Os alunos que terminam o curso Avançado da Aliança Cultural Brasil-Japão realizam uma verdadeira conquista para o currículo profissional, após muitos anos de esforço e dedicação.
Buscando fortalecer as habilidades dos alunos, reforçar as expressões cotidianas e manter a fluência, para atender esses alunos que já possuem um bom nível de conhecimento do idioma, e não querem perder a prática, a Aliança realiza novamente o Curso Brush-Up de Japonês, na Unidade Vergueiro. As aulas serão ministradas de 04 de fevereiro a 24 de junho, tendo como foco melhorar e desenvolver as habilidades dos alunos.
“Este curso surgiu graças ao pedido de vários ex-alunos, que sentiam a necessidade de continuar praticando o idioma. Melhorar e reciclar as habilidades em nihongo já desenvolvidas também fazem parte do escopo do curso”, explica a diretora geral de Ensino da Aliança, a professora Jaqueline Mami Nabeta.
Curso Brush-Up de Japonês
Aulas: 04 de fevereiro a 24 de junho
Horários:
Sábados das 08:45 às 10:45 hs. – 2 estágio
Sábados das 11:00 às 13:00 hs. – 5 estágio-
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão
Unidade Vergueiro – R. Vergueiro, 727, 5º andar
Informações: (11) 3209-6630 / alianca@aliancacultural.org.br
A Nintendo apresentou seu novo console, Nintendo Switch e diversas produtoras fizeram anúncios importantes para ele. A Bandai Namco anunciou que fará port de Dragon Ball Xenoverse 2 para Nintendo Switch e acreditamos que teremos uma edição especial vinda por aí.
Entre outros anúncios, temos a série Tales of e também a série Taiko Drum Master ganhando lançamentos para Nintendo Switch.
Essa semana tivemos o lançamento de Saban’s Mighty Morphin’ Power Rangers: Mega Battle pela Bandai Namco para PlayStation 4 e Xbox One. O jogo traz os personagens clássicos e promete fazer sucesso nos nostálgicos e da galera que só conhece as séries recentes de Power Rangers.
A galera do JWave está doida pra jogar esse que promete ser um clássico da franquia.
Tekken está de volta e agora estreando na nova geração de consoles. A contagem regressiva começou e o jogo será lançado nas Américas no dia 02 de Junho de 2017, para PlayStation 4, Xbox One, e PC via STEAM.
Entre as novidades de Tekken 7 é que o jogo ganhará diversas edições para agradar o público fiel da série. Teremos Edição de Colecionador, Passe de Temporada, entre outras novidades como a coleção de Funko anunciada também essa semana.
Edição de Colecionador
Exclusiva para PlayStation 4 e Xbox One, a ediçãocontém uma estatueta espetacular de aproximadamente 30cm de altura por 45cm de largura, com Kazuya atacando Heihachi com uma espetacular voadora. Além disso, o jogo virá com a trilha sonora oficial em uma embalagem especial em Steel Book também fazendo parte do pacote. Ela não será lançada no Brasil, mas poderá ser adquirida na Bandai Namco Store.
Passe de Temporada
Adquirindo um, você garantirá acesso à três pacotes de conteúdo que trará novos personagens, novos estágios, um novo modo de jogo, pacotes de trajes, e um pacote bônus com 35 Trajes Metálicos para os personagens. Lembrando que você também poderá adquirir separadamente.
Bônus das Edições Digitais
Dará acesso ao DLC Eliza, a famosa vampira que fez sua estreia em Tekken Revolution. Jogadores de Xbox One receberão como bônus extra uma cópia gratuita de Tekken 6, que aproveita as vantagens da retrocompatibilidade da plataforma Xbox One. Este jogo também estará disponível na Edição Digital de Luxo para Xbox One.
Exclusivamente no Brasil, as edições físicas de lançamento (Day One) também contarão com estes bônus (DLC Eliza no PlayStation 4 e STEAM, e DLC Eliza + Tekken 6 digital no Xbox One).
