A Diamond Films liberou um teaser inédito de NUREMBERG, drama histórico dirigido e roteirizado por James Vanderbilt (“Conspiração e Poder”), que chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro. O filme revisita os bastidores do famoso Tribunal de Nuremberg, responsável por redefinir a justiça internacional após a Segunda Guerra Mundial — terreno fértil para quem curte histórias reais com peso dramático.
Malek x Crowe: duelo psicológico no coração do julgamento
O longa acompanha Douglas Kelley (Rami Malek), um psiquiatra americano encarregado de avaliar a sanidade dos principais oficiais nazistas antes do julgamento por crimes de guerra. Entre eles está Hermann Göring, interpretado por Russell Crowe, em um dos papéis mais sombrios de sua carreira recente.
A dinâmica entre Kelley e Göring se torna o eixo da trama: encontros carregados de tensão, manipulação e um jogo mental que testa não só a ética do psiquiatra, mas sua própria visão sobre o que significa humanidade diante do absurdo. É o tipo de embate que fãs de dramas históricos e thrillers psicológicos adoram acompanhar.
A Alemanha de 1945 como palco de um colapso moral
NUREMBERG se passa logo após o fim da guerra, em uma Europa devastada. O roteiro destaca a pressão política e emocional que envolvia o tribunal, enquanto mostra o protagonismo do trabalho médico-legal no entendimento do que levou figuras como Göring ao poder.
Além de Malek e Crowe, o elenco traz Michael Shannon (“The Flash”), Leo Woodall (“Bridget Jones: Louca pelo Garoto”), Richard E. Grant (“Saltburn”), Colin Hanks (“Anônimo 2”) e John Slattery (“Vingadores: Ultimato”). Um time que reforça o peso dramático da produção.
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Lançamento
O filme estreia em 26 de fevereiro nos cinemas de todo o país.
A Netflix começou esta semana as gravações de sua nova série brasileira no Rio de Janeiro, reunindo um elenco de peso que já chama atenção dos fãs de grandes novelas e thrillers nacionais. Marieta Severo, Alice Wegmann, Nanda Costa e José de Abreu lideram a trama assinada por Diane Maia e Mirna Nogueira, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.
Ainda sem título oficial, a produção aposta numa mistura de melodrama com suspense e aquele combo clássico que faz o público desconfiar de tudo e de todos.
Conflitos familiares que escalam rápido
O centro da história acompanha Lúcia (Marieta Severo) e Maíra (Alice Wegmann), mãe e filha da elite carioca que vivem uma relação marcada por tensões e segredos do passado. O equilíbrio já frágil se complica quando entram em cena Irina (Nanda Costa) e Bóris (José de Abreu), figuras que adicionam mais camadas de conflito à dinâmica familiar.
À medida que os quatro se cruzam, alianças duvidosas e revelações inesperadas ampliam o clima de mistério, criando uma narrativa que conversa tanto com o melodrama clássico quanto com produções de suspense psicológico contemporâneas.
Bastidores e equipe por trás da série
A nova série é produzida pela Conspiração, com produção associada da Amaia. Renata Brandão, Luísa Barbosa e Tania Pacheco assinam a produção. A direção dos episódios fica a cargo de Gabriela Amaral Almeida e Daniela Carvalho, nomes que já têm experiência no audiovisual brasileiro com obras que equilibram emoção e tensão narrativa.
O elenco reúne ainda Felipe Camargo, Luciana Paes, Laila Garin, Rui Ricardo Diaz, Heloisa Jorge, Allan Souza Lima, Jonas Bloch, Giovanna de Jesus, José Mata, Thiago Justino, Hamilton Dias, Laura Vick, Yanna Lavigne e Rosanna Viegas, um time robusto que promete expandir ainda mais o universo da trama.
Conspiração e Netflix seguem firmes no audiovisual
A Conspiração segue consolidada como uma das produtoras mais importantes da América Latina, acumulando 10 indicações ao Emmy International e participações em grandes festivais como Cannes, Berlim, Sundance, Veneza e Toronto. Já a Netflix mantém seu investimento em produções brasileiras, ampliando o catálogo de séries para seus mais de 300 milhões de assinantes no mundo.
O cenário competitivo de Pokémon vai desembarcar em São Paulo entre 21 e 23 de novembro, e a BTSBrasilTV será a responsável por transmitir tudo em português diretamente para a comunidade brasileira. A produtora, velha conhecida de quem acompanha esports, assume a cobertura oficial do Campeonato Internacional Pokémon da América Latina 2026, um dos pilares da temporada global da Pokémon Company.
A etapa latino-americana é sempre o primeiro grande termômetro do ano competitivo, reunindo alguns dos melhores Treinadores do continente. E, como de costume, São Paulo vira o hub da cultura Pokémon por três dias intensos.
Quatro modalidades, um só palco
O torneio será disputado em quatro frentes que já fazem parte do ecossistema competitivo da franquia:
Pokémon Trading Card Game (TCG)
Pokémon Scarlet & Violet (VG)
Pokémon GO
Pokémon UNITE
Jogadores de toda a América Latina chegam à capital paulista em busca de prêmios em dinheiro, pontos classificatórios e, claro, aquele reconhecimento internacional que pode definir uma temporada.
Transmissão multiplataforma com sotaque brasileiro
Para alcançar o maior número possível de fãs, a BTSBrasilTV vai transmitir o evento simultaneamente na Kick, Twitch e YouTube. A cobertura ganha um reforço de peso com o streamer Bruno Monkey, voz bem conhecida da comunidade e presença constante quando o assunto é competitivo de Pokémon.
A promessa é de narração, comentários e análises ao vivo, deixando o público por dentro das estratégias, leituras de jogo e surpresas que sempre surgem nesses eventos.
“É um orgulho enorme para a BTSBrasilTV fazer parte de mais um grande evento da comunidade Pokémon. O público brasileiro é extremamente engajado e apaixonado pela franquia, e queremos entregar uma cobertura à altura dessa energia”, afirma Fábio Mádia, CEO da BTSBrasilTV.
Muito além das batalhas
O Internacional Latam sempre vai além do competitivo, e a edição de 2026 não deve ser diferente. O evento contará com:
Atividades temáticas
Espaços dedicados aos fãs
Produtos licenciados e novidades da franquia
Com isso, São Paulo se transforma, por um fim de semana, no centro da cultura Pokémon na região.
Onde acompanhar
Quem quiser seguir as novidades da BTSBrasilTV — e ficar por dentro das próximas transmissões, pode conferir o Instagram da produtora ou acompanhar seus canais na Twitch e no YouTube.
Overwatch 2 ganha sua 45ª heroína, e o clima no Colosseo nunca foi tão tenso. Chamá-la apenas de “nova personagem” não faz justiça: Vendetta surge como uma presença que domina a arena antes mesmo de sacar suas armas. No trailer recém-revelado, a gladiadora italiana aparece transformando um passado apagado em pura fúria — e estilo.
