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Confira as melhores séries tailandesas de 2025, segundo o Viki

Em 2025, as thai séries deixaram claro que não estão mais apenas surfando a onda dos dramas asiáticos. No catálogo do Viki, produções da Tailândia se destacaram no Brasil pela variedade de gêneros, elencos cada vez mais fortes e, principalmente, pela capacidade de reinventar histórias consagradas da Coreia do Sul e do Japão com identidade própria.

Entre remakes bem adaptados, romances cheios de tensão emocional, BLs populares, fantasia e suspense psicológico, a lista abaixo reúne as séries tailandesas mais assistidas de 2025 no Viki, sem ordem específica, refletindo um ano especialmente sólido para o país no streaming.

Felicidade

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O Condomínio Le Ciel parecia um lugar ideal para viver até que uma doença misteriosa começa a transformar moradores em pessoas violentas. Com o prédio colocado em quarentena, os policiais Run e Prat ficam presos no local e precisam lidar tanto com a infecção quanto com o colapso moral dos residentes. O remake do drama coreano de 2021 funciona ao adaptar o caos social para a realidade urbana tailandesa, apostando mais no comportamento humano do que no terror explícito.

Minha Querida Secretária

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Thee é um CEO meticuloso que sempre dependeu totalmente de sua secretária Preem, tanto no trabalho quanto na vida pessoal. Quando ela decide pedir demissão após nove anos, ele percebe que a relação entre os dois vai muito além do profissional. Inspirado no webcomic coreano O que há de errado com a secretária Kim, o drama investe em romance contido, orgulho ferido e amadurecimento emocional.

Amante Sereia

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Longe de Bangkok, Phurich conhece Nava, um barman talentoso que guarda um segredo impossível: ele é um tritão. O romance proibido entre humano e criatura do mar se desenrola em meio a mitologia, ciúmes silenciosos e escolhas que podem acabar em tragédia. A série adapta uma web novel popular e aposta em clima melancólico, fantasia e BL.

Mouse

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Um serial killer do passado volta a assombrar o presente quando um novo assassino começa a agir. A trama conecta policiais, médicos e traumas antigos em um jogo psicológico intenso, cheio de reviravoltas. O remake do drama coreano de 2021 mantém o peso moral da obra original e acrescenta nuances próprias ao elenco tailandês.

Meu Chefe Malvado

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Pat trabalha como assistente de Elyes, um empresário poderoso e emocionalmente inacessível. Conforme os sentimentos crescem, a relação profissional começa a ruir, alimentada por ciúmes, jogos de poder e conflitos corporativos. Adaptado de um romance BL, o drama explora relações hierárquicas e a dificuldade de abandonar o controle.

Coelho na Lua

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Um romance que nasce em uma viagem paradisíaca ganha contornos bem mais complexos quando Pitcha reencontra Jira em Bangkok e descobre sua vida como anfitrião de bar. Entre interesses pessoais, dinheiro e desejo genuíno, a série constrói um drama adulto sobre escolhas, ambição e conexões inesperadas.

9 Anos de Você

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Amigos desde a infância, Pharan e Napdao crescem juntos enfrentando problemas familiares, profissionais e emocionais. Com o tempo, o sentimento muda, mas o medo de perder uma amizade de uma vida inteira impede qualquer passo adiante. Um drama sensível sobre amor, tempo e decisões que nunca parecem chegar na hora certa.

Vidas Passadas, Amor Presente

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Mild é forçada a voltar à Tailândia após viver uma vida aparentemente perfeita no exterior. O retorno desencadeia reencontros, acidentes e revelações ligadas ao passado que ela tentou esquecer. Adaptado de um romance tailandês, o drama aposta em destino, memória e segundas chances.

A Gambito Gêmea

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Para fugir de um passado mal resolvido, Cream troca de lugar com sua irmã gêmea Cake e acaba presa em uma teia de mentiras, romances cruzados e identidades trocadas. Leve e divertida, a série mistura comédia romântica, rivalidade antiga e descobertas pessoais.

Spare Me Your Mercy

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Enquanto investiga mortes suspeitas de pacientes terminais, o capitão Thiu se aproxima emocionalmente do médico Kan, principal responsável pelos casos. O envolvimento dos dois entra em conflito com suspeitas cada vez mais graves. Um BL denso que discute ética, luto e escolhas irreversíveis, baseado no livro Euthanasia.

Maldição do Aniversário Bissexto

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Day e Night nasceram no dia 29 de fevereiro e carregam uma maldição cruel: a cada aniversário, alguém importante morre. Tentando quebrar esse ciclo, os dois enfrentam o medo do tempo e da perda. A série mistura romance, fantasia e drama familiar com forte carga emocional.

Ossan’s Love Thailand

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A versão tailandesa do clássico BL japonês transforma a vida de Heng em um completo caos quando ele se vê no centro de um triângulo amoroso improvável envolvendo o chefe, o colega de casa e até a amiga de infância. Humor exagerado, situações absurdas e romance definem a adaptação.

Amizade Lixo

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Tulip se aproxima de Baikhaw na universidade, fascinada por sua postura independente, mas logo percebe que há mentiras e manipulação por trás da amizade. O drama mergulha em relações tóxicas, desigualdade social e suspense psicológico disfarçado de história universitária.

Os Dados Sombrios

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Após um vídeo polêmico viralizar, Samut é transferido de escola e acaba envolvido em um jogo sobrenatural que exige a resolução de um assassinato antigo para escapar. Misturando bullying, mistério e elementos de RPG, a série é uma das mais criativas do ano.

Atrevida

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Bambi experimenta a fama após um vídeo viral e tenta se reinventar em um novo círculo social. No processo, precisa decidir o que está disposta a sacrificar para manter a popularidade. Um drama adolescente atual sobre identidade, redes sociais e pertencimento.

Um ano que consolidou as thai séries

Em 2025, as séries tailandesas mostraram maturidade narrativa e variedade temática. Do romance ao terror, do BL ao suspense psicológico, o catálogo do Viki reforça que a Tailândia já ocupa um espaço sólido entre os grandes produtores de dramas asiáticos, oferecendo histórias capazes de dialogar com públicos muito além da Ásia.

