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Pesquisador da FITecLabs lança livro sobre caminhos e riscos da superinteligência artificial

Giovanni Holanda cientista, pesquisador e autor do livro O Labirinto da Superinteligencia - SUPER IA

O pesquisador Giovanni Moura de Holanda, da FITec Labs, lança o livro “O labirinto da Superinteligência”, uma obra que propõe discutir de forma acessível até onde a inteligência artificial pode chegar e quais são os impactos reais desse avanço.

O lançamento acontece no dia 31 de março, na sede da Amcham Campinas, reunindo público interessado em tecnologia, inovação e sociedade.

IA além da lógica humana

O ponto central do livro é direto: a inteligência artificial já deixou de apenas imitar o comportamento humano e começa a caminhar para algo potencialmente mais complexo.

A chamada superinteligência não seguiria necessariamente padrões humanos. Pelo contrário, poderia operar com lógicas próprias, difíceis de prever, o que levanta um dos principais desafios do debate atual.

Para explicar esse cenário, o autor usa a ideia de um “caleidoscópio” em constante mudança, reforçando que o desenvolvimento da IA não é linear e nem totalmente previsível.

Menos previsão, mais preparação

O livro evita respostas fechadas. Em vez de cravar quando ou se a superinteligência vai superar os humanos, propõe um exercício mais útil: como se preparar para diferentes cenários.

Na prática, isso passa por dois caminhos simultâneos

  • potencializar impactos positivos, como avanços científicos e melhorias sociais
  • reduzir riscos e efeitos indesejados

A abordagem busca equilíbrio, fugindo tanto do alarmismo quanto do entusiasmo exagerado.

Um guia para entender o presente

Mesmo sendo um tema complexo, a proposta é clara: traduzir conceitos técnicos em reflexões compreensíveis para quem não é da área.

A obra funciona como uma porta de entrada para entender um dos debates mais relevantes da tecnologia hoje, especialmente para quem quer acompanhar o impacto da IA sem depender de visões extremas ou simplificadas.

Sobre o autor

Além de atuar como cientista de dados, Giovanni Moura de Holanda desenvolve projetos que conectam inteligência artificial, clima e sociedade. Também é pesquisador do BI0S – Brazilian Institute of Data Science e já publicou outras obras voltadas à relação entre tecnologia e cultura.

William Bonner relembra início da carreira e formação na USP em projeto da ECA

Aula magna na Eca com o jornalista Willian Bonner. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

William Bonner revisita os primeiros passos na comunicação em um novo depoimento para o projeto Memórias Ecanas, iniciativa da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em parceria com o Museu da Pessoa.

No relato, o jornalista lembra que, apesar da timidez, já demonstrava interesse pela área desde cedo, criando campanhas publicitárias fictícias ainda na adolescência. Esse impulso criativo acabou guiando sua escolha pelo curso de Comunicação Social na USP, nos anos 1980.

Formação e primeiros contatos com a profissão

Durante o depoimento, Bonner destaca o ambiente da ECA como decisivo na sua formação. A vivência universitária, aliada às primeiras experiências práticas, ajudou a direcionar sua carreira.

Um ponto central foi a passagem pela Rádio USP, onde teve contato direto com locução, produção e rotina de estúdio. Essa experiência funcionou como porta de entrada para o telejornalismo.

Ele também relembra o período de vestibular, marcado por pressão familiar e incertezas. Prestou provas para FUVEST, PUC, FAAP e ESPM, sendo aprovado em todas, mas optando pela ECA-USP.

Rotina intensa no início da carreira

O início profissional foi marcado por uma rotina puxada: estudo, trabalho e deslocamentos longos por São Paulo. Segundo Bonner, esse período exigiu adaptação rápida e foco para conseguir se manter na área.

Memória da comunicação no Brasil

Criado pelo professor Paulo Nassar, o projeto Memórias Ecanas reúne há mais de 20 anos depoimentos de ex-alunos e professores da ECA, formando um acervo sobre a evolução da comunicação e das artes no país.

A parceria com o Museu da Pessoa amplia esse alcance, integrando os relatos a um banco mais amplo de histórias de vida. Para Karen Worcman, fundadora da instituição, esse tipo de iniciativa ajuda a entender o desenvolvimento da área a partir de experiências reais, muitas vezes fora dos registros tradicionais.

