Com nove indicações ao Oscar, MARTY SUPREME estreia nesta quinta-feira (22) nos cinemas brasileiros já cercado por um hype raro de se ver fora das grandes cinebiografias clássicas. Distribuído pela Diamond Films, o novo longa de Josh Safdie chega como o projeto mais ambicioso da carreira do diretor desde Joias Brutas e como o papel mais comentado de Timothée Chalamet até agora.
Desde o fim de 2025, o filme vem acumulando prêmios e reconhecimento. Chalamet levou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical e repetiu o feito no Critics Choice Awards, pavimentando um caminho sólido rumo à estatueta da Academia.
Um anti-herói movido por obsessão
Ambientado em Nova York dos anos 1950, Marty Supreme acompanha Marty Mauser, um prodígio do tênis de mesa que transforma talento em obsessão. Entre partidas, apostas emocionais e escolhas impulsivas, o personagem cruza continentes, passando por Tóquio, em uma jornada que testa ambição, identidade e limites pessoais.
A direção de Safdie mantém o ritmo nervoso e a câmera inquieta que já virou assinatura do cineasta, mas aqui com um olhar mais íntimo sobre amadurecimento e autodescoberta. O próprio diretor define o filme como “uma história sobre como a fé cega no próprio sonho pode libertar e aprisionar ao mesmo tempo”.
A performance mais intensa de Chalamet
Boa parte do impacto do filme vem da entrega física e emocional de Chalamet. Para viver Marty, o ator treinou tênis de mesa por quase seis anos, de forma quase secreta, conciliando o preparo com outros trabalhos como Wonka e Duna: Parte Dois. O resultado é uma atuação que mistura explosão juvenil, arrogância e fragilidade.
O crítico David Canfield, do Hollywood Reporter, resumiu o sentimento geral ao afirmar que esta é “a melhor performance da carreira” do ator.
Trailer
Elenco afiado e fora do óbvio
Além de Chalamet, o elenco reúne nomes que ajudam a expandir o universo do filme:
Gwyneth Paltrow
Odessa A’zion
Tyler, The Creator, em sua estreia como ator
Fran Drescher
Abel Ferrara
A mistura de perfis reforça o clima de cinema autoral com energia pop, algo que dialoga bem com o público que acompanha tanto premiações quanto produções mais inquietas.
Estreia com cara de evento
Com nove indicações ao Oscar, vitórias importantes no circuito de prêmios e um personagem que já entrou no radar da cultura pop, MARTY SUPREME estreia hoje, 22 de janeiro, nos cinemas de todo o Brasil. Um filme que conversa com o Oscar, mas não perde o pulso nervoso de quem gosta de cinema intenso, obsessivo e movido por personagens maiores do que a própria vida.
A SNK deu o start oficial na Temporada 2 de FATAL FURY: City of the Wolves nesta quarta-feira (22). A nova fase chega com três movimentos fortes logo de cara: Kim Jae Hoon como primeiro lutador DLC, um grande patch de balanceamento que mexe com todo o elenco e o lançamento da Legend Edition, pacote que reúne o jogo base com as temporadas 1 e 2 de personagens.
Kim Jae Hoon está de volta ao ringue
Mais de 25 anos depois de sua estreia em GAROU: Mark of the Wolves (1999), Kim Jae Hoon retorna à franquia trazendo um taekwondo focado em velocidade, precisão e sequências agressivas de chutes. Filho de Kim Kaphwan, Jae Hoon carrega o peso do legado e uma obsessão por justiça que o coloca diretamente no caminho do torneio King of Fighters.
No gameplay, o personagem encaixa perfeitamente no ritmo intenso de City of the Wolves, apostando em pressão ofensiva e movimentação rápida para dominar os confrontos.
Trailer
Temporada 2 terá seis personagens
A SNK confirmou que a Temporada 2 contará com seis lutadores, lançados mensalmente. Além de Kim Jae Hoon, já estão garantidos:
Nightmare Geese
Blue Mary
Wolfgang Krauser
Dois personagens adicionais ainda seguem em segredo e serão revelados mais adiante.
Legend Edition já disponível
Junto com o início da nova temporada, chega ao mercado a FATAL FURY: City of the Wolves Legend Edition, que inclui:
Jogo base
Temporada 1 de DLCs
Temporada 2 de DLCs
Quem já possui a Special Edition pode adquirir a Temporada 2 separadamente.
Patch de balanceamento muda o meta
A atualização que acompanha a estreia da Temporada 2 traz ajustes de sistema e balanceamento para todos os personagens, com base no feedback da comunidade. A ideia é redefinir forças ofensivas e defensivas do elenco e dar novo fôlego à competitividade online e offline.
