A GamesCare anunciou uma novidade durante a gamescom latam 2024 que vai agradar muitos fãs de videogames clássicos. Em um painel especial no Palco Quest, a equipe por trás do GF1 Neptune revelou que o console agora também será compatível com jogos do Master System. Isso amplia a capacidade do GF1 Neptune para suportar Mega Drive, 32X e Master System, além do Sega CD com o uso do periférico original.
Sobre a GamesCaree o estúdio Versão LTDA
Conhecida entre os fãs de games antigos, a GamesCare tem sete anos no mercado e é conhecida por desenvolver e fabricar produtos para o mercado retrô brasileiro, com reconhecimento internacional.
O estúdio Versão LTDA se especializa em criar novos jogos para sistemas clássicos, combinando nostalgia com inovação. Sword of the Apocalypse é um exemplo dessa abordagem, prometendo uma experiência autêntica para os jogadores do GF1 Neptune.
Primeira Exclusividade: Sword of the Apocalypse
Outra revelação foi o primeiro jogo exclusivo para o GF1 Neptune, Sword of the Apocalypse, desenvolvido pelo estúdio brasileiro Versão LTDA. O jogo de ação em plataformas segue a história de Takeda, um jovem ninja que deve impedir que uma espada com o poder de destruir o mundo caia nas mãos de Oda Nobunaga, um lendário senhor da guerra.
Características do GF1 Neptune
O GF1 Neptune é um console que une hardware clássico e tecnologia moderna, proporcionando uma experiência nostálgica com praticidade atual. Algumas das características incluem:
Conexão HDMI: Resolução de 1080p e áudio digital.
Entrada para Cartão SD: Facilita atualizações e armazenamento de mídia.
Conexão Sem Fio: Alta velocidade para acesso a conteúdos exclusivos.
Compatibilidade com Periféricos: Porta de conexão com o Sega CD e futuros periféricos.
Saída Analógica de Alta Qualidade: Para uma experiência mais tradicional.
“Hellboy e o Homem Torto” teve seu primeiro teaser divulgado, gerando grande expectativa entre os fãs. O filme, protagonizado por Jack Kesy e dirigido por Brian Taylor, traz o icônico personagem Hellboy enfrentando um novo inimigo: o Homem Torto.
O Enredo e Novidades
O filme se passa na década de 1950, onde Hellboy, interpretado por Jack Kesy (Deadpool 2), se junta a Tom Ferrell (Jefferson White), um agente novato da Agência de Investigações Paranormais B.P.R.D. Eles se encontram na zona rural dos Apalaches e descobrem uma comunidade assombrada por bruxas, liderada pelo Homem Torto, uma figura ligada ao passado de Hellboy.
Teaser Disponível
O teaser já está disponível para quem quer ter um primeiro olhar sobre o filme. A produção é distribuída pela Imagem Filmes e tem estreia prevista para 19 de setembro.
Direção e Adaptação
Dirigido por Brian Taylor, conhecido por trabalhos como “Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança” e “Adrenalina”, o filme busca ser uma adaptação fiel aos quadrinhos. O criador de Hellboy, Mike Mignola, junto com Christopher Golden, assina o roteiro, trazendo uma proximidade com o material original.
Elenco
Além de Jack Kesy e Jefferson White, o elenco conta com Adeline Rudolph (Resident Evil), Leah McNamara (Vikings) e Joseph Marcell (Um Maluco no Pedaço).
Ficha Técnica
Direção: Brian Taylor
Roteiro: Mike Mignola e Christopher Golden
Elenco Principal:
Jack Kesy
Jefferson White
Adeline Rudolph
Joseph Marcell
Leah McNamara
Hannah Margetson
Martin Bassindale
“Hellboy e o Homem Torto” marca um novo capítulo nas aventuras do personagem, trazendo um olhar sobre suas lutas e desafios. A estreia está programada para 2024.
No dia 25 de julho, os cinemas brasileiros receberão “Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca”, a mais nova animação infanto-juvenil da SESSÃO VITRINE PETROBRAS. Dirigido por Eduardo Perdido, Tiago MAL e Diego M. Doimo, o filme promete cativar o público com uma história que celebra o amor pelos livros e a magia da leitura.
Descobertas e Aventuras de Teca
A trama segue Teca, uma pequena traça com voz original de Luy Campos, que vive com sua família em uma caixa de costura. Acostumada a se alimentar de papel, Teca descobre um novo mundo quando aprende a ler. Percebe, então, que os livros não devem ser comidos, pois guardam histórias fascinantes. Junto de seu fiel amigo ácaro, Tuti (Hugo Picchi), ela se aventura por uma biblioteca, onde viverá grandes descobertas.
Animação em Stop Motion
“Teca e Tuti” é um espetáculo visual criado com a técnica de stop motion, onde cada movimento dos personagens é capturado quadro a quadro. A produção, iniciada em 2012 pela Rocambole Produções em São Carlos, SP, envolveu um trabalho minucioso: foram necessárias cerca de 30 mil fotos para animar as cenas. Eduardo Perdido, além de co-dirigir e co-escrever o roteiro, foi o principal responsável pela animação.
Trilha Sonora e Direção de Arte
A trilha sonora do filme é assinada por Hélio Ziskind, compositor renomado por suas contribuições a programas infantis como “Cocoricó” e “Castelo Rá-Tim-Bum”. A direção de arte ficou a cargo de Mateus Rios, conhecido por ilustrar livros infantis, que trouxe uma estética vibrante e encantadora à produção.
Sinopse
Na história, Teca é uma traça que vive com sua família e seu ácaro de estimação, Tuti, numa caixa de costura. Ao descobrir o prazer da leitura, Teca percebe que os livros são muito mais valiosos quando lidos. Determinada a desvendar um grande mistério, Teca e Tuti partem para a biblioteca em busca da história mais importante de suas vidas.