Hoje, o projeto soma mais de 300 depoimentos e funciona como um panorama da formação e atuação de profissionais que ajudaram a moldar o campo da comunicação no Brasil.

O Silêncio de Eva | Dirigido por Elza Cataldo, documentário resgata trajetória da atriz Eva Nil

Foto O Silencio de Eva 2 - Elza Cataldo divulgação

O documentário O Silêncio de Eva, dirigido por Elza Cataldo, estreia em São Paulo no dia 9 de abril, no Espaço Itaú de Cinema. A produção resgata a trajetória de Eva Nil, nome importante do cinema mudo brasileiro que acabou apagado da memória histórica.

Chamada de “Greta Garbo brasileira”, Eva Nil atuou em filmes de Humberto Mauro e Adhemar Gonzaga, hoje perdidos, e deixou o cinema ainda nos anos 1920. Depois disso, passou a trabalhar com fotografia ao lado do pai, vivendo grande parte da vida em Cataguases, Minas Gerais.

Um resgate entre memória e imaginação

O filme aposta em uma linguagem híbrida, combinando pesquisa documental com encenações que tentam preencher lacunas da história de Eva. A atriz Inês Peixoto conduz esse percurso, ao lado de Eduardo Moreira e Bárbara Luz, criando paralelos entre a vida da artista e o próprio fazer teatral e cinematográfico.

A proposta não é apenas biográfica. O longa investiga o apagamento de figuras femininas na história do cinema e transforma esse silêncio em tema central, usando recriações poéticas para dar forma ao que não foi registrado.

Cinema, memória e resistência

Para Elza Cataldo, o projeto nasce do impacto de redescobrir uma atriz praticamente esquecida, mas com relevância histórica. A diretora constrói o filme como um encontro entre gerações, conectando o passado de Eva com artistas contemporâneos que ainda enfrentam desafios semelhantes dentro do audiovisual brasileiro.

Essa reflexão aparece também no discurso do próprio filme: dificuldades de produção, financiamento e circulação continuam sendo obstáculos recorrentes, atravessando décadas do cinema nacional.

O Silêncio de Eva estreia em São Paulo no dia 9 de abril, no Espaço Itaú de Cinema.

Primeiras Impressões | Go For It, Nakamura-kun!!

Se existe um animê pelo qual eu estava na expectativa nesta temporada, era “Go For It, Nakamura-kun!!”. Publicado no Brasil pela Editora NewPOP com o nome “Força, Nakamura!!”, desde seu lançamento a obra foi um grande sucesso por aqui, o que logo rendeu sua continuação, “Mais Força, Nakamura!!”.

Mostrando as aventuras de Okuto Nakamura no colégio, que está apaixonado por Aiki Hirose, mas não faz ideia de como chegar nele, muito menos de como virar seu amigo, acaba sendo divertido ver como Nakamura precisa mudar seu jeito de ser se realmente quiser conquistar quem ama.

Com estreia em primeiro de abril, “Go For It, Nakamura-kun!!” é uma comédia romântica leve e divertida, acompanhando Nakamura tentando sair de seu estilo mais brucutu a todo custo.

A história

Okuto Nakamura é um garoto de 16 anos que tem uma vida normal. Por mais que não tenha amigos, ele não liga; porém, se sente extremamente atraído por um garoto chamado Aiki Hirose.

Sabe aqueles garotos certinhos pelos quais todas as garotas se encantam? Esse é exatamente o estilo de Hirose, sendo extremamente simpático e querido por diferentes alunos da sala, inclusive pelo próprio Nakamura.

É nesse ponto que, no primeiro episódio, vemos Nakamura tentar se aproximar dele. Ao ver o lenço de Hirose cair no chão, ele passa na frente de uma garota, pisa no próprio lenço e o entrega com a marca da pisada. Percebendo a cagada que fez, Nakamura se xinga ao notar a besteira, que pode afastar Hirose ainda mais.

Com o passar do tempo, Nakamura encara cada dia como uma nova tentativa de se aproximar. É quase um Pinky e Cérebro: sempre com um novo plano que nunca dá certo.

Em uma aula, a professora apresenta alguns polvos, e Nakamura, que tem um em casa, sabe como cuidar deles, salvando-os quando Hirose pensa em colocá-los em água doce.

Será que finalmente Hirose vai notar Nakamura?

