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Crítica | Okusama wa majo – Minha Esposa é uma Bruxa

O seriado A feiticeira como Jeannie é um gênio, com certeza são ícones eternos dos anos 60. Representantes do American way of life, os seriados mesmo depois de 40 anos, ainda são exibidos na televisão, como também recentemente foram lançados em dvd no Brasil.

Se no Brasil, ambos os seriados mantiveram-se vivos todos esses anos, imagina como seria no Japão.

A Feiticeira e o Shoujo

Segundo a extinta revista Henshin, a série A feiticeira que definiu muitos dos paradigmas utilizados pelos mangas femininos, shoujos, utilizados até hoje. Desde sua estréia no Japão, muitos de seus valores acabaram sendo transmitidos a criações tipicamente japonesas, mas que tiveram total inspiração no famoso seriado americano, como o anime Mahou Tsukai Sally produzido pela Toei Animation.

O mundo das animações japonesas para o público feminino de hoje em dia, foi definido por animes como Sakura Card Captor, Sailor Moon e Guerreiras Mágicas, mantêm características utilizadas desde aquela época.

A Feiticeira

Produzida entre 1964 a 1972, o seriado “Bewitched” recebou o nome nacional de “A feiticeira”. A série veio a estrear no Brasil em 1965 na Rede Globo e é constituída de 248 episódios. No Japão a série estrearia apenas em 1966 e se chamaria “Okusama wa majo” que significa “Minha esposa é uma bruxa”. No Brasil, o seriado foi exibido sempre em conjunto com a série “Jeannie é um gênio” e foram exibidos nos seguintes canais: Rede Globo, Rede Bandeirantes, Rede TV!, Rede 21 (atual Play Tv), Warner Channel e Nick Nite.

A história é sobre Samanta, uma bruxa que decide viver na terra dos mortais e ser como uma, assim se casando com o mortal James (Darrin, no original) e se tornando uma dona do lar americano. Logicamente que sendo visto do ponto de vista de hoje, muitos interpretariam como machista o seriado, mas realmente o triunfo do seriado original foi tender a um caminho mais do universo feminino do que o masculino, atraindo a atenção do público.

Com certeza, outro ponto positivo da série é a personagem Endora, mãe de Samanta e a antagonista da série. Ela realmente é uma pedra no sapato de James e reforça o quanto pode ser ruim ter uma sogra, ainda mais feiticeira.

Uma curiosidade são algumas discrepâncias na dublagem brasileira até se chegar no nome “A Feiticeira”. Essas discrepâncias podem ser conferidas no dvd brasileiro da série, aonde podemos ouvir nomes como “As feiticeiras”.

Os remakes

Com certeza com a onda de remakes, não era de se esperar que o remake da série não sairia do papel, assim não foi apenas uma exclusividade do Japão ao produzir o remake dessa amável série dos anos 60.

O primeiro país a produzir o remake da série foi a Índia, feita também pela Sony, o canal produziu a versão local da série intitulada “Meri Biwi Wonderful”, o que daria o começo de muitos projetos parecidos.

Seguido do Japão, com a série Okusama wa majo, uma produção da Sony Pictures com o canal TBS. Lançada em 11 episódios entre janeiro e março de 2004, com um especial em dezembro do mesmo ano.

Em 2005, o remake viria nos cinemas, ao colocar a atriz Nicole Kidman e o ator Will Ferrel numa produção homenagem a série “A feiticeira”. Com certeza, mesmo com tantas homenagens ao seriado dentro do filme, não era esse tipo de filme que o público esperava.

Na Argentina, o canal Telefé (o mesmo de Chiquitita e Gran Hermano, versão Argentina de Big Brother) produziu em 2006 o remake batizado de Hechizada.

Outro país que optaria por um nome quase parecido foi o Chile, que também fez sua versão local da série a batizando de “La Hechizada”.

Okusama wa majo – A feiticeira em Tóquio

Arisa é fascinada pelos humanos e quer ser um deles, assim saindo do mundo dos bruxos e indo parar em Tóquio no Japão. Tentando ajudar uma senhora, por uma falcatrua de um concurso de apartamentos, aonde se você tirar a esfera dourada, ganha um apartamento duplex, Arisa acaba ganhando o prêmio, usando sua feitiçaria.

Acabamos conhecendo Joji Matsui, que trabalha numa agência de publicidade. Seu chefe é Ichio Suzuki e atualmente a agência está em maus lençóis ao ser incorporada por uma empresa de um cliente.

Arisa acaba conhecendo Joji, quando ela pega por engano o café gelado que ele ganhou na máquina de refrigerante da Coca cola. Alias, o merchandising da Coca cola nessa cena, vai até na explicação de como funciona a máquina que num sorteio aleatório quando você compra a bebida, pode ganhar outra. Arisa acaba gostando dessa brincadeira, assim levando varias moedas e brincando de ganhar outro refrigerante. Joji acaba gostando de Arisa, nesse encontro na máquina, o que gera uma amizade colorida.

Diferente do seriado original, Arisa e Joji se conhecem e desfrutam de uma bela amizade, até chegar ao casamento.

Surge Daria, mãe de Arisa, que não permite que sua filha tenha vindo ao mundo dos humanos. Tendo que aceitar a relutância da filha em voltar ao mundo dos bruxos, ambas acabam gerando brigas de magia, sendo em sua maioria vistos pela vizinha Maggy. Um dos momentos icônicos da série original foi excelentemente adaptado e modernizado, aonde a vizinha da frente, Maggy, tenta a todo custo convencer ao seu marido aposentado, Fuji, que sua vizinha do prédio da frente é uma bruxa.

Aceitando se casar com Joji, Arisa promete que não utilizara mais magia. Diferente do seriado original que foi uma imposição do marido, aqui Arisa diz que quer ser uma mortal, por isso deixara de usar a magia.

Muitas das perguntas que fazíamos no seriado original, sobre o mundo das bruxas, os japoneses não tiveram receio de responder. Arisa no primeiro episódio aparece num castelo com arquitetura totalmente européia que visualmente dá para se notar que se encontra em outra dimensão, pelos estranhos elementos mágicos que circulam o castelo, além de um gato preto que conversa com ela, antes de vir para nosso mundo. Outra pergunta respondida em poucos minutos do início da série é que os bruxos vem para o mundo dos humanos através de espelhos.

Entre as inovações e atualizações, tivemos uma personagem mais independente que foi a Arisa, desde o primeiro momento morando sozinha, como também sua relação com os mortais no mundo atual. Falando se num país que infelizmente ainda tem um posicionamento de pouca abertura as mulheres, com certeza Arisa quebraria esse tabu se fosse exibida fora do território japonês.

Música

A música clássica da série foi substituida por Magic In Your Eyes” de Tommy February. Honestamente a música não chega as pés da original, mas funciona.

A feiticeira Arisa Matsui foi interpretada pela glamorosa Ryoko Yonekura. Tendo como formação de bailarina, a atriz e modelo é uma das mulheres que representa o Japão atual. Ryoko nasceu no dia 01 de agosto de 1975, na prefeitura de Kanagawa. A atriz ficaria conhecida posteriormente por ser uma das protagonistas do seriado sobre a imigração japonesa no Brasil chamado “Haru to Natsu – As cartas que não chegaram”, no papel da Haru Takakura Ela pertence a agência Oscar Productions.

O papel de Joji, a versão nipônica de James, ficou a cargo do Harada Taizo. Ele é garoto propaganda das bebidas Asahi soft drinks, tendo estrelado em diversos comerciais. Não fez ainda muitos doramas, seu trabalho mais recente foi Enka no Joou.

A impagável mãe de Arisa, a personagem Daria, foi interpretado por Mari Natsuki. Quem assistiu Nobuta wo Produce, lembrara da atriz que fez o papel de Catherine na serie.

A versão oriental do chefe de James, o Larry, chamado aqui de Ichio Suzuki, foi interpretado por Takenaka Naoto. Ele é bastante conhecido por seus personagens secundários, como nos doramas Taiyou no uta e Hotelier. No cinema o ator participou de Azumi, Trick e Swing girls.

Crítica | Moto Kare



Quem já não teve problemas com sua ex-namorada? Existem pessoas que conseguem ser amigos depois de uma relação, outros nem tanto assim, desejando que esse ser nunca mais o encontre. Verdade seja dita, ser “ex” não é das melhores coisas e não existe nada mais desagradável que encontrar sua “ex” como nova funcionária da empresa em que você trabalha.

Nesse dorama assinado pela Komatsu Eriko, os atores Domoto Tsuyoshi e Hirosue Ryoko retornam como protagonistas. Para quem se lembra, o outro dorama da Eriko, Summer Snow, os dois atuaram também como casal e rever os dois em cena de novo foi uma boa nostalgia.

A História

Toji Kashiwaba é o novo encarregado da seção de comidas em uma loja de departamentos. Ele tem que acordar cedo todos os dias, trabalhar até mais tarde, tudo para o melhor da empresa e do seu emprego. Ele não reclama, sabe o quanto pesa a procura de um emprego depois de se formar na faculdade. Na verdade ele é um cara comum, como qualquer outro, em que deseja crescer na empresa em que trabalha.

Ele namora a Nao Hayakawa, uma garota doce e meiga que também trabalha na mesma empresa que ele. Os dois são tímidos e seu namoro é mantido em segredo, sempre os dois fazendo sinais discretos que apenas eles entendem.

A relação de Toji e Nao ainda está no início, mas a Nao quer mais que isso pensando numa relação mais séria com o Toji. Ela não pensa ficar na empresa por muitos anos, na verdade pensa em casamento e acha que o Toji por ser tão certinho, seria o cara certo.

A Rival

Tudo começa a mudar na companhia quando surge a Makoto Saeki, a nova gerente enviada pela agência de publicidade para cuidar das ações da loja. Toji inicialmente fica incomodado ao reconhecer a Makoto que era sua ex-namorada, mas fica mais incomodado ainda, por ela fazer de conta de que não o conhece.

