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Análise: com nome japonês e elenco coreano, dorama ‘Pachinko’ traz reflexões sobre identidade cultural

Tendo nome japonês, equipe coreana e produção americana, a série Pachinko conqusitou o prêmio de melhor produção estrangeira no Critics Choice Awards deste ano. Num recorte dos últimos anos, a Coreia do Sul seja em produção própria ou em coprodução, repete o feito com Minari em 2020 e Round 6 no ano passado.

Sucesso na literatura, Pachinko tem uma história forte em seu melodrama que aborda mulheres coreanas que migraram para Japão no período em que o país fazia parte de seu território. O nome que dá origem ao livro e à série vem do jogo de azar que surgiu na indústria japonesa, mas acabou migrando para as mãos dos coreanos que residiam no Japão, sendo até hoje em torno de 90% responsáveis pelos 16 mil pontos espalhados em todo território nipônico

Numa história que soa familiar a comunidade nipor-brasileira, a história de Pachinko bate na tecla que essas pessoas não se identificam nem como coreanas e muito menos japonesas. Ficando refém ao subterfúgio de uma sociedade japonesa que não deu voz a estrangeiros que residem em seu país.

Produção da Apple TV Plus, a série em sua primeira temporada, optou por uma narrativa que mistura momentos da história da família de Kim Sunja, mostrando tanto ela saindo da Coreia, como a história de seu neto nos anos de 1980 num Japão repleto de preconceitos.

Trazendo um elenco de peso com Kim Sunja sendo interpretada jovem por Kim Min-ha e em sua idade mais velha por Youn Yuh-jung (Minari). O galã das séries coreanas, Lee Min-ho, interpreta Koh Hansu, um coreano residente do Japão que acaba engravidando Kim Sunja fugindo do clichê que o ator talvez esteja tão acostumado.

O sucesso da produção foi tanto, que Pachinko não só foi premiado, como está garantindo uma segunda temporada que continuará abordar histórias ainda não exploradas do livro original.

Para fãs de Haru to Natsu da NHK, Pachinko tem muito em comum. Optando por legendas de cores diferentes para os idiomas japonês e coreano, a série seguiu um caminho que não só brilhou pela sua qualidade técnica, mas por sua ousadia ao trazer diferenças gráficas em inglês, coreano e japonês na tela.

Que a sorte esteja ao seu lado

Pachinko hoje em dia

Criado em 1920, as máquinas de pachinko foram construídas influenciadas num jogo chamado de korinto gēmu. Nascendo em Nagóia, o jogo se espalhou por todo o Japão na década de 1930, porém com a Segunda Guerra Mundial acabou sendo fechado, ressurgindo anos depois.

Criado como um jogo mecânico, Pachinko permaneceu igual até a década de 1980, quando foi atualizado se tornando eletrônico como conhecemos ele hoje em dia. No jogo você tem objetivo de obter três números/símbolos em uma fileira para ganhar um jackpot.

Em 1954, fabricantes japoneses desistem do Pachinko devido a casos de vícios de jogos, o que fez com que coreanos assumissem se mantendo na indústria até hoje.

Melodrama inteligente

Koh Hansu com a jovem Kim Sunja – Divulgação

A série dividida em 8 episódios, tem início na década de 1900, quando conhecemos a jovem Kim Sunja (Kim Min-ha) que é filha de um pescador e acaba conhecendo o misterioso Koh Hansu. Ele veio do Japão e controla a região devido a influência que o país tem com a Coreia naquela época.  Infelizmente Kim Sunja acaba engravidando e quando acredita que poderá se casar com ele, descobre que ele não só é casado, como sua noiva se encontra no Japão.

Desonrada e grávida, acaba que ela conhece o pastor Baek Isak (Noh Sang-Hyun) que se hospeda na casa de sua mãe e conhecendo a situação, acaba se casando com ela. Isso acaba fazendo com que ela seja obrigada a se mudar para o Japão,.

A história de Pachinko é focada na família de Kim Sunja, em que tem dois filhos, além de netos que continuam o seu legado. Trazendo valores e batendo de frente com uma sociedade que ignora os Zainichi Kankokujin (Coreanos residentes do Japão), Sunja mostra a luta árdua para manter a sua família de pé.

Pachinko opta por manter as duas narrativas simultâneas, em que parte se passa entre 1915 a 1938, enquanto a outra parte da história se passa em 1989.