Vale a pena

Para quem leu o mangá, deve ter reparado que o primeiro episódio, por mais que traga alguns elementos, não é exatamente uma adaptação direta da história. E, embora isso normalmente possa parecer ruim, aqui acaba sendo uma boa surpresa.

Sendo uma obra que gerou dois mangás, “Go For It, Nakamura-kun!!” não tem tanto material de base para uma adaptação longa. Então, se reinventar mantendo o tom e a essência dos personagens funciona muito bem neste primeiro episódio.

Tudo o que conhecemos dos personagens está presente, mas de uma forma diferente, abrindo espaço para explorar melhor Nakamura e o próprio Hirose.

E, por mais que a obra caminhe no desejo de Nakamura de transformar essa aproximação em algo mais romântico, “Go For It, Nakamura-kun!!” é sobre suas tentativas de chamar a atenção de Hirose.

Para fãs de Ore Monogatari!!, dá para identificar esse jeito mais bruto e perdido do protagonista. A diferença é que aqui estamos em um Boys Love, mas a essência é parecida.

Se você gosta de obras como Sasaki to Miyano, Given e Cherry Magic! Thirty Years of Virginity Can Make You a Wizard?!, aqui tem tudo para você gostar de “Go For It, Nakamura-kun!!” e acompanhar semanalmente as peripécias de Nakamura.

Ficha técnica

Go For It, Nakamura-kun!!

Estreia
1 de abril de 2026, na Crunchyroll

Direção/Roteiro: Aoi Umeki, Yasuko Aoki
Estúdio: Drive
Design de personagens: Aoi Umeki
Música: Ayana Tsujita

Abertura: “Glory Days” – Senri Oe
Encerramento: “Sekaide Ichiban Atsui Natsu” – Princess Princess

Elenco: Chiaki Kobayashi, Yuki Sakakihara, Takuya Eguchi, Fairouz Ai

Agradecimentos a Crunchyroll Brasil pela produção deste conteúdo

Rolimã Fest Zona Norte acontece em maio com entrada gratuita e atrações para toda a família

A 7ª edição do Rolimã Fest Zona Norte será realizada no dia 17 de maio, das 10h às 17h, na Avenida Luiz Dumont Villares, entre as estações Tucuruvi e Parada Inglesa do metrô, em São Paulo.

Com entrada gratuita, o evento aposta em lazer ao ar livre, resgatando brincadeiras tradicionais e reunindo famílias em um dia de atividades na rua.

Programação inclui rolimã, brincadeiras clássicas e concurso criativo

Entre os destaques está a descida de carrinhos de rolimã, com opção de aluguel de equipamentos no local. Também haverá uma área dedicada a brincadeiras de rua, com atividades como amarelinha, pião, bola de gude, corrida de saco e futebol de botão.

O tradicional Concurso Fantasy, marcado para 14h, premia os carrinhos mais criativos do evento.

Além disso, a programação inclui música, sorteios, espaço para troca de figurinhas e food trucks.

Evento tem proposta solidária

Para participar, é necessário se inscrever previamente e doar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao Instituto Sandra Regina Nunes.

Organizado pelo coletivo Mulek de Rua, o festival conta com apoio da Prefeitura de São Paulo e parceiros locais, reforçando a proposta de ocupar o espaço urbano com atividades culturais e comunitárias.

Primeiras Impressões | Daemons of the Shadow Realm

Em time que está ganhando não se mexe, e Daemons of the Shadow Realm traz a nova obra da Hiromu Arakawa, criadora de Fullmetal Alchemist, com animação do estúdio Bones, responsável pelas adaptações dos irmãos Elric.

Criado nas páginas da Gangan Comics, da Square Enix, Daemons of the Shadow Realm surgiu em 2021, conta com 12 volumes até o momento e apresenta uma história em ritmo acelerado sobre dois irmãos, Asa e Yuru.

Então vamos direto para a história…

Dois irmãos e uma lenda

A trama começa com o nascimento de Yuru e Asa, no mesmo dia, mas em momentos opostos: ele à noite, ela de dia. O detalhe reforça o jogo de palavras do japonês, em que “asa” significa manhã e “yoru”, noite.

Enquanto Yuru vive tranquilamente em uma vila, Asa permanece presa em uma cela. Ainda assim, os dois aceitam a rotina, com ele visitando a irmã diariamente.

Tudo muda quando helicópteros passam a sobrevoar a vila e um ataque repentino mata diversos habitantes.

