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Crítica | Sunao ni Narenakute

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Essa foi uma série que acompanhei cada anúncio da televisão japonesa, seja do elenco, da roteirista, e talvez o motivo que tenha tornado ela mais conhecido foi ela abordar o Twitter.

Particularmente como fã de doramas, Sunao ni Narenakute tinha algumas coisas que se destacava de outras séries da mesma temporada, que foi ter os mesmos produtores de Last Friends, uma série que marcou muito, e outra coisa ter os mesmos atores de Last Friends, que foi o Eita e a Juri Ueno. Porém, outro detalhe pouco divulgado, e fundamental pra mim foi o retorno da Kitagawa Eriko aos doramas, sua última série tinha sido Tatta Hitotsu no Koi em 2006. E o que tem de especial da Kitagawa Eriko? Bom, ela assinou a maioria dos doramas que estão na minha Top List de favoritos como: Asunaro Hakusho, Long Vacation, Beautiful Life, Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi, Orange Days e o próprio Tatta Hitotsu no Koi, portanto quem é fã dela, esperava esse retorno há muito tempo.
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Nas semanas perto da estréia, veio as notícias como a participação do membro do Tohoshinki, Hero JaeJoong, como também que a banda WEAVER cantaria a música tema da série. Será que a série seria boa mesmo?
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A história

Sunao ni Narenakute começa já numa correria, aonde conhecemos Nakajima Keisuke correndo desesperado atrás de alguém e depara com uma porta trancada e ensangüentada. Logo somos informados que essa é uma cena no futuro e que estamos voltando para o começo da história.

Recebemos um breve resumo sobre o que é Twitter, uma mídia social que virou a moda do mundo inteiro, inclusive no Japão.

Assim começa o dorama que apresenta quatro amigos que se conheceram via Twitter e que marcaram de se conhecer em um pequeno bar em Tóquio.

No caminho do encontro no bar, Nakaji acaba se esbarrando com a Haru, uma professora substituta e insegura, que ao se esbarrar com ele, acaba gerando uma cena engraçada, sendo chamada de tarada por ele.

Chega à hora de se conhecerem, Haru insegura acaba levando a amiga Hikari por insegurança. Assim, Haru e Hikari conhecem o jornalista Linda e o coreano DOCTOR. Lembrando que todos estão usando seus Nicks de twitter, com a exceção da Hikari que não usava Twitter, mas decide começar a usar a partir desse encontro.
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Haru e Nakaji acabam indo embora juntos por morarem perto, enquanto DOCTOR, Hikari e o Linda acabam saindo para beber em outro local. DOCTOR vai embora esperando que Nakaji e Haru sejam só amigos, enquanto Hikari seduz Linda para dormirem juntos.

Conhecemos a mãe de Haru, a Sachiko e o pai de Nakaji, Takashi que tem uma estranha amizade e também conhecemos o irmão da Haru, o Shu que é um jovem não consegue achar emprego e acaba virando drogado dentro de casa, escondendo isso da irmã e da mãe.

E assim também somos apresentados a estranha relação de Nakaji com uma mulher casada, a Kiriko, um amor do passado que se casou para ajudar a família, porém ama Nakaji, mesmo ele sendo um fotografo não bem sucedido.
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Enquanto isso, Hikari descobre que está grávida e o suposto pai rejeita a criança, achando que ela é uma garota fácil e poderia não ser dele o filho. Ela decide na dor renascer como uma pessoa melhor, pedindo que todos a chamem de Peach, mesmo apelido que ela usa no Twitter.

Haru e Nakaji por morarem próximos sempre se encontram numa loja de conveniência e tem uma amizade que gera ciúmes da Kiriko que não aceita que Nakaji namore outra pessoa. O que faz Nakaji acreditar numa chantagem da Kiriko que corta seu braço com um pedaço de vidro, acusando a Haru.

DOCTOR acredita que fez seus primeiros amigos no Japão, trabalhando numa empresa que produz aparelhos para hospitais, vive o preconceito e o não reconhecimento na empresa que trabalha. Ele também tem uma irmã mais nova, a Minha que estuda na mesma escola que a Haru da aula.
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A vingança contra uma professora

Linda que entrou no grupo para fazer uma matéria para a revista em que trabalha, sofre assédio sexual de sua chefa, Mariko. E tenta resistir às cantadas, porém, analisando a situação de seus amigos, decide usar essa brecha criada pela sua chefa para ajudar eles.