Entre tradição e gratidão, Moti Tsuki Matsuri acontece nesta quarta-feira (31) no Bairro da Liberdade em São Paulo

O bairro da Liberdade se despede de 2025 do jeito que aprendeu a fazer há décadas, reunindo tradição, gratidão e votos de um novo começo. Nesta quarta-feira, 31 de dezembro, acontece o 52º Moti Tsuki Matsuri, evento gratuito que transforma a Praça da Liberdade África-Japão em um grande espaço coletivo de celebração, fé e encontro entre gerações. Organizado pelos voluntários da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, o festival começa às 9h e segue até a abertura oficial às 10h, reunindo milhares de visitantes logo nas primeiras horas do dia.

Mais do que um evento popular, o Moti Tsuki Matsuri carrega um significado profundo dentro da cultura japonesa. O ato de preparar e compartilhar o moti simboliza agradecimento pelo ano que termina e desejos de saúde, paz e prosperidade para o ciclo que se inicia. Ao longo da manhã, cerca de 30 mil unidades do tradicional bolinho de arroz glutinoso serão distribuídas gratuitamente ao público, reforçando a ideia de partilha e boa sorte coletiva.

O som do pilão, a força do ritual e o espírito de união

Um dos momentos mais aguardados do festival é a demonstração do moti tsuki, ritual tradicional no qual o arroz é socado em grandes pilões de madeira com martelos, em movimentos coordenados. Mais do que técnica, o gesto carrega simbolismo. Cada batida representa união, renovação e o esforço conjunto para construir algo melhor no ano seguinte. Logo após a distribuição dos motis, a cerimônia xintoísta marca oficialmente o início do evento, conectando o público às raízes espirituais da celebração.

Um encerramento simbólico para um ano histórico

O Moti Tsuki Matsuri de 2025 ganha ainda mais peso por integrar um período especial para a Liberdade e para a comunidade nipo-brasileira. O evento faz parte das comemorações dos 130 anos de amizade entre Brasil e Japão e dos 120 anos do bairro da Liberdade, além de marcar um momento de renovação institucional da ACAL, que tem ampliado suas ações comunitárias e reforçado o compromisso com a preservação das tradições japonesas no espaço urbano paulistano.

A realização é da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, com correalização do Enkyo, do Bunkyo, do Kenren e da Aliança Cultural Brasil-Japão. O evento conta com patrocínio da Pedro Yano & Cia Ltda, Sakura Nakaya Alimentos e Senshi Brasil, além do apoio da Fundação Kunito Miyasaka, do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo, da Polícia Militar, da CET, de Rodrigo Goulart e dos vereadores Kenji Ito e George Hato.

Serviço

52º Moti Tsuki Matsuri Festival do Bolinho da Prosperidade
Data: 31 de dezembro de 2025, quarta-feira
Horário: a partir das 9h com distribuição gratuita dos motis
10h cerimônia xintoísta e abertura oficial
Local: Praça da Liberdade África-Japão, São Paulo
Evento gratuito
Informações: Instagram oficial da ACAL Liberdade

Sobre a ACAL

A Associação Cultural e Assistencial da Liberdade nasceu em 1965 como Associação de Confraternização dos Lojistas do Bairro da Liberdade. Desde então, tornou-se uma das principais responsáveis pela preservação e difusão da cultura japonesa em São Paulo. Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou eventos que hoje fazem parte do calendário cultural da cidade, como Hanamatsuri, Tanabata Matsuri, Toyo Matsuri e o próprio Moti Tsuki Matsuri, mantendo viva a identidade do bairro e fortalecendo os laços entre tradição, comunidade e espaço urbano.

007 First Light é adiado para maio de 2026

A IO Interactive confirmou que 007 First Light, novo jogo de James Bond, não chega mais em março. O lançamento foi adiado em dois meses e agora está marcado para 27 de maio de 2026. Antes, o título estava previsto para 27 de março do mesmo ano. A mudança vale para todas as plataformas anunciadas.

O jogo será lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, via Steam e Epic Games Store.

Por que 007 First Light foi adiado

Em comunicado oficial, a IO Interactive explicou que a decisão foi tomada para garantir um nível de qualidade mais alto já no dia um. Segundo o estúdio, o game está totalmente jogável do começo ao fim, mas esses dois meses extras serão usados para polimento, ajustes finos e refinamento geral da experiência.

O estúdio também reforça que 007 First Light é o projeto mais ambicioso de sua história, reunindo ação cinematográfica, espionagem, gadgets, perseguições de carro e cenários globais. Como desenvolvedora e publicadora independente, a IO afirma que preferiu evitar riscos e entregar a melhor versão possível do jogo no lançamento.

Novas informações devem ser compartilhadas no início de 2026.

O retorno de James Bond aos videogames

Após mais de uma década longe dos consoles e PCs, James Bond volta aos games com um projeto inédito. 007 First Light marca o primeiro grande jogo da franquia desde o fim da licença com a Activision e tenta apagar de vez a memória problemática de 007 Legends, lançado em 2012.

A primeira gameplay apresentada em um State of Play deixou claro o caminho escolhido. Espionagem em primeiro plano, furtividade, combate controlado e uma pegada muito próxima do que a IO Interactive já domina com a série Hitman.

Um Bond jovem em sua primeira missão

A história acompanha James Bond aos 26 anos, ainda em início de carreira, antes de se tornar o agente lendário conhecido pelo número 007. O jogador participa da sua primeira grande missão como agente da MI6, precisando provar seu valor para conquistar a licença para matar.

Personagens clássicos retornam em novas versões:

  • M
  • Q
  • Moneypenny

Além deles, o jogo apresenta figuras inéditas, como a agente francesa Charlotte Roth, que adiciona tensão, rivalidade e conflitos à narrativa. A proposta é clara: mostrar a construção do personagem e abrir caminho para uma possível trilogia.

Gameplay focada em espionagem e escolha

A demonstração de gameplay destacou uma operação chamada de “black tag”, com foco total em infiltração, observação e estratégia. O alvo da missão inicial é o assassino 009, enquanto Bond aprende a lidar com aliados que nem sempre são confiáveis.

