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Crítica | Enzo

Produção ítalo-francesa, Enzo chega aos cinemas com uma jornada universal pela qual muitos jovens passam durante a adolescência. Dirigido por Robin Campillo, o filme acompanha Enzo, um jovem de 16 anos de classe média alta que abandona a escola, torna-se pedreiro e observa a ascensão do irmão mais velho rumo à faculdade.

Numa mistura de desconstrução e rebeldia, Enzo decide seguir na construção civil mesmo com a resistência da família. Tentando entender o que se passa na cabeça do filho e interpretando como “uma fase”, seus pais veem o jovem esconder sua origem social para se sentir pertencente àquele ambiente.

A premissa é simples e direta: um jovem convicto de suas escolhas, mas que vive preso ao presente imediato, sem projetar o próprio futuro.

Uma jornada por respostas?

A história se passa em La Ciotat, uma comuna francesa na região de Provença-Alpes-Costa Azul. Cercado por casas de luxo, Enzo trabalha como pedreiro aprendiz e divide o dia a dia com refugiados e imigrantes de diferentes partes da Europa, como Vlad (Maksym Slivinskyi) e Miroslav (Vladyslav Holyk), vindos da Ucrânia.

Mesmo sendo repreendido pelo chefe e sofrendo leves provocações dos colegas, Enzo se sente mais à vontade no trabalho do que dentro de casa. Ali, ele é tratado como adulto, distante da constante lembrança de que abandonou a escola.

Enquanto isso, Marion (Élodie Bouchez) e Paolo (Pierfrancesco Favino), seus pais, se preocupam com a ausência de perspectiva do filho. Ao compará-lo com Victor (Nathan Japy), o irmão mais velho que traça um caminho acadêmico, enxergam em Enzo um jovem sem direção.

Paolo, no entanto, não percebe que o filho encontra reconhecimento ao lado de Vlad e Miroslav. Entre encontros, bebidas e tentativas de inseri-lo em um ambiente mais “adulto”, Enzo se sente respeitado.

Isso não impede os pais de tentarem colocá-lo “nos trilhos”, incentivando o retorno aos estudos, ainda que em outra escola. Para amigos e vizinhos, Enzo parece estar amadurecendo, recebendo elogios pelo físico moldado pelo trabalho. Ainda assim, para Marion e Paolo, ele continua sendo um filho que precisa de orientação.

Admiração ou paixão

Vlad convida Enzo para um trabalho no fim de semana, o que gera conflito familiar, já que havia uma viagem planejada. Enzo dorme na casa de Vlad e, durante a noite, ultrapassa um limite ao demonstrar desejo pelo amigo. Vlad recusa e pede que ele pare.

No dia seguinte, o clima entre os dois muda. Vlad deixa claro que não compartilha dos mesmos sentimentos, criando um distanciamento que afeta diretamente Enzo.

Ao voltar para casa, Enzo chega durante uma festa em comemoração à aprovação de Victor na faculdade. A tensão explode, culminando em um confronto com o pai. Em meio à confusão, Enzo afirma que Vlad seria seu namorado, algo que depois se revela como uma interpretação equivocada de seus próprios sentimentos. Marion tenta acolhê-lo.

De volta ao trabalho, Enzo descobre que Vlad e Miroslav estão deixando o emprego para lutar na Ucrânia. A relação entre eles se torna mais fria, ainda que Vlad tente manter alguma amizade.

Vale a pena?

Enzo constrói uma narrativa com forte potencial de identificação. O retrato do jovem que rejeita o caminho esperado pelos pais é clássico, mas funciona dentro da proposta.

A dinâmica com Vlad vai além da amizade. Existe ali uma busca por validação e pertencimento, especialmente por parte de Enzo, que vê no Vlad numa referência de maturidade. O conflito emocional, no entanto, aposta na ambiguidade entre admiração e desejo por parte do Enzo. Essa indefinição parece intencional, mas a falta de uma profundidade necessária, deixa a sensação de algo inacabado.

Já a decisão de Vlad de retornar à Ucrânia surge de forma abrupta. Considerando o discurso do personagem, a mudança enfraquece a construção dele como fosse uma fuga do próprio.