A Edição Digital de Luxo (disponível para PlayStation 4, Xbox One, e STEAM) incluirá jogo e seu Passe de Temporada.
Mas as exclusividades não acabam por aí, porque a versão de PlayStation 4 contará com trajes clássicos de Tekken 4 e Tekken 2 para King, Xiaoyu, e Jin, assim como um modo Jukebox onde fãs poderão escutar faixas clássicas da trilha sonora de TEKKEN e até mesmo criar playlists novas com estas músicas para escutar enquanto joga.
A série “Tales of” está de volta e uma nova aventura com Tales of Berseria. O jogo já está com demo disponível para download no PlayStation 4 e STEAM. Produzido da Bandai Namco, o jogo será lançado no STEAM em 26 de janeiro de 2017 e no Playstation 4 em 27 de janeiro de 2017.
História
Os jogadores embarcam em uma jornada de autodescobrimento enquanto assumem o papel de Velvet Crowe, cujo comportamento uma vez amável foi substituído e dominado pela raiva e pelo ódio após uma experiência traumática três anos antes dos eventos do jogo. Velvet se juntará a uma tripulação de piratas enquanto navegam pelos mares e visitam muitas ilhas que compõem o reino sagrado de Midgand em uma aventura totalmente nova desenvolvida pela célebre equipe por trás da série “Tales of”.
Tales of Berseria está chegando e vale a pena baixar a demo do jogo.
Achou que as aventuras de Naruto tinham acabado? Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 está de volta com novo DLC com as aventura de Boruto. Chamado de “Road to Boruto”, o novo DLC já se encontra disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC, via Steam.
Trazendo modo história, novos personagens, temos “Road to Boruto” chegando em seu Naruto.
Novos Personagens
Novas aventuras não poderiam excluir novos personagens, assim temos Boruto Uzumaki, Sarada Uchiha, Mitsuki, Naruto Uzumaki (versão Road to Boruto), e Sasuke Uchiha (versão Road to Boruto).
Cada um desses personagens possui um novo conjunto de habilidades que o jogador terá de aprender e dominar, treinando no modo Free Battle, e no novo modo história que acompanha os eventos de “Boruto: Naruto The Movie”.
Quanto custa
Já tem Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4? Vocês poderrão baixar o DLC Road to Boruto por US$ 19,99 no PlayStation 4, Xbox One e Steam.
Não tem o jogo? Poderá comprar uma versão física de Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 já com Road to Boruto incluso pode ser adquirida por R$ 199,90.
A Rádio RBG tem um programa gravado lá no Japão, chamado “Direto do Japão”. Criado pelo Roberto Maxwell, o programa tem formado de 30 minutos e traz toda semana um convidado para bater um papo sobre um assunto relevante do Japão.
Na segunda semana de janeiro, o programa “Direto do Japão” convidou Giuliano Peccilli para falar um pouco sobre o idioma japonês e a entrevista pré-gravada é usada com a convidada da semana que é a Julia Toffoli.
Ouçam e prestigiem o programa do Roberto Maxwell. O JWave agradece o convite e esperamos estreitar mais os laços Brasil e Japão com participações assim.
Acessem o Rádio RBG e ouça outros programas “Direto do Japão”.
Já começamos o ano com um clássico dos mundo dos games, Resident Evil, que volta com uma nova cara (e coloca nova nisso!). Será que teremos a mesma revolução que tivemos com Resident Evil 4 ? Ou seria apenas um Outlast com bugde de AAA ??