Toji vai tirar satisfação com a Makoto e a prende no elevador para saber quem ela é. Ela sem pestanejar humilha o Toji dizendo que fez bem ao largar dele no passado, pois ele não teria nenhum sonho maior, vivendo essa vida pelo resto dos seus dias.

Inicialmente, Toji pede que permaneça essa situação dos dois não se conhecerem, porque não quer que a Nao descubra que ele namorou a Makoto.

Saindo do elevador, Nao percebe que houve uma tensão entre Toji e Makoto, não entendendo o que os dois têm em comum.

A parceria e o triângulo amoroso

Para o crescimento da companhia, a empresa decide que Toji tem que trabalhar em parceria com a Makoto para o desenvolvimento de festivais culinários, assim atrair novos clientes.

Ambos desenvolvem um festival de Lamen, convidando os maiores cozinheiros da cidade para o festival dentro da loja. Não precisa dizer que é uma tarefa dificílima, já que cozinheiros não são tão fáceis de lidar. Muitos são exigentes, não gostam de mudar sua rotina e dão valor ao prato que desenvolveu, muitas vezes julgando o cliente que começar pelo caldo ou pelo macarrão.

Toji e Makoto precisam ir de restaurante a restaurante provar o Lamen e conseguir convencer o cozinheiro a participar do festival. Não é uma tarefa fácil, porém sem perceber, Makoto e Toji ressuscitam muitas das discussões da época de namoro. Nao ainda sem descobrir a verdade, não gosta nada de ver seu namorado o tempo todo com a nova gerente de contas.

O festival ainda precisa ser montado, assim Toji e a Makoto madrugam na loja coordenando os outros funcionários a montar o festival.

Por fim, o dia do festival chega e se torna um grande sucesso de público com enormes filas de espera. Makoto acaba pegando um prato para o Toji e sem perceber descobre que está apaixonada por ele de novo, ao ver ele com a Nao.

Uma viagem

Nao decide tirar férias da empresa e quer que Toji também tire para que ambos possam viajar juntos a um Onsen e aprofundar sua relação. Porém, mesmo ameaçando e tirando sua semana de férias, Toji não consegue pedir ao chefe por alguns dias de folga, por estar tão compenetrado ao trabalho.

Enquanto isso Makoto aparece na casa do Toji, fazendo todos pensar que ela é a namorada dele. Com a mãe dele viajando para cuidar dos avôs, Makoto acaba assumindo alguns afazeres domésticos ganhando pontos para o pai e o irmão mais novo dele.

Mesmo desmentindo que Makoto não é sua namorada, ele acaba criando um mal estar em casa por parecer que estar namorando duas mulheres ao mesmo tempo.

Segredos revelados

Nao descobre que Makoto e Toji já se conheciam antes do trabalho, ao perceber que os dois usam o mesmo acessório no celular. Perguntando ao Toji, ele não consegue negar, assim ela decide ir atrás da Makoto e tirar satisfações.

Makoto respeita a decisão de Nao, porém se Toji se sentir atraído por ela, ela irá retribuir. Isso enfurece a Nao, que decide não perder essa batalha para a ex-namorada dele.

Enquanto isso na companhia não se fala outra coisa do que a Makoto estaria tendo caso com um gerente da loja de departamento que é conhecido por mulherengo. Lembrando que Makoto só foi trabalhar lá, pois a garota anterior havia sido dispensada por ele. Isso acaba desmoralizando ela, que acaba sendo substituída por um homem sem lá grande eficiência.

O gerente descobrindo a verdade sente pena por ela e usa seus contatos, surgindo um convite de uma agência de publicidade em Kyoto. Ela aceita a proposta, assim optando por deixar a cidade nos próximos dias.

Enquanto isso, a relação Nao e Toji não está nada bem, com as crises de Nao de ciúmes por Toji. Ele terá que fazer uma escolha muito importante agora, se decide ficar com ela até o fim dos seus dias, ou se irá impedir Makoto de ir embora de sua vida de novo.

Conclusão

Moto Kare foi uma grande surpresa para mim, sendo uma série que foi produzida em 2003. Essa série dá uma sensação de querer assistir mais e mais, sendo uma ótima pedida, para quem gosta de tramas sobre o cotidiano.

Logicamente que o enredo tem muitos sub-enredos, como melhor amigo do Toji que é um medroso e fracassado, mas que o Toji decide ajudar para mudar isso. Temos o irmão do Toji que decide roubar a namorada do seu melhor amigo, e outros personagens de apoio que sustentam e tornam a série tão maravilhosa.

Fazia tempo que não assistia uma série com Domoto Tsuyoshi e não me decepcionei, alias achei que a interpretação dele aqui, está muito melhor que em Summer Snow.

Elenco

Domoto Tsuyoshi interpretando o Toji muito bem por sinal. Ele é um dos membros da dupla Kinki Kids e estava meio sumido dos doramas desde 2005, voltando em algumas novas séries desde o ano passado. A série mais recente que ele atuou foi na Kaette Kosaserareta 33pun Tantei exibida entre os meses de março e abril de 2009.

No papel de Makoto, tivemos a Hirosue Ryoko que já havia contracenado com Domoto, como par romântico em Summer Snow. Ela volta com uma personalidade bastante impertinente, deixando muitas vezes Toji sem ter o que responder. Ryoko está muito bem nessa série, considerando até um dos melhores trabalhos dela. Lembrando que ela fez uma líder de gangue de motoqueiros muito bem em Yasuko to Kenji ano passado. Ela já está confirmada para o dorama de época Ryoma den da NHK para 2010.

A Nao foi interpretada pela Uchiyama Rina que deu a personagem a uma meiguice que fez a diferente no final da série. Na época, ela tinha saído do dorama Good Luck, sendo uma das garotas que queria ficar com o personagem do Takuya Kimura, indo para uma das personagens principais em Moto Kare. Seu último destaque profissional foi no dorama Yagyu Ichizoku no Inbo em 2008 pela TV Asahi.

Música

O tema da série como de praxe é da dupla Kinki Kids, com HAKKA Candy. Por que praxe? Porque a maioria dos doramas, o ator que normalmente é cantor também, canta o tema, assim HAKKA Candy é cantada por Domoto que é da dupla Kinki Kids.

Para música de inserção foi utilizada a Tsunami do grupo Southem All Stars.

Crítica | Beautiful Life


Aqui no Brasil, existe uma prática muito comum de colocar os problemas da sociedade em novelas. Assim tivemos seqüestro de crianças, personagens com deficiência física, homossexualidade, mais recentemente síndrome de down. No Japão, o leque de opções para temas de doramas é ainda maior, assim não seria estranho trazer para as televisões japonesas um casal no qual a protagonista usasse uma cadeira de rodas.

Beautiful Life não se trata de uma história triste, e sim de uma história de amor com doses de comédia. Num dorama semelhante as nossas novelas ao mostrar um romance aonde um dos protagonistas usa uma cadeira de rodas, sugere que seja triste, mas não é o caso.

A série sucedeu o dorama de verão “Yamada ikka no shinbou” que teve uma média inexpressiva de 11,5%. A série Beautiful Life bateu recordes de audiência no Japão, sendo sempre superior a 30%, e tendo em seu capitulo final o inesperado 41,7%. Como já disse anteriormente, uma série pode ser considerada sucesso, quando supera os 20%. Para vocês entenderem melhor isso, a série de sucesso Densha Otoko conseguiu no máximo 25% no último episódio. Essa alta audiência, muitos fãs de doramas consideram ser um fenômeno chamado “Takuya Kimura”. Sendo um dos melhores atores da atualidade, as séries que ele atua sempre são sinal de sucesso. Aqui no Brasil, a única produção que ele esteve presente foi no anime “O castelo animado” que ele atua unicamente como dublador.

A história

Tudo começa quando Kyoko coloca a mão para fora do carro, assim sentir a temperatura. Shuji que passava com a moto ali naquela hora, quase cai ao ver a mão para fora do carro. Os dois discutem, mas quando Kyoko estaciona o carro e Shuji percebe que ela está numa cadeira de rodas, ele fica pasmo, mas não muda o jeito de falar com ela. Kyoko trabalha numa biblioteca e se surpreende ao se esbarrar de novo com o encrenqueiro em seu trabalho.

Ele pede informações sobre um elemento químico, mas ela como não é nada santa, o ironiza alegando que ele deve estar querendo criar uma bomba. O que ela não sabia é que ele é um cabeleireiro em extrema ascensão no badalado Hot Lips, por isso procurava criar uma nova substância para tingimento do cabelo, sem que prejudicasse os fios.

A relação de amor e ódio de Kyoko e Shuji pode ser comparada a série dos anos 80 “A gata e o Rato” (Moonlight, no original, que revelou Bruce Willis como ator). Desde o primeiro momento, sabemos que Kyoko e Shuji se gostam e torcemos para que eles fiquem juntos no final.

E a cadeira de rodas? Como eu disse, essa história não mostra a deficiência, mas uma história de amor e é assim que acabamos aprendendo a gostar da carismática Kyoko, interpretada pela divina Takako Tokiwa.

A promoção da Hot Lips

Shuji começa a pesquisar novos desenhos de corte de cabelo, para crescer na Hot Lips. Os melhores cortes, sempre são veiculados com uma entrevista do cabeleireiro em uma revista conceituada do mercado, assim Shuji não pode deixar essa chance passar em vão. Procurando por modelos na rua, ele não consegue encontrar alguém tão especial pra a revista publicar, assim pensa logo na Kyoko.

Desde o começo, vemos que a Kyoko tem um cabelo muito estranho de tom avermelhado e Shuji sabia que era sua grande chance de transformar ela e ganhar a promoção.
Trazer uma garota numa cadeira de rodas sugere como um golpe baixo do Shuji, entre os funcionários da Hot Lips. A verdade é que as fotos da Kyoko ganham destaque na revista, mas o que os funcionários do Hot Lips especulavam, torna-se verdade no qual seria explorado a condição física da Kyoko e não o corte de cabelo.