Eloy Pohu entrega um protagonista convincente, sustentando bem a confusão emocional e a tentativa de afirmar sua própria identidade fora da sombra dos pais.

Com ritmo mais contemplativo, o filme se apoia na observação e nos silêncios dos personagens. Em alguns momentos, isso reforça a proposta e em outros, reduz o impacto dramático.

No fim, Enzo funciona mais pela identificação da fase do protagonista e mostra um jovem em conflito com o mundo e consigo mesmo, lidando com escolhas impulsivas e sentimentos que ainda não compreende totalmente.

Sem respostas fáceis, o filme reforça uma ideia simples de que crescer nunca foi fácil.

Ficha Técnica

Nota: 4 (de 5)

Enzo (2025)

País: França
Ano: 2025
Duração: 102 minutos
Gênero: Drama
Classificação indicativa: 16 anos

Título original: Enzo

Direção: Robin Campillo
Roteiro: Robin Campillo, Laurent Cantet, Gilles Marchand

Elenco:
Eloy Pohu
Pierfrancesco Favino
Élodie Bouchez

Distribuição: Mares Filmes

Agradecimentos a Mares Filmes pela produção deste conteúdo

Long Vacation estreia na Netflix em abril e resgata um dos maiores clássicos dos j-dramas

Long Vacation

Finalmente temos uma data e agora a chegada de Long Vacation ao catálogo da Netflix está marcada para 19 de abril. Não sendo apenas mais um resgate da plataforma, Long Vacation é a volta de um dos títulos que ajudaram a definir o que o público passou a entender como “j-drama” nos anos 90.

Exibida originalmente em 1996 pela Fuji TV, a série ocupava o espaço mais valorizado da televisão japonesa, o getsuku, faixa das segundas às 21h que concentrava produções com alto investimento, elencos populares e forte apelo romântico. Estar ali já era sinal de relevância. Virar fenômeno, como foi o caso, era outro nível.

O drama que transformou carreira em fenômeno

Long Vacation

O impacto da série passa diretamente por Takuya Kimura, que consolidou aqui sua imagem como protagonista absoluto da TV japonesa, ainda em paralelo com sua atuação no SMAP. A produção também elevou Tomoko Yamaguchi ao centro da cultura pop da época.

Esse momento ajudou a consolidar o modelo que dominaria o getsuku por anos: romances urbanos, personagens imperfeitos e uma estética que equilibrava glamour e cotidiano.

Romance, frustração e um Japão em crise

A história acompanha Sena, pianista talentoso preso em trabalhos temporários, e Minami, ex-modelo abandonada no dia do casamento. O encontro entre os dois acontece em um Japão ainda marcado pelo impacto do colapso econômico, onde estabilidade deixou de ser regra.

A série não constrói romance a partir de idealização. Trabalha com insegurança, comparação constante e a sensação de estar atrasado em relação à própria vida. O vínculo entre os personagens surge mais como apoio do que como fantasia, o que dá ao drama um tom mais próximo e menos artificial.

Ayrton Senna, cultura pop e um detalhe que virou símbolo

Senna -O Brasileiro O Heroi O Campeao

Um dos elementos mais curiosos está no próprio nome do protagonista. Sena inevitavelmente remete a Ayrton Senna, extremamente popular no Japão nos anos 90. A série reconhece isso em cena, quando Minami o chama diretamente pelo nome do piloto.

O detalhe pode parecer pequeno, mas ajuda a situar a obra dentro de um momento cultural específico, em que referências globais já atravessavam o entretenimento japonês.

La La La Love Song e a força de uma abertura

A trilha sonora se tornou parte essencial do legado da série. “La La La Love Song”, de Toshinobu Kubota, ultrapassou o status de tema de abertura e virou um dos maiores sucessos da música pop japonesa.

A música segue sendo reinterpretada até hoje, o que reforça o alcance da série para além da TV.