Ficha Técnica
Direção: Eduardo Perdido, Tiago MAL e Diego M. Doimo Produção: Rocambole Produções Música Original: Hélio Ziskind e Ivan Melo Direção de Arte: Mateus Rios Direção de Fotografia: Carlos Ebert e Tiago MAL Supervisão de Som: Ana Luiza Pereira Vozes de: Luy Campos (Teca), Hugo Picchi (Tuti), Cidalia Castro (Tia Lizete), Ítalo Luiz (Léo), Má Zink (Lalica), Nany Assis (Lipe), Graça Cunha (Clarice), Pierre Bittencourt (João Ratão), Tarsila Amorim (Mãe), Hélio Ziskind (Procópio) Elenco: Nelma Nunes (Vovó), Micael Gomes Matos (Zico), Rodolfo Bonifácio (bibliotecário)
Um Hino à Leitura
“Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca” é uma animação que exalta o amor aos livros e à leitura. Com sua narrativa cativante, trilha sonora envolvente e técnica de animação detalhada, o filme é uma experiência imperdível para todos os apaixonados por cinema e literatura. Não perca a estreia desta aventura mágica em 25 de julho.
A sexta temporada de Cobra Kai, continuação da franquia Karatê Kid, estreia na Netflix. Com 15 episódios, a última temporada será dividida em três partes, encerrando a saga com um grande evento.
Datas de Lançamento
A primeira parte estreia no dia 18 de julho de 2024. A segunda parte chega em 28 de novembro de 2024, enquanto os episódios finais estão programados para estrear em 2025.
Enredo
Com a eliminação do Cobra Kai, senseis e alunos enfrentam decisões importantes sobre a participação no Sekai Taikai, o torneio mundial de caratê.
Sobre Cobra Kai
Cobra Kai é roteirizada e produzida por Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, pela produtora Counterbalance Entertainment. A série também conta com produção executiva de Will Smith, James Lassiter e Caleeb Pinkett, pela Westbrook Entertainment, e de Susan Ekins em associação com a Sony Pictures Television. Ralph Macchio e William Zabka são produtores executivos.
Elenco
O elenco de Cobra Kai é composto por:
Ralph Macchio
William Zabka
Martin Kove
Xolo Maridueña
Jacob Bertrand
Mary Mouser
Tanner Buchanan
Peyton List
Gianni DeCenzo
Courtney Henggeler
Vanessa Rubio
Dallas Dupree Young
Yuji Okumoto
Alicia Hannah-Kim
Griffin Santopietro
Oona O’Brien
Onde Assistir
As primeiras cinco temporadas de Cobra Kai estão disponíveis na Netflix. Lembrando que a sexta temporada de Cobra Kai estreia no dia 18 de julho de 2024.
O documentário “A Música Natureza de Léa Freire” estreia nos cinemas no dia 18 de julho, trazendo para o público brasileiro a trajetória da instrumentista Léa Freire. Dirigido por Lucas Weglinski e distribuído pela Descoloniza Filmes, a obra tem como missão destacar a importância de Léa Freire no cenário musical brasileiro, unindo o erudito e o popular de maneira única.
Uma Artista de Múltiplas Facetas
Léa Freire é frequentemente comparada a grandes nomes da música brasileira, como Villa-Lobos e Tom Jobim, sendo apelidada de “A Hermeto de saias”. Seu talento como instrumentista popular, improvisadora de jazz, arranjadora e compositora sinfônica a coloca na vanguarda da música brasileira instrumental e orquestral. Em um universo ainda dominado por homens, Léa cria uma sonoridade singular, brasileira e universal.
Uma História de Superação e Reconhecimento
O documentário narra a evolução da música brasileira na cidade de São Paulo, desde os anos 60 até os dias atuais, através da trajetória de Léa Freire. Além de destacar a importância de seu trabalho, o filme aborda o preconceito enfrentado pelas mulheres no universo da composição instrumental e sinfônica. Léa Freire, uma das compositoras do mundo, vence esses desafios e constrói uma obra fundamental, expressão do Brasil.
Reconhecimento Internacional
Dirigido por Lucas Weglinski, conhecido por filmes como “Máquina do Desejo”, o documentário já é aguardado com grande expectativa. Weglinski traz em seu currículo uma série de prêmios e exibições em festivais internacionais, como Melhor Documentário no New York Tri State Film Festival e Melhor Música no Roma International Film Festival. Com “A Música Natureza de Léa Freire”, o diretor promete mais uma obra que mescla poesia e música de maneira envolvente.
Sinopse
Em “A Música Natureza de Léa Freire”, o documentário explora a vida e a obra de Léa Freire, uma instrumentista e compositora que rompeu barreiras em um campo dominado por homens. Através de depoimentos de diferentes gerações, o filme revela as influências e desafios enfrentados por Léa, destacando sua contribuição para a música brasileira e a luta constante por reconhecimento em seu próprio país.
Com uma narrativa poética e musical, “A Música Natureza de Léa Freire” promete emocionar e inspirar os fãs de cinema e música, ao mesmo tempo que homenageia uma artista fundamental para a cultura brasileira. Não perca a estreia nos cinemas em julho e descubra a trajetória de uma das compositoras do nosso tempo.
A Música Natureza de Léa Freire
Direção e Roteiro: Lucas Weglinski
Protagonistas: Léa Freire, Alaíde Costa, Amilton Godoy, Silvia Góes, Filó Machado, Arismar do Espírito Santo, Joana Queiroz, Erika Ribeiro, Tatiana Parra, Jane Lenoir, Keith Underwood
Produtores: Carolina Kotscho e Clara Ramos
Produção Executiva: Heloisa Jinzenji, Fernando Nogueira e Lucas Weglinski
Shin Megami Tensei V é indiscutivelmente um dos melhores RPGs do Nintendo Switch, e agora, três anos após seu lançamento, os donos de outros consoles também poderão fazer parte do apocalipse demoníaco com uma versão repaginada do jogo, Shin Megami Tensei V: Vengeance.
Em Vengeance, além do caminho já estabelecido no primeiro jogo, há um cânone totalmente novo chamado Vingança, que conta sua própria história e apresenta elementos de jogabilidade diferentes. Essa nova maneira de jogar apresenta uma protagonista inédita, a peça fundamental da nova trama, que se junta ao grupo de Nahobito. Além da nova história, o modo também traz entidades novas para recrutar, chefes especiais, e mais um monte de missões secundárias para completar.
Caso você já tenha jogado o primeiro jogo, não há por que não começar Vingança logo de cara, mas mesmo que esse não seja o caso, ele se mostra substancialmente melhor do que o modo tradicional, que queira ou não tem pouca história quando comparado à novidade da vez. Além disso, a possibilidade de se ter mais personagens humanos no grupo faz uma diferença tremenda, pois, diferente dos monstrinhos, eles já vêm com diversas habilidades muito úteis sem precisar subir de nível.