Kyoko ao ver a revista, joga rapidamente no lixo, estando com muita raiva que ela confiou num cara que a usou. Satie, a amiga de Kyoko, ao mostrar a matéria, logo percebe que tem algo de errado com ela.

Shuji havia prometido que ambos comemorariam juntos, fica decepcionado com a revista e tenta pedir desculpas para Kyoko que não crê muito nele. Kyoko revela sobre seu temor em relação a “barreiras” a Shuji, contando que gostaria de ser “normal” e freqüentar todo tipo de lugar. Ela só pode freqüentar lugar sem “barreiras”, que são lugares que uma cadeira de rodas pode passar. Os dois não encontram com facilidade um restaurante assim, optando por comer sempre lámen num restaurante móvel de rua.

Shuji X Satoru – Rivalidade na Hot Lips

Enquanto isso, Satoru sabendo o potencial se seu rival no trabalho, não pode deixar que isso afete sua fama também crescente. A primeira medida que ele toma, é evitar que Shuji fique cada vez mais famoso. Logo quando uma pessoa da revista liga para entrevistar Shuji, por causa do sucesso do corte de cabelo da Kyoko, logo Satoru pega o telefone e fala que Shuji está de férias.

Depois, Kyoko vai visitar a Hot Lips, porque Shuji deixou uns desenhos de cabelo com ela, Satoru pega e os copia. Ele devolve para ela, alegando que não poderia entregar para ele os desenhos. No dia seguinte, Shuji vê seus cortes de cabelo na cabeça das freguesas do Satoru.
Vale de curiosidade que na vida real, os atores Takuya Kimura e Takanori Nishikawa, respectivamente Shuji e Satoru, podem até serem rivais, mas no mercado musical. Takuya é da banda Smap, enquanto Takanori é da banda TM Revolution.

Dois mundos diferentes

Shuji e Kyoko acabam descobrindo que realmente se gostam, mas que ambos têm que enfrentar o amargo sabor de terem vidas tão distintas. Kyoko tenta por muitas vezes fugir desse tipo de relacionamento com Shuji, levando em consideração isso. Ao encontrar um amigo de época de escola, também na cadeira de rodas, ela acredita ser uma chance de fugir de Shuji, indo para Alemanha.

Ambos são muitas populares nos seus próprios mundos, para vocês terem uma idéia o Shuji está cercado de ex-namoradas, mas Kyoko também têm vários pretendentes. Essa idéia de contra partida é muito bem trabalhada na série, que acaba gerando a relação “A Gata e o Rato” dos dois.

Um dos grandes problemas de Kyoko ser feliz com Shuji pode ser definido como Masao Michida, o irmão mais velho de Kyoko. Não acreditando no amor dos dois, Masao pede muitas vezes que Shuji se afaste de sua irmã para que não torne as coisas mais difíceis. Masao não tem sorte no amor, assim com ajuda de sua mãe procura por relacionamentos arranjados.

Em nenhum momento, Shuji reluta sobre a condição de deficiência da Kyoko. Ela não acredita que ele possa abrir mão de tantos prazeres da vida para ficar com ela.

Segredos revelados

Shuji revela seu passado a Kyoko de como ele veio a Tóquio tornando-se um cabeleireiro. Sua família é formada só por médicos, mas ele mesmo tendo começado a estudar na área, percebeu que não era sua praia, assim caindo fora.

Kyoko mesmo ouvindo a história de Shuji não revela seu maior segredo. Este será revelado por sua mãe ao Shuji. Kyoko chegou a andar quando era mais nova, mas sua doença acabou fragilizando seus movimentos e ela não tem grandes chances de vida após os 30 anos. Shuji acredita que Kyoko não está nessa porcentagem negativa e não desiste de ter uma vida a dois com ela.

Como termina a série?

Muitas pistas plantadas em toda a série acabam sendo reveladas, chegando no auge do seriado. Além de uma boa história de amor, temos outros enredos como corrupção e concorrência entre cabeleireiros de luxo, sem mencionar quais decisões Shuji e Kyoko irão tomar e quais são suas conseqüências.

Um elenco estelar

Começamos pela estrela Takuya Kimura, da banda Smap. Uma das bandas mais tocadas no Japão e conhecida no meio de animes e mangás por terem feito a adaptação teatro musical dos Cavaleiros do Zodíaco (Santuário a Poseidon), Smap segue com 16 anos de sucessos. Takuya teve sua estréia nos doramas em 1990, com a série Otouto. Com raras exceções, o efeito “Takuya Kimura” é verdadeiro e os doramas em que atua, sempre estão acima do 20% considerado sucesso. Além de popular, ele interage com o público de diversas formas, seja dançando Parapara com personagens da Disney, ou fazendo uma sátira do Kamen rider Ryuuki, Takuya conquistou esse respeito do público, depois de diversos anos de mercado, sendo assessorado e agenciado pela agência Johnny & Associates. Beatiful life, ele interpreta o cabeleireiro em ascensão Shuji Okishima.

A personagem Kyoko Machida foi interpretada pela Takako Tokiwa, que semelhante ao Takuya, também não é desconhecida nos doramas. Tendo 7 prêmios, sendo destes, seis como atriz protagonista pelo “Television Academy Awars”, inclusive sendo um destes foi graças a Beautiful Life. Ela também atuou alguns filmes em Hong Kong tendo como produtor o Andy Lay de o Clã das Adagas voadoras, como o filme ainda inédito por aqui chamado “A Fighter’s Blues”.

Beatiful Life no 24º Television Academy Awars.

Tendo em médio de 35% de audiência, não era de se espantar que seu sucesso também refletiria nos prêmios dados pela academia. Não sendo muito diferente do gosto do público, a academia ofereceu nada menos que 10 prêmios à série, sendo a favorita daquela temporada. A série foi substituída nas noites de domingo pela segunda temporada de Sarariman Kintaro.

Prêmios que Beautiful Life faturou:

Melhor Drama

Melhor Ator: Takuya Kimura (Shuji Okishima)

Melhor atriz: Takako Tokiwa (Kyoko Machida)

Melhor ator secundário: Atsuro Watabe (Masao Machida)

Melhor atriz secundária: Miki Mizuno (Satie Tamura)

Melhor antagonista: Takanori Nishikawa (Kawamura Satoru)

Melhor roteirista: Eriko Kitagawa

Melhor diretor: Jiro Shono

Melhor música tema: Konya Tsuki no Mieru oka ni da dupla B´z

Melhor abertura

Top 10 dos cinemas japoneses: Deu Kamen Rider Decade em primeiro Lugar!


Foi divulgado o ranking desse final de semana nos cinemas japoneses, nos dias 8 e 9 de agosto. Tivemos três estreias essa semana no Japão, que foram, a dupla Kamen Rider Decade The Movie: All Riders vs. Dai-Shocker & Samurai Sentai Shinkenger The Movie: The Fateful War que são considerados um filme só, mais o Hachiko: A Dog’s Story com Richard Gere, que só estreia nos EUA em dezembro e G.I. JOE que estreou na mesma data no Brasil.

Vale lembrar que Decade The Movie: All Riders vs. Dai-Shocker reune todos os Kamen Riders até hoje, com participações especiais como Tetsuo Kurata como Kamen Rider Black e RX, além do cantor Gackt que fará participação especial como Riderman. O Samurai Sentai Shinkenger The Movie: The Fateful War é o primeiro filme do gênero Super Sentai a utilizar a tecnologia 3D tão presente nos filmes Hollywood hoje em dia.

Harry Potter também mostra sua força no Japão ficando em segunda posição, sendo que o filme estreou há quatro semanas por lá.

Na lista, temos em terceiro lugar o filme Pokémon: Arceus and the Jewel of Life, que havia estreiado também há quatro semanas e caiu mais uma posição.

Temos Bolt na setima posição, tendo estreado bem atrasado por lá, há seis semanas atrás. Esse lançamento da Disney está bem atrasado em relação aos outros países do mundo.

Na oitava posição temos o filme Gokusen, baseado no dorama que teve três temporadas no Japão. O filme está muito bem, tendo estreado há cinco semanas, e provavelmente deve sair da lista semana que vem.

Naruto no entanto, estreou faz duas semanas, e está na nona posição. O filme que comemora 10 anos do mangá, acabou nao conquistando as primeiras posições do ranking.

Agradecimentos ao lagarto pela fonte.

TOP 20 – Veja os 20 comerciais favoritos pelos japoneses em 2009


Foi divulgada a relação dos 20 comerciais mais assistidos e favoritos pelos japoneses nesses primeiros seis meses de 2009.

Antes de comentar desses 20 comerciais, quero deixar claro que diferente da publicidade brasileira, a japonesa se apóia no prestigio e status de aidoru. Aidoru é a adaptação em japonês de Idol, que no Japão envolve celebridades que são cantores, modelos, atores, atletas, sendo que em sua maioria, fazem todas essas funções ao mesmo tempo.

Para quem não está acostumado com o universo pop japonês, pode parecer estranho que para se tornar um aidoru, você precisa fazer tantas ações e que todas elas tenham que ter qualidade. Pode soar mais estranho ainda, quando se lê que no Japão não precisa saber cantar bem, se você é um aidoru, já que é uma das funções que você exerce como um todo. Lembrando que quem sempre ressalva sua falta de aptidão em cantar é o cantor Masahiro Nakai, líder do grupo SMAP. Sendo apresentador, ator e cantor, ele mesmo sendo membro de uma boy band de mais de 20 anos de existência, o que ele menos faz de melhor é cantar.