História:
A história vem completamente nova e sem uma ligação direita com os outros jogos da série (se restringindo a citações de Raccoon Ciry nos jornais e revistas dentro do jogo). O foco aqui é bem mais pessoal, como era no Resident Evil 1, onde temos que fugir e resgatar de todo essa loucura que nos envolvemos. Não podemos e nem queremos dar spoiler, mas sem duvida é uma parte bem trabalhada no jogo. Eu pessoalmente não gostei de como ela é apresentada, diferente dos outros da série, em que eram cheio de GC e de cenas para os personagens principais brilharem aqui os inimigos que tem foco. Aliás Ethan, o novo protagonista, quase não fala e sabemos pouco (praticamente nada) dele mesmo. A narrativa geral ficou simples sem duvida bem diferente.
Gameplay:
E se eu achei diferente a história do jogo a jogabilidade então, completamente diferente em tudo até a interface e os itens, nem mais as ervas vermelhas e verde. Além disso, eu comentei que o jogo ficou em primeira pessoa ? Por isso muitas comparações com Outlast ou até mesmo o “novo” Silent Hill, só que ao meu ver me lembrou mais um Dead Space com um toque de RE Revelation. Sem dúvida o survive voltou ao jogo, com muito menos munição e até mais exigente com inventário e puzzle bem elaborados. Teve puzzle que eu precisei da ajuda dos “universitários” para resolver.
Nem tudo é maravilha, o jogo é meio curto e não conta com um modo mercenários ou um multiplayer.
Gráficos/Som:
Aqui é o ponto que sem dúvida ninguém diverge. O gráfico e som dão o clima perfeito pro terror e brilham mais ainda no VR (que infelizmente não foi a versão que pude finalizar).
O jogo vem com legenda em português e com opção de audio em várias línguas, menos a nossa, mas quem sabe no próximo.
Considerações finais:
Não é o novo Resident Evil 4, mas sem dúvida é muito melhor que os últimos jogos da série em geral. Será que posso contar como Resident Evil? A história sem dúvida até o fim do jogo liga-se a mitologia de Resident Evil, mas apenas olhando/jogando o jogo não iria saber que se trata de um jogo da série. Não que isso seja um defeito, mas quem sabe se fosse uma nova IP ou spin off causaria menos polêmica. Em compensação, ao mesmo tempo que foi bom renovar a franquia Resident Evil. Complicado, mas vale a pena você ver, ainda mais se você nunca jogou Resident Evil, pois talvez os fãs de longa data vão reclamar(hater gonna hate), mas o jogo é o primeiro must play do ano.
Depois de meses de tortura, finalmente a versão brasileira de Ghost in the Shell chegou às nossas mãos! O lançamento aconteceu na CCXP 2016, em companhia de outras obras igualmente esperadas e queridas pelo público. Nós demos uma boa conferida na edição e o JMangá de hoje vai contar nossas impressões!
A história
O ano é 2029. A humanidade está cada vez mais automatizada e os crimes cibernéticos aumentam cada vez mais. Visando eliminar a maior quantidade possível de “sementes do mal”, o chefe de polícia Aramaki cria, com a ajuda do Primeiro Ministro, uma espécie de esquadrão de elite com total autonomia nas decisões, a Sessão 9.
A líder da Sessão 9 é a “Major” Motoko Kusanagi, uma ciborgue completa, porém muito mais humana do que os próprios humanos. Junto com o ciborgue ponderado Batou, o humano novato e ex-policial Togusa e mais alguns membros com alto nível de competência, Kusanagi resolve uma série de crimes e vão descobrindo cada vez mais sobre o lado podre das organizações, especialmente as governamentais.
Motoko fazendo pose nas páginas coloridas
Em uma dessas missões, Motoko se depara com uma situação que não poderia prever e as consequências serão decisivas. Profundamente envolvida com o desfecho da missão, a Major põe seu profissional um pouco de lado e passa a ver a vida um pouco diferente de antes. Pode-se dizer que Kusanagi nunca mais será a mesma (literalmente)… Mas não sabemos se sua escolha a fará ter arrependimentos futuros, afinal, arrependimento não seria um sentimento exclusivamente humano?