Em termos gerais, a ambientação do jogo pouco mudou quando comparado ao visto na primeira aventura. Da’at é um mapa bastante variado e surpreende pela quantidade de detalhes presentes em algo que resumidamente é um grande deserto, mas traz uma gama enorme de cores e uma geografia que faz com que a exploração seja sempre divertida. A presença agora de “trilhos” por onde Nahobito pode deslizar aumenta ainda mais a facilidade de se deslocar e, junto da função de salvamento, que passou a ser uma opção do menu de pausa, o jogo é ainda mais prático e dinâmico de se curtir.
Um RPG de peso que não tem medo de te matar
Como parte de uma das séries de jogos mais longeva dos games, Shin Megami Tensei V contou com uma jogabilidade bastante familiar para aqueles que estão acostumados em jogar RPGs japoneses, principalmente os spin-offs da franquia, os Persona. A brincadeira de fortes e fraquezas elementais se faz presente aqui e é a chave para se dar bem nas batalhas, mas também há elementos inusitados que fazem a série se diferenciar, como o sistema de vantagem em que ataques especiais podem dar a você ou seus inimigos mais turnos durante as lutas.
O mais importante aqui, bem como os jogos Persona, é o recrutamento de monstros para lutar ao seu lado. Ao invés de recebê-los em forma de carta, em Shin Megami Tensei, você tem que negociar com eles para só assim tê-los, o que traz à mecânica de formação da equipe uma camada a mais de estratégia, já que nem sempre você conseguirá trazer um monstro para o seu lado. E bem como as desventuras dos Lupinos Fantasmas e do Grupo de Investigação Extra-Curricular, é necessário fazer a fusão deles para conseguir ajudantes ainda mais fortes que não são encontrados perambulando pelo mundo do jogo.
Para deixar tudo ainda mais complexo, o próprio Nahobito, por se tratar de uma mistura do protagonista principal, um colegial japonês e um estranho andróide, é capaz de absorver habilidades especiais dos seres que encontra durante a jornada. Isso acaba mudando completamente seus pontos fortes e fracos, além de seus poderes, o que passa a ser um aspecto tático muito importante em certos momentos do jogo. É o caso dos chefes, que não tem um pingo de pena de abusar de suas fraquezas se puderem.
Outro jeito que o jogo apresenta para virar a situação ao seu favor é por meio da compra de milagres, aumentos de estatísticas e outras vantagens concedidas a Nahobito em troca da “graça” coletada enquanto você explora o grande deserto do jogo. Isso junto de outras funcionalidades úteis como a lojinha de itens e o mundo separado em que é possível trocar ideia com os membros de sua equipe cumprem um papel importante de guiar o ritmo do jogo e dar aquele sossego entre os muitos desafios que estarão à sua frente.
Uma fatia inusitada da vida no Japão
Se você está adentrando um jogo da série pela primeira vez depois de se divertir horrores com algum dos Persona, fique esperto, porque nem tudo que um tem vai se repetir no outro. Apesar das duas séries terem muita coisa em comum, como muitos dos mesmos monstros e a presença de estudantes, sem falar no cenário urbano no Japão, há diferenças que devem ser frisadas.
Para início de conversa, nem o primeiro jogo nem Shin Megami Tensei V: Vengeance contam com elementos de relacionamento. Se tratam de RPGs mais diretos com foco na construção da equipe e no combate. Todo o desenvolvimento entre personagens se dá por meio da história, o que pode agradar aqueles que se perderam nas idas e vindas pelos corredores do colégio Gekoukan. Por outro lado, o jogo mais que compensa essa ausência ao oferecer um peso maior na relação entre os protagonistas e seus aliados sobrenaturais.
Como já foi mencionado, há um espaço dedicado para conversas entre os heróis e os monstrinhos que os acompanham, e é lá que muito do desenvolvimento de narrativas secundárias acontece, em que é possível até dar presentes para eles, resultando em novas habilidades e até outros mimos úteis para a sua travessia do Da’at. Nada disso chega ao nível de personalização e complexidade do sistema de S-Link dos jogos Persona, mas se você é um dos que sente falta desse lado da jogabilidade, é uma boa distração.
A história de ambos os caminhos do jogo tem início da mesma maneira, com o grupo de jovens se transportando ao futuro durante um passeio de metrô em Tóquio, depois de um dia de aula. Em certos pontos de Shin Megami Tensei V: Vengeance, você volta ao colégio, onde terá que agir para salvar as vítimas dos ataques dos demônios, além de interagir com toda a organização por trás da transformação do protagonista no poderoso Nahobito.
A dicotomia entre as duas realidades é chocante e mostra o talento que a Atlus tem em moldar tanto o realista quanto o fantástico de uma maneira crível e viciante. Mesmo não havendo tanto peso em termos de história para o caminho tradicional quando comparado ao da Vingança do título do jogo, o pano de fundo geral faz um trabalho excelente em caracterizar os personagens tornando-os carismáticos e pertinentes no decorrer das suas muitas horas de duração.
Um RPG imperdível onde quer que você o jogue
Shin Megami Tensei V: Vengeance, da mesma maneira que Elden Ring Shadow of the Erdtree, expande o que já era excelente oferecendo modos novos de se aproveitar um jogo que conquistou uma multidão fervorosa no Switch. Agora, em muitas outras plataformas, contando com uma história nova e apresentando ainda mais conteúdo, esta é sem dúvida alguma a versão definitiva de Shin Megami Tensei V.
O jogo, que no console híbrido da Nintendo muitas vezes tossia e sofria um pouco para rodar, passa lisinho nos consoles mais poderosos, e sua direção de arte é magistral e ainda mais bela em alta resolução. Testamos Vengeance no PlayStation 5, e o que já era belo antes ficou ainda mais chamativo e agradável aos olhos, sem qualquer queda de quadros.
Shin Megami Tensei V: Vengeance é um exemplo do que se fazer com um relançamento ao trazer mais do que foi bom da primeira vez e oferecendo muitas razões para mesmo quem já jogou antes voltar e ter uma experiência nova e ainda melhor. Mesmo se você nunca teve qualquer contato com a franquia, esta é a oportunidade ideal para mergulhar de cabeça em uma das melhores sequências de RPG dos últimos tempos.