A jogabilidade incentiva diferentes abordagens:

Furtividade e exploração – Bond pode se misturar à multidão, ouvir conversas, mapear rotas e escolher caminhos alternativos. O jogo valoriza improviso e leitura de ambiente, reforçando a sensação de espionagem clássica.

Gadgets e combate tático – O arsenal de gadgets tem papel central na experiência:

  • Relógio para identificar pontos estratégicos
  • Laser para ataque ou interação com o cenário
  • Dispositivo de fumaça para distração e fuga
  • Dart Phone para incapacitar inimigos à distância
  • Instintos de Bond, que destacam alvos e oportunidades

O combate mistura corpo a corpo, uso do cenário e ações letais pontuais, ativadas pela chamada Licença para Matar.

Ação com cara de cinema – Perseguições de carro, confrontos em aeroportos e emboscadas fazem parte da estrutura do jogo, sempre integradas à jogabilidade stealth. A ideia é manter o ritmo cinematográfico sem abandonar o controle estratégico.

Elenco de vozes confirmado

O elenco traz nomes conhecidos para dar vida aos personagens principais:

  • Patrick Gibson como James Bond
  • Lennie James como Greenway
  • Priyanga Burford como M
  • Alastair MacKenzie como Q
  • Kiera Lester como Moneypenny
  • Noémie Nakai como Charlotte Roth

A narrativa é totalmente original, com escolhas do jogador influenciando a forma como Bond lida com cada situação, seja de forma elegante, furtiva ou direta.

Tecnologia, legado e o DNA da IO Interactive

Desenvolvido com o Glacier Engine, o mesmo motor gráfico usado em Hitman: World of Assassination, o jogo promete inteligência artificial avançada, ambientes detalhados e sistemas que recompensam planejamento e criatividade.

Para a IO Interactive, 007 First Light representa o início de uma nova fase para James Bond nos games, com ambição de longo prazo e espaço para expansão da história.

Trailer gameplay

Pôster

Por que 007 First Light segue no radar

Mesmo com o adiamento, 007 First Light continua sendo um dos jogos mais aguardados de 2026. O retorno de James Bond, agora nas mãos de um estúdio especialista em stealth, cria uma expectativa real de algo diferente do padrão.

Com lançamento marcado para 27 de maio de 2026, o jogo promete não apenas trazer Bond de volta, mas redefinir como a espionagem pode funcionar nos videogames atuais.

Com informações do Gematsu

GANG OF DRAGON leva o astro de Força Bruta, Don Lee, para o submundo no novo jogo do criador de Yakuza

Se você bate o olho em GANG OF DRAGON e sente aquele déjà-vu de Kamurocho, não é coincidência. O novo projeto de Toshihiro Nagoshi, criador de Yakuza, volta a mergulhar no submundo japonês, agora usando Kabukicho, em Shinjuku, como palco principal. A diferença é que aqui não estamos falando de continuação espiritual ou reboot disfarçado. É um universo novo, com outra pegada, mais direta e ainda mais física.

Esse é o primeiro grande jogo da Nagoshi Studio, fundada após a saída do produtor da SEGA em 2021, encerrando uma trajetória de mais de 30 anos na empresa. Agora, sob o selo da NetEase Games, Nagoshi parece bem à vontade para contar uma história sem amarras.

Don Lee no controle da pancadaria

O protagonista é Shin Ji-seong, um figurão de uma organização criminosa coreana que atua em Kabukicho. Quem dá vida ao personagem é Ma Dong-seok, mais conhecido como Don Lee, o mesmo ator de Força Bruta. E isso muda tudo.

Não é só captura facial ou marketing. O jogo foi claramente pensado em torno do físico do ator. Shin não é um lutador ágil ou estilizado. Ele é pesado, intimidador e resolve as coisas na força bruta. Cada soco parece ter peso, cada inimigo voa do jeito errado.

Combate cru, violento e sem frescura

GANG OF DRAGON é um action adventure em terceira pessoa, focado em combate direto e visceral. A base é a luta corpo a corpo, mas o jogo também abre espaço para outras abordagens conforme a situação:

  • Pancadaria franca, focada em impacto e força
  • Uso de facas e armas brancas
  • Armas de fogo em momentos específicos
  • Perseguições de carro pelas ruas de Shinjuku

Tudo acontece em um ritmo mais seco, menos estilizado e mais agressivo. A ideia não é glamourizar o crime, mas mostrar o choque constante entre violência, poder e sobrevivência.

Kabukicho viva, caótica e perigosa

Kabukicho aqui não é só um mapa bonito. O bairro funciona como um organismo vivo, cheio de becos, luzes de néon, conflitos e encontros inesperados. Enquanto explora a região, Shin se envolve em disputas do submundo e cria conexões humanas intensas, que ajudam a moldar a narrativa.

Segundo o estúdio, a história se adapta às decisões do jogador, misturando ação pesada com momentos mais íntimos e dramáticos, algo que sempre foi uma marca forte de Nagoshi.

Visual realista e direção com assinatura

As novas imagens divulgadas na página do jogo no Steam reforçam uma estética urbana realista, com muita iluminação noturna, ruas molhadas e aquela atmosfera que só Tóquio à noite consegue entregar. A direção narrativa está totalmente nas mãos de Toshihiro Nagoshi, conhecido por construir personagens cheios de conflitos internos e histórias que vão além da violência pura.

Aqui, a pancadaria é só a superfície.

Trailer

Quando e onde jogar

GANG OF DRAGON está confirmado, por enquanto, apenas para PC via Steam. Outras plataformas ainda não foram anunciadas e o jogo segue sem data de lançamento definida. Um trailer já foi divulgado, junto com uma leva de screenshots que ajudam a deixar claro o tom do projeto.

Para quem sente falta de jogos de ação mais adultos, urbanos e com personalidade forte, GANG OF DRAGON não parece querer substituir Yakuza. Ele quer mostrar que Nagoshi ainda sabe exatamente como transformar rua, crime e drama humano em videogame. E, dessa vez, com Don Lee abrindo caminho no soco.