Ai entra também o Sekentei, que pode ser traduzido como a visão que a sociedade tem do povo. Muitas celebridades colocam a prova o Sekentei quando comentem uma gafe e a mídia japonesa explora o fato, fazendo este artista perder contratos milionários com diversas empresas de diferentes segmentos no Japão. Foi assim com Koda Kumi, com a história batizada pela mídia japonesa de “óvulo podre”, como também foi assim com a atriz e cantora Erika Sawajiri que fez pouco caso da imprensa na coletiva de imprensa do filme Closed Case, e mais recentemente com Tsuyoshi Kusanagi que ficou pelado bêbado em Tóquio e com a expulsão do Alex da banda One Ok Rock, após ter sido acusado de estupro a uma estudante.

A imagem no Japão é muito importante, por isso tantas revistas e jornais procuram sempre um deslize de alguma celebridade por lá. A imagem chega a ser tão importante que ela é associada a produtos, por isso é tão importante para agências dessas celebridades que criam a imagem de “bom moça (o)”.

Se pensarmos no Brasil, aqui não é tão fundamental uma celebridade ser associada a publicidade, porém temos Juliana Paes associada a campanha Boa da cerveja Antártica e tivemos uma briga entre duas cervejarias por causa do cantor Zeca Pagodinho. Outra característica do Brasil, são convocar atores e atrizes que estão em destaque por causa de alguma novela, se tornando garotos propaganda de um segmento que está em alta graças a se tornar tema de alguma novela. Com exceção disso, a publicidade brasileira não se apóia na imagem das celebridades e na verdade cria mascotes para suas marcas, como foi o caso de Carlos Moreno e a esponja de aço Bombril.

Voltando ao top 20, temos como primeiro lugar a Softbank com comerciais da Aya Ueno. A atriz e cantora trabalha para a empresa de celular já faz alguns anos e sempre cai nas graças dos japoneses.

O cantor Sakurai Sho do grupo Arashi, ficou em segundo lugar com os comerciais da empresa de celular KDDI au. Lembrando que outros membros do grupo fizeram comerciais na mesma época, enaltecendo produtos como celular com filmadora em HD (em alta definição) e outras coisas que dificilmente veremos tão cedo pelas companhias de telefonia celular no Brasil.

Em terceiro lugar, temos a NTT DoComo que entre as celebridades que representaram essa grande empresa de telefonia celular, temos a Horikita Maki que é uma figura bem conhecida por quem assiste doramas (Atashinchi no Danshi, Teppan Shoujo Akane, Hanazakari no Kimitachi e Nobuta wo Produce).

A Nintendo que estava em 808º lugar, surpreendente voltou a quinta posição ao fazer propaganda do Nintendo DS com a dupla de comediantes Audrey.

Em 6º lugar aparece o ator e cantor Takuya Kimura, chamado pelos japoneses de kimutaku. Ele que representa diversos segmentos como câmeras fotográficas, relógios entre outros produtos, aqui está num comercial engraçadíssimo da Nissin Foods, com Cup Noddle.

Porém, nada se compara a 8º posição com o comercial Fit´s da empresa Lotte. Esse ano, o comercial que tem a Sasaki Nozomi e Takeru Sato (de Kamen Rider Den-o e Mei-chan no Shitsuji) fez a cabeça não só dos japoneses como do mundo inteiro. Acredite, a Lotte lançou a campanha no portal de vídeos Youtube, e atingiu pessoas do mundo inteiro que mandaram vídeos imitando as danças feitas pela Sasaki Nozomi e o Takeru Sato nos comerciais.

Essa matéria tem alguns dados do blog Kawaii Joyuu.

Crítica | Densha Otoko – Todo otaku merece ser feliz?

O dorama Densha Otoko foi o meu ponto de partida nas novelas japonesas. Falando sobre o universo Otaku, Densha Otoko é uma novela que sempre será especial.

Falemos um pouco dela.

Um best seller em poucas semanas no Japão, o livro Densha Otoko, rapidamente ganhou sua transposição para um filme, como também uma novela, dois mangas e diversos derivados. Baseado em fatos reais, a história do personagem Densha Otoko, conseguiu mudar a forma de concepção de ver as pessoas no Japão.

Sendo elogiado e comparado ao filme “Mensagem para Você” do Tom Hanks com a Meg Ryan, pelo jornal Estado de São Paulo, a história ganhou o mundo. Atualmente, está sendo lançado a novela nos EUA pela VIZ em dvd.
A novela chegou ter a media de 20% da audiência sendo uma das melhores novelas exibidas no ano de 2005 pela TV FUJI.
Escrito por Nakano Hitori, que credita que é a historia de alguém que ele realmente conheceu no fórum para solteiros no Japão, cogita-se que na verdade o autor juntou diversas situações que aconteceram com diversas pessoas no fórum.
O livro narra a historia do viciado por animes, jogos e garage kit, com 23 anos, o Yamada Tsuyoshi que nunca teve uma namorada na vida. Um dia no metro, voltando do bairro de Akihabara, voltando repleto de garage kits, ele assiste um bêbado incomodar a doce Saori Aoyama, de 25 anos, com toda sua coragem, o Yamada a defende do bêbado que ameaçava molestá-la.

A novela

Estreando no dia 15 de julho pela TV FUJI, composta de 11 episódios de 45 minutos, Densha Otoko, foi um Dorama (semelhante as nossas novelas) que arrecadou 18,5% de audiência.
Conhecemos Yamada Tsuyoshi, 23 anos, que nunca teve sorte com as mulheres. Vivendo na cola de dois únicos amigos, iguais a ele, os três freqüentam o bairro de Akihabara, atrás de animes, mangas e games. Freqüentando sempre as palestras da dubladora do anime favorito deles, da personagem Mina. A personagem foi criada especialmente para a novela, sendo também a protagonista da abertura em animação da novela, feita pelo estúdio Gonzo, em referencia a um trabalho da Gainax nos anos 80.

Ainda no primeiro episódio, temos a personagem Saori Aoyama, de 25 anos, que indo embora no metro, é incomodada um senhor de idade bêbado. Yamada tenta a salvar, ao ver aquela cena do outro lado do mesmo corredor. Ele se atrapalha e cai no chão, enquanto os policias retiram o bêbado, Saori e outra senhora o agradecem e anotam seu endereço para dar um presente por sua boa ação. Ele enche de esperanças por Saori e descreve o incidente no fórum 2 channel de solteiros. Logo, o denominam Densha otoko (o Homem do trem) e ele fica a espera de qual seria o presente que Saori iria lhe dar.
O fórum 2 channel realmente existe, sendo aqui representado por um bando de solteiros com problemas emotivos, por isso os personagens são por demais de caricatos em relação a nossa realidade. Temos um jogador de basquete que desistiu por causa de um desligamento da perna, desde outro que se apaixonou por uma acompanhante entre tantos outros solteiros que tentam ajudar Densha Otoko a ser feliz. Uma curiosidade é que nenhum deles se identifica, por isso por mais que a amizade deles com Yamada surja, nós nunca ficamos sabendo o nome de cada um deles.
Alguns dias depois, o presente de Saori chega na casa de Yamada, era um par de xícaras de uma das marcas mais caras do Japão, chamada Hermes. Densha se ilude que esse presente seja que ela queira sair com ele, e logo escreve no fórum sobre o fato. O presente logo vira o apelido da Saori no fórum (lembrando que ele sempre omitiu os nomes verdadeiros), assim ela se tornou conhecida como Hermes-san (Senhorita Hermes). O pessoal do fórum, aconselha ver se tem o telefone dela na entrega e logo ele confere que tem, assim entrando no dilema de conseguir conversar com ela.
No dia seguinte, temos um dos momentos mais engraçados de toda a novela, aonde Saori Aoyama, decide descobrir quem ligou pra ela e Yamada ao atender, percebe que caiu à ligação, pois seu celular tinha acabado a bateria. Ele se lembra que dormiu agarrado ao celular olhando para o número da Saori, por isso não o recarregou. Desesperadamente, ele procura por um recarregador, indo a supermercados da região do trabalho e encontrando muita confusão. No fim, ele encontra um recarregador na mesa de outro funcionário, aonde ele segue o fio no chão, agachado no chão, conseguindo falar com ela.
Yamada todo gaguejando, agradece o presente dado por ela, sugerindo um jantar, ela topa, porque um de seus hobbies é experimentar restaurantes exóticos, assim Yamada consegue mais um ponto com ela. Yamada decide não fazer nada errado, por isso com a ajuda do fórum, pesquisa bons restaurantes. Além disso, o pessoal do fórum recomenda uma mudança de visual por completo, assim numa citação a Uma linda mulher, temos a música do filme clássico e ele tendo seu visual totalmente mudado, desde corte de cabelo, deixando os óculos por lentes de contato, tintura de cabelo, roupas entre outros que camuflassem que ele era um otaku. No grande dia, Saori revela que no dia estava sem as lentes de contato, por isso nunca poderia reconhecer o Yamada (que fica pasmo), pois não conseguiu ver o seu rosto, no dia que ele o salvou.
O caso Densha Otoko fica extremamente famoso no Japão, ai até a funcionária do trabalho dele, a Musuzu, descobre que ele é o Densha no fórum. Ela é uma funcionaria problemática para a empresa, pois sempre arranja casos com seus clientes, assim Yamada teve o grande esforço de tentar impedir que isso aconteça novamente, tendo uma estranha amizade com ela. Além disso,o próprio irmão da Saori acaba descobrindo também, que curiosamente estava tendo um caso com a Musuzu. Saori descobre que Yamada tinha mentido de novo para ela, publicando tudo sobre ela num fórum de solteiros de internet, se sentindo totalmente traída.
Entramos na fase final da novela, aonde Yamada precisa provar para Saori que aqueles desconhecidos o ajudaram ele chegar nela. Saori não leu o fórum e decide ler se realmente as intenções de Yamada são verdadeiras. Chegando no capitulo especial de uma hora que bateu picos de 24% na audiência pela TV FUJI.

