O universo da Turma da Mônica ganha uma nova dimensão nas telonas com “Mauricio de Sousa – O Filme”, cinebiografia que mergulha na trajetória pessoal e profissional do cartunista que marcou gerações. O longa estreia em 23 de outubro de 2025.
Infância, sonhos e quadrinhos
O longa acompanha duas fases essenciais de Mauricio de Sousa. A infância cheia de curiosidade e criatividade, quando ele já sonhava em criar mundos próprios, e a vida adulta, marcada pela coragem de transformar sua paixão em uma carreira que parecia impossível à época. Diego Laumar interpreta Mauricio garoto, enquanto Mauro Sousa, diretor-executivo da MSP e também ator, assume o papel do cartunista adulto.
Um elenco que dá vida à história
Além de Mauro e Diego, o elenco reúne nomes que ajudam a compor o universo pessoal de Mauricio: Thati Lopes, Sofia Carvalho, Clara Galinari, Bia Vivace, Anna Giulia Nava, Natalia Lage e Elizabeth Savalla, entre outros, trazem à tela familiares, amigos e figuras marcantes da trajetória do criador da Turma da Mônica.
Por trás das câmeras
Dirigido por Pedro Vasconcelos e baseado no livro “Mauricio – A História Que Não Está No Gibi”, o filme foi produzido pela MSP Estúdios, em parceria com a Star Original Productions. As filmagens aconteceram em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Carrancas, Passa Quatro e Lapa, recriando cenários que dialogam com a vida real de Mauricio. Ao longo dos últimos anos, teasers e pôsteres foram apresentados em eventos como CCXP22, CCXP23 e D23 Brasil, dando aos fãs um primeiro vislumbre da jornada do cartunista.
O encontro da memória e da inspiração
Mais do que uma cinebiografia, o filme celebra a vida de um homem que transformou histórias simples em um legado cultural. Entre risos, desafios e descobertas, “Mauricio de Sousa – O Filme” é uma homenagem a quem ensinou gerações a sonhar com mundos feitos de tinta e papel.
Pôster
O longa chega aos cinemas em 23 de outubro de 2025, convidando todos a conhecerem a história por trás do criador da Turma da Mônica.
O I Festival Internacional Goitacá de Cinema chegou ao fim neste domingo (24), em Campos dos Goytacazes (RJ), após seis dias de programação intensa que reuniu mais de 5 mil pessoas. O evento exibiu 70 filmes, promoveu debates, oficinas e encontros de mercado, consolidando-se como um novo polo para o audiovisual brasileiro.
A cerimônia de encerramento, realizada no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, na UENF, revelou os vencedores das mostras competitivas e lançou a Carta Goitacá, um manifesto pela criação da Escola Brasileira de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Entre os destaques da noite, a entrega do Troféu Kbrunco, em formato de boi e produzido por artesãs do Projeto Caminhos de Barro, marcou a consagração dos premiados.
Tonico Pereira: homenagem já confirmada para 2026
O encerramento trouxe ainda uma grande revelação: o ator campista Tonico Pereira será o homenageado da próxima edição, em 2026. O anúncio emocionou o público e reforçou o compromisso do festival em valorizar nomes que marcaram a cultura brasileira e a identidade local.
Homenagens e encontros que marcaram a edição
A primeira edição já havia começado em tom histórico. Na abertura, no dia 19, a atriz Zezé Motta foi homenageada e recebeu o título de Doutora Honoris Causa da UENF, emocionando a plateia ao cantar “Cana Caiana” no palco.
Durante a semana, foram realizadas cinco mostras competitivas — Nacional, Internacional, Zezé Motta, Kbrunquinho (infantojuvenil) e Olhares da Planície (dedicada ao interior fluminense) — além da Mostra Embratur. A programação se completou com o Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, o Programa de Formação e o Cine Market Goitacá, que promoveram debates, masterclasses, oficinas e articulações de mercado.
Na Mostra Nacional, o curta “Canto das Areias”, de Maíra Tristão, e o longa “O Silêncio das Ostras”, de Marcos Pimentel, foram os grandes premiados.
Na Mostra Internacional, o curta “Pietra”, de Cynthia Levitan, e o longa “Alma del desierto”, de Mónica Taboada-Tapia, conquistaram o troféu.
Na Mostra Zezé Motta, os destaques foram o curta “Ondas Invisíveis”, de Junior Augusto, e o longa “Othelo, O Grande”, de Lucas H. Rossi dos Santos.
Já na Mostra Olhares da Planície, dedicada a produções do interior fluminense, o prêmio principal ficou com “Benedita”, de Lane Lopes e Cadu Azevedo. Por fim, a Mostra Kbrunquinho premiou o curta “Passa a Bola”, de Guilherme Herrera Falchi.
Wanderson Primo (Porto do Açu), Gabriel Barbosa (Quiprocó Filmes), Marcelo Freixo (Embratur), Fernando Sousa (diretor do festival), Marina do MST (vereadora) e Professor Raul Palácio (UENF)
Carta Goitacá: cinema como vetor de desenvolvimento
Além dos prêmios, o festival lançou a Carta Goitacá, um documento que reafirma a importância de criar a Escola Brasileira de Cinema e Audiovisual da UENF, idealizada por Darcy Ribeiro nos anos 1990, mas nunca concretizada.
Para Fernando Sousa, diretor-geral do festival, o documento é mais que uma lembrança histórica: “A Carta Goitacá é um chamado coletivo para que o cinema reencontre, na Planície Goitacá, o seu lugar de invenção e potência criadora.”
Números e impacto cultural
A primeira edição do festival reuniu 793 filmes inscritos, vindos de todas as regiões do Brasil e de quatro continentes. Destes, 61 entraram na competição oficial, somados a outros nove títulos em mostras paralelas.
Mais de 150 profissionais participaram da organização, enquanto oficinas e debates receberam centenas de inscritos. Somente nas sessões de cinema, mais de 1800 pessoas prestigiaram a programação. O Cine Market Goitacá, espaço de negócios e networking, mobilizou 150 profissionais em cinco encontros, discutindo políticas públicas, coproduções e sustentabilidade no audiovisual.
As ações também ultrapassaram as salas de cinema, com ativações turísticas em São João da Barra e Quissamã, em parceria com a Embratur, permitindo que os participantes conhecessem patrimônios naturais e culturais da região, como a Reserva Caruara e o Quilombo Machadinha.
Um festival que já nasce grande
Com apoio de instituições como a UENF, FAPERJ, CAPES, Embratur e Porto do Açu, além de patrocínios privados e parcerias culturais, o Festival Goitacá mostrou fôlego para crescer. Mais que uma vitrine de filmes, o evento se consolidou como espaço de formação, articulação política e afirmação do cinema como ferramenta de transformação social.