Origem marcada por perdas (e por ambição)
Vendetta não nasceu uma lenda. Depois de perder sua herança e ser empurrada para as sombras, ela decidiu reescrever o próprio destino. Foi nas lutas brutais do Colosseo que La Lupa encontrou seu verdadeiro palco. Cada combate vencido aumentou não só sua fama, mas também seu poder nos bastidores desse futuro distópico.
Mas boatos sempre escapam das arquibancadas. E no caso dela, os sussurros falam de conexões com o conflito clássico entre Overwatch e Talon — uma herança que pode ressignificar toda a trajetória da heroína.
Precisão cirúrgica e objetivos maiores
Dentro da arena, Vendetta é sinônimo de eficiência mortal. Suas habilidades refletem não só experiência de luta, mas uma convicção fria. Nada nela é gratuito; cada golpe ecoa um plano maior. Fora das batalhas, resta a sensação de que a gladiadora prepara algo além de vitórias momentâneas — como se cada confronto fosse apenas mais um degrau em direção a um objetivo ainda oculto.
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Overwatch 2 ganha uma nova lenda
Com Vendetta, Overwatch 2 expande não só seu elenco, mas todo o universo narrativo em torno da eterna disputa entre poder, influência e legado. A arena aplaude sua nova campeã, mas o mundo observa com desconfiança — e curiosidade — sobre o que exatamente ela pretende conquistar daqui para frente.
Resident Evil Survival Unit já está disponível para iOS e Android em 151 países, trazendo a franquia da Capcom para um novo formato: um game de estratégia em tempo real focado em sobrevivência, construção e cooperação. Publicado pela Aniplex Inc. e desenvolvido pela JOYCITY Corporation, o jogo chega com lançamento global e trailer especial mostrando o caos de uma cidade dominada por uma infecção desconhecida, exatamente o tipo de clima que os fãs esperam do universo Resident Evil.
Uma nova visão tática do mundo de Resident Evil
Survival Unit leva a série para um terreno pouco explorado: estratégia com construção de base, gerenciamento de recursos e batalhas em tempo real. A ideia é sobreviver ao colapso urbano ao lado de outros sobreviventes, enfrentando hordas de criaturas enquanto você expande seu território e fortalece defesas.
Mesmo com a mudança de gênero, a identidade da franquia está presente: tensão constante, monstros à espreita e aquele clima de cidade caída que lembra Raccoon City em seus piores dias.
Heróis clássicos em formações inéditas
Leon S. Kennedy, Claire Redfield e Jill Valentine aparecem como personagens jogáveis, permitindo combinações que nunca aconteceram nos jogos principais. O foco está em montar equipes com diferentes funções, explorando sinergias e criando estratégias próprias.
Além do modo single player com missões e quebra-cabeças, o jogo incentiva cooperação entre jogadores com alianças, batalhas coordenadas e muita diplomacia para sobreviver em um cenário onde cada recurso importa.
Yoshitaka Amano cria uma nova ameaça
O artista Yoshitaka Amano, conhecido mundialmente por suas ilustrações marcantes, assina o design da criatura original Mortem. A criatura simboliza medo e ansiedade invisíveis e adiciona uma camada extra de estranheza ao jogo, trazendo um toque artístico raro dentro da franquia.
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O que esperar do game
Título: Resident Evil Survival Unit Gênero: Estratégia e survival horror Publisher: Aniplex Inc. Desenvolvedora: JOYCITY Corporation Plataformas: iOS (iPhone e iPad) e Android Preço: Free-to-play com compras internas Lançamento: 17 de novembro Disponível em: 151 países com novas regiões chegando em 2026
Alguns territórios como Coreia, Taiwan, Hong Kong e parte do Sudeste Asiático receberão o jogo no início de 2026.
Resident Evil no mobile com ambição global
O lançamento expande ainda mais a presença da franquia no mobile, mantendo acessibilidade e profundidade estratégica ao mesmo tempo. Para quem sempre quis ver o caos biológico de Resident Evil em um formato mais tático e com encontros improváveis entre personagens clássicos, Survival Unit pode ser a porta de entrada perfeita.
O jogo já está disponível gratuitamente nas lojas digitais.
A Japan House São Paulo encerra novembro com uma das programações mais interessantes do ano para quem acompanha cultura japonesa e temas de bem-estar. Entre 27 e 30 de novembro, o centro cultural realiza a segunda edição de “A Caminho da Longevidade”, iniciativa que conecta ciência, tradições nipônicas, práticas sensoriais e debates sobre envelhecimento saudável — em sintonia com os 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão.
O Japão, conhecido mundialmente por sua população centenária — são cerca de 100 mil pessoas com mais de 100 anos, segundo dados do Ministério da Saúde japonês em 2025 — inspira o Brasil justamente no momento em que o país vive um rápido envelhecimento populacional. A JHSP aproveita esse diálogo para lançar uma programação robusta, com atividades híbridas e totalmente gratuitas.
Abertura: ciência, Alzheimer e perspectivas Brasil-Japão
A agenda começa no dia 27 de novembro, às 10h30, com a palestra híbrida “Pesquisa sobre sintomas comportamentais da doença de Alzheimer no Japão e no Brasil”.
O neurologista Dr. Leonel Tadao Takada (FMUSP) compartilha resultados de um estudo desenvolvido com o Hospital das Clínicas e a Universidade de Tohoku, comparando sintomas comportamentais da doença em ambos os países. A conversa é mediada pela neuropsicóloga Dra. Maira Okada e discute impactos clínicos e sociais dessa análise cruzada.
À noite, às 20h30, o clima muda para viagens, bem-estar e natureza com o bate-papo online “Turismo de Longevidade”, transmitido pelo YouTube da JHSP. A representante do Okinawa Convention & Visitors Bureau, Hinako Inafuku, e o diretor da Encounter Japan Travel, Yusuke Ikuta, apresentam roteiros focados em saúde, conexão comunitária e experiências típicas de regiões como Okinawa — famosa por sua alta expectativa de vida. A mediação é de Celso Matinaga, referência no turismo Japão–Brasil.
Shinrin yoku, nutrição japonesa e saúde intestinal
Na sexta-feira, 28 de novembro, às 10h30, a JHSP aprofunda uma das práticas mais queridas da cultura japonesa: o shinrin yoku, o famoso “banho de floresta”. A palestra “Banho de Floresta e Longevidade” é conduzida pelo diretor do Instituto Brasileiro de Ecopsicologia, Dr. Marco Aurélio Bilibio Carvalho, que explica como essa técnica criada nos anos 1980 ganhou reconhecimento científico por seus benefícios físicos e mentais.
Ainda na sexta, às 15h, entra em cena a relação entre alimentação e vitalidade com “Sabores da Longevidade”. A nutricionista Denise Maki explora pilares da culinária japonesa — uma das mais alinhadas ao envelhecimento saudável no mundo — enquanto Eliana Toledo (Yakult) explica a importância da microbiota intestinal para o bem-estar. A mediação é da professora Eliana Ribeiro (Instituto Mauá).
Atividades práticas: corpo, natureza e movimento
A programação de sábado, 29 de novembro, é para quem gosta de vivências práticas.
