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Vivendo no Japão #10: Vamos para Tokyo! (e Natal)

Olá Pessoal! Alguns devem ter notado a ausência de postagem essa semana, mas a maioria provavelmente não percebeu por motivos de NATAL!

Bem peço desculpas pelo atraso, mas foi por motivos de NATAL! xD

Na verdade, por incrível que pareça, justamente na semana do Natal eu tive mais aulas do que o comum, pois é, eu tive aulas o dia inteiro (das 10:30  às 18:00) tanto na véspera quanto no dia do Natal, uma espécie de curso intensivo sobre análise de filmes. E se vale a curiosidade, o dia 23 de Dezembro foi o único que não tive aula pois era feriado, aniversário do imperador. Por isso acabei ficando super atarefado, além de, na noite do dia 24 termos preparado uma pequena festa entre o nosso grupo de brasileiros intercambistas e amigos de diversos outros países. Deu um trabalhão, mas foi muito divertido preparar uma ceia natalina que não tinha cara de ceia, mas foi um jeito maravilhoso de passar o tempo com amigos que apesar dos poucos meses de convivência já são queridos.

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Pois bem, eu pretendia escrever sobre os costumes de Natal no Japão, como comer bolo de morango, frango do KFC, ou ter um encontro romântico com sua namorada ou namorado (ou game de simulação de encontros, ou travesseiro de personagem), mas eu não tive muito essas experiências, então não tenho muita coisa para falar. Acredito que em outros lugares você consegue achar essa informação mais detalhada. Só uma experiência que eu tinha ouvido falar, mas fiquei surpreso ao constatar o quão real era aquilo. Dizem que no Japão o clima de Natal se esvai já no dia 25, e acredite, é verdade. No final da tarde eu estava indo até a loja de conveniência aqui perto para comprar coisas pra nossa segunda festa (já que como bons brasileiros, tínhamos preparado o dobro de comida do que o necessário), e lá eles tinham acabado de retirar o letreiro luminoso escrito “Merry Christmas”. Outras decorações luminosas, como as de estações, pontos turísticos e nas ruas ainda devem permanecer por uns poucos dias.

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Esta postagem no entanto não é sobre o Natal, como vocês podem perceber pelo título. A verdade é que nesse exato momento estou correndo contra o tempo porque em poucas horas estarei embarcando para Tokyo (9:14 de segunda-feira). Vou passar uma semana lá visitando alguns pontos turísticos e bairros icônicos, além de é claro, passar por vários locais famosos em animês como Ikebukuro (Durarara!), Shibuya (Chaos;Head, e muitos outros, inclusive é onde tem a estátua do cão Hachiko), Odaiba (Digimon e a estátua do Gundam em tamanho real) e é claro Akihabara (nem preciso comentar né).

Além disso, vou passar o ano novo por lá, e nos próximos 3 dias, visitar o Comiket, o maior evento de mangá do mundo. Vou fazer uma cobertura de toda a viagem e trazer um compilado pra vocês aqui, mas quem quiser acompanhar em tempo real, sigam-me no Snapchat, que vou tentar, sempre que possível colocar vídeos e fotos, tanto dos rolês otaku, como de pontos turísticos, e com certeza, muito Comiket, cosplays e tals.10365574_1023083734419916_6443169850410602055_o

Então é isso, não deixem de me seguir também no instagram para fotos de Tokyo. E até a semana que vem!

PS. Nem preciso falar muito sobre minha obsessão da semana. O que dizer sobre uma estação que além do Pokémon Center, ainda tem uma loja de Evangelion? E se essa estação ainda tiver uma escadaria como essa?

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JWave #279 | Astronauta – Singularidade

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O JWave desta semana se despede de 2015 com Astronauta – Singularidade.

Danilo Beyruth já tinha aparecido no JWave com primeiro Astronauta – Magnetar, porém essa é a primeira vez que um título da MSP ganhava uma continuação. Quais os desafios dessa continuação? Será que o título Singularidade indica mais uma vez o isolamento do Astronauta? A obra repete a parceria com Cris Peter que repete as cores belíssimas em mais uma obra do MSP.

Juba, Seiji e Cabeça (ambos do Projeto X) falam tudo sobre a obra e comentam o que acharam dessa grande história lançada aqui no Brasil pela Panini Comics.

PARTICIPANTES


JWave #259: Bidu – Caminhos
Astronauta – Singularidade
Danilo Beyruth
Cris Peter
Bidu – Caminhos
Eduardo Damasceno
Luís Felipe Garrocho
Mauricio de Sousa
MSP 50
MSP+50
MSP Novos 50
Graphic MSP
Astronauta – Magnetar
Turma da Mônica – Laços
Chico Bento – Pavor Espaciar
Astronauta – Singularidade

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Ouça também

JWave #229: Astronauta: Magnetar

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JWave #233: Turma da Mônica – Laços

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JWave #247: Chico Bento – Pavor Espaciar

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JWave #251: Piteco – Ingá

JWave Capa  258 Post site

JWave #259: Bidu – Caminhos

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Review | Maurici80

JQuadrinhos POST 2016 19

No ano de aniversário do mestre Mauricio de Sousa, quem saiu ganhando  fomos nós, fãs de sua obra. Publicações como a republicação dos seus primeiros gibis e livros, da biografia em quadrinhos com uma nova roupagem e extras, mais Graphics MSP de tirar o fôlego, um estande lindo na CCXP e o anúncio irado de um filme live-action baseado na Graphic Laços, dos irmãos Cafaggi.

