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Sessão Vitrine Petrobras lança aplicativo gratuito

A Sessão Vitrine Petrobras começa o ano expandindo sua presença digital e anuncia o lançamento de seu aplicativo oficial, disponível gratuitamente a partir de 5 de janeiro para celulares iOS e Android. A proposta é simples e direta: concentrar, em um único espaço, tudo o que envolve os filmes do projeto que há mais de 15 anos fortalece a circulação do cinema brasileiro nas salas do país.

O app surge como uma extensão natural da experiência da Sessão Vitrine, funcionando como ponto de encontro entre público, obras e cinemas parceiros. Em vez de depender de múltiplas buscas, o espectador encontra ali informações atualizadas sobre os títulos em cartaz, programação completa em mais de trinta cidades, trailers, imagens inéditas e conteúdos exclusivos de cada filme.

Um hub para acompanhar lançamentos e descobrir filmes

Pensado para quem gosta de acompanhar o cinema nacional de perto, o aplicativo permite explorar o catálogo da Sessão Vitrine Petrobras com mais profundidade. É possível navegar pelos lançamentos do ano, acessar fichas técnicas detalhadas e entender melhor o contexto de cada obra, algo que dialoga tanto com quem frequenta salas de cinema quanto com quem consome filmes de forma mais investigativa.

A iniciativa também reforça o caráter coletivo do projeto, que desde sua criação aposta em ingressos a preços reduzidos e em uma ampla rede de cinemas parceiros para ampliar o alcance dos filmes brasileiros fora do circuito mais óbvio.

Mais do que exibição, formação de público

O lançamento do aplicativo se conecta a uma atuação que vai além da simples distribuição. A Sessão Vitrine Petrobras também promove sessões com recursos de acessibilidade, debates após as exibições, atividades de formação, parcerias com cineclubes, coletivos culturais e instituições de ensino públicas e privadas. Tudo isso faz parte de um esforço contínuo de democratizar o acesso ao audiovisual nacional e formar novos públicos.

Outro eixo importante do projeto é o cuidado com a memória do cinema brasileiro. A iniciativa foi responsável pelo restauro e relançamento em 4K de títulos fundamentais como Durval Discos, A Hora da Estrela, Saneamento Básico, o Filme e o curta Ilha das Flores, de Jorge Furtado, aproximando novas gerações de obras que marcaram época.

Um projeto que acompanha o cinema brasileiro em movimento

Para Silvia Cruz, criadora da Sessão Vitrine Petrobras, o aplicativo funciona como uma ferramenta de aproximação. A ideia é tornar mais simples o acesso às informações, à programação e aos conteúdos que orbitam os filmes, fortalecendo o vínculo entre espectadores, salas de cinema e produções nacionais.

Com o app, o projeto amplia sua presença digital sem abandonar sua essência: incentivar a ida ao cinema e valorizar a experiência coletiva da sala escura, mesmo em tempos de consumo cada vez mais fragmentado.

Vitrine Filmes e um catálogo que dialoga com o público

Realizada pela Vitrine Filmes, a Sessão Vitrine Petrobras faz parte de um ecossistema que já levou mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas. O catálogo da distribuidora reúne títulos que marcaram o circuito nacional e internacional, como Bacurau, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, Druk – Mais Uma Rodada, vencedor do Oscar de Filme Internacional, e Nosso Sonho, maior bilheteria nacional de 2023.

Nos últimos anos, a Vitrine também lançou obras como Baby, de Marcelo Caetano, Kasa Branca, de Luciano Vidigal, Um Lobo Entre os Cisnes, cinebiografia do bailarino Thiago Soares, e O Último Azul, de Gabriel Mascaro, vencedor do Urso de Prata em Berlim. Em 2025, o destaque foi O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, premiado em Cannes e escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2026.

Com o aplicativo da Sessão Vitrine Petrobras, esse universo passa a caber na palma da mão, reforçando a ideia de que acompanhar o cinema brasileiro pode ser tão acessível quanto envolvente.

Dragon Khan lança demo no Steam em 8 de janeiro e aposta em ação com DNA brasileiro

O RPG de ação Dragon Khan ganha sua primeira demo jogável no Steam no dia 8 de janeiro, marcando um novo passo para o projeto independente da EVO Game Studio. Desenvolvido no Brasil, o jogo coloca o jogador no controle de Botu, um híbrido de humano e dragão que precisa equilibrar artes marciais ancestrais e magia para sobreviver em um mundo tomado por ruínas, criaturas hostis e segredos antigos.

Um projeto autoral após DOLMEN

Parte da equipe por trás do souls-like DOLMEN está envolvida em Dragon Khan, mas desta vez o estúdio segue sem publisher, bancando o desenvolvimento com recursos próprios. Essa decisão reflete diretamente no escopo mais autoral do jogo, que troca a rigidez típica do souls por um combate mais veloz e estilizado, focado em fluidez, combos e liberdade de abordagem.

Combate rápido e referências claras

Dragon Khan bebe de fontes bem conhecidas do público gamer. Há ecos de Legacy of Kain Soul Reaver na atmosfera sombria e mitológica, de Darksiders na escala dos cenários e de Devil May Cry no ritmo do combate. A proposta é clara: ação em terceira pessoa com foco em timing, variação de golpes e uso constante de habilidades mágicas, sem transformar cada confronto em punição extrema.

