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Crítica | A Odisseia de Enéias

Quando se fala em cinema italiano atual, fala-se de Pietro Castellitto — não à toa, o destaque dado à chegada de A Odisseia de Enéias aos cinemas brasileiros. Produzido em 2023 e aplaudido de pé por oito minutos, o longa é escrito, dirigido e protagonizado por Pietro Castellitto. Mostra a decadência dos jovens em uma sociedade regada a drogas e dinheiro, em que ecoam ruínas a longo prazo.

A história, que está chegando aos cinemas pela Pandora Filmes, apresenta um jovem bonito, rico e entediado chamado Enéias. Ao seu lado, temos o melhor amigo, Valentino (Giorgio Quarzo Guarascio), um piloto de avião recém-formado, constantemente no ar (em diferentes sentidos). Enéias e Valentino são amigos desde sempre, convivendo em um mundo cheio de riquezas, mas que vai além disso, atravessando o universo das drogas, num ambiente corrompido.

E vale uma curiosidade aqui: Pietro Castellitto trouxe sua família também para as telonas. Seu pai, Sergio Castellitto, interpreta Celeste, pai de Enéias, enquanto seu irmão mais novo, Brenno Castellitto, também está presente no papel de Cesare, irmão do protagonista.

E é aqui que, por mais que estejamos diante de jovens em decadência, A Odisseia de Enéias ainda é um filme italiano que não só bate na tecla da família, como evoca essas relações em seu tempo de tela.

O resultado em cena faz com que Pietro Castellitto brinque ao dizer que é “um filme de gângsteres sem gângsteres”. Mostra que o vazio da juventude leva os jovens a encontrar soluções que nem sempre são as melhores.

E se a vida passa diante dos seus olhos, Enéias demonstra uma preocupação genuína com seu irmão mais novo, Cesare. Vive cobrando que ele vá à escola, que se alimente direito — num papel de irmão mais velho, mas também quase um pai, desejando que seu irmão tenha uma vida mais justa do que a sua.

Além da história

Explicar A Odisseia de Enéias não é tarefa fácil. Enéias é dono do restaurante japonês “Sushi Sam” e passa seus dias entre uma vida ociosa, consumida por festas luxuosas e tráfico de cocaína.

Valentino é cúmplice de Enéias, compartilhando essa vida cheia de luxos e testando os limites da própria moralidade.

Por mais que esse não seja o foco principal do filme, o grande estopim para os acontecimentos está justamente na vida que Enéias e Valentino levam. Envolvidos com o tráfico, vendem 20 kg de cocaína para Giordano, chefe da região. A morte de Giordano reacende uma briga entre facções que desmorona a vida dos dois jovens — agora caçados.

Mas a relação entre Enéias e Valentino, muitas vezes, se confunde. O que poderia ser apenas uma amizade, ao menos sob a ótica de Valentino, se transforma em um amor platônico — revelado em cenas abstratas nas quais os dois dialogam e se beijam (fora das câmeras).

Durante a fuga, Valentino se despede de seu amor por Enéias, busca sua mãe e sobrevoa a torre de um prédio, chocando o avião contra ele. Redenção, morte, perdão por amar um amigo — Valentino apenas se despede da vida, ao lado da mãe em cena.

Enquanto isso, Enéias conhece Eva (Benedetta Porcaroli) e se apaixona perdidamente, o que leva ao casamento. Em uma típica festa de família italiana, o evento é cercado por facções que estão atrás do dinheiro de Giordano.

Opinião

Devo confessar aqui que A Odisseia de Enéias, por mais que tenha um grande elenco, se destaca muito mais no visual do que na história. Ao dar enfoque a outras narrativas, o filme acaba confuso e difícil de entender. Em contrapartida, as cenas que recebem maior atenção revelam uma capacidade técnica imensa de traduzir um mundo abstrato para a tela.

Os personagens são carismáticos, e você compra parte de sua história exatamente pelo carisma. No entanto, é difícil compreender a jornada deles em cena. É fácil entender a vingança e a caçada em torno dos dois jovens, mas, ao mesmo tempo, você se pergunta por que o filme opta por focar em outros momentos que julga mais importantes do que contar sua trama central.

Se aqui resumi o que parece ser A Odisseia de Enéias, vale dizer que há diversas tramas: da mãe de Valentino, dos pais de Enéias, do estilo de vida de Cesare ao ignorar a escola — camadas que enriquecem os personagens, mas ocupam um tempo precioso de desenvolvimento da história principal, ausente no fim das contas.

Há ainda outras histórias contadas pelos personagens e depois confirmadas visualmente, como o chefe de cozinha do “Sushi Sam”, que transa com salmões do restaurante. Só quando o local é invadido por bandidos, ele é flagrado nu, com a boca dentro do peixe. Não era algo importante, mas foi mencionado tantas vezes que ganha destaque em cena.

Falando ainda em cenas, a sequência em que Valentino busca a mãe doente e se suicida se destaca na narrativa. Não apenas impacta, como também chama atenção para seu amor não correspondido.

O que posso dizer, por fim, é que A Odisseia de Enéias é, tecnicamente, um bom filme, mas falha em nos cativar com sua história. Tem bons diálogos e reflexões interessantes, mas, lá no fundo… parece que faltou algo ali.

Nota: 3 (de 5)

A Odisseia de Enéias

Título original: Enea
Ano: 2023
País: Itália
Direção e Roteiro: Pietro Castellitto
Elenco: Pietro Castellitto, Giorgio Quarzo Guarascio, Benedetta Porcaroli, Sergio Castellitto, Brenno Castellitto
Duração: 117 min
Gênero: Drama
Distribuição no Brasil: Pandora Filmes
Estreia no Brasil: 19 de junho de 2025

Crítica | Stella: Vítima e Culpada

Exibido em 2024 na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o longa alemão Stella: Vítima e Culpada chega aos cinemas trazendo uma das tramas mais controversas do Holocausto. Inspirado na história real de Stella Goldschlag, o filme mergulha na trajetória da jovem aspirante a cantora de jazz que, da noite para o dia, passa a ser perseguida por ser judia numa Berlim nazista que caça seu povo impiedosamente pelas ruas.

Dirigido e roteirizado por Kilian Riedhof, o filme tem uma performance brilhante de Paula Beer, acompanhada por um elenco à altura, com rostos conhecidos do público brasileiro, como Damian Hardung (Maxton Hall – O Mundo Entre Nós) e Jannis Niewöhner (da franquia juvenil Rubinrot).