Assim Linda decide ajudar DOCTOR a fazer um folder para a empresa em que trabalha, como também decide falar com seu pai que é dono de um hospital para ajudar seu amigo. O folder que tem a ajuda do Nakaji nas fotos, redação da Haru, acaba sendo roubado por outro funcionário da empresa, porém Linda consegue fazer seu pai fechar negócio com a empresa que o DOCTOR trabalha.

Enquanto isso, conhecemos o aluno Kenta que é um dos mais espertos da sala que a Haru da aula, sempre corrigindo ela. Isso acaba gerando um mal-estar entre ela e o diretor da escola. Kenta também descobre o twitter da Haru e quer se vingar dela, além de vender drogas pro irmão dela, o Shu.

Haru não desconfia de nada, porém decidi vigiar Kenta e acabando descobrindo no topo de um prédio, aonde ele reúne seu bando e vende drogas. Os amigos de Kenta tentam molestar a Haru que usa o celular para twittar um pedido de socorro.

Nakaji e o DOCTOR tentam rastrear onde a Haru está, indo atrás dela, porém a Peach também pede socorro, o que faz DOCTOR ir sozinho para encontrar a Haru.

Batendo e apanhando também, DOCTOR acaba salvando Haru, que ao segurar ele, recebe um pedido de namoro dele.

Enquanto isso, Peach está tendo um aborto natural e Nakaji a leva para o hospital, porém é tarde demais. Os sonhos da Peach em se tornar uma mãe solteira se desmancham, numa mistura de dor e decepção, porém ela tira a conclusão que talvez seja melhor assim.
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O namoro com DOCTOR

DOCTOR acaba quebrando a cara, ao pedir Haru em namoro num dos encontros do grupo. Assim, discretamente, ele acaba pedindo numa outra situação e Haru aceita meio tímida e relutante.

Nakaji decide comprar um anel para Kiriko, porém ela não aceita, como também revela que seu marido contratou um detetive que tirou fotos dela com ele. Não querendo perder o casamento, Kiriko não só não aceita o anel, mas pede para nunca mais se verem, contando que era mentira o lance da Haru ter a machucado.

DOCTOR decide levar Haru para a casa dele, o que faz Minha reconhecer a Haru, além da Haru descobrir um pouco da cultura coreana ao lado do DOCTOR e da Minha.

Haru e Nakaji mesmo sendo só amigos acabam gerando ciúmes do DOCTOR que não entende como ela não se abre com ele, porém com Nakaji, ela está sempre sorrindo.

Linda consegue fazer Nakaji virar fotógrafo da revista em que trabalha, fazendo Nakaji largar ensaios pornográficos e sensuais que tirava foto antes, agora sendo reconhecido como fotógrafo de verdade.
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A última viagem de nossas vidas

Para comemorar, Linda sugere uma viagem à praia com direito a churrasco e muitos fogos de artifício. É uma festa que o telespectador sabe que são as últimas deles todos juntos, porém não sabemos o motivo que vai gerar essa separação.
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Spoiler
Obs: Se você não deseja saber a reta final da série pule até o final da parte Spoiler

Minha pede para o DOCTOR ler a carta da mãe deles, mesmo mandando várias, DOCTOR nunca quis ler, porém dessa vez, a mãe deles diz que o pai deles está doente e que eles precisão voltar, para ele assumir a empresa do pai.

Assim, DOCTOR pede para Haru largar tudo e ir com ele para a Coréia conhecer seus pais. Porém a Haru não está tão convicta, recebendo a recomendação do diretor em tentar um emprego em outra escola, ela está estudando para passar no exame da outra escola.

Enquanto isso, Takashi vai para o hospital com a ajuda da Sachiko e Nakaji acaba descobrindo que seu pai está com câncer. Sachiko revela que Takashi foi um amor da vida dela quando era solteira e um dia eles se encontraram na rua, desde então viraram amigos e conversam sobre suas vidas.

Um dos encontros no bar, Haru vai embora mais cedo, DOCTOR decide fazer Nakaji ficar longe dos dois, contando a mentira que o relacionamento dele com Haru esta bem séria, dando a entender que os dois já tinham ido para a cama. Nakaji não só acredita como bebe acima da conta.