Temporada 2 abre caminho para o SNK World Championship 2026
O novo ciclo de City of the Wolves também marca o início do SNK World Championship 2026, circuito competitivo global da SNK que terá premiação total superior a US$ 4 milhões, reunindo os principais títulos da empresa.
Uma nova era em South Town
Lançado em abril de 2025, FATAL FURY: City of the Wolvesmarcou o retorno da série após mais de duas décadas, apostando em um visual estilizado, no Sistema REV e em opções de controle pensadas tanto para novatos quanto para veteranos. Agora, com a Temporada 2 em andamento, South Town volta a ferver e a disputa promete subir de nível.
O jogo está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e PC via Steam e Epic Games Store.
A parceria entre PUBG MOBILE e Peaky Blinders chegou com tudo e já dá pra dizer: é uma das collabs mais caprichadas do jogo nos últimos tempos. Até 5 de fevereiro, o battle royale ganha personagens icônicos, cosméticos de respeito, um evento narrativo cheio de escolhas e mapas temáticos criados pela comunidade.
Abaixo, destrinchamos tudo o que importa, sem papo de release.
Skins dos Shelby: estilo afiado em Birmingham (e no Erangel)
Se a ideia é cair com presença, a collab entrega. Dá pra jogar com Thomas Shelby, além de Arthur e John Shelby. O pacote inclui:
Dois conjuntos diferentes do Thomas
Um conjunto do Arthur
Um conjunto do John
O clássico Chapéu de Jornaleiro, obrigatório pra quem quer bancar o Peaky de verdade
É aquele tipo de skin que não só muda o visual, mas o clima da partida.
Armas, veículos e cosméticos temáticos
Não é só aparência. O conteúdo funcional também entra no jogo:
SM Thompson – Cidade Nebulosa, no clima gangster raiz
Paraquedas e mochila exclusivos da collab
UAZ Alma Nebulosa, carro de época estilizado
Gestos, grafites e itens cosméticos extras
Tudo pensado pra transformar o campo de batalha num pedaço de Birmingham.
Os Desafios Shelby: narrativa interativa dentro do jogo
Aqui está o diferencial. O evento “Os Desafios Shelby” coloca o jogador dentro de uma história inspirada na série. Funciona assim:
Narrativa dividida em cinco capítulos
Decisões influenciam o rumo da história
Quatro finais diferentes + um final secreto
Recompensas exclusivas, incluindo pacote de voz do Thomas Shelby
É PUBG MOBILE flertando com storytelling, e funciona melhor do que muita gente imaginava.
Mundo das Maravilhas: mapas criados pela comunidade
O modo Mundo das Maravilhas vira praticamente um spin-off da collab. Oito mapas temáticos de Peaky Blinders ganharam destaque oficial, cada um com uma proposta diferente.
Alguns dos mais populares:
Peaky Blinder Gang War Domínio de território e guerra entre gangues, com mais de 20 mil acessos.
2v2 Fight Peaky Blinders Combate direto, tático e rápido, já passou dos 30 mil acessos.
Peaky Blinders Alley Warfare Duelo 4v4 em becos inspirados em Watery Lane, munição limitada e foco em combate corpo a corpo. Mais de 40 mil acessos.
É a comunidade fazendo o que sabe de melhor: expandir a collab além do conteúdo oficial.
Até quando vai?
A colaboração PUBG MOBILE x Peaky Blinders fica disponível até 5 de fevereiro de 2026. O jogo é gratuito e pode ser baixado na App Store e Google Play.
Se você curte crossover bem amarrado, com estética forte e conteúdo que vai além da skin, essa collab merece seu tempo. Afinal, como diria a família Shelby: by order of the Peaky Blinders.
A trajetória internacional de O Agente Secreto até o Oscar 2026 não é apenas uma vitória artística. Ela expõe, de forma bastante concreta, como o cinema brasileiro depende de uma engrenagem pública estruturada para existir, circular e competir em igualdade com produções de outros países.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa conquistou quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco, além da indicação de Wagner Moura como Melhor Ator. Antes disso, o filme já havia acumulado mais de 50 prêmios e duas estatuetas no Globo de Ouro, consolidando um raro consenso entre crítica, festivais e premiações internacionais.
Por trás desse percurso, há um dado central que costuma ficar fora do holofote: O Agente Secreto recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), mecanismo público operado pela Ancine e pelo Ministério da Cultura. O valor não financiou apenas o filme em si, mas integrou uma cadeia que envolve desenvolvimento, produção, finalização, distribuição e circulação internacional.