A edição de 2026 já é aguardada com expectativa, carregando o peso do sucesso inaugural e a responsabilidade de expandir ainda mais esse novo espaço de encontro do audiovisual brasileiro.
O novo Superman, que inaugura a fase cinematográfica da DC comandada por James Gunn, já está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais. O longa traz de volta o herói mais reconhecido da cultura pop, mas em uma versão que busca equilibrar ação épica, emoção e humanidade.
Diferente de outras versões de origem, aqui o kryptoniano já é um herói conhecido e respeitado no mundo. O grande desafio surge quando Lex Luthor manipula os acontecimentos para colocar a imagem do Homem de Aço em dúvida, exigindo que Clark Kent prove mais uma vez que esperança é sua maior arma.
Interpretado por David Corenswet, o Superman divide espaço com Lois Lane, Krypto e a Gangue da Justiça, formada por nomes como Senhor Incrível, Mulher-Gavião e o Lanterna Verde Guy Gardner. No campo oposto, a trama apresenta adversários pouco explorados no cinema, como A Engenheira e Ultraman, criações de Luthor que ampliam a ameaça para níveis interdimensionais.
James Gunn imprime sua marca
Com direção e roteiro de James Gunn, o filme equilibra humor, drama e ação. Um dos destaques é Krypto, o Supercão, que não apenas funciona como alívio cômico, mas também conquista momentos de emoção. A inspiração veio do próprio cachorro de Gunn, Ozu, resgatado durante o processo de escrita do roteiro.
A presença do personagem teve impacto curioso fora das telas. Após o lançamento, buscas por adoção de cães nos EUA cresceram 513%, segundo dados do aplicativo de adestramento Woofz.
Sucesso de bilheteria e crítica
O longa se consolidou como fenômeno de público. No Brasil já ultrapassou 4 milhões de espectadores, somando mais de R$ 90 milhões em arrecadação. No ranking de 2025 ocupa o 4º lugar em bilheteria nacional.
Globalmente, Superman é o filme baseado em quadrinhos de maior sucesso do ano, com mais de US$ 579 milhões arrecadados, superando concorrentes que ficaram na casa dos US$ 400 milhões.
Na recepção do público os números também impressionam. São 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, com mais de 25 mil avaliações verificadas.
Onde assistir
O filme já está disponível para compra e aluguel em plataformas como Prime Video, Claro TV+, YouTube, Apple TV e Vivo Play. Uma chance de rever ou assistir pela primeira vez um dos marcos da nova fase da DC diretamente em casa.
A Tokyo Game Show 2025, que acontece entre os dias 25 e 28 de setembro no centro de convenções Makuhari Messe, em Chiba, já começa a ganhar destaque com a confirmação da Level Infinite. A publisher prepara um estande no Hall 2 (Setor 03) que promete atrair olhares com ativações no palco, brindes e, claro, muitos jogos para testar.
Monster Hunter Outlanders em estreia mundial
Entre os destaques, o público poderá jogar pela primeira vez Monster Hunter Outlanders, novo título mobile da franquia Monster Hunter, fruto da parceria entre a Capcom e o TiMi Studio Group, da Tencent. O anúncio oficial do game aconteceu em novembro de 2024, mas a TGS 2025 será o palco da primeira demo jogável. O título será lançado gratuitamente para iOS e Android, com compras in-game, ainda sem data definida.
O universo de Goddess of Victory: NIKKE
Outro grande nome no estande é Goddess of Victory: NIKKE. Desenvolvido pelo SHIFT UP, estúdio do ilustrador Kim Hyung-tae, o jogo já é conhecido por sua mistura de narrativa sci-fi, RPG e tiroteio em um mundo pós-apocalíptico. Disponível desde 2022 para PC e mobile, o game segue expandindo conteúdo e atraindo jogadores pelo visual marcante e combate dinâmico.
Delta Force retorna com novo fôlego
O clássico Delta Force ganha uma nova versão pelas mãos do Team Jade. O jogo traz modos PVP em larga escala, extração moderna e até uma campanha PvE inspirada em Black Hawk Down. Gratuito para jogar, o título chegou primeiro aos consoles (19 de agosto de 2025) e já está disponível também no PC e mobile (21 de agosto de 2025).
Exoborne e a luta contra a natureza
Fechando a lista de destaques, Exoborne coloca os jogadores em um mundo aberto devastado por catástrofes naturais. Além de enfrentar inimigos e facções rivais, é preciso lidar com os próprios fenômenos da natureza em combates estratégicos que giram em torno das poderosas Exo-Rigs. O título, desenvolvido pela Sharkmob, ainda não tem data de lançamento, mas chegará a consoles, PC e mobile como free-to-play.
Com uma seleção de títulos que vai do mobile ao console, passando por novas apostas e franquias já consolidadas, a Level Infinite promete ser um dos pontos mais movimentados da Tokyo Game Show 2025. Para quem estiver em Chiba em setembro, o Hall 2 certamente será parada obrigatória.
A IV Mostra de Cinema ChinaBrasil amplia sua programação em 2025 com uma iniciativa inédita: um seminário gratuito dedicado ao intercâmbio de criadores dos dois países. O encontro acontece na quarta-feira, 27 de agosto, das 14h às 18h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo, no Rio de Janeiro. A atividade inclui a exibição de oito curtas-metragens e uma mesa de debate com realizadores chineses e brasileiros, reforçando o caráter de troca cultural do evento.
O público poderá assistir a três curtas nacionais — Mais triste do que a chuva num recreio de colégio, Pipa e Realize seu sonho agora — ao lado de cinco produções chinesas: Atenção à frente rumo à Via Láctea, Eu quero voar, Linha de Fronteira, Miragem e Jogo da Glória. Após a sessão, o debate contará com nomes como os roteiristas chineses Chen Xioda e Cheng Bo, ligados à Escola de Cinema de Vancouver em Xangai, além de Carolina Maia, do coletivo NaTora; o diretor Diogo Brandão; a produtora Mariana Lucena; e o cineasta Lobo Mauro. O público também será convidado a participar da conversa.
Organização e credenciamento
O seminário é fruto de parceria entre a Academia de Cinema de Xangai Vancouver, a Cultural Bridge Communications e a Associação de Câmbio Cultural Estrangeiro de Xangai. A entrada é franca e o credenciamento acontece no próprio Cinesystem Belas Artes Botafogo a partir das 13h, no dia do evento.