Stella quando era só cantora, antes de se transformar para sobreviver

Cheio de energia e vida, Stella: Vítima e Culpada se inicia em 1940, quando conhecemos uma Stella animada e integrada a um grupo de artistas que se apresentam por toda a Alemanha. Mesmo percebendo o avanço da perseguição aos judeus, Stella tenta seguir com sua vida, embora note que, a cada dia, precisa ser mais cuidadosa com seus passos.

Com amigos sendo capturados, sua carreira artística dá lugar a uma realidade em que ela passa a flertar com um policial alemão em troca de passaportes em branco para falsificação no mercado informal.

A doçura do filme vai se perdendo à medida que Stella se vê envolvida em um cenário cada vez mais insano. Capturada pela Gestapo em 1943 e torturada, ela retorna ferida para a casa dos pais — o que não dura muito, pois eles também são presos. Interrogada e pressionada a proteger a família, Stella sucumbe à única coisa que tentava evitar: entregar outros judeus.

A partir daí, Stella: Vítima e Culpada faz jus ao título brasileiro, mostrando sua transição de vítima para culpada. Ela passa a denunciar antigos amigos e conhecidos, acompanhando a polícia alemã em buscas que levam muitos deles a Auschwitz.

Stella se despede dos seus pais

Stella acreditava que, ao fazer isso, estaria salvando seus pais e até acreditou quando o Gestapo prometeu transferi-los para uma cidade do interior. Mas tudo era mentira. Ela descobre que seus pais também morreram em Auschwitz. Os anos passam e, com uma nova Alemanha surgindo, Stella acaba julgada por seus atos.

Baseado em fatos reais, Stella: Vítima e Culpada salta para 1954, quando vemos uma Alemanha em transformação e uma Stella frente a frente com antigos conhecidos, agora do outro lado do tribunal. Culpada aos olhos da sociedade, ela se vê prisioneira de suas próprias escolhas.

Mais uma vez o tempo avança, agora para 1984, e acompanhamos uma Stella envelhecida, que enfim reconhece o peso dos crimes cometidos — tanto para seu povo quanto para si mesma. É com essa Stella amargurada que a narrativa tenta compreender uma trajetória que terminou com a própria vida da personagem.

Opinião

Stella: Vítima e Culpada é um filme que não apenas se destaca por contar uma história real, mas por construir camadas complexas em torno de uma figura que de fato existiu.

Kilian Riedhof consegue explorar diferentes tons ao longo da obra, mostrando uma personagem em constante transformação. Parte desse impacto vem da entrega emocional de Paula Beer, entre a alegria e a dor, em busca de sua verdade.

Jannis Niewöhner também brilha como Rolf Isaaksohn, com quem Stella falsificava passaportes. O “casal” funciona bem em cena, mesmo que, para sobreviver, Stella não limite sua história a ele.

O que choca é a jornada cruel e, por vezes, mostrada de forma brutal, de como a tortura desfigurou Stella emocionalmente. Essa mudança é retratada com detalhes, evidenciando sua perda de valores em troca de mais um dia de sobrevivência.

Vemos policiais zombando de sua escolha em cantar jazz — “música de negros” —, além de parceiros abusando física e emocionalmente dela. Não é de se espantar sua frieza ao se tornar aliada da polícia em 1943.

Indicado para representar a Alemanha no Oscar, Stella: Vítima e Culpada é impactante e não busca justificar os atos de sua protagonista. Sua intenção é recordar às novas gerações os horrores do passado e garantir que histórias como essa nunca mais se repitam. Um filme necessário para compreender as marcas indeléveis que a barbárie deixou em nossos corpos e mentes.

Nota: 4,5 (de 5)

STELLA: VÍTIMA E CULPADA

Alemanha – Áustria – Suíça – Reino Unido | 2023 | 121 min. | Drama | 16 anos

Título Original: Stella. Ein leben.

Direção: Kilian Riedhof

Roteiro: Kilian Riedhof, Jan Braren, Marc Blöbaum

Elenco: Paula Beer, Joel Basman, Jannis Niewöhner, Katja Riemann, Lukas Miko, Bekim Latifi, Damian Hardung, Gerdy Zint

Distribuição: Mares Filmes

Crítica | Dan Da Dan: Evil Eye

Se existe um animê que virou sensação nacional no ano passado, esse é Dan Da Dan. Chegando simultaneamente à Crunchyroll e à Netflix, a história absurda conquistou o público brasileiro, que não perdia um episódio sequer no streaming. Agora, com Dan Da Dan: Evil Eye, temos um pequeno gostinho da segunda temporada com a compilação dos três primeiros episódios, apresentada nos cinemas pelos diretores Abel Góngora e Fuga Yamashiro, que compartilham os desafios de adaptar o novo arco criado por Yukinobu Tatsu.

Mas se você não sabe nada sobre Dan Da Dan, definitivamente este filme não é pra você. Com uma série de cenas rápidas para situar os personagens, Evil Eye não faz rodeios nem apresenta ninguém. Pegou o flashback? Ótimo. Caso contrário, é só seguir o fluxo e tentar entender com o bonde andando, porque Dan Da Dan: Evil Eye não está aqui pra perder tempo, mas sim continuar o arco deixado em aberto no fim da primeira temporada.

Estreando no dia 19 de junho, a animação do estúdio Science SARU chega aos cinemas brasileiros em uma parceria entre Crunchyroll, Sony Pictures e a rede Cinemark. E aqui, além da belíssima animação, o filme funciona como um “esquenta” da nova temporada.

A história

Direto do último episódio, Momo Ayase, Okarun e Jiji viajam para a vila de Byakuya, conhecida por suas fontes termais e lendas antigas. Deixando o clima urbano de lado, o filme adota um tom retrô com uma vila que parece parada no tempo e no espaço.

Ao se mudarem para a casa de Jiji, dita como mal-assombrada, eles se deparam com a estranha família Kitou. É aí que o passado de Jiji vem à tona: seus pais foram parar no hospital por causa de uma assombração que ronda a casa há muito tempo.

A família Kitou, que cuida da casa ancestral de Jiji, desconfia da presença de médiuns no local. Isso não impede Momo de ser surpreendida no ofurô pelos homens da família, que explicam que o banho ali é misto — em uma cena bizarra com analogias envolvendo jacarés.

É nesse ponto que Okarun e Jiji percebem algo errado e descobrem um buraco na parede que leva a estruturas antigas. Um ambiente fora da lógica, onde aparece pela primeira vez o Kuragami, um verme da Morte da Mongólia que habita o local. Mas você sabe que Dan Da Dan nunca é sobre uma coisa só — e é aqui que entra o Olhar Maligno, um espírito que assombra a casa e faz com que qualquer pessoa que tente se aproximar acabe levando familiares ao desespero.