Com informações do Gematsu

The Dangerous Convenience Store Volume 4 chega às lojas

The Dangerous Convenience Store – Volume 4 já está disponível no Brasil e marca um ponto de virada emocional para quem acompanha a relação entre Euijoon e Gunwoo. Depois de tanto perigo cotidiano, silêncios estranhos e encontros atravessados por olhares e tensão, o protagonista finalmente entende o que sente. Não é só medo, nem curiosidade. É amor. E ele decide encarar isso de frente.

O problema é que, no momento em que Euijoon cria coragem para se confessar, Gunwoo simplesmente some. O contato é cortado, respostas não chegam e a insegurança toma conta. Em meio a isso, surge Chaehyeon, que acaba se tornando um apoio inesperado. Mas a calmaria dura pouco. Uma ligação muda tudo ao revelar que a condição do irmão de Euijoon piorou, empurrando a história para um terreno ainda mais sensível.

Romance BL sem suavizar o perigo

O diferencial de The Dangerous Convenience Store sempre foi o contraste. De um lado, a rotina aparentemente banal de uma loja de conveniência. Do outro, o submundo violento que cerca Gunwoo e nunca deixa o leitor esquecer que aquela relação nasce em território instável. O volume 4 trabalha bem esse equilíbrio, aprofundando o lado emocional sem abandonar o clima de ameaça constante.

A narrativa segue explorando o amadurecimento de Euijoon, que deixa de ser apenas alguém tentando sobreviver ao caos ao redor e passa a agir de forma mais consciente sobre seus próprios sentimentos. Já Gunwoo continua sendo uma presença magnética, perigosa e protetora ao mesmo tempo, um personagem que divide opiniões e mantém a tensão lá em cima.

Uma obra que consolidou seu espaço no BL

Criado por 945, The Dangerous Convenience Store se tornou um dos títulos BL mais comentados dos últimos anos, justamente por fugir do romance confortável. A obra mistura comédia, romance e yaoi, mas sempre com um pé na brutalidade do mundo adulto. Não por acaso, o mangá é publicado sem censura e indicado apenas para maiores de 18 anos.

O sucesso da série ultrapassou o formato impresso, com adaptação animada lançada recentemente e uma base de fãs fiel em diversos países. O volume 4 reforça por que essa história continua relevante, apostando mais nos sentimentos não ditos e menos em respostas fáceis.

Detalhes da edição brasileira

The Dangerous Convenience Store – Volume 4 chega ao mercado com acabamento caprichado, mantendo o padrão das edições anteriores. O volume é totalmente colorido, impresso em papel couchê e com capa cartonada com orelhas, valorizando a arte original de 945.

Preço sugerido: R$ 79,90
Autor: 945
ISBN: 9788583626343
Formato: 14,5 x 20 cm
Páginas: 288
Acabamento: 100 por cento colorido, papel couchê 115g, capa cartonada com orelhas

Sem censura. Proibido para menores de 18 anos.

Vale a leitura?

Para quem já acompanha a série, o volume 4 é leitura obrigatória. Para quem ainda não conhece, talvez seja o momento ideal para entender por que uma simples loja de conveniência pode esconder uma das histórias BL mais intensas dos últimos tempos. E fica a pergunta inevitável para os fãs: até onde Euijoon e Gunwoo conseguem ir sem que o perigo fale mais alto que o sentimento?

Ela só pensa naquilo? Mangá Avant-Garde Yumeko chega ao Brasil em dezembro

O mangá Ela só pensa naquilo? Avant-Garde Yumeko tem lançamento confirmado no Brasil em dezembro e amplia o catálogo nacional de obras mais inquietas de Shuzo Oshimi, autor conhecido por explorar adolescência, identidade e desconforto emocional com poucas concessões. Em volume único, a obra se soma a títulos como As Flores do Mal, Inside Mari e Happiness, todos marcados por personagens em conflito com o próprio corpo e com as expectativas ao redor.

Curiosidade, arte e o choque com o olhar adulto

Yumeko Ochizuki é uma estudante do ensino médio cuja mente gira em torno de uma curiosidade específica sobre o corpo masculino. Não se trata de romance idealizado nem de desejo explícito, mas de uma inquietação quase científica, algo que ela tenta compreender a partir do desenho e da observação. É nesse ponto que a história encontra o território do avant-garde, usando a arte como meio para falar de descoberta, limites e obsessão.

Ao entrar para o clube de artes da escola, Yumeko acredita ter encontrado um caminho para transformar essa curiosidade em expressão artística. A narrativa acompanha esse processo de forma desconfortável e provocadora, como é típico de Oshimi, colocando o leitor diante de perguntas que não têm respostas fáceis e fugindo de julgamentos morais simplistas.

Shuzo Oshimi e o retrato da adolescência sem filtros

Mesmo ainda relativamente jovem, Shuzo Oshimi já é tratado como um veterano dos mangás japoneses. Premiado desde o início da carreira, com destaque para o Tetsuya Chiba Award, o autor construiu um repertório sólido de histórias que transitam entre o slice of life, o horror psicológico e o drama existencial. O reconhecimento internacional veio com As Flores do Mal, obra que consolidou seu estilo direto, incômodo e profundamente humano.

Em Avant-Garde Yumeko, esse olhar retorna à adolescência, mas com uma abordagem menos narrativa tradicional e mais experimental. A história desloca o foco do romance escolar clássico e usa a arte como ferramenta para discutir a formação do eu, a curiosidade corporal e o estranhamento que acompanha o crescimento.

Um volume único para leitores que buscam algo fora do padrão

Publicado em volume único, Avant-Garde Yumeko é uma leitura pensada para fãs de mangás que gostam de obras autorais, provocativas e que fogem do lugar comum. Não é um título confortável nem feito para agradar todo mundo, mas conversa diretamente com quem já acompanha a trajetória de Oshimi ou busca histórias que desafiam expectativas.

