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CineSesc recebe o festival É Tudo Verdade com programação gratuita

Cena de “Bowie- O Ato Final”. Foto- Divulgação

O CineSesc recebe a 31ª edição do É Tudo Verdade entre os dias 9 e 15 de abril, com uma programação gratuita dedicada ao cinema documental. A seleção reúne produções de 25 países e percorre temas que vão da música à política, passando por questões sociais e diferentes realidades femininas.

Entre os destaques está Bowie: O Ato Final, documentário dirigido por Jonathan Stiasny que investiga os últimos anos de David Bowie. O filme mergulha na criação de Blackstar, álbum em que o artista transformou sua despedida em obra.

O tema do legado também aparece em Retiro – A Casa dos Artistas, de Roberto Berliner e Pedro Bronz, que acompanha o cotidiano de artistas na terceira idade em uma instituição histórica no Rio de Janeiro, refletindo sobre memória, envelhecimento e permanência da arte.

Olhar social e político

A programação brasileira reforça o foco nas urgências contemporâneas. Títulos como Carcereiras, de Julia Hannud, e Sagrado, de Alice Riff, exploram o cotidiano em instituições públicas, enquanto Patrulha Maria da Penha, de André Bomfim, evidencia o combate à violência contra a mulher.

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai, traz um recorte sensível sobre infância e futuro no sertão do Piauí, ampliando o olhar social do festival.

No eixo latino-americano, Mailin acompanha a busca por justiça de uma vítima de abuso clerical, reforçando o caráter investigativo presente na curadoria.

Homenagens e memória do cinema

A edição também presta tributo a nomes importantes do cinema brasileiro, como Jean-Claude Bernardet, Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr..

Entre os clássicos exibidos está Bardot, cinebiografia que revisita a trajetória de Brigitte Bardot, destacando sua transição do cinema para o ativismo ambiental.

Espaço para o público infantil

Cena de “Território do Brincar”. Foto- Divulgação

Pela primeira vez, o festival cria a mostra É Tudinho Verdade, voltada ao público infantil. A seleção inclui produções de David Reeks e Renata Meirelles, além de episódios da série Território do Brincar, que exploram a infância em diferentes regiões do Brasil.

Antes das sessões, o público pode participar da intervenção Brincar de Quê?, conduzida pela Cia Passarinho Contou, com atividades que envolvem música, movimento e interação coletiva.

Serviço

É Tudo Verdade no CineSesc
09 a 15 de abril
Rua Augusta, 2075 – São Paulo

Entrada gratuita
Retirada de ingressos com 1h de antecedência (sujeito à lotação)

PROGRAMAÇÃO DE 2 A 8/4

É TUDO VERDADE

Competição Internacional: Curtas-Metragens
Programa 2 (83’)

TURNO DA NOITE
Dir.: Megumi Lim. Ucrânia, 2025, 29min. 16 anos.
No escuro, sob toque de recolher na ucraniana Kharkiv, uma tensão silenciosa percorre suas ruas vazias. Pessoas que trabalham à noite enfrentam a rotina e o risco, já que a Rússia ataca quando os moradores tentam dormir.

SONHOS DE APAGÃO
Dir.: Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso, Andrea Settembrini. Cuba, Itália, 2025, 20min. Livre.
Ao cair da noite em Cuba, a escuridão do “apagón” engole tudo, mas a vida continua: um padre folheia as páginas do Gênesis; um músico cego canta para sua esposa; um menino desafia seu professor para uma interminável partida de xadrez.

SILÊNCIO AZUL
Dir.: Matías Rojas Ruz. Chile, 2025, 15min. 14 anos.
Na costa de Manquemapu, num dos cantos mais isolados da Região dos Lagos no Chile, o filme investiga as memórias dos moradores locais sobre o navio Janequeo, que naufragou em 1965 e deixou 51 mortos.

ELEGIA PARA OS PERDIDOS
Dir.: William Hong-Xiao Wei. Reino Unido, França, Espanha, 2025, 29min. Livre.
O filme entrelaça as memórias íntimas de uma jovem migrante chinesa na Europa pós-pandemia com narrativas públicas de resistência. Ela e sua comunidade atravessam o segredo, a repressão, a sobrevivência, a precariedade iminente e o deslocamento.

Quinta, dia 09/04 das 15h às 16h23.


BOWIE: O ATO FINAL
Dir.: Jonathan Stiasny. Reino Unido, 2025, 90min. 14 anos.
Dez anos após sua morte, este longa-metragem documental revela a jornada criativa final de David Bowie, da conquista do palco Pyramid no Glastonbury Festival à criação de Blackstar, o álbum que lembrou ao mundo por que ele era insubstituível.

QUINTA, DIA 09/04 DAS 17H30 ÀS 19H00.


Competição Brasileira: Longas ou Médias-Metragens

FERNANDO CONI CAMPOS: CADA UM VIVE COMO SONHA
Dir.: Luis Abramo, Pedro Rossi. Brasil, 2025, 89min. 10 anos.
A trajetória não linear e além do tempo de Fernando Coni Campos, um dos grandes artistas e contadores de histórias do cinema brasileiro.

QUINTA, DIA 09/04 DAS 20H30 ÀS 22H.


Foco Latino-Americano

MAILIN
Dir.: María Silvia Esteve. Argentina, França, Romênia, 2025, 89min. 14 anos.
Durante oito anos, Mailin buscou justiça por ter sido abusada sexualmente na infância.

SEXTA, DIA 10/04 DAS 15H ÀS 16H29.


O Estado das Coisas

CARCEREIRAS
Dir.: Julia Hannud. Brasil, 2026, 94min. 14 anos.
Ana Paula e Mariana trilham caminhos paralelos como agentes penitenciárias.