Da televisão ao streaming

A presença de Long Vacation na Netflix reforça um movimento recente de recuperação de clássicos do j-drama. Ao lado de títulos como Beautiful Life e Good Luck!!, a plataforma começa a construir uma linha que cobre diferentes fases da carreira do ator.

O que mantém Long Vacation atual não é nostalgia. É a base da história. Insegurança profissional, sensação de estagnação e necessidade de conexão continuam sendo temas centrais hoje.

Com informações do Portal Netflix

Love Generation estreia na Netflix em abril e reforça fase dourada dos doramas

A Netflix adiciona ao catálogo em 12 de abril Love Generation, um dos dramas mais representativos do auge dos romances japoneses dos anos 90. Exibida originalmente em 1997 pela Fuji TV, a série foi parte central do getsuku, a faixa mais prestigiada da televisão japonesa.

Com audiência média acima dos 30%, o drama consolidou o modelo que dominou a época: romance urbano, conflitos cotidianos e protagonistas com falhas claras, mas carisma suficiente para sustentar a narrativa.

Kimura e Matsu

No centro da história estão Takuya Kimura e Takako Matsu, em uma parceria que se tornaria recorrente e marcante dentro do gênero.

Kimura interpreta Teppei, um designer talentoso, mas instável, que acaba sendo forçado a mudar de departamento após problemas de comportamento. Já Matsu vive Riko, uma funcionária que busca independência em Tóquio e que, inicialmente, entra em conflito direto com ele.

A dinâmica entre os dois segue o padrão clássico do gênero, mas com execução precisa. Começa no atrito, evolui para aproximação e se complica à medida que sentimentos mal resolvidos entram em cena.

Amor, trabalho e um triângulo que nunca se resolve fácil

O ponto central da narrativa está no equilíbrio entre vida profissional e emocional. Teppei precisa se adaptar a um ambiente que despreza, enquanto Riko tenta afirmar sua autonomia. O relacionamento cresce nesse espaço de tensão.

A situação se complica com o retorno de Sanae, ex-namorada de Teppei, agora noiva de seu próprio irmão. A partir daí, o drama assume de vez a estrutura de triângulo amoroso, reforçando a ideia que a própria série repete: relações nunca seguem um caminho direto.

Símbolos, frases e identidade visual dos anos 90

Um dos elementos mais lembrados da série é a maçã de cristal presente no apartamento de Teppei. O objeto funciona como símbolo recorrente, associado tanto à fragilidade quanto à inversão de perspectiva, já que a imagem refletida aparece distorcida durante quase toda a trama.

Outro ponto marcante é o slogan “True love never runs smooth”, variação de Shakespeare que aparece ao longo da série e define bem o tom da história: relações que avançam sempre com algum tipo de obstáculo.

Trilha sonora e o padrão getsuku

A música também tem papel importante. “Shiawase na Ketsumatsu”, de Eiichi Ohtaki, virou uma das aberturas mais reconhecidas do período, reforçando a identidade do drama dentro do getsuku.

A produção segue o padrão técnico da faixa: direção limpa, foco em diálogos e construção gradual de tensão emocional, sem depender de grandes eventos externos.

Disponibilidade

Love Generation chega ao catálogo da Netflix no dia 12 de abril de 2026, integrando a nova leva de clássicos dos j-dramas disponibilizados pela plataforma.

Com informações do Portal Netflix

Crítica | Mirai

Agora em março, o serviço Filmelier Plus trouxe quatro produções do diretor japonês Mamoru Hosoda. Considerado por muitos um sucessor espiritual do Studio Ghibli na forma de contar histórias, Hosoda, junto ao Studio Chizu, apresenta uma animação que envolve viagens no tempo dentro de um ambiente cotidiano: o de uma família japonesa.

Trabalhando emoções em uma jornada de descobertas, conhecemos uma família que poderia ser a de qualquer vizinho. Kun, de 4 anos, e sua irmã recém-nascida, Mirai, enfrentam os desafios da infância enquanto são criados pelo pai, já que a mãe está retornando ao mercado de trabalho.

Quem já conhece os trabalhos do diretor reconhece o carisma de seus personagens, que brilham em cena enquanto a narrativa se constrói de forma mais sutil ao fundo. Aqui não é diferente.

