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PUBG: BLINDSPOT entra em Acesso Antecipado grátis no Steam

A KRAFTON liberou nesta quarta-feira (5) o acesso antecipado de PUBG: BLINDSPOT, novo shooter tático PvP 5v5 desenvolvido pelo PUBG STUDIOS. O jogo já pode ser baixado gratuitamente no Steam e marca uma mudança clara de perspectiva dentro do universo PUBG.

Diferente do battle royale tradicional, BLINDSPOT aposta em confrontos rápidos e intensos em mapas fechados, com visão top-down. A proposta é adaptar o combate em ambientes confinados (CQB) e o jogo em equipe para uma experiência mais direta, estratégica e focada em leitura de mapa, posicionamento e sinergia entre personagens.

Um novo jeito de jogar no universo PUBG

Ambientado décadas após os eventos de PUBG: Battlegrounds, o título funciona como um spin-off que expande a franquia para novos gêneros sem perder o DNA tático que consagrou a série. A câmera superior muda completamente o ritmo das partidas, mas mantém a tensão constante e a necessidade de decisões rápidas a cada avanço.

O Acesso Antecipado inaugura também uma fase de desenvolvimento aberto, em que o feedback da comunidade será essencial para ajustes de balanceamento, refinamento dos sistemas e adição de novos conteúdos. A ideia da KRAFTON é evoluir o jogo em diálogo direto com os jogadores até o lançamento definitivo.

Conteúdo inicial e suporte multiplataforma

Já no lançamento em Acesso Antecipado, BLINDSPOT recebe novidades importantes, como a chegada de Blaze, personagem defensivo focado em controle de área com uso estratégico de coquetéis molotov. A adição amplia as possibilidades táticas e incentiva composições de equipe mais variadas.

O jogo também conta com suporte ao NVIDIA GeForce NOW, permitindo jogar via nuvem sem exigir hardware potente — um ponto-chave para ampliar o alcance do título.

Trailer

Temporada competitiva começa em fevereiro

A primeira Temporada Competitiva está marcada para começar em 12 de fevereiro, apenas uma semana após o início do Acesso Antecipado. Para apresentar o potencial competitivo do jogo, a estreia contará com torneios envolvendo criadores de conteúdo, reunindo 20 streamers em cada uma das plataformas Twitch e CHZZK.

Segundo Taeseok Jang, líder da franquia PUBG, BLINDSPOT faz parte da estratégia de expansão da IP para novos formatos e públicos. Já o diretor de produção Seungmyeong Yang reforça que o modelo free-to-play e o desenvolvimento aberto são centrais para moldar o jogo junto à comunidade.

PUBG: BLINDSPOT já pode ser adicionado à lista de desejos no Steam, onde também serão divulgadas as próximas atualizações e novidades do projeto.

‘Peppa Pig’ abre uma nova fase com história sensível e transformadora para George

A rotina da família Pig vai mudar e de um jeito que conversa diretamente com a vida real. Os próximos episódios de Peppa Pig inauguram um novo arco narrativo que coloca George no centro da história e marca um momento decisivo para a série. Os capítulos inéditos estreiam em 2 de março, com exibição diária na HBO Max e no Discovery Kids.

Conhecida por abordar temas do cotidiano infantil com leveza e empatia, a animação dá mais um passo importante ao revelar que George Pig, o irmão mais novo de Peppa, tem perda auditiva moderada. A descoberta acontece durante uma consulta de rotina e passa a orientar os novos episódios da continuação da 11ª temporada.

A partir desse diagnóstico, a série acompanha como George e sua família aprendem a lidar com as mudanças. Com o apoio de uma audiologista, ele começa a usar um aparelho auditivo e passa a experimentar o mundo de uma forma diferente — redescobrindo sons simples, como respingos nas poças de lama ou a música da van de sorvete. Um dos momentos mais emocionantes do arco mostra George dizendo o nome de Peppa pela primeira vez.

Essa nova fase também reforça algo que sempre esteve no DNA da série: representar diferentes vivências familiares. Ao longo dos anos, Peppa Pig apresentou personagens como Mandy, a ratinha que usa cadeira de rodas, e Penny, a ursa-polar que tem duas mães. Agora, a história de George amplia esse olhar inclusivo, ajudando crianças a se reconhecerem — e a reconhecerem o outro — nas telas.