Ithannar, um mundo feito para explorar

A demo permite conhecer Ithannar, um continente de fantasia com visual pintado à mão, repleto de florestas, templos antigos e áreas selvagens que incentivam a exploração. O jogo aposta em verticalidade, o que faz sentido considerando que Botu não é um herói comum. Seu sangue dracônico garante acesso a garras, mandíbulas, ataques com a cauda e até a possibilidade de voar, algo raro em RPGs de ação do gênero e que promete impactar tanto o combate quanto o level design.

Artes marciais como identidade

Um dos diferenciais de Dragon Khan está na forma como o combate corpo a corpo é construído. As artes marciais não são apenas animações bonitas, mas parte central da jogabilidade. O jogador pode misturar estilos, criar sequências próprias e adaptar os golpes ao seu jeito de jogar, reforçando a ideia de domínio técnico em vez de simples progressão numérica.

Trailer

Demo já tem data marcada

A demo de Dragon Khan chega ao Steam em 8 de janeiro e serve como primeiro contato público com o projeto. Para quem acompanha o crescimento dos jogos brasileiros e curte RPGs de ação com identidade própria, vale ficar de olho. O trailer e a página oficial já estão disponíveis na Steam, abrindo caminho para que o jogo comece a construir sua base de fãs ainda na fase de desenvolvimento.

A Miss estreia em fevereiro

A Miss

Depois de circular por festivais europeus dedicados ao cinema LGBTQIA+, A Miss, novo longa escrito e dirigido por Daniel Porto, estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, com distribuição da Olhar Filmes. O filme marca a estreia do diretor em longas-metragens e aposta em uma narrativa intimista que cruza família, identidade e performance, usando o universo dos concursos de beleza como lente para discutir gênero e afeto.

Antes do lançamento no Brasil, o longa passou pelo Actrum International Film Festival, na Espanha, pelo OMOVIES Festival Internacional de Cinema LGBTQIA+, na Itália, e integra a programação do Queergestreift Film Festival Konstanz, na Alemanha. O percurso internacional reforça o diálogo da obra com um cinema queer mais interessado em nuances emocionais do que em discursos diretos.

Família, gênero e expectativas em cena

A história acompanha os irmãos Martha (Maitê Padilha) e Alan (Pedro David), que vivem à sombra do passado da mãe, Iêda (Helga Nemetik), vencedora de um concurso de beleza na juventude. O sonho de Iêda é ver a tradição familiar continuar, mas a frustração surge quando Martha demonstra não ter interesse nem aptidão para o universo das misses.

O conflito se intensifica quando Alan, filho cuja sexualidade ainda é um tabu dentro de casa, revela talento e desejo de disputar a faixa e a coroa. Com a ajuda do excêntrico tio Athena (Alexandre Lino), os irmãos elaboram um plano para realizar o sonho da mãe sem que ela saiba toda a verdade. A partir daí, A Miss transforma o concurso em metáfora para os papéis que cada personagem desempenha dentro da família.

Dramédia e personagens sem respostas fáceis

Daniel Porto define o filme como uma dramédia, equilibrando humor ácido e tensão emocional ao longo de seus cerca de 90 minutos. O riso surge de situações cotidianas e de diálogos irônicos, mas nunca dilui o impacto dos conflitos. No centro está Iêda, uma mulher obrigada a rever certezas ao se confrontar com a sexualidade do filho e com as próprias expectativas que projetou nos filhos.

Essa escolha aproxima A Miss de um cinema LGBTQIA+ que evita caricaturas e aposta em personagens contraditórios, onde ninguém é reduzido a um único traço. O filme observa mais do que julga, criando espaço para empatia mesmo nos embates mais desconfortáveis.

Elenco e participações especiais

Além do quarteto principal, o elenco conta com Eduardo Martini, Andrea Veiga, Ava Simões e Francisco Salgado, ampliando o universo da narrativa sem perder o foco nas relações familiares. O longa também traz participações especiais da apresentadora Gardênia Cavalcanti e da cantora Ellen de Lima, nomes que dialogam com o imaginário popular e com o espetáculo em torno dos concursos de beleza.

Daniel Porto e o cinema LGBTQIA+ contemporâneo

Indicado ao Prêmio APCA, Daniel Porto construiu carreira no teatro antes de migrar para o audiovisual. É diretor do curta Chemsex, exibido internacionalmente, e roteirista de Routine, filmado em Nova York. A Miss é seu primeiro longa-metragem e teve o roteiro desenvolvido no laboratório francês do Festival Varilux de Cinema Francês, evidenciando o cuidado na construção dos personagens e no equilíbrio entre humor e drama.

Olhar Filmes e a aposta na diversidade

Responsável pela distribuição, a Olhar Filmes vem se consolidando como uma das principais casas do cinema LGBTQIA+ no Brasil. Desde 2017, a distribuidora lançou dezenas de títulos independentes, muitos deles premiados e exibidos em festivais como Cannes, Berlim, Sundance e Gramado.