Em 1989, temos o neto de Sunja, o Baek Saloman (Jin Ha) trabalhando numa empresa multinacional e sendo transferido para o Japão. Aqui, ele acaba tendo que negociar com uma senhora coreana a compra de um terreno, porém pensando nas palavras de sua avó, ele cancela a compra o que acarreta na sua demissão. Trazendo problemas da década de 1980, temos bolha financeira e imobiliária sendo explorada, mas também  AIDS e outros pontos que fazem Saloman questionam se ele realmente deseja ficar no Japão.

Não podemos deixar de citar que a história de Sunja não acaba aqui, porque ela finalmente consegue visitar a Coreia do Sul, revendo sua terra, costumes e também em busca de informações do túmulo de sua mãe. O se reencontro ao passado faz com que ela se esbarre com a situação que agora ela era uma estrangeira em seu país natal.

Pachinko brilha em sua história, mas o grande diferencial da série da Apple TV Plus foi em trazer a narrativa em diferentes tempos, dando oportunidade de diversos pontos da história da Sunja serem colocados lado a lado.

A série logicamente toca na ferida entre Coreia e Japão diversas vezes. Esse incômodo é intencional e está presente em produções sul coreanas, não sendo inédito e até comum.

A chance de se emocionar com a história de Kim Sunja é alta e os produtores ainda guardam uma série de entrevistas com diversas mulheres coreanas que vivem no Japão e que carregam histórias muito parecidas com a dela. Até o final de Pachinko, você terá que ter um lenço do seu lado, porque irá se emocionar e talvez se revoltar com a história delas.

Review: game ‘One Piece Odyssey’ compila 20 anos de mangá em formato dinâmico e emocionante

Quando se fala em jogos de animê e mangá, normalmente se tem um preconceito por serem jogos feitos em curto tempo e inferiores. A Bandai Namco tem investido em mudar esta percepção do público há mais de uma década e temos a série de jogos Naruto: Ultimate Ninja Storm como um ótimo exemplo deste trabalho.

A série One Piece também está bem representada nos jogos e temos quatro títulos da série One Piece: Pirate Warriors que são basicamente porradaria e estratégia de campo de batalha. Chamados pelos fãs pelo nome japonês Musou, este tipo de jogo não traz tanta história, focado apenas na porradaria e faz sucesso em uma série de animês, como Gundam e Hokuto no Ken.

Mas voltando a One Piece, faltava um jogo que traduziria tudo que o universo criado Eiichiro Oda fez nos últimos 25 anos. One Piece Odyssey (disponível para Playstation 4 e 5; XBox Series X e S; e PC via Steam) tem o papel não só de ser um bom jogo, mas representar mais de duas décadas do mangá em um RPG japonês com participações especiais e diálogos que emocionam fãs da série.

A história do jogo

Diferente dos outros jogos da série, One Piece Odyssey não adapta arcos clássicos e nem apresenta uma história original sem conexões com a obra original. Aqui, a história tem supervisão do Eiichiro Oda que também criou os personagens exclusivos para o jogo.

Em One Piece estamos acostumados com Luffy e os demais irem de ilha a ilha atrás do tesouro que da nome a série. No jogo temos uma nova ilha e a tripulação é separada com Luffy perdendo seu chapéu de palha.

Tendo navio destruído, Luffy terá que reencontrar seus parceiros de tripulação e descobrir os mistérios desta ilha. Durante a aventura, eles conhecem o explorador Adio Suerte que explica as regras de Waford e também sobre a estranha garota Lim que tem a habilidade tirar os poderes e memórias de seus oponentes transformando em cubos pelos ilha.

Além disso, reunindo os cubos pela ilha, Lim desperta uma região chamada Memoria, construído a partir de suas memórias. Nesta parte do jogo, One Piece Odyssey mexe com a nostalgia dos fãs ao recriar as ilhas de Arabasta Kingdom, Water 7, Enies Lobby, Marineford e Dressrosa, fazendo com que os personagens reencontrem amigos e familiares que podem não estar mais vivos nos dias atuais.

Um jogo que não é só pra fãs

Por mais que One Piece Odyssey mexe com a nostalgia, o jogo não é propriamente para fãs. Seguindo caminho clássico de um RPG japonês, o jogo traz toda uma mecânica que lembra jogos como Dragon Quest e Pokémon com personagens dando ataques e golpes num menu simples e efetivo. Tendo uma história que exista camadas para agradar fãs, One Piece Odyssey tem uma premissa simples que é fácil de entender mesmo sem conhecer a série. Trazendo um mapa aberto de exploração, o jogo oferece 9 personagens, utilizando pontos fortes para conseguir passar por áreas escondidas e obter itens secretos. Podendo utilizar braços longos do Luffy para chegar em plataformas altas, o estilingue do Usopp para pegar escondidos de difícil acesso e o Chopper para passar por áreas pequenas e estreitas.