Às 10h30 e 11h30, o público experimenta o Método Yura-Ritmo, técnica de saúde concebida em Sendai e adaptada ao Brasil por iniciativas da JICA e da EACH-USP. Instrutores do programa USP 60+ conduzem uma prática voltada ao equilíbrio físico, concentração e relaxamento.
No mesmo dia, às 9h30 e 14h, a JHSP se junta ao Parques da Paulista para levar o público ao Parque Trianon em oficinas presenciais de Banho de Floresta. Guias certificados pelo Instituto Brasileiro de Ecopsicologia conduzem uma imersão sensorial em meio à Mata Atlântica da Avenida Paulista — um raro refúgio verde para quem vive ritmo urbano intenso.
Encerramento: Radio Taissô e tradição em movimento
No domingo, 30 de novembro, o evento fecha com energia renovada. Às 10h30 e 11h30, acontecem as sessões de Ginástica Rítmica Radio Taissô, tradição japonesa criada em 1928 para estimular exercícios diários via rádio. A atividade, conduzida pela Federação de Rádio Taissô do Brasil, ocupa o espaço Sotodoma da JHSP e não exige inscrição.
Serviço – Programação completa (27 a 30 de novembro)
Local: Japan House São Paulo – Av. Paulista, 52 Horários: Ter a sex., 10h às 18h. Sáb., dom. e feriados, 10h às 19h Entrada gratuita Inscrições (quando necessário): Bilheteria Express Transmissões online: YouTube da JHSP
27/11 – 10h30 • Pesquisa sobre sintomas comportamentais da doença de Alzheimer no Japão e no Brasil (híbrido) 27/11 – 20h30 • Turismo de Longevidade (online)
28/11 – 10h30 • Banho de Floresta e Longevidade (híbrido) 28/11 – 15h • Sabores da Longevidade (híbrido)
29/11 – 9h30 e 14h • Banho de Floresta no Parque Trianon (presencial) 29/11 – 10h30 e 11h30 • Método Yura-Ritmo (presencial)
30/11 – 10h30 e 11h30 • Ginástica Rítmica Radio Taissô (presencial, sem inscrição)
Se você acompanha cultura japonesa, temas de bem-estar e as relações Brasil-Japão, a Japan House SP transforma esses quatro dias em um circuito imperdível de conhecimento, práticas tradicionais e ciência contemporânea — tudo reforçando a riqueza dos 130 anos de amizade entre os dois países.
Cynthia Erivo is Elphaba in WICKED, directed by Jon M. Chu
Wicked: Parte II estreia oficialmente nesta quinta-feira, 20 de novembro, mas quem quer voltar a Oz antes da hora já encontra sessões antecipadas hoje, 19/11, em todo o Brasil. A produção também ganhou um novo vídeo de bastidores focado em Elphaba, vivida por Cynthia Erivo.
O filme retoma a história exatamente onde parou: Elphaba e Glinda seguem caminhos opostos após decisões que mudaram o destino de Oz. Elphaba, agora vista como a Bruxa Má do Oeste, se esconde na floresta enquanto luta para libertar os Animais silenciados e revelar a verdade sobre o Mágico, interpretado por Jeff Goldblum.
Glinda se tornou o rosto oficial da Bondade na Cidade das Esmeraldas, sob orientação de Madame Morrible, Michelle Yeoh, dividida entre fama e incertezas.
Reencontros, conflitos e o futuro de Oz
Com o casamento de Glinda e Fiyero, Jonathan Bailey, cada vez mais próximo, a distância entre as duas aumenta. A tentativa de reaproximação pode alterar o destino de Boq, Nessarose e até do próprio Fiyero. E a chegada inesperada de uma garota do Kansas promete virar Oz de cabeça para baixo.
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O time por trás da magia
Jon M. Chu retorna após o sucesso do primeiro filme, indicado a 10 Oscars e com bilheteria global superior a 750 milhões de dólares. Cynthia Erivo e Ariana Grande retomam seus papéis centrais, acompanhadas por Bowen Yang, Bronwyn James e Sharon D. Clarke. A produção segue com Marc Platt e David Stone, enquanto Stephen Schwartz assina músicas e letras.
Baseado no musical que marcou gerações, Wicked: Parte II encerra a jornada das bruxas de Oz com emoção e novos desdobramentos — e o público já pode conferir as sessões antecipadas hoje, 19 de novembro, antes da estreia oficial nesta quinta, 20 de novembro.
O São Paulo Food Film Fest 2025, em cartaz até 23 de novembro, dedica uma de suas principais homenagens a Silvio Tendler — um dos grandes nomes do documentário brasileiro. Cineasta que atravessou décadas registrando contradições, desigualdades e potências do país, Tendler fez do cinema uma forma de cuidado: olhar atento, denúncia firme e poesia que cutuca a consciência.
Autor de títulos marcantes como O Veneno Está na Mesa I e II, ele transformou a câmera em trincheira, relacionando alimentação, saúde, política e o cotidiano de quem vive o impacto das escolhas agroindustriais. Sua obra ecoa em movimentos sociais, cozinhas comunitárias e iniciativas que lutam por soberania alimentar.
Sessão especial no Reserva Cultural
No dia 20 de novembro, a partir das 19h, o festival exibe O Veneno Está na Mesa II em sessão especial no Reserva Cultural. O encontro traz ainda uma entrevista inédita com Tendler e um debate mediado por André Luzzi, com participação de Ana Tendler (filha do cineasta) e Susana Prizendt, autora do ensaio Agroecologia e Artivismo: Quando a luta também está à mesa.
No texto, Susana fala sobre os “estalos” — momentos em que a passividade desmorona e o gesto artístico se transforma em ação política. E essa é, essencialmente, a trilha de Tendler: filmar para sacudir quem assiste, criando espaço para imaginar outro país possível.
Artivismo: quando a arte vira atitude
A homenagem vai além da memória. Ela celebra o artivismo, esse cruzamento entre criação e militância que Silvio Tendler ajudou a consolidar no Brasil. Seu cinema ultrapassa a representação e busca transformação — conectando imagens, comunidades e conflitos reais.
A semente plantada por sua filmografia segue germinando nos territórios que defendem a agroecologia, nos grupos que reinventam o ato de cozinhar coletivamente e nas telas que insistem em imaginar futuros mais justos e saudáveis.
Informações do festival
São Paulo Food Film Fest 2025 Quando: 13 a 23 de novembro Onde: Reserva Cultural, Centro Cultural São Paulo (CCSP), CEUs do Circuito Spcine e Spcine Play
O festival é viabilizado pela Lei Rouanet e pelo ProAC – ICMS, com patrocínio do Grupo Carrefour Brasil, Natural One e Spcine. Conta ainda com apoio da Akio Roxo, Águas Prata e Suzano, produção da DOC e Outras Coisas, Drop Produções e coprodução da Química Cultural. A gestão de patrocínios é da Doble Cultura.