Yuru corre até Asa, mas a encontra morta. A anciã ferida pede que ele fuja, antes que a líder do ataque revele ser a verdadeira irmã dele.

Sem tempo para processar, Yuru é levado dali e desperta seus Daemons. Mesmo sendo espíritos, a comparação mais direta é com JoJo e Shaman King, ao manifestar entidades que lutam ao seu lado.

Vale a pena?

Com narrativa ágil e cheia de mistérios, Daemons of the Shadow Realm aposta em conflitos pouco explicados de início. Fica a dúvida sobre Asa e sobre o papel da vila na história de Yuru.

O contraste entre a vila isolada e os inimigos com tecnologia avançada reforça o clima de estranheza, sustentando o interesse já no primeiro episódio.

Adaptando o primeiro capítulo do mangá, a obra também começou a ser publicada no Brasil pela Editora JBC, permitindo acompanhar a história quase junto da versão animada.

A animação mantém o padrão do estúdio Bones, com boa fluidez e impacto nas cenas de ação. Criada na comemoração dos 20 anos de Fullmetal Alchemist, a série encontra aqui um caminho mais direto com fãs do gênero.

Após projetos diferentes nos últimos anos, Hiromu Arakawa retorna a um terreno mais familiar. Em Yuru e Asa, há uma nova dupla com potencial para engajar quem acompanhou os irmãos Elric.

A introdução apresenta bem o universo e seus elementos, funcionando como ponto de partida para uma jornada maior.

Trilha sonora de primeira

yama

Se você é fã de J-Pop, Daemons of the Shadow Realm não faz feio e traz nada menos que Vaundy na abertura com Time to Fly. Para quem não conhece, ele colaborou com Ado em One Piece Film: Red, além de faixas como Chainsaw Blood (Chainsaw Man), Hashire Sakamoto (Sakamoto Days) e Homunculus (My Hero Academia – Agora É a Sua Vez). Vaundy é um dos nomes mais relevantes do Billboard Japan Hot 100 e foi uma escolha certeira para um animê desse porte.

E não para por aí. O encerramento Let’s Fly fica por conta de yama, que já marcou presença em séries como Spy × Family e Mobile Suit Gundam: The Witch from Mercury, consolidando seu espaço como um artista de estilo versátil dentro do cenário atual.

Daemons of the Shadow Realm estreia em 4 de abril na Crunchyroll.

Ficha técnica

Daemons of the Shadow Realm – Episódio 1

Estreia: 4 de abril de 2026 (sábados)
Streaming: Crunchyroll

Criação: Hiromu Arakawa
Direção: Masahiro Ando
Roteiro: Noboru Takagi
Design: Nobuhiro Arai
Trilha: Kenichiro Suehiro

Produção: BONES
Animação: Bones Film

Abertura: Time to Fly – Vaundy
Encerramento: Let’s Fly – yama

Elenco: Kensho Ono, Yume Miyamoto, Yuichi Nakamura, Misaki Kuno

Agradecimentos a Crunchyroll Brasil pela produção deste conteúdo

Primeiras Impressões | Witch Hat Atelier

Quando se fala em animês com garotas mágicas, nos últimos anos muito se destacou Frieren e a Jornada para o Além. Mas, entre fãs de mangá, havia um título aguardado há bastante tempo para ganhar adaptação, e esse momento finalmente chegou com Witch Hat Atelier.

Vencedor do Eisner Award em 2020, o mangá criado por Kamome Shirahama apresenta um universo mágico construído a partir da arte. A adaptação é do estúdio BUG FILMS, conhecido por trabalhos como Zom 100: Bucket List of the Dead.

Com a estreia dos dois primeiros episódios em 6 de abril, Witch Hat Atelier reúne todos os elementos de uma grande história. Para o público brasileiro, ainda há um bônus que é a dublagem que chega junto do simulcast e reforça o peso da obra na temporada.

A história

Em um mundo medieval, conhecemos a simpática Coco, uma aspirante a costureira que trabalha com a mãe atendendo viajantes. Apesar da habilidade com tecidos, seu verdadeiro desejo é aprender magia, algo que, nesse universo, não é acessível a pessoas comuns.

Certo dia, o mago Qifrey passa pela cidade e percebe o talento de Coco. Após ajudá-la em um pequeno incidente com uma carroça mágica, a garota tenta se aproximar para aprender mais, mas é impedida, pois a magia deve ser praticada longe de olhares curiosos.