Com A Miss, a Olhar reforça sua linha editorial voltada a histórias que dialogam com identidade, juventude e diversidade, apostando em um cinema brasileiro que cresce fora dos padrões tradicionais.

Por que acompanhar

Ao usar o concurso de miss como palco para discutir gênero, afeto e silêncio familiar, A Miss se insere no cinema LGBTQIA+ brasileiro com uma abordagem sensível e irônica. É um filme que fala sobre identidade sem discursos prontos e encontra força justamente nas contradições de seus personagens, convidando o público a olhar além da faixa e da coroa.

Matt Damon e Ben Affleck estrelam Dinheiro Suspeito, novo thriller da Netflix

THE RIP. (L to R) Ben Affleck as Detective Sergeant J.D. Byrne, Teyana Taylor as Detective Numa Baptiste, Steven Yeun as Detective Mike Ro, Catalina Sandino Moreno as Detective Lolo Salazar, Matt Damon as Lieutenant Dane Dumars and Sasha Calle as Desi in The Rip. Cr. Courtesy of Netflix © 2025.

A Netflix divulgou o trailer e o pôster de Dinheiro Suspeito, novo longa estrelado por Matt Damon e Ben Affleck que chega ao catálogo no dia 16 de janeiro. A prévia deixa claro o tom do filme: nada de heroísmo clássico, mas um thriller policial movido por paranoia, ambição e jogos de poder. Ambientada em Miami, a história parte de uma situação aparentemente simples, a apreensão de milhões de dólares, que rapidamente se transforma em um teste de lealdade dentro de um grupo de policiais.

Dirigido e roteirizado por Joe Carnahan, conhecido por filmes como A Perseguição e Narc, o longa investe em ritmo acelerado e tensão constante. Carnahan também assina a história ao lado de Michael McGrale, reforçando sua marca de narrativas onde a linha entre certo e errado é cada vez mais borrada conforme a pressão aumenta. Em Dinheiro Suspeito, a desconfiança não vem apenas de fora, mas nasce dentro do próprio grupo, tornando cada decisão potencialmente fatal.

Damon e Affleck novamente no mesmo projeto

Além de protagonizarem o filme, Matt Damon e Ben Affleck também atuam como produtores, repetindo uma parceria que vai além da atuação e já se tornou frequente nos bastidores. A curiosidade aqui é ver os dois novamente envolvidos em um projeto que foge do drama clássico e mergulha de vez no suspense policial. O elenco ainda reúne nomes como Steven Yeun, Teyana Taylor, Sasha Calle e Catalina Sandino Moreno, além de participações de Scott Adkins e Kyle Chandler, ampliando o peso dramático da produção.

Quando ninguém é totalmente confiável

THE RIP. Kyle Chandler as DEA Agent Mateo ‘Matty’ Nix in The Rip. Cr. Warrick Page/Netflix © 2025.

A sinopse resume bem o clima do filme: uma equipe encontra milhões de dólares em um esconderijo abandonado, mas o valor da apreensão desperta interesses externos e internos. À medida que outras forças começam a questionar a origem do dinheiro, versões conflitantes surgem e a confiança se desfaz. O trailer sugere que o verdadeiro inimigo pode estar ao lado, e não do outro lado da lei.

Trailer

Pôster

Estreia global em janeiro

Dinheiro Suspeito estreia mundialmente na Netflix em 16 de janeiro, apostando em uma trama de tensão crescente e personagens moralmente ambíguos. Para quem gosta de thrillers policiais que exploram mais o psicológico do que a ação pura, o filme surge como uma das apostas mais interessantes do mês no streaming.

CULTSP PRO transforma janeiro em vitrine cultural no Oswald de Andrade

Janeiro costuma ser um mês de pausa na cidade, mas no Bom Retiro o ritmo é outro. Para marcar os 472 anos de São Paulo, o CULTSP PRO ocupa o Complexo Cultural Oswald de Andrade com uma programação gratuita que cruza design, artes visuais e cinema, reunindo exposições, mostra de cartazes e uma sessão especial de curtas no tradicional Cineclube Oswald. A proposta é simples e direta: abrir espaço para diferentes linguagens e narrativas que dialogam com a cidade, seus corpos e suas histórias.

CULTSP PRO e o papel do Oswald como centro cultural vivo

Gerido pelo idg Instituto de Desenvolvimento e Gestão, o CULTSP PRO Escolas de Profissionais da Cultura funciona como um polo de formação e circulação cultural no centro de São Paulo. Com sede fixa no Complexo Cultural Oswald de Andrade, o programa atua na qualificação de profissionais do setor criativo e, ao mesmo tempo, mantém o espaço em constante movimento com exposições, mostras e atividades abertas ao público. Em janeiro, essa vocação fica ainda mais evidente ao conectar o aniversário da cidade a produções contemporâneas de diferentes regiões do país.