Mostra de longas une diferentes olhares
Entre os dias 26 e 28 de agosto, a mostra principal traz 12 longas — seis chineses e seis brasileiros — selecionados pelo produtor e documentarista Hélio Pitanga, sob a idealização de Arthur Chen, empresário chinês dedicado à difusão do cinema.
Do lado chinês, chamam atenção o sucesso de bilheteria Detetive Chinatown: O Mistério de 1900, o drama histórico Compositor, premiado no 18º China Film Huabiao, e Mumu, vencedor do 12º Prêmio Phoenix de Cinema de Zhejiang, que consagrou o ator Lay Zhang.
Já a seleção brasileira revisita títulos de peso, como Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, sobre a trajetória de Renato Russo, e Porto Príncipe, estreia de Maria Emília de Azevedo. O público também poderá rever documentários musicais celebrados, como Elis & Tom: Só Tinha de Ser Com Você, de Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay, e Chico, Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr.
Um panorama de trocas culturais
Mais do que uma mostra de cinema, o evento reafirma o potencial de diálogo entre as cinematografias de Brasil e China. Ao reunir estreias, grandes sucessos e debates, a IV Mostra ChinaBrasil cria um espaço de reflexão sobre como o audiovisual pode atravessar fronteiras e aproximar diferentes culturas.
Serviço
PROGRAMAÇÃO DIA A DIA
Cinesystem Belas Artes Botafogo
Praia de Botafogo, 316 – Botafogo
26 a 28/8 – Quatro sessões diárias
Entrada franca – retirada de ingressos na bilheteria
Seminário de Intercâmbio de Criadores
27/08 – Quarta-feira
13h – Credenciamento
14h às 18h – Seminário
Entrada franca
PROGRAMAÇÃO DOS FILMES DIA A DIA
26/08 Terça-feira
14h30 – Mumu
16h35 – Direito de Sonhar
18h10 – Detetive Chinatown: O Mistério de 1900
20h45 – Chico, Artista Brasileiro
27/08 – Quarta-feira
14h15 – Pluft, O Fantasminha
16h – Tudo, Ou Nada Mesmo
18h20 – Somos Tão Jovens
20h20 – A História Dela
28/08 – Quinta-feira
14h15 – Impacto
16h40 – Porto Príncipe
18h30 – Compositor
20h30 – Elis & Tom: Só tinha de Ser Com Você
SINOPSES – FILMES CHINESES
A HISTÓRIA DELA
Drama | Romance | 2024 | 123 min | 12 anos
Direção: Shao Yihui
Elenco: Song Jia, Zhong Chuxi, Zeng Mumei
Sinopse: A mãe solteira Wang Tiemei muda-se para uma nova casa com seu filho Wang Moli e conhece sua vizinha Xiaoye. As duas mulheres têm personalidades muito diferentes: uma é forte, a outra é delicada, uma é boa em ser mãe e a outra é boa em mentir a qualquer momento. Quanto aos dois homens que cercam Wang Tiemei, seu ex-marido “piora as coisas” de vez em quando, e o professor de bateria de sua filha lhe oferece novas possibilidades.
MUMU
Drama | 2025 | 111 min | 12 anos
Direção: Shāmò
Elenco: Zhang “Lay” Yixing, Li Luoan, Huang Yao Sinopse: A produção conta a história do surdo Xiao Ma e sua filha Mu Mu, que sempre foram companheiros. No entanto, à medida que Mu Mu cresce, ela precisa se integrar ao mundo dos ouvintes. Enquanto isso, uma gangue especializada em explorar surdos se aproxima de Xiao Ma, mas ele é tão dedicado à filha, que acaba sendo enganado pelo mundo do crime.
IMPACTO
Ação | Comédia | 2025 | 124 min | 12 anos Direção: Jiang Jiachen
Elenco: Li Jiuxiao, Wang Qianyuan, Liang Chao Sinopse: Uma inspiradora história sobre um recém-formado e desajustado time de rúgbi chamado Dockers, que treinou por dez meses consecutivos, sempre perdendo. Até que no décimo primeiro mês, o jogo vira.
COMPOSITOR
Drama | História | 2019 | 104 min | 14 anos
Direção: Sirzati Yahefu Elenco: Hu Jun, Yuan Quan, Berik Aitzhanov
Sinopse: Durante a Grande Guerra Patriótica da União Soviética, o lendário músico chinês Xian Xinghai participou da pós-produção do documentário “Yan’an e o Oitavo Exército da Rota” em Moscou. A repentina eclosão da guerra o desalojou. No ambiente cruel de frio e fome extremos, Xian Xinghai foi resgatado pelo músico Cazaque Baikadamov, e neste período compôs obras clássicas como “A Guerra Santa” e “Amangerda”. Ele usou a música para curar os corações sofridos das pessoas na guerra e as inspirou a lutar contra o fascismo.
DETETIVE CHINATOWN: O MISTÉRIO DE 1900
Ação | Comédia | 2025 | 136 min | 12 anos Direção: Chen Sicheng, Dai Mo Elenco: Wang Baoqiang, Liu Haoran, Chow Yun-fat, John Cusack
Sinopse: No ano de 1900, uma mulher é assassinada na Chinatown de São Francisco. O crime causa comoção social e a população pede o fechamento da região. O praticante de medicina tradicional chinesa Qin Fu e o indiano chinês A Gui são designados para resolver o caso e precisarão correr contra o tempo.
TUDO, OU NADA MESMO
Drama | 2023 | 125 min | 12 anos
Direção: Zhang Jiajun
Elenco: An Yu, Leung Tsui-shan
Sinopse: Em um grande shopping center de torres gêmeas, os dois arranha-céus são como mundos paralelos, com duas histórias de amor acontecendo ao mesmo tempo. Youyou e Lantian, em mundos diferentes, têm identidades e destinos distintos, mas ambos seguem em frente na jornada em busca do amor e de uma vida melhor.
SINOPSES – FILMES BRASILEIROS
ELIS E TOM: SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ
Documentário | 2022 | 100 min | Livre
Direção: Roberto de Oliveira, Jom Tob Azulay Sinopse: Los Angeles, fevereiro de 1974. Tom Jobim, a encarnação da Bossa Nova, e Elis Regina, então a cantora mais popular do Brasil, se reuniram para gravar aquele que se tornaria um dos álbuns mais icônicos da história da música brasileira.
SOMOS TÃO JOVENS
Musical | Drama | 2013 | 104 min | 14 anos
Direção: Antonio Carlos da Fontoura
Elenco: Thiago Mendonça, Laila Zaid, Bruno Torres
Sinopse: Em 1973, o jovem Renato se muda com a família para Brasília. Aos poucos, passa a se interessar por música e começa a se envolver com o cenário musical, formando com amigos a banda Aborto Elétrico. Em 1982, apesar da rejeição a suas novas canções, consegue despertar a atenção em outros círculos e retoma seu sonho de criar uma grande banda, convidando Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos para formar a Legião Urbana, iniciando a trajetória que a tornaria umas das maiores bandas do rock brasileiro.