Edição brasileira

Título: Avant-Garde Yumeko

Autor: Shuzo Oshimi

Preço sugerido: R$ 42,90

Formato: 240 páginas, 13 x 18 cm

Papel: Offset

Acabamento: Capa cartonada

ISBN: 978-8583627494

Classificação indicativa: proibido para menores de 18 anos

Lançamento no Brasil: dezembro

Canção de Yoru & Asa chega ao Brasil em dezembro pela NewPOP

A NewPOP lança no Brasil em dezembro A Canção de Yoru & Asa, mangá BL de Harada que mistura música, obsessão e sentimentos mal resolvidos sem tentar suavizar o que incomoda. Publicada originalmente no Japão entre 2014 e 2015, a obra se tornou conhecida justamente por fugir do romance idealizado e apostar em personagens falhos, impulsivos e emocionalmente instáveis.

A história acompanha Asaichi, vocalista de uma banda indie sem grande projeção, e Yoru, o novo baixista, talentoso, reservado e claramente obcecado por ele. O encontro entre os dois não nasce do afeto, mas de tensão, rejeição e desejo mal digerido, algo que Harada explora sem pedir desculpas ao leitor.

Quando o som revela o que o personagem tenta esconder

Asaichi nunca levou a música tão a sério. Ele não toca instrumentos, sua voz é comum e a banda surgiu mais como um meio de socializar do que como um sonho artístico. Yoru entra como contraponto: músico habilidoso, admirado pelos fãs e completamente focado em Asaichi, mesmo sendo tratado com desprezo no início.

O ponto de virada acontece quando Asaichi percebe o impacto que Yoru causa ao cantar e tocar. A música passa a funcionar como gatilho emocional, despertando desejo, ciúmes e uma necessidade de controle que o protagonista não sabe como lidar. A relação que se forma ali é marcada por impulsos, desequilíbrio e uma constante disputa de poder.

Dois personagens, muitos conflitos

Asaichi

Temperamental, orgulhoso e inseguro, é um vocalista que não sabe lidar com o próprio fracasso nem com o sucesso alheio. Seu conflito com Yoru é também um embate com a própria identidade.

Yoru

Baixista talentoso e silencioso, vive em função de Asaichi. Sua devoção beira a obsessão, levantando questões sobre dependência emocional e idealização dentro de relacionamentos.

Um BL direto, incômodo e sem filtros

A Canção de Yoru & Asa não tenta ser confortável. A obra é sem censura, indicada apenas para maiores de 18 anos, e trata sexo, desejo, fama e exposição pública de forma crua. Harada não romantiza comportamentos tóxicos, mas também não os julga, deixando que o leitor encare as contradições dos personagens como elas são.

É um BL que provoca mais do que acolhe, algo que o diferencia dentro do gênero e explica por que o título segue sendo discutido anos após seu lançamento.

A história continua

O mangá ganhou sequência com Yoru to Asa no Uta Ec, lançada a partir de 2017. Nessa continuação, o relacionamento avança enquanto a banda enfrenta crescimento, pressão do público e fãs que ultrapassam limites. A narrativa se expande, novos personagens entram em cena e o casal precisa lidar com as consequências de viver sob os holofotes.

O universo da obra também conta com Drama CD, reforçando a ligação direta da história com o cenário musical.

Ficha técnica da edição brasileira

Título: A Canção de Yoru & Asa
Autor: Harada
Editora: NewPOP
Preço: R$ 44,90
ISBN: 978-85-8362-754-8
Formato: 13 x 18 cm
Páginas: 210
Papel: Offset, com páginas coloridas
Acabamento: Capa cartonada com cor especial
Gêneros: BL, Yaoi, Drama, Música
Classificação: Proibido para menores de 18 anos

Para leitores que buscam um BL mais psicológico, intenso e longe de romances idealizados, A Canção de Yoru & Asa chega ao Brasil como um lançamento que promete dividir opiniões e render boas conversas entre fãs do gênero.

Silent Truth estreia em janeiro na Netflix com Ryoma Takeuchi e Mao Inoue

A Netflix começa 2026 com dorama Silent Truth, suspense dramático que estreia em 13 de janeiro, com exibição semanal e simultânea ao Japão. A série adapta o romance Saikai, de Dai Yokozeki, e parte de um daqueles pontos de partida que o drama japonês sabe explorar como poucos: um segredo enterrado na infância que insiste em voltar à superfície décadas depois.

Produzida pela TV Asahi, a obra mistura investigação criminal, memória e relações interrompidas pelo tempo, apostando menos em reviravoltas barulhentas e mais em tensão emocional.

Um crime que nasce na infância

A história começa 23 anos antes dos eventos principais. Junichi Tobina, então um garoto do ensino fundamental, enterra uma arma usada em um crime sob uma cerejeira ao lado de três colegas muito próximos, entre eles Makiko Iwamoto. O pacto de silêncio acaba afastando o grupo ao longo dos anos.

No presente, Junichi retorna à cidade natal como detetive e assume um caso de assassinato que rapidamente se conecta ao passado. O choque vem quando Makiko, seu primeiro amor, surge como principal suspeita. A arma encontrada é a mesma que foi enterrada na infância, forçando o reencontro do grupo e trazendo à tona culpas, memórias e escolhas que nunca cicatrizaram.

Ryoma Takeuchi e a transição do herói ao detetive

Ryoma Takeuchi interpreta Junichi Tobina em uma fase mais contida de sua carreira. Conhecido por muitos fãs por ter vivido Shinnosuke Tomari em Kamen Rider Drive, Takeuchi construiu sua imagem inicial como herói moderno, mas ao longo dos anos migrou para papéis mais densos em dramas como Ship of Theseus e Black Pean.

Em Silent Truth, ele abandona qualquer traço de arquétipo heroico e assume um personagem marcado pelo peso da memória, alguém que investiga crimes enquanto tenta decifrar a própria responsabilidade no passado. A escalação dialoga bem com essa virada mais madura do ator dentro dos j-dramas contemporâneos.

Mao Inoue retorna ao drama psicológico

Mao Inoue vive Makiko Iwamoto, papel que dialoga diretamente com a trajetória da atriz. Para muitos, ela segue eternamente ligada a Tsukushi Makino de Hana Yori Dango, personagem que marcou gerações e consolidou seu nome nos anos 2000. Desde então, Mao construiu uma carreira sólida em produções mais adultas e emocionalmente complexas.