Para acompanhar o festival
Site oficial: spfoodfilmfest.art.br Instagram: @spfoodfilmfest YouTube: /saopaulofoodfilmfest TikTok: @spfoodfilmfest
Aos 91 anos, ator e diretor Pierre Richard participa de dois encontros com o público em São Paulo - foto- divulgação
A partir de 27 de novembro, o circuito brasileiro recebe novamente um dos eventos mais queridos pelos cinéfilos: o 16º Festival de Cinema Francês do Brasil. Com 20 filmes inéditos e um clássico, a programação ocupa salas de cidades grandes e pequenas até 10 de dezembro.
É o único festival francês a acontecer no país inteiro ao mesmo tempo, e já levou mais de dois milhões de espectadores às salas desde sua criação. Para quem acompanha a produção contemporânea francesa, esta é uma das janelas mais ricas do ano.
Entre veteranos e novas vozes
A seleção de 2025 abraça diretores consagrados e nomes que estão despontando no cenário europeu. François Ozon apresenta O Estrangeiro. Os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne chegam com Jovens Mães. Julie Delpy assina a comédia Vizinhos Bárbaros. Valérie Donzelli exibe Mãos à Obra, vencedora de Melhor Roteiro em Veneza.
A nova geração traz títulos como O Segredo da Chef, de Amélie Bonnin, que abriu Cannes em 2025, e Os Bastidores do Amor, de Victor Rodenbach.
A edição também homenageia Pierre Richard, que volta à direção com Sonho, Logo Existo após quase três décadas. Ele ganha retrospectiva em quatro títulos e participa de encontros com o público.
Interpretações marcantes
A programação coloca holofotes em grandes nomes do cinema francês. Isabelle Huppert, convidada de honra, estrela A Mulher Mais Rica do Mundo. Omar Sy volta ao festival em Fora de Controle. Vanessa Paradis divide cena com ele no drama romântico. Bastien Bouillon aparece em dois filmes da seleção. Pio Marmaï se destaca em O Apego. Roschdy Zem surge em dois longas de forte impacto dramático.
São trabalhos que reforçam a diversidade do festival, que vai do humor ao suspense, passando por dramas realistas e produções voltadas a grandes temas sociais.
Um festival como espaço de diálogo
Para os curadores Christian e Emmanuelle Boudier, o festival se torna ainda mais relevante em tempos de crise global. Eles destacam que, diante de conflitos e tensões políticas, o cinema pode abrir perspectivas e provocar conversas importantes. A edição busca justamente criar encontros, reflexões e trocas a partir da experiência coletiva da sala escura.
Encontros e sessões especiais em São Paulo
Antes da abertura geral, São Paulo recebe sessões especiais pagas no Cine Marquise e no REAG Belas Artes, entre 24 e 25 de novembro e em 2 de dezembro.
A cada sessão, diretores e atores conversam com o público. Entre os convidados estão Fabienne Godet, Salif Cissé, Victor Rodenbach, Bastien Bouillon, Valérie Donzelli e o próprio Pierre Richard, que fala sobre sua carreira após a exibição de Sonho, Logo Existo e do clássico A Cabra.
Realidade virtual gratuita na Paulista
O festival também traz uma mostra gratuita de realidade virtual, exibida no Shopping Cidade São Paulo, com cinco obras em 360 graus assinadas por nomes inovadores do audiovisual francês. A curadoria é de Michel Reilhac, referência mundial na área.
As sessões usam cadeiras giratórias e óculos de VR, criando uma imersão cinematográfica pouco comum no circuito brasileiro.
Filmes que movem a edição 2025
Jovens Mães
Os irmãos Dardenne exploram o cotidiano de adolescentes que criam seus filhos em um abrigo, em uma narrativa intimista e social.
13 Dias, 13 Noites
Ambientado na queda de Cabul em 2021, acompanha esforços reais para evacuar civis durante o avanço do Talibã.
Eu, Que Te Amei
Diane Kurys revisita a relação turbulenta entre Yves Montand e Simone Signoret, vivida por Roschdy Zem e Marina Foïs.
O Estrangeiro
François Ozon encara a adaptação do clássico de Camus, filmando em preto e branco e enfatizando o peso político e existencial da obra.
O Apego
Carine Tardieu conduz um drama sobre intimidade, encontros e transformações inesperadas.
Mercato: Os Donos da Bola
O futebol vira campo de batalha moral em história sobre interesses, contratos e poder.
Operação Maldoror
Um suspense belga tenso que expõe o impacto social de um desaparecimento duplo.
Vizinhos Bárbaros
Julie Delpy mistura humor e choque cultural ao abordar a chegada de refugiados em uma cidade pacata.
Uma Jornada de Bicicleta
Dois amigos percorrem longas distâncias na tentativa de curar uma perda familiar.
Fora de Controle
Omar Sy estrela um drama sobre casamento, escolhas e o retorno de um amor do passado.
Era Uma Vez Minha Mãe
Adaptação do romance autobiográfico de Roland Perez, focada em um vínculo materno inabalável.
Maya, Me Dê Um Título
Michel Gondry volta ao terreno da imaginação e das relações afetivas com sua sensibilidade característica.
La Pampa
Dois adolescentes enfrentam consequências devastadoras quando um segredo vem à tona.
Um festival que anda lado a lado com o público brasileiro
Com apoio de instituições francesas e brasileiras, o festival reforça o compromisso de ampliar o acesso ao cinema francês em todo o país. A Bonfilm, responsável pela realização, acumula mais de 35 mil sessões promovidas ao longo de 15 anos.
A lista de cidades participantes é extensa, mostrando como o evento se consolidou como parte do calendário cinéfilo brasileiro.
O 16º Festival de Cinema Francês do Brasil chega como um convite ao encontro: com histórias, com artistas, com novas estéticas e com a tradição do cinema francês. Um evento que celebra diversidade, reflexão e a magia de descobrir filmes na tela grande.
Fernanda Pimenta, Fábio Porchat e Duda Pimenta
Crédito: Porta dos Fundos
O Porta dos Fundos voltou a cutucar memórias, gafes e confissões com a segunda temporada de “Senhora Sua Mãe”, o programa de entrevistas apresentado por Fábio Porchat que junta convidados e suas mães para conversas que começam fofas… e terminam em revelações que ninguém esperava. A proposta continua simples e irresistível: colocar mães e filhos frente a frente e deixar as histórias fluírem.
A nova temporada estreia nesta terça, 18 de novembro, às 18h, no YouTube e Spotify do Porta.
Primeiras convidadas: Duda Pimenta e Fernanda Pimenta
O episódio de estreia traz Duda Pimenta ao lado da mãe, Fernanda Pimenta, inaugurando a safra de alfinetadas carinhosas, segredos revelados sem misericórdia e lembranças que, dependendo do ponto de vista, são engraçadas ou constrangedoras (às vezes, as duas coisas ao mesmo tempo).
E a linha de convidados segue variada: Ricardo Cubba, Pequena Lo, Franklin Medrado, Ana Chiyo e Raquel Moreira surgem nos próximos episódios acompanhados de suas mães — cada dupla trazendo uma dinâmica completamente diferente, mas igualmente divertida.