Totalmente em português

A Bandai Namco tem investido em traduções para o português de seus jogos e One Piece Odyssey não é diferente. Trazendo um bom trabalho, a série tem legendas em português brasileiro bem inspiradas, durante todo o jogo.

Infelizmente o jogo não tem dublagem em português, mas não impede a diversão de jogar o jogo no nosso idioma com áudio em japonês ao fundo. Lembrando que todos os dubladores originais do animê estão presentes aqui no jogo, então você matará a nostalgia de ouvir vozes tão icônicas em japonês.

Vale à pena?

Produzido pelo estúdio ILCA com a Bandai Namco, a empresa trouxe um jogo que traz algumas influências de jogos antigos da produtora. Lembrando em especial Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age e Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl, a empresa trouxe uma jogabilidade fluída e natural ao mesmo tempo.

Fazendo um trabalho que merece continuação, torcemos que o estúdio siga passos da CyberConnect2 e produza outros jogos de One Piece Odyssey tornando uma série, igual a Naruto: Ultimate Ninja Storm.

*A equipe do Nippon Já jogou One Piece Odyssey para Playstation 5 enviado pela assessoria de imprensa da Bandai Namco.

Cultura pop japonesa vira referência para artistas durante o Carnaval

Lia Clark, Pablo Vittar e Pedro Sampaio foram alguns dos famosos que se vestiram de personagens de animê – Divulgação

O carnaval deste ano nunca esteve tão japonês, tudo por conta do protagonismo que a cultura pop teve em fantasias de alguns artistas populares. Para mostrarem criatividade, muitos nomes da mídia levaram referências de Street Fighter, Pokémon e Naruto tanto para os palcos e blocos, quanto para as redes sociais.

O grande destaque deste ano foi Pablo Vittar. A cantora não mediu esforços e fez uma maratona na hora de se se vestir: foi de Sakura (de Sakura Card Captor), passando por Sexy no Jutsu (Naruto) e até outros da cultura pop ocidental, como M3gan e Kitana (Mortal Kombat).

Além da Pablo Vittar, a também cantora Lia Clark trouxe o mundo pop japonês durante suas aparições. Teve fantasia de Chun-li (Street Fighter), uma versão livre do Vegeta (Dragon Ball Z) e Sindel (Mortal Kombat). Lia se apresentou nos shows com a cantora Pablo, realçando as escolhas de fantasias entre as duas cantoras.

Além delas, DJ Pedro Sampaio usou e abusou dos personagens da cultura pop para o carnaval. Vestiu-se de Sr. Incrível (Os incríveis), Bob Esponja, Brock (Pokémon), Sullivan (Monstros S.A), Minions e Meninas Malvadas. O artista, vale lembrar, também fez parte das apresentações de Pablo Vittar.

A cantora e dubladora Gloria Groove também levou a cultura pop para suas apresentações no carnaval. Se vestindo de Buzz Lightyear (Toy Story), Stich e Ranger Vermelho (Power Rangers / Zyuranger), a cantora se apresentou em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Trazendo apresentações com muita energia no palco, os cantores levaram a cultura pop para um lugar incomum, mas ao mesmo tempo tudo a ver com o cosplay e fantasias de carnaval.

No Anhembi, a consagração do primeiro samurai negro da história

Neste ano, a cultura japonesa esteve presente em duas escolas de carnaval de São Paulo. O Grêmio Recreativo Cultural Beneficente Escola de Samba Brinco da Marquesa, do Grupo de Acesso 2; e a Mocidade Alegre, do Grupo Especial e Campeã do Carnaval 2023 paulista, levaram a cultura japonesa de diferentes óticas para o sambódromo.

Enquanto Brinco da Marquesa trouxe o tema “Estação Japão-Liberdade. Do Afro ao Oriental” com a participação de 120 nikkeis Mocidade Alegre trazendo o samurai negro Yasuke e vencendo o carnaval de São Paulo.

Num período tão popular como carnaval, a cultura japonesa nunca esteve tão viva nas ruas do Brasil, seja em adereços, fantasias, carros alegóricos e na própria população.

Via instagram de Pablo Vittar, Gloria Groove, Pedro Sampaio e Lia Clark

Fundo de Investimento da Arábia Saudita compra mais ações da Nintendo

Escritório da Nintendo em Quioto - Divulgação

O Fundo de Investimento da Arábia Saudita administrado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman aumentou sua participação na empresa Nintendo chegando aos atuais 7,08%.