O financiamento como estrutura, não exceção
Um levantamento da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) ajuda a dimensionar esse cenário. Entre 2009 e julho de 2025, o Fundo Setorial do Audiovisual desembolsou R$ 5,48 bilhões em projetos audiovisuais. Apenas em 2024, o valor chegou a R$ 711,1 milhões, o maior da série histórica. Em 2025, até julho, o montante já atingia R$ 411 milhões, o equivalente a mais da metade do total do ano anterior.
Esses números ajudam a desmontar a ideia de que o sucesso internacional do cinema brasileiro ocorre apesar das políticas públicas. Na prática, ele acontece justamente por causa delas.
Além de O Agente Secreto, outros títulos recentes com forte repercussão internacional também passaram pelo Sistema Nacional de Fomento em diferentes etapas, como Bacurau, O Último Azul, Baby, A Natureza das Coisas Invisíveis e Oeste Outra Vez. O padrão se repete: filmes autorais, com identidade estética clara, sustentados por um modelo de financiamento que permite risco criativo e continuidade.
Quem opera esse dinheiro
No caso específico de O Agente Secreto, os recursos do FSA foram operacionalizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Hoje, BRDE e BNDES concentram a maior parte da gestão desses recursos, somando juntos cerca de R$ 3,4 bilhões em saldo depositado até o primeiro semestre de 2025.
Outras instituições também integram essa rede, como Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e Finep, ampliando o alcance regional do fomento e permitindo que produções fora do eixo Rio-São Paulo tenham acesso a financiamento estruturado.
Quando política pública vira capital simbólico
O reconhecimento internacional de O Agente Secreto também escancara outro aspecto menos mensurável, mas igualmente estratégico: o valor simbólico do cinema como ativo cultural do país. Filmes premiados ajudam a reposicionar o Brasil no debate global, constroem imagem, narrativa e presença cultural.
Não por acaso, o longa dialoga com temas como memória, autoritarismo e democracia, elementos que reforçam a leitura de um cinema brasileiro atento ao seu tempo histórico e politicamente consciente. Esse tipo de obra dificilmente nasce em um ambiente guiado apenas por lógica de mercado.
O que o caso ensina
O sucesso de O Agente Secreto não é um ponto fora da curva. Ele é o resultado direto de uma política pública que, quando funciona, transforma investimento em cultura em reconhecimento internacional, circulação econômica e relevância simbólica.
Em um momento em que o financiamento cultural volta a ser debatido publicamente, o filme de Kleber Mendonça Filho funciona como evidência concreta de que cinema não se sustenta apenas com talento individual ou prestígio autoral. Ele precisa de estrutura, continuidade e política de Estado.
A TV Cultura abre espaço neste domingo (25), ao meio-dia, para a estreia de Arquivo SP, série produzida pela Univesp TV que investiga edifícios e instituições fundamentais para entender a formação de São Paulo. O episódio inaugural escolhe um ponto simbólico da cidade: o Museu da Imigração, instalado na antiga Hospedaria dos Imigrantes, na zona leste da capital. A exibição também terá reprise no mesmo dia, às 19h30.
O programa parte do prédio histórico para contar a história de milhares de pessoas que passaram por ali ao longo do século XX, vindas de diferentes partes do mundo e decisivas para a construção econômica, social e cultural de São Paulo. Mais do que um registro arquitetônico, o episódio destaca o museu como um lugar de memória, onde trajetórias individuais ajudam a explicar transformações urbanas e identitárias da cidade.
Pensada em duas temporadas e organizada em 13 episódios, Arquivo SP propõe um olhar contínuo sobre espaços institucionais que ajudam a compor um retrato mais amplo da história paulista — conectando política, economia, cultura e urbanismo sem recorrer a uma narrativa engessada ou meramente comemorativa.
Após a estreia, a série passa a ir ao ar semanalmente aos domingos, sempre a partir das 12h, com reapresentações aos sábados, às 20h. Uma boa pedida para quem gosta de entender São Paulo para além dos cartões-postais.
“Quantos dias você consegue ficar sem comer antes de se transformar em um animal selvagem?” A pergunta ecoa como chave dramática de Zafari, novo longa da cineasta Mariana Rondón, que estreia nos cinemas brasileiros em 5 de fevereiro, com distribuição da Vitrine Filmes e coprodução brasileira da Klaxon Cultura Audiovisual.