Shin Megami Tensei V: Vengeance
NOTA: 4,5 de 5
Ficha técnica:
Nome: Shin Megami Tensei V: Vengeance
Desenvolvedora: Atlus e Atlus West
Publicadora: Sega Atlus
Gênero: RPG
Plataformas: Nintendo Switch Lançamento: 14 de junho de 2024
Agradecemos a assessoria da Sega Atlus no Brasil por ter nos enviado uma cópia do jogo para a produção desta matéria.
Shadow of the Erdtree é o aguardadíssimo DLC para um dos melhores jogos de 2022, Elden Ring, e seguindo a tradição de lançamentos especiais da FromSoftware, é uma inclusão parruda de conteúdo que não poupa os jogadores no quesito dificuldade.
Levados a um mundo totalmente novo às sombras da grande e misteriosa árvore, a chave da trama do jogo, jogadores veteranos de Elden Ring terão muito o que curtir nesta expansão. Ela traz uma quantidade absurda de novos itens, habilidades e outras coisinhas a mais que é melhor a gente não falar muito para não estragar a surpresa.
Da mesma maneira que o gigantesco mapa da versão original, o ambiente onde se passa Shadow of the Erdtree é repleto de segredos, caminhos ocultos, diversas cavernas e calabouços e, é claro, inimigos traiçoeiros só esperando para te emboscar. Dentre as novidades, no entanto, a mais interessante é o modo como o DLC lida com o nível de seu personagem.
Vale explicar que antes de poder jogar Shadow of the Erdtree você vai precisar ter feito bastante progresso na campanha de Elden Ring, a ponto de já ter derrotado o chefe secreto Mohg, Lord de Sangue, uma batalha que acontece quase no final do jogo. Com isso em mente, é fácil imaginar que um personagem com tantas horas de aventura nas costas chegaria neste novo conteúdo com tudo, não é mesmo?
Pois é, independentemente do seu nível ou de quantas vezes você começou tudo de novo no modo new game+, Shadow of the Erdtree traz o mesmo nível de desafio para todos os desafiantes. Isso acontece porque o DLC conta com um sistema próprio de fortalecimento, separado e que funciona de uma maneira totalmente diferente, usando objetos especiais encontrados durante a exploração das Terras Sombrias.
Esse balanceamento é extremamente bem-vindo por duas razões. A primeira, é que não é necessário o grind usual para se conseguir pontos suficientes para subir de nível, algo que tira toda aquela pressão de mantê-los seguros a todo custo, um verdadeiro exercício de desapego. Outra, a mais bacana no nosso ver, é que o sistema incentiva a exploração, já que para encontrar os artefatos necessários é preciso fuçar muito bem o ambiente.
Tantas novidades fazem de Shadow of the Erdtree uma proposta tentadora para aqueles que já dominaram a primeira versão do jogo e que buscam novos horizontes, sem falar de mais e mais lutas para quebrar a cuca até vencer. Nisto, é certo e tranquilo se dizer que o DLC traz não só algumas das mais impressionantes batalhas contra chefes já boladas pela FromSoftware, mas que também ficam entre as mais difíceis até agora!
Novo mundo, dificuldades ainda maiores
Shadow of the Erdtree não seria um jogo do estúdio por trás de títulos que vieram a cunhar um gênero próprio de jogos de ação, o Soulslike, se não contasse com uma dose cavalar de desafio, e se você vem lendo a cobertura dele Internet afora desde seu lançamento, já sabe que o pessoal está sofrendo para zerá-lo. E de fato, é um dos conteúdos que mais vem dando trabalho para a gente terminar, sem dúvida.
Por outro lado, mesmo não sendo mestres deste tipo de jogo, o progresso nele vem sendo gradativo e o mais importante, muito recompensador. Em grande parte, a maior satisfação em Shadow of the Erdtree é descobrir os caminhos e modos bem escondidos de se movimentar pelo mundo do DLC, que sempre tem algo novo e animal para se ver a todo momento. Claro, isso sem falar das muitas lutas de levantar todos os pelos do corpo de tão intensas, tanto as que fazem parte da trama do jogo quanto às opcionais!
Há maneiras também que o novo conteúdo se diferencia da primeira aventura de Elden Ring quando se fala nas batalhas de chefe. Não há uma briga sequer em que o inimigo conta com mais de uma barra de vida, algo que a From vem fazendo com frequência em seus lançamentos mais frequentes. Mas não fique aliviado, muitos deles tendem a mudar seu estilo de luta durante a batalha, ainda mais quando estão perto de morrer.
E não são só os chefes que trazem o sofrimento para os jogadores mais afoitos. Monstros e outras aberrações que você encontra no mundo de Shadow of the Erdtree são de um nível de periculosidade e apelação absurdos, exigindo da gente muito cuidado a todo o momento. Inclusive, este conteúdo é um dos primeiros a apresentar momentos em que a furtividade é a única maneira de seguir em frente, algo que mesmo Bloodborne havia tentado, mas que ainda ofereceria modos de escapar disso. Não é o caso aqui. Um passo em falso é morte certa. Por sorte, esses trechos do jogo não se estendem muito, ufa!
Se você gosta de lore, vai ter muito para ver aqui
Antes do lançamento de Elden Ring, muito foi falado sobre a participação de George R.R. Martin (de Game of Thrones e A Casa do Dragão) na elaboração do roteiro do épico. E, de fato, tivemos muitos dragões e diversas intrigas naquela aventura, mas é Shadow of the Erdtree que conta com uma narrativa mais substancial e presente de maneira ativa durante a jogatina.
No DLC, nós seguimos os passos de Miquella, figura central da história de Elden Ring que não se fez presente no jogo principal, irmão da diabólica Mallenia, responsável pela luta que de longe mais deu trabalho a todos em 2022. O passeio pela Terra Sombria trata-se de uma verdadeira viagem no tempo a um ponto da história do mundo do jogo, espalhando pistas diretas e sem rodeios, algo único dentre as produções da FromSoftware, conhecidas por seu estilo enigmático e repleto de mistérios.
Sendo assim, muitos que vierem a jogar Shadow of the Erdtree podem considerá-lo um conteúdo bastante linear, pela maneira como o jogo tende a apontar para os objetivos de um jeito mais direto, mas garantimos para você que há uma enormidade de elementos fora do caminho a serem descobertos e que valem muito a pena. Dizemos tanto não só pelo fator diversão, mas também como um jeito de deixar seu personagem mais poderoso e preparado para os obstáculos gigantes que o DLC coloca em seu caminho.