Outras mídias
Além do mangá, as aventuras de Motoko e sua Sessão 9 foram adaptadas de muitas formas diferentes: séries de anime, filmes, jogos e romances. A mais nova adaptação cinematográfica (Vigilante do Amanhã, no Brasil) terá sua estreia em março deste ano, com a diva Scarlet Johansson na pele cibernética de Motoko.
Capa da edição brasileira de Ghost in the Shell
A trama do mangá é complementada por mais dois volumes: “Ghost in the Shell 2: Man/Machine Interface”, que seria uma espécie de continuação da história e “Ghost in the Shell 1.5: Human Error Processor”, que traz histórias que deveriam ter sido publicadas no volume 2. A editora JBC já informou que tem planos para lançá-los também (mal podemos esperar, não?).
A edição brasileira
Valeu a pena esperar. Nossa versão de Ghost in the Shell veio bem caprichada: formato americano, papel lux cream, sobrecapa, muitas páginas coloridas e as notas de edição de costume, que não destoam daquelas já feitas pelo autor e a tradução foi feita pela veterana Drik Sada.
Capa interna da edição brasileira de Ghost in the Shell
Opinião
Ghost in the Shell é uma história muito à frente de sua época. A trama é envolvente (não sendo, necessariamente, linear), e as muitas notas de rodapé do autor dão um tempero todo especial, fazendo com que se repense algo que acabamos de ler.
Motoko é a protagonista por excelência, daquelas que realmente têm a capacidade de fazer com que trama e companheiros de história orbitem ao seu redor. Com seu jeito peculiar de narrar, Shirow Masamune nos envolve de forma espetacular e nos transporta para o “seu” 2029, nos deixando ávidos por mais.
Motoko diva planejando a ação nas páginas coloridas
Posso afirmar que entendo o porquê desse quadrinho cyberpunk ter feito barulho ao redor do mundo e ter influenciado tanta gente. Confesso que mal posso esperar não só pelos outros volumes, mas também pela cereja do bolo, o igualmente idolatrado Akira.
Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos enviou o exemplar para análise.
Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli
“Os guardiões do universo hão de vencer o mal. O seu destino é combater por um mundo ideal…” Já faz pouco mais de 20 anos que fomos atingidos pela febre Cavaleiros do Zodíaco, na saudosa Rede Manchete. Os jovens guerreiros que rasgam os céus com seus punhos para proteger a deusa Atena completaram 30 anos de existência no Japão e, como parte das comemorações, a editora JBC trouxe alguns presentes para os fãs, dentre eles, a versão kazenban da obra original de Masami Kurumada. Claro que não ficaríamos de fora dessa festa e vamos falar um pouquinho desse lançamento nesse JMangá.
Relembrando a história
Um casal de turistas está passeando tranquilamente pelas ruínas gregas quando veem uma estrela cadente cruzar os céus e, logo em seguida, um barulho ensurdecedor. Indo até a origem do som, encontram um rapaz caído e cheio de machucados. Eles tentam ajudá-lo, mas logo aparece uma mulher mascarada e misteriosa atrás do garoto e o casal foge desabalado.
O rapaz é Seiya, um aprendiz de cavaleiro que está prestes a passar por uma batalha dura, que irá definir o cavaleiro de Pégaso. A mulher é Marin, sua mestra. Seiya foi enviado à Grécia seis anos antes para ser treinado e se tornar um cavaleiro. Depois de uma luta difícil e de uma perseguição por mero preconceito, Seiya retorna ao Japão vitorioso.
Enquanto isso, no Japão, a milionária Saori Kido, presidente da Fundação Graad e herdeira do magnata Mitsumasa Kido, anuncia à imprensa que a Fundação sediará um torneio de artes marciais jamais visto, a Guerra Galáctica. Dez cavaleiros competirão em lutas mortais, motivados por um prêmio incomparável: a armadura de ouro. Esses cavaleiros eram órfãos acolhidos pela fundação e enviados para os quatro cantos do mundo para treinar e tornar-se merecedores da armadura. De 100 (sim, você leu certo: CEM), apenas esses 10 voltaram com vida e lutarão pelo prêmio.