Porchat comenta a nova temporada
Fábio Porchat garante que a segunda leva rendeu momentos especiais. Segundo ele, reunir mães e filhos de perfis tão diferentes criou situações que vão do riso ao momento “ligar pra minha mãe agora pra ver se lembro tudo certinho”.
Onde e quando assistir
Os episódios inéditos chegam todas as terças, sempre às 18h, no canal do Porta dos Fundos no YouTube e no Spotify.
Porta dos Fundos: o hub de humor que segue em expansão
Com uma comunidade de mais de 40 milhões de pessoas, o Porta continua explorando formatos e linguagens no humor digital, indo de esquetes a talk shows — e mantendo o espírito irreverente que marcou sua trajetória desde o início.
“Senhora Sua Mãe” volta nesta terça (18), às 18h, com novos episódios semanais.
Está chegando para os jogadores do Nintendo Switch 2 a experiência completa de Yakuza Kiwami 1 + 2 com legendas em português. No melhor estilo Super Mario Galaxy, são dois títulos exibidos separadamente no menu do console.
Remakes dos jogos de 2005 e 2006 para PlayStation, os Kiwami surgiram na comemoração de 10 anos da franquia, em 2015. Seguindo uma estratégia semelhante à de Resident Evil, os dois primeiros jogos foram refeitos, com a diferença de que aqui ficaram muito melhores e com mais detalhes em suas histórias do que as versões originais.
No Nintendo Switch 2, esta é a primeira vez que a série chega a um console da Nintendo fora do Japão. Yakuza 1 e 2 receberam uma versão em HD para Wii U exclusivamente em território japonês, numa época em que Sonic ganhava jogos apenas nos consoles da Nintendo. Naquele momento, não houve um esforço real para trazer os títulos ao Ocidente. Agora, com legendas em português, fica evidente um cuidado especial com o público brasileiro e a esperança de que o restante da franquia siga o mesmo caminho.
Mesmo sendo relançamentos, os títulos chegam com tradução inédita em português, reforçando ainda mais o carinho voltado aos jogadores do Brasil. E torcemos aqui que outros jogos da franquia ganhem tradução também oficial em português, porquê quanto mais Like a Dragon é o melhor para o jogador brasileiro.
Para os fãs, este lançamento funciona como um verdadeiro “esquenta” para Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties, previsto para 2026. O forte interesse no Japão também deixou claro que muitos jogadores desejam a série em um console da Nintendo.
A questão que fica é simples: é uma boa experiência jogar no Switch 2? Um pequeno spoiler: já queremos ver todos os títulos da franquia disponíveis por lá também.
Yakuza 1
Antes de falarmos do remake, é importante comentar como surgiu o jogo original em 2005 para PlayStation 2. Com um orçamento de 2,4 bilhões de ienes (cerca de 21 milhões de dólares), o título nasceu sob o codinome “Projeto J”, produzido por Toshihiro Nagoshi.
Buscando criar uma história com forte carga dramática, Yakuza não foi influenciado apenas por doramas e produções cinematográficas, mas também por uma extensa pesquisa da equipe em regiões como Roppongi e Kabukichō, que inspiraram a fictícia Kamurocho.
Sabendo que tinha uma mina de ouro nas mãos, a SEGA contratou ninguém menos que Takashi Miike para ações de divulgação e apostou em product placement, trazendo marcas reais para dentro do jogo. Cafés Boss, whisky Suntory e outras empresas marcaram presença, assim como clássicos da SEGA, algo que o público passaria a esperar nos títulos seguintes.
O resultado foi um jogo que conquistou o público. Seu sucesso levou a SEGA a preparar uma versão localizada para o Ocidente e, para isso, recrutou nomes relevantes da época, como Mark Hamill (Coringa das animações do Batman e o eterno Luke Skywalker), Michael Madsen (Kill Bill) como Futoshi Shimano e Michael Rosenbaum (Lex Luthor de Smallville) como Akira Nishikiyama. No papel de Kazuma Kiryu, Darryl Kurylo relatou ter tido uma experiência fantástica no projeto.
Yakuza Kiwami 1
Giuliano Peccilli
Planejado para PlayStation 3 e PlayStation 4, Yakuza Kiwami 1 chegou em 2016 como parte da comemoração de 10 anos da franquia. O jogo foi reconstruído com um novo tom, influenciado pelo lançamento de Yakuza 0 em 2015.
Masayoshi Yokoyama liderou o desenvolvimento do remake, atualizando e elevando o nível estabelecido por Yakuza 0. Mais do que melhorar os visuais, a equipe revisou elementos narrativos, transformando o jogo em um grande sucesso de sua época.
É esse Kiwami 1 que chega agora ao Nintendo Switch 2, mostrando que a franquia pode revisitar seus títulos clássicos no futuro sob o selo Kiwami.
A História
Giuliano Peccilli
A trama inicial de Yakuza coloca Kazuma Kiryu no centro de um turbilhão que muda sua vida para sempre. Quando Sohei Dojima tenta atacar Yumi Sawamura, amiga de infância de Kiryu, quem o impede é Akira Nishikiyama, seu melhor amigo. Nishiki puxa o gatilho, mas Kiryu assume a culpa e aceita dez anos de prisão, apagando sua antiga vida.
Ao sair, tudo mudou. Kiryu é expulso do clã Tojo, Yumi desapareceu e começam a circular rumores de que dez bilhões de ienes sumiram do banco privado da organização. Esse dinheiro vira o grande objetivo das facções criminosas, transformando o Japão em uma caçada frenética. E Kiryu, agora visto como traidor, se torna alvo até de antigos aliados.
Quando busca respostas com seu mentor Shintaro Kazama, a situação piora. Nishikiyama reaparece como líder de sua própria gangue e atira em Kazama, conectando Yumi diretamente ao mistério da fortuna roubada. Kiryu foge com a ajuda do detetive Makoto Date, que percebe que a guerra interna no Tojo está prestes a explodir.
Em meio a tudo isso, Kiryu encontra Haruka, uma garota que procura a mãe e carrega um pingente que pode ser a chave para os dez bilhões. Proteger Haruka se torna parte essencial da história, enquanto novas facções surgem para capturá-la e desvendar o paradeiro do dinheiro.
Entre perseguições, traições e revelações, Kiryu enfrenta um caos que mistura drama, conspiração e violência — uma história que define o nascimento de um dos protagonistas mais marcantes dos games japoneses.
Jogabilidade
Giuliano Peccilli
Aqui está tudo que define Yakuza: o mapa de Kamurocho, desafios e as tradicionais lutas pelas ruas de Tóquio. Mas estamos em uma década diferente, e isso aparece nos detalhes — save e transferência de itens acontecem em cabines telefônicas, exigindo mais do jogador nesse mundo mais analógico.
Se você já jogou outros títulos da série, vai sentir que tudo é mais simples, mas ainda assim plenamente reconhecível. Até o mapa reflete essa diferença, apontando menos elementos com precisão moderna, o que, entretanto, não diminui o charme de revisitar o início da jornada de Kiryu, com seus estilos de luta característicos.