Enfim, tá na hora de amarrar tudo
Dificilmente a FromSoftware nos decepcionaria com Shadow of the Erdtree, sabendo da qualidade de todos os seus jogos desde Demon’s Souls e seus pacotes de expansão, um melhor e mais difícil que o outro. Ainda assim, o nível de qualidade desta continuação de Elden Ring nos impressionou com a quantidade de conteúdo, a beleza de seu mundo e, sem dúvida alguma, seus muitos chefes alucinantes.
Shadow of the Erdtree é o DLC perfeito para o jogo que Elden Ring é, de escopo ambicioso e trazendo muito mais das maluquices que o estúdio japonês é conhecido e amado pelos fãs. As altas expectativas pelo que poderia acompanhar o jogo original foram mais que atendidas, e aventuramos afirmar que é um dos melhores conteúdos pós-lançamento já lançados. Ele não só expande o que já era excelente em Elden Ring, mas faz dele ainda melhor e maior.
A FromSoftware se superou, trazendo ainda mais do que fez o jogo base tão bom e aumentando ainda mais o fator diversão e ao mesmo tempo o de tensão, marcas registradas da equipe liderada por Hidetaka Miyazaki. Mesmo se você já gastou 100, 200, 300 horas em Elden Ring até agora, Shadow of the Erdtree vai se mostrar uma pedida irresistível, repleta de razões para continuar jogando por semanas, ou, se bobear meses. Não perca tempo e mergulhe o quanto antes nas sombras da Térvore!
NOTA: 5 de 5
Ficha técnica:
Nome: Elden Ring: Shadow of the Erdtree
Desenvolvedora: FromSoftware
Publicadora: Bandai Namco
Gênero: RPG
Plataformas: PlayStation®5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC via Steam®
Lançamento: 20 de junho de 2024
Agradecemos a assessoria da Namco Bandai no Brasil por ter nos enviado uma cópia do jogo para a produção desta matéria.
A Netflix promete um verão inesquecível com o lançamento de “O Namorado”, um novo reality show japonês que mistura romance e amizade. O trailer recém-divulgado apresenta ao público os nove jovens que passarão um mês juntos em uma casa à beira-mar, administrando uma van de café e vivendo intensamente os altos e baixos da paixão. Para nós do Brasil, acabamos de ter alguém para torcer com a chegada do participante Alan Takahashi.
Entre os participantes, Alan é um brasileiro de 29 anos que trabalha em uma empresa de TI. Alan compartilha um pouco de sua experiência de vida entre o Brasil e o Japão, ressaltando a importância de sua cultura de origem. “Mesmo vivendo em um país tão diferente da minha cultura, nunca mudou o amor que sinto pelo meu Brasil!”, diz Alan. Ele revela ter tatuado o calçadão de Copacabana na perna em homenagem às suas raízes brasileiras.
Ao lado dele, está Dai, uma estudante universitária de 22 anos, e Gensei, um cabeleireiro e maquiador de 34 anos originário de Taiwan. Cada participante traz consigo uma história única e perspectivas distintas, prometendo uma dinâmica rica e variada dentro da casa.
Durante o período de um mês, os participantes não só enfrentarão desafios profissionais ao administrar uma van de café, mas também experimentarão uma montanha-russa emocional. O apresentador Yoshimi Tokui sugere que um beijo especialmente marcante será um dos pontos altos do programa, deixando os espectadores ansiosos para ver como essa história se desenrolará.
O reality promete ser uma verdadeira mistura de emoções, onde a linha entre namoro e amizade pode se tornar bastante tênue. A audiência poderá acompanhar cada momento de ciúmes, parcerias e desentendimentos, torcendo pelos casais e amizades que se formarão ao longo do show.
“O Namorado” estreia no dia 9 de julho, exclusivamente na Netflix. Embarque nessa jornada intimista e vibrante, onde os participantes irão se descobrir e construir laços que podem durar para a vida toda.
Dragon Ball é uma série que atravessa várias gerações, desde aqueles que jogavam games japoneses no Super Nintendo / Super Famicom, até os que cresceram assistindo à série na TV a cabo e experimentaram uma nova geração de jogos no Playstation 2 com Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi. No gamescom latam, tivemos a oportunidade de jogar um novo título da franquia, agora chamado DRAGON BALL: Sparking! ZERO.
De volta às raízes, podemos dizer que o novo jogo é um retorno ao básico, focando em trazer o que funcionava tão bem em 2000, agora com os gráficos belíssimos da nova geração. Com uma quantidade quase infinita de personagens, DRAGON BALL: Sparking! ZERO impressiona e revela uma nova faceta de Goku e seus amigos, algo que talvez uma nova geração nunca tenha experimentado em um Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi.
Produzido pela Spike Chunsoft, a mesma empresa responsável pelos primeiros jogos da série, DRAGON BALL: Sparking! ZERO oferece modos história, versus e, principalmente, uma liberdade para explorar “E se”, dentro da mitologia criada por Akira Toriyama.
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Em dezembro de 2023, DRAGON BALL: Sparking! ZERO foi anunciado, marcando o retorno da franquia após 16 anos. O jogo foi anunciado para PlayStation 5, Xbox Series e PC via Steam, prometendo uma ampla seleção de personagens focados nas histórias de Dragon Ball Z e Dragon Ball Super.
Reescrevendo a história de Dragon Ball
Já tivemos algumas vezes a chance de alterar a história de Dragon Ball, como em Dragon Ball Xenoverse 1 e 2, mas agora é a vez da franquia Budokai Tenkaichi explorar isso, permitindo que o jogador escolha o destino dos personagens e altere a narrativa de Dragon Ball conforme desejar.
Embora não tenhamos tido a oportunidade de explorar isso durante nossa experiência, ficaremos atentos para uma próxima oportunidade e tentaremos entender até onde podemos alterar a história canônica do anime e mangá.
Modo multiplayer ao estilo clássico
DBSZ – Screenshot Split Screen EN
Um dos encantos da série Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi era ver personagens voando pelo cenário e dividindo a tela ao meio. Em uma era onde alguns jogos estão abandonando o multiplayer local, é uma grata surpresa ver um retorno às origens.
Colocando a mão na massa
Após uma breve explicação dos produtores, a primeira impressão com DRAGON BALL: Sparking! ZERO é a seleção de personagens, que lembra muito Naruto x Boruto: Ultimate Ninja Storm Connections. Com diferentes versões de Goku, Vegeta e um elenco que inclui Kuririn, Tenshihan, Piccolo, entre outros.