A pergunta que fica, Saori ira perdoar Yamada? Yamada ira confessar por uma vez por todas que ama ela?
A novela continuaria no especial Densha Otoko DX ~ Saigo no Seisen ~ que é muito engraçado, que estreou um ano depois da exibição da série original.
Para quem é apaixonado pela Saori, pode visitar o site da atriz, Itoh Misaki, http://www.ken-on.co.jp/itou/index.html, ou o blog dela , http://www.ken-on.co.jp/misakiBlog/main/. Lembrando que o site e o blog estão em japones.

Trechos da matéria original utilizada na Neo Tokyo 13.

Crítica | Ichi Rittoru no Namida – Você já chorou um litro de lágrimas?

Ichi Rittoru no Namida


Essa é uma série extramemente dramática, seguindo ao estilo de Beautiful Life e Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu. Abordando a doença Degeração Espinocerebelar, este dorama nos apresenta a doce Aya Ikeuchi que começa apresentar os primeiros sintomas dessa doença ainda incurável.

Best Seller

Baseado no drama da verdadeira Aya Kito (adaptaram Kito na série como Ikeuchi), o livro foi baseado nos diários pessoais que ela escreveu durante seu tratamento para retardar a doença. Lançado em 1988 e vendendo mais de 1 milhão e 100 mil exemplares, acabou-se tornando um dos livros mais lidos do Japão. Ichi Rittoru no Namida, só ganharia as telas japonesas em 2005. Exatos 17 anos após o lançamento do livro, Ichi Rittoru no Namida foi adaptado em duas versões: numa versão cinematográfica e outra que é a serie que abordaremos.

A série assim foi lançada em 11 episódios na estação de inverno de 2005 (entre outubro a dezembro) no Japão, pela TV Fuji.

A série

Aya Ikeuchi é uma garota de 15 anos que acabara de entrar na nova etapa de sua vida, o ensino médio. Entrando na escola que sempre desejou, Aya acaba se tornando uma das garotas mais populares da escola. Boa jogadora de basquete, aluna escolhida para ser representante de sala, também coordena a turma no ensaio de canto, além de estar próxima da pessoa que ama, o jogador de basquete Yuji Kawamoto. Com certeza é uma vida que muitos gostariam de ter, mas para Aya esses dias infelizmente estavam contados.

Morando numa casa humilde, aonde seus pais, Shioka e Mizuo, vendem tofu, Aya começa chamar atenção de sua mãe, por ser reflexos estarem ruins e ela começar a se machucar à toa a rua.

Desconfiado que algo havia errado a mãe da Aya pede para o médico Hiroshi Mizuno fazer alguns exames mais profundos, constatando que ela tem uma doença incurável chamada Degeneração Espinocerebelar. Decidindo esconder da filha, Shioka quer que a filha viva um pouco mais esse momento que ela está vivendo na escola. O doutor recomenda contar o mais rápido possível, mas aceita a condição da Shioka, receitando remédios para Aya com outros motivos que não os reais.

Chegando em casa, Shioka conta ao marido à situação grave da Aya, não acreditando no médico, Shioka começa a estudar a doença procurando outros profissionais e mostrando os exames da Aya, o resultado é sempre o mesmo para a tristeza dos dois.

Chega o dia do coral da escola, assim toda família vai ver Aya coordenando a música “Sangatsu Kokonoka”. Shioka e Mizuo choram vendo a Aya tão feliz, sem saber a verdade.

Aya que não é boba e nem nada, começa a investigar o que ela realmente tem. Desconfiada que sua família está lhe escondendo alguma coisa, ela decidi investigar nos computadores do hospital, chegando perto da verdade, quando é surpreendida pelo amigo de classe Haruto Asou. Os dois têm uma estranha amizade, desde quando ela foi prestar vestibular na escola e se machucou, fazendo Asou levar ela de bicicleta a escola. Desde então, Asou sempre esteve presente com a Aya, como também percebendo que havia algo de errado nela nos últimos tempos.

O que é Degeneração Espinocerebelar?

Essa doença não é muito conhecida por aqui e se trata de uma doença que ataca os neurônios, causando a morte deles gradativamente, gerando limitações gradativas em seu corpo. Inicialmente será motora como andar, comer, seguida de perda de controle da sua própria voz.

Tratando-se de uma doença incurável, o tratamento para retardar a doença é a combinação de remédios com fisioterapia e fonoaudióloga.

Aya descobre a verdade…

Numa consulta com o doutor Mizuno, Shioka, Mizuo e Aya estão presentes, quando Aya surpreende a todos e pergunta ao médico se ela tem Degeneração Espinocerebelar. Confirmando, Aya se pergunta o que ela fez de errado, para deus a amaldiçoar com essa doença. Shioka e Mizuo choram ao ver que a Aya que eles conheciam, não existiria mais.

A partir dessa etapa, a série ganha uma atmosfera muito negativa, aonde nós iremos acompanhar como a família Ikeuchi se adaptara as mudanças gradativas da Aya. Aya terá que se acostumar com sua doença assim desistindo de seus sonhos, o primeiro é o de jogadora de basquete.

A escola é informada da doença da Aya, assim ela começa a ter que usar uma cadeira de rodas, aonde alunos tem que ajudar pra ela se locomover pelas escadarias da escola. Isso acaba gerando alguns acidentes entre alunos, chegando a virar assunto da Associação de pais e mestres, a APP, que quer a retirada da Aya da escola.

Desistindo dos sonhos…

Shioka falando da situação de sua filha na escola para o médico, ele sugere que ela seja transferida para uma escola de deficientes físicos. Não desejando que sua filha viva numa escola de deficientes, Shioka e Mizuo precisam enfrentar seu próprio preconceito e se convencer que Aya precisava de um lugar totalmente adaptado para ela.

Assim, depois de uma discussão entre os alunos sobre a pressão em retirar a Aya, fazendo a se sentir um incomodo para todos, ela decide sair da escola que ela tanto batalhou para estar ali. Essa é uma das principais perdas que Aya sofre, sendo que no ultimo dia de aula, todos correm atrás dela e cantam a musica que cantaram juntos no coral, a “Sangatsu Kokonoka”.

Desejando apenas viver…

Aya começa aqui a etapa mais critica da sua doença. Na nova escola, ela é advertida por sua professora que não pode se atrasar, ao tentar caminhar e sim usar a cadeira de rodas. Aya também divide seu dormitório com uma garota com a mesma doença que a sua. Asou é o único que ainda visita ela nessa escola, contando como andas coisas na antiga escola.

O tempo passa, Aya se forma na escola e a doença também progredi já mostrando sinais na fala. Shioka e Mizuo buscam Aya e apresentam seu novo quarto adaptado num espaço na antiga sala, mas Aya não quer incomodar seus pais, decidindo ficar no hospital.
Asou se declara a Aya depois de tanto tempo, mas mesmo saindo juntos e tal, Aya decide que Asou não carregara esse fardo, o dispensando por meio de uma carta. Enquanto isso, Asou decide se tornar médico igual seu pai, acreditando que pode achar a cura para a Aya.
Paralelamente, vemos que trechos do diário da Aya estão sendo publicados em livros de auto-ajuda para deficientes no Japão, ajudando varias pessoas a acreditar na vida. Asou faz as pazes com a Aya levando um cartão postal de uma das fãs dos textos da Aya, fazendo Aya quer que finalmente conseguiu ajudar alguém.

A morte…

Não esperem um final mirabolante em que tenha um final feliz. Semelhante ao Beautiful Life, Sekachuu e Taiyou no Uta que abordam a doença do protagonista, aqui o público também mesmo que difícil, irá se despedir da adorável Aya, com sua morte no último capítulo. Aya está com 25 anos e fazem 10 anos que ela luta contra doença, sendo que ela não se recorda mais de quand era uma aluna popular que jogava basquete. Pedindo para Asou ler seu diário, ela adormece e começa a recordar e sonhar que estava jogando basquete, sim, Aya não estava mais entre nós.

De todos já citados, Ichi Rittoru no Namida vai além e entrega Aya aos sonhos eternos de uma forma linda, que ainda irá fazer muita gente chorar assistindo essa cena. Ainda não se recuperando da cena anterior, vemos Shioka e Mizuo deixando flores sobre o túmulo de sua filha, quando aparece milhares de pessoas em cadeiras de rodas, e outros personagens da série, fazendo sua última homenagem a Aya Ikeuchi. Essa cena tem uma das melhores fotografias de séries japonesas que eu já pude constatar, sendo mais uma vez, difícil segurar as lágrimas para esta maravilhosa série. Acredite, esse um litro lágrimas que leva o nome, com certeza, suas lágrimas farão parte dela para sempre.

A TV Fuji se despede do público contando que foi baseado numa história real e que Aya sempre estará viva em nossos corações. Enquanto isso aparecem diversas fotos da Aya verdadeira em todas as etapas da sua vida ao som da música tema Only human. Sim, Ichi Rittoru no Namida havia acabado e nos deixados órfãos, mas ainda não era o fim.

Especial

Fazendo uma surpresa a todos, esse ano faz exatamente dois anos que Ichi Rittoru no Namida havia sido exibido no Japão. Ninguém esperava um especial depois de tanto tempo, assim no dia 5 de abril foi exibido esse especial de duas horas e 20 minutos que mostra o que aconteceu seis meses depois da morte da Aya.

Os protagonistas aqui são Haruto Asou, que se tornou medico na mesma área que o Dr. Mizuno e a Ako, irmã da Aya, que se tornou enfermeira no mesmo hospital que o Asou. Esse especial gira em torno de uma garota que é paciente do Asou e desistiu da vida, assim não tomando os remédios e não fazendo a fisioterapia. Asou decide se abrir pela primeira vez a ela e conta sua história com a Aya, assim num grande flashback. Ako escondida se emociona ao saber que Asou não esqueceu da Aya, além de também se emocionar ao falar com ele no fim desse especial.