Como se já não fosse o bastante, fica claro que a família Kitou tem seus próprios segredos, estando ali há gerações. Eles realizam rituais para saciar o que chamam de Tsuchinoko, uma cobra gigante, que é outra forma de nomear o Kuragami escondido na parede da casa de Jiji.

Com o caos instaurado, o Olhar Maligno possui o corpo de Jiji, transformando-o numa versão roxa, com brincos RGB (talvez o primeiro vilão com visual gamer da história dos animês). E assim começa uma batalha intensa entre os dois seres, enquanto Momo e Okarun tentam entender essa vila bizarra que existe dentro da casa.

Com diversas batalhas em tela, Dan Da Dan: Evil Eye é um espetáculo visual, mas não responde se o embate será concluído aqui ou continuará na TV quando a nova temporada estrear.

Opinião

Um dos grandes acertos foi levar Dan Da Dan para os cinemas com Evil Eye. A qualidade técnica rivaliza com produções como Demon Slayer, tornando a experiência de assistir na telona ainda mais impactante.

O estúdio Science SARU é conhecido por títulos como Devilman Crybaby (Netflix), Tatami Time Machine Blues (Disney+) e Scott Pilgrim Takes Off (Netflix). Agora, com a nova temporada de Dan Da Dan, promete elevar ainda mais o nível das sequências animadas.

A direção de Fuga Yamashiro, agora dividida com Abel Góngora (responsável pela abertura da primeira temporada), traz novos desafios para a animação e é recheada de referências que vão além do mangá original. Fuga comenta que o estilo da obra se inspira fortemente nos antigos filmes da Kadokawa Pictures, como A Boneca Vampira e Inugami.

Os enquadramentos exagerados e o estilo da família Kitou, além do clima da vila de Byakuya, ecoam essas referências, da mesma forma que a abertura da primeira temporada faz alusão ao Ultraman (1966). Saber disso pelos próprios diretores torna a busca por referências e easter eggs ainda mais divertida.

Voltando ao filme em si, é preciso reconhecer que Evil Eye funciona como o início de uma nova fase. Tenta resumir os personagens, mas funciona melhor para quem já assistiu à primeira temporada ou acompanha o mangá — é um conteúdo claramente feito para fãs.

Nesse sentido, Dan Da Dan: Evil Eye é um excelente pontapé inicial, mostrando o quanto a história pode crescer na versão animada, enriquecendo o universo do mangá e mantendo uma narrativa coesa e visualmente impressionante.

Momo Ayase tem um crescimento notável no uso dos seus poderes, e Okarun também evolui, ficando mais forte na tentativa de impressioná-la. Já Jiji recebe o maior aprofundamento, com seu passado trágico vindo à tona, o que o consolida como um terceiro protagonista.

Outro destaque é a Velha Turbo (ou Vovó Turbo), representada aqui por um gatinho. Seu papel como espírito explicador é quase como um Wikipédia ambulante das assombrações. Mesmo com pouco tempo de tela, sua participação é marcante e divertida.

E a abertura? Sabemos que a expectativa é alta para a nova música que substituirá Otonoke, do Creepy Nuts. Mas aqui não temos música nem abertura o que pode frustrar fãs de J-pop. Ainda assim, é difícil sair decepcionado da animação.

Assisti ao filme legendado e, mesmo com uma boa adaptação, confesso que Dan Da Dan tem um jeitão meio Yu Yu Hakusho o que faz a gente imaginar como seriam as piadas se fossem dubladas. Enquanto a nova temporada não chega, Evil Eye é um excelente esquenta, não só pela história envolvente, mas por manter viva a expectativa pelo que vem aí.

Nota: 5 (de 5)

Dan Da Dan: Evil Eye

Título original: ダンダダン: Evil Eye
Título internacional: Dan Da Dan: Evil Eye
Ano: 2025
País: Japão
Formato: Filme (compilação de episódios)
Gênero: Ação, Comédia, Sobrenatural
Duração: — (aguardando confirmação oficial)
Lançamento no Brasil: 19 de junho de 2025 (Cinemark / Crunchyroll / Sony Pictures)

Agradecimentos ao Cinemark e a Crunchyroll pelo convite para a produção deste conteúdo

Crítica | Na Teia da Aranha

O Brasil e a Coreia do Sul são dois países que viveram períodos muito parecidos no passado, em que ditaduras redefiniram as rotas de cada país. E enquanto o Brasil tem se destacado com filmes como Ainda Estou Aqui e o ainda a ser lançado O Agente Secreto, a Coreia do Sul tem entregado filmes como 12.12: O Dia e agora Na Teia da Aranha, que, mesmo cômico, desmistifica um período de censura em que o cinema sul-coreano só podia filmar com a devida autorização do governo.

Dirigido por Kim Jee-Woon, o filme Na Teia da Aranha nos leva aos anos de 1970, em que a criatividade sul-coreana, já bem aflorada, era podada pela censura estatal e moldada para recriminar valores e políticas que não fizessem a cartilha do governo.

E é aqui que conhecemos um diretor em crise, chamado Kim Ki-yeol (Song Kang-ho), e que está terminando o seu filme Na Teia da Aranha. Não gostando nem um pouco de como ficou, ele tem uma epifania e acredita que, se refilmar em dois dias, poderá tornar o filme um novo clássico do cinema.

Para conseguir fazer mudanças em sua obra, o rito é os censores lerem as mudanças e, num primeiro passo, ele acaba rejeitado, o que faz com que ele vá atrás da presidente da empresa, que também se recusa a apoiar e viaja para o Japão. Indo atrás da herdeira, Kim Ki-yeol prova que pode fazer um ótimo filme, e é aí que temos um caos generalizado com um filme sendo rodado totalmente ilegal pelas leis da época.

Kim precisa convencer elenco e equipe a retornarem para as filmagens, driblar a burocracia estatal e esconder a produção secreta de olhares indesejados. É assim que ele consegue manter o cenário do filme montado e traz todo mundo de volta, sem saberem que estavam fazendo uma filmagem praticamente clandestina.

Um dos maiores dilemas para mudar o final é a presença da atriz em ascensão Han Yu-rim (Krystal Jung). Saindo do filme direto para filmar um K-drama, a atriz não poderia demorar muito nas refilmagens, o que não só fazem com que mintam para ela sobre a quantidade de cenas, como chegam até a trancar o estúdio para que ela cumpra as refilmagens, gerando apreensão da equipe.

Semelhante a filmes como Parasita, sabemos o tempo todo que Na Teia da Aranha tem tudo pra dar errado. É quando censores aparecem para impedir o filme, sendo embebedados pela produção, que o filme mostra que tem tudo para acabar mal.