Peach leva Nakaji para casa, porém Peach carente pede que o Nakaji fique com ela, dando entender que os dois dormiram juntos. No dia seguinte, Haru vai à casa de Nakaji e encontra o brinco da Peach, que logo encontra os dois, e pede desculpas pra Haru, dizendo que não aconteceu nada.
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Haru acaba não passando no exame e decide ir pra Coréia conhecendo os pais do DOCTOR, enquanto isso Nakaji dorme de cansaço no apartamento do Linda, que beija o pescoço do Nakaji, revelando pro público que é gay e que é apaixonado pelo Nakaji.

Nakaji acorda assustado e Linda foge de tentar contar a verdade pra ele, como também não vai trabalhar, preocupando a todos.

Um dia fotografando, Nakaji recebe uma ligação estranha do Linda que pede desculpas e fala a verdade sobre a atração dele. Nakaji que ao desligar fica desconfiado que tem algo errado e corre desesperado até o apartamento de Linda.

Somos apresentados a mesma cena que abriu a série, uma porta cheia de sangue, porém dessa vez, sabemos que Linda tentou se suicidar cortando seu pescoço.

No hospital, todos vão para apoiar o Linda e a mãe dele revela que ele sempre guardou seus problemas pra ele. Percebemos que enquanto Linda tentou ajudar todos, a verdade é que ele nunca revelou seus problemas, para que seus amigos o ajudassem.

Nakaji revela as fotos da festa na praia e tenta animar o Linda, porém ao chegar no hospital, ele está passando mal e é levado para a mesa de cirurgia. Ele não resiste e morre, porém a mãe dele entrega seu celular para Nakaji, dizendo que Linda havia deixado recado para todos os seus amigos, ali.

Linda mesmo amando Nakaji sabia que ele tinha que ser feliz com a pessoa que ele achasse certo, assim Nakaji corre para o aeroporto para tentar impedir o embarque da Haru com DOCTOR para Coréia.

Haru diz que sente muito e entra no corredor para embarcar para a Coréia, porém na sala de embarque, DOCTOR e Haru conversam, e ele a libera de viajar com ele.
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Em casa, Naru conta para a mãe dela o que anda acontecendo, sendo que amar não é algo fácil de escolher e de saber.

Nakaji ao encontrar seu pai, recebe uma passagem para o Iraque, para ele tirar fotos que pudesse se orgulhar para o resto de sua vida. Ele sempre teve orgulho de seu pai por fotos tiradas em guerra, era hora de ele tirar suas próprias fotos.

Arrumando as coisas, Nakaji embarca para o Iraque, enquanto Haru corre atrás dele, mas agora é tarde demais, ela não consegue impedir o embarque dele.

A vida continua, DOCTOR volta para o Japão, comentando sobre a viagem e que vai ficar por lá na Coréia, para cuidar da empresa do seu pai.

Haru se esforça e estuda para passar de um novo exame em outra escola, sendo que dessa vez passa. Ela também descobre que seu irmão é drogado e leva para uma clínica antidrogas, depois de uma discussão da mãe dela com ele.

O tempo passa e um dia Haru encontra Nakaji na mesma ponte onde eles passaram alguns momentos juntos no passado. Será que agora Haru será feliz? Isso só telespectador vai saber.

Fim do SPOILER

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Algumas considerações sobre a série (tem spoilers)

Mesmo trazendo todo enfoque que a série seria sobre Twitter, Sunao ni Narenakute trouxe uma história original de cinco amigos que são diferentes e aprenderam a se tornar um grupo pra toda vida.

Para quem esperava um foco maior no twitter, aqui trouxe o uso do cotidiano. Foi bem sacado, e como podíamos imaginar, Twitter acabou se tornando coadjuvante de uma série que ganhou alarde em torno disso.

Eu não vou negar que em Sunao ni Narenakute, eu torci para Haru ficar com DOCTOR, porém quando os dois começaram a namorar eu entendi que algo estava errado. Talvez esse seja o mesmo problema da série Hotaru no Hikari, você imagina que será feliz com uma pessoa o resto da sua vida sendo que quando a consegue, descobre que não é bem assim e que existe história depois do “felizes para sempre”.
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Sobre a viagem do Nakaji, para mim foi a solução da autora dele ter sua redenção, como se “purificar” por todo mal que ele fez a Haru. Não queria que ele ficasse com ela, porém essa redenção me fez reavaliar o personagem, acreditando que a Haru sempre o amou e que agora ele está pronto para namorar com ela.