Uma história sobre família

A trama não perde tempo em se estabelecer, mostrando o ciúme de Kun pela chegada da irmã, enquanto os pais se desdobram para cuidar da casa, dos filhos e do cachorro, em meio a conversas sobre família e legado.

Sem compreender o próprio sentimento, Kun reage à perda de atenção com irritação. Ele tenta interagir com a irmã, mas é constantemente orientado a manter distância, já que ela ainda é muito pequena pra brincadeiras tão violentas.

No jardim de casa, Kun encontra uma versão humana de seu cachorro, Yukko, que relembra como também perdeu espaço na família quando o menino nasceu. A partir daí, misturando imaginação e frustração, Kun passa a agir como o animal, criando confusão pela casa.

Pouco depois, ele conhece uma misteriosa adolescente que se apresenta como sua irmã vinda do futuro. Mesmo sem entender completamente a situação, os dois desenvolvem uma relação curiosa, enquanto ela tenta compreender o por quê Kun a rejeita tanto.

Kun então percebe que o jardim pode levá-lo a encontros com pessoas do passado ou do futuro. Em uma dessas experiências, ao cair na água, ele desperta em um Japão diferente e conhece uma garota que tenta ensaiar o choro para escrever uma carta à avó pedindo um gato. Sem perceber, ele está com sua própria mãe na infância. Os dois causam confusão na casa até que Kun retorna ao presente.

A confirmação vem depois, quando a mãe menciona o desejo que tinha, quando criança, de ter um gato. Sendo apenas uma das dicas que a animação apresenta, confirmando quem são os personagens pelo tempo.

Em outra viagem, Kun vai ainda mais longe no tempo e conhece seu bisavô, um homem que mancava após ter seu barco atacado durante a guerra. Em um encontro cheio de simbolismo, ele cria um vínculo com bisavô que havia falecido recentemente.

Mas quais são as consequências dessas viagens? Mirai, vinda do futuro, continua tentando entender o comportamento do irmão. Será que ela conseguirá mudar a forma como ele a enxerga?

O significado está nas pequenas coisas

A narrativa acompanha o cotidiano de Kun entre essas experiências, mostrando seu crescimento enquanto aprende a andar de bicicleta sem rodinhas e tenta se relacionar com outras crianças.

Hosoda equilibra bem esses dois mundos. As viagens no tempo funcionam como extensão emocional do protagonista, ajudando-o a entender seu papel como irmão mais velho e a enxergar a família de forma menos egoísta.

O filme acerta ao construir esse amadurecimento de forma gradual. Kun, mesmo muito jovem, começa a perceber que sua visão não é única, tornando-se menos mimado e mais aberto à convivência com a irmã.

Por outro lado, a escolha de manter tudo sob o ponto de vista dele pode tornar a narrativa repetitiva em alguns momentos. Seu temperamento difícil é parte essencial da proposta, mas pode afastar parte do público.

Vale a pena?

Com uma história simples e personagens cativantes, Mirai entrega exatamente o que se espera de uma grande animação japonesa. A comparação com o Studio Ghibli faz sentido, especialmente pela sensibilidade na forma de abordar relações familiares.

Mesmo com Kun sendo um protagonista desafiador, os personagens ao seu redor adicionam camadas e carisma suficientes para sustentar a narrativa.

A Mirai do futuro é um dos grandes destaques. Além de funcionar como elo narrativo, ela ajuda a dar sentido às viagens no tempo, especialmente quando apresenta a árvore genealógica da família, conectando eventos que antes estavam apenas sugeridos em segundo plano. Por isso, é um filme que exige atenção aos detalhes.

Vale a curiosidade que o título original, Mirai no Mirai, pode ser traduzido como “Mirai do Futuro”. A adaptação internacional optou por simplificar o nome sem o trocadilho, o que altera o “spoiler” do título e a percepção da obra.

O lançamento conta com dublagem brasileira inédita produzida pela Cloudubbing, com Miguel Carmo como Kun e Tininha Godoy como Mirai, distribuída pela Synapse Distribution.