Como se não fosse suficiente, nos deparamos na CCXP com “Maurici80”, uma história incrível que você vê mais detalhes aqui.

A história

Tudo começa com Mauricio mostrando ao leitor de onde vêm as ideias: de seu universo, perdão, seu “Moniverso”, cheio de planetas paralelos representando cada pedaço de sua criação. Antes de se arrumar para sua festa de aniversário, ele resolve usar seu lápis mágico e nos mostrar como tudo começou.

A partir daí, somos transportados à vários momentos da vida de Mauricio, nos quais ele é apresentado aos gênios da inspiração; ainda criancinha, conhece a Fada da Fantasia, que lhe concede o lápis mágico e também desperta nele a curiosidade e a tendência para a “arte” nos dois sentidos.

Passando de forma deliciosa pela sua infância (com direito a um reencontro emocionante), Mauricio pula para seus 14 anos e conhece o segundo gênio, o da Aventura, que lhe mostra o caminho para criar histórias épicas, que passam pelos universos pré-históricos e pela Mata.

Ao pular para os seus 19 anos e retornar à sua época de repórter policial, Mauricio conhece a turma assombrada e o gênio do Terror, que o inspira de um jeito bem particular. Daí, passamos para a São Paulo do IV Centenário, onde somos apresentados ao gênio da Ficção que lhe dá ideias com um certo Astronauta num traje redondinho.

Com um empurrãozinho do novo amigo, Mauricio dá um salto 20 anos no futuro caindo nos divertidos anos 70. Lá, a gênia da Juventude o apresenta aos seus personagens adolescentes e depois dessa viagem ela o deixa sob a custódia do gênio da Inspiração Filosófica, que já sabemos ser responsável por histórias incríveis ao longo desses anos.

De volta à realidade e consciente de seus guardiões inspiradores, Mauricio está pronto para sua festa, mas não sem antes nos mostrar uma vez mais o porquê de ser o Mauricio a quem tanto admiramos.

Opinião

Diferente da Biografia em Quadrinhos, na qual os personagens revisitam a carreira de seu criador, em Maurici80, o próprio Mauricio nos apresenta ao seu passado, presente e futuro.

A história é algo fantástico, que te transporta tranquilamente para o Moniverso: referências, reencontros, homenagens, tudo representado de uma maneira que velhos e novos leitores, adultos e crianças, fãs ou não do trabalho de Mauricio possam entender e apreciar. É o poder do roteiro fantástico do veterano Flavio Soares de Jesus, que só nos surpreende e mima a cada edição especial.

Especiais assim não tem nem o que pensar: são itens obrigatórios na estante e ser relido sempre que puder, especialmente naqueles momentos em que esquecemos que os sonhos são o combustível da nossa vida. Imperdível.

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JBook Review #10: A Bela e a Adormecida

JBook Post 2016 09

Você conhece a série da Vertigo “Fábulas” e a série de megassucesso Once Upon a Time, certo? Ambas têm como tema as histórias que a gente conhece desde criança, só que de um outro jeitinho.

O livro do qual vamos falar hoje é algo assim: se você gosta de ouvir as histórias de sempre em uma outra visão, mas sem perder seu charme, não pode perder esta resenha. Então, era uma vez…

A história

A jovem rainha de um certo reinado irá se casar. Os anões, que têm por ela um grande carinho, estão à procura de um presente digno dela, afinal, é uma ocasião muito especial.

Descansando de suas andanças, chegam a uma estalagem onde ouvem uma história sinistra: há cerca de oitenta anos, uma magia perpetrada por uma bruxa muito má fez com que uma jovem princesa caísse em um sono profundo, assim como todo o seu reino. Valorosos guerreiros, príncipes (e princesas, porque não) dentre outras pessoas corajosas tentaram em vão chegar ao castelo para despertá-la, porém os espinhos que cresceram em volta de todo o reino deram cabo de todos eles.

Os anões não entendem o porquê de uma história tão antiga vir à tona agora, porém tudo fica claro quando descobrem que o sono encantado está “andando”, já tendo tomado outros povoados. Sem demora, eles apertam o passo para avisar à bela rainha, que fica muito interessada na história e quer verificar pessoalmente; além de querer proteger seu povo, também quer tentar ela mesma pôr fim à maldição, afinal, também foi prisioneira de um sono das trevas por um ano.

Sendo assim, ela adia o casamento para daí a alguns dias e parte com os anões em busca do castelo. Depois de muitas armadilhas e muitas constatações, o grupo chega ao seu destino e a rainha perceberá que a natureza daquele sono e a velhinha que lá está não são bem o que todo mundo pensa.

Os autores

Neil Gaiman dispensa apresentações. Autor de Sandman (uma das obras mais fodásticas de todos os tempos), este nobre cavalheiro inglês acumula sucessos (e muitos prêmios, diga-se de passagem) como Coraline, Lugar Nenhum, Deuses Americanos, Stardust entre outros.