CHICO, ARTISTA BRASILEIRO Documentário | 2015 | 115 min | 12 anos Direção: Miguel Faria Jr.
Sinopse: Chico Buarque é uma figura fundamental da cultura brasileira nos últimos 50 anos. Neste documentário, ele conversa sobre toda a sua trajetória, incluindo memórias, shows, processo criativo, métodos de trabalho e até vida cotidiana.
PLUFT, O FANTASMINHA Infantil | Comédia | 2022 | 88 min | Livre Direção: Rosane Svartman
Elenco: Lolla Belli, Nicolas Cruz, Arthur Aguiar
Sinopse: A menina Maribel e o fantasma que morre de medo de gente desenvolvem uma inesperada amizade. Um dia, ela é sequestrada pelo pirata Perna de Pau, que quer usá-la para achar o tesouro deixado pelo seu avô, o falecido Capitão Bonança Arco-íris. Na casa abandonada onde o velho morou, Maribel espera pela ajuda dos marinheiros Sebastião, João e Juliano, muito amigos do velho capitão, que saem em uma atrapalhada busca pela garota.
DIREITO DE SONHAR
Documentário | 2022 | 75 min | 12 anos Direção: Theresa Jessouroun Sinopse: Sob a perspectiva das pessoas que vivem no Complexo do Alemão, a maior favela do Rio de Janeiro, Direito de Sonhar escancara como a ausência do Estado no Brasil, a violência, o racismo e o difícil acesso à educação e à cultura afetam vidas e sonhos de crianças e jovens, e quais alternativas eles criam para superar esses desafios, o que revela a luta deles por seus direitos como cidadãos. O documentário mostra a difícil realidade das favelas do Brasil, desconhecida pela maior parte do mundo.
PORTO PRÍNCIPE
Drama | 2023 | 90 min | 14 anos
Direção: Maria Emília de Azevedo Elenco: Selma Egrei, Diderot Senat, Leonardo Franco Sinopse: Bertha é viúva e mora sozinha em uma chácara isolada na serra catarinense. Começando a enfrentar dificuldades para manter a propriedade funcionando, Bertha vive pressionada pelo filho, que deseja que ela vá morar com ele em um bairro nobre de Florianópolis. Ao saber da chegada de um grupo de haitianos em Santa Catarina, Bertha decide trazer o haitiano Bastide para trabalhar e morar com ela, alimentando a hostilidade de seu filho.
A Paris Filmes divulgou o cartaz e o primeiro trailer de “Missão Pet” (Pets on a Train), animação dirigida por Benoît Daffis e Jean-Christian Tassy que estreia em 2 de outubro de 2025 nos cinemas do Brasil.
Na trama, um grupo de animais de estimação se vê preso em um trem em alta velocidade. A situação se complica quando descobrem que o veículo está sob ameaça de Hans, um texugo decidido a executar seu plano de vingança. Para impedir a tragédia, eles contam com a astúcia de Falcon, um guaxinim engenhoso que assume a liderança na tentativa de salvar todos a bordo.
Produção francesa com ritmo de aventura
“Missão Pet” combina comédia, ação e aventura em uma história pensada para toda a família. A produção é assinada por Jean-François Tosti e David Alaux, que já trabalharam em outras animações francesas voltadas ao grande público.
Pôster
Distribuição no Brasil
O longa chega ao país pela Paris Filmes, responsável por trazer ao público nacional sucessos internacionais como Jogos Vorazes, Crepúsculo, O Lado Bom da Vida e La La Land. A distribuidora também mantém forte presença no cinema brasileiro, com títulos como Turma da Mônica, De Pernas Pro Ar e Minha Irmã e Eu.
Com estreia marcada para outubro, “Missão Pet” promete ser mais uma aposta da distribuidora no segmento de animação, equilibrando humor e ritmo de aventura em uma história leve, mas cheia de ação.
Entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro, a Semana do Cinema promete movimentar salas de todo o país com ingressos a preço único de R$10. A Diamond Films selecionou três produções de gêneros bem distintos — terror, comédia e aventura — que chegam para agradar diferentes públicos: Juntos, Amores à Parte e Caçadores do Fim do Mundo.
Caçadores do Fim do Mundo
Estrelado por Dave Bautista, Samuel L. Jackson e Olga Kurylenko, o longa adapta a graphic novel de Scott Chitwood e mergulha em um futuro sombrio, marcado por uma tempestade solar que destruiu a Terra.
Bautista interpreta Jake, um ex-soldado que ganha a vida caçando relíquias perdidas em meio ao caos. A rotina de riscos ganha contornos ainda mais perigosos quando ele é contratado para recuperar uma das obras de arte mais valiosas já criadas. A missão, repleta de emboscadas e traições, coloca o personagem diante de um inimigo poderoso e implacável. Com um tom de aventura explosiva, o filme promete unir ação desenfreada e paisagens pós-apocalípticas.
Juntos
Com direção de Michael Shanks, o terror Juntos se apoia na química real do casal Alison Brie e Dave Franco, que também dividem a vida fora das telas. Eles interpretam Tim e Millie, um casal que decide deixar a cidade para recomeçar no interior dos Estados Unidos.
O que parecia um novo começo logo se transforma em pesadelo quando forças sobrenaturais passam a assombrar sua relação. Entre body horror, gore e humor ácido, o filme mergulha nos limites do amor, da identidade e da convivência, transformando a intimidade em terreno de horror. Não à toa, já é considerado um dos títulos de terror mais comentados do ano.
Amores à Parte
Vindo de exibição no Festival de Cannes 2025, a comédia Amores à Parte traz um olhar divertido — e por vezes cruel — sobre o amor moderno.
O enredo acompanha Carey (Michael Angelo Covino), que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando sua esposa Ashley (Adria Arjona) pede o divórcio. Ao buscar apoio nos amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Covino), descobre que o casal mantém um relacionamento aberto. Fascinado e confuso, ele tenta seguir por esse caminho, mas a experiência leva todos os envolvidos a situações inesperadas.
Misturando humor com uma crítica aos padrões das relações contemporâneas, o filme se equilibra entre o riso e o desconforto, com diálogos afiados e elenco de peso.