No estilo clássico de The King of Fighters, onde você escolhe 3 personagens para enfrentar outros 3, você pode montar um time estratégico. No entanto, isso não significa que você possa trocar de personagens durante a luta, seguindo a regra clássica dos antigos jogos de luta.
Embora seja um estilo de jogo familiar, ao pegar o controle, a experiência lembra mais Dragon Ball FighterZ do que o caos na tela que era Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi. E é esse caos que torna DRAGON BALL: Sparking! ZERO tão único, permitindo explorar os vastos cenários clássicos da série e destruir completamente o ambiente, tornando a batalha do seu personagem contra os inimigos ainda mais intensa.
Devo confessar que foi nostálgico ver que ao acumular Ki do personagem, você pode escolher entre 4 golpes diferentes para usar contra o inimigo, dependendo da barra de Ki. Lembrar e usar isso como estratégia no jogo é extremamente positivo.
Tive a oportunidade de participar de 4 lutas diferentes, o que permitiu analisar as diferenças entre personagens como Goku normal, Goku SJ1 e até Goku SJ God. Suas principais distinções estão na lista de golpes que podem executar, tornando-os bastante distintos entre si.
O jogo tem uma curva de aprendizado bastante acessível, permitindo que você se sinta um jogador de DRAGON BALL: Sparking! ZERO em menos de dez minutos. Com comandos simples no controle, os personagens se movem naturalmente, o que é um grande ponto positivo na jogabilidade.
A versão que joguei estava completamente localizada em português brasileiro, o que demonstra uma excelente localização, seguindo o padrão de outros jogos da série. Perguntei sobre a possibilidade de dublagem e foi informado que os produtores estão considerando todas as opções, mas, pelo menos por enquanto, não há planos para isso. Comentei que, ao lado de Cavaleiros do Zodíaco e Naruto, Dragon Ball é uma das franquias às quais os jogadores brasileiros são muito apegados às vozes, mas até agora não tivemos a oportunidade de experimentar os personagens com dublagem em português.
Opinião
Jogar apenas o modo de luta de DRAGON BALL: Sparking! ZERO não permite formar uma opinião completa sobre o jogo, sendo injusto tentar dar uma nota baseando-se em uma parte da experiência.
No entanto, sendo sincero, em termos de nostalgia, ele cumpre bem o papel de trazer toda a experiência que fez de Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi o jogo favorito da galera.
Visualmente impressionante, o jogo entrega o caos esperado, com personagens voando pelo cenário e controles fluidos que garantem diversão garantida.
Estou bastante curioso sobre o modo história, mas podemos dizer que DRAGON BALL: Sparking! ZERO atende às expectativas, prometendo diversão garantida. É uma das grandes promessas para os fãs de jogos de luta e da franquia Dragon Ball.
DRAGON BALL: Sparking! ZERO
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, PC (via Steam)
Desenvolvedor: Spike Chunsoft
Modo: Jogo multijogador
Gêneros: Jogo eletrônico de luta, Jogo eletrônico de tiro
Estúdios: Bandai Namco Entertainment, Namco Bandai Games America Inc.
Existem filmes que precisam ser assistidos, para nos lembrar que somos melhores hoje do que ontem. Um destes filmes é com certeza o “Ainda Temos o Amanhã” da diretora Paola Cortellesi. Aqui somos levados à Roma pós-guerra dos anos 40, numa Itália sendo reconstruída com presença de soldados americanos, e um cenário de desafios, onde Delia (interpretada pela própria diretora Paola Cortellesi) é uma mulher a frente do seu tempo, sendo multifacetada, assumindo diversos trabalhos, além de ser uma dona de casa, oprimida pelo marido tirano e machista, Ivano.
Drama italiano não suaviza e nem normaliza a violência das mulheres naquele período, o filme traz uma reflexão, sobre aquela realidade, e nos faz pensar quantas conquistas foram feitas nas últimas décadas. Numa sensação de revolta diversas vezes, pelas ações dos personagens masculinos em cena, lembramos que “Ainda Temos o Amanhã” é necessário. Não sendo à toa que o filme é tão aplaudido e indicado pela Itália ao Oscar deste ano.
A história
Conhecemos a Delia, uma mulher sofrida, casada e com 3 filhos. Vivendo na casa com um marido extremamente violento, Ivano, Delia ainda precisa cuidar do sogro e tentar ainda trazer renda para casa.
Num recorte que mostra a versatilidade da Delia em fazer costuras, montar guarda-chuvas, aplicar injeções, entre outros trabalhos que trazem uma renda que muitas vezes o seu marido pega o dinheiro para pagar as contas, mas também beber com os amigos e até frequentar prostíbulo. Ivano ainda tem usa o subterfúgio de ter passado por duas guerras, como desculpa de bater na sua esposa, algo irreal a ser aceito nos dias de hoje.
Vendo se refém ali de sua própria história, Delia às vezes encontra o seu antigo amigo que é um mecânico ali perto. Em lamúrias sobre Ivano ter casado com Delia antes dele, essas confissões fazem parte de um cotidiano que também envolve a amizade com um soldado americano.
Delia e sua família
Uma das realizações da Delia, está na sua filha Marciella que está para ficar noiva do Giulio Moretti, herdeiro de uma família rica que tem um café ali na região. Assim, a grande realização de Delia em guardar um dinheiro escondido para o vestido de noiva da sua filha.
Acontece que o almoço entre as famílias não acontece como esperado, mostrando uma família rica e que trata ela com um certo deboche, além de fazer a própria Delia lembrar de sua história, ao ver Marciella tendo que abrir mão de seus sonhos para se tornar uma dona de casa. Vendo que Giulio lembra todo lado machista do seu próprio marido, Delia não consegue imaginar que não deseja o mesmo destino para a sua filha.
Paralelo a isso, temos uma carta misteriosa que abre caminho para questionamentos profundos sobre seu papel na família e na sociedade. Esta reviravolta não apenas revela sua coragem interior, mas também desafia as normas sociais da época, oferecendo a ela uma nova perspectiva de liberdade e autonomia.
É neste momento que temos o momento mais importante da história, em que os dias 2 e 3 de junho, às mulheres poderão votar pela primeira vez na Itália. Isso gera uma inquietude na Delia, com uma série de planos que irão mudar a sua família para sempre.