No Japão, Mirai contou com um elenco de peso. O pai da família foi interpretado por Gen Hoshino, cantor e ator bastante popular por lá, enquanto a mãe ganhou voz da atriz Kumiko Asō, conhecida por diversos trabalhos no cinema e na televisão.

O avô foi interpretado por Kōji Yakusho, nome reconhecido internacionalmente por filmes como Dias Perfeitos, enquanto o bisavô teve a voz de Masaharu Fukuyama, um dos artistas mais populares do J-pop.

Com um elenco desse nível, fica mais fácil entender o impacto de Mirai no Japão. A animação também ganhou destaque internacional ao ser indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro em 2019, tornando-se a primeira produção japonesa fora do Studio Ghibli a alcançar esse reconhecimento, além de ser a primeira animação japonesa a estrear no Festival de Cannes.

Mesmo que pareça simples à primeira vista, o filme conquista aos poucos, com uma narrativa sensível, cheia de pequenos detalhes e personagens que convidam o espectador a conhecê-los melhor. Seja dublado ou legendado, é uma experiência que tende a aproximar o público da filmografia de Mamoru Hosoda.

Ficha técnica

Nota: 4,5 (de 5)

Mirai

Título original: Mirai no Mirai (未来のミライ)

Direção e roteiro: Mamoru Hosoda

Elenco: Moka Kamishiraishi, Haru Kuroki, Gen Hoshino, Kumiko Asō, Kōji Yakusho, Masaharu Fukuyama

Trilha sonora: Masakatsu Takagi

Estúdio: Studio Chizu

Distribuição: Toho

Estreia: 2018 (Cannes e Japão)

Duração: 98 min

País: Japão

Bilheteria: US$ 30,4 milhões

Solo Leveling 12 chega ao Brasil em maio e leva Jin-Woo ao limite contra os Monarcas

A reta mais intensa de Solo Leveling chega ao Brasil com o volume 12, colocando Sung Jin-Woo diante de um cenário que foge do padrão de evolução que marcou a série até aqui.

Publicado pela Panini Comics, o volume adapta um dos momentos mais críticos da obra de Chugong, com arte de Dubu (Redice Studio), em que o protagonista enfrenta diretamente os Monarcas, entidades que operam em um nível de poder acima do que ele já havia enfrentado.

A diferença aqui é clara. Não se trata apenas de vencer uma batalha mais difícil, mas de lidar com adversários que colocam em dúvida o próprio limite do personagem. Pela primeira vez, a narrativa trabalha com a possibilidade real de derrota, quebrando a progressão constante de ascensão que definia Jin-Woo.

Esse ponto abre espaço para outro movimento importante: a exploração da origem de seus poderes. Enquanto o combate se intensifica, a história começa a revelar camadas mais profundas do papel do Monarca das Sombras, deslocando o foco da ação pura para uma dimensão mais mitológica.

A presença de uma figura do passado, que retorna para proteger o corpo do protagonista em um momento crítico, reforça essa virada. A narrativa amplia seu escopo, conectando o presente do conflito com eventos e relações anteriores, dando mais peso ao que está em jogo.

O volume reúne cerca de 304 páginas em formato tankobon, com acabamento em capa cartão. O preço sugerido é R$ 78,90, com lançamento previsto para maio de 2026 e envio na segunda quinzena.

Ficha técnica

Título: Solo Leveling Vol. 12
Editora: Panini Comics
Publicação original: D&C Media / KakaoPage
História: Chugong
Arte: Dubu (Redice Studio)
Formato: Tankobon
Páginas: 304
Acabamento: Capa cartão
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 78,90
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

Em pré-venda, Vampire Knight Memories 9 desembarca no Brasil em maio

A continuação de Vampire Knight segue avançando no Brasil com o volume 9 de Vampire Knight Memories, aprofundando o pós-conflito entre humanos e vampiros e mudando o foco da ação para decisões políticas e emocionais.

Publicada pela Panini Comics, a obra de Matsuri Hino parte de um cenário em que o principal agente do caos desaparece, abrindo espaço para uma aparente estabilização. Mas a paz apresentada é frágil e construída sobre concessões.