Chris Riddell, ilustrador deste livro, também é um famoso cartunista político. Já ganhou prêmios como o Costa Children’s Book Awards e atualmente trabalha para o jornal Observer, entre outros projetos de sucesso.

Opinião

Como fã de carteirinha de Gaiman, é difícil falar algo que não pareça “puxar sardinha”, mas achei incrível o crossover entre Branca de Neve e A Bela Adormecida em sua visão. Em nenhum momento ele nomeia os personagens, mas mesmo a seu modo todos os elementos estão lá. A Branca de Neve de Gaiman é uma rainha sábia e astuta, não sendo apenas um rostinho bonito. Sua Bela Adormecida é uma diva e é só o que posso dizer pra não estragar a surpresa de ninguém.

As ilustrações de Riddell são lindas, cada uma digna de moldura. Mesmo em preto e branco e com traços sem salamaleques, elas chamam muito a atenção e complementam perfeitamente a trama de Gaiman (que é um sortudo por trabalhar com tantos ilustradores maravilhosos).

Se tudo isso ainda não for motivo suficiente, a editora Rocco fez uma edição brasileira linda, com uma sobrecapa transparente de respeito.

Com tudo isso, pra quem ainda não escolheu seu presente de Natal ou quer presentear alguém querido, é uma dica a se considerar. Vale muito a pena.

Review | Dois Irmãos

JQuadrinhos POST 2016 18

As mães afirmam que não fazem distinção de nenhum de seus filhos, que os amam por igual, que não existe favoritismo. Que existe amor, ninguém questiona, mas o favoritismo… nem sempre é fácil acreditar na inexistência dele. Dois Irmãos, dos gêmeos Moon e Bá, é uma obra que explora a relação entre dois irmãos fadada à incompreensão desde cedo. Culpa do amor exacerbado de uma mãe devotada? Culpa do excesso de rigor de um pai amargurado? Ou apenas… ciúme? Vamos descobrir nas próximas linhas.

A história

Manaus, um ano antes da Segunda Guerra Mundial. Yaqub, o filho mais velho, retorna para sua casa depois de 5 anos vivendo no Líbano, para onde seu pai o enviou depois de um desagradável incidente com o outro filho, Omar. O reencontro com sua família e com as paisagens de sua infância o fazem recordar do passado.

Aos 13 anos, tudo o que Yaqub queria era participar do baile de Carnaval e esperou ansioso pelo momento em que, pela primeira vez, poderia desfrutar da festa junto com os adultos e aproveitar para ficar junto de Lívia, a menina de quem gostava. Solicitado por sua mãe para levar sua irmãzinha para casa, ao voltar para o baile viu Lívia beijando seu irmão gêmeo, o Caçula Omar.

Passadas algumas semanas, na matinê de “cinema em casa” proporcionada por uma família amiga, Yaqub finalmente consegue realizar seu sonho e beija seu amor no escuro da sala, porém a que preço; o Caçula golpeia seu rosto com um caco de vidro e deixa uma cicatriz indelével não só em sua face, como também em seu coração.

Para evitar o pior, o pai dos dois, Halim, manda o filho para viver com parentes distantes em uma aldeia do Líbano. Longe do irmão mais velho, Omar vive como filho único, tendo como fiel defensora sua mãe, Zara, que parece não entender o quanto suas atitudes afetam a todos na família.

De volta ao presente, Yaqub pouco ficou com os pais. Estudou, superou suas deficiências no idioma, formou-se e partiu para São Paulo, onde prosperou e casou. Omar, pelo contrário, continuou como o bon-vivant que sempre foi, sufocado pela incapacidade de terminar algo que começou e pelo ciúmes da mãe e da irmã.

Desde então, toda vez que o caminho desses dois se cruzar, sempre virá à tona a rixa da infância. Poderão os dois superar tudo isso e ser apenas irmãos, não rivais? Zara conseguirá tratar ambos como filhos, não como posse? E Halim, o que fará para que sua vida volte a ter o mesmo encanto de quando se casou com o amor de sua vida? Convido vocês a buscar as respostas lendo a história.

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Os autores e sua obra

Fábio Moon e Gabriel Bá são muito conhecidos do público brasileiro. Começaram em 1997 com o fanzine 10 Pãezinhos e desde então não pararam mais, conquistando reconhecimento nacional e internacional, inclusive publicando tiras no jornal Folha de São Paulo. Antes de Dois Irmãos, Moon e Bá publicaram pelo selo Vertigo Daytripper (publicado no Brasil pela Panini) e ganharam vários prêmios, dentre eles o Eisner.

Dois Irmãos é baseado no livro homônimo de Milton Hatoum, vencedor do Jabuti do ano 2000 e traduzido para oito idiomas.

Opinião

A história de Dois Irmãos é algo instigante de se acompanhar. Ao mesmo tempo em que você tem vontade de falar umas boas verdades para metade dos personagens, você quer acompanhar até o último momento até onde tudo aquilo vai chegar.