Premiações
Premiado com o Prêmio “Il Biglietto D´Oro” na Itália e com seis estatuetas no Prêmio David di Donatello 2024, “Ainda Temos o Amanhã” é um sucesso de crítica e de bilheteria. Com uma recepção calorosa do público italiano, o filme teve uma bilheteria de 24 milhões de euros (125 milhões de reais), fazendo história.
Opinião
Não nego que “Ainda Temos o Amanhã” gera desconforto, desde os primeiros minutos, quando Delia recebe um tapa de seu marido, ainda na cama pela manhã. Numa mistura da cultura italiana tradicional com a sagacidade da personagem muito à frente do seu tempo, Delia vai se revolucionando e quebrando aquele mundo que ela vive.
Se por um minuto, ela tem um sentimento de culpa em esconder dinheiro que ela mesmo trabalhou do seu marido, o seu objetivo é nobre, em querer um futuro melhor para a sua filha.
E se muitas vezes, sua própria filha, o faz questionar se deve continuar tão passiva e complacente ao marido, Delia não é boba, mas precisa calcular bem para sair do script da sociedade tradicional daquela época.
Todo rodado em preto e branco, o filme é belíssimo e reproduz bem a época, mas não se deixa enganar que é um filme atual, ao trazer uma trilha sonora atual nas cenas que a Delia está andando sozinha com os seus pensamentos pela cidade.
O sentimento de desconforto do começo do filme, vai ficando em segundo plano, quando percebemos que Delia tem um plano maior do que viver ali com o seu marido. E é o que torna a motivação principal em entender qual é a ambição da diretora Paola Cortellesi ao trazer um recorte da personagem vivendo um dos momentos mais importante para as mulheres na Itália. O que torna “Ainda Temos o Amanhã” obrigatório de ser assistido nos cinemas.
Desde “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, o diretor Daniel Ribeiro chamou atenção do público, mostrando uma visão leve e doce do universo LGBQIAP+. E descobrir que ele estava disposto a fazer uma trilogia de sentimentos e relacionamentos, considerando o filme, mas explorando agora novos personagens em “13 Sentimentos” e continuando no futuro “Amanda e Caio”, mostra que fãs da produção anterior teriam deleite de ver mais um pouco do recorte particular do diretor na nova produção.
O direito de resposta
45 Dias Sem Você
Só que “13 Sentimentos” vai um pouco mais além, por ser uma produção que é inspirada em uma experiência pessoal do diretor, especialmente seu relacionamento com o também cineasta Rafael Gomes. E o filme “45 Dias Sem Você” (2018), de Rafael, já havia explorado a visão dele, sendo aqui a visão do próprio Daniel, numa resposta ao filme de 2018.
A história
Aqui temos o jovem João (Artur Volpi) que é cineasta que, após o término de um relacionamento de 10 anos, mantém uma amizade com o seu ex-namorado. Perdido, depois de tantos anos de relacionamento, o João está em busca de um novo amor, mas ao seguir o caminho de entrar em aplicativos, ele irá entender que priorizar laços afetivos não será nada fácil. Seu primeiro encontro que vê realmente potencial a se tornar um novo namorado é Vitor (Michel Joelsas) e se apaixona à primeira vista. Ao tentar controlar o novo relacionamento como se fosse um filme, João irá entender da pior forma que não é tão fácil assim segurar as rédeas da realidade.
É neste ponto que João se apega muito às figuras que estão presentes na sua vida, seja nos diálogos com a sua mãe, ou com os seus dois melhores amigos, o que gera diversos pontos altos do roteiro. Mostrando que encontrar um par no mundo atual não será nada fácil.
Para piorar ainda, João que tinha quase certo um filme para chamar de seu, acaba recebendo um balde de água fria ao saber que a produtora dará prioridade a filmes mais comerciais. O que exige dele atenção para reescrever o roteiro e tornar atrativo para um edital do governo, fazendo se questionar em como irá pagar as contas.
Correndo atrás de pequenos trabalhos, João acaba virando editor de vídeos para uma construtora e tenta a todo custo, conseguir outros trabalhos. O que ele não esperava é que um de seus encontros em aplicativos, se transformaria em trabalho, assim um casal do aplicativo sugere ele filmar um curta deles, o que agrada e chama atenção de amigos do casal, caindo no boca a boca, fazendo com que o João filmasse diversos curtas de estranhos.
Paralelamente, o João ainda se imagina namorando, seja trocando por alguém que ele ficou afim, ou até mesmo uma pessoa idealizada, quando seus amigos tentam dar sugestões de pessoas para novos encontros.
Roteiro e Superação
A narrativa do filme reflete essa abordagem ao retratar João, que utiliza seu talento como roteirista para criar uma versão idealizada de sua vida. Este escapismo, caro ao cinema, serve como uma ferramenta de mediação e compreensão de seus sentimentos. E foi exatamente este processo que o Daniel Ribeiro explica que o processo passado por ele, permitindo uma visão mais completa e compreensiva dos caminhos percorridos para estar aberto a uma nova relação.
Você pode perceber isso diversas vezes, quando João transforma partes da realidade que o desagradam, revive cenas do passado como gostaria que tivessem ocorrido e reescreve finais para torná-los mais felizes.
Leve e solto
João chegou no título de “13 Sentimentos” ao lembrar que a diferença de altura entre ele e o ex-namorado era de 13 centímetros. E isso acaba sendo um sinal para ele, para pessoas que ele venha a conhecer, esperando que tenha um relacionamento tão longo quanto.
Em um momento, ele acaba encontrando um bilhete de um outro ex-namorado, dentro de uma jaqueta antiga. Isso faz com que correndo atrás dele, perceba o quão conturbado foi o final daquele relacionamento e como os caminhos da vida fez com que seu ex estivesse feliz agora.
Encontrando o seu último ex, João acaba descobrindo que a diferença de altura entre os dois, não era de 13 centímetros, o que ele também acaba achando que era um sinal que não seriam felizes.
Opinião
O ator Artur Volpi foi uma grande surpresa no filme, fazendo com que “13 Sentimentos” se mostrasse tão leve quanto “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”. É claro que são momentos da vida totalmente diferentes, e aqui no mundo adulto, as coisas não são tão leves e doces assim, porém o ator conseguiu mostrar o quão perdido é o seu personagem sem ter alguém, fazendo nos reconhecer quando acaba um relacionamento.