Nesse contexto, Ai assume um papel central ao optar por um casamento político como forma de manter o equilíbrio entre as partes. A escolha não surge como solução ideal, mas como necessidade, reforçando o tom mais maduro da série nessa fase.

Ao mesmo tempo, o retorno de Kaname reposiciona o eixo emocional da narrativa. Ao entrar em contato com a história de Ai e Ren, ele passa a agir movido por um desejo que estava suspenso, reacendendo conflitos internos e afetivos que a trama vinha segurando.

O volume trabalha com esse contraste entre estabilidade externa e tensão interna. Enquanto o mundo parece caminhar para a paz, os personagens lidam com escolhas que mantêm o equilíbrio, mas cobram um custo pessoal claro.

A edição brasileira chega em formato tankobon, com 160 páginas e capa cartão. O preço sugerido é R$ 43,90, com lançamento previsto para maio de 2026 e envio na segunda quinzena.

Ficha técnica

Título: Vampire Knight Memories Vol. 9
Editora: Panini Comics
Publicação original: Hakusensha
Autora: Matsuri Hino
Formato: Tankobon
Páginas: 160
Acabamento: Capa cartão
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 43,90
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

X Vol. 10 chega ao Brasil em maio e prepara o confronto final entre Selos e Anjos

A edição brasileira de X avança para um ponto mais decisivo com o volume 10, consolidando as duas forças centrais da narrativa e preparando o terreno para o conflito direto. A obra do grupo CLAMP mantém o tom apocalíptico, mas passa a operar com menos preparação e mais movimentação.

Sob a liderança de Kamui, os Sete Selos finalmente se reúnem, estabelecendo uma estrutura mais definida para o lado que busca preservar o mundo. O deslocamento até o prédio da Dieta Nacional para encontrar Hinoto reforça esse movimento estratégico, trazendo a ação para um espaço simbólico de poder.

Ao mesmo tempo, os Sete Anjos começam a se posicionar, ocupando o mesmo cenário e deixando claro que o confronto deixou de ser inevitável para se tornar iminente. A narrativa trabalha com essa aproximação gradual, cruzando personagens e preparando os embates que sustentam o arco final.

O volume mantém as características centrais da obra, com múltiplos personagens, conflitos paralelos e uma construção que mistura destino, escolha e destruição em larga escala. A sensação predominante é de convergência, com todas as peças finalmente no mesmo tabuleiro.

A edição chega ao Brasil pela Panini Comics em formato tankobon, com 188 páginas, capa cartão e brinde de postal. O lançamento está previsto para maio de 2026, com envio na segunda quinzena.

Ficha técnica

Título: X Vol. 10
Editora: Panini Comics
Publicação original: Kadokawa Shoten
Autoria: CLAMP
Formato: Tankobon
Páginas: 188
Acabamento: Capa cartão
Extras: Postal
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 49,90
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

Asadora! Vol. 5 chega ao Brasil em maio e intensifica confronto com a criatura

A fase atual de Asadora! continua avançando no Brasil com o volume 5, e o movimento aqui é claro: sair da observação e entrar no confronto direto. A obra de Naoki Urasawa mantém o ritmo controlado, mas começa a pressionar mais seus personagens diante da ameaça que vinha sendo construída desde os volumes anteriores.

Asa Asada e Nakaido assumem uma postura mais ativa ao se aproximarem da criatura, tentando entender seus padrões e identificar alguma fraqueza a partir das anotações deixadas pelo mentor do pesquisador. A investigação ainda é parte central, mas agora acontece sob risco imediato.

O ponto de virada está na mudança de comportamento do monstro. O que antes orbitava o mar passa a avançar em direção à terra firme, alterando completamente a escala do problema. A ameaça deixa de ser distante e passa a exigir resposta direta, o que coloca pressão tanto nos personagens quanto na estrutura da narrativa.