Com a família Pig agora oficialmente em cinco, os novos episódios exploram uma dinâmica cheia de descobertas, adaptações e pequenos aprendizados do dia a dia. Sem grandes viradas dramáticas, mas com muita escuta, afeto e curiosidade, Peppa Pig mostra que crescer em família é, acima de tudo, aprender juntos.

Rodada de negócios do CreativeSP Connect reúne quase 100 empresas na Pinacoteca

Fernando Nascimento

Nesta terça-feira (3), a Pinacoteca de São Paulo foi o ponto de encontro de quase 100 empresas e profissionais da economia criativa paulista. A rodada de negócios CreativeSP Connect reuniu estúdios, agências, produtoras, desenvolvedores de games e nomes do audiovisual em uma agenda focada em conexões comerciais, parcerias estratégicas e expansão internacional.

A iniciativa é realizada pela InvestSP, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. O objetivo é claro: transformar criatividade em ativo econômico, com apoio institucional e visão de longo prazo.

Criatividade como política de desenvolvimento

Para a secretária Marília Marton, o CreativeSP vai além de um encontro pontual. “O programa consolida a cultura e a economia criativa como política pública de internacionalização, estruturando pontes para que empresas e profissionais acessem mercados globais de forma qualificada”, afirmou.

A leitura é compartilhada pela Julia Saluh, diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior da InvestSP, que vê o programa como ferramenta estratégica de posicionamento internacional. Segundo ela, o reconhecimento recente do cinema e da música brasileiros em premiações globais reforça a competitividade do setor e a necessidade de abrir caminhos para mais empresas alcançarem esse patamar.

Números que mostram impacto real

Desde 2022, o CreativeSP acumula R$ 2 bilhões em expectativa de negócios, conectando 359 empresas e profissionais a compradores e parceiros e gerando a prospecção de 27 mil empregos. Os dados ajudam a dimensionar o peso da economia criativa não apenas como expressão cultural, mas como vetor de renda, inovação e exportação de propriedade intelectual.

Durante o encontro, também foram apresentados os resultados de 2025, o calendário de ações para 2026 e realizadas rodadas de negócios multissetoriais, com foco em conversas objetivas, troca de contatos e negociações em andamento.

Próximos passos

As inscrições para o calendário de missões internacionais de 2026 já estão abertas e incluem eventos estratégicos voltados a diferentes segmentos criativos, todos com foco em acesso a mercados externos e geração de negócios.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do programa: investsp.org.br/creative-sp.

O CreativeSP Connect reforça uma estratégia que vem ganhando corpo em São Paulo: tratar a criatividade não apenas como expressão cultural, mas como indústria capaz de gerar empregos, atrair investimentos e posicionar o estado como um polo criativo global.

Eu, Meu Pai e um Bebê | Aimee Lou Wood lidera nova sitcom britânica que estreia hoje no Filmelier+

A partir desta quinta-feira, 5 de fevereiro, o Filmelier+ estreia com exclusividade no Brasil a série britânica Eu, Meu Pai e um Bebê (Daddy Issues), sitcom protagonizada por Aimee Lou Wood ao lado de David Morrissey. A primeira temporada já está disponível na íntegra, com seis episódios de cerca de 30 minutos cada.

Criada pela comediante Danielle Ward, a série parte de uma premissa simples, mas cheia de tensão emocional e humor afiado: Gemma (Wood) descobre estar grávida após um romance de verão e, ao mesmo tempo, passa a dividir o apartamento com Malcolm (Morrissey), seu pai recém-divorciado. O convívio entre os dois expõe fragilidades, choques geracionais e tentativas atrapalhadas de reorganizar a vida adulta quando tudo sai do roteiro.

Comédia britânica com olhar íntimo

Conhecida do público por papéis em Sex Education e The White Lotus, Aimee Lou Wood entrega aqui uma personagem que equilibra vulnerabilidade e ironia, em uma narrativa que fala sobre maternidade inesperada, relações familiares e a dificuldade de crescer — mesmo quando se é adulto. O elenco conta ainda com Sharon Rooney (My Mad Fat Diary) e David Fynn (Harlan Coben – Lázaro), reforçando o DNA da comédia britânica contemporânea.