Sozinha, Coco descobre que feitiços são feitos por meio de desenhos e, ao tentar reproduzir o que viu, acaba lançando um encantamento que petrifica sua casa e sua mãe.

Qifrey consegue salvá-la, mas não garante o mesmo para sua mãe. Em busca de uma solução, ele leva Coco consigo e a torna sua aprendiz, iniciando uma jornada para reverter o desastre.

É nesse ponto que a série ganha força. Coco descobre que qualquer pessoa poderia usar magia, mas esse conhecimento foi ocultado ao longo do tempo para evitar tragédias como a que ela causou.

Ao conhecer outras aprendizes, Coco encontra apoio, mas também enfrenta rejeição por ser “a garota que não sabe nada”. Sua jornada passa a equilibrar aprendizado, culpa e esperança.

Vale a pena?

Witch Hat Atelier impressiona pela qualidade e pelo cuidado ao adaptar a construção da magia para a tela. Ao transformar feitiços em desenhos, algo que já funcionava muito bem no mangá, a série consegue traduzir isso em uma identidade própria. Em momentos-chave, a animação ainda recorre a artes do original, reforçando a fidelidade à obra.

Apresentando um mundo que remete aos JRPG, a comparação com Frieren e a Jornada para o Além é inevitável, mas são propostas diferentes, e Witch Hat Atelier tem méritos próprios ao seguir seu próprio caminho.

O roteiro é de Hiroshi Seko, conhecido por Attack on Titan, Mob Psycho 100 e Chainsaw Man, enquanto a direção é de Ayumu Watanabe, que trabalhou em Space Brothers e Major 2nd. O character design fica por conta de Kairi Unabara, que já trabalhou na abertura de Zom 100: Bucket List of the Dead e em Scott Pilgrim Takes Off.

Se você é fã de animês de magia, seja de clássicos como Magic Knight Rayearth e Cardcaptor Sakura ou de obras mais recentes, aqui há tudo para agradar.

Com apenas dois episódios, já fica claro que a jornada de Coco não será leve. Há consequências pelos seus erros, além da culpa que a move na tentativa de reverter o que aconteceu.

Se o mangá já era um dos mais respeitados da última década, a adaptação tem tudo para levar esse mesmo prestígio para a animação.

Abertura e encerramento

A abertura “Kaze no Ansemu” reúne Eve e Yorushika. Eve é conhecido por “Kaikai Kitan”, de Jujutsu Kaisen, enquanto Yorushika assinou “Sunny”, de Frieren e a Jornada para o Além. A faixa tem potencial para se destacar na temporada.

O encerramento “Tada Utsukushii Noroi” é interpretado por Nakamura Hak, trazendo uma abordagem mais intimista, centrada em voz e violão, alinhada ao tom da obra.

Witch Hat Atelier estreia em 6 de abril, com novos episódios às segundas na Crunchyroll.

Ficha técnica

Witch Hat Atelier Episódios 1 e 2

Estreia
6 de abril de 2026, na Crunchyroll

Equipe principal
Obra original: Kamome Shirahama
Direção: Ayumu Watanabe
Roteiro: Hiroshi Seko
Design: Kairi Unabara
Estúdio: BUG FILMS

Músicas
Abertura: Eve feat. Yorushika
Encerramento: Nakamura Hak

Elenco
Rena Motomura (Coco), Natsuki Hanae (Qifrey), Yuichi Nakamura (Olruggio)

Agradecimentos a Crunchyroll Brasil pela produção deste conteúdo

Crítica | Ruas da Glória

Novo filme do diretor e roteirista Felipe Sholl, Ruas da Glória é uma produção queer nacional ambientada no Rio de Janeiro. A trama apresenta o bom moço e professor de literatura Gabriel (Caio Macedo), em uma nova cidade, vivendo sem as amarras e máscaras da sociedade “careta” e tradicional.

Logo de início, fica claro que Gabriel se jogou na vida no Rio de Janeiro após romper com a família e seu padrão social. Ignorando o pai ao telefone, ele deixa evidente que quer ser feliz e viver consigo mesmo ali, onde escolheu como lar. Se ele decidiu “brincar” de pobre, como o pai acusa, não dá pra saber. Mas que quer viver livre e bem consigo mesmo, isso fica evidente desde o começo.