Conhecida por uma filmografia atravessada pelas feridas sociais e políticas da Venezuela, Rondón radicaliza o olhar em seu sexto longa-metragem ao imaginar um país à beira do colapso total. Em Zafari, a distopia não está no futuro distante, mas num presente reconhecível, onde a escassez de comida, água, energia e regras sociais empurra personagens para um território cada vez mais animalesco.
Um hipopótamo no centro do colapso
O personagem mais bem alimentado do filme não é humano. É o hipopótamo recém-chegado ao pequeno zoológico de Caracas que dá nome à obra. Enquanto famílias inteiras enfrentam a fome, ele come bem, engorda e vira objeto de fascínio, desejo e ressentimento.
Ao redor dele orbitam duas famílias em queda livre. Uma, de classe alta, vê seus antigos privilégios ruírem junto com o país. A outra, vinda das camadas populares, decide abandonar qualquer pacto social que já não faz sentido. O contraste escancara a pergunta central do filme: o que resta da moral quando a sobrevivência vira prioridade absoluta?
Rondón define Zafari como uma fábula distópica. Segundo a diretora, a chegada do animal a um espaço supostamente idílico faz emergir impulsos primários como fome, medo e desejo. A vida cotidiana se torna grotesca, e uma ética cada vez mais frágil passa a guiar as ações. O espectador é convidado a se enxergar nesse espelho desconfortável, observando os personagens enquanto eles observam uns aos outros, entre fascínio, horror e excitação.
Fome como experiência física e cinema de gênero
A roteirista Marité Ugás, parceira histórica de Rondón, explica que a aproximação com o suspense e o terror foi uma escolha consciente. Para ela, trabalhar a fome como sensação física era essencial para que o filme atingisse seu impacto. O gênero surge como ferramenta para traduzir corporalmente uma crise que costuma ser tratada apenas em números e estatísticas.
O resultado é um filme que tensiona constantemente os limites entre humano e animal, civilização e instinto, cotidiano e pesadelo.
Circulação internacional e chegada ao Brasil
Zafari teve sua estreia mundial na seção Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián e passou por festivais na Alemanha, Grécia, Índia e Brasil. A primeira exibição nacional aconteceu na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Com elenco que mistura atores profissionais e não profissionais, o longa é uma coprodução entre Venezuela, Brasil, Peru, México, França, Chile e República Dominicana. A chegada ao circuito comercial brasileiro acontece em 5 de fevereiro, reforçando o espaço que o cinema latino-americano contemporâneo vem ocupando nas salas do país.
Uma diretora marcada pela história recente da Venezuela
Nascida em Barquisimeto, Mariana Rondón estudou animação em Paris e se formou pela Escuela Internacional de Cine y Televisión, em Cuba. É fundadora da produtora Sudaca Films e construiu uma carreira marcada por narrativas que cruzam memória, política e identidade.
Entre seus filmes mais reconhecidos estão Postais de Leningrado (2007) e Pelo Malo (2013), vencedor da Concha de Ouro no Festival de San Sebastián. Após Zafari, a diretora lançou Ainda é Noite em Caracas (2025), exibido nos festivais de Veneza e Toronto.
Uma distopia que não parece tão distante
Sem recorrer a grandes efeitos ou futurismos explícitos, Zafari constrói uma alegoria potente sobre sociedades em colapso. O filme observa como a fome corrói pactos, dissolve moralidades e transforma relações em disputas de sobrevivência.
É um cinema incômodo, físico e político, que dialoga diretamente com o presente latino-americano e global. Ao colocar um hipopótamo bem alimentado no centro do caos humano, Rondón cria uma imagem difícil de esquecer e ainda mais difícil de ignorar.
Zafari estreia nos cinemas brasileiros em 5 de fevereiro.
O cinema sul-coreano virou referência mundial nos últimos anos, e muito disso passa pelo nome de Park Chan-wook. Antes de K-pop dominar o planeta e K-dramas virarem febre global, ele já estava lá, entregando histórias desconfortáveis, cheias de personagens moralmente tortos. A Última Saída volta exatamente pra esse lugar.
Livremente inspirado no romance The Ax, de Donald Westlake, o filme traz Lee Byung-hun, que muita gente reconhece como o líder de Round 6 ou o vilão Gwi-Ma de Guerreiras do K-Pop. Aqui, ele é Yoo Man-su, um homem que fez tudo certo. Trabalho estável, família estruturada, casa dos sonhos. O problema é que o mundo não liga muito pra isso.
A vida perfeita (até deixar de ser)
Yoo Man-su tem a vida que qualquer pessoa gostaria de ter. Casado com Lee Mi-ri (Son Ye-jin), dois filhos, mais de 20 anos de carreira na Solar Paper, uma empresa sólida no mercado sul-coreano. Até que um dia tudo desanda.