Sem apostar em grandes ganchos ou exageros, Eu, Meu Pai e um Bebê se destaca pelo tom íntimo e pelos diálogos afiados, transformando situações desconfortáveis em humor cotidiano, muitas vezes agridoce.

Onde assistir

O Filmelier+ é o canal por assinatura da SOFA DGTL, disponível dentro do Prime Video por R$ 14,90 mensais. A proposta do streaming é reunir séries e filmes guiados pela curadoria editorial do Filmelier, com foco em boas histórias — independentemente de gênero, origem ou escala de produção.

Version 1.0.0

Ficha Técnica

Comédia – 2024

Elenco: Aimee Lou Wood, David Morrissey e Sharon Rooney

A2 Filmes aposta no Content Americas para ampliar presença na América Latina

A participação da A2 Filmes no Content Americas, realizado em Miami, reforçou a estratégia da empresa de consolidar e expandir sua atuação na América Latina. Em parceria com a Great Movies, a distribuidora brasileira utilizou o evento como plataforma para fortalecer relações comerciais e observar de perto as transformações do mercado regional.

Para Alexandre Freire, diretor da A2 Filmes, o Content Americas segue sendo um dos principais espaços de contato direto com emissoras, distribuidores e plataformas latino-americanas. “É um mercado pensado para a América Latina. Mais do que fechar negócios imediatos, ele permite criar e manter relacionamentos de longo prazo”, afirma. Segundo ele, o evento já faz parte do calendário fixo da empresa, ao lado do MIP Cancún, como encontros prioritários para apresentação de catálogo e prospecção.

TVs locais ganham protagonismo

A edição deste ano evidenciou um momento de transição entre os grandes estúdios internacionais, marcado por fusões, reorganizações internas e decisões mais cautelosas. Esse cenário, de acordo com Freire, impacta diretamente o ritmo das negociações globais. “As grandes empresas passam por mudanças estruturais e culturais, o que naturalmente desacelera processos e revisões de orçamento”, explica.

Nesse contexto, as televisões locais da América Latina assumem papel ainda mais estratégico. “É com as TVs nacionais e regionais que o negócio acontece de forma mais concreta hoje. Cada país tem suas particularidades, e é ali que conseguimos construir acordos sólidos”, avalia o executivo.

AVOD no centro das discussões

Outro ponto que se destacou no evento foi o crescimento do modelo AVOD (vídeo sob demanda com publicidade). Para a A2 Filmes, esse segmento surge como um dos principais vetores de expansão, ao permitir operações menos restritas por fronteiras geográficas. “O AVOD amplia o alcance e cria oportunidades para negociar com parceiros de diferentes territórios, inclusive fora da América Latina”, diz Freire.

Ele ressalta que, diante de um cinema independente mais seletivo e de um mercado SVOD cada vez mais competitivo, o AVOD se consolida como um espaço relevante de crescimento. “Ficou claro que o digital é hoje um centro importante de receita.”

Construção de relações como estratégia

Freire destaca ainda o papel do Content Americas como ponto inicial de aproximação com novos parceiros. As reuniões rápidas, segundo ele, funcionam como um primeiro filtro para identificar afinidades de negócio. “Não é onde se fecham grandes contratos, mas onde se entende se faz sentido avançar. A partir daí, o relacionamento se aprofunda.”

Esse formato também facilita o acesso a emissoras médias e menores da região, contatos que dificilamente justificariam viagens individuais. “Todos estão ali. É onde a conversa começa.”

Com um catálogo estruturado para múltiplas janelas, a A2 Filmes chega a 2026 focada em expandir sua presença nos segmentos com maior potencial. “Estamos bem posicionados em termos de conteúdo. Agora, o foco é crescer onde o mercado aponta oportunidades reais — e o AVOD é, sem dúvida, uma delas”, conclui o diretor.

KaBuM! lança headset gamer Husky Permafrost com áudio 7.1 e zero latência

A KaBuM! acaba de ampliar o catálogo da Husky, sua marca própria voltada ao público gamer, com o lançamento do Headset Gamer Husky Permafrost. O modelo chega ao mercado com foco em desempenho competitivo, trazendo áudio 7.1 surround, conexão com fio (zero latência) e proposta de conforto para longas sessões de jogo.