A narração deixada por conta de Nael, filho da empregada Domingas que está na casa desde sua tenra idade, dá um quê de familiaridade à obra.

O traço característico dos irmãos faz com que os personagens pulem do livro, ganhando vida própria e instigando o leitor a desvendar seus pensamentos, especialmente Zara e seu olhar que, com certeza, lê nossas mentes.

Mais uma vez os irmãos acertaram, adaptando uma obra da literatura brasileira como só eles poderiam. Mais uma edição digna de nossas estantes.

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Review | Bear #1

JQuadrinhos POST 2016 17

Uma garotinha tão fofa que dá vontade de morder e um urso que dá vontade de abraçar apertado e não largar nunca mais. Esses são os protagonistas de Bear, história de autoria de Bianca Pinheiro, que começou como webcomic e já conta com dois volumes publicados pela editora Nemo. E que a busca comece!

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A história

Raven, uma garotinha alegre, graciosa e bem esperta, está procurando seus pais. De forma inusitada e, porque não, intrépida, ela vai parar em uma caverna, habitada pelo urso Dimas.

Após uma breve conversa, a menina passa a contar com a ajuda do urso para procurar seus pais, munidos de um retrato falado muito fiel (e que se mexe!!!), de uma mochila cheia de guloseimas e daquela confiança mútua que só aquelas pessoas que têm amigos que são sua alma gêmea compreendem.

Em sua busca, os dois vão parar na Cidade das Charadas, um lugar onde todas as respostas são dadas por meio de… charadas. Após receber ajuda da capivara mais incrível dos quadrinhos e do oráculo (ninguém menos do que a autora da história), eles descobrem que para continuar a busca pelos pais de Raven e sair da cidade, é necessário responder à charada proposta pelo rei em pessoa. O problema é que a charada é tão difícil que já se tornou também uma condição para substituir até mesmo o rei. Se os dois conseguirão resolver a charada ou ficarão presos para sempre no local, só lendo para descobrir.

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A autora

Bianca Pinheiro é muito versátil. Carioca de nascença, mas residindo em Curitiba desde sempre, é formada em artes gráficas pela UTFPR e pós-graduada em histórias em quadrinhos pela faculdade Opet.

Além de Bear, Bianca também é autora do suspense Dora, co-autora de Meu Pai é um Homem da Montanha (parceria com Gregório Berti) e, no FIQ 2015, foi anunciada como autora da Graphic MSP solo da Mônica, emocionando o mestre Mauricio e a todos nós.

Opinião

Bear é aquele tipo de história que vai muito além do traço, do enredo e de todos os elementos dos quadrinhos.

Através das referências e da trama como um todo, é possível sentir o quanto Bianca ama fazer o que faz. A história é bem construída, dando aquela vontade doida de saber logo o que vai acontecer na sequência.

A amizade que nasce num instante entre Raven e Bear te lembra aquelas amizades que você nem pensava que poderia fazer um dia, mas hoje são peça fundamental em sua vida. Os personagens são únicos e o vilão (se é que podemos chamar de vilão), um show à parte.

Apesar de Bear sair com regularidade na internet, eu que serei analógica por toda a minha vida não vejo a hora de ter o terceiro volume em mãos. Só posso dizer que virei fã e mal posso esperar pra ver o que mais a Bianca vai nos mostrar.

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Review | Combo Rangers – Somos Humanos

JQuadrinhos POST 2016 16

Depois de um retorno triunfal em 2013, todos ficamos muito ansiosos para ver a próxima aventura dos guerreiros coloridos que protegem os sonhos e os sorrisos das crianças. É claro que Fábio Yabu conseguiu de novo, com o volume dois da trilogia dos Combo Rangers, “Somos Humanos”. O JWave te conta tudo, porque tá na hora do combo!

A história

Após terem derrotado os asseclas do Império Domao, os Combo Rangers tornaram-se celebridades. Por causa disso, o diretor Monte resolve instalar uma barreira para retirar os poderes dos alunos enquanto estiverem dentro da escola. Por algo que pode ser justificado como rebeldia juvenil, Fox ainda não voltou pra escola e parece não querer entender o porquê da insistência  dos adultos em utilizar os poderes com mais maturidade.

Enquanto nossos heróis estão tranquilos, Giluke traça uma estratégia terrível para roubar os poderes do Combo: ele pretende se infiltrar na escola e conviver com os garotos, apenas esperando para dar o bote. Mesmo sendo um plano maligno, ele pretende sair vitorioso sem derramamento de sangue, pois além de não apreciar a violência, tem uma queda pela combo yellow, Lisa (dêem uma olhada na página 28, é impagável!!).

Dando sequência ao seu plano, Giluke “desencaminha” o Homem-Reflexo, infiltra-se na escola e ajuda Deck na tomada dos braceletes dos Combo Rangers, bem como no sequestro do Poderoso Combo. Agora, sem poderes, sem saber em quem confiar e acreditando que perderam pessoas queridas na batalha, as crianças deverão enfrentar o inimigo e aprender não só uma lição de humanidade como também cultivar a humildade.