Floresta Invisível e o diálogo com a crise climática

Até o dia 10 de janeiro, o público pode visitar a exposição Floresta Invisível, da artista Seungyeon Lee. A mostra propõe uma reflexão sensível sobre ecologia, mitologia e história, partindo da relação de interdependência entre humanidade e natureza. Em um momento em que o debate ambiental atravessa todas as áreas, a exposição funciona como um respiro visual e conceitual no meio da cidade. A realização é do Centro Cultural Coreano no Brasil, reforçando também o intercâmbio cultural internacional presente na programação do Oswald.

Cartazes do Prêmio Design MCB ganham destaque em São Paulo

Na véspera do aniversário da capital, em 24 de janeiro, abre ao público a Mostra dos Cartazes finalistas do Concurso de Cartazes do 36º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. A exposição segue até 15 de março e reúne trabalhos selecionados entre 368 inscrições vindas de todo o país. São cartazes de 18 estados, com 37 projetos escolhidos e 11 destaques definidos pela comissão julgadora. O cartaz vencedor desta edição é assinado por Sofia de Carvalho Costa e Lima, de Salvador, evidenciando a força e a diversidade do design gráfico brasileiro contemporâneo. A mostra é realizada em parceria com a Associação Pinacoteca Arte e Cultura.

Cineclube Oswald exibe curtas que atravessam corpo, memória e território

Também no dia 24 de janeiro, das 16h às 17h30, o Cineclube Oswald apresenta uma sessão especial de curtas com obras de artistas e coletivos que integraram a programação do espaço ao longo de 2025. A seleção passeia por diferentes formatos e temas, criando um retrato múltiplo da produção audiovisual recente.

A animação CALL 01321, dirigida por Vics e Vitor Zanini, acompanha uma personagem em uma jornada visual que questiona padrões de corpo e forma, trabalho que já circula por festivais nacionais e internacionais. Em Todo Coração Bate em Silêncio, Sabrina Caires e Paulo Duarte contam a história de Lívia Aparecida Paixão, mulher negra, mãe solo e surda, em um relato potente sobre sobrevivência, escuta e representatividade. Já a ficção Uma Noite, de Leti Marques, aborda escolhas afetivas e profissionais de um casal diante dos limites impostos pelo tempo do corpo e da vida, em um projeto viabilizado por políticas públicas de fomento cultural.

O documentário Batuqueiras, de Mayara Dias, destaca mulheres que transformam ritmos ancestrais em ferramentas de resistência e pertencimento. De Regreso Abuelos y Nietos del Bom Retiro, dirigido por José Giovanni, registra memórias e expressões culturais de migrantes bolivianos do bairro, propondo um olhar além dos estigmas. Festival Revita Prates, de Fernando Oikawa, acompanha a trajetória de um festival comunitário que nasce em 2018 e cresce a partir da construção coletiva. A programação inclui ainda Ocupação Mauá, de Tadeu Jungle, experiência em realidade virtual exibida com óculos específicos, que revela o cotidiano e a organização comunitária de uma das ocupações mais simbólicas do centro paulistano.

Formação cultural como eixo permanente

Além da programação aberta ao público, o CULTSP PRO segue como uma das principais iniciativas de formação cultural do estado. Dividido em seis escolas temáticas, o programa oferece cursos e ações em áreas como artes cênicas, audiovisual, design gráfico, fotografia, games, moda sustentável, gastronomia, produção musical e gestão cultural. O Programa Qualificação em Artes Dança e Teatro também integra a estrutura, fortalecendo grupos artísticos e ampliando o acesso à formação profissional no setor criativo.

Serviço

CULTSP PRO Programação de Janeiro 2026
Local: Complexo Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo
Entrada gratuita | Classificação livre

Exposições
Floresta Invisível, de Seungyeon Lee
Até 10 de janeiro de 2026, das 9h às 22h de segunda a sexta e das 9h às 18h aos sábados e domingos

Mostra dos Cartazes finalistas do 36º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira
De 24 de janeiro a 15 de março, das 9h às 22h de segunda a sexta e das 9h às 18h aos sábados e domingos

Cinema
Sessão Especial de Curtas no Cineclube Oswald
24 de janeiro, das 16h às 17h30

Mais informações e programação completa em cultsp.pro.gov.br

Cat for Cash estreia em janeiro e mistura BL, gatos e cobrança de dívidas na Tailândia

Janeiro chega com um BL tailandês que já nasce com cara de favorito entre quem curte histórias fora do óbvio. Cat for Cash estreia no dia 20 de janeiro de 2026 pela GMM 25 e aposta numa combinação curiosa: romance, comédia agridoce, cobrança de dívidas e muitos gatos. Tudo isso embalado por um casal protagonista que o público do BL já conhece bem.

A trama gira em torno de Lynx, um intérprete que carrega uma relação complicada com a mãe e, curiosamente, uma aversão declarada a gatos. O problema começa quando ele é obrigado a assumir o café de gatos da família e ainda lidar com a dívida absurda deixada por ela. É aí que entra Tiger, um cobrador charmoso, assumidamente apaixonado por felinos e com uma habilidade nada comum: ele entende exatamente o que os gatos estão miando. A parceria forçada começa no caos, mas rapidamente evolui para algo bem mais íntimo.