SEXTA, DIA 10/04 DAS 17H30 ÀS 19H04.


PATRULHA MARIA DA PENHA
Dir.: André Bomfim. Brasil, 2025, 90min. 14 anos.
Policiais lutam para romper o ciclo de violência contra as mulheres.

SEXTA, DIA 10/04 DAS 20H30 ÀS 22H.


Homenagem Silvio Tendler

OS ANOS JK: UMA TRAJETÓRIA POLÍTICA
Dir.: Silvio Tendler. Brasil, 1980, 110min. 12 anos.
O legado do presidente Juscelino Kubitscheck.

SÁBADO, DIA 11/04 DAS 15H ÀS 16H50.


Competição Internacional: Curtas-Metragens
Programa 1 (95’)

BEM-VINDA À CASA, SARDAS
Dir.: Huiju Park. Reino Unido, Coreia do Sul, 2025, 26min. 10 anos.

DESDE QUE ELES NÃO NOS ENCONTREM
Dir.: Maja Górczak. Polônia, 2025, 13min. 12 anos.

TODAS AS FOLHAS SÃO DO VENTO
Dir.: Andrea Rabasa Jofre. México, 2025, 17min. 14 anos.

SE NÃO GOSTA, NÃO OLHE
Dir.: Margaux Fournier. França, 2025, 29min. Livre.

COMO OUVIR CHAFARIZES
Dir.: Eva Sajanová. Eslováquia, 2025, 10min. 12 anos.

SÁBADO, DIA 11/04 DAS 17H30 ÀS 19H10.


A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO
Dir.: Eliza Capai. Brasil, 2026, 70min. 10 anos.

SÁBADO, DIA 11/04 DAS 20H30 ÀS 21H40.


Clássicos É Tudo Verdade

BARDOT
Dir.: Alain Berliner, Elora Thevenet. França, Bélgica, 2025, 90min. Livre.

DOMINGO, DIA 12/04 DAS 17H30 ÀS 19H.


APOCALIPSE SEGUNDO BABY
Dir.: Rafael Saar. Brasil, 2026, 110min. 10 anos.

DOMINGO, DIA 12/04 DAS 20H30 ÀS 22H20.


Homenagem Silvio Da-Rin

MISSÃO 115
Dir.: Silvio Da-Rin. Brasil, 2018, 87min. 12 anos.

SEGUNDA, DIA 13/04 DAS 15H ÀS 16H27.


Competição Brasileira: Curtas-Metragens
Programa 1 (90’)

DIVINO: SUA ALMA, SUA LENTE
Dir.: Clea Torres, Gilson Costta. Brasil, 2025, 29min. 12 anos.

FILME-COPACABANA
Dir.: Sofia Leão. Brasil, 2025, 13min. Livre.

TALVEZ MEU PAI SEJA NEGRO
Dir.: Flávia Santana. Brasil, 2025, 24min. Livre.

OS ARCOS DOURADOS DE OLINDA
Dir.: Douglas Henrique. Brasil, 2025, 24min. 10 anos.

SEGUNDA, DIA 13/04 DAS 17H30 ÀS 19H.


RETIRO – A CASA DOS ARTISTAS
Dir.: Roberto Berliner, Pedro Bronz. Brasil, 2026, 95min. Livre.

SEGUNDA, DIA 13/04 DAS 20H30 ÀS 22H05.


Foco Latino-Americano

SEM TÍTULO #11: UM ANALECTO À MULA
Dir.: Carlos Adriano. Brasil, 2026, 27min. Livre.

UM SONHO ERRANTE
Dir.: Sofía Betarte. Uruguai, 2025, 77min. 10 anos.

TERÇA, DIA 14/04 DAS 15H ÀS 16H45.


Competição Brasileira: Curtas-Metragens
Programa 2 (86’)

NÃO EXISTE NINJA DE PELE PRETA
Dir.: Erik Ely. Brasil, 2026, 25min. Livre.

INQUIETAS
Dir.: Thaina Morais. Brasil, 2025, 13min. Livre.

NATUREZA MORTA
Dir.: Diran Serafim. Brasil, 2025, 15min. 12 anos.

TANARU
Dir.: Júlia Mariano. Brasil, 2025, 16min. Livre.

O DIA EM QUE MINHA AVÓ FUGIU DE CASA
Dir.: Victor Costa Lopes. Brasil, 2026, 17min. Livre.

TERÇA, DIA 14/04 DAS 17H30 ÀS 18H58.


PROUST PALIMPSESTO: PASTICHES E MISTURAS
Dir.: Carlos Adriano. Brasil, 2026, 103min. 18 anos.

TERÇA, DIA 14/04 DAS 20H30 ÀS 22H13.


Homenagem Jean-Claude Bernardet

SOBRE ANOS 60
Dir.: Jean-Claude Bernardet. Brasil, 2000, 30min. 14 anos.

QUARTA, DIA 15/04 DAS 15H00 ÀS 15H30.


Homenagem Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr.

EM NOME DO JOGO
Dir.: Luiz Ferraz, Lu Guimarães. Brasil, 2025, 73min. 12 anos.

QUARTA, DIA 15/04 DAS 17H30 ÀS 18H43.


SAGRADO
Dir.: Alice Riff. Brasil, 2026, 90min. Livre.

QUARTA, DIA 15/04 DAS 20H30 ÀS 22H.


CINECLUBINHO

BRINCAR DE QUÊ?
Com Cia Passarinho Contou
DIA 05/04, DOMINGO, ÀS 14H
Grátis, no hall do CineSesc


É TUDINHO VERDADE

DISQUE-QUILOMBOLA
Dir.: David Reeks. Brasil, 2012, 13min. 10 anos.