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Os autores

Fábio Yabu é velho conhecido dos fãs de quadrinhos nacionais. Ele já escreveu mais de 20 livros, mas seus trabalhos mais conhecidos são o Esquadrão dos Sonhos Combo Rangers e as Princesas do Mar. Atualmente, está se dedicando de corpo e alma a um projeto em Fortaleza.

Michel Borges iniciou sua carreira como colorista de Combo Rangers e, além deste projeto, também trabalha como ilustrador, colorista e como autor independente.

Opinião

Quando vi um gibi dos Combo Rangers pela primeira vez, não pude comprar porque estava me preparando para cursar minha faculdade. Eram tempos difíceis e qualquer economia ajudaria.

Anos depois, trabalhando em um sebo de gibis, encontrei algumas edições antigas. Como não tinham todas disponíveis, deixei passar mais uma vez, mas não sem folhear rapidamente antes. Achei o colorido impressionante e mais: além de ser quadrinho nacional, era inspirado nos tokusatsu que fizeram minha alegria na infância  (inclusive quase me deixaram sem os dentes da frente numa tentativa de ser a Google Pink, mas isso é outra história…). Entretanto, mais uma vez, deixei passar a oportunidade.

E então, veio o evento na Geek. Um amigo me emprestou seu exemplar (pra variar, minha conta bancária passava por um tenebroso inverno). Adorei a edição, me diverti com as incontáveis referências e fiquei ansiosa pelo próximo volume, que prometi a mim mesma que compraria.

Finalmente, o segundo volume chegou e em grande estilo. A história está ainda melhor, os dramas pessoais dos personagens ainda mais profundos e, mesmo com tudo isso, sinto que vem muito mais por aí. Mal posso esperar pra ver a conclusão dessa saga e… muitas outras oriundas dela.

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Review | Turma da Mônica Jovem #88

JQuadrinhos POST 2016 15

A Comic Con 2015 terminou (confesso que já estou sentindo saudades…), mas ainda estamos na hype do evento. Já que é assim, não podíamos deixar de falar da última edição da Turma da Mônica Jovem, a de número 88, que traz um título que diz tudo: Somos Todos Nerds.

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A história

Tudo começa num dia normal como outro. “Seu” Araújo, pai do Cascão, havia planejado o sábado perfeito: assistir à partida de futebol do Timão no estádio com o filho, mas… seus planos foram por água abaixo ao encontrar um bilhete da esposa dizendo que foi deixar as crianças no metrô. De forma nérdica e sagaz, ele descobre que o destino do filho é a Comic Con 2015 e é claro que não é uma “convenção de nerds” que vai impedir seu sábado perfeito.

Os objetivos da Turma

De volta à turminha, ao chegar ao local da convenção, enquanto Cascão tem objetivos até demais para concretizar (ilustrados numa inspiradíssima página pixelizada, pena que foi em preto e branco), os outros três já estão decididos: Mônica irá ao stand da editora Lemon Tree tentar pegar o autógrafo da autora de “Jogos Divergentes” (sacada ótima); Magali irá ao stand da Ulimited Toys Editions para comprar a “Lendária Melancia Bonitinha” (densetsu no suika kawaii) e o Cebola quer pegar o lançamento do jogo on line “Legends of Fantasy Online 4”. Nem é preciso dizer que, como em todo bom evento especializado eles acabam se separando por motivos alheios à sua vontade (quem nunca?) e aí será necessário muita paciência e, porque não, desprendimento, para conseguirem realizar tudo a contento.

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As referências

Durante a saga, nossos cérebros nerds são bombardeados com muitos táquions de referências de tudo quanto é jeito; seriados, filmes, quadrinhos e tudo o mais que ousemos imaginar. O mais legal é que nem tudo parte direto do Cascão, o personagem mais geek da versão jovem. Todo mundo colabora com uma pérola que até mesmo pessoas que não são fãs reconhecem facilmente, que vão desde o recente “o inverno está chegando” até o clássico dos clássicos “eu sou seu pai” (carinho especial pela referência à Lições, dos irmãos Cafaggi).

Além de tudo isso, o nosso querido Sidney Gusman faz uma participação mais do que especial no seu stand “Universo dos Gibis”, ajudando o pai do Cascão a entender que o fato de seu filho nem sempre escolher o mesmo programa que ele não quer dizer que estejam desconectados. A turma também dá um exemplo que pouquíssimas pessoas fariam: escolher o que deixaria seu amigo mais feliz ao invés do que o seu próprio. Isso realmente não tem preço.

Opinião

Confesso que deixei de comprar muitos números da Turma jovem porque fiquei um pouco chateada com alguns rumos que a trama tomou, mas esse volume me fez sentir como não me sentia há muito tempo. Apesar da Turma sempre dar lições de amizade e estar sempre unida nas outras edições, nesta em específico senti esperança de novo no Cebola e estou torcendo para que o Do Contra tire o time dele de campo, afinal, nerd como sou não posso deixar de shippar os dois sabichões mais amados dos quadrinhos. No mais, a história é muito divertida e cumpre seu objetivo de entreter e desafiar nossas memórias com louvor. Que venham os próximos eventos!