Cinema para todos
A Semana do Cinema acontece de 28 de agosto a 3 de setembro, e os ingressos custam apenas R$10 em todo o Brasil. Uma oportunidade de revisitar o cinema em tela grande, descobrindo histórias que vão do caos futurista ao terror íntimo, passando pelas confusões do amor moderno.
Após três anos, a Garena anuncia o retorno da Série B do Free Fire World Series Brasil, trazendo um modelo híbrido que une equipes profissionais e amadoras. A segunda divisão promete fortalecer a comunidade e criar novas oportunidades para jogadores e organizações que buscam espaço na cena competitiva.
A Série B 2025 terá duas fases principais, combinando classificatórias abertas para times amadores e convites para organizações já conhecidas. O objetivo é ampliar a rotatividade de equipes no FFWS BR e garantir que novos talentos possam disputar a elite do jogo.
Primeira fase: classificatória aberta
Organizações amadoras poderão se inscrever de 25 de agosto a 3 de setembro para participar da primeira fase. Cada equipe jogará uma queda, e os 48 melhores avançam para as semifinais, divididos em 4 grupos de 12 times. Nas semifinais, cada time terá seis quedas para garantir uma vaga na segunda fase.
A pontuação considera a posição na tabela geral mais 1 ponto por abate, valorizando tanto estratégia quanto agressividade.
Segunda fase: Fase de Grupos
Na segunda fase, 24 equipes se enfrentam: 12 vindas da primeira fase e 12 convidadas. O formato prevê 4 grupos de 6 equipes, com dois grupos jogando por dia. A pontuação segue o mesmo sistema da fase anterior, considerando colocação + 1 ponto por abate.
As 12 melhores equipes avançam para a Grande Final, que será disputada em dois dias, com seis quedas por dia. O desempenho anterior soma pontos à pontuação da final, reforçando a importância da consistência ao longo da competição.
Datas e transmissões
Classificatória aberta: 25 de agosto a 3 de setembro
Fase de Grupos: 4 semanas, 3 dias por semana, transmissões às 18h nos canais oficiais da Garena Esports BR
Grande Final: 18 e 19 de outubro, transmissões às 13h
Premiação e acesso à Série A
Os dois primeiros colocados garantem vaga na próxima temporada da Série A do FFWS BR e recebem um pacote de auxílio de R$ 80 mil para disputar a primeira divisão com suporte adequado.
Equipes que atualmente fazem parte da Série A ou participaram das últimas duas temporadas não poderão competir na Série B, garantindo espaço para novos talentos.
Com o boom dos ninjas nos cinemas e na televisão, o primeiro Shinobi chegou aos fliperamas em 1987, com a SEGA aproveitando a onda e levando o jogo também aos videogames. Shinobi virou um sucesso, ao lado de Alex Kidd e Sonic the Hedgehog, se tornando uma das marcas mais relevantes desde então.
Agora em 2025, 38 anos depois, a série retorna com força total em Shinobi: Art of Vengeance. O novo jogo traz um capítulo inédito na saga de Joe Musashi em um título 2D de ação e plataforma, desenvolvido pela SEGA em parceria com a Lizardcube, que também revitalizou a série Streets of Rage.
O novo jogo volta às raízes, em especial The Revenge of Shinobi do Mega Drive, mas troca os famosos 16 bits por gráficos pintados à mão. Elevando o nível e o capricho, SEGA e Lizardcube não reinventam a roda tentando levar a série a novos patamares, mas resgatam o que realmente funcionou nela, mostrando o motivo de estarmos com tanta saudade dessa franquia.
Cronologia da série Shinobi
Comemorando quase 40 anos de história, sempre é bom retornar e entender o sucesso de Shinobi lá no final da década de 1980. Você lembra de todos eles?
Shinobi (1987) – Arcade clássico que apresentou Joe Musashi e o clã Oboro, colocando o jogador contra a organização criminosa Zeed. O jogo também ganhou versão para Master System, sendo o pontapé inicial da franquia.
Shadow Dancer (1989) – Dois anos depois, surgiu um novo jogo, introduzindo um ninja anônimo e seu cão companheiro, expandindo a jogabilidade com novas dinâmicas. Foi lançado para arcade, Master System e outros consoles da época.
The Revenge of Shinobi (1989) – Considerado um dos melhores jogos da série, lançado no Mega Drive, trouxe uma das histórias mais marcantes, com Joe Musashi enfrentando a Neo Zeed após perder seu mestre e ver sua namorada sequestrada. A versão japonesa surpreendeu com participações de Batman e Homem-Aranha como inimigos, enquanto a americana manteve apenas o herói da vizinhança.
Shadow Dancer: The Secret of Shinobi (1990) – Versão para Mega Drive com enredo variado em relação ao arcade e Master System. O protagonista era Hayate, filho de Joe.
The Cyber Shinobi (1991) – Exclusivo de Master System, trouxe o neto de Joe contra a organização Cyber Zeed.
The G.G. Shinobi (1991) e The G.G. Shinobi II: The Silent Fury (1992) – Jogos para o Game Gear, portátil da SEGA, que expandiram o universo do clã Oboro.
Shinobi III: Return of the Ninja Master (1993) – Seguindo a tradição no Mega Drive, é considerado um dos pontos altos da série, trazendo Joe Musashi em sua batalha final contra a Neo Zeed.
Shinobi Legions (1995) – Para Sega Saturn, inovou ao usar atores digitalizados, mas apresentou uma nova história sem Joe, focando nos irmãos Sho e Kazuma.
Shinobi (2002, PS2) – Já sem consoles próprios, a SEGA trouxe sua franquia reinventada em 3D para o Playstation 2. Um reboot com o protagonista Hotsuma, membro do clã Oboro que enfrenta demônios em Tóquio. Joe Musashi aparecia como personagem secreto, mas, apesar do visual marcante, o jogo não conseguiu traduzir o sucesso do 2D para o 3D.
Nightshade/Kunoichi (2003, PS2) – No ano seguinte, veio o spin-off estrelado por Hibana, uma ninja carismática que herdava técnicas de Hotsuma e Joe.
Shinobi 3D (2011, Nintendo 3DS) – Último título da franquia, trouxe de volta a série em um portátil da Nintendo, agora apresentando Jiro Musashi, pai de Joe, como protagonista, revisitando as origens da linhagem Oboro.
Depois de 2011, Shinobi entrou em hiato e muitos acreditavam que fosse mais uma das marcas esquecidas pela SEGA. Mas estávamos enganados: em 2023, no The Game Awards, a empresa anunciou que revisitaria suas principais franquias e que Shinobi estaria de volta em um novo título.
Agora em 2025, finalmente a série retornou com Shinobi: Art of Vengeance, que também marca a volta de Joe Musashi ao protagonismo. Na nova história, temos a destruição completa da vila Oboro e a maldição lançada sobre seu clã.