Contra capa da edição brasileira… alguém aí sabe grego?
No meio da coletiva, Seiya aparece todo esquentado e chama Saori para uma conversa um tanto quanto indigesta, uma vez que o rapaz só foi para a Grécia sob a promessa de que, se trouxesse a armadura, que poderia ver sua irmã mais velha novamente. Saori se esquiva informando que a moça está sumida desde que Seiya viajou, mas faz uma nova promessa, dizendo que, se ele for o campeão, a Fundação não medirá esforços para localizá-la.
Depois de uma exibição gratuita de testosterona entre Seiya e Jabu, outro dos competidores, o cavaleiro de Pégaso sai descontente; ele não confia em Saori e odeia que as coisas não saíam como ele queira. De qualquer forma, uma amiga de infância o aconselha a participar e Seiya irá perceber que o caminho para encontrar sua irmã será mais árduo do que imagina. Agora, mesmo sem dar muita importância ao fato, ele é um cavaleiro de Atena e deverá se portar como tal, para que a esperança não se torne em desgraça.
O primeiro kazenban brasileiro
A volta do mangá clássico de Saint Seiya realmente foi em grande estilo: esta nova edição foi publicada em formato kazenban, que nada mais é do que uma versão de luxo da publicação, geralmente com páginas coloridas, alguns extras e menos volumes, já que os kazenban têm mais páginas.
A versão brasileira é praticamente igual à japonesa, exceto por dois detalhes: o papel da edição japonesa tem uma textura mais lisa e brilhosa, enquanto no nosso foi utilizado o lux cream. A capa da versão japonesa é cartonada com sobrecapa e a brasileira tem capa dura.
Capa brasileira do Kazenban de Saint Seiya
As páginas coloridas foram reproduzidas direitinho (tanto as coloridas por completo quanto aquelas que têm predominância de duas cores, como as avermelhadas) e alguns termos foram alterados. Atena agora é grafado sem o “h” costumeiro (achei estranho, já que Santia Shô segue o padrão adotado anteriormente) e Pegasus foi grafado com sua versão em português, Pégaso.
Seiya se dando mal em uma das páginas coloridas
Por enquanto, os nomes dos golpes permaneceram como nos acostumamos a ouvir e ler por aqui (o clássico Pegasus Ryusei-Ken, que seria algo como Punho da Estrela Cadente de Pégaso, continua adaptado como Meteoro de Pégaso), mas por enquanto não vi nenhuma preleção do tipo “me dê sua força, Pégaso” ou “Venha Cobra”. As adaptações dos nomes de alguns personagens foram mantidas, ou seja: Shaina continuou sendo Shina e Miho (a garota do orfanato, uma das 357 namoradas do Seiya) ainda é Mino. Ao longo da edição, existem várias notinhas explicativas que são muito bacanas, pois ao mesmo tempo que agradam aos fãs mais xiitas, respeitam quem está fazendo contato com a história do mangá pela primeira vez.
Amostra das páginas coloridas
Opinião
Confesso que me surpreendi muito quando fiquei sabendo deste anúncio e cheguei a me perguntar o porquê; mas não precisei ir muito a fundo para encontrar uma resposta que me satisfizesse.
Saint Seiya (ou Cavaleiros do Zodíaco, como prefiram), foi realmente um marco na história dos animes no Brasil. Muita gente é fã desse tipo de mídia até hoje por causa da Manchete, que sempre trazia coisas diferentes e bacanas (como os Metal Hero e os Tokusatsu). Além disso, é um pontapé inicial para este tipo de publicação no Brasil, que está acostumado a ver versões luxuosas de comics americanos, mas não de mangás.