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Review | Gurren Lagann (Completo)

JMangá POST 2016 62

Há muitos e muitos anos, a humanidade foi obrigada a viver nos subterrâneos. Subir para a superfície significava a morte e, por isso, os poucos que se atreviam eram considerados rebeldes e nunca mais se ouvia falar deles… Até que um desmiolado acendeu uma chama num pacífico escavador e isso deu início à retomada da superfície. Estamos falando da adaptação para mangá de Kotaro Mori para Gurren Lagann, anime clássico idealizado pelo estúdio Gainax. A edição brasileira ficou por conta da editora Sampa e o décimo e último volume chegou às bancas e lojas especializadas neste dezembro. Agora, o JWave tem o prazer de contar a vocês tudo sobre essa obra divertida, afinal, quem vocês pensam que somos? 😉

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A história

Simon não conhece nada do mundo além da vila subterrânea onde nasceu e cresceu. Seu melhor amigo é Kamina, um rapaz que faz as vezes de irmão mais velho de todos e que alimenta o sonho de, um dia, reencontrar seu pai que prometeu esperá-lo na superfície.

Em uma das escavações para abrir caminhos para a vila expandir-se, Simon encontra uma mini broca, que instintivamente sente que é um tesouro que deve guardar com carinho. Além da broca, Simon também se depara com uma escultura estranha de rosto e, graças à essa descoberta, encontra Yoko, uma garota bonita (e claro, pra que usar roupa nessa vida) e boa de briga, que explica para Simon e Kamina que os humanos vivem nos subterrâneos por causa dos homens-fera, que comandam os Gamens, uma espécie de robô. Eles são liderados por Lord Genome, que insiste que a humanidade deve ficar exatamente onde está.

Além disso, Yoko explica que o tal rosto que o Simon encontrou também é um Gamen e este, por sua vez, sente que sua mini broca é a chave para controlá-lo. Kamina dá ao robô de Simon o nome de Lagann e rouba um do inimigo pra ele, mudando arbitrariamente o nome para Gurren. A junção dos dois forma o incrível e invencível Gurren Lagann, que tudo pode com a força de vontade dos dois amigos e a inabalável fé de Kamina em Simon.

Com a preciosa ajuda de Yoko, eles conseguem sair do subterrâneo e formam a Brigada Gurren, que ganha adeptos à cada dia graças ao infindável carisma de Kamina. Infelizmente, em uma batalha épica contra um inimigo honrado, Kamina morre e Simon é obrigado a evoluir, não só como combatente e piloto do Gurren Lagann, mas também como ser humano.

Depois de muita luta e da chegada de Nia, a filha abandonada pelo Lord Genome, a Brigada Gurren derrota todos os inimigos e faz com que a paz reine na superfície, permitindo também que a humanidade volte para o lugar onde pertence.

Sete anos se passam e um novo e derradeiro inimigo surge. Mais uma vez, Simon terá que comandar o Gurren Lagann para proteger não só seus amigos e as pessoas do planeta, como também para recuperar o sorriso da mulher que ama. E esse será o maior desafio que ele irá enfrentar.

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Opinião

Gurren Lagann é o shonen por excelência. A trama é basicamente inspirada nas “costas de um homem”, o que rende momentos que vão do humor mais caricato ao drama mais profundo.

Apesar de ser uma história com muitos personagens, todos eles têm seu papel definido na trama. Existem as garotas gostosas e boas de briga, os rapazes com a crença inabalável na amizade, os vilões que não são tão vilões assim, robôs legais pra caramba e batalhas cheias de nomes de golpes muito criativos.

A evolução do protagonista é visível, mas não só a dele. Todos os personagens do jeitinho que são fazem a Brigada Gurren serem o que ela é: um grupo de pessoas para os quais a palavra impossível não existe e que irão resolver os problemas sempre do mesmo jeito, ou seja, na base da porrada e confiando sempre suas costas uns aos outros.

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Agradecemos à editora Sampa que, gentilmente, nos enviou a coleção para análise.

Review | Zetsuen no Tempest (Completo)

JMangá POST 2016 61

Um mago é abandonado em uma ilha deserta… Mas no final tudo é perdoado e todos terminam felizes. Não, não é uma resenha sobre “A Tempestade” de William Shakespeare; vamos falar sobre o incrível Zetsuen no Tempest, mangá lançado pela JBC no começo deste ano e concluído de forma épica. Que a magia tenha início!

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A história

Hakaze Kusaribe é a princesa herdeira do clã Kusaribe, uma família cujos membros não necessariamente têm laços sanguíneos, mas são unidos pela magia: eles recebem a proteção da Árvore do Gênese, uma espécie de entidade que compartilha com o clã suas dádivas mágicas, desde que estes, por sua vez, ofereçam frutos da civilização como uma espécie de oferenda.

Por motivos alheios à sua vontade, Hakaze foi abandonada sozinha dentro de um barril em uma ilha deserta, sem frutos da civilização que a permitissem retornar para enfrentar o clã e reaver sua posição de poder. Como princesa do clã, Hakaze conta com uma “sorte dos diabos”, já que é a pessoa mais abençoada pelas dádivas da Árvore do Gênese. Sendo assim, ela lança uma mensagem na garrafa e aguarda pela resposta.