Os amigos dele e todo aquele choque de realidade sobre os solteiros é o que rouba o filme, mostrando quão natural são diálogos e que fluem muito bem na história. Mesmo o papel da mãe do João e como ficam as conversas, quando namoros acabam, são bem próximos da verdade de cada um, o que funciona muito bem no filme.
A produção de pornôs, acabou sendo uma grande surpresa no filme, porém faz com que você ria do choque do João em aceitar, por estar pagando as contas. Além de ter uma satisfação bem maior do que editar filmes institucionais sem graça e que demoram pra serem pagos.
Assumo que os caminhos que o filme traça para encerrar, não me agradaram, por fazer que o João encontre alguém, num momento que estava se encontrando sozinho. Além disso, a escolha mesmo que ecoada algumas vezes na história, fecharam a história de forma satisfatória, porém teve outros personagens interessantes ali apresentados, que por um momento achei que faria um final diferente.
Leve e divertido, podemos dizer que “13 Sentimentos” apresenta um trabalho mais maduro do diretor Daniel Ribeiro. Com elenco carismático e diverso, temos uma história que funciona bem na tela, sendo um ótimo exemplo de filme para assistir e descansar.
Semelhante ao “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, o “13 Sentimentos” dá um gostinho de querer ver um pouco mais daquele mundo, o que mostra que ele cumpriu seu papel de ser divertido e se tornando um bom filme a ser assistido e reassistido.
NOTA
4/5
13 Sentimentos
Direção: Daniel Ribeiro Roteiro: Daniel Ribeiro Produção: Daniel Ribeiro, Diana Almeida e Fernando Sapelli Elenco: Artur Volpi, Julianna Gerais, Marcos Oli, Michel Joelsas, Bruno Rocha, Daniel Tavares, Fabricio Pietro, Helena Albergaria, Maitêe Schneider, Sidney Santiago Kuanza, Igor Cosso, Cleomácio Inácio, Rafael Americo, Marco Barreto, João Victor Toledo, Arthur Alfaia, Pither Lopes, Fábio Kow, Heron Leal, Hugo Kenzo Direção de Fotografia: Pablo Escajedo Direção de Arte: João Vitor Lage Trilha Sonora: Arthur Decloedt Montagem: Cristian Chinen Gênero: comédia romântica País: Brasil Ano: 2024 Duração: 100 minutos
O gamescom latam BIG Festival, a maior competição de games independentes da América Latina, brilhou neste domingo (30), premiando os jogos mais inovadores de 2024. Com um total de 114 jogos avaliados, testados pelo público e um júri especializado, o evento destacou as melhores produções independentes do mundo. Essa foi a segunda etapa do anúncio dos vencedores, com algumas categorias reveladas na sexta, segundo dia de evento aberto ao público.
A Cerimônia de Premiação
A cerimônia foi um show de emoções, jogos incríveis e grandes expectativas para o próximo ano. As apresentadoras agradeceram a participação do público, deixando o clima ainda mais animado.
Celebrando a Diversidade
Na categoria BIG Impact: Melhor Jogo de Diversidade, a inclusão foi a estrela. Guilherme Albuquerque, do IGN Brasil, ressaltou: “É uma honra estar no palco. Diversidade é algo muito importante e os jogos nos representam. Quando você é o personagem, você conquista aquele mundo”. O vencedor foi Sibel’s Journey, da Alemanha, cuja equipe declarou: “Estamos muito contentes em receber o prêmio. Esse reconhecimento é muito importante para nós. É o tipo de jogo que gostaríamos de ter jogado quando éramos pequenos. Queremos contribuir para a diversidade e fazer com que os jovens se sintam incluídos”.
Educação em Jogo
Na categoria BIG Impact: Educacional, o aprendizado foi a chave. Lyara Oliveira, presidente da SPCine, agradeceu a oportunidade: “A SPcine é uma empresa pública de São Paulo. Gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui e estamos juntos no BIG Festival há alguns anos. Convido vocês a conhecerem as nossas ações e editais culturais”. O prêmio foi para Loddlenaut, dos Estados Unidos, um jogo que ensina física e exploração espacial de forma divertida. A equipe vencedora disse: “Estamos muito felizes e acreditamos que é muito importante ter essa inspiração”.
Questões Sociais em Destaque
Alan Saadi, da Sabesp, destacou a importância dos jogos com impacto social na categoria BIG Impact: Questões Sociais. O ganhador foi Crab God, da Austrália, que aborda os problemas da pesca predatória e da poluição marinha. A equipe agradeceu: “É fantástico ver o reconhecimento do jogo, não apenas por ser o melhor jogo, mas por conta do impacto social. Se você gosta de causas sociais, por favor, jogue”.
Estudantes Mostrando Talento
Andrea Ciparullo entregou o prêmio de Melhor Jogo Estudante, afirmando: “Estou muito feliz por acreditar que essa galera é o futuro da nossa indústria e por saber que já estamos reconhecendo o potencial dessas pessoas”. O vencedor, FOLGORE, da França, agradeceu: “Estamos muito felizes por ganhar este ano e gostaríamos de agradecer aos nossos amigos e familiares”.
Jogos Infantis de Qualidade
Fernando Mazza, da Tencent Games, anunciou o Melhor Jogo Infantil. O vencedor foi o brasileiro Turned Turtles. A equipe celebrou: “Que alegria, muito obrigado ao gamescom e aos jurados. Esse reconhecimento é muito importante para nós. Nossa tartaruguinha tunada é a vencedora de melhor jogo infantil”.
Inovação em Cena
O grupo Navox animou a galera antes de Eddy Antonini, da Tectoy, anunciar o prêmio de Melhor Jogo Inédito. O vencedor foi Luna Abyss, do Reino Unido. O diretor de criação agradeceu: “Aos devs e a tudo que fizemos nos últimos cinco anos, muito obrigado por jogarem nosso jogo”.
Escolha do Público
Na categoria mais aguardada, Melhor Jogo Voto Popular, BRKsEdu apresentou o prêmio, com a plateia lotada. O time brasileiro de Astro Pig, da Garoa Studios, agradeceu emocionado: “Estar aqui depois de seis anos ganhando como voto popular é o fechamento de um ciclo para nós. Obrigado a quem votou e continuem valorizando os jogos brasileiros”.
O BIG Festival reafirma seu papel como referência na indústria de games independentes da América Latina, reconhecendo e premiando jogos que abordam temas importantes, inovam na jogabilidade e proporcionam experiências únicas para os jogadores.