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Mostra Amor ao Cinema reúne 52 filmes em programação dedicada à história e à ruptura da linguagem cinematográfica

A Mostra Amor ao Cinema chega à sua quarta edição em setembro com uma programação que olha para o cinema tanto como linguagem quanto como objeto de reflexão. Ao todo, são 52 filmes divididos entre os eixos Filmes sobre Cinema e Filmes de Ruptura, reunindo obras de diferentes épocas, países e estilos. A mostra acontece de 9 a 26 de setembro no CineSesc, em São Paulo, e terá ainda uma seleção online gratuita no Sesc Digital, disponível para todo o Brasil.

A programação reúne nomes como Alfred Hitchcock, Fritz Lang, Luis Buñuel, Claire Denis, John Carpenter, John Cassavetes, Věra Chytilová, Michelangelo Antonioni, Chantal Akerman, Mel Brooks e Ousmane Sembène, além de uma seleção expressiva do cinema brasileiro.

Cinema como tema

O eixo Filmes sobre Cinema concentra obras que discutem o próprio ato de fazer, assistir e pensar cinema. Entre os destaques estão o documentário A História dos Documentários: Introdução, de Mark Cousins, e produções como Os Diários de Ozu, Filmar ou Morrer, Arquivo Vivo e Para Vigo Me Voy.

O filme de Cousins será responsável pela abertura da mostra, em 9 de setembro, às 20h, no CineSesc. Inédito no Brasil, o documentário apresentado em Cannes percorre a evolução do cinema documental e recupera obras fundamentais e menos conhecidas do gênero. A sessão será gratuita, com ingressos distribuídos uma hora antes.

Entre as ficções, Na Teia da Aranha, de Kim Jee-woon, acompanha um diretor disposto a refazer o final de seu filme e transformar a produção em uma suposta obra-prima, enquanto Amador, de Krzysztof Kieslowski, acompanha um operário que descobre no cinema uma nova forma de registrar e compreender o mundo ao seu redor.

A seleção brasileira também ganha espaço com Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, Ladrões de Cinema, de Fernando Coni Campos, e Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, documentário de Luiz Antonio Pilar sobre a trajetória do ator e diretor.

Obras que romperam regras

Filmes de Ruptura reúne produções que desafiaram padrões narrativos, estéticos ou sociais. É o espaço da mostra dedicado a filmes que experimentaram outras formas de contar histórias e também a obras que transformaram o cinema em ferramenta de crítica.

A seleção passa pelo surrealismo de Luis Buñuel, com Um Cão Andaluz e A Idade do Ouro, pelo expressionismo de Metrópolis, de Fritz Lang, e pela ficção científica política de Eles Vivem, de John Carpenter. Também estão no programa Quando Fala o Coração, de Hitchcock, As Pequenas Margaridas, de Věra Chytilová, A Mulher Sem Cabeça, de Lucrecia Martel, e Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes.

O cinema brasileiro aparece novamente com Alma no Olho, de Zózimo Bulbul, e Limite, de Mario Peixoto, duas obras que trabalham com estruturas formais bastante particulares para abordar identidade, sociedade e experiência humana.

Um dos destaques é justamente Limite, de 1931. O filme acompanha duas mulheres e um homem presos em um pequeno barco e utiliza flashbacks para construir as histórias dos três personagens.

John Waters ganha homenagem com sessão em Odorama

A mostra também reserva uma experiência diferente para Polyester, clássico de John Waters. A sessão reproduzirá o conceito original de Odorama: o público recebe uma cartela com aromas para serem liberados em momentos específicos da projeção.

O filme será exibido em 11 e 26 de setembro e acompanha uma dona de casa cuja vida familiar entra em colapso enquanto ela tenta manter a aparência de uma vida perfeita.

A programação também presta homenagem ao cineasta brasileiro Fernando Coni Campos, com Ladrões de Cinema e o documentário Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha.

Outro destaque é a Sessão Comentada – Pornochanchada, que apresenta Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, de Fernanda Pessoa. A diretora participa da sessão, marcada para 17 de setembro, em uma discussão sobre um dos gêneros mais populares da produção brasileira durante a década de 1970.

CineClubinho leva cinema para as crianças

A programação infantil fica por conta do CineClubinho, com duas animações francesas. Em Maya, Me Dê um Título, Michel Gondry transforma as sugestões da filha em pequenas animações, enquanto Príncipes e Princesas, de Michel Ocelot, utiliza o teatro de sombras para contar seis histórias sobre diferentes formas de amor.

As sessões acontecem em 13 e 20 de setembro, respectivamente, e têm classificação livre.

Mostra também terá programação online

Quem estiver fora de São Paulo poderá acompanhar parte da seleção pelo Sesc Digital. Entre 11 de setembro e 11 de novembro, oito filmes estarão disponíveis gratuitamente na plataforma.

Entre os títulos estão os documentários brasileiros Humberto Mauro, Mazzaropi – O Cineasta das Plateias e O Coringa do Cinema, além de produções internacionais como Homenagem, Meu Nome É Maria, Fragmentos da Vida e dois filmes de Chantal Akerman: Não é um Filme Caseiro e Os Encontros de Anna.

Os ingressos para as sessões presenciais começam a ser vendidos em 26 de agosto, às 19h, pelas bilheterias do Sesc São Paulo, aplicativo Credencial Sesc e site oficial. Os valores são de R$ 20, R$ 10 e R$ 6, conforme a categoria do ingresso.

Serviço

Mostra Amor ao Cinema
Quando: 9 a 26 de setembro de 2026
Onde: CineSesc — Rua Augusta, 2075, São Paulo
Ingressos: R$ 20 | R$ 10 | R$ 6
Vendas: a partir de 26 de agosto, às 19h
Online: Sesc Digital, de 11 de setembro a 11 de novembro
Site: programação completa disponível no portal do Sesc

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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