Diferencial da série

Muitas pessoas podem até virar a cara, quando tema abordado dessa novela é tão depressivo. Só que elas perdem a grande chance de conhecer um universo tão rico como a da Aya e aprender mais sobre a vida e mesmo como essa doença afeta toda a estrutura de uma família.

A família Ikeuchi é uma família japonesa tipicamente normal e tem bastante carisma em cena. Principalmente as brigas de Ako, irmã de Aya, e Mizuo, pai de Aya, na mesa de jantar, tornando um show de atuação de todos ali. Muitas vezes em cena, são esses momentos que diluem o sofrimento de Aya e sua doença.

A união da família também é testada até nos maus momentos, aonde são as lágrimas escorrendo no rosto de cada um deles, que “linka” o sofrimento de Aya entre eles e o telespectador.

Vale mencionar que chorar assistindo essa série deve-se a brilhante atuação da atriz Erika Sawajiri como Aya Ikeuchi. A atriz demonstra a evolução da doença no decorrer da série voltando realmente atenção sobre a doença de sua personagem. Desde perder os movimentos das pernas a começar a perder toda sua capacidade de se expressar, a Erika muda radicalmente de visual fazendo nos sentir com saudades da jogadora de basquete promissora no começo da série.

Sucesso em toda Ásia e o plágio

Ichi Rittoru no Namida tornou-se um grande sucesso por onde passou, assim fazendo muito sucesso em Hong Kong, Indonésia, Taiwan e Malásia. O sucesso da série logicamente chamou a atenção para séries com esse tipo de tema. Não é à toa que escolheram novamente a atriz Erika Sawajimi para o dorama Taiyou no Uta no qual ela interpreta a garota Kaoru Amane que tem a doença incurável chamada XP.

O sucesso da série fez a emissora da Indonésia, chamada RCTI desenvolver a série chamada Buku Harian Nayla que significa “O diário de Nayla” chegando a uma audiência acima de 30%, sendo um grande sucesso no país. Além da fácil associação do nome Aya com Nayla, a série composta de 15 episódios apresentou muitos detalhes “semelhantes” aos abordados em Ichi Rittoru no Namida, o que fez a emissora Tv Fuji processar a RCTI por plágio. A atriz Chelsea Olivia Wijaya que fez a protagonista Nayla admitiu o plágio por parte da RCTI, como também disse ficou receosa em assistir a série “original”. Para Chelsea por mais que as séries se baseiem em fatos reais, ela não deseja ver a atuação dela seja uma imitação da atriz japonesa, já que ela foi verdadeira em sua atuação na série. Foi uma saia justa, mas que até o momento não se sabe o resultado final nessa briga na justiça, aonde a emissora da Indonésia omitiu “inspiração” da série Ichi Rittoru no Namida, em sua série Buku Harian Nayla.

Ichi Rittoru no Namida e o Brasil

Um dos destaques da escolha dessa série é a repercussão desta no Brasil, pelo menos no orkut e em fóruns de jdrama. Destacando-se semelhante a GTO, Hana yori e Densha Otoko, esta série está entre as favoritas pelo público brasileiro. Vale lembrar que até então, como podem perceber, as séries preferidas pelo público brasileiro é em sua maioria comédia e comédia romântica, então foi uma surpresa uma série como Ichi Rittoru no Namida entrar na lista de uma das favoritas já que se trata de uma série com temática triste.

O dorama ainda não virá ao Brasil, porém o mangá baseado na mesma obra original virá ao Brasil. Semelhante a Socrates in Love que saiu no Brasil pela JBC, que é baseado no livro que inspirou o dorama Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu, o mangá também está vindo o Brasil, pela Newpop, a mesma que publicou Speed Racer por aqui.

Uma trilha sonora muito especial

A série além da música tema, tem mais duas músicas muito especiais, o que torna difícil julgar qual é a que tem mais destaque. Comecemos pela música tema, a “Only Human” do cantor coreano K. Tendo um timbre de voz parecidíssimo com o do cantor Ken Hirai, K empresta sua voz nessa canção que transmite uma melancolia, quando tocado, junto a fotos da verdadeira Aya em todos os episódios. É uma canção bastante carregada e que fez bastante sucesso ficando em 5º lugar na Oricon.

As duas outras canções é do grupo Remioromen, a Sangatsu Kokonoka (em português significa 9 de março) e a Konayuki. A primeira foi adaptada na forma do coral que a Aya organiza para a escola sendo que a segunda é tocada quando a Aya está com o Asou. Remioromen é banda de jpop e jrock que surgiu em 2000 e pertence ao selo Daizawa Records.

Elenco

Erika Sawajiri encabeça o elenco como a Aya Ikeuchi. Atuando de forma magnífica, a atriz depois de Ichi Rittoru no Namida, ficou conhecida entre os fãs como a atriz que “interpreta bem doentes”, já que seguido desse trabalho, ela fez a personagem Kaoru Amane que também tinha uma doença incurável. Em Taiyou no uta, a atriz tornou-se também cantora e lançou seu primeiro single intitulado Taiyou no Uta (Uma canção ao nascer do sol) o mesmo nome da série. Ela obteve o primeiro lugar do ranking da Oricon e ficou na lista de os dez mais do anos de 2006. Antes da Erika Sawajiri, nunca havia acontecido isso na história do Japão, um ator ir tão bem profissionalmente como cantor. A atriz trabalha para a agência Stardust e é cantora pelo selo Sony Records. Ela se casou em janeiro desse ano com Takashiro Tsuyoshi.

Ryo Nishikido interpreta o Haruto Asou, par romântico da Aya na série. Ele pertence a boy band NEWS que também pertence o ator e cantor Tomohisa Yamashita (conhecido por ter atuado nos doramas Dragon Zakura, Kurosagi, Proposal Daisuken, Nobuta wo produce e outros). Entre outros doramas de sucesso do ator/cantor estão Teru Teru Kazoku e Attention Please. Ryo é agenciado por Johnny’s Entertainment e além da banda NEWS, também toca na banda Kanjani8. Recentemente ele fez um dos polêmicos papeis de um namorado que espanca a namorada em Last Friends alavancando ainda mais sua carreira como ator.

Top dos doramas mais assistidos na televisão japonesa na Primaveira



Os doramas da primavera acabaram recentemente na televisão japonesa. Enquanto os holofotes estão todos voltados para as novas séries que estão estreando, resta a pergunta em quem mandou melhor. O site doramanouchi acaba de fazer uma relação de quais são os doramas campeões de audiência nessa temporada.

Para o pessoal que sempre conversamos de dorama no Twitter ou no MSN, tenho apenas um comentário a fazer, Kimura Takuya em primeira posição com Mr. Brain. Preciso responder que posição ficou Matsumoto Jun com o dorama Smile?

1) Mr. Brain con 20.48%

2)Boss 17.14%

3)Aishiteru Kaiyo 14.82%

4)Rinjou 14.48%

5)Shiroi Haru 12.60%

6)The Quiz Show 12.08%

7)Hisatsu Shigotonin 2009 11.21%

8)Atashinchi no Danshi 10.94%

9)Konkatsu!
10.63%

11)Hanchou 10.49%

12)Smile 10.15%

13)Meitantei no Okite 9.47%

14)God Hand Teru 8.72%

15)33pun Tantei 8.55%

16)Boku no Imouto 8.01%

17)Fufudou 7.77%

18)Majo Saiban 7.34%

19)LOVE GAME 5.33%

TOP 20 das Celebridades com menos sex-appeal

No Japão sempre sai algumas pesquisas estranhas, mas celebridades com menos sex-appel é uma novidade. O site Kawaii Koyuu divulgou uma pesquisa feita no Japão sobre as 20 celebridades menos sex-appeal para os japoneses. Vale frisar que uma das regras aqui era não colocar mulheres acima dos 60 anos. Impressionante que até como menos sex-appeal, a cantora Ayumi Hamasaki consiga o primeiro lugar.

No segundo lugar, temos a Shoko Nakagawa que virou uma grande celebridade japonesa, ainda que sua fama as vezes chega a ser bizarra, como seu gosto por gatos. Desejando desde pequena ser uma ranger rosa, num super sentai, Shoko é meiga e com certeza não tem nada de sex-appel. Mas logico que existem exceções, principalmente nos ensaios sensuais que ela já fez.

A antiga rainha do jpop, Matsuda Seiko, aparece na terceira posição. Ela já foi uma linda mulher nos anos 80, porém do mesmo jeito que sua fama veio, seus escândalos na vida pessoal afastaram ela dos grandes holofotes. Recentemente sempre lança uma coletânea de seus antigos sucessos e faz participações especiais em doramas, como Hanakimi.
Diversas celebridades como Ueno Juri de Nodame Cantabile e Last Friends, e Ueto Aya de Attack nº 1 e Azumi aparecem na lista.

Quanto a Erika Sawajiri, que fez doramas como Taiyou no Uta e Ichi rittori no namida, recebe a fama de ser uma das celebridades mais insossas cheia de altos e baixos. Bem possível que os japoneses não achem ela nada sex appeal por causa disso.

O que gera bastante estranhamento é ver Koda Kumi na lista, já que ela vende a imagem de Ero-Kawaii, como cantora da Avex Trax. Porém, recentemente a cantora cantando com sua irmã misono, acabou mudando um pouco o seu foco.

Outra cantora que seguiu o caminho de Sex-appeal copiando a Koda Kumi, foi a Maki Goto que também aparece na lista. Será que os japoneses não consideram elas mais símbolos do Ero-Kawaii?

Por favor, não façam comentários sobre a Asada Mao, eu me recuso inverter o nome dela pelos trocadilhos infames principalmente em relação ao Sex-appeal.