Aqui, Makiko é uma mulher cercada por silêncios, suspeitas e feridas antigas. Mao entrega uma atuação mais contida, distante do carisma explosivo de seus papéis juvenis, apostando em olhares e pausas para transmitir culpa e ambiguidade. É um retorno forte ao suspense psicológico televisivo.

Direção experiente em histórias humanas

A direção fica a cargo de Yoshihiro Fukagawa, conhecido por trabalhos como Love Like the Falling Petals e Into the White Night, sempre atento a emoções sutis e personagens quebrados, ao lado de Daisuke Yamamoto, nome frequente em dramas policiais e humanos da TV Asahi.

O roteiro adapta o romance de Dai Yokozeki com colaboração de Atsuko Hashibe, roteirista experiente em dramas focados em relações humanas e dilemas morais, o que reforça o tom mais introspectivo da série.

Mistério japonês com tempo para respirar

Exibida originalmente no tradicional horário das terças às 21h no Japão, Silent Truth não corre atrás de choques fáceis. A narrativa prefere observar como o tempo transforma pessoas, como segredos moldam destinos e como o reencontro pode ser mais doloroso do que a separação.

Para quem acompanha j-dramas e busca histórias que equilibram investigação e emoção, Silent Truth chega à Netflix como uma estreia que conversa tanto com fãs antigos de Mao Inoue quanto com quem viu Ryoma Takeuchi crescer desde os tempos de Kamen Rider. Uma série sobre verdades que não desaparecem, apenas aguardam o momento certo para voltar à tona.

Ficha técnica

Título original: 再会 Silent Truth (Saikai: Silent Truth)

Formato: Série de TV
Gênero: Mistério, drama psicológico

Baseado no romance: Saikai
Autor: Dai Yokozeki
Editora: Kodansha

Direção: Yoshihiro Fukagawa e Daisuke Yamamoto

Roteiro: Atsuko Hashibe

Exibição original: TV Asahi (Japão)
Horário no Japão: Terças-feiras, 21h

Estreia na Netflix: 13 de janeiro de 2026
Lançamento: Episódios semanais, simultâneos ao Japão

Elenco principal:
Ryoma Takeuchi como Junichi Tobina
Mao Inoue como Makiko Iwamoto

Com informações do Portal Netflix

Depois do Terremoto, nova adaptação de Haruki Murakami, chega ao Brasil em janeiro

A Netflix estreia no dia 2 de janeiro Depois do Terremoto (After the Quake), filme dirigido por Tsuyoshi Inoue que leva para as telas um dos livros mais emblemáticos de Haruki Murakami. Para quem acompanha cinema japonês, literatura contemporânea e narrativas existenciais, o lançamento chama atenção por reunir um autor central da ficção moderna japonesa, um elenco sólido e uma abordagem visual cuidadosa, sem pressa ou concessões.

Baseado na coletânea de contos Kami no Kodomotachi wa Mina Odoru, publicada por Murakami em 2000, o filme conecta histórias ambientadas em diferentes momentos do Japão recente, sempre com o impacto dos terremotos funcionando como pano de fundo emocional. Não é um drama de catástrofe. O foco está nas marcas invisíveis deixadas pelos abalos, na forma como elas atravessam pessoas comuns, presas entre o silêncio, a memória e a sensação persistente de deslocamento.

Quatro tempos, um mesmo vazio

A narrativa se passa nos anos de 1995, 2011, 2020 e 2025. Em cada período, surgem personagens distintos, ligados mais por sentimentos e estados de espírito do que por acontecimentos diretos. Em 1995, Komura, interpretado por Masaki Okada, segue até Kushiro após o desaparecimento repentino da esposa, enquanto relatos estranhos, como a aparição de um suposto OVNI, surgem como reflexos de um mundo que perdeu o eixo.

Em 2011, a jovem Junko, vivida por Yui Narumi, passa a olhar para si mesma a partir de conversas inesperadas com um homem cuja obsessão são fogueiras acesas em terrenos vazios. Já em 2020, o centro da história é Yoshiya, personagem de Daichi Watanabe, criado por uma mãe profundamente religiosa e marcado pela ausência do pai, uma lacuna que atravessa sua formação.

Em 2025, o filme assume de vez o tom murakamiano. Katagiri, interpretado por Koichi Sato, trabalha como vigia, mora em um mangá café e convive com figuras simbólicas como Kaeru-kun, o sapo gigante que retorna para salvar a humanidade, dublado por Non. É nesse ponto que o cotidiano e o absurdo passam a coexistir sem explicações, como costuma acontecer no universo de Murakami.

Elenco que atravessa gerações

Um dos pontos fortes de Depois do Terremoto está no elenco. Masaki Okada entrega uma atuação contida e precisa, reforçando sua relação com adaptações de Murakami, já que esteve em Drive My Car. Koichi Sato, nome consagrado do cinema japonês, dá peso e melancolia a Katagiri, personagem que sintetiza bem a solidão urbana e o esgotamento silencioso do Japão contemporâneo.

Ryo Nishikido surge como Kushiro em 2025, acrescentando uma presença discreta, mas emocionalmente significativa. Nomes como Ai Hashimoto, Erika Karata e Shinichi Tsutsumi completam o elenco de apoio, ajudando a construir um conjunto que dialoga diretamente com quem acompanha o cinema japonês fora dos circuitos mais óbvios.