A empresa é comprada por um grupo americano, rola protesto interno, corte de funcionários, e Man-su acaba demitido. Ele promete pra família que logo volta ao mercado. Três meses. Só que três meses viram treze.
E é aí que a realidade começa a bater. O padrão de vida cai, as aulas de tênis vão embora, os filhos perdem as aulas particulares, os cachorros precisam ser doados. Até a casa, o maior orgulho de Man-su, entra na mira da venda. E ele simplesmente não aceita em hipótese alguma vender ela. A casa não é só um imóvel, mas a memória de infância, sendo a conquista e é prova de que ele chegou lá. Abrir mão disso seria admitir que perdeu. E isso, pra ele, não é uma opção.
Pensar como empresa
Sem espaço no mercado e vendo o setor de papel encolher, Man-su muda a forma de pensar. Em vez de se ver como candidato, ele começa a se colocar no lugar de quem contrata. Quem está no mesmo nível que ele? Quem disputa a mesma vaga? Quem precisa sair do caminho? A resposta soa cruel, mas é direta… Eliminar seus concorrentes.
Não é um surto, e nem é loucura repentina. É raciocínio frio. É lógica corporativa levada ao extremo. Se o sistema te descartou, talvez o erro seja jogar limpo demais.
O primeiro alvo surge quase por acaso: Goo Beom-mo (Lee Sung-min), também desempregado, também desesperado, também tentando sobreviver. A diferença é que Man-su decidiu não aceitar o mesmo destino.
Uma tragédia anunciada
Mesmo depois de tomar essa decisão, Man-su ainda tropeça. Ele hesita, erra, se culpa. Aos poucos, vai deixando essas travas pra trás. Cada passo o afasta mais de quem ele era e o torna mais perto de quem ele precisa ser para vencer.
O peso da situação cresce quando Lee Mi-ri percebe que algo está errado. Ela não é ingênua. Sua reação lembra muito conflitos já vistos em séries como O Mundo dos Casados, onde o casamento vira um campo de negociação silenciosa.
Aqui, ninguém é totalmente inocente.
Opinião
Em um primeiro momento, A Última Saída pode até lembrar Parasita, pela discussão de classe. Mas logo o filme deixa claro que está mais interessado no indivíduo do que no sistema.
A trajetória de Man-su se aproxima mais de Ponto Final – Match Point: não importa se é certo ou errado, importa se funciona. O sucesso não mede consequências.
Menos violento que outros filmes associados ao nome de Park Chan-wook, A Última Saída aposta mais no desconforto psicológico e na pergunta que fica martelando o tempo todo: até onde você iria pra não perder tudo?
Indicado pelo governo sul-coreano ao Oscar 2026, o filme entrega exatamente o que se espera desse tipo de obra. Um protagonista impossível de defender, decisões que não pedem perdão e uma sensação constante de que ninguém sai limpo dessa história.
E talvez esse seja justamente o ponto.
Ficha técnica
Nota: 4,5 (de 5)
A ÚNICA SAÍDA
Coreia do Sul | 2025 | 139 min. | Comédia – Drama | 16 anos
Título Original: The Other Choice | Eojjeolsuga eobsda
Direção: Park Chan-wook
Roteiro: Park Chan-wook, Lee Kyoung-mi, Jahye Lee
Elenco: Lee Byung-hun, Son Ye-jin, Park Hee-soon, Lee Sung-min, Yeom Hye-ran, Cha Seung-won, Oh Dal-su
Distribuição: Mubi | Mares Filmes
Agradecimentos a Mubi e Mares Filmes pelo convite para produzir este conteúdo
Marty Supreme não é uma cinebiografia tradicional. Se apoia no exagero, no caos e no impulso. Inspirado livremente em Marty Reisman, o novo filme de Josh Safdie usa o esporte apenas como ponto de partida para construir um anti-herói difícil de gostar e ainda mais difícil de ignorar.
Classificado como comédia esportiva, o longa vai muito além de qualquer rótulo. Entre ambição, ego e decisões duvidosas, acompanhamos a saga de um personagem que parece sempre correr atrás da próxima vitória, seja na mesa de pingue-pongue ou na própria vida.
Com Timothée Chalamet no papel principal, chega a ser impossível não ter esbarrado com o filme nos últimos meses. Premiado por onde passa, aqui o ator interpreta Marty Mauser, um atleta azarão com uma vida pra lá de conturbada. Morando com a mãe, trabalhando para o tio para levantar dinheiro para um campeonato e engravidando a vizinha casada, esses são apenas alguns dos elementos que definem sua corrida desesperada pelo sucesso.