Uma das grandes surpresas foi o Linda ser gay, um amigo já tinha me avisado isso logo no terceiro episódio, porém eu não peguei, já que ele havia ficado com a Peach, depois havia ficado com a sua chefa. Também não esperava que ele fosse o personagem que iria morrer dos cinco amigos, o que acabou tornando trágica a história de amor dele por Nakaji.

A série Sunao ni Narenakute pode não ter sido excelente, e em muitas partes parece que teve seu roteiro alterado, deixando coisas pendentes para trás. O personagem Shu, irmão da Haru foi muito mal explorado na série, como também o arco que o amigo dele, que é aluno da Haru, acabou de forma brusca e não se citou mais o assunto, apenas uma ligação do personagem para ela num episódio mais a frente.

Outra mudança talvez no ponto de vista moral foi o lance da mãe de Haru e o pai de Nakaji se conhecerem e dar entender que eles tinham um caso. O pai de Haru nunca foi mostrado, se sabe apenas que ele trabalha em outra cidade, porém se a autora desejava que Haru e Nakaji ficassem juntos, não daria pra colocar a mãe dela tendo um caso com o pai dele. Pra mim não rolou no final, falar que ambos são só amigos, não depois de tantos momentos que eles tiveram durante a série.

Uma personagem incompreendida foi a Peach, explorando uma personagem que não teve um grande amor da sua vida. Ela acaba agindo de uma forma que soa promiscua, foi uma grande ousadia dessa série e mesmo com tudo isso, Peach ganhou uma legião de fãs. Peach mesmo traindo Haru e ficando com Nakaji nos episódios finais, ela continua sendo uma das personagens favoritas dessa série.

Essa foi mais uma série que fez sucesso no twitter, sendo muitas vezes virando Trending Topics, enquanto era exibida no Japão. Muitas vezes, usamos a hashtag #sunanare para comentar do dorama entre amigos no twitter, sendo uma experiência maravilhosa, de se assistir com amigos e comentar sobre ela por lá. Talvez essa seja uma das experiências que infelizmente quem vai assistir agora, nunca poderá vivenciar, que é debater sobre qual caminho essa série vai acabar.
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Trilha sonora

Para a trilha sonora, a Fuji TV arrasou, trazendo uma trilha ocidental atual e que se encaixou perfeitamente a atmosfera criada na série. Começando por uma trilha instrumental de Hans Zimmer, que foi criada para o filme “O amor não tira férias” (The Holiday) que foi usada na série em momentos chaves.

Todo começo de episódio, também tínhamos a dupla inglesa The Ting Tings, seja tocando Great DJ, ou That´s Not My Name, a dupla se tornou a trilha oficial da série. Para complementar, ainda teve episódios que tocaram outros sucessos da dupla, como Keep Your Head e Be the one.

Muitos episódios tocaram a versão acústica de Great DJ, sendo linda essa versão da dupla, que também empresta a mesma música para o filme Scott Pilgrim Contra o mundo.

Como tema da série, o grupo WEAVER lançou o single Hard to say I Love you, o subtítulo do dorama. A música é linda e tocava sempre na prévia do próximo episódio, deixando um suspense pra próxima semana.

Como trilha de inserção, a cantora Sugawara Sayuri fez a música com mesmo nome da série, Sunao ni Narenakute, sempre usada em momentos românticos. Linda canção e balada romântica, também se tornou a marca registrada da série.

A trilha de Sunao ni Narenakute dá pra se falar muito, já que é maravilhosa como um todo. Quer trilha mais emblemática que o tema do Linda, Maybe Tomorrow? Cantada pelo Stereophonics, a música já havia tocado em séries como Smallville, porém pra quem sentiu a dor de Linda, não tem como não associar essa canção com ele.
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Elenco

Temos atuações brilhantes, num elenco muito bem escolhido, que faz nos sentir raiva e alegria ao mesmo.

Eita como Nakaji me fez sentir muita raiva como tratava a Haru, sendo um personagem difícil de lidar e de gostar.