Ao mesmo tempo, o colegial Yoshino Takigawa está visitando o túmulo da família Fuwa. Nele dormem os pais e a irmã mais nova de seu melhor amigo Mahiro Fuwa, os três assassinados brutalmente num crime que, até o momento, estava longe de ser solucionado. O que Yoshino não poderia imaginar é que seria envolvido por Mahiro em uma complicada batalha para salvar a humanidade da destruição.

Os amigos se unem para ajudar Hakaze a sair da ilha, graças à astúcia de Yoshino e à frieza de Mahiro. O único porém é que Mahiro havia pedido à Hakaze que encontrasse o assassino de sua irmã em troca de sua ajuda, mas mesmo com todo o empenho do clã, nada foi encontrado. Isso significa que o assassino seria ninguém menos do que o mago do Apocalipse, o único que não poderia ser detectado pela magia do clã Kusaribe.

Diante disso, os garotos resolvem ajudar o clã a derrotar a Árvore do Apocalipse; Mahiro por querer vingar a morte da irmã e Yoshino apenas para entender, já que Aika Fuwa era sua namorada. Hakaze passa a nutrir sentimentos por Yoshino e, ao analisar friamente tudo o que se passou desde seu isolamento na ilha, passa a questionar se as ações da Árvore do Apocalipse realmente trarão a destruição.

O que parece um enredo simples torna-se uma trama intrincada, com personagens incríveis que possuem motivações bem humanas. A cada volume que passa, fica mais evidente a identidade do assassino de Aika e que tudo não passa de um sofisticado quebra-cabeça para resolver uma charada: a morte de Aika foi necessária para que a humanidade passasse por uma espécie de teste ou tudo não passou apenas de uma coincidência infeliz?

As respostas para esses questionamentos vêm da forma mais épica possível, com direito a viagem ao passado e tudo o mais. A conclusão da saga acontece no volume 9, mas o décimo volume pode ser considerado como o “Grand Finale”, pois fecha tudo de forma plausível e satisfaz perfeitamente os fãs, pois não deixa pontas soltas.

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Opinião

Não acho que Zetsuen no Tempest foi tão baseado assim na Tempestade de Shakespeare; tenho a impressão de que o autor fez apenas um esboço “de leve” na obra e desenvolveu a mesma do jeito que sentiu que deveria. A obra está recheada de citações que combinam perfeitamente com o clima da trama e, em vários momentos, dá a impressão de que tudo vai terminar em tragédia.

Longe disso. Kyo Shirodaira faz com que os personagens dancem de forma magistral no palco que lhes concedeu e vai além: cria soluções para os mistérios impostos durante a história que, apesar de desconfiarmos da verdade através de algumas dicas escondidas de forma engenhosa, nos fazem pensar que jamais teríamos pensado que seria daquela forma.

O traço de Ren Saizaki não fica atrás, dando aos personagens o visual que corresponde exatamente às suas personalidades. As páginas transbordam magia e, em mais de uma cena, você consegue ler tudo o que passa pela mente dos personagens só de olhar sua expressão.

Zetsuen no Tempest foi uma grata supresa no meio dessa avalanche de lancamentos da JBC em 2015. A obra tem tudo o que a gente curte ver numa história e é daquelas que sempre dá vontades de reler. Gostaria que mais obras desse naipe pintassem por aqui, seria muito bom.

Review | Dawn – Tsumetai Te

JMangá POST 2016 60

Takashi Nagasawa é um colegial inocente e tímido, que faz parte do clube de biologia da escola por osmose e tem uma paixão secreta por uma colega, Kyoko Shirai. Esse seria o plot de uma comédia romântica escolar com uma leve pitada de drama, não fosse pelo fato de que Nagasawa é mordido por uma criatura estranha e ganha poderes um tanto… incomuns. Se você curte histórias de amor adolescente com um pouquinho de zumbis de enfeite, delicie-se com Dawn – Tsumetai Te, mais uma coleção concluída  com louvor pela Nova Sampa, num total de seis volumes e a quem aproveitamos para agradecer por ter enviado a coleção para análise.

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A história

Nosso protagonista, Takashi Nagasawa, é um colegial tranquilo. Amigo de todos, membro do clube de biologia e desligado de um jeito bem charmoso, gosta de uma menina mas não tem coragem de se declarar porque a ouviu dizer que não “gosta tanto assim de pessoas altas”.

Indo embora para casa num dia em que já havia sido mordido por um ratinho no clube, Nagasawa se depara com um veículo que parece ter sofrido um acidente. Pensando em ajudar a vítima, ele se aproxima e acaba levando uma mordida de uma criatura que se parece com um rato em má-formação.

O que parecia ser algo corriqueiro rende a Nagasawa uma internação. Um médico misterioso que nem ao menos se identifica direito dá poucas explicações; o garoto foi infectado por um nightshift, uma espécie de “doença” transmitida por uma criatura geneticamente modificada e que entra em atividade no período que compreende do pôr do sol ao amanhecer.