Comprando diversas ações de empresas de games nos últimos anos, o Fundo de Investimento da Arábia Saudita comprou as primeiras ações da Nintendo em maio de 2022 com 5,01%.

Em janeiro de 2023, o mesmo fundo aumentou sua participação para 6,07%. Passado um mês, a empresa investiu novamente, abocanhando 7,08%.

A Nintendo não sabia

Nintendo Store de Tóquio – Divulgação

Quando o fundo comprou as primeiras ações em 2022, a própria empresa japonesa não sabia que as ações haviam sido compradas pelo fundo administrado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Tal descoberta foi feita imprensa, o que surpreendeu a própria empresa.

Mas quem acredita que a Nintendo é a única empresa de games nos investimentos do Fundo de Investimento se engana, porque a empresa  em 2020 investiu 3 bilhões de dólares em ações da Activision Blizzard, Electronic Arts e Take-Two.

Em 2021, a empresa adquiriu 96% da também desenvolvedora japonesa SNK. A empresa é conhecida globalmente pelos jogos de luta: Fatal Fury, Metal Slug e King of Fighters.

Em fevereiro de 2022, a empresa investiu 1 bilhão de dólares nas empresas: Capcom e Nexon. Comprando equivalente a 5% de ações de cada uma das duas empresas. Lembrando que a Capcom também é japonesa, enquanto a Nexon é sul-coreana.

Posteriormente o fundo investiu na Nintendo, não sendo uma ação isolada por parte dela.

Trocando petróleo por jogos

Em setembro de 2022, o príncipe por meio da empresa Savvy Gaming Group anunciou que estaria investindo 13,3 bilhões de dólares no seguimento de jogos.

A ideia por parte desta estratégia é óbvia em tornar o fundo menos dependente do petróleo. Num mundo em que se caminha para o desvalorização do petróleo no longo prazo, eles estão se precavendo ao investir em outros seguimentos.

Porém, a indústria de jogos não está nada contente com os investimentos por parte do fundo por estar ligado a imagem do príncipe e da Arábia Saudita. Nos últimos anos, o país trouxe um histórico de violação de direitos humanos e temos a acusação de assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

Não sabemos o que irá acontecer no longo prazo, porém ao que tudo indica a indústria dos games será cada vez mais impactada pelos investimentos do príncipe e mudanças podem acontecer como um todo.

Via VGC

Japan House SP terá exposição no Pavilhão Japonês do Parque Ibirapuera em março

Pavilhão Japonês Créditos: Divulgação

A Japão House São Paulo numa parceria inédita com a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo está levando uma exposição inédita sobre a sua história para o Parque Ibirapuera, mais especificamente no Pavilhão Japonês.

Chamada de “Retrospectiva: 6 anos de Japan House São Paulo”, a exposição é resultado de uma parceria com a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, que administra o Pavilhão Japonês. A mostra apresentará um panorama da história da Japan House São Paulo desde a sua chegada à capital paulista em 2017.

Do que se trata a exposição

Numa história de seis anos, a exposição irá abordar por meio de fotos e textos, a ação que relembrará as 39 exposições que passaram pela instituição nipônica ao longo desses seis anos.

A cultura japonesa que esteve sempre presente no coração da Paulista estará representado na exposição com diferentes perspectivas artísticas, tecnológicas, educacionais, gastronômicas, entre outras.

“Estamos muito felizes com a parceria institucional com o Bunkyo e esta importante ação no Pavilhão Japonês, um lugar lindo e privilegiado em nossa cidade. Com esta exposição oferecemos a milhares de pessoas novas oportunidades de contato com a cultura japonesa e reforçamos nossos laços com diferentes pontos geográficos e comunidades da cidade, além da Liberdade ou da Avenida Paulista”, comenta Eric Klug, Presidente da Japan House São Paulo.

Para Renato Ishikawa, Presidente do Bunkyo, “esta parceria surge para coroar uma nova etapa do Pavilhão Japonês representada pelas obras de acessibilidade e que oferece uma cafeteria, loja, diversas atividades culturais, além da sua arquitetura bem característica. Agora, com esta exposição, os visitantes terão uma visão da diversidade e riqueza da cultura japonesa, aqui, dentro do Parque Ibirapuera”.

O Pavilhão Japonês inspirou a Japan House São Paulo

Um dado muito interessante na história da cultura japonesa no Brasil é que está parceria inédita revela outras histórias entre os dois endereços. O Pavilhão Japonês foi a peça-chave para a construção da Japan House São Paulo.