É nesse contexto que Gabriel se joga nas ruas e descobre o centro do Rio, cercado por garotos de programa e pelo bar Glória. Ao entrar na noite carioca, ele vê na pista um rapaz que chama sua atenção de imediato. A paixão vem no primeiro olhar, mas é só na segunda noite que ele consegue finalmente conversar com o tal rapaz, sempre tão disputado.

Estamos falando de Adriano (Alejandro Claveaux), um garoto de programa uruguaio que vive na região. A conexão com Gabriel é imediata, e a relação parecia caminhar para um “felizes para sempre”.

Só que o tempo passa e, um dia, Adriano desaparece. Gabriel entra em desespero e começa a investigar. Vai até o antigo apartamento, aluga o lugar, usa as roupas dele, mas não encontra respostas. Não sabe se Adriano voltou para o Uruguai, fugiu ou simplesmente sumiu.

E tudo piora quando um garçom localiza Adriano e Gabriel descobre que ele está “casado” com outro rapaz, vivendo seu próprio “felizes para sempre”.

Resta a dúvida: Gabriel deve insistir em ir atrás de Adriano ou finalmente tentar ser feliz?

Opinião

Ruas da Glória não é um conto de fadas, e claramente nunca quis ser. Com um protagonista inicialmente ingênuo, o filme acompanha Gabriel se adaptando à nova vida enquanto tenta entender o amor que o liga a Adriano.

Um dos pontos fortes é a “família” que acolhe Gabriel. Mônica, interpretada por Diva Menner, dona do bar Glória, funciona como uma figura quase materna. Ao lado de Mateus (Alan Ribeiro), Laila (Jade Sassará) e Sandro (Aliprandini Roger), ele encontra pertencimento. Mônica puxa sua orelha, alerta sobre Adriano, mas o filme mostra que enxergar a realidade nem sempre é simples.

Com um roteiro intenso, que flerta diretamente com desejo e sexo, Ruas da Glória mostra como até o bom moço pode sucumbir. Gabriel, por mais racional que seja, se entrega cegamente à paixão por Adriano, aceitando tudo, inclusive a vida dele como garoto de programa em ambientes onde ele próprio está presente.

Isso não significa que sua nova “família” seja convencional. Com a libido sempre à flor da pele, o filme explora emoções, perdas e o processo de se desprender do passado.

E mesmo com Adriano seguindo em frente, Gabriel se percebe viciado nele, numa busca por respostas. Sua luta em tentar se sentir vivo vem em querer encontrar Adriano de qualquer maneira.

Adriano, por sua vez, carrega um histórico nebuloso desde sua chegada ao Brasil, construindo um personagem que nunca se entrega por completo. E o Gabriel entende isso, tentando fazer de tudo que ele se entregue mais, por mais que isso signifique mais e mais atritos entre eles

Curioso e diferente, Ruas da Glória é uma produção da Syndrome Films, em coprodução com RioFilme e Telecine, com distribuição da Retrato Filmes.

Ficha Técnica

Ruas da Glória (2025, Brasil)

Direção e Roteiro: Felipe Sholl
Elenco: Caio Macedo, Alejandro Claveaux, Diva Menner, Alan Ribeiro, Jade Sassará, Sandro Aliprandini
Produção: Syndrome Films
Coprodução: RioFilme, Telecine
Distribuição: Retrato Filmes
Fotografia: Léo Bittencourt
Montagem: Luisa Marques
Música: Orlando Scarpa Neto

Estreia: 2 de abril

Cobertura | Exposição Notre Dame de Paris Sagrada e Eterna

Já pensou visitar Notre Dame sem sair do Brasil? Parece loucura, mas o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual, no Shopping Cidade São Paulo, entrega uma experiência que realmente faz você se sentir em Paris.

Com 45 minutos de duração e uma viagem por oito séculos da catedral francesa, Notre Dame de Paris Sagrada e Eterna é a nova exposição imersiva que chega à cidade. Ao colocar os óculos de realidade virtual, você pode caminhar pelos cenários e explorar detalhes como se estivesse lá. A experiência, que já passou recentemente pelo Egito, agora foca em um dos, senão o mais famoso monumento da França.

Fomos convidados pela equipe da exposição para conferir de perto e contamos como foi a experiência.