Ao apresentar um elenco repleto de nomes conhecidos, Marty Supreme ainda conta com Gwyneth Paltrow, Kevin O’Leary e Fran Drescher, conhecida no Brasil principalmente por The Nanny.
Com mais de duas horas de duração e sempre em modo turbo, o filme traduz em sua narrativa a mesma velocidade com que uma bolinha cruza a mesa de pingue-pongue. É nesse ritmo acelerado, quase sufocante, que conhecemos a saga de Marty.
Um protagonista pra lá de excêntrico
De volta aos anos 1950, em um mundo ainda marcado pelo pós-guerra, conhecemos Marty Mauser, um jovem que trabalha na loja de sapatos do tio, mas que claramente não está satisfeito com sua rotina. Em uma das primeiras sequências, uma moça estranha pede para procurar um par de sapatos no estoque, pretexto suficiente para que os dois acabem transando ali mesmo.
Obcecado pelo campeonato, Marty descobre que o tio viajou e o deixou sem pagamento. Isso, no entanto, não o impede de pegar o que lhe deve. Ele rouba 700 dólares e parte para Londres.
É no British Open que Marty demonstra desprezo pelas instalações oferecidas aos atletas, hospedados no Hotel Ritz. Lá, ele conhece a ex-atriz Kay Stone, interpretada por Gwyneth Paltrow. Mesmo ficando claro que ela é casada com o poderoso dono das indústrias Milton Rockwell, nada disso intimida Marty, que tenta seduzi-la sem qualquer pudor.
Mesmo levando Kay para assistir à final do torneio, isso não impede Marty de perder para Koto Endo, um jogador japonês que utiliza uma raquete pouco convencional e que se torna alvo de críticas, inclusive do próprio protagonista.
A derrota obriga Marty a encarar suas limitações, o que o leva a aceitar um convite para viajar como atração cômica ao lado dos Harlem Globetrotters, aqueles mesmos que muita gente acima dos 40 anos lembra das animações de Scooby-Doo.
De volta aos Estados Unidos, Marty acaba preso por ter roubado o tio e descobre que Rachel Mizler, interpretada por Odessa A’zion, não era apenas um caso antigo, mas está grávida. O filho não é do marido dela, e sim dele. Paralelamente, ele reencontra sua mãe, Rebecca Mauser, vivida por Fran Drescher, que tenta chamar sua atenção a qualquer custo.
O tempo passou enquanto Marty estava fora, e agora tudo parece acontecer ao mesmo tempo. Ele se vê obrigado a se desdobrar para lidar com um caos que só cresce. E, sendo bem franco, isso ainda está longe de ser o pior.
Com a intenção de viajar ao Japão para um novo campeonato e um aguardado reencontro com Koto Endo, Marty encara novos obstáculos. Rachel, Kay Stone, o marido dela e uma série de novos personagens surgem pelo caminho, adiando constantemente essa viagem e empurrando o protagonista para situações cada vez mais improváveis.
Opinião
Desde Prenda-me se for Capaz, não via uma história em que tanta coisa acontece ao mesmo tempo. Marty Supreme vai além, desenvolvendo múltiplos arcos simultaneamente e emaranhando seu protagonista em complicações cada vez mais difíceis de resolver.
Timothée Chalamet entrega um personagem egoísta, movido apenas por suas próprias vitórias. Seja no esporte ou na vida pessoal, Marty é excessivamente confiante, a ponto de nos perguntarmos de onde vem tanto otimismo. Isso se reflete tanto nas partidas de pingue-pongue quanto em seus relacionamentos.
Gwyneth Paltrow interpreta uma atriz distante de seus dias de glória. Kay Stone abriu mão do próprio brilho em nome do casamento, mas agora tenta retornar aos palcos usando o império do marido como trampolim. A diferença de idade entre ela e Marty se transforma em um elemento de sedução que funciona muito bem em cena.
Odessa A’zion também se destaca como Rachel Mizler, uma mulher que acaba comprando parte do sonho de Marty e se torna sua parceira involuntária nessa jornada caótica. Já Fran Drescher entrega uma mãe carente e manipuladora. A relação entre os dois ajuda a explicar muitos dos trejeitos e atitudes do protagonista.
Viajando pelos Estados Unidos, Inglaterra, Japão e outros cenários, Marty Supreme apresenta personagens fascinantes e situações cada vez mais absurdas, sempre dobrando a aposta em nome de um sonho que pode cobrar um preço alto.
