O longa-metragem O Deserto de Luiza, dirigido e roteirizado por Alan Minas, foi selecionado para a Mostra Novos Rumos do Festival do Rio 2026. O evento acontece de 1º a 11 de outubro, no Rio de Janeiro.
A seleção marca a estreia nacional do filme, que teve sua première mundial na Competição Oficial do 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, onde disputou o Golden Goblet, principal prêmio do festival.
Adolescência, família e saúde mental
A história acompanha Luiza, uma adolescente de 15 anos apaixonada por desenho. Para ela, o grafite se torna uma forma de expressão e pertencimento, mas sua rotina muda completamente quando a mãe, Soraia, sofre um surto psicótico.
Entre as descobertas próprias da adolescência, o primeiro amor e responsabilidades que chegam antes da hora, Luiza precisa lidar com as transformações dentro de casa enquanto tenta descobrir seu próprio caminho.
O filme combina drama de formação e fantasia para abordar temas como saúde mental, relações familiares, amadurecimento e os preconceitos associados aos transtornos mentais. A narrativa também parte de uma experiência familiar relacionada ao tema, projeto que foi desenvolvido ao longo de aproximadamente uma década.
Ambientado no subúrbio carioca contemporâneo, o longa busca acompanhar o momento em que crescer deixa de ser apenas uma etapa natural da vida e passa a representar uma necessidade diante das circunstâncias familiares.
Retorno de Alan Minas à ficção
O Deserto de Luiza representa o retorno de Alan Minas à ficção depois de dez anos de A Família Dionti, lançado em 2015. O diretor também comandou o documentário Você Não Sabia de Mim, de 2021, exibido no DocLisboa.
O elenco conta com Nina Prado como Luiza, além de Daniela Fontan, Veronica Debom, Vivi Sabino, André Luiz Miranda, Thelmo Fernandes, Lara Leão e João Victor Menezes.
Produzido pela Caraminhola Filmes, em coprodução com a Riofilme e a britânica Union Content, o longa tem distribuição da Vitrine Filmes.