O Pavilhão Japonês tem em sua história a origem de ter sido construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, sendo doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação.

E é esta inspiração veio representada na imponente fachada de 36 metros de largura e 11 de altura que marca a Avenida Paulista surgiu após a visita de Kengo Kuma – responsável pelo projeto arquitetônico da instituição junto com o escritório brasileiro FGMF – ao Pavilhão Japonês em sua primeira visita ao Brasil. Ambos os projetos foram construídos com madeira hinoki e técnicas de encaixe.

Desde sua inauguração até janeiro de 2023, a JHSP já recebeu mais de 2,7 milhões de visitantes. Dentre as mostras inesquecíveis que serão relembradas na exposição no Pavilhão Japonês estão Kengo Kuma – Eterno Efêmero, sobre o trabalho do consagrado arquiteto japonês Kengo Kuma; O fabuloso universo de Tomo Koizumi com as vestidos icônicos do designer de moda Tomo Koizumi; Parade – um pingo pingando, uma conta, um conto, exposição individual inédita da artista visual Yuko Mohri; Equilíbrio, instalação que trouxe uma representação do ciclo da água utilizando balões de acabamento holográfico de maneira lúdica; e [ím]pares, que ressaltou o senso estético japonês por meio do trabalho de cinco designers de joias. Além das exposições, será apresentado também um panorama das mais distintas atuações como Clube de Leitura, Ciclo de Mangá, Podcast JHSP, Caminhos Brasil Japão, entre outras iniciativas da instituição.  Desde 2021, a JHSP expandiu seu alcance geográfico com ações digitais e físicas em outros Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Pernambuco e países como Argentina e México, atingindo um público de 50 mil pessoas presencialmente e dois milhões digitalmente a cada mês.

Japan House São Paulo – Créditos: Rogério Cassimiro

Retrospectiva: 6 anos de Japan House São Paulo

Período: de 2 de março a 23 de abril de 2023

Local: Pavilhão Japonês – Av. Pedro Álvares Cabral, s/ n°, portão 10 – Parque Ibirapuera

Horários: quinta a domingo, das 10h às 17h

Valores: adulto: R$ 15,00; estudante com carteirinha: R$ 7,00; idosos a partir de 60 anos: R$ 7,00; crianças de 5 a 12 anos: R$ 7,00; crianças até 4 anos: isento.

Entrada gratuita às quintas-feiras.

15ª Turma do Programa Básico de Orientação a Cuidadores de Pessoas Idosas terá inscrições está semana

A Comissão de Assistência Social da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo com o apoio da Fundação Kunito Miyasaka e do Hospital Japonês Santa Cruz anuncia as inscrições da 15ª Turma do Programa Básico de Orientação a Cuidadores de Pessoas Idosas. O curso oferece conhecimentos básicos para cuidar do idoso e praticar o auto cuidado através de informações técnicas e conteúdos para a melhoria da qualidade de vida dos idosos.

Para realizar as inscrições, você deverá ficar atento, porque elas estarão disponíveis para serem realizadas a partir das 9h do dia 16 de fevereiro (quinta-feira) até as 17h do dia 17 de fevereiro de 2023 (sexta-feira). Elas estarão disponíveis somente pela internet, através do formulário no link: https://forms.gle/YgDRNrLYX6yWMwrK8

Para se inscrever no curso, os requisitos são: ter concluído no mínimo o Fundamental Completo e ser maior que 18 anos, além de ter um e-mail válido e acesso à internet, no caso das aulas serem online.

As aulas deverão envolver especialistas de diferentes disciplinas abordando temas relacionados ao envelhecimento: geriatria, psicologia, nutrição, higiene e cuidado com os alimentos, educação física, odontogeriatria, fisioterapia, enfermagem, serviço social, terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outras.

O Programa Básico de Orientação a Cuidadores de Pessoas Idosas – 15ª Turma – 2023 é uma atividade gratuita e oferece 95 vagas (ressaltamos que em caso de desistência, a vaga será repassada ao próximo da lista de espera). Realizado pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo com o apoio da Fundação Kunito Miyasaka e do Hospital Japonês Santa Cruz.

O programa se inicia no dia 2 de março de 2023 e se estende até 6 de julho de 2023 e será realizado uma vez por semana, toda quinta-feira, das 13h30 às 16h30, através de aula online. Previsão de 3 aulas presenciais, que serão realizadas no Bunkyo – Rua São Joaquim, 381, 3º andar – Liberdade (Próx. Ao Metrô São Joaquim) São Paulo.