Ficha técnica

Título: Depois do Terremoto
Título original: After the Quake
Título em japonês: アフター・ザ・クエイク
Direção: Tsuyoshi Inoue
Roteiro: Haruki Murakami (obra original), Takamasa Oe
Produção: Teruhisa Yamamoto, Kei Kurube
Direção de fotografia: Yasutaka Watanabe
Elenco principal:
Masaki Okada, Yui Narumi, Daichi Watanabe, Koichi Sato, Ryo Nishikido, Ai Hashimoto, Erika Karata, Shinichi Tsutsumi, Non
Duração: 132 minutos
Ano: 2025
País: Japão
Idioma: Japonês
Distribuição: Bitters End
Baseado na obra: Kami no Kodomotachi wa Mina Odoru, de Haruki Murakami
Estreia no Brasil: 2 de janeiro, pela Netflix

Haruki Murakami no centro da adaptação

Mais do que inspirado em sua obra, Depois do Terremoto carrega Murakami no próprio DNA. A adaptação preserva temas recorrentes do autor, como alienação, espiritualidade difusa, personagens à deriva e o impacto silencioso de grandes tragédias na vida cotidiana. Para quem já leu Norwegian Wood, Burning ou Tony Takitani, o filme funciona quase como uma extensão natural desse universo, agora traduzido em imagens.

Elementos simbólicos como Mimizu-kun e Kaeru-kun reforçam essa identidade literária sem parecer deslocados. O roteiro de Takamasa Oe respeita o ritmo contemplativo do material original, escolha que pode não agradar a todos, mas que conversa diretamente com quem busca um cinema japonês mais introspectivo e sensorial.

A chegada de Depois do Terremoto ao catálogo da Netflix Brasil amplia o acesso a uma obra que fala diretamente com leitores de Murakami e fãs de cinema japonês autoral. É um filme que pede tempo, atenção e envolvimento emocional, daqueles que continuam ecoando mesmo depois que os créditos sobem.

E você, já conhece Murakami ou vai mergulhar nesse universo primeiro pelo cinema?

Com Issei Mamehara, BADBOYS: O Filme chega ao Brasil em breve

BADBOYS: O Filme tem estreia confirmada no Brasil e chega em breve ao catálogo do Rakuten Viki, trazendo para o público brasileiro uma das histórias mais emblemáticas do mangá de delinquentes japoneses. Adaptado da obra de Tatsuro Nishikawa, o longa bebe direto da fonte de um subgênero que marcou gerações, onde amizade, violência e honra caminham juntas.

Mais do que pancadaria, BADBOYS fala sobre identidade. Sobre o momento em que um jovem precisa decidir quem ele é quando todas as proteções desaparecem.

A história

A trama acompanha Tsukasa Kiriki, interpretado por Issei Mamehara, filho único de uma família rica que cresceu isolado da realidade das ruas. Ainda criança, ele foi ajudado pelo lendário delinquente Murakoshi, episódio que moldou seu ideal de força e respeito. Anos depois, Tsukasa foge de casa decidido a seguir esse caminho.

Sua primeira tentativa é entrar para a BEAST, a gangue mais forte da região, mas a recusa deixa claro que desejo não basta. Perdido, ele conhece Yoji Kawanaka, Hisao Nakamura e Eiji Iwami. O que começa como encontros casuais rapidamente se transforma em uma amizade construída à base de conflitos, erros e aprendizado na marra.

Um grupo frágil diante de uma guerra anunciada

O quarteto acaba se envolvendo com a Gokurakuchou, uma gangue enfraquecida que pede ajuda contra os temidos Hiroshima Nights. Para Hisao, o pedido tem um peso maior: ele já fez parte dos Nights e conhece bem o líder Hiro. A tentativa de evitar o confronto termina em violência, e a partir desse ponto não existe mais caminho neutro.

A escalada do conflito obriga Tsukasa a assumir responsabilidades que vão muito além de brigar. Liderar significa carregar consequências, algo que o filme faz questão de mostrar sem glamour excessivo.

Personagens que sustentam o peso da história

Issei Mamehara entrega um Tsukasa que evolui de garoto mimado para alguém forçado a encarar o mundo real. A transformação acontece aos poucos, no olhar e nas decisões, refletindo bem o choque entre ideal e realidade.

Rihito Ikezaki, como Yoji Kawanaka, traz energia e lealdade ao grupo. Seu personagem funciona como ponto de equilíbrio emocional, aquele que sustenta o time quando tudo ameaça ruir.

Jyutaro Yamanaka constrói em Hisao Nakamura o personagem mais marcado pelo passado. Ex integrante dos Hiroshima Nights, ele carrega culpa, medo e um desejo sincero de evitar novas tragédias, o que torna sua trajetória uma das mais humanas do filme.

Sora Inoue, no papel de Eiji Iwami, aposta em um crescimento silencioso. Eiji observa, aprende e reage, tornando-se peça essencial quando o grupo é colocado à prova.

Fora do quarteto principal, Manami Igashira aparece como Yumoto Kumi, oferecendo um contraponto emocional ao universo violento das gangues, enquanto Joey Iwanaga, como Hiro, representa o destino duro de quem permanece tempo demais no topo das ruas.

A figura que liga tudo isso é Murakoshi, vivido por Sho Aoyagi. Mesmo com poucas aparições, o personagem funciona como mito, símbolo de um ideal que Tsukasa persegue sem saber se realmente existe.

Pôster

BADBOYS e a tradição dos filmes de delinquentes japoneses

Com direção e roteiro assinados pelo próprio Tatsuro Nishikawa, BADBOYS: O Filme não tenta reinventar o gênero. Ele abraça suas raízes, lembrando clássicos do cinema e do mangá que fizeram escola ao retratar juventudes à margem, gangues rivais e amizades forjadas no conflito.

Agora a pergunta fica no ar: até onde vale ir para provar quem você realmente é?

TikTok revela o Top 10 de músicas do Japão em 2025

O TikTok divulgou o Year in Music 2025 – Japan’s Top 10 Songs, ranking que ajuda a entender como a J-Music circulou ao longo do ano dentro e fora da plataforma. A lista reúne faixas que nasceram nos vídeos curtos, cresceram em coreografias, edits e trends e, pouco a pouco, atravessaram o TikTok para alcançar charts, streaming e a cultura pop japonesa como um todo.

Em 2025, o destaque ficou para músicas de impacto imediato, com refrões fáceis de memorizar, danças replicáveis e letras que criam identificação rápida. Idol pop, bandas consolidadas e artistas solo dividiram espaço, mostrando um cenário cada vez mais diverso.