Urasawa mantém a proposta híbrida da obra, misturando drama pessoal, contexto histórico e elementos de ficção científica, mas este volume reforça mais o lado de tensão e urgência. A construção segue gradual, sem recorrer a explosões constantes, mas com uma sensação crescente de que o confronto maior está cada vez mais próximo.

A edição brasileira chega pela Panini Comics em formato tankobon, com 184 páginas, capa cartão e preço sugerido de R$ 49,90. O lançamento está previsto para maio de 2026, com envio na segunda quinzena.

Ficha técnica

Título: Asadora! Vol. 5
Editora: Panini Comics
Publicação original: Shogakukan
Autor: Naoki Urasawa
Formato: Tankobon
Páginas: 184
Acabamento: Capa cartão
Classificação indicativa: 14 anos
Preço: R$ 49,90
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

One Piece 113 chega ao Brasil em maio e abre o arco de Elbaf com nova ameaça

A nova fase de One Piece avança no Brasil com o volume 113, que desloca a história de Egghead para um dos cenários mais aguardados da série. Após os eventos recentes, Monkey D. Luffy e sua tripulação chegam a Elbaf, território dos gigantes, abrindo espaço para um arco que mistura exploração e conflito político.

O início ainda carrega um tom de descoberta, com o reencontro com Saul e a curiosidade natural da tripulação diante de um lugar pouco explorado até aqui. Esse clima, no entanto, dura pouco. A narrativa rapidamente introduz um novo eixo de tensão ao apresentar Loki, um gigante acorrentado no chamado Mundo Inferior, cuja história já carrega implicações para o passado e o poder dentro da ilha.

A entrada dos Cavaleiros Divinos muda o cenário de forma mais direta. A tentativa de recrutar Loki falha, e a resposta vem na forma de controle forçado sobre Elbaf, com o objetivo de transformar os gigantes em um recurso militar do Governo Mundial. A escala do conflito cresce rápido, especialmente quando a ação passa a atingir civis, com o sequestro de crianças como ponto de virada.

Esse movimento reposiciona o arco. O que começa como exploração se transforma em confronto, com os gigantes sendo forçados a reagir e a tripulação inevitavelmente envolvida nesse processo. A estrutura segue o padrão da série, mas com elementos que apontam para consequências maiores dentro do mundo.

O volume 113 tem cerca de 200 páginas, formato tankobon e chega ao Brasil pela Panini Comics, com preço sugerido de R$ 41,90. O lançamento está previsto para maio de 2026, com envio na segunda quinzena.

Ficha técnica

Título: One Piece Vol. 113
Editora: Panini Comics
Publicação original: Shueisha
Autor: Eiichiro Oda
Formato: Tankobon
Páginas: 200
Acabamento: Capa cartão
Classificação indicativa: 12 anos
Preço: R$ 41,90
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

Rooster Fighter Vol. 10 chega ao Brasil com capa variante exclusiva

A Panini Comics lança em maio de 2026 no Brasil Rooster Fighter Vol. 10, com um diferencial claro dentro da linha: uma capa variante exclusiva, ilustrada pelo próprio Syu Sakuratani, pensada diretamente para o público colecionador.

A obra já parte de uma premissa que não tenta se justificar, apenas funcionar. Um galo enfrentando criaturas demoníacas em batalhas cada vez mais intensas. E, a essa altura, a série já entendeu bem seu próprio tom, equilibrando absurdo e ação de forma consistente.

Neste volume, o foco recai sobre o confronto contra Tsumegaki, um kijin de nível S que mantém pressão constante sobre Keiji e seus aliados. A resposta da narrativa é direta: treino e preparação, deslocando a história para um novo ambiente, isolado e carregado de mistério.

Esse movimento ajuda a variar o ritmo, abrindo espaço para desenvolvimento antes do próximo confronto maior. Ainda assim, o tom exagerado permanece, com a série mantendo sua identidade entre ação intensa e humor implícito.

A edição brasileira chega com 200 páginas em formato tankobon, capa cartão e classificação indicativa de 18 anos. Além da versão padrão (R$ 46,90), há a edição com capa variante (R$ 49,90), acompanhada de brindes como postal, marca-página e pôster, reforçando o apelo para fãs da série.