Além da metalinguagem, um recorte de uma época

Redefinindo a história e assassinos, Na Teia da Aranha vai ganhando nova forma com as refilmagens, o que não impede o desenvolvimento de novos problemas, com Han Yu-rim revelando estar grávida e fazendo Kim Ki-yeol reprogramar a rota, usando cenas mais leves para ela durante as filmagens.

Com o caos nas filmagens, a presidente retorna às pressas da viagem ao Japão querendo impedir as filmagens, enquanto o chefe dos censores do governo da Coreia do Sul chega tentando entender o porquê de o filme estar sendo rodado. E é aqui que Na Teia da Aranha se sobressai, mostrando o “jeitinho coreano”, tentando driblar tudo e todos para Kim Ki-yeol terminar seu filme.

E olha que Na Teia da Aranha tem de tudo, com direito a Kim Ki-yeol conversando com seu “mestre”, também diretor de cinema, em lembranças, dando o tom de que ele queria superar e entregar um filme memorável nos cinemas.

Vale notar aqui que o diretor lendário com quem Kim Ki-yeol trabalhou havia morrido em um incêndio no set de filmagem, e fica claro que essa paixão pela atuação verdadeira irá até as últimas consequências aqui também.

Mas será que, com tamanho caos… Na Teia da Aranha valeu realmente a pena em ser refilmado?

Conclusão

Numa homenagem ao próprio cinema, Na Teia da Aranha surpreende e muito pelo roteiro, pela comédia, pelas ótimas atuações e pela sua metalinguagem em trazer um filme sendo filmado dentro do próprio. As situações, até que caricatas, são hilárias, mostrando que não existiam limites para se filmar antigamente.

É fato que parte da graça do filme está em acompanhar esses absurdos de um diretor que foi sempre visto como mediano e tenta reescrever sua história com essa loucura. E é justamente este absurdo que acompanhamos em cena, com a equipe comprando a ideia (mesmo que alguns à revelia), o que torna Na Teia da Aranha tão épico de ser visto.

Song Kang-ho, conhecido em especial por Parasita, está impagável como o diretor Kim Ki-yeol, e com certeza é destaque mais que merecido por seu personagem tão excêntrico. No elenco, ainda temos Oh Jung-se (Tudo Bem Não Ser Normal), Lim Soo-jung (Eu Sou um Cyborg, e Daí?), Krystal Jung (Manual do Presidiário), Kim Min-jae (Força Bruta: Punição e Invasão Zumbi 2: Península), entre tantos rostos conhecidos das produções sul-coreanas. Já o filme, com direção de Kim Jee-Woon, também é velho conhecido do público brasileiro com as produções Os Invencíveis (2008) e Eu Vi o Diabo (2010).

Agora, falar de Na Teia da Aranha é falar de um filme que entrega drama e comédia em um plot que você até sabe o que vai acontecer, mas a forma como é contada é o que torna tudo tão interessante e convidativo para assistir cada minuto. É diversão na medida certa e que, com certeza, supera as expectativas de qualquer um.

Nota: 5 de 5

Na Teia da Aranha (Cobweb)

Duração: 135 minutos

Direção: Kim Jee-woon

Roteiro: Shin Yeon-shick

Produção: Choi Jae-won, Ahn Eun-mi, Shin Yeon-sik, Ahn Soo-hyun, Choi Dong-hoon

Elenco principal: Song Kang-ho, Im Soo-jung, Oh Jung-se, Jeon Yeo-been, Krystal Jung

Direção de Fotografia: Kim Ji-yong

Montagem: Yang Jin-mo

Trilha Sonora: Mowg

Distribuição: Pandora Filmes

Estreias: 12 de junho de 2025

Agradecimentos a Pandora Filmes pelo convite para produção deste conteúdo

Review | Mario Kart World

O Switch 2 finalmente chegou e, para seu lançamento, recebeu um novo Mario Kart. Mario Kart World é uma grande aposta da Nintendo, já que oferece uma experiência um pouquinho diferente do que já estamos acostumados, com um elenco ainda maior de corredores que seu antecessor, Mario Kart 8 Deluxe. Nele, temos algo divertido e desafiante, um belo jogo que todo tipo de jogador pode curtir, dos mais novos até os velhinhos. Isso, claro, se eles conseguirem comprar um Switch 2 no lançamento…

Aqui e acolá, algo para fazer e correr, claro

O “mundo” do nome de Mario Kart World é apto porque agora temos um mapa gigante para explorar. As pistas são interligadas e é possível dirigir de uma para a outra, tanto no modo de jogo de livre exploração quanto em outros, isso porque algumas das corridas servem de conexão entre pistas. Dá até para parar e bater um ranguinho no caminho, na estrada, em uma das muitas lanchonetes do Yoshi, e até destravar trajes novos para seu personagem como brinde.

Esse mundo é grande e variado e oferece muitas atividades que vão além do simples dirigir: há grandes botões azuis espalhados em todos os lugares que trazem missões especiais para ganhar pontos, sem falar nas moedas douradas da Princesa Peach, escondidas em pontos estratégicos, difíceis de serem alcançadas sem o uso da sua criatividade. É do tipo de coisa que dá mais razão para se jogar e ficar fuçando Mario Kart World de uma maneira nunca vista em um Mario Kart.  

Falando de modos de jogar, dá pra correr nas pistas de uma maneira mais tradicional, no formato de circuitos, o Grande Prêmio, que bem como os jogos anteriores, é possível escolher a dificuldade entre 50cc, 100cc e 150cc – a de 200cc não está no jogo, mas não será uma grande surpresa se for incluída mais para frente – cada uma mais rápida e envolvente que a outra. Os circuitos são bem rápidos de terminar, por isso são bons para quem só quer jogar por alguns minutos.

A grande novidade são as corridas Eliminatórias, onde você e 23 outros corredores têm uma corrida mais comprida, que vai eliminando participantes aos poucos até sobrar só os que estão na frente. Essas são ainda mais emocionantes jogando pela internet, onde o mais puro caos reina! O modelo de jogo lembra bastante o visto em F-Zero 99 e diverte tanto quanto.

Diversão com amigos é sempre bom

Falando no multijogador, ficou faltando comentar os modos Confronto e Batalha. No primeiro, você pode organizar partidas conforme as suas próprias regras, com as mais diversas opções, e competir contra amigos das mais variadas maneiras. É um jeito bacana de divertir um grupo todo sem compromisso. Em Batalha, é exatamente isso que o nome diz, um salve-se quem puder em que cada corredor tem um certo número de balões que são estourados conforme ele é acertado por cascos inimigos. É o modo multiplayer clássico dos Mario Kart, pura e simplesmente!