Juri Ueno é um assombro em cada dorama que atua, sendo Last Friends, ou Nodame Cantabile, aqui Haru é doce, meio inocente, numa realidade dura e fria. Atuação belíssima e de longe uma das personagens mais carismáticas da série.

Para a Peach, tivemos um personagem difícil que ficou nas mãos da Seki Megumi. É uma personagem que poderíamos odiar e olha que ela se saiu muito bem. A atriz fez Dragon Ball Evolution, Liar Game: The Final Stage entre tantas outras produções, como doramas polêmicos como LIFE e aqui, trouxe uma mistura de amor e ódio, com a Peach.

Para o Linda, tivemos o Tamayama Tetsuji que é um grande ator, participando de doramas como BOSS. Ele fez o Gao Silver, no tokusatsu Hyakujuu Sentai Gaoranger lá em 2001 pra 2002. Um grande ator e talvez deveríamos prestar mais atenção nele, e nas outras séries que fez.

Para o DOCTOR, uma grande surpresa, foi a estréia em doramas japoneses, do ator e cantor coreano Hero JaeJoong. Sabíamos que ele pertence a boy band coreana Tohoshinki, sabíamos que ele já havia feito doramas coreanos, porém ainda era uma incerteza sobre ele num dorama japonês. Ele se saiu muito bem, fazendo o inseguro DOCTOR merecendo toda atenção que ganhou da mídia japonesa.

No elenco secundário, mesmo com participação bem reduzida, o ator Nakamura Yuichi foi uma aparição bem vinda. Direto de Kamen Rider Den-O, ele fez o Kamen Rider Zeronos e é bom ver que ele está fazendo outras séries de sucesso.

Gostou? Não gostou? Comentem o que achou de Sunao ni Narenakute.
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J-Wave é convidado pra Bate-papo no programa LOGIN da TV Cultura

A TV Cultura tem um programa chamado LOGIN que discute temas diferentes todos os dias, e fui convidado pelo Caio Fochetto, da produção do programa, para participar de um Bate-papo ao vivo sobre sobre Otaku.

Então no dia 18 de junho às 19 horas, eu estarei na TV Cultura participando do programa LOGIN para falar sobre Otaku ao lado do Daniel Verna e da Petra Leão.
Agradeço ao Barone e a Camis Barbieri, por terem me indicado a produção da TV Cultura, e espero falar um pouco desse universo que a gente conversa todos os dias, e quero levar para o programa essa discussão em torno de doramas, animes, mangás e tokusatsu.

Sim, eu quero falar de dorama no LOGIN, e estou conversando com eles o tempo todo sobre esse mundo como também levar trechos para serem exibidos durante o Bate-papo.

Então anotem, dia 18 às 19 horas, estarei na TV Cultura para falar sobre Otaku.

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Cultura Pop

Heroinas e Vilãs de Tokusatsu na Weekly Playboy Vol 22

Antes de mais nada, a Weekly Playboy não é uma variação da Playboy que nós conhecemos, ela é uma publicação bem mais leve criada em 1966 pela Shueisha. E a Playboy que nós conhecemos? Ela sai no Japão também pela Shueisha, porém foi lançada por lá em 1986 sendo conhecida por lá como Geppure ou MPB.

Agora, voltando ao assunto principal, as heroínas e vilãs de tokusatsu ganharam vez na edição da Weekly Playboy, trazendo atrizes desde Zyuranger a até o mais recente Goseiger que ainda está em exibição no Japão. Algumas atrizes o pessoal fã do gênero deve conhecer, como: Aizawa Rina, Sugimoto Yumi, Sato Rika, Niwa Mikiho, Morita Suzuka, Yamasaki Mami, Oikawa Nao entre outras.

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As fotos são do site Kawaii Joyuu.

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Opinião | A morte do Animax como nós conhecemos

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A maioria que gosta de animação japonesa já deve ter recebido a bomba sobre o canal oficialmente jogar os animês para escanteio. Quando escrevi o primeiro “Opinião” sobre a derrota dos Otakus, falei que a derrota do Otaku, fã desse tipo de série, que ele consome produtos ilegais em lojas e eventos, como DVDs piratas, e baixando na internet, não acrescenta em nada como público interessante comercialmente. Porém, a culpa não fica só exclusiva aos otakus, mas também as empresas que administram mal seus canais.

