souza dá voz a Frieren, mantendo a serenidade e o distanciamento emocional que definem a personagem. Fern é interpretada por Maria Clara Rosis, enquanto Stark ganha a voz de Lucas Miagusuku, equilibrando bravura e insegurança juvenil. Tarcisio Pureza interpreta Wirbel, Alexander Vestri retorna como Himmel, Luiza Caspary vive Ehre, Sergio Fortuna assume Eisen, Erik Visses dubla Scharf e Ettore Zuim interpreta Heiter. As vozes adicionais ficam por conta de Marco Faustino e Mariana Pozatto.

A dublagem foi realizada pelo estúdio Dubrasil, com direção de Guilherme Marques e adaptação de Azumi Botsu. A produção reúne uma equipe experiente, cuidando para que pausas, silêncios e intenções sejam preservados, algo essencial em um anime onde o que não é dito pesa tanto quanto os diálogos.

Baseado no mangá de Kanehito Yamada com arte de Tsukasa Abe, Frieren se tornou um dos títulos mais respeitados da nova geração. Com mais de 17 milhões de cópias em circulação e prêmios importantes no Japão, a obra prova que fantasia também pode ser delicada, reflexiva e profundamente humana.

Com a chegada da dublagem brasileira da segunda temporada, Frieren e sua jornada seguem convidando o público a desacelerar, observar e sentir.

Com informações da Crunchyroll

ONE PIECE HEROINES ganha nova arte e confirma estreia do Episódio Nami para julho de 2026

A Toei e a equipe de ONE PIECE seguem expandindo o universo da obra com carinho especial às personagens femininas. Foi confirmada a estreia de ONE PIECE HEROINES, com o primeiro especial marcado para 5 de julho de 2026, trazendo Nami como protagonista. O anúncio veio acompanhado de uma nova arte promocional que também destaca Nico Robin, reforçando o clima mais intimista e estiloso do projeto.

O episódio, intitulado “episódio Nami”, será exibido no mesmo horário tradicional do anime principal no Japão, às 23h15, pela Fuji TV. A proposta de ONE PIECE HEROINES é simples e certeira: mostrar lados das heroínas que raramente ganham foco nas grandes sagas, apostando em histórias do dia a dia, escolhas pessoais e pequenas situações que ajudam a construir quem essas personagens realmente são.

Character Design

A direção fica nas mãos de Haruka Kamatani, de ONE PIECE in LOVE, com design de personagens assinado por Takashi Kojima (Flip Flappers) e roteiro de Momoka Toyoda, que já trabalhou em One Piece Fan Letter. Além da adaptação direta do romance ONE PIECE novel HEROINES, o anime contará com cenas originais, incluindo interações inéditas com a Robin.

Na trama, Nami tenta devolver um par de sapatos mal feitos que acabam machucando seus pés. A situação a leva até o designer Lebno, que propõe refazer o calçado em troca da participação dela em um desfile de moda. O que parecia apenas mais uma negociação da navegadora mais esperta dos mares acaba revelando os bastidores do trabalho artesanal, quando Nami descobre que quem realmente está consertando os sapatos é a artesã Miucha.

Pôster

Enquanto o anime principal de ONE PIECE retorna em 5 de abril de 2026, dando início ao aguardado Arco de Elbaph, ONE PIECE HEROINES chega como aquele conteúdo especial que conversa direto com os fãs mais atentos. Menos pancadaria, mais personalidade, charme e momentos que normalmente ficam fora do radar, mas que fazem toda a diferença para quem acompanha a série há anos.

Com informações da Crunchyroll e One Piece Oficial

Gundam leva “Sweet Child O’ Mine” de volta ao topo e impulsiona números do Guns N’ Roses

A estreia de Mobile Suit Gundam: Hathaway – The Witch of Circe, em 30 de janeiro, teve impacto imediato não só nos cinemas, mas também nas paradas musicais. Em apenas cinco dias em cartaz no Japão, o novo longa da franquia Gundam superou a marca de 600 mil espectadores e 10 bilhões de ienes em bilheteria no período entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro, segundo dados da Kogyo Tsushinsha, garantindo o primeiro lugar no ranking nacional de público.