No topo do ranking aparece “Chō Saikyō”, do grupo Chō Tokimeki Sendenbu. A música ganhou força a partir de publicações oficiais no TikTok e explodiu entre fãs e criadores, principalmente por conta da coreografia associada ao trecho do B-melô. O alcance ultrapassou o nicho idol e se espalhou por diferentes públicos.

Até novembro de 2025, a faixa acumulou mais de 2,5 bilhões de reproduções na plataforma. O sucesso rendeu ao grupo o prêmio de Impact Song no TikTok Trend Awards 2025 e consolidou “Chō Saikyō” como a Top Song Japan 2025 no Year in Music.

Em comentário divulgado pelo TikTok, o grupo destacou a alegria de ver a música se transformar em um verdadeiro “oshi katsu song” da era Reiwa, alcançando fãs, casais e pessoas que descobriram a faixa diretamente pelo app.

O que o ranking revela sobre a J-Music em 2025

O Top 10 mostra como o TikTok segue funcionando como um radar cultural no Japão. Canções que performam bem na plataforma tendem a se espalhar rapidamente, influenciando playlists, apresentações ao vivo e até a presença dos artistas em outros meios. Em 2025, a força das idols conviveu com nomes já consagrados e músicas que ganharam nova vida graças à criatividade dos usuários.

TikTok Top 10 Songs Japan 2025 em romanji

1. Chō Saikyō (超最強) – Chō Tokimeki Sendenbu (超ときめき♡宣伝部)

    2. Rairakku (ライラック) – Mrs. GREEN APPLE

    3. Bai Bai FIGHT! (倍倍FIGHT!) – CANDY TUNE

    4. Aisaretai (アイサレタイ) – Yumcha

    5. Ai♡Scream! (愛♡スクリ〜ム!) – AiScReam

    6. Aloha E Komo Mai From “Lilo & Stitch: The Series” Jump 5
     (アロハ・エ・コモ・マイ From 『リロ&スティッチ・ザ・シリーズ』ジャンプ5)

    7. Summer Song (SUMMER SONG) – YUI

    8. Kawaii Dake ja Dame Desu ka? (かわいいだけじゃだめですか?) – CUTIE STREET

    9. Koi Kaze (恋風) – Ikuta Rira (幾田りら)

    10. Tokubechu, Shite (とくべチュ、して) – =LOVE

    O Year in Music 2025 reforça como hoje em dia o TikTok segue sendo um dos principais serviços que trazem descoberta musical no Japão, ajudando a transformar músicas em verdadeiros fenômenos culturais e conectando artistas a novos públicos.

    Com informações do PR Times

    Wet Sand chega ao Brasil em dezembro pela NewPOP

    O manhwa Wet Sand, assinado por Doyak, finalmente ganha edição brasileira em dezembro pela NewPOP. Conhecida por histórias BL mais densas, com personagens quebrados e relações marcadas por desejo, culpa e poder, a obra desembarca no país com classificação proibida para menores de 18 anos e sem censura, mantendo intacta a proposta original que a transformou em fenômeno fora da Coreia.

    Um BL que aposta em tensão emocional e escolhas erradas

    Lançado originalmente em 2022, Wet Sand constrói sua narrativa a partir de um gesto banal que muda tudo. Um clique feito por impulso aproxima três homens que vivem em rotas completamente diferentes, mas igualmente instáveis. O encontro entre Ian, TJ e Jo se transforma em um jogo de atração, dependência e silêncio, onde o passado pesa tanto quanto o desejo.

    Doyak evita romantizar excessos. O drama cresce no desconforto, naquilo que não é dito, e na sensação constante de que qualquer decisão pode afundar ainda mais os personagens. É um BL que dialoga mais com o noir urbano do que com romances idealizados.

    Três homens, um mesmo ponto de ruptura

    Ian, ou Shin Youngwoo, tem 34 anos e carrega o peso de uma vida que tentou abandonar. Ex-gângster, vive à margem depois de sair da organização K35 por consciência, mas ainda preso a dívidas e relações mal resolvidas. Frio à primeira vista, esconde um histórico de violência, desejo e culpa, especialmente ligado a TJ.

    TJ, ou Oh Taejoon, também com 34 anos, é o oposto em atitude. Chefe de gangue carismático e agressivo, construiu poder sem deixar rastros oficiais. Sua ligação com Ian atravessa quase duas décadas e mistura amor, controle e dependência emocional. Em Wet Sand, TJ representa o passado que se recusa a ficar para trás.

    Jo, ou Joseph Landi, tem 27 anos e parece deslocado nesse universo. Fotógrafo amador, gentil e curioso, acaba envolvido com Ian por acaso. O que começa como fascínio se transforma em algo mais profundo e perigoso, colocando Jo no centro de um conflito que ele não sabe se consegue sustentar.

    Publicação internacional e alcance global

    Além do sucesso na Coreia, Wet Sand conquistou leitores em diversos países. A obra já foi publicada digitalmente pela Ridibooks e pela Tappytoon, além de ganhar edição física na Coreia pela Do7 Entertainment. Atualmente, o manhwa segue em publicação.

    Edição brasileira pela NewPOP

    A edição nacional chega em formato físico, apostando em acabamento premium e fidelidade ao material original. Um lançamento pensado para o público BL adulto que busca histórias mais cruas e menos idealizadas.

    Detalhes da edição brasileira

    Autor: Doyak

    ISBN: 978-8583627074

    Formato: 248 páginas

    Tamanho: 15 x 21 cm

    Papel: Couché Brilho 90g

    Capa: Cartonada com cor especial

    Classificação: Proibido para menores de 18 anos

    Conteúdo: Sem censura

    Por que Wet Sand importa no cenário BL

    Wet Sand não tenta ser confortável. Ele aposta em relações imperfeitas, personagens moralmente ambíguos e um erotismo que serve à narrativa, não o contrário. A chegada da obra pela NewPOP reforça um movimento importante no mercado brasileiro, que passa a abraçar BLs mais adultos, complexos e autorais.

    Para leitores que buscam algo além do romance seguro, Wet Sand promete ser uma leitura intensa, desconfortável e difícil de largar.