A ideia é simples: eliminar atrasos, melhorar a leitura sonora do ambiente e garantir comunicação clara com o time. Em jogos onde cada passo, recarga ou tiro faz diferença, o som posicional vira ferramenta estratégica — e é exatamente aí que o Permafrost tenta se destacar.

Som tático e conexão sem atraso

O grande destaque do headset é o áudio 7.1 surround, que permite identificar a direção dos sons com mais precisão, algo essencial em FPS, battle royales e jogos competitivos em geral. A escolha pela conexão com fio garante latência zero e estabilidade total, evitando interferências ou perdas de sinal em momentos decisivos da partida.

Segundo a marca, a proposta é entregar uma experiência direta e confiável, sem depender de baterias ou conexões sem fio, mantendo o foco na performance.

Conforto para longas sessões e comunicação clara

Pensado para maratonas de jogo, o Husky Permafrost tem estrutura em ABS, earcups com bom isolamento de ruído e um design voltado ao uso prolongado. O microfone omnidirecional de alta sensibilidade promete captação clara da voz, facilitando a comunicação com o squad durante partidas online.

O nome “Permafrost”, inclusive, faz referência ao solo congelado das regiões árticas, associando o produto à ideia de resistência, estabilidade e durabilidade — conceitos que a Husky quer reforçar em sua linha de periféricos.

Preço e disponibilidade

O Headset Gamer Husky Permafrost já está disponível no site oficial do KaBuM! pelo valor promocional de R$ 149,90 à vista no Pix, posicionando o modelo como uma opção competitiva na faixa de entrada/intermediária do mercado gamer.

Com esse lançamento, o KaBuM! segue fortalecendo sua estratégia de marca própria, mirando consumidores que buscam custo-benefício sem abrir mão de recursos essenciais para o jogo competitivo.

Preservação digital: o valor da retrocompatibilidade nos games

Créditos- istock:Girts Ragelis

Durante décadas, trocar de console significava, quase sempre, recomeçar do zero. Cartuchos, discos e bibliotecas inteiras ficavam presos a um hardware específico, muitas vezes condenado ao esquecimento com o avanço tecnológico. Esse ciclo começou a ser questionado nos últimos anos, à medida que a indústria de games amadureceu e passou a enxergar seu próprio legado como um ativo cultural, econômico e histórico.

A mudança de postura é visível na geração atual de consoles. Em vez de romper com o passado, as fabricantes passaram a investir em soluções que permitem manter viva a experiência acumulada por milhões de jogadores ao longo do tempo. A retrocompatibilidade, antes tratada como um recurso secundário, tornou-se um diferencial estratégico.

O fim das barreiras entre as gerações de consoles

O avanço da arquitetura de hardware e dos sistemas operacionais abriu caminho para que jogos de gerações anteriores funcionem de forma estável em plataformas modernas. Diferentemente do que ocorria no passado, quando limitações técnicas impediam essa continuidade, hoje há uma preocupação clara em preservar o acesso à biblioteca de games construída pelo jogador.

Esse movimento atende a uma demanda prática e simbólica. Do ponto de vista do consumidor, representa respeito ao investimento feito ao longo dos anos em jogos físicos e digitais. Do lado da indústria, reduz a fragmentação entre gerações e fortalece ecossistemas de longo prazo, nos quais a troca de console não implica a perda de acesso a títulos marcantes.

Antes mesmo do lançamento da atual geração, a possibilidade de rodar jogos do PlayStation 4 em hardware mais recente seria um fator decisivo para muitos consumidores. A expectativa se confirmou: a retrocompatibilidade passou a ser vista como parte essencial da experiência gamer e não apenas como um bônus técnico.

Nesse cenário, a facilidade de acessar milhares de títulos de gerações anteriores através da retrocompatibilidade é um dos pontos mais elogiados na arquitetura do PlayStation 5, permitindo que o legado dos grandes estúdios continue vivo. A solução garante que jogos clássicos permaneçam disponíveis em um ambiente moderno, com melhorias de desempenho, tempos de carregamento reduzidos e maior estabilidade.

Por que a preservação dos games é importante para a cultura?