Khaotung e First juntos de novo em papéis contrastantes

O grande chamariz de Cat for Cash é o reencontro de Khaotung Thanawat Ratanakitpaisan e First Kanaphan Puitrakul, dupla querida do público BL por trabalhos anteriores. Aqui, Khaotung vive Lynx, um personagem fechado, cheio de traumas familiares e zero paciência para bolas de pelo. Já First interpreta Tiger, alguém leve, empático e totalmente conectado com os gatos e, aos poucos, com o próprio Lynx.

A dinâmica entre os dois brinca com opostos bem definidos, algo que o BL tailandês sabe explorar como poucos. A série aposta menos em exageros dramáticos e mais em pequenos gestos, silêncios e situações cotidianas que constroem o romance de forma orgânica.

Direção experiente e DNA clássico da GMMTV

A direção fica por conta de Au Kornprom Niyomsil, nome que carrega um currículo respeitável dentro da GMMTV. Ele já esteve envolvido em títulos marcantes como My School President, Moonlight Chicken, Bad Buddy e A Tale of Thousand Stars. Esse histórico ajuda a entender o tom que Cat for Cash promete seguir: BL emocionalmente honesto, com personagens bem construídos e espaço para temas familiares, amadurecimento e afeto.

Com 10 episódios de cerca de 45 minutos, exibidos às terças-feiras, a série deve equilibrar romance, humor leve e aquele drama cotidiano que costuma grudar quem acompanha semana após semana.

Pôster

Curiosidades que deixam a estreia ainda mais interessante

Além do romance, Cat for Cash chama atenção por usar gatos como parte ativa da narrativa, não apenas como alívio cômico. A habilidade de Tiger de entender os miados funciona tanto como elemento divertido quanto como metáfora de comunicação emocional, algo que Lynx claramente precisa aprender ao longo da história.

Outro detalhe curioso é o título original, Pay Rak Duai Maeo Liang, que brinca com a ideia de “pagar o amor criando gatos”, reforçando o tom quase slice of life que a série promete entregar.

NCIS retorna em dose dupla com novas temporadas de NCIS e NCIS: Sydney no AXN

Foto- 23ª temporada de NCIS. Créditos- AXN

Os fãs de séries investigativas já podem marcar no calendário. A franquia NCIS volta a ocupar o horário nobre do AXN no Brasil a partir de 17 de janeiro, trazendo duas estreias que dialogam entre tradição e renovação. De um lado, a impressionante 23ª temporada de NCIS, provando que a série ainda tem fôlego depois de mais de duas décadas no ar. Do outro, a 3ª temporada de NCIS: Sydney, spin-off que expande o universo da franquia com identidade própria e clima internacional.

NCIS segue firme após mais de 20 anos

Foto- 23ª temporada de NCIS. Créditos- AXN

Às 20h10, quem assume o comando é a série que virou sinônimo de investigação criminal na TV. Em sua 23ª temporada, NCIS continua acompanhando os agentes especiais em casos ligados à Marinha dos Estados Unidos, misturando suspense, ação e aquele equilíbrio já conhecido entre trabalho e vida pessoal.

O elenco principal retorna completo, com Sean Murray, Katrina Law, Wilmer Valderrama, Gary Cole, Brian Dietzen, Diona Reasonover e Rocky Carroll, reforçando a sensação de familiaridade que conquistou o público ao longo dos anos. Os novos episódios aprofundam relações internas, revisitam decisões do passado e exploram com mais cuidado o impacto emocional que esse tipo de trabalho deixa nos personagens. Mesmo após tanto tempo, a série segue encontrando novas formas de tensionar sua própria mitologia.

Curiosidade que sempre chama atenção é como NCIS se mantém relevante ao atualizar seus casos com temas contemporâneos, sem abandonar a estrutura clássica que fez a série durar tanto tempo na grade.

NCIS: Sydney consolida identidade no universo da franquia

Foto- 3ª temporada de NCIS Sydney. Créditos- AXN

Logo depois, às 21h, é a vez de NCIS: Sydney mostrar por que deixou de ser apenas um spin-off curioso para se tornar uma peça importante da franquia. A 3ª temporada começa diretamente após os eventos intensos do último final de temporada, incluindo a resolução dos acontecimentos envolvendo o sequestro do filho do Sargento Dempsey.

A nova fase aposta em casos de maior escala, conflitos com impacto regional e um desenvolvimento mais profundo das relações entre os membros da força-tarefa internacional australiana. O resultado é uma série que mantém o DNA de NCIS, mas com um ritmo e atmosfera próprios, muito influenciados pelo cenário e pela dinâmica multicultural.

O elenco segue liderado por Olivia Swann, Todd Lasance e Sean Sagar, ampliando as camadas emocionais e estratégicas da equipe. Para quem gosta de ver franquias se reinventando sem perder a essência, Sydney entrega exatamente isso.

Duas séries, um mesmo universo

Com essas estreias, o AXN reforça seu espaço como casa das séries investigativas e entrega aos fãs um sábado completo dedicado ao universo NCIS. Seja acompanhando a longevidade impressionante da série original ou explorando novos territórios com o spin-off australiano, a franquia prova que ainda sabe como manter o público engajado, temporada após temporada.