Opinião
Giuliano Peccilli
Yakuza Kiwami 1 traz gráficos muito bonitos para sua época e valoriza o começo da saga o que é crucial para quem é fã da franquia. O grande diferencial aqui são as legendas em português, que chegam pela primeira vez e tornam a experiência mais acessível.
Por ser um jogo de 2016 aprimorado para esta nova versão, é possível compará-lo ao remake de Resident Evil 1 (2002). Assim como no caso da Capcom, o salto entre o primeiro remake e seus sucessores é grande; o mesmo acontece entre Kiwami 1 e Kiwami 2. Você sente que está jogando Yakuza, mas o estilo moderno que você conhece está mais forte no Kiwami 2.
Isso não prejudica a experiência, mas ao jogar os dois lado a lado, é natural preferir Kiwami 2, que traz a fórmula mais próxima da atual.
Indo além dos games
Se você gosta de explorar todas as mídias, Yakuza fez tanto sucesso em 2005 que ganhou uma versão em live action em 2007. Dirigido por Takashi Miike, o filme é estrelado por Kazuki Kitamura, Goro Kishitani, Show Aikawa, Yoshiyoshi Arakawa, Kenichi Endō e Tomorowo Taguchi.
O grande desafio da produção foi condensar tantas tramas em um único filme. Filmado em Kabukichō, em Tóquio, o longa entrega até mesmo os estilos de luta de Kiryu, resultando em uma adaptação “entusiasmada” da história original.
O filme foi lançado este ano no Prime Video, oferecendo a oportunidade de conhecer o universo do jogo por outra perspectiva.
Além disso, em 2024, Like a Dragon ganhou seu primeiro dorama, também pela Prime Video. Com Ryoma Takeuchi como Kiryu, a série de 6 episódios adapta diretamente Yakuza Kiwami 1, incorporando também elementos de Yakuza 0.
Mesmo com algumas divergências de tom nos personagens, a série adaptou muito bem a trama do jogo analisado aqui e funciona como uma experiência complementar interessante para quem quer entender melhor a mitologia da franquia.
Yakuza 2
Com o sucesso do primeiro jogo, lá em 2005, a sequência veio com a proposta de superar o original. Planejado também para o PlayStation 2, o jogo traz tudo em dobro: dois cenários, dois dragões, duas regiões do Japão.
No Ocidente, o jogo foi o primeiro a ser lançado apenas com dublagem japonesa. Mesmo chamando um elenco famoso na época, a dublagem americana não caiu nas graças do público ocidental, fazendo com que a versão original japonesa fosse priorizada.
Mas você acha que a dublagem original não teve mudanças? Teve, sim. O diretor de dublagem incentivou o elenco a atuar fora das interpretações caricatas de animês. Yakuza 2 definitivamente era uma evolução do primeiro jogo em todos os fatores, deixando claro que queria entregar uma história ainda melhor que sua antecessora.
Vale salientar que, em Yakuza 2, na trilha sonora, o time composto por Hidenori Shoji, Hideki Sakamoto, Norihiko Hibino e Takahiro Izutani ganhou mais um nome com a chegada de Haruyoshi Tomita. Na época, Tomita estava trabalhando em Super Monkey Ball: Banana Blitz para Wii e era fã do primeiro Yakuza, vindo também contribuir com as composições.
E quando o assunto é product placement, a SEGA também aumentou a participação das marcas, trazendo ao todo 17 empresas para dentro da série, incluindo a chegada de Matsuya e o bourbon Jack Daniel’s, mostrando novamente que tudo nesta continuação seria maior.
Uma curiosidade envolvendo a Nintendo: Yakuza 2 ganhou um relançamento em 2012/2013, com port para PlayStation 3 e Wii U, tornando-se o primeiro jogo da série a ser levado para um console da Nintendo.
Por fim, Yakuza 2 trouxe para o jogo a conhecida rivalidade entre Tóquio e Osaka. Explicando rapidamente, é algo similar ao que temos no Brasil com São Paulo x Rio de Janeiro, representados aqui pelos dois dragões, cada um de sua região. Além disso, para construir um cenário que rivalizasse com Kabukichō, a SEGA apresentou Sotenbori, criado com base no distrito Dōtonbori, em Osaka.
Yakuza Kiwami 2
Giuliano Peccilli
Chegamos então à sua versão Kiwami, que ganhou luz em 2017 no PlayStation 4. O segundo remake da franquia já foi feito com a Dragon Engine, que havia estreado em Yakuza 6: The Song of Life, de 2016.
Comparado ao primeiro Kiwami, Yakuza Kiwami 2 traz mais elementos já conhecidos da série: controle mais fluido, menus familiares, mais inimigos em tela e uma jogabilidade que remete naturalmente a outros títulos da franquia.
Um detalhe curioso é que Yakuza Kiwami 2 tem uma cena no cemitério, com Kiryu e Haruka, que reconta toda a história de Yakuza Kiwami 1. Então, caso você não tenha jogado o primeiro, essa cena inicial serve como um ótimo resumo dos arcos principais da trama.
Para os fãs de música japonesa: a banda SiM, que passou pelo Brasil em um show histórico em outubro de 2025, está na trilha sonora do jogo com as músicas “A” e “The Sound of Breath”. Ambas aparecem nos créditos, e se você é fã de J-Rock, talvez tenha visto a banda perto do lançamento do jogo no Switch 2.
Por fim, infelizmente Kiwami 2 contou com a troca de diversos dubladores do Yakuza 2, deixando de lado muitas das ousadias interpretativas presentes no original.
A História
Giuliano Peccilli
Kazuma Kiryu vive tranquilamente com Haruka até ser puxado de volta ao caos quando o chefe do clã Tojo, Yukio Terada, surge pedindo ajuda para impedir uma guerra contra a Aliança Omi. A visita termina em tragédia e Kiryu parte para Osaka ao lado de Daigo Dojima, esbarrando no brutamontes Ryuji Goda, o famoso Dragão de Kansai, que quer conflito a qualquer custo.
A detetive Kaoru Sayama entra na narrativa e forma dupla com Kiryu enquanto ambos tentam entender a teia de traições dentro da Omi e o retorno inesperado da máfia coreana Jingweon, que deveria estar extinta desde os anos 80. Cada novo passo revela um plot twist digno da franquia: sequestros, bombas em Kamurocho, chefes conspirando e muita pancadaria pelas ruas das duas cidades.
A invasão de Ryuji em Tóquio leva ao grande clímax e culmina no duelo icônico no topo de Kamurocho. No meio disso tudo, a verdade aparece: Terada estava vivo e comandava a Jingweon nas sombras, manipulando todos para derrubar Tojo e Omi de uma vez.
Jogabilidade
Giuliano Peccilli
Aqui eu assumo que me senti mais em casa do que no primeiro Kiwami. Mesmo sendo um jogo em um console diferente, como o Nintendo Switch 2, tudo flui muito bem e é basicamente o tipo de jogo que você joga de olhos fechados. Talvez nem tanto, mas é por aí.