Mais do que entretenimento, os videogames consolidaram-se como expressão cultural. Títulos que marcaram época ajudam a contar a história da evolução tecnológica, das narrativas interativas e do próprio comportamento de consumo. Preservá-los significa manter acessível uma parte relevante da memória coletiva de diferentes gerações.

Sem iniciativas de preservação, muitos jogos correm o risco de desaparecer, seja pela obsolescência do hardware, seja pela perda de servidores e serviços online. A retrocompatibilidade surge, portanto, como uma resposta prática a esse desafio, ao lado de remasterizações, relançamentos digitais e catálogos por assinatura.

O valor da nostalgia também entra em cena. Revisitar experiências do passado se tornou uma estratégia relevante para empresas de diferentes setores, inclusive o de tecnologia e entretenimento. No universo dos games, esse resgate conecta jogadores veteranos à nova geração, criando pontes entre públicos distintos.

Ao permitir que consoles atuais abriguem títulos de diferentes épocas, a indústria reconhece que sua história importa. A preservação digital deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ocupar um espaço central no debate sobre acesso, memória e continuidade, reforçando o papel dos videogames como patrimônio cultural do século XXI.

Texto escrito por Gabriela Paiva – Conversion

Crítica | Nos anos 1990, Living the Land é um registro do fim silencioso da China rural tradicional.

Cena de 'Living The Land', de Huo Meng - crédito- Autoral Filmes

Quando se fala na China hoje em dia, o imaginário costuma ir direto à modernidade e a um país cuja economia exerce forte influência no mundo. Mas nem sempre foi assim. Living the Land exalta justamente uma China rural e pobre, em choque com a modernidade em 1991.

Segundo longa de Huo Meng, a produção funciona como uma homenagem às suas histórias de infância, retratando as relações familiares e a forma como a vida rural se organiza no dia a dia. Muitas dessas histórias acabam gerando identificação, seja por experiências próprias, seja por memórias transmitidas de geração em geração.

Seguindo um tom natural, sem pressa, quase como se a câmera estivesse apenas observando a vida acontecer, conhecemos o garoto Chuang, que vê seus pais partirem para o Sul em busca de melhores oportunidades de trabalho, enquanto ele permanece no vilarejo com a família.

É nesse cotidiano que acompanhamos Chuang indo ao colégio e nos deparamos com peculiaridades marcantes, como o pagamento da mensalidade escolar feito em sacos de trigo, e não em dinheiro. Mesmo “no meio do nada”, a tia o incentiva a tirar boas notas, pensando em uma futura faculdade, numa tentativa clara de romper com o ciclo aparentemente interminável que prende gerações da família ao interior.

Com o passar dos dias, o filme acompanha cada um dos familiares de Chuang, o casamento da tia, o rígido controle de natalidade da China, o esforço do Estado em registrar seus habitantes e a convivência com uma geração idosa que sequer possuía nome oficial. A bisavó do próprio Chuang, por exemplo, é registrada apenas como Sra. Li-wang nº 3.

É nesse contexto simples, marcado por uma população pouco esclarecida e por estruturas comunitárias muito sólidas, que os primeiros sinais de mudança começam a surgir. Tratores aparecem, a eletricidade chega, e até uma televisão “comunitária” é ligada na rua, reunindo todos ao redor para assistir juntos. São pequenos indícios de uma modernidade que já existia em outras partes do mundo, mas que finalmente alcançava essa China rural. Nesse ponto, é inevitável traçar um paralelo com o Brasil da mesma época, como visto em obras como a novela Tieta, que também retrata a chegada da eletricidade e da televisão num ambiente também rural, como Agreste.

Um dos momentos mais curiosos acontece quando os pais de Chuang retornam para o Ano Novo Chinês e falam sobre a região onde estão vivendo. O feriado nacional surge como um elo entre famílias separadas pela migração e, ao mesmo tempo, revela uma juventude que passa a enxergar outros horizontes, sonhando em seguir caminhos parecidos com os dos pais de Chuang em busca de um futuro melhor. Algo que não só gera identificação, como reflete um movimento bastante comum também no Brasil.

Huo Meng mantém esse recorte intimista ao longo de todo Living the Land, apostando em um elenco de atuação extremamente natural e em cenas longas que não apenas valorizam o cenário, mas fortalecem a conexão com os personagens. O filme é construído a partir de pequenas histórias, como a bisavó ensinando a colocar pedras para aumentar o peso do algodão, momentos simples que geram identificação e evocam memórias familiares.