Joe Musashi se despede de sua esposa, Naoko, grávida, para descobrir quem atacou seu clã e, em especial, seus pupilos.
Perseguidos, destruídos e petrificados, Joe Musashi parte para caçar o responsável por essa destruição: Lord Ruse, vilão que roubou um artefato capaz de lhe conceder imortalidade, apoiado pela misteriosa ENE Corp.
Resgatando o tom sombrio de Revenge of Shinobi, agora temos o mesmo Shinobi de volta, mas com diversas habilidades a conquistar em sua jornada, numa saga para derrotar toda a horda de Lord Ruse e reconquistar a paz para o clã.
Gameplay
Se você já jogou Shinobi sabe que temos aqui um jogo bem desafiador. E sim, ele respeita e bebe da fonte dos originais, mostrando exatamente como lembramos deles: desafiando o timing, o conhecimento em derrotar inimigos e a perspicácia para explorar os cenários.
Na primeira fase, temos a Oboro Village, onde Shinobi descobre que está sendo atacado por Lord Ruse. Em sua busca para entender o que aconteceu, ele acaba conhecendo seu inimigo e enfrentando o primeiro chefe, o samurai Kozaru. Numa mistura de macaco e samurai, Kozaru segue a tradição de dificuldade dos jogos clássicos, mostrando que mesmo após tantos anos, os desafios continuam intensos.
As fases seguintes trazem a Montanha, seguida do Festival de Lanternas, onde percorremos uma cidade tradicional japonesa ainda sob a horda de inimigos. Entre outros chefes, há o Arachno Tank, uma mistura de aranha com tanque, que também não pega leve com o jogador.
Falando do controle em si, o jogo parece mostrar que o tempo não passou. A jogabilidade conversa muito com os clássicos: é possível customizar o personagem, adicionar magias, comprar itens em lojas, mas esses elementos, comuns em jogos atuais, não mudam a sensação de estar jogando um novo Shinobi com cara e essência de clássico da franquia. Se você gosta de jogos 2D, Shinobi: Art of Vengeance é extremamente prazeroso e traz uma experiência nostálgica, já que os controles fluem como antigamente, como se estivessem guardados à espera de um novo jogo da série (e ele finalmente chegou!).
Uma coisa que não poderia deixar passar é que cada chefe vem com uma animação em preto e branco que remete a mangá. Trazendo enquadramentos dignos de animês, Shinobi também conversa com a cultura pop japonesa em suas direções de artes.
E quando falamos de dificuldade, tudo bem que o menu permite diminuir o nível, mas se você é um jogador raiz, vai querer experimentar o jogo da forma original. E é aí que você vai morrer muito, passando por frustrações típicas de jogos clássicos. Para quem nunca jogou, dá para comparar com a dificuldade de um Mega Man das antigas.
Conforme o jogo avança, começamos a entender a organização de Lord Ruse, enfrentando inimigos cada vez mais temerosos com a possibilidade de seus segredos serem descobertos.
Encontro de gerações
Shinobi: Art of Vengeance marca também o retorno de Yuzo Koshiro, compositor clássico da SEGA. Mas ele não está sozinho: Tee Lopes, conhecido por Sonic Mania e TMNT: Shredder’s Revenge, também participa da trilha sonora.
O resultado desse encontro é uma fusão do velho com o novo, onde ecoam músicas que remetem ao Shinobi, ao mesmo tempo em que ganham arranjos modernos e identidade atual. Funcionam perfeitamente com a arte pintada à mão, reforçando que ainda é Shinobi, mas de um jeito renovado, sem desrespeitar o legado.
Marca registrada da SEGA, Shinobi: Art of Vengeance chega totalmente localizado em português. É possível escolher áudio em inglês ou japonês, além de legendas em português.
Sou do time que, se o jogo se passa no Japão, deve ser jogado em japonês. Mesmo sem dominar o idioma, o áudio original garante uma imersão superior, e aqui só há elogios.
Já as legendas em português vão além de uma simples tradução. A SEGA oferece um suporte de qualidade, sendo este o primeiro jogo da série a receber localização oficial em nosso idioma.
Com lançamentos tão próximos, fica difícil não colocar aqui o retorno de duas franquias a suas raízes e aqui, tivemos Shinobi: Art of Vengeance e NINJA GAIDEN: Ragebound. Enquanto Shinobi vem conversando os jogos de 16bits, em Ninja Gaiden fica claro que ali conversa com a geração de 8bits.
Derivado do boom da cultura ninja com filmes e séries, difícil não parar aqui para analisar e fazer mesmo que breve um comentário destes dois ótimos jogos que foram lançados quase que juntos.
Opinião
Shinobi: Art of Vengeance fez a lição de casa e trouxe a franquia de volta a um lugar de onde nunca deveria ter saído. A Lizardcube se superou, entregando um trabalho ainda melhor que Streets of Rage 4. E olha que aquele já era um ótimo jogo, mas Shinobi prova que sempre dá para evoluir e beber ainda mais da fonte dos originais.
Não é apenas um repeteco dos antigos e se percebe que é uma continuação que explora muitas novas ideias. Com fases variadas que incluem percorrer florestas, indústrias e até montar em um cachorro o que mostra uma versatilidade de cenários e inimigos que mantém a experiência sempre interessante.
Quando falamos em respeitar a cronologia, mesmo títulos menos queridos como o Shinobi de Playstation 2 têm sua influência aqui. Ao sugar energia dos inimigos, Joe remete visualmente à sua contraparte em 3D, provando que até deslizes do passado podem servir de inspiração para um grande jogo como este.
Como fã das antigas, torço para que uma nova geração descubra Shinobi com Art of Vengeance e que este seja apenas o primeiro de muitos novos capítulos. Vale lembrar que houve um tempo em que se acreditava que o futuro dos jogos era apenas o 3D, mas os indies provaram que nem sempre esse é o melhor caminho.
Shinobi: Art of Vengeance funciona incrivelmente bem em 2D e mostra que jogos assim nunca deveriam ter sido deixados de lado. Foi feito tanto para novos jogadores quanto para aqueles que zeraram Revenge of Shinobi no Mega Drive.
Por fim, Shinobi: Art of Vengeance guarda muitas surpresas, garantindo alto fator de replay. Em tempos de jogos caros, ele se destaca pelo preço mais acessível: R$ 134 na Steam (promoção de lançamento), R$ 143 no Xbox Series S e X, R$ 146 no Nintendo Switch e R$ 159 no Playstation. É um título longo, com 5 zonas e 14 fases, o que justifica plenamente o valor e garante diversão por muitas horas.