Uma viagem ao passado

A jornada começa em 1240, guiando o visitante por todo o processo de construção da catedral. Durante o percurso, é possível caminhar por diferentes áreas e conhecer personagens históricos envolvidos na obra, como Guillaume d’Auvergne e Eugène Viollet-le-Duc.

O mais impressionante é a liberdade de movimento. Você explora os cenários enquanto acompanha as transformações ao longo dos séculos, além de acessar pontos elevados e áreas remotas que seriam impossíveis em uma visita real.

É impossível não lembrar do incêndio de 2019, que também faz parte da experiência. O visitante consegue ver de perto os danos causados e entender a dimensão do ocorrido.

Outro destaque é o processo de restauração e a possibilidade de observar a cidade do alto, percebendo como a região mudou ao longo dos séculos. Também fica claro como as técnicas de construção evoluíram em cada período.

Uma experiência em grupo

Apesar de ser uma experiência em realidade virtual, ela não é solitária. Você pode participar junto com amigos, interagir e conversar durante o percurso. O sistema identifica onde cada pessoa está, criando uma dinâmica mais imersiva.

Como todos precisam avançar juntos, o passeio funciona ainda melhor em grupo, ficando mais divertido do que fazer sozinho.

Vale a pena?

Com ingressos entre R$ 29 e R$ 98, a exposição entrega uma proposta diferente do padrão. Pelo tempo e pelo conteúdo, o custo é justo e o passeio se torna uma opção interessante, especialmente para quem gosta de história e arquitetura.

Produzida pela Excurio, responsável por experiências como Horizonte de Quéops e Mundos Desaparecidos, a exposição estreou em março e tem tudo para agradar fãs da cultura francesa.

Imersiva e criativa, é uma experiência que foge do comum. E, depois de fazer, não é difícil sair com vontade de repetir.

Serviço

Notre Dame de Paris Sagrada e Eterna
Local: Shopping Cidade São Paulo
Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

Estreia: 21 de março de 2026
Horários: das 10h às 21h20
Duração: 45 minutos
Ingressos: entre R$ 29 e R$ 98
Classificação: a partir de 8 anos

Vendas: espacoculturavr.com.br, plataforma Fever ou bilheteria no local.

Com data confirmada, novo anime de Guerreiras Mágicas de Rayearth ganha trailer

O novo anime de Guerreiras Mágicas de Rayearth teve seu trailer revelado junto com a confirmação de estreia para outubro de 2026 na TV japonesa. A prévia também apresentou o elenco principal e a equipe criativa responsável pelo projeto.

A nova adaptação marca o retorno de uma das obras mais icônicas do grupo CLAMP, trazendo uma releitura moderna da história que marcou os anos 90.

Um clássico que volta com nova abordagem

A história acompanha Hikaru Shidou, Umi Ryuzaki e Fuu Hououji, três estudantes que são transportadas para o mundo mágico de Cefiro após um encontro na Torre de Tóquio. Lá, descobrem que foram escolhidas para se tornarem Guerreiras Mágicas e precisam salvar o reino de um colapso iminente.

Misturando fantasia, mechas e elementos de RPG, Rayearth sempre se destacou por combinar ação com um desenvolvimento emocional mais denso, especialmente ao explorar o verdadeiro peso da missão das protagonistas.

A nova versão promete atualizar visual e narrativa, mantendo os pilares da obra original, mas com produção alinhada aos padrões atuais da indústria.

Elenco e produção

O elenco principal traz: Ayane Sakura como Hikaru, Rumi Okubo como Umi e Rie Takahashi como Fuu.

A direção fica por conta de Yui Miura, com produção do estúdio TMS Entertainment e animação pela E&H Production.

O roteiro é supervisionado por Shigeru Murakoshi, enquanto o design de personagens é assinado por Satomi Watabe. A trilha sonora reúne nomes como Yuki Kajiura..

Legado de Rayearth

Publicado entre 1993 e 1996, o mangá original de Rayearth ajudou a consolidar o estilo do CLAMP, trazendo uma proposta que fugia do padrão da época ao unir garotas protagonistas, batalhas e temas mais complexos.

No Brasil, a obra ficou conhecida principalmente pela exibição na TV nos anos 90, no SBT, quando estreou junto com Sailor Moon na extinta Rede Manchete. O título foi a primeira obra do Clamp no país que ficou conhecido por Sakura Card Captor, Chobits, Tokyo Babylon, X-1999, Kobato, entre outras obras delas por aqui.