Para não sucumbir diante dos sintomas, Nagasawa precisa fazer um tratamento a base de remédios específicos; para continuar recebendo as doses necessárias, ele deve ajudar o doutor a eliminar todos aqueles que foram infectados pelo nightshift, mas tomando todo cuidado para não ser descoberto e não se deixar dominar pela doença.

Ao longo da saga, além da ajuda meio de má vontade e cheia de segundas intenções do doutor, Nagasawa continua frequentando a escola para não fugir da normalidade que conhece. Aos poucos, vai recebendo apoio de outros envolvidos com a “doença” e até mesmo de sua amada, Kyoko Shirai. Ela não irá descansar enquanto não entender o porquê de Nagasawa ter que passar por tanto sofrimento sozinho e descobrir de onde saiu essa doença estranha. De forma desajeitada, ela vai aceitando os sentimentos de Nagasawa e, sem perceber, protege o coração do garoto, que fará de tudo para que nada de mal aconteça à sua amada, nem que tenha que caminhar por rios de sangue para isso.

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Opinião

Dawn não prima por uma história “original”. Assim como Witchblade, Blood + e Variante, o protagonista se vê às voltas com algo que não consegue explicar mas que é obrigado a conviver para poder sobreviver. Os personagens são carismáticos, mas algumas saídas do autor Shinshu Ueda são um tanto quanto esquisitas, como a maioria dos estudantes do colégio onde Nagasawa e Shirai estudam também estarem infectados sem nenhuma explicação plausível.

A história do doutor também foi contada de forma apressada, fazendo com que o leitor não entenda o porquê de certos desdobramentos; Hirumaki, um personagem que aparece desde o começo e que tinha potencial para se tornar um trunfo contra o “inimigo”, foi super mal aproveitado. Apesar disso, o traço é bacana e as capas são bem chamativas, combinando bem com o clima do mangá.

A despeito desses pequenos detalhes, Dawn é um mangá que cumpre a função de entreter e, apesar de ter elementos de terror, rende  momentos divertidos, leves e de verdadeira fé na humanidade. Nagasawa é um protagonista eficiente e convincente, enquanto Shirai é a mocinha que deveria estar em muitas histórias, porque ela nunca deixa a desejar quando o bicho realmente está pegando.

No mais, o mangá é bem bacana e além de estar completo surpreendentemente tem um final feliz. Vale a pena conferir.

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Review | Gangsta.

JMangá POST 2016 56

Estavam com saudades de histórias envolvendo mafiosos, suspense, brigas de tirar o fôlego, além de um monte de perguntas que ainda não têm resposta, mas que nos incitam a formar teorias sobre teorias? Então Gangsta. é o mangá  certo para você. O título é mais um dos 900 (tá bom, 35 até o momento) lançamentos da JBC em 2015 e o primeiro volume dá uma boa ideia do que vem por aí.

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A história

No submundo da cidadezinha de Ergastulum, dois rapazes ganham a vida fazendo serviços dos quais aparentemente a polícia comum não dá conta. Para atender à esta estranha demanda, Nicolas Brown se vira muito bem com uma espada e Worick Arcangelo é um bom atirador (e gigolô nas horas vagas). Com habilidades afiadas até demais e ostentando o título de “faz-tudo”, eles cumprem tudo o que prometem mediante pagamento, honrando a alcunha dogtag.

Em um dos serviços de rotina, eles acabam salvando Alex Benedetto, uma prostituta que apanhava demais de seu cafetão e não tinha mais ânimo para resistir ao que o destino lhe impôs. Worick a coloca como secretária da agência faz-tudo e, além de atender ao telefone nas horas vagas, Alex ainda passa a acompanhá-los em alguns serviços e, em meio à convivência, entender um pouco mais sobre a rotina dos meninos e sua relação com a polícia, com a  vizinhança e com as famílias mafiosas da cidade, bem como o que significa ser um dogtag.

Através de alguns flashbacks e de conversas pescadas aqui e ali, aos poucos, a relação entre os rapazes é explorada: fragmentos do passado que dividem e que pode ilustrar melhor a relação dos dois e, sobretudo, quais as consequências de ser um dogtag.

E, pelo que já deu pra sentir, é apenas o começo. O primeiro volume de Gangsta abre a trama apresentando vários sub-plots ao leitor, deixando-o intrigado desde já e ansiando por respostas que, pelo visto, não virão de graça e muito menos de uma vez só.

Como o mangá está em andamento e o ritmo de produção do autor (ou seria autora?) é um pouco lento, para nossa tristeza a periodicidade do título é bimestral, alternando com Ultraman, outro mangá fora de série.

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Opinião

Gangsta. é daquele tipo de história que joga um monte de informação fragmentada em cima da gente logo de cara, o que te deixa preso à história, querendo sacar tudo antes mesmo do próprio autor.

O ritmo da trama é semelhante ao de seriados policiais de boa qualidade e você se afeiçoa aos personagens mesmo sem saber muito sobre eles. O traço é competente, compatível com o clima do mangá e a escolha da JBC para publicar em papel off-set foi muito bem vinda.

Só espero que o mangá continue saindo direitinho no Japão para que não tenhamos que amargar outra paralisação como a de Nana, pois boas histórias merecem conclusões à altura. Estou cruzando os dedos desde já!

Gangsta.