ME LIGA NA LATA – SÃO PAULO
Dir.: David Reeks, Renata Meirelles. Brasil, 2021, 25min. Livre.

SELEÇÃO DE MINI DOCUMENTÁRIOS DA SÉRIE TERRITÓRIO DO BRINCAR
Dir.: David Reeks, Renata Meirelles. Brasil, 2014, 10min. Livre.

DOMINGO, DIA 12/04 DAS 15H ÀS 15H48.

Carl Palmer revive Emerson, Lake & Palmer em São Paulo com show imersivo no Teatro Bradesco

Divulgação

O legado do Emerson, Lake & Palmer volta aos palcos brasileiros com “An Evening with Emerson, Lake & Palmer”, espetáculo comandado por Carl Palmer. A apresentação acontece no dia 30 de maio de 2026, no Teatro Bradesco, em São Paulo.

O projeto combina performance ao vivo com tecnologia: Palmer toca com sua banda enquanto imagens restauradas de Keith Emerson e Greg Lake são exibidas em sincronia, recriando um show clássico do trio.

Um show que recria o ELP no palco

Diferente de um tributo tradicional, o espetáculo funciona como uma reconstrução audiovisual. As imagens vêm de uma apresentação no Royal Albert Hall, em 1992, e são integradas à performance ao vivo de Palmer.

O resultado busca preservar a dinâmica original da banda, conhecida por execuções técnicas complexas e arranjos que misturam rock, música erudita e jazz.

O peso histórico do Emerson, Lake & Palmer

Formado em 1970, o Emerson, Lake & Palmer é um dos pilares do rock progressivo. O trio vendeu cerca de 48 milhões de discos e ajudou a popularizar o gênero em escala global.

Entre os álbuns mais influentes estão:

  • Tarkus (1971)
  • Trilogy (1972)
  • Brain Salad Surgery (1973)

A sonoridade do grupo ficou marcada pelo uso de sintetizadores Moog, órgão Hammond e composições ambiciosas, muitas vezes inspiradas na música clássica.

Carl Palmer e a continuidade do legado

Carl Palmer é reconhecido como um dos bateristas mais técnicos do rock. Antes do ELP, integrou bandas como Atomic Rooster e The Crazy World of Arthur Brown. Depois, fez parte do Asia, ampliando ainda mais seu alcance comercial.

Hoje, com o projeto ELP Legacy, Palmer mantém o repertório da banda ativo, apresentando-o a novas gerações sem descaracterizar sua complexidade original.

Serviço

Emerson, Lake & Palmer – An Evening with Emerson, Lake & Palmer

Local: Teatro Bradesco
Endereço: Rua Palestra Itália, 500 – Bourbon Shopping – Perdizes
Data: 30 de maio de 2026
Horário: 21h
Duração: 90 minutos
Classificação: Livre

Ingressos
A partir de R$ 97,50

Vendas online: Uhuu
Bilheterias oficiais sem taxa: Teatro Bradesco, Teatro Frei Caneca e Vibra São Paulo

Descontos:
Clientes Bradesco e Clube Opus têm 50% de desconto

Crítica | O Mago do Kremlin

Lançado durante a pandemia, O Mago do Kremlin, de Giuliano da Empoli, trouxe um romance sobre os bastidores da política russa. Baseado em pessoas reais, o livro fez um enorme sucesso, chamando atenção dos cinemas e ganhando uma versão dirigida por Olivier Assayas.

Trazendo a construída ascensão de Vadim Baranov, vivido por Paul Dano, seu personagem é inspirado em Vladislav Surkov, figura central na ascensão do jovem Vladimir Putin ao poder.

Para isso, O Mago do Kremlin imagina uma entrevista com Vadim Baranov, recurso eficiente para condensar décadas de história, mas que também torna a narrativa mais expositiva em alguns momentos, enquanto ele reconta sua juventude e como entrou na política, mudando a história da Rússia.

Aqui, Vadim é um jovem que teve uma liberdade cultural, estudou teatro e viveu uma juventude revolucionária que pedia mudanças na política, enquanto crescia profissionalmente e se tornava diretor de teatro.

É nesse contexto que Vadim conhece o grande amor da sua vida, Ksenia (Alicia Vikander), mas a vê ir embora após as investidas de Dmitri Sidorov (interpretado por Tom Sturridge), empresário que cresceu na Rússia com um banco privado.

Se para alguns a derrocada do amor traz depressão, Vadim investe na profissão, em uma transição mais simbólica do que orgânica, chamando a atenção de Boris Berezovsky, quando acompanhamos sua passagem dos palcos para a televisão.

Enquanto isso, todos os olhares se voltam para o então presidente Boris Yeltsin, que precisava preparar terreno para seu sucessor. Com problemas de saúde, chegam a montar um estúdio dentro de sua casa, simulando que ele ainda estava em dependências oficiais do governo.

O mundo estava mudando muito rápido, de forma caótica, e era necessário acelerar ainda mais para a chegada de um novo soberano na política.

A chegada de Putin

O Mago do Kremlin

É aqui que temos o ponto central do filme, com Vadim indo visitar Putin, ao lado de Boris Berezovsky, tentando convencê-lo de que era o nome certo para suceder Yeltsin. A grande questão é que Putin vinha da inteligência russa e questionava se deveria abandonar seu cargo em troca do controle do país.

Se em um primeiro encontro a resposta é negativa, Putin encontra Vadim novamente a sós e revela o desconforto em não querer ser controlado por Berezovsky. Vadim poderia se tornar um conselheiro “não-oficial”, o chamado “Mago do Kremlin”, mas essa escolha dependeria apenas dele.