Jogar online é uma loucura de diversão se você não estiver exatamente querendo ganhar. Toda corrida é uma chuva de ataques e de gente batendo uma na outra, onde o objetivo mesmo é rir e brincar. Basta não tratar Mario Kart World como um jogo de corrida comum, onde o objetivo é ganhar, enquanto estiver jogando com outras pessoas pela internet que a coisa flui que é uma beleza. Como agora o jogo possibilita que ainda mais jogadores participem de uma mesma corrida, isso fica ainda mais na cara.

Nisso, há ainda mais jeitos de atrapalhar os outros corredores. Além dos conhecidos cascos azul, verde e vermelho, agora temos o dourado, que solta um rastro de moedas até explodir e dar conta dos mais gananciosos em seu encalço. O martelo dos Irmãos-Martelo é um power up poderoso que coloca um obstáculo na pista, na frente de seus inimigos, enquanto que a varinha mágica de Kamek cria uma magia que muda o aspecto de todos que estão correndo, podendo até transformá-los em personagens que ainda não foram destravados na galeria!

Tem de todos e tudo um pouco 

Isso nos traz ao elenco. Meu Deus, quantos personagens. Tem até a vaquinha da pista Pastagens Moo Moo, do Mario Kart 64! Sabe aquele carinha que sai do bueiro no Mario do Nintendinho e joga chaves de fenda em você? Ele também! Tem até o golfinho de Super Mario World e ele nem tem mãos para dirigir o kart. Não que isso seja empecilho para o espinhudo Wiggler. Não há limites em Mario Kart World e é isso que o faz ser tão especial.

A nostalgia rola solta em todo o mundo do jogo. Há pistas de jogos anteriores, outdoors com toda a identidade não só de jogos do Mario, mas da Nintendo como um todo, que são convertidos em marcas, no dia-a-dia mesmo dos lugares que você visita. Mas talvez a melhor parte seja a trilha sonora, que mescla músicas-tema de várias franquias da Nintendo e as “remixa” de maneira brilhante. Tem de tudo, de Donkey Kong Country até os minigames Game & Watch. Os que tiverem bons ouvidos descobrirão ainda mais, com certeza.

Se você for como eu e estava procurando uma desculpa para voltar para a franquia Mario Kart, não perca tempo e vire a chave de Mario Kart World. É um excelente jogo de lançamento para o Switch 2, um baú de relíquias da história da série Super Mario e afins que parece não ter fim. O jogo faz uso excelente dos recursos do novo console, oferecendo uma experiência muito bonita tanto no modo portátil quanto na TV e é certo que irá cativar você a continuar jogando por meses afora. Apesar do preço alto do pacote como um todo, Mario Kart World faz valer a pena com muita diversão e personalidade!    

NOTA: 5 de 5

Ficha técnica:

Nome completo: Mario Kart World

Desenvolvedoras: Nintendo, Nintendo Planning & Development

Publicadoras: Nintendo

Gênero: Corrida

Plataforma: Nintendo Switch  

Lançamento: 5 de junho de 2025  

Agradecemos a assessoria da Nintendo no Brasil por ter nos enviado uma cópia do jogo para a produção desta matéria.

Review | Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army

Na geração do PlayStation 2, uma produtora de jogos até então pouco conhecida teve sua época de ouro, com lançamentos que hoje são considerados verdadeiros clássicos obscuros, cujas cópias, em sua grande maioria, são caras e difíceis de encontrar, por terem tido tiragens pequenas. Trata-se da Atlus, que hoje em dia é sinônimo de uma só palavra: Persona.

Mas antes da Hora Sombria, dos Assassinatos da TV, ou da estréia dos Ladrões Fantasma, houve uma grande gama de jogos não tão conhecidos baseados em Shin Megami Tensei. É o caso de Devil Summoner Raidou Kuzunoha vs. the Soulless Army, lançado em 2006, o mesmo ano de Persona 3. 

Nele, conhecemos um personagem novo, que também se utilizava dos conhecidos demônios, só que de um jeitão só dele, no combate em tempo real, colocando de lado as batalhas em turnos que conhecemos tão bem não só de Persona e de outra série pouco conhecida, Digital Devil Saga, mas do próprio Shin Megami Tensei, que naquele ano comemorou 29 anos. 

A volta do caçador de demônios 

Agora, é a vez de Raidou ter sua volta gloriosa com Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army, a versão definitiva do primeiro jogo, que chega aos consoles atuais e ao PC trazendo gráficos remasterizados e outras novidades muito bem-vindas, mas que não deixa pra trás suas raízes. É um jogo de ação com elementos de RPG, além de uma camada um tanto superficial de investigação e suspense.

No papel de Raidou Kuzunoha, o 14o a adotar o nome e vestir o manto de caçador de demônios do vilarejo de Kuzunoha, cabe a você, junto de seu gato falante e conselheiro Gouto-Douji, erradicar o mal da capital do país, Edo. Para tanto, você, como um adolescente superdotado, terá que frequentar o colégio e, no tempo livre, fazer parte de uma agência de detetives, onde poderá agir para salvar a população da ameaça dos demônios. Como o nome do jogo diz, o grande mal da vez é um misterioso exército de soldados vestidos de vermelho, que estão abduzindo pessoas aparentemente normais para seus fins nefastos.

Para isso, Raidou conta com a ajuda de demônios próprios, aqueles que já conhecemos lá do Persona – ou outros jogos SMT que você pode ter jogado – que lutam ao seu lado e participam das interações com o mundo à sua volta, agindo para, por exemplo, extrair informações de testemunhas que não estão cooperando, ou até incentivar aqueles que podem estar desanimados. Mais demônios podem ser capturados conforme a história avança, trazendo ainda mais funcionalidades ao arsenal do protagonista.

Em Raidou Remastered, a jogabilidade é bem diferente do que você pode estar acostumado. Apesar da movimentação ser quase igual à vista em Persona, outras partes do jogo funcionam de maneira única, começando pelo combate, que acontece em tempo real, como uma versão mais simples de jogos de ação como Devil May Cry, em que Raidou tem dois tipos de ataque com espada, sua arma de fogo, e magias, além de poder dar ordens aos seus dois demônios parceiros.

Melhor, mais bonito e com vozes!