Nova Salém | Fenômeno LGBTQIAPN+ do Wattpad ganha edição física

Depois de ultrapassar um milhão de leituras no Wattpad, Nova Salém dá um novo passo e ganha sua primeira edição física pela Editora Euphoria. O livro, atualmente em fase de impressão gráfica, marca o início de uma duologia de fantasia urbana LGBTQIAPN+, misturando romance aquileano, bruxos, vampiros, demônios e conflitos herdados de gerações passadas.

A obra é assinada por Ketelyn K. e nasceu dentro de comunidades digitais, onde encontrou leitores que se conectaram não apenas ao romance sobrenatural, mas ao clima dark fantasy que envolve identidade, desejo e escolhas que cobram seu preço.

Entre premonições e rivalidades ancestrais

A história acompanha Prince Evenmort, um jovem bruxo assombrado por pesadelos recorrentes em que vê um rapaz se afogando em um lago próximo à sua casa. O que parecia apenas um sonho começa a ganhar contornos mais perigosos quando novos vizinhos se mudam para a região e Prince reconhece em Jei Magnus Santiago o rosto que o persegue em suas visões.

A aproximação entre os dois acontece em meio a um passado marcado por ódio e perseguições. A família Santiago carrega um histórico ancestral ligado à caça às bruxas, algo que torna qualquer vínculo com Prince uma ameaça real. Ainda assim, a personalidade provocadora de Jei, seus olhos escuros, a pele marcada por tatuagens e o sorriso debochado colocam o protagonista diante de um dilema que envolve razão, desejo e sobrevivência.

Entre tradição e sentimento, Nova Salém constrói um romance que flerta com o perigo, onde amar pode significar sangrar. Literalmente.

Uma edição pensada para colecionadores

Durante o período de pré-venda, o livro acompanha mais de sete brindes exclusivos, incluindo marca-páginas, ímã, bottom, cards e materiais especiais criados para quem acompanha a história desde o Wattpad. O volume corresponde ao primeiro de dois livros da duologia.

A edição física traz acabamento de destaque: capa dura, pintura trilateral, hot stamping, laminação fosca, guardas coloridas e fitilho. O livro terá 316 páginas em papel pólen, no formato 16 x 23 cm, com classificação indicativa 18+.

Da internet para o mercado editorial

A publicação de Nova Salém reforça o trabalho da Editora Euphoria, referência nacional em romances LGBTQIAPN+. Criada por Nathalia Brandão, também autora de Incandescente, Assombrado e Endiabrado, a editora se dedica a transformar histórias nascidas como fanfictions em livros físicos, preservando sua identidade original e o vínculo com leitores que cresceram dentro das plataformas digitais.

Nova Salém surge, assim, como um retrato de uma geração que encontrou na fantasia urbana e no romance sobrenatural um espaço para falar sobre pertencimento, desejo e escolhas que desafiam regras antigas.

WINDUP revela novas imagens com Lee Je No e Na Jae Min

Novas imagens de WINDUP foram divulgadas e colocam os holofotes sobre Lee Je No e Na Jae Min, integrantes do NCT DREAM, em um drama que mistura esporte, crescimento pessoal e conexões que surgem fora do script. A história acompanha um talentoso jogador de beisebol do ensino médio que, no auge da pressão, perde completamente o dom de acertar a bola. Quando tudo parece perdido, a chegada de um aluno transferido cercado de mistério muda o jogo.

Esse novo estudante acaba se tornando seu empresário, formando uma dupla improvável que começa focada apenas no esporte, mas que aos poucos passa a dividir algo mais íntimo do que vitórias e derrotas em campo.

Lee Je No e Na Jae Min

No papel principal, Lee Je No interpreta Lee U Jin, um jovem atleta que precisa lidar com a frustração de perder aquilo que o definia. Já Na Jae Min vive Tae Hui, o aluno transferido que assume o controle da carreira do jogador e passa a ser a peça-chave para sua possível recuperação.

A química entre os dois chama atenção nas imagens promocionais, apostando em uma dinâmica contida, quase silenciosa, que combina bem com histórias onde o vínculo entre os personagens cresce de forma gradual. Para os fãs de K-pop, o drama também marca um momento importante ao reunir dois membros do NCT DREAM em papéis centrais de uma série televisiva.

Pôster

Direção experiente e estreia confirmada

A direção fica por conta de Kim Sung Ho, nome conhecido do cinema sul-coreano por obras como How to Steal a Dog e Into the Mirror. WINDUP estreia no dia 16 de janeiro, com exibição às sextas-feiras, e ainda não teve o número de episódios divulgado.

Com informações do Dramaland

Mignon vai ganhar versão em manhwa

A animação BL sul-coreana Mignon vai dar um novo passo fora das telas. No dia 31 de dezembro, Bboong Bbang Kkyu, criadora da obra, confirmou que a história ganhará uma adaptação em manhwa, com estreia marcada para 1º de fevereiro, através da plataforma Ridi Books, um dos principais portais de webtoons da Coreia do Sul. A novidade foi revelada diretamente pela autora em seu perfil oficial no Twitter X, mantendo aquele clima de mistério que os fãs já conhecem bem.