01 – Hamasaki Ayumi (30)
02 – Nakagawa Shoko (24)
03 – Matsuda Seiko (47)
04 – Kashiyuka [Perfume] (20)
05 – Asada Mao (18)
06 – Abe Natsumi (27)
07 – Suguri Fumie (28)
08 – Ueno Juri (23)
09 – Sawajiri Erika (23)
10 – Kuroki Hitomi (48)
11 – Ueto Aya (23)
12 – Ando Miki (21)
13 – Amuro Namie (31)
14 – Koda Kumi (26)
15 – Sasaki Mikako (32)
16 – Miyazaki Aoi (23)
17 – Matsushima Nanako (35)
18 – Tanaka Reina (19)
19 – Goto Maki (23)
20 – Niiyama Chiharu (28)

Número de estrangeiros visitando o Japão caiu 29% no período de janeiro a junho

Segundo o site Kyodo News, durante o primeiro semestre do ano, o Japão teve uma diminuição de 28,6% de turistas em relação ao ano anterior. Nesse período, transitaram pelo Japão, 3.095.000 turistas. Segundo os dados divulgados, as principais causas dessa queda foram a recessão internacional aliada com a valorização do iene e a gripe H1N1.
A maior queda de turistas, no entanto, foi em fevereiro com 41,3%, principalmente ligado ao fato da valorização do iene sobre o dólar.
Em contrapartida, no mesmo período, 7.190.000 japoneses viajaram para o exterior, tendo uma queda de 9,1% em relação ao ano anterior.

Crítica | Might Morphin Power Rangers: É hora de Morfar!

Quinze anos se passaram desde que essa frase foi dita pela primeira vez e surgiu o sucesso da franquia Power Rangers que dura até hoje. Sim, treze temporadas produzidas de algo que tinha tudo para dar errado para o público americano.

Retornando aquela época aonde vivíamos numa transição, aonde havia muitos heróis japoneses na televisão, mas que sua decadência estava começando e por outro lado estava chegando em nossas terras a série Power Rangers pela Fox e depois pela Rede Globo, aonde o sucesso foi um estouro.

Agora é só lembrar das gírias dos anos 90 como “Morfenomenal” e relembre um dos maiores sucessos dos anos 90.

Saban, a empresa que criou Power Rangers

Uma empresa considerada inimiga para muitas pessoas fãs de tokusatsu, ela também foi responsável por lançamentos de várias series japonesas no ocidente, na França mais precisamente. Haim Saban, famoso israelita criador da empresa odiada por muitos, lançou o tokusatsu na França obtendo sucesso que até hoje existem por lá.

Se no Brasil temos Jaspion e Changeman, os franceses têm Gaban e Bioman no coração. Inclusive até a tática de marketing de usar o mesmo nome com números para parecer continuação foi feito por lá sendo lançado outros dois Super Sentais com os nomes Bioman 2 e 3. No Brasil essa tática foi usada com Jaspion 2 que na realidade era Spielvan.

Voltando ao caso da empresa Saban, Haim Saban sabia que heróis japoneses nunca emplacariam nos EUA. Um país que tem super heróis que são símbolos mundiais, ele sabia que heróis japoneses não teriam sucesso nas terras do Tio Sam. A adaptação tinha que ser feita, para soar que os heróis japoneses eram americanos e tão bons e eficazes como os heróis em quadrinhos, filmes e outros da cultura americana. Conseguindo o sinal verde da Toei, dona e criadora das series de tokusatsu, Haim Saban sabia que tinha entrado num caminho de pedras até encontrar a formula ideal.

Um fato curioso que inicialmente Haim Saban desejava seguir o caminho de séries para o público adolescente por isso escolheu séries maduras japonesas como Metalder e posteriormente Jetman. Nenhuma das duas séries teve suas adaptações fora do papel, porque o público foi outro, as crianças. Usando a série japonesa posterior a Jetman, a série Zyuranger, que tinha um visual e uma temática mais infantil. Vale lembrar que Metalder posteriormente foi totalmente modificada junto de Spielvan para se tornar a série americana VR Troppers, mas fracassou no seu papel ao atrair as crianças que gostavam de Power Rangers.

Tirando a essência e as histórias japonesas e substituindo por histórias de adolescentes no colegial que poderia ser comparado ao sucesso da época, Barrados do Baile, a série Power Rangers tinha uma historia de adolescentes como pano de fundo e as aventuras de heróis coloridos como tema fantasioso do trama. Sua mistura gerou a série Power Rangers que até então não existia nada do gênero nos EUA.

Power Rangers, uma estréia sem alarde na tv a cabo e um sucesso na tv aberta

Um ano depois da série estrear nos EUA, a série logo veio para o Brasil de forma discreta no bloco Fox Kids que existia dentro do canal Fox. Vale lembrar que nesta época ainda não existia canal Fox Kids (Atual Jetix).

Junto com desenhos do tipo X-men Animated, Eek, o gato entre outros era o que constituía o bloco Fox Kids.

Um ano depois, a série teve sua estréia no horário do meio dia na maior emissora do país, a rede globo. Sendo a atração principal da TV Colosso, a série alcançou sucessos semelhantes iguais em outros países.

O sucesso da série foi tamanha que ganhou até uma musica pela dupla famosa naquela época que era de Sandy e Junior. Essa musica criada por eles, foi bastante divulgada na época em diversos programas infantis. Um detalhe que deve ser comentado é que essa musica apenas foi ao ar na época da segunda temporada, mas graças ao sucesso da primeira é que esta foi produzida. Além disso, podemos fazer um paralelo a uma banda infantil daquela época com uma banda mais antiga ainda, que é o Trem da Alegria que fez a musica Changeman e Jaspion por causa do grande sucesso que as duas séries estavam tendo.

Por fim, temos que ressaltar a gíria “Morfenomenal” falada pela personagem Kimberly, ranger rosa, no qual virou uma época até a gíria de muitas crianças graças a divulgação e sucesso da série.

Power Rangers, a série

A série tem inicio com a clássica cena de dois astronautas abrindo uma tampa de um enorme recipiente na Lua. Ao fazer tal ato, eles libertam Rita Repulsa e sua tropa numa nova era de maldades no universo.

Retomando ao seu castelo, Rita Repulsa decide atacar a Terra e assim Zordon e alpha 5 que defendem a Terra a espera de qualquer mal, eles escolhem cinco pessoas capazes para se tornar os guerreiros com poder dos dinossauros, os Power Rangers. Escolhendo cinco adolescentes da escola de Alameda dos Anjos, os escolhidos foram Jason (ranger vermelho), Zack (ranger preto), Billy (ranger azul), Triny (ranger amarela) e Kimberly (ranger rosa). Inicialmente, eles relutaram a aceitar tal missão, mas após lutarem com soldados de massa, eles percebem que a única coisa a fazer é se tornar os guerreiros Power Rangers.

A série tendo essa premissa logo de começo não tem grandes evoluções durante sua saga. Apenas alguns episódios especiais e bem carismáticos e senão inesquecíveis. Vale lembrar o episódio que o Billy e a Kimberly viram punks que tem que ser detidos pelos outros Power Rangers. O episodio que a Triny não para de correr por causa de um monstro semáforo. Tem também o episodio que o Billy desenvolve os comunicadores para a equipe se interagir com ondas de rádio. Por fim, o episódio que o Billy desenvolve o carro para os Power Rangers que era um fusca branco. Com certeza, você tem outros episódios favoritos como o Billy salvando a garota que ele se apaixona com um monstro marinho. A série se constitui de diversos episódios carismáticos, mas que não acrescentam em nada o trama, apenas desenvolvem melhor os personagens, uma característica que funcionou muito bem.

O ponto forte da primeira temporada é ao inserir o personagem ranger verde no trama, onde Rita Repulsa usando um cristal verde, ela ressuscita o ranger verde. Nesse ponto, sabemos que Rita roubou no passado o poder de um dos rangers e trouxe para o seu lado. Escolhendo o mestre de artes marciais, Tommy que tem as mesmas características que o Jason, a Rita esperava uma vitória fácil. Logo, como o público esperava, o ranger verde se alia aos Power Rangers para o temor de Rita Repulsa.

A série depois desse ponto tem como explorar as diversas formas diferentes que o mecha Dragonzord tem de fusão com o Megazord e a amizade entre dos rangers verdes e vermelho na posição de lideres da equipe Power Rangers. Nesse ponto, temos também o inicio do namoro entre a ranger rosa e o ranger verde gerando episódios inesquecíveis como monstro em flores que causou rancor entre os dois.

Perto do fim da primeira temporada, temos o ranger verde perdendo os poderes graças ao cristal de Rita Repulsa e para o poder não ser passado para o mal, Tommy é obrigado a repassar os poderes para o Jason que ganha o controle do DragonZord e o colete dourado em seu traje vermelho. Temos diversos episódios do Jason desse jeito, antes do retorno do Tommy num episódio posterior aonde ele usa os últimos poderes de ranger verde.

Vale ressaltar que em cada episodio tínhamos a dupla Bulk e Skull querendo dar uma de superiores sobre os adolescentes que eram os Power Rangers. Nesses momentos que tinham até a musica clássica deles, podem ser comparados com os três patetas, aonde só acontecia palhaçadas.

A conclusão da primeira temporada, basicamente não existe, porque a série deixa pra continuação a responsabilidade de encerramento, aonde temos já o vilão Lord Zedd no comando. Pode se dizer que a série com seu sucesso avassalador não precisava criar finais e por isso continuou sem medo em seu próximo ano aonde diversas mudanças foram feitas para manter a série ainda o sucesso da criançada.

Curiosidades

– A série Power Rangers por onde passou gerou sucesso, causando surpresa até para a empresa de bonecos Bandai que fabricava apenas no Japão os bonecos das séries originais. Um grande atraso teve, mas depois de corrigido, todos os anos tínhamos os Power Rangers bonecos juntos de sua temporada. Não esquecendo que há cada temporada, os bonecos ganhavam característicos de quadrinhos americanos que eram músculos e enchimentos sobre o traje.

– A série ganhou musicas bem interessantes na França, Japão e Itália.