Pôster interno da edição brasileira
Apesar da periodicidade ser um pouco salgada para os mais afoitos, torço muito para que dê certo e abra portas para outras publicações do tipo. Mesmo sabendo que a história tem uns furos do caramba e que as sagas têm praticamente o mesmo desenvolvimento, tenho um carinho enorme por Saint Seiya e seus derivados, que me transportam para uma época feliz da qual sinto muita falta.
Esquema de montagem das armaduras de Pégaso e Dragão
Espero que, já que a JBC tornou-se a nova casa dos Defensores de Atena, que republiquem um dia o Episódio G, uma saga muito bem escrita e desenhada (sim, adoro o Aioria versão guerreira mágica). Vou continuar na torcida!!
Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos mandou o exemplar para análise.
Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli
Imagem das borboletas na contra-capa brasileira de Nijigahara Holograph
Segredos inconfessáveis, pessoas esquisitas, um surto inexplicável de borboletas dentre outras coisas mais… tudo isso faz parte da história de Nijigahara, um parque próximo à uma escola que foi testemunha de uma série de acontecimentos ao longo de dez anos. Essa é a trama de Nijigahara Holograph, mangá volume único de autoria de Inio Asano (Solanin) e um dos destaques da CCXP 2016. Vamos conferir?
Tentando juntar os pedaços da história
Nijigahara Holograph é uma espécie de quebra-cabeças. Somos apresentados a alguns personagens e, logo depois, lançados 11 anos no passado para conhecer suas versões criança.
Komatsuzaki é o líder dos valentões da escola, sempre pegando um desavisado para fazer bullying. Ele é apaixonado por Kimura, uma garota bonita e esquisita, que é filha de pais separados e precisa conviver com o fato de que o corpo de sua mãe foi encontrado no parque de Nijigahara, alguns anos depois de sua partida. Além de lidar com a dor da ausência e da perda, é obrigada a aguentar os comentários maldosos da vizinhança, ao mesmo tempo em que também parece sofrer maus tratos na escola. Alguns dias depois, sofre um acidente e fica em coma.
Suzuki é um aluno transferido, que se esforça para não chamar a atenção de ninguém (o que acaba sendo um esforço inútil, afinal). Não parece se dar bem com os pais, especialmente com a mãe. Com uma personalidade um pouco distorcida, começa a se relacionar com uma de suas colegas de classe de um jeito um pouco estranho.
Arakawa é uma garota alegre, mas com um lado um pouco sombrio. Ela gosta de Komatsuzaki mas não é correspondida, e parece ter algo a ver com o acidente de Kimura. Já a professora responsável pela classe, Sakaki, vive com parte do rosto enfaixado por conta de um acidente. As crianças dizem ser obra do monstro que vive em Nijigahara, mas a verdade pode ser bem pior do que se supõe.
Imagem das borboletas na contra-capa brasileira de Nijigahara Holograph
Todos esses personagens são peças que serão encaixadas de acordo com a evolução da história. Seus atos no passado contribuem amplamente para o desfecho do futuro, nem sempre brilhante. A trama vai se esclarecendo enquanto caminha entre o passado e o futuro, dando uma visão geral do resultado.
Frustrados com seus problemas pessoais, tanto Komatsuzaki quanto Suzuki meteram os pés pelas mãos na escola; enquanto o primeiro acaba sofrendo um acidente parecido com o de Kimura que o deixa um pouco perturbado psicologicamente, o outro passa a ser ignorado pelos colegas igual à outra escola onde esteve, depois de mostrar sua revolta com a questão do bullying de maneira um tanto equivocada. Adultos, ambos continuam com dificuldades para se entrosar e Komatsuzaki ainda se mete em mais problemas, inclusive um assassinato.
A versão adulta de Arakawa trabalha em um café e continua apaixonada por Komatsuzaki, ainda mais após reencontrá-lo depois de tantos anos. Quando revela ao seu chefe que teve participação no acidente que deixou Kimura em coma até hoje, sente-se um pouco em paz com seu passado, sem saber que isso poderá ser a causa de uma nova tragédia.