Ficha Técnica
Nota: 4,5 (de 5)
Shinobi: Art of Vengeance
Desenvolvedora: Lizardcube
Publicadora: SEGA
Plataformas: PC (Steam), PlayStation, Xbox One, Nintendo Switch
Lançamento: 29 de agosto de 2025
Gênero: Ação e Plataforma 2D
Modos de jogo: Single Player
Protagonista: Joe Musashi
Compositores: Yuzo Koshiro, Tee Lopes
Idiomas:
Áudio: Inglês, Japonês
Legendas: Português (Brasil), Inglês e outros
Preço de lançamento:
Steam: R$ 134 (promoção)
Xbox Series S e X: R$ 143
Nintendo Switch: R$ 146
PlayStation: R$ 159
Agradecimentos a SEGA e a Theogames por ter enviado a cópia de Playstation 5 para produção deste conteúdo
Seja como Uta em One Piece Film: Red, ou em músicas marcantes de animês como Spy x Family, Ado conquistou os brasileiros com sua voz poderosa e letras cheias de sentimentos. Aos 22 anos, a cantora ainda não mostra o rosto, mas isso nunca foi um obstáculo para o sucesso em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Com ingressos colocados à venda em novembro de 2024, a Hibana World Tour se esgotou rapidamente, lotando os 8 mil lugares do Espaço Unimed em São Paulo. Passados oito meses, chegou o momento de ver de perto a potência que é a cantora nos palcos brasileiros.
Se a expectativa já era alta, o que dizer de um imprevisto? Ado subiu ao palco com um certo atraso, algo bastante incomum quando falamos de artistas japoneses. Para completar a experiência, o show foi anunciado como uma apresentação sem fotos, trazendo de volta a sensação de nostalgia de curtir uma apresentação sem celulares e câmeras erguidas.
Depois dos avisos, o público já estava pronto. O show começou e cada minuto passou a valer ouro.
A apresentação abriu com “Usseewa”, o single que lançou Ado ao estrelato. Com atitude, refrão poderoso e telões de LED, a música trouxe a mesma energia de seus videoclipes, com o público cantando em coro.
Na sequência, “Lucky Bruto” manteve a energia, convidando a plateia a entrar ainda mais no clima. Com “Gira Gira”, Ado mostrou um lado mais leve do J-pop, curtindo tanto quanto seus fãs.
Uma das mais viciantes veio logo depois: “Show”, acompanhada de animações nos telões que reproduziam elementos de seus clipes. Com o refrão ‘Banzai asobu ki ni kotobuki, shout it out, shout it out’, os fãs mudaram a cor dos lightsticks para amarelo, criando um ritmo alucinante. Curiosidade: essa música já foi utilizada pela Universal Studios Japan no Halloween Horror Nights, equivalente brasileiro às Noites do Terror do Hopi Hari e do Playcenter.
Para os fãs de Spy x Family, “Kura Kura”, abertura da segunda temporada do animê, foi um dos pontos altos. Era nítido o reconhecimento do público, que cantava junto enquanto Ado, animada, até subia numa cadeira dentro da “gaiola” de telas que fazia parte do palco.
Com “Readymade”, escrita pelo produtor de Vocaloid P-Surii, Ado mostrou mais uma vez sua versatilidade, atravessando diferentes gêneros em poucas músicas. Vale lembrar que a cantora é uma Utaite, termo derivado de utattemita (“tentando cantar”), dado a quem posta covers de músicas de Vocaloid na internet. Sua carreira, portanto, se conecta naturalmente com esse universo, e “Readymade” é um exemplo disso.
“Mirror”, composta pelo cantor de J-pop Natori, trouxe um refrão viciante (‘Mirror, mirror, dance in the mirror’), que deixou o público contagiado.
A primeira balada romântica da noite chegou com “Elf”. Cheia de paixão e despedidas, a música mostrou uma nova faceta da cantora. Logo depois, “Value” trouxe uma letra densa e sincera, emocionando a plateia. Muitos fãs cantavam em japonês e, para quem não entendia, sempre havia alguém ao lado traduzindo em tempo real, criando uma cumplicidade única.
Para os fãs de Beyblade, “Stay Gold” marcou presença como tema de encerramento de Beyblade X. Mesmo que a franquia já tenha sido mais popular no Brasil, a performance reacendeu o interesse do público.
“RuLe”, tema do drama japonês Billion×School da Fuji TV, embalou o público com seu refrão viciante ‘Cha cha cha cha cha na na na’. A letra, que fala sobre desafiar regras, mostrou novamente a habilidade de Ado de transformar desabafos em canções cativantes.
Quem conheceu Ado como Uta em One Piece Film: Red não saiu decepcionado. O primeiro presente foi “Fleeting Lullaby”, trazendo uma nova atmosfera ao show.
Em seguida, “Aishite Aishite Aishite” (Me ame, me ame, me ame) apresentou uma balada que mistura confissão e desejo, lenta e carregada de emoção.
Ainda em clima de One Piece, “Backlight” foi outro momento marcante. Apesar de ser música da personagem Uta, a canção parece muito mais com a própria Ado, e ganhou força com o público cantando junto.
Chegou então “Hibana”, música que dá nome à turnê. A cantora explicou ao público que a palavra significa “faísca” e que esse era o elo que a unia aos fãs. O tom era claro: o show estava entrando em sua reta final.
Com “Episode X”, Ado falou mais uma vez sobre desafios e perseverança, algo que refletia não só sua vida como cantora, mas também a experiência de muitos jovens na plateia.
Por fim, “Odo”, escrita por DECO*27 e arranjada por Giga e TeddyLoid, trouxe uma atmosfera de K-pop e transformou o Espaço Unimed em uma verdadeira festa, dando a impressão de que a apresentação havia chegado ao fim.
Nesse momento, Ado conversou diretamente com o público brasileiro pela primeira vez. Disse que era estranho estar tão longe de casa, mas que o Brasil era um país divertido, cheio de pessoas leves. Visivelmente feliz, contou que experimentou o famoso açaí, arrancando risos e aplausos.
A cantora aproveitou para compartilhar parte de sua história: contou que foi uma jovem solitária na escola, que cantava escondida dentro do armário e recebia broncas da mãe por ser “barulhenta”. Hoje, olhando para trás, acredita que aquela Ado do passado ficaria feliz em vê-la no palco e até poderia estar ali, entre os fãs.
Ela agradeceu ao público brasileiro por gostar da cultura e da música japonesas, emocionando-se ao ver todos cantando com tanta empolgação.