Wang Shang entrega um Chuang contido e verdadeiro, mas quem realmente rouba a cena é Zhang Chuwen no papel da bisavó, com suas histórias, observações afiadas e respostas sempre na ponta da língua.

Por seu tom intimista e repleto de memórias familiares, Living the Land constrói o retrato de uma China prestes a mudar. Ao mesmo tempo, ao se apoiar em histórias universais, o filme ultrapassa fronteiras culturais e acaba falando também sobre nós. Talvez seja justamente aí que more sua maior força.

Trailer

Ficha Técnica

Nota: 4,5 (de 5)

Living the Land

Direção e roteiro: Huo Meng
Produção: Zhang Fan, Xu Chunping, Yao Chen, Jiang Hao, Cai Yuan
Elenco: Wang Shang, Zhang Chuwen, Zhang Yanrong, Zhang Caixia, Cao Lingzhi
Fotografia: Guo Daming
Montagem: Huo Meng
Trilha sonora: Wan Jianguo

Produção: Floating Light Film and Culture Co., Ltd.; Film Group; Phoenix Legend Films Co., Ltd.; Bad Rabbit Pictures Co., Ltd.; Lianray Pictures
Distribuição: Autoral Filmes

Estreia: 05 de fevereiro
Duração: 132 minutos
País: China
Idioma: Mandarim

Agradecimentos a Autoral Filmes pela produção deste conteúdo

Anime Friends 2026 traz de volta Cybercop com Tomonori Yoshida e Tom Saeba no Brasil

O Anime Friends 2026 confirmou dois convidados que ocupam um lugar especial na memória afetiva dos fãs de tokusatsu no Brasil: Tomonori Yoshida e Tom Saeba, protagonistas da clássica série Dennou Keisatsu Cybercop, exibida no país como Cybercop – Os Policiais do Futuro. Os atores estarão presentes durante todos os dias do evento, de 2 a 5 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Produzida pela Toho e exibida originalmente no Japão entre 1988 e 1989, Cybercop marcou uma virada no tokusatsu ao apostar em um visual urbano, armaduras high-tech e uma trama mais próxima da ficção científica cyberpunk do que da fantasia tradicional do gênero.

O que é Cybercop e por que a série marcou época

Ambientada em um futuro próximo, a série acompanha a criação da divisão especial ZAC (Zero Section Armed Constable), formada para combater o avanço do crime tecnológico em Tóquio. Para isso, a polícia passa a utilizar armaduras de combate conhecidas como Unidades Cyber, cada uma equipada com armas, sensores e funções específicas.

O diferencial de Cybercop sempre esteve no tom mais sério, na presença constante de tecnologia, computadores, inteligência artificial e na ideia de um inimigo que vinha do próprio avanço descontrolado da ciência. Isso fez com que a série se destacasse entre as produções do fim dos anos 1980.

Júpiter e Saturno

Tomonori Yoshida interpretou Shinya Takeda / Júpiter, o protagonista da série. Misterioso, Takeda surge no início da trama sem memória e, aos poucos, revela sua ligação com o futuro e com a guerra contra a organização Destrap. Júpiter é o personagem mais poderoso da equipe, capaz de invocar a chamada Cyber-Força, que libera armas e habilidades especiais. O papel consolidou Yoshida como um dos rostos mais lembrados do tokusatsu.

Tom Saeba deu vida a Ryoichi Mori / Saturno, o integrante mais descontraído do grupo. Mulherengo, bem-humorado e estratégico, Saturno era responsável por sensores, radares e leitura de dados, funcionando como os “olhos” da equipe em campo. Sua personalidade contrastava com o clima tenso da série e o tornou um dos personagens mais carismáticos para o público.

Cybercop no Brasil

No Brasil, Cybercop chegou em 1990, exibida pela Sato Company na extinta Rede Manchete, dentro do Clube da Criança. A série rapidamente conquistou bons índices de audiência e entrou para o grupo de produções japonesas que ajudaram a formar a chamada “geração Manchete”.

Anos depois, Cybercop ainda ganhou reprises na CNT e em emissoras regionais, além de versões em quadrinhos publicadas pela Editora Abril. Mesmo décadas após sua exibição original, a série segue sendo uma das mais lembradas quando o assunto é tokusatsu no Brasil.