A professora Sakaki casou com um dos professores e deixou de lecionar, mas nunca se perdoou por não ter empatia. A única vez em que demonstrou algo do tipo foi quando tentou impedir um rapaz de abusar de uma aluna em Nijigahara, o que lhe deu a cicatriz no rosto, agora impercetível, mas que ainda lhe fere a alma.
Todos esses acontecimentos e personagens se unem, de modo a mostrar o que desencadeou o acidente de Kimura, que parece ter sido o estopim que marcou para sempre a vida de toda a sua classe. Algumas revelações são surpreendentes e, ao mesmo tempo, tão tristes quanto as borboletas desorientadas que voam sem destino, enfeitando a história com uma união de beleza e aflição.
A edição brasileira
A versão nacional de Nijigahara Holograph ficou bonita, publicada em papel off-set, que deu uma realçada no traço de Asano. As contra-capas trazem imagens das borboletas em amarelo, que dão um contraste bacana no fundo preto. A tradução ficou por conta de Jae H. W.
Capa brasileira de Nijigahara Holograph
Opinião
Bem diferente de Solanin, Nijigahara Holograph é um mangá complicado se você não ler com um mínimo de atenção. As histórias se misturam o tempo todo entre passado e futuro, e existem momentos em que não dá para saber se o que eles estão vivendo é real ou não.
Todos os personagens são fascinantes ao mesmo tempo em que são perturbados em algum grau. Pelo menos um caminho tomado por um dos personagens me deixou de cabelo em pé, apesar de esperar algo do tipo pela premissa da história.
No mais, é um mangá muito intrigante, diferente do que estou acostumada a ler. Seria interessante outros no mesmo molde, para dar uma renovada nas opções que temos hoje.
Agradecemos à editora JBC que nos encaminhou o exemplar para análise.
Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli
Sabe aquele seu amigo que é fã de Star Wars, Hunger Games ou Code Geass e apoia intervenção militar? Ou aquele fã de X-men e Harry Potter, mas que não perde a chance de fazer uma piada discriminatória? Ou ainda aquela pessoa que escolheu seu lado em “Guerra Civil” porque gosta ou desgosta do Homem de Ferro ou do Capitão América, ou dos respectivos atores, e não porque simpatiza com a causa defendida por cada um dos lados? Venha comigo neste texto entender o que esses comportamentos todos tem a ver com a descrição que Azuma Hiroki fez do fenômeno otaku, e como eles refletem uma nova forma de se relacionar com as histórias.
O polêmico título deste artigo é uma adaptação do título inglês do livro de Azuma Hiroki (1971~ ), filósofo e crítico cultural, renomado pensador da cultura Otaku, e editor de revistas como a Genron etc., que publica artigos sobre o universo dos animes, mangás e games. O mais impressionante enquanto se lê Dobutsuka-suru postomodan: otaku kara mita nihon shakai (Posmodernismo animalizante: a sociedade japonesa aos olhos dos otaku – ou como publicado em inglês Otaku: Japan’s Database Animals, 2009) é sua data de publicação, lançado originalmente em 2001, quando a internet e a tecnologia dava seus primeiros grandes passos no setor de informação, socialização e entretenimento, o livro contém uma visão bastante perspicaz sobre o modo como os chamados Otaku ‘consomem’ objetos culturais, e apesar de declarar não poder no livro falar sobre nada além deste universo que ele se propôs a explicar, Azuma aponta que este modelo de ‘consumo’ não se restringe aos otaku. Lendo nos dias de hoje, fica bastante claro porque Azuki, assim como inúmeros outros estudiosos afirmam que Otaku é um fenômeno comportamental (ou como o tradutor da versão americana coloca em sua introdução: “um sintoma da pós modernidade”) típico do Japão, mas que não se restringe ao país, e quando se afirma isso não se está reconhecendo apenas a popularidade da cultura japonesa no cenário mundial, o que se está reconhecendo é uma forma semelhante de consumir bens culturais (sejam eles um mangá, um animê ou um filme da Marvel ou vídeo do Youtube).