Programa Básico de Orientação a Cuidadores de Pessoas Idosas – 15ª Turma 2023 – Online | Inscrições e Curso Gratuito
Inscrições: dias 16 e 17 de fevereiro de 2023
Link (inscrições somente online): https://forms.gle/YgDRNrLYX6yWMwrK8
Período: curso de 2 de março a 6 de julho de 2023
Quando: toda quinta-feira, das 13h30 às 16h30
Formato: online pelo zoom, é necessário ter conexão com internet; previsão de 3 aulas presenciais no Bunkyo – R. São Joaquim, 381 – Liberdade – SP
Informações: relacionamento@bunkyo.org.br

Fundaçāo Japāo prorroga inscrições do 1º Concurso de Anime Song Dance no Brasil

A Fundaçāo Japāo está promovendo o 1º Concurso de Anime Song Dance no Brasil, uma competição de dança freestyle, com base em músicas de Animê. O evento será realizado no dia 18 de março, a partir das 16h, no Espaço Multiuso da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, em São Paulo.  As inscrições são gratuitas e foram prorrogadas até 20 de fevereiro.

A origem do Anime Song Dance

O movimento iniciado no Japāo, que busca mostrar que é possível dançar com a música de Anime. Incorporando elementos, como movimentos e poses que remetam ao tema do Anime, bem como a letra da música na dança, através de estilos de Street Dance como o Breaking, Locking, Popping, passa por estilos como Hip Hop (K-POP) e danças tradicionais e originais.

Para a inscrição

https://www.youtube.com/watch?v=0jYbFUcQ5rE Referência para concurso – Divulgação

O interessado deverá enviar um e-mail contendo informações necessárias descritas no regulamento disponível no portal oficial da FJSP. Os participantes selecionados na primeira etapa de avaliação por vídeo se apresentarão presencialmente no dia 18 de março, no Espaço Cultural Bunkyo, localizado no bairro da Liberdade. As apresentações em solo e em grupo serão avaliadas e premiadas em categorias separadas. Um dançarino poderá realizar a sua inscrição ao concurso apenas uma vez, não havendo possibilidade de participar em mais de uma categoria (solo e grupo). A divulgação da lista dos selecionados para a fase presencial será no dia 9 de março.

Regulamento do concurso: Link

Sobre REAL AKIBA BOYS

O Real Akiba Boyz (RAB), um grupo formado por 9 b-boys otaku representando o Akihabara (Embaixadores culturais de Akihabara, a cidade otaku do Japão). Especializado em performances de danças com músicas de animes (anisong), o grupo foi formado em 2006. Participou do programa de TV japonês “Star Draft Conference”, com vídeos de dança publicados no YouTube e Niconico Douga. Seu canal do YouTube conta com mais de 308 milhões de visualizações, com vídeos reproduzidos mais de 100 mil vezes em todo o mundo. O sonho do grupo é ter sua própria série de animes e se apresentar no “Nippon Budokan”.

Premiações

Categoria Grupo
1º lugar – R$ 2.000,00
2º lugar – R$ 1.000,00
3º lugar – R$ 500,00

Categoria Solo
1º lugar – R$ 500,00
2º lugar – R$ 300,00
3º lugar – R$ 100,00

1º Concurso de ANIME SONG DANCE

Prazo para inscrição prorrogado: 20 de fevereiro de 2023 (segunda)

Inscrição gratuita

Prazo para o envio dos vídeos para etapa de seleção: 20 de fevereiro de 2023 (segunda)

Divulgação dos selecionados para se apresentarem no evento presencial: 9 de março de 2023 (quinta)

Data do evento: 18 de março de 2023 (sábado)  às 16h

Local do evento: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo – Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – São Paulo – SP (próximo do metrô São Joaquim – Linha Azul)

Realização:
Fundação Japão em São Paulo

Apoio:
Comissão de Jovens do Bunkyo
Identidade Hip Hop
K.Ö. Entertainment
NihonGO
Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo

Bunkyo Cinema exibe Summer Blooms gratuitamente

Todos os meses, o Bunkyo Cinema acontece no Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social gratuitamente numa parceria com a Fundação Japão e a Comissão de Incremento Social do Bunkyo. O Bunkyo Cinema exibirá o filme Summer Blooms do diretor Ryutaro Nakagawa no dia primeiro de março.

Sobre o filme

Hatsumi Takimoto de 27 anos perdeu seu namorado há três anos. Depois de deixar seu trabalho como professora de música, ela leva uma vida tranquila, mas com a chegada de uma carta perdida do seu namorado falecido, acaba com o sossego dela.