– A atriz Machiko Soga, a Bandora, a Rita Repulsa japonesa, dublou Power Rangers quando está foi exibida por um canal que exibia produções americanas no Japão.

– A série é considerada tokusatsu e foi distribuída na internet pela Toei entre diversas série japonesas num sistema de assinatura semelhante ao da Globo.com aonde os assinantes tinham acesso ao acervo da emissora online.

– Todo vhs ou dvd lançado no Japão dos Power Rangers tem o selo Toei Channel.

– Massaki Endo que canta o tema de abertura do Super sentai, Abaranger, já cantou o tema Power Rangers no Japão ao vivo.

– A série Abaranger, segundo boatos, é uma homenagem ao sucesso de Power Rangers e não uma repetição proposital do tema dinossauro.

– A segunda temporada de Power Rangers, os mechas seriam inalterados, mas o ranger branco usado da série Dairanger teria sua inclusão. As cenas seriam filmadas no Japão de todas as lutas com o mecha exclusivo aonde o mecha do tigre branco seria possível se fundir com os mechas da primeira temporada. Por causa de custos, o projeto não saiu do papel e por isso todos os mechas foram substituídos, assim usando cenas prontas da série Dairanger.

– Diversos monstros e cenas de luta entre os mechas foram filmadas exclusivamente para a série Power Rangers direto do Japão. Por falta de técnica e ainda ser uma novidade a adaptação, os americanos não tinham recursos para continuar a primeira temporada, por isso a Toei criou monstros e as cenas de luta entre o Megazord e o monstro.

– As cenas americanas eram feitas em câmeras totalmente diferentes que as das versões originais, o que poderia se notar facilmente com cenas mais nítidas e claras comparadas com cenas escuras da série original.

Ficha técnica:

Direção: John Blizek e David Blyth

Produtor: Ronnie Haddar

Co-produtor: Ann Knapp

Produtores executivos: Shuky Levy e Haim Saban

Atores:

Power Ranger vermelho/ Jason Lee Scott: Austin St. John
Power Ranger Amarelo/ Trini Kwan: Thuy Trang

Power Ranger Preto/ Zachary ‘Zack’ Taylor: Walter Jones

Power Ranger Rosa/ Kimberly Ann Hart: Amy Jo Johnson

Power Ranger Verde/ Thomas ‘Tommy’ Oliver: Jason David Frank

Power Ranger Azul/ William ‘Billy’ Cranston: David Yost

Farkus ‘Bulk’ Bulkmeier: Paul Schrier

Eugene ‘Skull’ Skullovitch: Jason Narvy

Zordon: David Fielding

Ernie: Richard Genelle

Rita Repulsa: Barbara Godson

Goldar: Kerrigan Mahan

Squatt: Michael Sorich

Scorpina: Ami Kawai

Alpha 5: Romy J. Sharf

Crítica | Shaolin Girl | Uma seqüência do clássico Shaolin Soccer?

Produzido em 2008, o filme japonês do diretor Katsuyuki Motohiro, do excelente Summer Time Machine Blues, retorna ao universo criado por Stephen Chow em Shaolin Soccer.

Chamado de Shourin Shoujo, o filme acabou ganhando internacionalmente o nome de Shaolin Girl, justamente pra divulgar como seqüência de Shaolin Soccer. Nos roteiros, temos Masashi Sogo e Rika Sogo, que tem em seu currículo filmes como Yatterman lançado esse ano baseado no anime clássico da Tatsunoko. Vendo o currículo de Masashi Sogo, para fãs de anime, ele escreveu o filme Bleach: Memories of Nobody da série Bleach, como também alguns episódios de Bleach, Gantz e os ovas da série Rurouni Kenshin (Samurai X).

Para o papel da protagonista Rin, foi chamada a atriz Kou Shibasaki que é bem conhecida tanto no Japão como internacional. Não se lembra dela? Então, ela esteve presente em Battle Royale, Dororo, Tokyo Raiders, Sekai no chuushin de, ai o sakebu, One Missed Call entre outras produções. Já atuou em alguns doramas como Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi, Good Luck, Orange Days e Galileo. Além disso, é uma cantora bastante conceituada no Japão, assim fica difícil dizer que nunca ouviu falar nelai.

Do elenco de Shaolin Soccer regressa Kai Man Tin como Tin e Chi Chung Lam como Ram, respectivamente o terceiro e o irmão mais novo em Shaolin Soccer. Eles vieram ao Japão para divulgar seu Kung Fu, e acabaram ficando como auxiliares do restaurante do antigo sensei de Rin, o Kenji Iwai.

O filme ainda tem como produtor Stephen Chow e foi distribuído pela Toho, que tem em seu catalogo desde clássicos como Godzilla, a sucessos atuais como HERO, Gokusen entre outros que estão chegando ao cinema após sucesso de suas séries na televisão. No Brasil ela é mais associada a filmes como Godzilla e a séries de tokusatsu, como Cybercops.

A história

Vamos para a China, ver os últimos treinamentos de Rin Sakurazawa em um templo Shaolin. Mestre ao perguntar em todas as alunas presentes, o que fariam com Kung Fu, apenas Rin responde que continuará com a arte, como também deseja ensinar aos demais. Mestre que é interpretado por Akaji Maro (Kill Bill) dá um conselho a Rin que a arte do shaolin é um eterno treinamento e que ela nunca deverá deixar de treinar sua arte.

Rumo ao Japão, Rin descobre que os anos que passou China, pesou para seus antigos amigos e companheiros que largaram seu antigo Dojo. Completamente destruído e abandonado, o Dojo que Rin pretendia continuar e começar suas aulas está fechado e seus alunos já seguiram suas vidas sem ter espaço para o Kung Fu. Seu antigo sensei abriu um restaurante e não quer saber de dar aulas novamente.

Inicialmente, Rin decide procurar novos alunos, mas a busca é em vão, fazendo a desistir de dar aulas.

Shaolin Lacrosse?

Ficando amiga de Minmin, Rin decide jogar Lacrosse na faculdade, mesmo não sendo aluna, ela acaba ganhando a chance de virar membro do time.

O que é Lacrosse?

Lacrosse é um desporte criado pelos indígenas americanos no século XV, sendo bastante praticado no Canadá e nos EUA. No caso, o time feminino é formado por 12 pessoas que uma rede (crosse), uma bola de borracha, aonde o contato não é permitido, apenas o stick, assim restringindo arremesso de bola entre as redes até baliza do adversário.

Voltando ao filme, Rin demonstra uma grande habilidade com a rede, porém não consegue fazer entrar nenhuma bola na baliza.

O sensei Kenji Iwai entrar no time como treinador, assim treinando o time e dando dicas entre o kung fu e o lacrosse, utilizando-se da mesma fórmula que já conhecemos em Shaolin Soccer.
Paralelamente, vemos sempre que Kenji desmerece Rin, deixando fora do time. Durante seu primeiro jogo, Rin é obrigada a ficar no banco, sendo que exige entrar no segundo tempo. Egoísta, ela tenta roubar todas as passagens de bola para si, resultando a perda do time no jogo. Kenji revela a falha dela em não confiar em suas parceiras, fazendo ela sair cabisbaixa do jogo.

O lado negro da força

Enquanto isso vai se montando a história de Yuichiro Ohba, um dos sócios da universidade, aonde Rin é membro do time de Lacrosse. Yuichiro se sente atraído por Rin decidindo destruir tudo que ela tem, para ela ir para o lado negro da força.

Ele manda seus homens seqüestrarem Minmin, enquanto ele luta com Kenji o derrotando. Ao mesmo, seus homens põe fogo no restaurante, fazendo Ram e Tin saírem correndo de lá.
Ao mesmo tempo, Riyuji Tamura que permitiu que Rin fosse do Lacrosse e sempre comia no restaurante do Kenji, acaba fugindo do lugar.

O antigo dojo e o restaurante explodem, deixando Rin sem nada. Querendo resgatar Minmin, ela parte para universidade, para descobrir quem é o Yuichiro.

A luta final

Rin, Ram e Tin vão para a universidade, atrás de Yuichiro. Rin continua, enquanto Ram e Tin luta contra os homens de Yuichiro. Enquanto isso Riyuji revela-se ser um dos olhos de Yuichiro, lutando contra Rin, mas ele acaba levando a pior com ela.

Rin encontra Minmin, mas vai ter que aceitar o desafio de Yuichiro e não entrar no lado negro da força. Numa força sem precedentes, os dois elevam seu ki numa batalha incrível .

O grande segredo de Rin é saber perdoar e a luta se desenvolve mais como uma segunda chance para Yuichiro que é abraçado por Rin e encontra seu verdadeiro eu de volta.

O fim

Rin salva a todos e retorna em cima da hora para o jogo de Lacrosse. Vemos junto Minmin de volta ao time, sendo que todas utilizam de golpes do kung fu para vencer o campeonato.

Ao fundo do jogo toca a canção tema do filme, Giri Giri Hero, do grupo Mihimaru GT, deixando uma vontade de querer ver como continua a história.

Conclusão

O filme infelizmente para quem esperava algo voltado a esportes como em Shaolin Soccer se decepciona. Sendo um filme carismático e que chega até a brincar com cinema asiático, principalmente na cena em que Rin se veste exatamente igual como Stephen Chow em Kung Fusão, numa sucessão de homenagens a filmes chineses, Shaolin Girl é um filme mal compreendido, por não ser focado no esporte, como o filme Shaolin Soccer.

Shaolin Girl é um filme que tem um bom desenvolvimento, porém não deveria ter conexões com Shaolin Soccer, já que funciona muito bem como filme sozinho e tem personagens bastante carismáticos, sendo que a presença de Tin e Ram são mesmo que grandes, bastante dispensáveis.

Kou Shibasaki está excelente como Rin e demonstra que teve boas aulas de artes marciais, nas cenas de luta, sendo bastante convincentes.

Lembrando que para quem já viu ela em doramas e outros filmes, é interessante ver essa nova faceta da atriz.