A chegada de Vadim marca não só a queda de Berezovsky, que se torna uma figura indesejada em seu próprio país, como também a consolidação de um novo presidente que rapidamente conquista a simpatia popular. Mas isso levanta a questão: até onde vai esse controle?

Opinião

O Mago do Kremlin é o mais próximo que temos de uma representação possível da Rússia. Funciona melhor como fantasia política do que como reconstrução histórica, enquanto o filme de Olivier Assayas transporta para o cinema as ironias do livro e a construção desse jogo de poder.

Ainda assim, é um filme voltado para quem já se interessa pelo tema, funcionando melhor como estudo político do que como drama tradicional, o que naturalmente não é pra todos os públicos.

O longa não poupa ninguém ao retratar o fim das oligarquias e a consolidação de um movimento unilateral por parte do novo governo.

Se antes de entrar no poder Vadim enxergava liberdade cultural e política, isso não se mantém quando ele passa a integrar o sistema.

Ao mesmo tempo, o filme também aborda a crise da Crimeia em 2013, sugerindo a ligação de Vadim com ações que culminaram na anexação da região, ampliando o peso político da narrativa.

Paul Dano entrega um Vadim Baranov calculista, cuja formação pessoal ajuda a explicar sua posição ambígua. Entre um avô aberto a ideias diversas e um pai ligado ao governo, ele se torna o ponto de equilíbrio entre pensamento e pragmatismo.

Já a caracterização de Jude Law como Vladimir Putin é impressionante, criando uma figura cheia de nuances. Mesmo não sendo o protagonista, suas decisões moldam diretamente os acontecimentos e o olhar de Vadim sobre o país.

O suicídio de Boris Berezovsky também aparece, tratado sem afirmações diretas, mas inserido em um contexto de mortes suspeitas que reforçam o clima de tensão ao redor do poder.

No fim, O Mago do Kremlin não poupa ninguém e entrega uma narrativa que, mesmo assumidamente ficcional, convence ao apresentar uma versão plausível de como figuras nos bastidores podem influenciar diretamente o rumo de um país.

Ficha Técnica

Nota: 4 (de 5)

O Mago do Kremlin

França • 2025 • cor • 136 min

Estreia: 09/04

Direção Olivier Assayas

Roteiro Olivier Assayas, Emmanuel Carrère

Baseado em livro de Giuliano da Empoli

Produção Olivier Delbosc, Sidonie Dumas

Elenco Paul Dano, Alicia Vikander, Tom Sturridge, Will Keen, Jeffrey Wright, Jude Law

Fotografia Yorick Le Saux

Montagem Marion Monnier

Distribuição: Imagem Filmes

Agradecimentos a Imagem Filmes pela produção deste conteúdo

Euphoria faz história com exibição inédita no Coachella

A HBO Max leva Euphoria para um território inédito ao promover a primeira exibição de uma série de TV dentro do Coachella Valley Music and Arts Festival. A ação acontece durante o primeiro fim de semana do evento e marca o lançamento da terceira temporada com uma sessão especial ao ar livre.

A proposta transforma o ambiente tradicional do festival em uma extensão do universo da série, reunindo fãs em uma experiência coletiva pouco comum para produções televisivas.

Exibição no deserto, após o último show

A sessão acontece no domingo, 12 de abril, às 23h59 no horário do Pacífico, na área de camping do festival. O horário não é casual, a exibição começa logo após o encerramento dos shows da noite, ocupando o espaço deixado pela música com uma narrativa igualmente intensa.

O acesso será por ordem de chegada e restrito a quem estiver com a pulseira oficial do evento, reforçando o caráter exclusivo da experiência.

Um fenômeno cultural que segue em expansão

Criada por Sam Levinson e estrelada por Zendaya, Euphoria consolidou seu status como uma das séries mais influentes da TV recente ao abordar juventude, vícios e identidade com estética marcante.

A nova temporada, composta por oito episódios, estreia oficialmente no mesmo dia, às 22h, na HBO e na HBO Max, com lançamentos semanais.

O elenco retorna com nomes como Hunter Schafer, Jacob Elordi, Sydney Sweeney e Alexa Demie, mantendo a base que ajudou a transformar a série em referência estética e narrativa.

Confira os 3 pilares do gótico em O Morro dos Ventos Uivantes

Nova adaptação dirigida por Emerald Fennell aposta na força estética para traduzir um dos romances mais intensos da literatura

Baseado na obra de Emily Brontë, o filme propõe uma leitura em que forma e conteúdo caminham juntos. A narrativa de Catherine e Heathcliff ganha força a partir de três pilares centrais que sustentam a atmosfera gótica: figurino, trilha sonora e cenário.

1. Figurino como extensão do conflito

O figurino assume papel narrativo ao traduzir visualmente os sentimentos dos personagens vividos por Jacob Elordi e Margot Robbie.

Peças estruturadas, tecidos pesados e paleta escura reforçam repressão e isolamento. Os espartilhos de Catherine funcionam como símbolo de aprisionamento emocional, enquanto o uso recorrente do vermelho remete a desejo e ruptura.

As joias também ganham significado, representando status e consequência. Fora das telas, Robbie dialoga com essa ideia ao usar referências ligadas à própria Emily Brontë e à atriz Elizabeth Taylor durante a divulgação.

2. Trilha sonora que traduz a intensidade

A trilha composta por Charli XCX amplia a carga emocional do filme.

Com uso de cordas, variações dramáticas e texturas densas, as músicas acompanham os altos e baixos da narrativa. A faixa “House” evidencia essa proposta ao incorporar referências estéticas próximas da banda Nine Inch Nails, criando um clima sombrio e quase fantasmagórico.

