A NVIDIA segue ampliando a escala de seus negócios ligados à inteligência artificial. A companhia fechou o segundo trimestre do ano fiscal de 2027 com receita de US$ 96,2 bilhões, crescimento de 18% em relação ao trimestre anterior e de 106% na comparação anual.
O principal motor desse resultado foi novamente o segmento de Data Center, que alcançou US$ 89 bilhões em receita, alta de 18% sobre o trimestre anterior e de 117% em relação ao mesmo período do ano passado.
“A IA atingiu seu ponto de inflexão. Ela está realizando trabalhos úteis. Seus recursos são produtivos e lucrativos. Agora, computação é receita”, afirmou Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA.
Segundo Huang, a expansão da infraestrutura voltada à IA ganhou força com a entrada de novos laboratórios, startups e modelos de código aberto, além do avanço da chamada IA física.
Data centers concentram expansão da IA
O trimestre também foi marcado pela entrada em produção em larga escala da plataforma Vera Rubin, arquitetura da NVIDIA voltada à próxima geração de infraestrutura de inteligência artificial.
A plataforma já conta com racks em operação em empresas como CoreWeave, Google Cloud, Microsoft Azure, Oracle Cloud Infrastructure e Nebius.
Entre os lançamentos do período está ainda a Vera, primeira CPU da NVIDIA desenvolvida especificamente para agentes de IA. A empresa também colocou em produção o NVIDIA Groq 3 LPX, acelerador voltado à inferência de IA interativa.
Outro foco foi a infraestrutura para armazenamento e segurança. A companhia apresentou recursos para a Vera BlueField-4 STX, além da plataforma NVIDIA DSX, criada para auxiliar no projeto e na operação de fábricas de IA em larga escala.
NVIDIA também amplia atuação fora dos data centers
Embora os data centers sejam responsáveis pela maior parte da receita, outros segmentos também registraram crescimento.
A receita de Edge Computing chegou a US$ 7,2 bilhões, avanço de 13% sobre o trimestre anterior e de 27% em um ano.
Nesse mercado, a NVIDIA anunciou soluções como o RTX Spark, desenvolvido em parceria com a Microsoft, e a DGX Station para Windows, voltada ao desenvolvimento e execução de agentes de IA.
A empresa também ampliou seus projetos relacionados a veículos autônomos e robótica, com novas soluções para a plataforma DRIVE Hyperion, o modelo Alpamayo 2 Super para robotáxis e o Cosmos 3, voltado à chamada IA física.
O portfólio ainda ganhou o Isaac GR00T, projeto de referência aberto para robôs humanoides baseado no Jetson Thor e na plataforma de desenvolvimento NVIDIA Isaac GR00T.
Próximo trimestre deve superar US$ 100 bilhões
Para o terceiro trimestre do ano fiscal de 2027, a NVIDIA projeta receita de US$ 108 bilhões, com margem de variação de 2%.
A previsão, porém, não considera nenhuma receita proveniente de computação para data centers na China.
A companhia também anunciou um dividendo trimestral de US$ 0,25 por ação, que será pago em 1º de outubro aos acionistas registrados até 10 de setembro de 2026.
O resultado reforça o peso cada vez maior da infraestrutura de inteligência artificial nos negócios da NVIDIA. Em um ano, a empresa mais que dobrou sua receita trimestral, enquanto o segmento de data centers passou a representar a maior parte absoluta de suas operações.