O encontro com os fãs no Anime Friends 2026

Anime Friends 2024 _ Crédito Divulgação – Maru Division

Durante o Anime Friends 2026, Tomonori Yoshida e Tom Saeba participam de painéis especiais, nos quais devem relembrar bastidores da produção, curiosidades das gravações, a experiência de trabalhar com armaduras pesadas e a recepção calorosa da série fora do Japão, especialmente no Brasil. Também estão previstas sessões de Meet & Greet, permitindo que fãs tirem fotos, peçam autógrafos e conversem diretamente com os atores.

A presença da dupla reforça a tradição do evento em valorizar o tokusatsu clássico, colocando no mesmo espaço fãs veteranos e novas gerações que descobriram essas séries por meio da internet, streaming e cultura pop retrô.

Sobre o Anime Friends

Criado no fim dos anos 1990, o Anime Friends se consolidou como o maior evento de cultura pop asiática da América Latina, reunindo anime, mangá, tokusatsu, games, música japonesa e artistas internacionais. Atualmente, o festival é produzido pela Maru Division, responsável por ampliar a estrutura do evento e trazer convidados históricos do Japão ao Brasil.

Serviço – Anime Friends 2026

Quando: 2 a 5 de julho de 2026
Onde: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)
Ingressos: à venda a partir de 6 de fevereiro, às 12h, pela Ticket360
Mais informações: animefriends.com.br

Supergirl: O Mundo chega ao Brasil com história ambientada no país

A DC Comics confirmou Supergirl: O Mundo, nova antologia internacional dedicada à Kara Zor-El que será lançada simultaneamente em vários países no dia 2 de junho de 2026. No Brasil, a publicação fica por conta da Editora Panini, marcando mais um capítulo da série de projetos globais iniciada com Batman: O Mundo e Superman: O Mundo.

A ideia aqui não é reinventar a personagem, mas observar como ela se transforma quando atravessa culturas diferentes. Cada país convidado apresenta uma história curta e autoral, criando um retrato coletivo da Supergirl como símbolo universal de empatia, força e pertencimento.

O Brasil integra o projeto com uma história completa assinada por Fernanda Chiella, responsável por roteiro, arte e capa do capítulo nacional. Na trama, Kara vem ao país em busca de descanso, mas acaba envolvida em uma missão inesperada e íntima: ajudar uma criança a encontrar seu cachorro desaparecido. Ao lado de Krypto, a narrativa percorre cenários brasileiros com leveza e afeto, apostando mais no cotidiano do que no épico.

A antologia reúne artistas de 15 países, formando um verdadeiro painel internacional de estilos e abordagens. Participam do projeto:

  • Estados Unidos: Mariko Tamaki (roteiro), Skylar Patridge (arte) e Joëlle Jones (capa)
  • Espanha: Aneke (roteiro, arte e capa)
  • Itália: Francesca Michielin (roteiro) e Federica Croci (arte e capa)
  • Sérvia: Uroš Dimitrijević (roteiro) e Stevan Subic (arte e capa)
  • Camarões: Njoka Suyru (roteiro), Coeurtys Ulrich Minko (esboços) e Ejob Nathanael Ejob (arte e capa)
  • Finlândia: Johanna Sinisalo (roteiro) e Rosi Kämpe (arte e capa)
  • Argentina: Tomás Wortley (roteiro) e Rocío Zucchi (arte e capa)
  • Turquia: Mahmud Asrar (roteiro, arte e capa)
  • França: Kid Toussaint (roteiro) e Joël Jurion (arte e capa)
  • Brasil: Fernanda Chiella (roteiro, arte e capa)
  • Polônia: Anna Krztoń (roteiro) e Kasia Nie (arte e capa)
  • México: Mariana Moreno (roteiro, arte e capa)
  • Alemanha: Yann Krehl (roteiro) e Marie Sann (arte e capa)
  • Colômbia: Sara (roteiro, arte e capa)
  • Japão: Satoshi Miyagawa (roteiro) e Kai Kitago (arte e capa)

Supergirl: O Mundo chega às livrarias e lojas especializadas brasileiras em 2 de junho de 2026, reforçando a proposta de ver personagens clássicos sob novos olhares — menos centrados em eventos grandiosos e mais atentos às pequenas histórias que atravessam fronteiras.