O resultado é uma trilha que atua como extensão sensorial da história.

3. Cenário como elemento narrativo

A paisagem rural inglesa não funciona apenas como ambientação, mas como reflexo direto do estado emocional dos personagens.

Campos abertos, vento constante e construções isoladas reforçam a sensação de solidão e intensidade. Os interiores escuros e a arquitetura carregada ampliam o clima gótico, transformando o espaço físico em parte ativa da narrativa.

Onde assistir

O Morro dos Ventos Uivantes está disponível para compra e aluguel em plataformas como Amazon Prime Video, Apple TV e YouTube.

A adaptação reforça como o gótico segue atual ao explorar emoções extremas por meio de linguagem visual e sonora bem definida.

Bangers Open Air 2026 | Festival reúne gigantes do metal em São Paulo em abril

O Bangers Open Air 2026 acontece nos dias 25 e 26 de abril no Memorial da América Latina, com um line-up que mistura nomes históricos do metal mundial com destaques da cena brasileira.

Entre os principais nomes estão Arch Enemy, In Flames, Killswitch Engage, Within Temptation e Angra, além de dezenas de outras atrações.

Headliners e momentos especiais

Um dos destaques do festival é o Arch Enemy, headliner do primeiro dia. Com três décadas de carreira, a banda consolidou seu nome com uma sonoridade que combina riffs melódicos com peso extremo, especialmente a partir da era com Angela Gossow.

No domingo, o encerramento fica por conta do Angra, em um show especial que celebra os 25 anos de Rebirth. A apresentação reúne a formação clássica com Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Aquiles Priester, junto aos integrantes atuais.

Line-up por dia

Sábado, 25 de abril

Arch Enemy, In Flames, Black Label Society, Killswitch Engage, Jinjer, Fear Factory, Evergrey, Tankard, Lucifer, Onslaught, Feuerschwanz, Crypta, além de Korzus, Violator, Hangar e outros.

Domingo, 26 de abril

Angra, Within Temptation, Smith/Kotzen, Winger, Amaranthe, Nevermore, Primal Fear, Krisiun, Dirkschneider, Project46, Visions of Atlantis e mais.

Um festival que mistura gerações

O Bangers Open Air se posiciona como um dos eventos mais completos do metal no Brasil. O line-up alterna nomes clássicos, como Fear Factory e Winger, com bandas mais recentes e em ascensão, como Jinjer e Crypta.

Na prática, isso cria um festival que não depende só de nostalgia, mas também aponta para o futuro do gênero.

Serviço

Bangers Open Air 2026
Datas: 25 e 26 de abril de 2026
Local: Memorial da América Latina

Ingressos disponíveis online

Crianças até 10 anos não pagam entrada

Bad Bunny ganha filme de show no Spotify em abril

O Spotify confirmou a estreia de Billions Club Live with Bad Bunny: A Concert Film, novo filme de show do artista que chega à plataforma no dia 8 de abril. A produção faz parte da série Billions Club Live, que destaca performances especiais de nomes que ultrapassaram a marca de bilhões de streams.

Um show pensado para fãs

O filme foi gravado em Tóquio, no dia 7 de março, durante uma apresentação única para cerca de 2.300 fãs mais engajados do artista dentro da plataforma. O evento marcou também a primeira performance de Bad Bunny na Ásia.

A proposta foge de turnês tradicionais: é um show mais controlado, com público selecionado e foco na experiência direta com quem mais consome sua música.

O que é o Billions Club Live

A série do Spotify celebra artistas que alcançaram números expressivos de streaming. No caso de Bad Bunny, o repertório apresentado gira em torno de faixas que já ultrapassaram a marca de um bilhão de reproduções.

Essa é a quarta edição do projeto, que vem sendo usado pela plataforma como forma de transformar métricas digitais em experiências ao vivo e conteúdo audiovisual.

Estreia global

O anúncio foi feito nos canais oficiais do Spotify, acompanhado de prévias do show. O filme será disponibilizado globalmente dentro da própria plataforma, ampliando o acesso para fãs que não estiveram presentes na apresentação original.

Na prática, o lançamento reforça um movimento cada vez mais comum: shows exclusivos sendo convertidos em conteúdo sob demanda, aproximando streaming musical e audiovisual.

Cachorro Grande retorna aos palcos e toca no Cine Joia em abril

Crédito: Divulgação

Depois de um hiato que parecia longo demais para quem acompanhou de perto o rock nacional dos anos 2000, a Cachorro Grande volta a circular pelo país em 2026 com aquilo que sempre sustentou sua identidade: volume alto, presença de palco e repertório direto. A próxima parada é São Paulo, no dia 17 de abril, no Cine Joia.

Um retorno que faz sentido no palco

Formada em Porto Alegre no fim dos anos 90, a Cachorro Grande ajudou a reposicionar o rock brasileiro no início dos anos 2000, trazendo referências claras de bandas como The Rolling Stones, The Who e The Kinks, mas sem ficar presa a uma reprodução direta.

A virada veio com “Lunático”, que ampliou o alcance da banda ao sair do circuito alternativo e ganhar espaço mais amplo. A partir daí, a trajetória passou a combinar estrada constante, presença em festivais e um catálogo que foi se expandindo em direção ao britpop e a outras vertentes do rock.

Discografia e identidade em movimento

Álbuns como As Próximas Horas Serão Muito Boas e Pista Livre consolidaram o grupo. O primeiro chamou atenção pelo lançamento independente e pelo formato incomum de distribuição. O segundo ampliou o alcance com mixagem em Abbey Road e faixas que ganharam execução consistente.