Um encontro com um ex-aluno, uma confissão inesperada de um jovem que trabalha em uma fábrica de tingimento, um pequeno segredo que Hatsumi guarda no seu coração.

Acompanhamos os dias da Hatsumi à medida que ela consegue ir se livrando da sensação de perda.

Mini Bazar (Flea Market)

Junto do Bunkyo Cinema, a comissão da Biblioteca realiza o Mini Bazar onde se pode adquirir produtos diversos, como artesanato, alimentos, livros, roupas e objetos novos e usados.

Summer Blooms (Shigatsu no nagai yume)

Direção: Ryutaro Nakagawa

Ano de Produção: 2017

Duração: 93 minutos

Gênero: Drama / Romance

Elenco: Fumiko Aoyagi, Aki Asakura e Ryunosuke Azuma.

Quando: 1 de março de 2023 (quarta-feira), às 13h

Local: Grande Auditório do Bunkyo
Rua São Joaquim, 381, Liberdade, São Paulo-SP

Entrada Franca* (por ordem de chegada – 1000 lugares)

Informações: (11) 3208-1755 | www.bunkyo.org.br | www.fjsp.org.br

USP e Consulado do Japão realizam debates sobre língua, cultura e mangás pelo Youtube

O Centro de Estudos Japoneses da USP e o Consulado Geral do Japão em São Paulo promovem dois dias de debates culturais sobre aspectos culturais do mangá, e também sobre línguas japonesas e culturas em contato. Saiba mais sobre as palestras em nossa matéria anterior.

Ambos os debates trazem inúmeros palestrantes para seus respectivos dias, além de mediadores para discussão sobre os temas de cada noite. Começando às 21 horas no Brasil, as palestras são totalmente online, dando a opção ao público a ter um certificado sobre os estudos a serem debatidos.

No dia 07 de fevereiro acontece o “Mangá e desdobramentos em pesquisas”, enquanto no dia 08 de fevereiro será realizado “Estudos da Diáspora Nipo-brasileira: línguas e culturas em contato”. As inscrições para ambos os debates podem ser feitas em um único formulário online.

DIA 01: Mangá e desdobramentos em pesquisas

Data de realização: BRASIL 07 de fevereiro às 21h; JAPÃO 08 de fevereiro às 9h

Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=vrA5fU2Gktg

DIA 02: Estudos da Diáspora Nipo-brasileira: línguas e culturas em contato

Data de realização: BRASIL 08 de fevereiro às 21h; JAPÃO 09 de fevereiro às 9h

Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=FBRT6qLAJjc

Organização: Centro de Estudos Japoneses da USP | Programa de Pós-graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da USP

Coorganização: Consulado Geral do Japão em São Paulo

Coordenação: Leiko Matsubara Morales

Atriz explica o porquê Luffy usa tênis na série One Piece da Netflix

Semana passada tivemos as primeiras imagens de One Piece em Live Action e uma polêmica se surgiu em torno dos pés do protagonista, Luffy. Utilizando tênis ao invés de sandálias, pessoas do mundo inteiro questionaram o porquê a produção da Netflix tenha alterado tal detalhe do personagem.

A resposta veio através de stories da atriz Emily Rudd que interpreta a Nami na série. Ela explicou que por motivos de segurança, não existia como o ator Inãki Godoy utilizar calçados da série, por isso foi adaptado para o par de tênis. Repleto de acrobacias e com os atores atuando quase na maioria das cenas, era importante dar segurança a eles, além de o ator Inãki Godoy ter tantas cenas iguais aos seus parceiros de cena, então foi a melhor solução ali encontrada.

“Todos nós fizemos o máximo que era permitido pelos dublês do trabalho, muito que poderia ser feito por eles (dublês), fizemos nós mesmos (quando não o fizemos, foi devido à nossa segurança, e aí os incríveis e bravos dublês entravam no lugar).
Sandálias não são os calçados seguros para fazer acrobacias, e não queríamos de jeito nenhum que vocês perdessem o trabalho incrível que Inaki Godoy pode fazer e realmente fez”.

Emily Rudd
One Piece Live Action / One Piece animê – Divulgação

One Piece está sendo adaptado pela Tomorrow Studios com a Netflix, sendo que o produtor Matt Owens (de Agendas da SHIELD e Luke Cage) trabalhou constantemente com Eiichiro Oda.

Texto feito originalmente para o Nippon Já

Atriz explica o porquê Luffy usa tênis na série One Piece da Netflix

Semana passada tivemos as primeiras imagens de One Piece em Live Action e uma polêmica se surgiu em torno dos pés do protagonista, Luffy. Utilizando tênis ao invés de sandálias, pessoas do mundo inteiro questionaram o porquê a produção da Netflix tenha alterado tal detalhe do personagem.