O 11º Tripulante chega ao Brasil em fevereiro e marca a estreia de Moto Hagio por aqui

A Editora JBC já tem seu principal destaque de fevereiro confirmado: O 11º Tripulante, clássico absoluto da ficção científica japonesa, chega ao Brasil no dia 18 de fevereiro de 2026. O lançamento marca a primeira publicação de uma obra de Moto Hagio no país, um nome fundamental na história do mangá.

Publicado originalmente em 1975, O 11º Tripulante é considerado um divisor de águas tanto dentro do shōjo quanto da ficção científica nos quadrinhos japoneses. A história acompanha dez jovens astronautas, de diferentes espécies da galáxia, reunidos para um teste final: ocupar uma nave abandonada e sobreviver apenas com os recursos disponíveis. O problema surge quando, ao fecharem as escotilhas, percebem que há onze pessoas a bordo. Quem é o intruso? E por que a nave parece esconder algo ainda mais inquietante?

O suspense psicológico conduz a narrativa enquanto temas como identidade, papéis de gênero, classe social e o próprio conceito de humanidade surgem de forma pioneira para a época. Não à toa, a obra venceu o Shogakukan Manga Award em 1976 e permanece até hoje como referência obrigatória do gênero.

Reconhecida como uma das criadoras do shōjo moderno, Moto Hagio influenciou gerações de artistas desde sua estreia, em 1969. Além de O 11º Tripulante, a autora também assina obras fundamentais como The Poe Clan e The Heart of Thomas, e foi homenageada em 2024 pelo conjunto de sua obra no Festival de Quadrinhos de Angoulême, na França.

A edição brasileira de O 11º Tripulante chega em volume único, com 288 páginas, formato grande 18 x 25,6 cm, acabamento em brochura, reforçando o caráter especial desse lançamento histórico.

O 11º Tripulante, de Moto Hagio, chega às lojas brasileiras em 18 de fevereiro de 2026.

Dados do Volume

  • Volume: Volume único
  • Número de páginas: 288
  • Autoria: Hagio Moto
  • Classificação etária: 14 anos

Edição Impressa

ISBN: 9788545715481

Formato: 18,0 x 25,6 cm

Preço: R$ 109,90

NBA revela uniformes e quadra do Jogo das Estrelas 2026, com clima de Los Angeles e duelo EUA vs. Mundo

A NBA apresentou os uniformes e a quadra do NBA All-Star Game de 2026, que acontece no dia 15 de fevereiro, no Intuit Dome, em Inglewood, casa do LA Clippers. Pelo nono ano seguido, a Jordan Brand assina os uniformes das estrelas da liga.

O visual do evento aposta forte na identidade de Los Angeles e no novo formato EUA vs. Mundo, que estreia nesta edição. A ideia é simples: usar o All-Star para reforçar o peso global da liga, sem perder a ligação histórica com a cidade que já recebeu o jogo outras sete vezes.

Nos uniformes, a referência é direta. As equipes dos Estados Unidos usam variações em vermelho, branco e azul, brincando com estrelas e listras da bandeira americana. Já o time internacional entra em quadra com um uniforme branco, com detalhes em azul e verde, remetendo a terra e oceano. Um detalhe que chama atenção é a bandeira do país de cada jogador estampada nas costas da camisa, além da marca especial celebrando a 75ª edição do All-Star Game.

A quadra segue a mesma lógica visual. O design mistura a identidade do evento com elementos do próprio Intuit Dome, usando tons de azul, vermelho e variações de madeira no piso. O centro da quadra traz o logo oficial do All-Star 2026, cercado por referências visuais a Los Angeles, incluindo palmeiras e padrões geométricos inspirados na arquitetura da arena.

Dentro de quadra, o jogo também muda. O formato EUA vs. Mundo coloca duas equipes americanas e uma internacional em um mini-torneio todos contra todos, com partidas de 12 minutos. A proposta é deixar o jogo mais dinâmico e, ao mesmo tempo, refletir a diversidade cada vez maior da liga.

O NBA All-Star Game 2026 acontece no domingo, 15 de fevereiro, direto de Los Angeles.