O mangá foi publicado no Brasil pela Editora JBC, em dois formatos. Recentemente, a editora anunciou a republicação do título em uma terceira passagem no país.

Atualmente o animê original foi remasterizado e relançado pela Netflix, além de estar sendo exibido pela TV Cultura.

Com o trailer já disponível e a estreia marcada, o novo anime surge como uma das principais apostas nostálgicas e ao mesmo tempo renovadas para 2026.

Com informações da Anime News

Sucesso no Brasil, trailer de Homem-Aranha: Um Novo Dia chega a 12 milhões de views

O primeiro trailer de Homem-Aranha: Um Novo Dia já mostra força no Brasil: são 12 milhões de visualizações, indicando interesse do público neste momento único do personagem que chega em seu quarto filme com Tom Holland como protagonista.

Depois do impacto de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, o filme assume de vez a proposta de recomeço. Sem ninguém lembrar quem ele é, Peter Parker volta ao ponto mais essencial do herói: sozinho, anônimo e lidando apenas com a responsabilidade de ser o Homem-Aranha.

Um Homem-Aranha mais próximo dos quadrinhos

O trailer deixa claro que a abordagem agora é mais urbana e direta, lembrando fases clássicas dos quadrinhos em que o personagem atua no nível da rua, enfrentando o crime cotidiano e carregando o peso das próprias escolhas.

Essa mudança também aparece no tom. Há menos espetáculo grandioso e mais foco no personagem, na rotina e no desgaste de alguém que escolheu ser herói mesmo sem reconhecimento. Para quem acompanha os quadrinhos, é um caminho que aproxima o filme de versões mais tradicionais do Aranha.

Ao mesmo tempo, a prévia indica um novo elemento: uma possível evolução nos poderes de Peter, que começa a sair do controle e adiciona um risco físico real à história, algo que pode funcionar como o principal conflito dessa fase.

Elenco e produção

O filme é dirigido por Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis), com roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers.

Tom Holland retorna como Peter Parker, acompanhado por Zendaya, Jacob Batalon, Jon Bernthal, Sadie Sink e Mark Ruffalo.

A produção segue nas mãos de Kevin Feige e Amy Pascal, mantendo a parceria entre Marvel Studios e Sony Pictures.

Estreia

Homem-Aranha: Um Novo Dia estreia nos cinemas do Brasil em 30 de julho de 2026.

Super Mario Galaxy: O Filme destaca Fox McCloud em pôster com voz de Glen Powell

A Universal Pictures revelou um novo pôster de Super Mario Galaxy: O Filme destacando uma adição inesperada: Fox McCloud, protagonista da franquia Star Fox.

A participação já chega com peso. O personagem será interpretado por Glen Powell, que entrou na divulgação com a frase “Born to Barrel Roll”, uma referência direta ao comando clássico da série que virou meme entre fãs.

A presença de Fox McCloud não parece apenas fanservice. Diferente de outras franquias da Nintendo, Star Fox já opera em um contexto espacial, o que conversa diretamente com o universo de Super Mario Galaxy.

Quem é Fox McCloud

Fox é o líder da equipe Star Fox, um grupo de pilotos que atua como força de combate no sistema Lylat. Seu principal veículo é a nave Arwing, utilizada em batalhas espaciais de alta velocidade.

A franquia nasceu no Super Nintendo em 1993 e se destacou por introduzir gráficos 3D com o uso do Super FX Chip, algo avançado para a época. Com o tempo, a série evoluiu, mas manteve sua identidade baseada em combates aéreos, missões lineares e personagens marcantes.

Entre os elementos mais lembrados estão os diálogos durante as missões e frases icônicas como “Do a barrel roll!”, que ajudaram a consolidar a série na cultura gamer.

Sobre o filme

Super Mario Galaxy: O Filme é sequência de Super Mario Bros. O Filme, com produção da Illumination em parceria com a Nintendo.

A direção é de Aaron Horvath e Michael Jelenic, com roteiro de Matthew Fogel. No elenco, retornam Chris Pratt (Mario), Anya Taylor-Joy (Peach), Charlie Day (Luigi) e Jack Black (Bowser).

O filme estreia nos cinemas do Brasil em 1º de abril de 2026.

Quando estreia

Super Mario Galaxy: O Filme chega aos cinemas do Brasil em 1º de abril de 2026.