No primeiro capítulo do livro, Hiroki apresenta o histórico da tribo otaku desde seu surgimento nos anos 70, até a mais recente onda então, impulsionada pela sucesso de Neon Genesis Evangelion nos anos 90. Ele afirma que os animadores a partir dos anos 70 dividiram-se entre Narrativistas (como Miyazaki e Takahata do Studio Ghibli) e Expressionistas (como Rintaro de Galaxy Express 99, Yoshiyuki Tomino de Mobile Suit Gundam), e que é neste segundo grupo que reside o coração da cultura otaku. Mais que isso, Hiroki deixa claro que as características fundamentais da animação japonesa surgiram nesse período como forma de adaptar os aspectos da animação americana para os recursos disponíveis nos estúdios japoneses.
Azuma constrói seu argumento sobre a noção de pós modernidade baseando-se nas ideias do francês Alexandre Kojève sobre animalização da sociedade, que Azuma apresenta como a mudança do “consumo por saciação do desejo” para o “consumo por saciação da necessidade”. Ele ainda desenvolve sobre a teoria do “Consumo de narrativas” de Otsuka, que basicamente aponta para o novo modo de interação com a ficção, em que não há mais uma busca de apropriar a “pequena narrativa” (contida na obra de ficção) para uma “grande narrativa” (da humanidade). Azuma vai além e apresenta o que ele chama de “consumo de banco de dados”. Seu principal argumento caracteriza uma estrutura binária na forma como otaku consomem narrativas: de uma lado kyara (ou simulacro) e do outro moe (banco de dados); sendo kyara (forma reduzida de character) uma eterna reapropriação e reprodução dos elementos que fazem parte deste grande banco de dados chamado moe. Em outras palavras, para Azuma, as narrativas otaku tem em seu núcleo uma concentração de dados apropriados desse estoque de elementos moe, ao redor dos quais as narrativas são construídas. E segundo seu modelo de consumo, o que o otaku busca, é na verdade, esses elementos moe.
Aí você pode pensar “Magina! O que nós buscamos na ficção são as narrativas.” OK, eu te faço uma pergunta, você não tem nenhum chaveiro ou botton ou figure ou wallpaper de um personagem que você gosta? Você nunca assistiu um animê por que ficou atraído, encantado ou curioso pelo design de um ou mais personagens? No meu caso, eu que sou uma pessoa que sempre tento extrair um significado mais profundo, interpretar as obras que leio, tentar colocar em um contexto social, olho ao meu redor e vejo uma prateleira de figures, uma quantidade absurda de chaveiros de animê, tento fugir, pego minha agenda e meu caderno de anotações, a primeira com capa do Pikachu, o segundo de Harry Potter. Mas como eu disse antes, Azuma em 2001 já parecia ciente que esse modelo de consumo não se resume ao fenômeno otaku, e é na verdade uma característica do pós modernismo. Mesmo pessoas que nunca assistiram um animê na vida, mas são cinéfilos ou viciados em séries ou ainda espectadores assíduos do youtube ou mesmo leitores estão também sujeitos a consumir suas ficções da mesma forma, como quem se alimenta para satisfazer sua fome e necessidade de nutrição, sem que busque na ficção por respostas para a grande narrativa do mundo, isso porque o mundo está armazenado nesse imenso banco de dados chamado internet e nós não conseguimos mais enxergar seu processo narrativo.
Não importa qual seja o seu hobby, dificilmente você consegue escapar desse modo de consumo, seja Haruhi ou Jojo, Homem de Ferro ou Batman, Felipe Neto ou Jout Jout, a mídia de entretenimento como conhecemos hoje existe dentro do modelo do banco de dados, e não leve a mal, Azuma não está condenando este modelo, como ele diz, seu objetivo é apenas “injetar um ar fresco” no assunto, de forma a gerar uma conscientização.