O retorno ao palco trouxe “Rockstar” e, em seguida, uma surpresa: um cover de “Chandelier”, sucesso da cantora Sia. A versão impressionou e mostrou outra faceta da voz de Ado por mais que foi totalmente inesperado aqui.
O encerramento foi com “Shin Jidai” (New Genesis), de One Piece Film: Red. Com o refrão “Uma nova era é o futuro”, a música deixou o público cantar mais alto do que nunca e encerrou a noite com vontade que aquele show continuasse.
Opinião
Falar de Ado e da Hibana World Tour é falar de um dos melhores shows de artistas japoneses já realizados no Brasil. Mesmo com apresentações grandiosas como a do ONE OK ROCK meses antes no mesmo palco, Ado fez história em uma noite única.
Com simpatia e muita vontade de se conectar ao público, a cantora arriscou palavras em português, improvisou em inglês e deixou claro o quanto estava feliz por estar aqui.
O show foi também um espetáculo visual, com os telões de LED funcionando como parte da experiência. Para quem entende japonês, ainda havia um bônus: as letras apareciam nos painéis durante as músicas, permitindo cantar junto palavra por palavra.
Se houve algo que deixou saudade, foi a ausência de colaborações como os duetos com Hatsune Miku em “Sakura Biyori” e “Time Machine”. Apesar disso, o repertório foi impecável, equilibrando sucessos e novas músicas.
Com a turnê, Ado mostra que é uma das artistas mais importantes da atualidade, rompendo barreiras da música japonesa e se tornando referência global. Um show épico, que já deixa saudade.
Tracklist do show
Usseewa
Lucky Bruto
Gira Gira
Show
Kura Kura
Readymade
Mirror
Charles (cover)
Elf
Value
Stay Gold
RuLe
Fleeting Lullaby
Aishite Aishite Aishite
Backlight
Hibana (Reloaded)
Episode X
Odo
Encore: 19. Rockstar 20. Chandelier (cover) 21. New Genesis
Ado: Hibana World Tour no Brasil
Setlist: 21 músicas (incluindo encores)
Artista: Ado
Turnê:Hibana World Tour
Data: 23 de agosto de 2025
Local: Espaço Unimed, São Paulo – Brasil
Capacidade do local: 8 mil pessoas (lotação esgotada)
Produtora: Mercury Concerts
Duração do show: 2 horas e 10 minutos
Photo by Viola Kam
Agradecimentos a Midiorama pela produção desta cobertura.
A série tailandesa Rak Salap Lai, conhecida internacionalmente como The Twin Gambit, estreia oficialmente no Brasil na Rakuten Viki, trazendo romance, comédia e uma boa dose de confusão familiar. Com 14 episódios de 57 minutos, a produção foi exibida originalmente entre 19 de março e 7 de maio de 2025, nas quartas e quintas-feiras, pela One 31 e oneD.
A história acompanha as gêmeas Cream e Cake, ambas interpretadas por Pooklook Fonthip Watcharatrakul, com personalidades opostas. Cream sonha em ser estilista e se inscreve em um concurso de moda para novos talentos, mas se desespera ao descobrir que Tul (Mew Suppasit Jongcheveevat), ex-amigo de infância com quem teve uma briga, será jurado.
Para resolver a situação, Cream pede ajuda à irmã Cake, que aceita participar mesmo sem experiência em moda. Surpreendentemente, Cake vence o concurso no lugar de Cream, e a confusão só aumenta: Tul quer contratar a “Cream”, enquanto Cream, fingindo ser Cake, conhece Pete (Bank Artit Tangwiboonpanit), que se apaixona pela identidade errada. Entre romance e mal-entendidos, as irmãs precisam lidar com o amor, a amizade e a coragem de serem elas mesmas.
Elenco principal
Pooklook Fonthip Watcharatrakul: Cream / Cake
Mew Suppasit Jongcheveevat: Tul
Artit Tangwiboonpanit: Pete
Lukkade Metinee Kingpayome: Cindy
Pantila Win Pansirithanachote: Mintra
Pharunyoo Rojanawuttitham: Wasin
Produção e detalhes da série
Direção: Metee Charoenpong (Man)
Gênero: Romance, Comédia
Formato: Série padrão
Episódios: 14
Duração: 57 minutos
Exibição original: One 31 / oneD, 19-Mar-2025 a 07-Mai-2025
Rak Salap Lai é uma produção ideal para quem gosta de séries tailandesas de romance e comédia, com identidade trocada, competição de moda e confusões amorosas que prendem do começo ao fim. A série já está disponível na Rakuten Viki Brasil, perfeita para maratonas e quem busca histórias leves, divertidas e emocionantes.
A série tailandesa Vidas passadas, amor presente estreia no Brasil com os primeiros 10 episódios já disponíveis na Rakuten Viki, de um total de 15. Adaptada do romance Game Rak Patihan de Vasitara, a produção de 2024 mistura drama familiar, romance e reviravoltas dignas de um jogo estratégico, prendendo o espectador a cada episódio.
Mild (Min Pechaya Wattanamontree) vivia uma vida tranquila nos Estados Unidos ao lado de seu talentoso namorado, até ser obrigada a retornar à Tailândia. Lá, a realidade se mostra bem diferente: sua família enfrenta uma crise inesperada, e a vida dela entra em colapso.
Destinos cruzados e tragédias inesperadas
O caos se intensifica quando Mild se envolve com Theethut (Film Thanapat Kawila), o filho problemático de um magnata, e o destino parece brincar de maneira cruel: Theethut e o ex-namorado de Mild se envolvem no mesmo acidente de carro. Entre tragédias e revelações, Mild precisa navegar por sentimentos antigos e novos, tentando entender o que realmente acontece ao seu redor.
Elenco central e personagens
Mild – Min Pechaya Wattanamontree: a protagonista que enfrenta crises familiares e amorosas.
Theethut – Film Thanapat Kawila: o filho problemático de um magnata, envolvido no mesmo acidente que o ex-namorado de Mild.
Rampha – Nok Sinjai Plengpanich: papel secundário com forte presença no drama familiar.
Thana – Sam Yuranunt Pamornmontri: personagem secundário que adiciona tensão à trama.
Non – Sorat Jaron: presença secundária que contribui para o enredo complexo.
Emika – Plengkwan Nattaya Thongsaen: figura secundária que conecta elementos do passado e do presente.
Um drama de reviravoltas e escolhas
Combinando romance, tragédia e laços familiares conturbados, Vidas passadas, amor presente é uma experiência que lembra partidas intensas de games: cada episódio traz decisões, consequências e a expectativa de descobrir o próximo movimento. A série consegue equilibrar emoção e tensão, garantindo que o espectador fique imerso até o último episódio.