O Animax está sofrendo do mesmo mal que o canal Boomerang sofreu há alguns anos atrás, por não ter emplacado no Brasil, como um canal voltado a desenhos antigos, estes limados da programação da Cartoon Network e que estavam à espera de uma nova chance. O canal mesmo que excelente em seu acervo, tinha uma programação confusa, tinha o conceito de não ter intervalos, e tinha campanhas fantásticas pro público adulto que era criança quando foram feitos aqueles desenhos, o resultado foi fracasso. O canal teve que ser repaginado, deixando inclusive de passar desenhos, inserindo em sua programação séries australianas, americanas e até mexicanas, tornando-se mais próximo do público que assiste canais como Disney Channel e Nick. O que aconteceu? Não preciso comentar que Boomerang saiu do vermelho, deu certo, e até pouco tempo, Rebeldes (exibido anteriormente no SBT) era o programa mais assistido do canal.

Com certeza, os fãs de Boomerang se revoltaram, porém o canal afirmou que colocaria seus desenhos antigos de madrugada e na teoria problema resolvido. A questão do Animax é mais delicada, porque o Animax veio ocupando lugar de um canal trash, porém excelente como Locomotion, que dosava animações do mundo inteiro, passava animações dos anos 80 como He-man, She-ra e G-Force, enquanto a noite era dedicada aos animês como Evangelion, Caçadores de Elfa e Bubblegum Crisis: Tokyo 2040.

O primeiro ano do Animax veio com alegria para os fãs, porque era um canal japonês de animes e bom, parecia que ganharíamos um canal de “animê” de verdade. Porém, o buraco é mais embaixo, tínhamos uma grife japonesa sim, porém comandada pelas mesmas pessoas do Sony Television e AXN. O que isso significa? Públicos e experiência totalmente diferentes, o que com certeza foi um pesadelo pra eles. Pode ver que toda “solução” desesperada pra eles, são coisas que passam ou tem cara dos outros dois canais. Faltou pesquisa, faltou personalização, faltou um monte de coisas que o Animax não fez e morreu na praia amargando com campanhas de humor bem duvidoso.
Se por um lado empresas como a Editora JBC anunciavam apoio ao estúdio Alamo para a adaptação de animês para o canal, o que dava confiança do publico brasileiro pelo canal, do outro tínhamos uma falta de experiência e falta de tropeços que marcou esses 3 anos de Animax.

Você reconhece esse Animax aí de cima? Eu não!

Vamos analisar alguns problemas do Animax:

1 – Falta de animês clássicos famosos no Brasil
Um dos problemas do Animax “latino” foi a ausência de animês antigos que passaram pelas emissoras daqui. Um animê como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Samurai Warriors, Shurato faltou, e o pior, se você assiste o Animax japonês, sabe que ele principalmente é focado nisso.

Um animê desse porte, pode atrair sim um público maior para o canal, porém invés disso, optaram só comprar de forma bem bagunçada os animês de sua programação.

E títulos como Bleach e Death Note, mesmo sendo fortes no exterior no Brasil não são porque não passam na TV a aberta. O bom seria se nesse caso eles fizessem algo ao estilo do Animax espanhol que comprou Naruto Shippuuden, porque o Jetix por lá não quis a série já que Naruto não teve um bom desempenho por lá.

2 – A Falta de animes “shoujos”
Se você ver o Animax de qualquer país, o canal passa produções pro público feminino e bom, só ver nas bancas brasileiras que tem um público fiel de shoujo, além de o crescimento dos leitores de mangá se deve as garotas, pois bem, parece que o canal não sabia disso, ou não queria saber, pois não tinha nada voltado pra elas.

3 – Animax é um canal pra quem?
Se você olhar na sua TV a cabo hoje, vai perceber que o Animax não está perto dos canais infantis como Nick, Disney Channel, Cartoon Network, Boomerang, porque ele passava desenhos adultos.

Pois bem, não seria melhor focar num público criança e adolescente, tendo um canal “infantil” próximo aos demais? Por que investir em besteiras como bloco Lollipop? Animax assim não só afugentou as empresas, que não queriam ter a licença do canal da HBO, como tinha programação infantil de manhã e a tarde, porém não era um canal fácil pra criança achar.

O Animax resumindo, era um canal que tentou investir num público diversificado e caiu do cavalo. Devia ter seguido padrão de outras empresas, optando mesmo que quisesse passar animês mais pesados, apenas na madrugada.