Com o tempo, trabalhos como Todos os Tempos mostraram uma banda menos presa à estética sessentista, incorporando influências como Primal Scream e Stone Roses. Essa evolução explica por que o repertório ainda funciona ao vivo sem depender só de nostalgia.

Força ao vivo continua sendo o diferencial

A reputação de palco segue como principal ativo. A Cachorro Grande já venceu o VMB na categoria de melhor show e abriu apresentações para nomes como Oasis, Iggy Pop e Aerosmith. O retorno mantém essa lógica: menos espetáculo calculado, mais energia crua.

A formação atual preserva o núcleo clássico, com Beto Bruno nos vocais, Marcelo Gross na guitarra, Gabriel Boizinho na bateria e Pedro Pelotas nos teclados.

Serviço — Cachorro Grande em São Paulo

Data: 17 de abril de 2026
Horário: a partir das 20h
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 62 – Liberdade

Ingressos: shotgun.live/pt-br/events/cachorrograndenocinejoia

  • Lote 1: meia R$ 70 | social R$ 70 | inteira R$ 140
  • Lote 2: meia R$ 80 | social R$ 80 | inteira R$ 160

Promoção: na compra de 1 ingresso inteiro com cartão Elo, o segundo sai gratuito

Ingresso social: mediante doação de 1kg de alimento não perecível
Classificação: 18 anos

Crítica | Super Mario Galaxy: O Filme

Quando Mario chegou aos cinemas em 2023, foi um enorme sucesso, mostrando o potencial das franquias da Nintendo em outras mídias. Agora, os personagens retornam com Super Mario Galaxy: O Filme, que se apresenta como uma adaptação, mas funciona mais como uma nova história que reúne elementos de diferentes jogos.

O longa aposta em expandir esse universo ao máximo. Para alguns, isso pode soar como um caos com muitas ideias acontecendo ao mesmo tempo. Ainda assim, o filme consegue, na maior parte do tempo, fazer essa mistura funcionar ao abraçar a mitologia dos personagens.

Dessa vez, Bowser Jr. surge com o objetivo de resgatar seu pai. Para isso, ele sequestra Rosalina, desencadeando um conflito que envolve Mario, Luigi e Peach em uma nova ameaça.

A história

L to R: Princess Peach and Mario in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Tudo começa quando Mario e Luigi são chamados para investigar um estranho caso. Ao chegarem ao local, encontram Yoshi, que explica ter nascido na Terra antes de chegar ao Reino dos Cogumelos após uma série de acontecimentos.

Enquanto isso, o castelo está em festa pelo aniversário de Peach. A princesa comenta que a data marca o dia em que foi encontrada no reino, e não exatamente seu nascimento. Mario tenta impressioná-la com um presente simples, uma sombrinha, que acaba sendo bem recebida.

No espaço, Rosalina cuida das Lumas e revela que costuma contar histórias sobre Mario e Luigi. Esse momento é interrompido pela chegada de Bowser Jr., que invade o local decidido a resgatar seu pai. Para isso, ele sequestra Rosalina, aproveitando seu poder para dar início ao plano.

Bowser Jr. in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Uma Luma consegue escapar e chega ao Reino dos Cogumelos, alertando sobre o ataque. Intrigada com a situação e com lembranças que começam a surgir, Peach decide partir em busca de Rosalina, deixando Mario responsável pelo reino.

Com a ausência da princesa, Mario e Luigi passam a lidar com os desafios de manter o equilíbrio do lugar, percebendo na prática as responsabilidades que Peach carregava.

Durante sua jornada pelo espaço, Peach atravessa diferentes cenários, incluindo um planeta que funciona como cassino. Ao passar por um portal, encontra personagens como Wart e Birdo, que revelam o plano de Bowser Jr. para libertar Bowser e destruir o Reino dos Cogumelos.

Utilizando os poderes de Rosalina, Bowser Jr. ataca o castelo, levando a estrutura pelo espaço. Mario e Luigi conseguem evacuar os Toads, mas não evitam a destruição após a colisão com a Honeyhive Galaxy. Nesse contexto, surge uma aliança inesperada com Bowser para escapar da situação.

Rosalina in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Peach, em sua busca, encontra Fox McCloud, um piloto que acabou naquele local por acidente durante uma missão espacial. Juntos, eles seguem em direção ao confronto.

Enquanto isso, Bowser reencontra seu filho, e os caminhos dos personagens convergem. Mario, Luigi, Yoshi, Peach e Fox se reúnem e seguem até o Observatório do Cometa. É nesse momento que Peach recupera memórias e descobre sua ligação com Rosalina.

Com todos reunidos, o grupo precisa enfrentar Bowser Jr. e libertar Rosalina para restaurar o equilíbrio do universo.

Opinião

L to R: Luigi and Mario in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Quando Super Mario Bros. O Filme foi lançado, foi a primeira vez que vimos o universo dos jogos tão bem representado nas telas. Os personagens já haviam ganhado desenhos e live action no passado, mas essas versões não conseguiam traduzir os elementos mais icônicos dos games.

Agora, em Super Mario Galaxy: O Filme (2026), a proposta se mantém, mas em uma escala muito maior. O filme não tenta adaptar um jogo específico, e sim construir uma narrativa própria a partir de diferentes fases da franquia. Essa decisão amplia o universo, mas também traz um efeito colateral claro em que a história perde foco em alguns momentos.

Para quem conhece os jogos, o longa funciona como um grande mosaico de referências, incorporando elementos de diferentes títulos e transformando tudo em espetáculo. Para quem não tem esse repertório, o excesso de ideias e personagens pode gerar uma sensação de fragmentação narrativa.