Sem entrar em spoilers, o filme entrega camadas, reviravoltas e surpresas que vão muito além do esporte. Não é uma estreia que merece atenção apenas pelos prêmios que vem acumulando, mas porque aposta em um protagonista imperfeito, incômodo e hipnótico. Daqueles que a gente sabe que não deveria torcer, mas torce mesmo assim.
Ficha Técnica
Nota: 5 (de 5)
Marty Supreme
Direção:Josh Safdie Roteiro:Ronald Bronstein, Josh Safdie Produção: Josh Safdie, Ronald Bronstein, Eli Bush, Antonio Katagas, Timothée Chalamet
Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara, Fran Drescher
Direção de fotografia:Darius Khondji Montagem: Ronald Bronstein, Josh Safdie Trilha sonora:Daniel Lopatin
Produção: Central Pictures Distribuição internacional:A24 Distribuição no Brasil:Diamond Filmes
Estreia no Brasil: 22 de janeiro de 2026 Duração: 150 minutos País: Estados Unidos Idioma: Inglês
Agradecimentos a Diamond Filmes pelo convite para produção deste conteúdo.
Se você sente falta de jogo 2D que não pede licença pra ser exagerado, Super Alloy Crush acabou de ganhar uma nova demo no Steam que merece atenção. O jogo da Alloy Mushroom mistura beat ’em up, roguelike e aquele DNA clássico de Mega Man, mas com ritmo acelerado, impacto pesado e foco total em gameplay.
Aqui, cada run começa já pedindo reflexo. Não tem introdução longa nem tutorial arrastado. Entrou, saiu batendo.
Espaço, tesouro cósmico e soco na cara
A missão é simples no papel e caótica na execução. A bordo da nave Ranger, todo mundo está atrás do planeta AE-38, o maior tesouro do universo. No caminho, surgem inimigos, máquinas, rivais e chefes que não dão espaço pra erro.
Quem resolve isso são os Caçadores Cósmicos, e a escolha do personagem já muda completamente o jeito de jogar.
Muu ou Kelly: escolha seu caos
Muu é porrada pura. Robô focada em combate corpo a corpo, garras de energia, mobilidade aérea e combos longos que deixam inimigo flutuando sem entender o que aconteceu. É personagem pra quem gosta de pressionar, subir combo e não soltar mais.
Kelly joga diferente. Humana aprimorada, mistura armas de fogo com artes marciais táticas. Controle de espaço, leitura de campo e dano constante. Menos acrobacia, mais domínio da arena.
No cooperativo, os dois estilos se complementam de forma absurda.
Roguelike sem dó
No modo Batalha Intensa, cada partida começa do zero. Morreu, volta tudo. O que muda é o aprendizado. São mais de 50 Artes Técnicas e centenas de Chips que transformam completamente o personagem. Dá pra montar build focada em mobilidade insana, dano explosivo, sobrevivência absurda ou puro caos visual.
O jogo também usa bem o cenário. Elementos importam. Máquina apanha de eletricidade, inimigo biológico vira churrasco com fogo, e o ambiente pode virar arma se você souber usar.
Chefes no mesmo nível que você
Os chefes não são esponjas de dano. Eles jogam o mesmo jogo que você. Acumulam energia, entram em estado de sobrecarga e soltam ataques brutais. Vencer exige quebrar postura, ler padrão e achar brecha. Apertar botão sem pensar só encurta a run.
O Desafio Supremo existe justamente pra quem quer provar que domina o sistema.
Jogo de quem entende de ação 2D
A Alloy Mushroom é liderada por Mabimogu, criador de Super Alloy Ranger e produtor de The Vagrant. Dá pra sentir que o estúdio sabe exatamente o que está fazendo quando o assunto é ação 2D, animação fluida e impacto de ataque.
Vale o download?
Se você curte beat ’em up moderno, roguelike punitivo e jogo que recompensa agressividade e leitura de combate, sim. A nova demo de Super Alloy Crush entrega pancadaria rápida, builds malucas e coop que vira bagunça organizada em segundos.
Não é jogo de ficar pensando demais. É jogo de entrar, errar, aprender e voltar mais forte. A demo já está disponível no Steam.
Em Três Homens em Fuga, três prisioneiros escapam de um campo de trabalho russo e se veem obrigados a atravessar territórios hostis para tentar voltar para casa. O filme acompanha a jornada física e psicológica dos personagens, marcada por frio extremo, escassez e decisões limite.