Na publicação, ela comentou que o projeto ainda tem um longo caminho pela frente, mas deixou claro que o webtoon de Mignon já está em movimento. Para atiçar ainda mais a curiosidade, a criadora compartilhou uma imagem de uma vinheta do manhwa, explicando que o visual seguirá aquela linha. O detalhe curioso é que essa mesma ilustração havia sido publicada em abril de 2025 apenas com a palavra “mistério”, o que indica que o projeto já vinha sendo trabalhado nos bastidores há bastante tempo.

Onde ler e o que esperar da adaptação

Por enquanto, a adaptação em manhwa de Mignon está confirmada apenas para o público sul-coreano, sem anúncios oficiais sobre lançamentos em outros idiomas. Vale lembrar que a animação original de Mignon, composta por 12 episódios, está disponível para compra no Vimeo com legendas em inglês. O lançamento internacional só foi possível após um longo período de disputa legal entre a antiga empresa da autora e a ABJ Company, onde ela atua atualmente. Essa trajetória turbulenta acabou fortalecendo ainda mais o status cult da obra entre fãs de BL mais intensos e maduros.

O impacto de Mignon no BL contemporâneo

Lançada em 2023, Mignon rapidamente se destacou por sua abordagem crua e emocional. A trama acompanha Mignon, um jovem boxeador que luta em arenas clandestinas e carrega marcas profundas de um passado violento, e Oh Young One, um médico elegante e enigmático que trabalha nesses combates ilegais e guarda um segredo sobrenatural: ele é um vampiro. A relação entre os dois se constrói em meio à brutalidade, dependência emocional e devoção, com uma carga gráfica e dramática que foge do BL mais convencional.

A expectativa para o manhwa é que a adaptação explore ainda mais o psicológico dos personagens e dê mais espaço para nuances que, na animação, surgem de forma intensa e direta. Para quem já conhece a história, a versão em quadrinhos promete ser menos sobre surpresa e mais sobre aprofundamento.

A trajetória de Bboong Bbang Kkyu e o sucesso no Brasil

Bboong Bbang Kkyu, também conhecida como Punpankyu, já é um nome de peso dentro do BL coreano. Antes de Mignon, ela conquistou reconhecimento internacional com Hyperventilation, outra obra marcada por tensão emocional e erotismo contido, que também ganhou adaptação animada e versão em manhwa.

No Brasil, Hyperventilation teve lançamento físico pela Editora NewPOP, em volume único, reforçando o alcance da autora por aqui. A edição nacional apresenta acabamento caprichado, totalmente colorida, com 184 páginas, papel couchê e classificação para maiores de 18 anos. A história acompanha o reencontro de dois ex-colegas de escola após dez anos, explorando sentimentos mal resolvidos, desejo e amadurecimento emocional, temas recorrentes no trabalho da criadora.

Um BL que segue vivo e em expansão

A chegada de Mignon ao formato manhwa mostra como a obra continua viva e relevante dentro do cenário BL, atravessando mídias e conquistando novos públicos. Para quem já se envolveu com o drama intenso da animação ou conheceu a autora por Hyperventilation, essa adaptação surge como mais uma peça importante desse universo marcado por dor, afeto e obsessões nada simples.

E você, pretende ler a versão em manhwa de Mignon? Acompanha os trabalhos de Bboong Bbang Kkyu desde os tempos de Hyperventilation ou chegou agora por esse BL intenso e fora da curva?

Com informações do LGBTANIMES+ e Fangirl Generation

Isekai no Sata wa Shachiku Shidai estreia nesta terça (6) na Crunchyroll

A Crunchyroll estreia nesta terça-feira, dia 6 de janeiro, o primeiro episódio de Isekai no Sata wa Shachiku Shidai, novo anime BL que cruza fantasia isekai, rotina corporativa japonesa e romance entre mundos. Para marcar a chegada da série ao catálogo, a produção divulgou imagens oficiais do episódio de estreia, antecipando o clima da adaptação que já vinha chamando atenção desde o anúncio.

Do escritório para outro mundo

A trama acompanha Seiichirou Kondou, um contador de 29 anos que vive no modo shachiku, aquele trabalhador que praticamente mora no escritório. O detalhe curioso é que, ao ser transportado para outro mundo, ele não recebe uma espada lendária nem poderes mágicos. Kondou só quer continuar trabalhando. Resultado: ele acaba reorganizando o caótico Departamento de Contabilidade Real, aplicando planilhas, lógica e disciplina corporativa em pleno reino de fantasia.

Esse choque entre mentalidade corporativa moderna e cenário medieval é um dos grandes trunfos da obra, que usa humor seco e situações quase absurdas para comentar, sem exageros, a cultura de excesso de trabalho tão presente no Japão e facilmente reconhecível por quem consome BL com camadas mais adultas.

Romance como forma de sobrevivência

O tom muda quando Kondou literalmente trabalha até quase morrer, mesmo em outro mundo. É nesse momento que surge Aresh Indrak, comandante do exército real, responsável por salvá-lo. A relação entre os dois começa de forma inusitada, apresentada como um tipo de “tratamento médico”, mas logo evolui para uma conexão física e emocional mais profunda.