E se no primeiro filme, tivemos até a música do antigo desenho do Mario ganhando uma releitura como jingle dos encanadores, aqui tivemos referências do live action de Super Mario Bros, com Peach viajando num portal “dimensional” igual ao filme e até mesmo com Super Scope regredindo Mario e Luigi em suas versões bebês numa referência a Super Mario World 2, mas com uma arma que fazia a regressão igual no filme.

Ao mesmo tempo, Super Mario Galaxy: O Filme (2026) traz a Nintendo nas telas com repletas de participações além da franquia, com Pikmin, R.O.B., Mr. Game & Watch entre tantos outros personagens, não os restringindo a simples cameos.

A relação entre Peach e Rosalina adiciona uma camada interessante, não apenas conectando as personagens de forma mais direta. Ainda assim, essa escolha reduz parte do mistério original, com a Peach já questionando sua origem no filme anterior. Tornando ela irmã de Rosalina, algo que no jogo original não era tão explicito, a personagem nasceu das estrelas, aproximando ela ainda mais de inspirações como Pequeno Príncipe.

Os personagens continuam sendo um dos maiores acertos. Mario ganha mais nuances ao lidar com seus sentimentos pela Peach, enquanto Luigi e Yoshi ajudam a equilibrar o tom com humor em cena. Bowser, por sua vez, funciona bem na dinâmica de anti-herói, explorando uma faceta mais contida sem abandonar completamente sua essência, algo que já aconteceu nos jogos e está bem representado por aqui.

A chegada do Fox McCloud com direito a uma animação 2D contando sobre Star Fox, funciona muito bem, ao apresentar um personagem cheio de carisma e que “pede” um filme solo da franquia até esquecida da Nintendo.

Na direção, Aaron Horvath e Michael Jelenic mantêm o estilo do primeiro filme, apostando em ritmo acelerado e humor assertivo. Essa abordagem funciona, mas compromete uma construção dramática que o jogo original exige e principalmente pelo excesso de núcleos acontecendo ao mesmo tempo.

A trilha sonora de Brian Tyler traz temas dos jogos para a adaptação cinematográfica e funciona bem como nostalgia, embora a trilha dos jogos sempre foram ótimas e aqui ele repete mesmos acertos do filme anterior.

Como continuação, Super Mario Galaxy: O Filme cresce o universo, mas não repete o mesmo impacto do primeiro fime. Ainda assim, cumpre bem o papel de expandir e preparar terreno para algo maior, especialmente com as cenas pós-créditos apontando novos caminhos com a chegada de uma nova princesa, a Daisy.

No fim, mesmo com problemas de ritmo e uma narrativa fragmentada, Super Mario Galaxy: O Filme acerta ao transformar décadas de história dos games em um universo coeso no cinema, conseguindo dialogar tanto com fãs antigos quanto com novas gerações.

Ficha técnica

Nota: 4,5 (de 5)

Super Mario Galaxy: O Filme

Ano: 2026
País: Estados Unidos
Duração: 99 min

Direção: Aaron Horvath, Michael Jelenic
Roteiro: Matthew Fogel

Produção: Chris Meledandri, Shigeru Miyamoto

Elenco: Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day, Jack Black, Keegan-Michael Key, Kevin Michael Richardson

Música: Brian Tyler

Estúdio: Illumination, Nintendo
Distribuição: Universal Pictures

Estreia: 1 de abril de 2026 (Brasil)

Orçamento: US$ 110 milhões

Agradecimentos a Universal Pictures pela produção deste conteúdo

John Rambo ganha prequel com Sylvester Stallone na produção

A franquia Rambo retorna ao cinema com um novo capítulo focado no início da trajetória de John Rambo. Intitulado John Rambo, o longa será um prequel direto do clássico Rambo: Programado para Matar e traz Sylvester Stallone pela primeira vez atuando como produtor-executivo da série.

Um retorno com outro papel

Stallone, que interpretou o personagem por mais de quatro décadas, agora assume uma função nos bastidores. Desde 1982, o ator esteve à frente da franquia tanto como protagonista quanto, em alguns casos, como diretor. O novo projeto marca uma mudança clara: expandir o universo sem depender diretamente de sua presença em cena.

Origem de Rambo no centro da história

Ambientado antes dos eventos do primeiro filme, John Rambo acompanha a juventude do personagem, desde seu ingresso no exército até sua atuação na Guerra do Vietnã. A proposta é mostrar uma versão mais crua e formativa do soldado, antes dos traumas que definiram sua personalidade nas histórias já conhecidas.

O papel principal fica com Noah Centineo, conhecido por trabalhos recentes no cinema e streaming. A escolha aponta para uma abordagem mais jovem do personagem, com foco em transformação e construção psicológica.

Direção e proposta

A direção é de Jalmari Helander, de Sisu. Segundo o cineasta, a ideia é resgatar o lado mais humano e brutal da história, tratando o filme como um relato de sobrevivência e perda de inocência.

Quando estreia

Com distribuição da Imagem Filmes, John Rambo tem estreia prevista para 2027 nos cinemas brasileiros.

SHINOBI: Art of Vengeance recebe DLC com vilões clássicos da SEGA e atualização gratuita

A SEGA lançou o DLC SEGA Villains Stage para SHINOBI: Art of Vengeance, expandindo o jogo com fases inéditas e um encontro direto com personagens marcantes de outras franquias da empresa.

No conteúdo adicional, o ninja Joe Musashi enfrenta três nomes conhecidos: Death Adder, de Golden Axe, Goro Majima, da série Like a Dragon, e Dr. Eggman, de Sonic the Hedgehog.

A escolha dos personagens indica uma estratégia clara de fan service, conectando diferentes universos da SEGA em uma mesma experiência.