O sucesso do filme refletiu diretamente na música escolhida para o encerramento. Sweet Child O’ Mine, clássico do Guns N’ Roses, registrou um crescimento explosivo nas plataformas digitais após a estreia. Na comparação entre o dia de lançamento do filme e a semana anterior, os downloads saltaram 12.166 por cento, levando a faixa ao 18º lugar no ranking geral do iTunes Store. No streaming, o aumento foi de 410 por cento, colocando a música também entre os destaques de crescimento do Spotify.

O efeito se espalhou para o catálogo da banda. O álbum Appetite for Destruction, lançado originalmente em 1987, chegou à 16ª posição no ranking de álbuns do iTunes Store e voltou a aparecer no Top 200 do Shazam, mostrando que o interesse não se limitou a uma única faixa.

A informação sobre o uso da música no filme foi mantida em sigilo até o próprio dia da estreia. Quando o anúncio foi feito, ao meio dia de 30 de janeiro, a repercussão tomou conta das redes, reunindo fãs de Gundam e do Guns N’ Roses em um mesmo movimento de celebração. Em 2 de fevereiro, um vídeo promocional especial do filme com “Sweet Child O’ Mine” foi divulgado e já ultrapassou 600 mil visualizações no YouTube, com números que continuam crescendo.

Lançada em 1987, “Sweet Child O’ Mine” é considerada um dos maiores clássicos da história do rock e figura na 88ª posição da lista das 500 maiores músicas de todos os tempos da Rolling Stone. Décadas depois, a canção ganha novo fôlego ao dialogar com um dos universos mais icônicos da cultura pop japonesa, provando como o encontro entre anime e música segue capaz de atravessar gerações e criar novos picos de relevância global.

Com informações do PR Times, Rolling Stones e News Livedoor

Arcade Archives e Console Archives trazem clássicos de volta no Nintendo Switch 2

Durante o Nintendo Direct: Partner Showcase de 5 de fevereiro, a Nintendo abriu espaço para quem gosta de revisitar a história dos videogames, anunciando uma nova leva de títulos das linhas Arcade Archives 2 e Console Archives, pensadas para jogar tanto em casa quanto em qualquer lugar.

Entre os destaques imediatos está Console Archives Ninja Gaiden II: The Dark Sword of Chaos, que resgata a ação implacável do clássico com combates intensos, armadilhas mortais e uma atmosfera carregada de tensão sobrenatural. A missão é clara: atravessar hordas de inimigos e impedir os planos do imperador Ashtar, em um daqueles jogos que não aliviam e exigem precisão o tempo todo.

Para quem prefere algo mais leve, mas ainda cheio de adrenalina, Console Archives Cool Boarders aposta no espírito dos esportes radicais. Descidas em alta velocidade, curvas fechadas e manobras arriscadas transformam as montanhas nevadas em um playground para quem sente falta da era dourada dos games de snowboard.

E isso é só o começo. Ao longo de 2026, a coleção cresce com Arcade Archives 2 Rave Racer no Nintendo Switch 2 e Arcade Archives Rave Racer no Switch original, trazendo pistas coloridas, mudanças bruscas de elevação e aquela sensação clássica de arcade. Outros nomes como Doraemon, SONIC WINGS Special e mais títulos também estão confirmados para reforçar o catálogo.

Os primeiros jogos da nova fase do Console Archives ficam disponíveis ainda hoje, 5 de fevereiro, no Nintendo Switch 2.

TOKYO SCRAMBLE estreia no Switch 2 em 11 de fevereiro

Entre os anúncios mais tensos do Nintendo Direct: Partner Showcase de 5 de fevereiro, TOKYO SCRAMBLE chamou atenção pela proposta claustrofóbica e pela mistura de sobrevivência, furtividade e quebra-cabeças.

No jogo, o jogador assume o papel de Anne, uma sobrevivente presa em um complexo subterrâneo sob Tóquio, tomado por criaturas conhecidas como Zino, seres misteriosos que lembram dinossauros. Cada passo exige raciocínio rápido, decisões em frações de segundo e nervos de aço para escapar com vida.

Trailer

O título também aposta em colaboração, permitindo que até quatro jogadores ajudem Anne por meio do GameShare, localmente ou online via GameChat. TOKYO SCRAMBLE será lançado exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 11 de fevereiro.