A dinâmica entre um protagonista tímido, racional e exausto e um comandante forte, direto e protetor dita o ritmo do romance, equilibrando tensão, cuidado e intimidade sem perder o foco na construção dos personagens.

Personagens e vozes conhecidas

O anime traz Kent Itō como a voz de Seiichirou Kondou e Tomoaki Maeno como Aresh Indrak, dupla que já havia interpretado os personagens em vídeos promocionais do mangá. O elenco ainda conta com Seiichiro Yamashita como Norbert, Hiroki Tōchi como Kamil e Yūki Ono como Siegvold, nomes bem conhecidos de quem acompanha animes de fantasia e romances voltados ao público adulto.

Da web novel ao anime

Isekai no Sata wa Shachiku Shidai começou como uma web novel publicada no Shōsetsuka ni Narō em 2018, plataforma famosa por revelar histórias que acabam ganhando adaptações. O sucesso levou o título à Enterbrain, que lançou a light novel com ilustrações de Kikka Ohashi, seguida pela adaptação em mangá ilustrada por Kazuki Irodori, atualmente com seis volumes publicados.

A versão em anime é produzida pelo Studio Deen, estúdio com histórico forte em romances, shoujo e BL. A direção fica por conta de Shinji Ishihara, com composição de série assinada por Yoshiko Nakamura, design de personagens de Maki Fujii e trilha sonora composta por Megumi Ōhashi.

Onde assistir

Isekai no Sata wa Shachiku Shidai estreia nesta terça-feira, 6 de janeiro, com transmissão pela Crunchyroll. Para quem busca um BL com protagonistas adultos, romance construído com calma e um isekai que prefere ironia e sentimento a batalhas, a série chega como uma estreia interessante para acompanhar de perto.

Com informações do LGBTANIMES+

Polifonia abre 2026 com edição inédita de verão no Vivo Rio

Polifonia

O calendário de festivais de 2026 começa mais cedo para quem acompanha a cena alternativa brasileira. O Festival Polifonia inaugura o ano com a sua primeira edição de verão, marcada para 11 de janeiro de 2026, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. A proposta é simples e eficiente: transformar a tarde de domingo em um ponto de encontro entre diferentes gerações do rock nacional, em um formato mais solar, direto e conectado com o clima da estação.

Chegando à sua 11ª edição, o Polifonia usa o Verão como porta de entrada para a temporada 2026. A ideia funciona como um esquenta que antecipa o tom do ano, reforçando o perfil plural do festival e sua curadoria atenta ao que movimenta a música brasileira fora do eixo mais óbvio.

Lineup que cruza fases e estilos

O Polifonia Verão reúne nomes que dialogam com diferentes momentos da cena alternativa. Supercombo chega com a bagagem de mais de 15 anos de estrada e o frescor criativo de Caranguejo (Parte 1), álbum lançado em 2025 que flerta com ritmos brasileiros sem abandonar o rock alternativo que consolidou a banda. Kamaitachi leva ao palco sua mistura de rock, rap e estética autoral, reforçada pelo projeto acústico ao vivo lançado no último ano, conhecido pela carga emocional das letras.

Karen Jonz, além da trajetória histórica no skate mundial, segue expandindo sua identidade musical entre o rock alternativo, o lo fi e o bedroom pop. Após Papel de Carta e singles recentes como “Tóxico”, a artista reforça no festival essa ponte entre vivência pessoal e criação artística. Já Dibob e Catch Side representam o reencontro com o público que cresceu nos anos 2000, trazendo repertórios que misturam nostalgia, energia de palco e refrões que seguem vivos na memória coletiva. Melton Sello, em ascensão no rock nacional, completa o lineup com uma abordagem bem humorada e performática, alinhada ao espírito leve da edição de verão.

Curiosidades que ajudam a entender o clima

Esta é a primeira vez que o Polifonia aposta oficialmente em uma edição fora do calendário tradicional, algo que dialoga com a mudança de hábitos do público e com o crescimento de festivais diurnos no Brasil. O Vivo Rio, palco do evento, já recebeu desde shows históricos internacionais até grandes encontros da música brasileira, e agora se adapta a um formato que privilegia luz natural, circulação e experiências mais abertas.

Outro ponto interessante é a curadoria que cruza artistas em plena produção criativa com nomes que marcaram época, criando um ambiente menos linear e mais afetivo, algo que sempre foi marca registrada do festival desde suas primeiras edições.

Produção e parceiros

O Polifonia Verão, apresentado pela Sympla, é uma realização da agência Olga em parceria com o Viva Rio, com patrocínio da Eisenbahn e apoio da Converse e da SG Strings. O merch oficial fica por conta da Time Bomb Wear, enquanto o UOL assume como media partner do evento. A arte oficial é assinada por Vinicius Gut (@gut42), reforçando a identidade visual autoral que acompanha o festival ao longo dos anos.

Serviço

Polifonia

Polifonia Verão
Local: Vivo Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro
Data: 11 de janeiro de 2026, domingo
Horário: 15h, abertura da casa
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113141
Valores: de R$ 70,00 a R$ 260,00 no primeiro lote, com opções de pista e camarote

Mais informações em instagram.com/polifonia