O lançamento está previsto para a segunda quinzena de maio de 2026, em pré-venda.

Ficha técnica

Título: Rooster Fighter – O Galo Lutador Vol. 10
Editora: Panini Comics
Publicação original: Hero’s Inc.
Autor: Syu Sakuratani
Formato: Tankobon
Páginas: 200
Acabamento: Capa cartão
Extras: Postal, marca-página e pôster
Classificação indicativa: 18 anos
Preço: R$ 46,90 (padrão) / R$ 49,90 (capa variante)
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

Mangá de Minecraft chega ao volume 3 no Brasil

A adaptação em mangá de Minecraft continua avançando no Brasil com Minecraft – Viagem ao Fim do Mundo Vol. 3, mantendo a proposta de transformar o universo aberto do jogo em uma narrativa mais estruturada, mas ainda guiada pela ideia de liberdade.

Publicada pela Panini Comics, a obra de Kazuyoshi Seto segue acompanhando Nico e seu grupo em uma jornada que mistura exploração, encontros inesperados e situações que refletem a lógica imprevisível do próprio jogo.

Neste volume, a principal novidade está na expansão da equipe, com a introdução de uma personagem inusitada: uma garota Golem de Ferro. A inclusão reforça o tom da série, que constantemente adapta elementos conhecidos do universo de Minecraft para interações mais humanas e narrativas, criando novas dinâmicas entre os personagens.

A história não segue uma estrutura rígida de progressão, preferindo trabalhar com episódios e situações que exploram diferentes aspectos do mundo, o que mantém a leitura mais leve e acessível, especialmente para quem já tem familiaridade com o jogo.

Com 192 páginas em formato tankobon e acabamento em capa cartão, o volume tem preço sugerido de R$ 46,90. O lançamento está previsto para maio de 2026, com envio na segunda quinzena.

Ficha técnica

Título: Minecraft – Viagem ao Fim do Mundo Vol. 3
Editora: Panini Comics
Publicação original: Shogakukan
Autor: Kazuyoshi Seto
Formato: Tankobon
Páginas: 192
Acabamento: Capa cartão
Classificação indicativa: 14 anos
Preço: R$ 46,90
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda

Sussurrando uma Canção de Amor chega ao Brasil em maio com romance delicado e desencontros

A Panini Comics publica em maio de 2026 no Brasil Sussurrando uma Canção de Amor, mangá de Eku Takeshima que parte de uma ideia simples, mas constrói seu diferencial no detalhe emocional.

A história começa com Himari se encantando pela performance de Yori no primeiro dia de aula, interpretando esse sentimento como amor à primeira vista. O ponto de virada acontece quando ela expressa isso diretamente, o que leva Yori a desenvolver um sentimento real por ela.

O conflito surge justamente aí. As duas personagens gostam uma da outra, mas não estão falando da mesma coisa. Himari enxerga admiração, enquanto Yori entende aquilo como romance. A narrativa se sustenta nesse desalinhamento, criando uma dinâmica em que o relacionamento avança e trava ao mesmo tempo.

O mangá trabalha com um ritmo mais contido, focando em pequenos gestos, interpretações e no espaço entre o que é dito e o que é sentido. A música entra como elemento complementar, ajudando a reforçar o tom emocional sem dominar a história.

Visualmente, a obra aposta em traços leves e expressivos, acompanhando a proposta mais intimista. Não há grandes reviravoltas, mas uma construção gradual de sentimentos, o que aproxima a leitura de algo mais cotidiano.

A edição brasileira chega em formato tankobon, com 168 páginas, capa cartão e brindes como marca-página e adesivo. O lançamento está previsto para maio de 2026, com pré-venda já disponível.

Ficha técnica

Título: Sussurrando uma Canção de Amor Vol. 1
Editora: Panini Comics
Publicação original: Ichijinsha
Autora: Eku Takeshima
Formato: Tankobon
Páginas: 168
Acabamento: Capa cartão
Extras: Marca-página e adesivo
Classificação indicativa: 16 anos
Lançamento: Maio de 2026
Status: Pré-venda