Nisso, há uma das novidades desse remaster: antes ele só podia controlar um demônio por vez e, para trocar, tinha que ir a um local específico para fazê-lo. Agora, pode levar dois deles consigo, que podem ser escalados a partir do menu, facilitando muito a vida dos investigadores sobrenaturais iniciantes mundo afora. Mesmo com uma maior simplicidade em comparação a outros títulos de ação, as batalhas do jogo conseguem ser envolventes, já que ainda é preciso se atentar às fraquezas elementais de seus adversários, como em Persona, e ser rápido para desviar dos poderosos ataques dos inimigos.

Dentre outras melhorias relacionadas ao combate há a trava de mira, o sistema de tiro e a capacidade de atrelar todos os poderes elementais de uma vez, muitas das quais foram apresentadas na continuação do jogo original no PS2, Devil Summoner 2: Raidou Kuzunoha vs. King Abaddon. O resultado final é algo mais divertido e flexível de jogar, mas que continua lembrando um jogo de sua época, o que não é exatamente uma coisa ruim, afinal, a geração dele foi uma das mais incríveis dos videogames quando falamos de RPGs e jogos de ação.

Falando em RPG, há muito dele em Raidou Remastered. Como detetive, você terá que virar Edo do avesso para descobrir informações relacionadas às suas investigações. É aí que pinta a grande e principal melhoria desta versão, a inclusão de vozes para praticamente todos os diálogos, tanto em Japonês quanto Inglês – mal aí, ainda não foi desta vez que teremos o Português Brasileiro em um jogo da Atlus! – e os gráficos atualizados, que dão ainda mais vida aos designs de personagens icônicos do conceituado Kazuma Kaneko.

A trilha sonora, outra parte dos jogos da Atlus que os coloca acima da competição, é destaque aqui, com um tempero forte de jazz instrumental e música clássica, com dedo dos compositores já consagrados da franquia Shin Megami Tensei, Shoji Meguro, Ryota Kozuka, e Toshiki Konishi. É deliciosamente ardente e lembra muito o que ouvimos não só em Persona, mas também outros como Shin Megami Tensei V: Vengeance, que também resenhamos por aqui.

Enfim, vale a pena jogar Raidou Remastered?

Raidou Remastered traz de volta um personagem carismático e emblemático da franquia Shin Megami Tensei aos holofotes gamisticos, mostrando que há mais para SMT do que só Persona, e que a Atlus tem talento não só em desenvolver RPGs em turnos, mas também aqueles de ação como este. 

Graças não só às muitas melhorias, como também outras pequenas, das quais o salvamento automático, transporte rápido para locais já visitados no jogo e uma seleção de níveis de dificuldade fazem parte, Raidou Remastered é uma experiência ainda mais divertida e livre de frustrações, especialmente quando comparada à versão original, que é notória por ser bem difícil de zerar. Sim, ainda dá para ver que se trata de um jogo do PS2 com roupagem nova, não há como negar, porque é exatamente isso.      

Tirando esse óbvio do caminho, esta remasterização é, sem dúvida alguma, a iteração de Raidou que você deve jogar. Não só por tudo isso, mas também pelo fato de que um disco original americano de PS2 chega facilmente à casa dos 800 reais. Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army chega às lojas físicas e digitais pela bagatela de 280 reais (260 reais no PC/Steam), mas sempre vale dar aquela fuçada por cupons e outras promoções, podendo ficar mais em conta para o bolso.    

NOTA: 4 de 5

Ficha técnica:

Nome completo: Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army

Desenvolvedoras: Atlus

Publicadoras: Sega Atlus

Gênero: RPG

Plataforma: Nintendo Switch 2, PC, PlayStation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S

Lançamento: 19 de junho de 2025  

Agradecemos a assessoria da Sega Atlus por ter nos enviado uma cópia do jogo para a produção desta matéria.

Donkey Kong Bananza | Exclusivo para Nintendo Switch 2, novo jogo chega em julho de 2025

Donkey Kong está de volta com Donkey Kong Bananza, um jogo de plataforma 3D que chega exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 17 de julho de 2025. A nova aventura combina ação, música e uma boa dose de bananas, oferecendo uma experiência renovada para fãs e novos jogadores.

A história começa na misteriosa Ingot Isle, onde Donkey Kong descobre as valiosas bananas douradas. Um desastre natural o lança às profundezas do planeta, onde ele encontra Pauline, uma jovem cantora e sua nova aliada. Juntos, exploram o vasto Mundo Subterrâneo, enfrentando inimigos, desvendando mistérios e buscando o lendário Planet Core — uma fonte de desejos que pode mudar o destino de ambos.

No gameplay, Donkey Kong ganha habilidades inéditas como o Dive Punch, que permite perfurar o chão, além de rolar, quebrar obstáculos e usar golpes para revelar itens escondidos. Pauline usa seu canto para ativar transformações em DK, que ganham diferentes poderes: força máxima, velocidade ou até voo com ataques especiais. Essas transformações ampliam a dinâmica do jogo, incentivando a experimentação e a criatividade.

Donkey Kong Bananza também aposta no modo cooperativo local, onde dois jogadores podem controlar Donkey Kong e Pauline usando um único Joy-Con 2. A funcionalidade GameShare permite que amigos joguem juntos, mesmo sem possuir o jogo, enquanto o GameChat oferece comunicação por voz e vídeo em partidas online, aproximando jogadores e ampliando a experiência social.

Ao longo da jornada, é possível coletar diversos itens, como Banandium Gems que aumentam as habilidades de DK, Banandium Chips e Banandium Gold para trocar por itens úteis, além de fósseis que desbloqueiam roupas e personalizações com benefícios extras. O jogo também apresenta desafios variados, incluindo fases cronometradas e side-scrolling, garantindo variedade e diversão.

Para dar uma pausa na aventura, os jogadores podem usar as Getaways para descansar e escolher músicas relaxantes, enquanto os Eelevators, enguias subterrâneas, facilitam a movimentação rápida entre os níveis do mapa. Além disso, o jogo traz modos criativos, como o Photo Mode para capturar imagens personalizadas e o DK Artist, que permite esculpir desenhos em pedra usando o Joy-Con 2, trazendo momentos de descontração e criatividade.

O Nintendo Switch 2 complementa essa experiência com controles parentais, compartilhamento de jogos e chat online por voz e vídeo, garantindo um ambiente seguro e divertido para jogadores de todas as idades.

Com sua combinação de ação intensa, exploração, cooperação e modos criativos, Donkey Kong Bananza promete ser um dos grandes lançamentos exclusivos do Nintendo Switch 2 em 2025, renovando a franquia para uma nova geração de gamers.