Fases inéditas e foco em desafio

O DLC adiciona cinco novas fases com estética inspirada nas franquias representadas, além de três chefes principais. Também entram dois modos Boss Rush, que reforçam a proposta de desafio direto, e novos elementos de gameplay, como três técnicas Ninpo, roupas adicionais e trilhas inéditas.

Atualização gratuita amplia dificuldade e ajusta combate

Junto ao DLC, o jogo recebe uma atualização gratuita que adiciona o Hardcore Mode, voltado para jogadores que buscam maior precisão e punição nos combates.

O patch também traz ajustes no sistema de luta, melhorias visuais nos contornos dos personagens e mudanças na interface, incluindo refinamentos no mapa e nos tutoriais.

Essas atualizações indicam uma tentativa de equilibrar acessibilidade e profundidade, atendendo tanto novos jogadores quanto quem busca um desafio mais técnico.

Disponibilidade e como acessar o conteúdo

O DLC SEGA Villains Stage já está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Steam.

O conteúdo faz parte da edição Digital Deluxe, mas também pode ser adquirido separadamente ou via upgrade para quem possui a versão base.

Crítica | À Paisana

Chegou ao streaming, À Paisana (Plainclothes), com direção e roteiro de Carmen Emmi. Vencedor do prêmio especial do júri no Festival de Sundance 2025, o filme mergulha no universo queer dos anos 1990 acompanhando um policial que, enquanto prende homens por indecência, começa a encarar a própria identidade e orientação.

E é aqui que Tom Blyth segura o filme com o Lucas que é um personagem em conflito constante, dividido entre o que faz no trabalho e o que começa a sentir fora dele. Essa contradição move a narrativa e sustenta os momentos mais interessantes da história.

Com uma atmosfera tensa e uma proposta estética que remete a fitas VHS, o filme tenta recriar uma época em que tudo era mais escondido e menos imediato. A intenção é clara em colocar o espectador dentro de um período em que se descobrir era, antes de tudo, um risco.

A história

À Paisana

Voltamos aos anos 1990, em uma Nova York bem diferente da atual. Lucas Brennan trabalha como policial à paisana em um shopping, observando homens que buscam encontros discretos. Quando identifica algum possível envolvimento, ele conduz a situação até o momento da “indecência” e então outros policiais entram em ação para realizar a prisão.

É um processo repetitivo, quase mecânico, que com o tempo começa a desgastar o próprio Lucas. O trabalho deixa de fazer sentido, ainda mais quando ele percebe que muitos dos detidos apenas pagam multa e seguem suas vidas, mantendo tudo em anonimato.

Com isso, um novo policial é designado para substituí-lo, enquanto Lucas passa a se afastar dessa rotina. Só que é nesse intervalo que ele conhece Andrew, personagem de Russell Tovey, e a dinâmica muda completamente.

Os dois iniciam um relacionamento escondido, intenso, marcado por encontros que funcionam como fuga da realidade. Um dos momentos mais marcantes acontece em um viveiro, onde se abandona a sutileza e assume romance entre os dois amantes.

O segredo

O que começa como escape rapidamente vira problema. Quando Andrew descobre que Lucas é policial, o envolvimento se rompe imediatamente. A relação, que já era frágil por natureza, se desmorona e deixa Lucas lidando com a perda de um dos poucos espaços onde ele podia ser ele mesmo.

Paralelamente, Lucas, ignorando limites de um policial, passa a investigar Andrew por conta própria. Essa decisão leva a uma descoberta ainda mais delicada em que Andrew é casado, tem filhos e atua como pastor numa igreja local.

Ao confrontá-lo, Lucas expõe não só Andrew, mas toda a estrutura de vida que ele mantinha escondida. E como se não bastasse, surge um novo conflito envolvendo o passado da própria família de Lucas, quando uma carta antiga coloca em dúvida a história de seu pai. E tudo isso, por Lucas ter usado no nome do seu pai como pseudônimo na relação com Andrew.

Vale a pena?

À Paisana tem uma trama muito forte. Um policial que participa ativamente de um sistema enquanto se descobre, a trama ganha ainda mais camadas quando adiciona um relacionamento com um pastor que também vive uma vida dupla.

Carmen Emmi constrói bem esse cenário de repressão e silêncio. Os anos 1990 não são apenas pano de fundo, eles influenciam diretamente as escolhas dos personagens e a forma como eles lidam com seus próprios desejos.

Porém os problemas surgem com a estética de VHS que funciona no começo e com o tempo ela passa a atrapalhar mais do que ajudar na narrativa. A imagem com excesso de interferência cansa e dificulta o entendimento, principalmente em momentos que pediam mais clareza, ao trazer uma história com tantas reviravoltas.

Ainda assim, o filme se sustenta nas atuações. Tom Blyth e Russell Tovey funcionam bem juntos, transmitindo a sensação de um relacionamento que existe mais como escape do dia a dia que como algo para “felizes para sempre”.

No fim, À Paisana entrega uma história intensa, cheia de conflitos e boas ideias, mas que acaba se perdendo na forma como decide contar sua história. É interessante, tem momentos fortes, mas exige paciência do telespectador para lidar com suas próprias escolhas.

Ficha técnica

Nota: 3 (de 5)

À Paisana

Estados Unidos / Reino Unido
2025 • cor • 97 min

Direção e Roteiro
Carmen Emmi

Produção
Colby Cote, Arthur Landon, Eric Podwall, Vanessa Pantley

Elenco
Tom Blyth, Russell Tovey, Maria Dizzia, Christian Cooke, Gabe Fazio, Amy Forsyth

Fotografia
Ethan Palmer

Montagem
Erik Vogt-Nilsen

Trilha Sonora
Emily Wells

Agradecimentos a Filmelier+ pela produção deste conteúdo