A resposta veio através de stories da atriz Emily Rudd que interpreta a Nami na série. Ela explicou que por motivos de segurança, não existia como o ator Inãki Godoy utilizar calçados da série, por isso foi adaptado para o par de tênis. Repleto de acrobacias e com os atores atuando quase na maioria das cenas, era importante dar segurança a eles, além de o ator Inãki Godoy ter tantas cenas iguais aos seus parceiros de cena, então foi a melhor solução ali encontrada.

“Todos nós fizemos o máximo que era permitido pelos dublês do trabalho, muito que poderia ser feito por eles (dublês), fizemos nós mesmos (quando não o fizemos, foi devido à nossa segurança, e aí os incríveis e bravos dublês entravam no lugar).
Sandálias não são os calçados seguros para fazer acrobacias, e não queríamos de jeito nenhum que vocês perdessem o trabalho incrível que Inaki Godoy pode fazer e realmente fez”. Emily Rudd

One Piece está sendo adaptado pela Tomorrow Studios com a Netflix, sendo que o produtor Matt Owens (de Agendas da SHIELD e Luke Cage) trabalhou constantemente com Eiichiro Oda.

One Piece Live Action / One Piece animê – Divulgação

O animê do One Piece pode ser assistido na Netflix, HBO Max, Crunchyroll, Claro Vídeo e seus filmes também estão no Prime Video. O mangá do One Piece é publicado no Brasil em dois formatos pela Panini Comics.

Ultraman ganha trailer da última temporada na Netflix

Em 2019, a Netflix lançou a primeira temporada do personagem Ultraman para mais de 200 países. Criado pela Tsuburaya Productions, a animação em computação gráfica do Ultraman é baseada no mangá original com roteiro de Eiichi Shimizu e arte de Tomohiro Shimoguchi.

Na história criada pela dupla, temos o filho de Shin Hayata (Ultraman), Shinjiro que descobre que tem poderes dos Ultras. Utilizando uma armadura inspirada na figura do Ultraman, Shinjiro se torna um herói com uma organização que carrega um tom que lembra Homens de Preto.

Na nova temporada, Shinjiro começa a ter pesadelos e percebe que não consegue mais manter suas habilidades sob controle e luta para contê-las. Seu poder está além de seu controle, a cidade é destruída e as pessoas são feridas. A sociedade começa a chamar Ultraman de “desastre da humanidade” e o herói se torna alvo de condenações. Shinjiro fica confuso neste caos que torna sua vida.

O diretor Kenji Kamiyama continua responsável pela adaptação animada e está acompanhado novamente pelo co-diretor Shinji Aramaki, que foi pioneiro na animação 3DCG no Japão e ganhou aclamação internacional por seus designs de gadgets mecânicos de CG e cenas de ação.

Novos personagens e novos dubladores

A nova temporada apresenta dois novos personagens que irão caçar de todas as formas o Shinjiro/ Ultraman. Conhecidos por Valcure e Mephisto, os personagens serão dublados por MAO e Koji Ishii.

Valcure – Atriz MAO – Divulgação

“Sou MAO e fui escolhida para fazer o papel de Valcure. Valcure é cativante, mas também sinto que ela é meiga. Estou feliz por poder interpretar um personagem tão interessante! Fiquem de olho em como ela impactará na história desta série e, claro, em seu estilo de combate único nas cenas de ação. Por favor, aguardem!!”

Comentário da MAO
Mephisto – Ator Koji Ishii – Divulgação

“Quem diria que eu atuaria na famosa série Ultraman! Como fã de Ultraman desde que foi ao ar pela primeira vez, não há honra maior do que esta. Eu gostaria de poder me gabar disso para o meu eu mais jovem. Este animê moderno parece mais real em sua representação do que a obra original. Peço que vocês assistam e vejam por si mesmo o quanto capturamos o sentimento original de medo que você experimentou quando criança.”

Comentário de Koji Ishii

Trazendo continuação dos fatos da série original de Ultraman criada em 1966, a série tem uma linha do tempo própria e ignora a cronologia de outras séries do universo do personagem.

A última temporada de Ultraman estreia em 2023, sendo que o mangá original se encontra com 19 volumes no Japão. Na adaptação animada, o diretor Kenji Kamiyama também foi responsável por Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, enquanto Shinji Aramaki foi responsável por APPLESEED.

Ultraman está disponível com dublagem e legendas em português.

Com informações da Tsubaraya Productions