Assista o Donkey Kong Bananza Direct

The Blood of Dawnwalker terá gameplay revelado neste sábado

O aguardado The Blood of Dawnwalker, novo RPG de ação com vampiros da Rebel Wolves, terá seus primeiros detalhes de jogabilidade revelados em uma transmissão especial no dia 21 de junho, às 16h (horário de Brasília), no canal oficial da Bandai Namco na Twitch. A data escolhida marca o solstício de inverno, a noite mais longa do ano e combina com a atmosfera sombria e opressiva do título.

Durante a livestream, serão exibidos mais de 15 minutos de gameplay, acompanhados de comentários dos desenvolvedores sobre os sistemas do jogo, além de trilhas sonoras originais compostas especialmente para essa aventura vampiresca. O evento marca a primeira demonstração pública da experiência que promete redefinir o gênero de RPG narrativo com foco em escolhas e consequências.

Ambientado em uma versão alternativa do século XIV, The Blood of Dawnwalker coloca o jogador no papel de um servo cujo feudo foi invadido por uma casta de vampiros aristocráticos que assumem o controle como senhores feudais. Com a família do protagonista feita refém, o jogo se desenrola como um sandbox narrativo, onde decisões moldam não apenas a sobrevivência, mas o próprio destino do mundo ao redor.

A Rebel Wolves foi fundada por Konrad Tomaszkiewicz, conhecido por seu trabalho como diretor de The Witcher 3: Wild Hunt, o que eleva ainda mais as expectativas para a narrativa e a profundidade das escolhas oferecidas ao jogador. Desenvolvido na Unreal Engine 5, o jogo promete gráficos impressionantes e uma atmosfera imersiva.

The Blood of Dawnwalker tem lançamento previsto para 2026, com versões confirmadas para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

9º Prêmio CINEB celebra o cinema brasileiro com homenagem a filmes que marcaram o público

O Prêmio CINEB do Cinema Brasileiro chega à sua 9ª edição no dia 28 de junho (sábado), reforçando seu compromisso com a valorização do audiovisual nacional. A cerimônia acontece no Sindicato dos Bancários de São Paulo e será conduzida por dois nomes conhecidos do cinema brasileiro: o ator, diretor e roteirista Silvio Guindane, e a diretora, atriz e apresentadora Marina Person.

Criado como uma extensão do circuito itinerante CineB — iniciativa do Sindicato dos Bancários em parceria com a Brazucah Produções — o prêmio reconhece os filmes que passaram pelas telas do projeto nos últimos anos, homenageando tanto realizadores quanto instituições que contribuem para democratizar o acesso à cultura.

Homenagens a filmes que circularam pelo Brasil

A edição deste ano presta homenagem a uma seleção diversa de longas-metragens nacionais que foram exibidos em sessões gratuitas por bairros, periferias e universidades de São Paulo e cidades vizinhas. Estão entre os destaques:

  • Me Chama Que Eu Vou (Joana Marini)
  • Jair Rodrigues – Deixa que Digam (Rubens Arnaldo Rewald)
  • Mussum, O Filmis (Silvio Guindane)
  • Três Verões (Sandra Kogut)
  • Turma da Mônica – Laços e Lições (Daniel Rezende)
  • Doutor Gama (Jeferson De)
  • O Homem Cordial (Iberê Carvalho)
  • Pureza (Renato Barbieri)
  • Tô Ryca 2 e Um Tio Quase Perfeito 2 (Pedro Antonio)
  • Nosso Sonho (Lucas Penteado)
  • Saudosa Maloca (Pedro Serrano)
  • Acordo com Lampião? Só na Boca do Fuzil (Marcelo Felipe Sampaio)
  • Selvagem (Diego da Costa)
  • Galeria Futuro (Fernando Sanches)
  • Um Dia Qualquer (Denis Feijão)
  • Pandemia do Sistema (Naná Prudêncio)
  • O Homem do Sacode (Felipe Kfouri)
  • Minha Fortaleza, os Filhos de Fulano (Tatiana Lohman)
  • O Palhaço, Deserto (Patrícia Lobo)
  • Partido (Andrés Benedykt)

Um circuito que transforma a relação do público com o cinema

Desde sua criação em 2007, o CineB já promoveu mais de 761 sessões gratuitas, alcançando mais de 94 mil espectadores em 23 cidades e mais de 300 bairros, além de universidades. A tela itinerante já exibiu mais de 180 longas-metragens e 125 curtas, criando uma ponte direta entre o cinema brasileiro e as populações menos assistidas pela indústria cultural.

De acordo com o coordenador do projeto, Cidálio Vieira Santos, o prêmio é uma celebração do elo simbólico entre os diretores e as comunidades que assistem a seus filmes. “É a valorização de quem leva e de quem faz o cinema brasileiro chegar às periferias”, afirma.

Parcerias com universidades também serão reconhecidas

Além dos filmes e realizadores, o 9º Prêmio CINEB também homenageará instituições que têm colaborado com a difusão da cultura cinematográfica no meio acadêmico. Entre os parceiros homenageados estão o Centro Universitário das Américas – FAM, FIAM FAAM, Universidade São Judas e Anhembi Morumbi.

A premiação reforça o papel do cinema como ferramenta de transformação social e resgate da identidade cultural brasileira, especialmente em tempos em que o acesso à cultura precisa ser descentralizado e democratizado.

Redes sociais do Projeto CINEB

Instagram: @projeto_cineb
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YouTube: @projetoCineB

Dune: Awakening quebra recordes e conquista crítica com jornada imersiva em Arrakis

O deserto de Arrakis voltou a ser palco de grandes acontecimentos, desta vez no universo dos games. Dune: Awakening, jogo de sobrevivência multiplayer em mundo aberto desenvolvido pela Funcom, não apenas estreou com força no Steam como também consolidou seu lugar como um dos maiores sucessos da desenvolvedora. O título atingiu mais de 189 mil jogadores simultâneos, superando o recorde anterior de Conan Exiles (53 mil) e se tornando o jogo mais vendido da história da empresa.

Além do impacto entre os jogadores, Dune: Awakening também conquistou a mídia especializada. Com 85% de aprovação no Steam e classificação “Muito Positiva” com mais de 28.700 análises, o jogo mantém um desempenho sólido. No Metacritic, a pontuação atual é de 80, enquanto no OpenCritic, o título figura com 81.

Imersão em uma Arrakis fiel ao universo Duna

Ambientado em uma linha do tempo alternativa dentro do universo criado por Frank Herbert, Dune: Awakening mergulha o jogador em uma experiência visual e sonora diretamente inspirada nos filmes de Denis Villeneuve. Essa imersão foi amplamente reconhecida por veículos internacionais. O VGMAG, da Itália, deu nota 8.5/10 e definiu o jogo como “a melhor maneira de vivenciar Arrakis”. Já o site alemão 4P, com nota 9/10, foi enfático: “Não conheço nenhum mundo de jogo que seja mais Dune do que Dune: Awakening”.

