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Brasil garante quatro projetos no CPLP Audiovisual e reforça presença na produção lusófona

Seleção internacional destaca diversidade do audiovisual brasileiro

O CPLP anunciou os selecionados da terceira edição do Programa CPLP Audiovisual, iniciativa que busca fortalecer a produção entre países de língua portuguesa. Entre os 25 projetos escolhidos, quatro são brasileiros, um longa e três curtas, consolidando a participação do país no cenário internacional.

No Brasil, o programa acontece por meio de parceria entre o Ministério da Cultura e a TV Brasil, ampliando a conexão entre produção independente e exibição pública.

Os projetos brasileiros selecionados

O destaque nacional inclui:

  • Longa-metragem: Diáspora Z, de Ana Karina Fernandes da Paz
  • Curtas-metragens:
    • Roda Saia, de Renata Prado de Moraes
    • Praia Mansa, de Carlos Arthur Leite Sousa
    • Washington Novaes, memórias de um jornalista de plantão, de João Henrique da Costa Novaes

Os projetos selecionados abrangem ficção e documentário, refletindo diferentes abordagens narrativas dentro do audiovisual brasileiro contemporâneo.

Investimento e próxima etapa

O programa prevê financiamento direto para produção. Cada longa selecionado recebe €65 mil, enquanto os curtas contam com €18 mil.

As produções entram em fase de desenvolvimento a partir de 1º de maio de 2026, com estreias previstas para março de 2027 em emissoras públicas dos países membros da CPLP.

Um processo que vai além da seleção

Antes da escolha final, os projetos passaram por uma etapa de capacitação. Dos 591 inscritos, 79 foram pré-selecionados e participaram de oficinas com roteiristas e produtores experientes.

A fase final contou com um júri internacional que incluiu nomes como Laís Bodanzky e Joel Zito Araújo, reforçando o peso da curadoria.

Estratégia de integração cultural

Mais do que financiar obras isoladas, o Programa CPLP Audiovisual busca criar um ecossistema comum entre países lusófonos. A iniciativa conecta produtores, televisões públicas e políticas culturais, funcionando como ferramenta de integração e circulação de conteúdo.

Com participação de países como Brasil, Portugal, Angola e Moçambique, o programa também reforça o audiovisual como instrumento de diplomacia cultural.

Um passo na retomada brasileira

A presença de quatro projetos selecionados marca um momento de retomada do investimento brasileiro após seis anos. O resultado indica um reposicionamento do país dentro da produção internacional em língua portuguesa, com potencial de ampliar alcance e diversidade de histórias nos próximos anos.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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