De 11 a 17 de setembro, o público poderá rever Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) em cópia remasterizada. O longa, dirigido por Bruno Barreto e estrelado por Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça, será exibido em salas de cinema de todo o país em parceria entre a Cinecolor Brasil e a LC Barreto.
A trama que conquistou gerações
Baseado no romance de Jorge Amado, o filme narra a vida de Dona Flor, professora de culinária em Salvador. Após a morte do marido Vadinho, um boêmio incorrigível, ela se casa com o respeitável farmacêutico Teodoro. A rotina parece seguir tranquila até que o espírito de Vadinho retorna, colocando Flor diante de um dilema entre a segurança da razão e a intensidade da paixão.
Mais de quatro décadas após sua estreia, a obra segue entre os maiores sucessos de bilheteria da história do cinema nacional e permanece como referência cultural, tanto pela força de sua narrativa quanto pelo impacto de suas interpretações.
Memória e preservação do cinema brasileiro
A iniciativa faz parte de um esforço maior da LC Barreto em devolver ao público títulos fundamentais de sua trajetória. Outras produções da produtora também ganharão sessões especiais nas próximas semanas, permitindo novas leituras e encontros geracionais dentro das salas de cinema.
Para Fabíola Cherice Venerando, da Cinecolor Brasil, o resgate vai além da nostalgia:
“Trazer de volta obras como Dona Flor e Seus Dois Maridos é não apenas um resgate histórico, mas também uma celebração da memória do cinema brasileiro. É um convite para que o público viva novamente a experiência coletiva da sala escura com títulos que marcaram a cultura nacional.”
O impacto histórico de Dona Flor e Seus Dois Maridos
Lançado em 1976, o filme rapidamente se tornou um fenômeno de público, ultrapassando a marca de 10 milhões de espectadores e ocupando por décadas o posto de maior bilheteira da história do cinema nacional. Além do êxito comercial, foi responsável por consolidar Sônia Braga como grande estrela brasileira, impulsionando sua carreira internacional e levando seu talento para produções de Hollywood. Também firmou a relação entre literatura e cinema no Brasil, ajudando a popularizar ainda mais a obra de Jorge Amado. Com sua mistura de sensualidade, humor e crítica social, o longa permanece como um dos títulos mais emblemáticos dos anos 1970, referência até hoje na memória cultural do país.
Exibições em todo o país
A lista completa de salas e cidades que receberão o filme será divulgada em breve pela Cinecolor. A expectativa é de que a remasterização ofereça ao público uma experiência renovada de um dos marcos do cinema brasileiro.