Sobrevivência, liberdade e envolvimento total

A jogabilidade centrada na sobrevivência, com elementos de construção e exploração em um mundo vivo, também recebeu destaque. A IGN classificou o jogo com nota 8/10, enquanto a Eurogamer deu 4/5. O Screenrant compartilhou uma experiência curiosa do redator: “Fiquei tão focado no jogo que acabei esquecendo de comer algumas das minhas refeições”. Já o Dualshockers, com nota 9/10, afirmou: “Acredito que Dune: Awakening será lembrado como um dos melhores jogos de todos os tempos.”

Trailer de Accolades e planos futuros

A Funcom lançou um trailer de Accolades, reunindo os principais elogios da crítica especializada. Além disso, o estúdio já planeja novidades: o Passe de Temporada de Dune: Awakening incluirá quatro pacotes de conteúdo, e atualizações gratuitas estão previstas para expandir tanto a narrativa quanto as mecânicas do jogo nos próximos meses.

Disponível em acesso antecipado no Steam, Dune: Awakening já figura entre os jogos mais jogados da plataforma, prometendo uma longa vida em Arrakis para os fãs de Duna e de experiências desafiadoras no mundo gamer.

Fluxo é top 3 mundial na Kings League e transmissões de Nobru ultrapassam 1 milhão de espectadores únicos

O Fluxo encerrou sua participação no primeiro split da Kings League Brasil e da Kings World Cup Clubs com uma campanha histórica: o time brasileiro ficou em terceiro lugar no ranking mundial e transformou cada partida em um evento online de impacto. Fundado por Bruno “Nobru” Goes e Lúcio “Cerol” Lima, o clube não apenas avançou às semifinais da competição internacional em Paris, como também mobilizou milhões nas redes.

Durante os torneios, mesmo fora de campo, Nobru foi o grande destaque. Com 44 horas de transmissão ao vivo em suas plataformas, o streamer e empresário ultrapassou 1 milhão de espectadores únicos, somando mais de 320 mil visualizações e alcançando a marca impressionante de 3,8 milhões de impressões. A performance consolidou o poder de engajamento do criador de conteúdo, que conectou a comunidade a cada rodada da competição.

“Sabíamos dos desafios e entramos com o objetivo de fazer história. Mostramos o potencial do Fluxo no cenário internacional e reforçamos que o Brasil tem talento para competir em alto nível”, comentou Nobru, que também é cofundador da organização.

A trajetória do Fluxo: vitórias, viradas e revanche

A campanha do Fluxo começou com uma vitória sobre o Futbolistas Locos FC por 6 a 3. Na segunda rodada, uma derrota apertada para o Panam por 5 a 4 levou a equipe à chave dos perdedores. Mas a reação foi imediata: vitória sobre o Miami 7 por 6 a 4, avanço para as oitavas com triunfo sobre os Persas por 5 a 3 e, nas quartas, uma revanche eletrizante contra o Panam, vencida por 5 a 4.

A semifinal contra o Los Troncos foi uma das partidas mais disputadas do torneio, encerrada com derrota brasileira por 6 a 5. O time espanhol avançou à final e ficou com o título ao vencer o Porcinos por 6 a 3.

Kings League reinventa o futebol com interatividade e influenciadores

A Kings League já se destaca como um novo modelo de futebol — ágil, conectado e pensado para a geração digital. Clubes liderados por influenciadores e streamers se envolvem diretamente na formação de elenco, estratégia e, principalmente, na criação de conteúdo. A fórmula tem funcionado: engajamento em alta, transmissões massivas e uma torcida global acompanhando cada rodada.

Com o Fluxo entre os três melhores do mundo e Nobru dominando as transmissões, o Brasil encerra sua participação na competição com moral e relevância. Mais do que um bom resultado em campo, o clube mostrou como esporte e entretenimento caminham juntos no cenário atual dos esports.

NVIDIA adiciona série Borderlands ao GeForce NOW com 13 novos jogos para streaming

A NVIDIA ampliou seu catálogo no GeForce NOW ao incluir a série Borderlands e outros 12 títulos, trazendo para os jogadores uma experiência de ação e saque via streaming na nuvem. Agora é possível jogar clássicos como Borderlands Game of the Year Enhanced, Borderlands 2, Borderlands 3 e Borderlands: The Pre-Sequel diretamente no GeForce NOW, com a promessa de que Borderlands 4 estará disponível na plataforma no lançamento oficial.

Borderlands chega ao GeForce NOW

A série Borderlands é referência em jogos de tiro em primeira pessoa com muita ação, humor ácido e personagens marcantes. Com o GeForce NOW, os jogadores podem explorar Pandora em alta resolução, até 4K para assinantes Ultimate, sem precisar baixar os jogos, apenas por streaming.

Do caos inicial do primeiro Borderlands Game of the Year Enhanced ao carisma do vilão Handsome Jack em Borderlands 2, até a explosão de conteúdo em Borderlands 3 e a gravidade zero de Borderlands: The Pre-Sequel, a plataforma oferece tudo isso com a facilidade do acesso instantâneo.

FBC: Firebreak e o shooter cooperativo da Remedy Entertainment

Entre as novidades do GeForce NOW está FBC: Firebreak, jogo cooperativo para até três jogadores, que se passa seis anos após Control. O título desafia os jogadores a enfrentarem distorções da realidade e crises imprevisíveis na Antiga Casa, combinando armas, habilidades paranormais e estratégia em uma aventura dinâmica via nuvem.

REMATCH reinventa o futebol com ação arcade intensa

O futebol ganha um ritmo acelerado em REMATCH, que elimina regras tradicionais e foca em partidas intensas e frenéticas em terceira pessoa. O jogo permite alternância entre posições de ataque, defesa e goleiro, exigindo reflexos rápidos e trabalho em equipe, com atualizações constantes para manter a competição viva.

Atualização 5.7 de Genshin Impact e mais lançamentos no streaming

A versão 5.7 de Genshin Impact já está disponível para streaming no GeForce NOW, trazendo novos personagens como Skirk e Dahlia, missões inéditas e o modo Confronto Abissal. Outros títulos recém-adicionados incluem Broken Arrow, Crime Simulator, Date Everything!, Lost in Random: The Eternal Die, entre outros.

Lista completa dos novos jogos no GeForce NOW

Com o GeForce NOW, os gamers têm acesso instantâneo a esses títulos em diferentes dispositivos, eliminando downloads e atualizações. A experiência em nuvem garante gameplay fluida, visual em alta definição e mobilidade total.