O controle é muito responsivo. O RPG de ação focado na porradaria direta também está aqui. Até as mensagens de celular com dicas seguem o que se espera de um jogo da série Yakuza.
Particularmente, e já comentei isso em outros jogos, prefiro um RPG mais voltado para o combate do que o estilo de menus visto nos títulos protagonizados por Ichiban Kasuga. E é exatamente isso que Kiwami 2 entrega, sendo, para mim, o ápice da franquia nesse aspecto.
Tradução
Giuliano Peccilli
Yakuza Kiwami 1 e Yakuza Kiwami 2, ao estrearem com legendas em português, trazem o melhor que a SEGA tem feito nos últimos anos. A tradução é cheia de estilo, sem medo de usar palavrões e com um jeito de falar que, mesmo sendo de rua, soa extremamente natural.
É um trabalho que vem se consolidando nos últimos jogos da série, e aqui o resultado mais uma vez agrada. Além disso, é uma ótima forma de aprender um japonês nada convencional.
Não há como dizer que um jogo está melhor que o outro, pois ambos entregam o mesmo patamar de qualidade no original e trazem traduções igualmente competentes.
Opinião
Giuliano Peccilli
Yakuza Kiwami 2 traz, para mim, o melhor que a franquia tem. É uma evolução enorme em relação a Yakuza Kiwami 1. Sua história é mais emocionante e apresenta personagens mais envolventes, como Ryuji Goda, o Dragão de Kansai.
Logo no começo, já temos um confronto com Ryuji ao estilo de chefes finais, o que aumenta a adrenalina e faz você querer terminar o jogo o quanto antes. Com uma narrativa mais envolvente, para não dizer viciante, Yakuza Kiwami 2 realmente evolui tudo o que o primeiro estabeleceu, oferecendo uma experiência superior ao jogador.
É fato que você leva dois ótimos jogos para casa, mas Yakuza Kiwami 2 é o que brilha mais e rouba completamente sua atenção quando jogados em sequência. E, se posso recomendar algo, evite jogá-lo enquanto ainda estiver jogando Yakuza Kiwami 1. Assim, você aproveita muito mais o primeiro sem comparações inevitáveis.
Yakuza Kiwami 2 merece nota máxima. Não apenas por se aproximar dos jogos mais atuais, mas por entregar um Kiryu exatamente como conhecemos, já distante de sua origem. Isso conta muito e faz com que a gente acabe preferindo olhar para ele primeiro
Yakuza Kiwami 1 e 2 valem a pena?
Valem, e muito. Não só porque chegam totalmente em português do Brasil, mas porque são dois excelentes jogos que entregam o início de uma das sagas mais queridas da SEGA, agora atualizados e em sua melhor forma.
Por serem títulos já bastante comuns em outras plataformas, pode até soar estranho vê-los no Switch 2. Mas a mobilidade do console faz uma diferença enorme: levar na mochila, jogar no intervalo e continuar em casa cria uma experiência que combina muito bem com o ritmo de Yakuza. Tenho a série também no Steam Deck e gosto bastante, mas, em termos de portabilidade e bateria, achei mais confortável jogar Kiwami 1 e 2 no Switch 2 do que outras entradas da saga no portátil da Valve.
Os jogos chegam por R$ 147,90 cada, ou em pacote conjunto por R$ 261,90 na Nintendo eShop, um preço justo considerando que são duas aventuras extensas e cheias de conteúdo.
No fim das contas, recomendo sem hesitar. E já fica a expectativa para a SEGA continuar trazendo mais títulos da série ao Switch 2.
Ficha Técnica
Nota: 4,5 (de 5)
Yakuza Kiwami 1 e 2 (Switch 2)
Gênero: Ação / Aventura Console em destaque: Nintendo Switch 2 Editora: SEGA Lançamento: 13 de novembro de 2025
A coletânea Yakuza Kiwami 1 e 2 está chegando ao Nintendo Switch 2, agora com legendas em português e totalmente adaptada ao novo hardware. Mas, entre os dois títulos, é Yakuza Kiwami 2 que realmente assume o papel principal, tanto pela qualidade do remake quanto pelo impacto que teve na evolução da franquia Like a Dragon.
Remake do jogo original de 2006, Yakuza Kiwami 2 marca o momento em que a série dá seu primeiro salto técnico e narrativo, agora reconstruído com a Dragon Engine. Isso resulta em um jogo mais fluido, cinematográfico e intenso, bem à frente do primeiro Kiwami, que ainda preserva a estrutura mais rígida do título de 2005.
No Switch 2, Yakuza Kiwami 2 reforça ainda mais essa identidade. O visual vem refinado mesmo na tela portátil, os combates parecem mais pesados e orgânicos, e tanto Kamurocho quanto Sotenbori ganham vida com carregamentos quase imperceptíveis. A história também se beneficia desse conjunto, já que apresenta uma das fases mais maduras da jornada de Kiryu e introduz Ryuji Goda, antagonista que permanece como um dos mais marcantes da série.
Uma chegada histórica para a Nintendo
Mesmo sendo relançamentos, esta é a primeira vez que a série chega num console da Nintendo fora do Japão. Yakuza 1 e 2 ganharam uma versão em HD para Wii U no Japão, numa época que Sonic ganhava jogos exclusivos nos consoles da Nintendo, porém não houve naquele momento um trabalho tão grande de trazer pro ocidente. Ao ser os primeiros jogos já lançados, recebendo legendas em português mostram um cuidado inédito voltado para o público brasileiro em que torcemos que também traga legendas aos demais títulos da franquia.
A vinda desses dois jogos funciona como um aquecimento direto para Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties, previsto para 2026. Para veteranos, é a chance de revisitar a mitologia da série em versões mais completas e, agora, mais acessíveis.
Vale a pena jogar no Switch 2?
Definitivamente. E a resposta fica ainda mais clara quando se olha para Kiwami 2, que é o grande cartão de visita da franquia na plataforma. Ele mostra o potencial do console e abre espaço para um desejo que muitos fãs já compartilham: ver a série inteira Like a Dragon disponível no Switch 2.
Yakuza 2
Com o sucesso do primeiro jogo, lá em 2005, a sequência veio com a proposta de superar o original. Planejado também para o PlayStation 2, o jogo traz tudo em dobro: dois cenários, dois dragões, duas regiões do Japão.
No Ocidente, o jogo foi o primeiro a ser lançado apenas com dublagem japonesa. Mesmo chamando um elenco famoso na época, a dublagem americana não caiu nas graças do público ocidental, fazendo com que a versão original japonesa fosse priorizada.
Mas você acha que a dublagem original não teve mudanças? Teve, sim. O diretor de dublagem incentivou o elenco a atuar fora das interpretações caricatas de animês. Yakuza 2 definitivamente era uma evolução do primeiro jogo em todos os fatores, deixando claro que queria entregar uma história ainda melhor que sua antecessora.