Dirigido por Derek Barnes, o longa combina ação, suspense e drama em um ritmo tenso e direto. O título, distribuído pela Elite Filmes, já está disponível nas plataformas Prime Video, Apple TV, Claro tv+, Vivo TV, Google TV e YouTube Filmes.
A Terra Média está pronta para receber os fãs mais uma vez. Para comemorar os 25 anos da trilogia, O Senhor dos Anéis retorna aos cinemas em sessões especiais com as versões estendidas nas salas da Cinemark em São Paulo e Osasco.
As exibições acontecem em datas separadas, respeitando a ordem da jornada. O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel entra em cartaz no dia 22 de janeiro, O Senhor dos Anéis: As Duas Torres no dia 23, e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei fecha a maratona no dia 24 de janeiro.
Sessões especiais em telas de destaque
Os filmes serão exibidos em shoppings estratégicos da capital e da região metropolitana. Entre eles está o Central Plaza Shopping, que abriga a maior tela XD da América Latina, além do Shopping Aricanduva e Interlar Aricanduva, conhecido como o maior centro comercial da América Latina, e o Shopping União de Osasco, um dos polos mais tradicionais da região oeste.
A proposta é clara: oferecer a experiência mais próxima possível daquela vivida no início dos anos 2000, agora com o conteúdo adicional das versões estendidas, que aprofundam personagens, conflitos e a mitologia criada por Tolkien.
Uma trilogia que atravessou gerações
Baseada na obra de J. R. R. Tolkien e dirigida por Peter Jackson, a trilogia acompanha a jornada de Frodo Bolseiro e da Sociedade do Anel em sua missão para destruir o Um Anel e derrotar Sauron em Mordor.
Lançados originalmente no início dos anos 2000, os filmes se tornaram um marco do cinema fantástico, acumulando 17 estatuetas do Oscar e 13 prêmios BAFTA. O elenco reúne nomes que se tornaram inseparáveis de seus personagens, como Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Orlando Bloom, Cate Blanchett, Sean Astin, Andy Serkis, Sean Bean, entre outros.
Um retorno pensado para fãs
As versões estendidas não são apenas mais longas. Elas trazem cenas que expandem relações, reforçam arcos narrativos e aprofundam o universo da Terra Média, algo especialmente valorizado por fãs que conhecem cada detalhe da história.
Rever essa trilogia no cinema, em sequência e em tela grande, funciona quase como um ritual coletivo. Um convite para desacelerar e mergulhar novamente em uma das narrativas mais influentes da cultura pop moderna.
A Universal Pictures divulgou um novo vídeo de bastidores de Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, longa dirigido por Craig Brewer. O material joga luz sobre o coração do filme, que chega aos cinemas brasileiros em 29 de janeiro de 2026, apostando em música, parceria e aquela ideia simples, mas poderosa, de continuar tentando.
Inspirado em uma história real, o filme acompanha dois músicos que nunca tiveram muita sorte na vida, mas encontram um no outro e na música um caminho possível. Nada de glamour imediato. Aqui, o sonho existe em meio a contas para pagar, trabalhos paralelos e o desejo insistente de subir ao palco para tocar e fazer as pessoas sorrirem.
Uma história sobre insistir
No vídeo, Hugh Jackman resume bem o espírito do longa ao falar sobre personagens que vivem entre a sobrevivência e a paixão pela música. É sobre manter o sonho vivo mesmo quando a realidade pede pragmatismo. Algo que dialoga fácil com quem já precisou equilibrar vocação e necessidade.
Jackman divide a cena com Kate Hudson, em uma parceria que se apoia menos em idealização e mais em cumplicidade. Os dois interpretam músicos que formam uma banda tributo a Neil Diamond, usando o repertório como ponte para redescobrir afeto, identidade e propósito.
Música como ponto de encontro
Craig Brewer, conhecido por filmes que orbitam a cultura musical e personagens à margem do sucesso, volta a trabalhar temas que lhe são familiares. A música aqui não é pano de fundo, mas motor narrativo. Ela conecta pessoas, sustenta o cotidiano e oferece sentido quando tudo parece emperrado.
O elenco reforça esse tom coletivo e afetivo, reunindo Michael Imperioli, Fisher Stevens, Jim Belushi, Ella Anderson, King Princess, Mustafa Shakir e Hudson Hilbert Hensley.
Estreia já tem data marcada
Com estreia confirmada para 29 de janeiro, Song Sung Blue: Um Sonho a Dois chega aos cinemas brasileiros também em versões acessíveis, ampliando o alcance de uma história que fala justamente sobre inclusão, persistência e segunda chance.