Vale salientar que, em Yakuza 2, na trilha sonora, o time composto por Hidenori Shoji, Hideki Sakamoto, Norihiko Hibino e Takahiro Izutani ganhou mais um nome com a chegada de Haruyoshi Tomita. Na época, Tomita estava trabalhando em Super Monkey Ball: Banana Blitz para Wii e era fã do primeiro Yakuza, vindo também contribuir com as composições.
E quando o assunto é product placement, a SEGA também aumentou a participação das marcas, trazendo ao todo 17 empresas para dentro da série, incluindo a chegada de Matsuya e o bourbon Jack Daniel’s, mostrando novamente que tudo nesta continuação seria maior.
Uma curiosidade envolvendo a Nintendo: Yakuza 2 ganhou um relançamento em 2012/2013, com port para PlayStation 3 e Wii U, tornando-se o primeiro jogo da série a ser levado para um console da Nintendo.
Por fim, Yakuza 2 trouxe para o jogo a conhecida rivalidade entre Tóquio e Osaka. Explicando rapidamente, é algo similar ao que temos no Brasil com São Paulo x Rio de Janeiro, representados aqui pelos dois dragões, cada um de sua região. Além disso, para construir um cenário que rivalizasse com Kabukichō, a SEGA apresentou Sotenbori, criado com base no distrito Dōtonbori, em Osaka.
Yakuza Kiwami 2
Giuliano Peccilli
Chegamos então à sua versão Kiwami, que ganhou luz em 2017 no PlayStation 4. O segundo remake da franquia já foi feito com a Dragon Engine, que havia estreado em Yakuza 6: The Song of Life, de 2016.
Comparado ao primeiro Kiwami, Yakuza Kiwami 2 traz mais elementos já conhecidos da série: controle mais fluido, menus familiares, mais inimigos em tela e uma jogabilidade que remete naturalmente a outros títulos da franquia.
Um detalhe curioso é que Yakuza Kiwami 2 tem uma cena no cemitério, com Kiryu e Haruka, que reconta toda a história de Yakuza Kiwami 1. Então, caso você não tenha jogado o primeiro, essa cena inicial serve como um ótimo resumo dos arcos principais da trama.
Para os fãs de música japonesa: a banda SiM, que passou pelo Brasil em um show histórico em outubro de 2025, está na trilha sonora do jogo com as músicas “A” e “The Sound of Breath”. Ambas aparecem nos créditos, e se você é fã de J-Rock, talvez tenha visto a banda perto do lançamento do jogo no Switch 2.
Por fim, infelizmente Kiwami 2 contou com a troca de diversos dubladores do Yakuza 2, deixando de lado muitas das ousadias interpretativas presentes no original.
A História
Giuliano Peccilli
Kazuma Kiryu vive tranquilamente com Haruka até ser puxado de volta ao caos quando o chefe do clã Tojo, Yukio Terada, surge pedindo ajuda para impedir uma guerra contra a Aliança Omi. A visita termina em tragédia e Kiryu parte para Osaka ao lado de Daigo Dojima, esbarrando no brutamontes Ryuji Goda, o famoso Dragão de Kansai, que quer conflito a qualquer custo.
A detetive Kaoru Sayama entra na narrativa e forma dupla com Kiryu enquanto ambos tentam entender a teia de traições dentro da Omi e o retorno inesperado da máfia coreana Jingweon, que deveria estar extinta desde os anos 80. Cada novo passo revela um plot twist digno da franquia: sequestros, bombas em Kamurocho, chefes conspirando e muita pancadaria pelas ruas das duas cidades.
A invasão de Ryuji em Tóquio leva ao grande clímax e culmina no duelo icônico no topo de Kamurocho. No meio disso tudo, a verdade aparece: Terada estava vivo e comandava a Jingweon nas sombras, manipulando todos para derrubar Tojo e Omi de uma vez.
Jogabilidade
Giuliano Peccilli
Aqui eu assumo que me senti mais em casa do que no primeiro Kiwami. Mesmo sendo um jogo em um console diferente, como o Nintendo Switch 2, tudo flui muito bem e é basicamente o tipo de jogo que você joga de olhos fechados. Talvez nem tanto, mas é por aí.
O controle é muito responsivo. O RPG de ação focado na porradaria direta também está aqui. Até as mensagens de celular com dicas seguem o que se espera de um jogo da série Yakuza.
Particularmente, e já comentei isso em outros jogos, prefiro um RPG mais voltado para o combate do que o estilo de menus visto nos títulos protagonizados por Ichiban Kasuga. E é exatamente isso que Kiwami 2 entrega, sendo, para mim, o ápice da franquia nesse aspecto.
Tradução
Giuliano Peccilli
Yakuza Kiwami 1 e Yakuza Kiwami 2, ao estrearem com legendas em português, trazem o melhor que a SEGA tem feito nos últimos anos. A tradução é cheia de estilo, sem medo de usar palavrões e com um jeito de falar que, mesmo sendo de rua, soa extremamente natural.
É um trabalho que vem se consolidando nos últimos jogos da série, e aqui o resultado mais uma vez agrada. Além disso, é uma ótima forma de aprender um japonês nada convencional.
Não há como dizer que um jogo está melhor que o outro, pois ambos entregam o mesmo patamar de qualidade no original e trazem traduções igualmente competentes.
Opinião
Giuliano Peccilli
Yakuza Kiwami 2 traz, para mim, o melhor que a franquia tem. É uma evolução enorme em relação a Yakuza Kiwami 1. Sua história é mais emocionante e apresenta personagens mais envolventes, como Ryuji Goda, o Dragão de Kansai.
Logo no começo, já temos um confronto com Ryuji ao estilo de chefes finais, o que aumenta a adrenalina e faz você querer terminar o jogo o quanto antes. Com uma narrativa mais envolvente, para não dizer viciante, Yakuza Kiwami 2 realmente evolui tudo o que o primeiro estabeleceu, oferecendo uma experiência superior ao jogador.
É fato que você leva dois ótimos jogos para casa, mas Yakuza Kiwami 2 é o que brilha mais e rouba completamente sua atenção quando jogados em sequência. E, se posso recomendar algo, evite jogá-lo enquanto ainda estiver jogando Yakuza Kiwami 1. Assim, você aproveita muito mais o primeiro sem comparações inevitáveis.
Yakuza Kiwami 2 merece nota máxima. Não apenas por se aproximar dos jogos mais atuais, mas por entregar um Kiryu exatamente como conhecemos, já distante de sua origem. Isso conta muito e faz com que a gente acabe preferindo olhar para ele primeiro.
Ficha Técnica
Nota: 5 (de 5)
Yakuza Kiwami 2
Desenvolvedora: Ryu Ga Gotoku Studio Publicadora: SEGA Direção: Hiroyuki Sakamoto Produção: Masayoshi Yokoyama, Daisuke Sato, Mitsuhiro Shimano Roteiro: Masayoshi Yokoyama Motor: Dragon Engine Série: Yakuza
Plataformas: PS3, PS4, Windows, Xbox One, Nintendo Switch 1 e 2
Lançamento: 13 de novembro (Nintendo Switch 2)
Agradecimentos a SEGA e a Theogames pela produção deste conteúdo