4 – A falta de um Animax Brasil
O Animax por mais que falem continua sendo um canal mais “latino” e menos brasileiro. Somos um povo diferente, e precisamos de blocos personalizados pro Brasil, programas brasileiros durante a programação, tornando o canal mais a nossa cara. Porém, isso tem custo, um custo que o Animax não queria bancar e preferia gravar tudo no México.

Canais como Disney Channel e Nick tem programas no Brasil e ajudam a dar um “jeitinho” brasileiro para o canal.

Isso sem contar que com sucesso comercial de Turma da Mônica Jovem, a Sony podia ter aberto os olhos e ter encomendado um “animê” pro Mauricio de Souza baseado na turma e atrair um novo público com o primeiro “anime brasileiro”.

5 – Os clipes e séries japonesas
Um dos pontos positivos da Sony foi colocar clipes de cantores japoneses no intervalo, foi a primeira vez no país que pudermos ver cantores como Utada Hikaru, Crystal Key e Sowelu na televisão brasileiro.

Já imaginou um programa de clipes de jmusic, com artistas sendo entrevistados? Sim, artistas da Sony Music Japan, que faz música pro Bleach e outros animês da casa, poderiam falar de seu trabalho, convite de trabalhar em tal animê. Bom, parece que Animax daqui não pensou nisso.

O que faltou foi um programa de clipes, uma personalização de conteúdo, indo além dos clipes. Talvez até imitando o que outros Animax optaram fazer agora que é exibir os doramas, em sua programação, por serem derivados de mangá também.

Agora numa opinião pessoal, eu optaria de trazer tokusatsu clássico da Manchete. Pegar as séries da Focus (que só Jaspion pagou as três) e trataria de colocar a noite no Animax pra pegar os nostálgicos de plantão. Logicamente, a intenção não seria ir atrás de material novo, mas apenas antigo, se caso tivesse retorno (até porque é barato) partiria pra algo novo. Nesse caso, séries assim entram no mesmo critério de animês clássicos, trazendo público mais antigo para o canal.

6 – Marketing casado
Tendo tantas séries que foram lançadas em mangás no país, fazer só peça publicitária nos mangás da JBC e da Panini não rola. O Animax tinha que fazer promoções de mangás, e até concursos para cada país.

Outra coisa seria oferecer algo diferenciado aos clientes do ramo no Brasil, o que significa atrair clientes como Playarte, Focus, JBC, Panini, Yamato, que produzem produtos e serviços pro Brasil que envolvem animação japonesa e os levar como anunciantes de seu canal.

Além disso, produções da Sony, deveriam ter tido lançamentos simultâneos por aqui, em DVD, isso sem mencionar empresas como Focus que lançou Full Metal Alchemist no passado, que deveria ser focado no público do canal.

Independente disso, Animax pertence ao grupo Sony, poderia ser usado como meio publicitário da Sony Brasil para Playstation 3, câmera Sony Cybershot, dvds, blu-rays da Columbia e muito mais. Porém, você viu algum comercial da própria empresa no canal? Com exceção da câmera do último do 007, acredito que não.

Conclusão
Existem ainda muitos argumentos a serem questionados do fracasso do Animax, e principalmente se deve a má administração da empresa no canal na America Latina. Concordo que o canal pode crescer com aumento de séries não japonesas, porém além de inserir, tiraram toda filosofia do canal e transformaram numa versão genérica ao estilo da AXN.

Logicamente que às vezes isso não é nem culpa de quem ficou responsável pelo canal no Brasil, já que sendo um canal voltado pra América Latina, às vezes você tem pouca liberdade, ou talvez nenhuma pra personalizar o canal e a Sony falhou.

Agora quem pensa que o Animax é um grande canal, bom é sim, mas sabe quem é anunciante Lá? Empresas ao estilo da Polishop, se você já assistiu Animax japonês, deve ter visto aqueles aparelhos de ginástica e outros aparelhos estranhos sendo vendidos no Animax de lá. Então mesmo o canal dando certo no seu país de origem, você pode dizer que também não tem anunciantes muito fortes por lá.

Obs: Se quiser ler mais sobre o Animax, leia o texto do portal Jbox sobre a reformulação.

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S.A. Cast 1×18: The One Where Japan Conquers Brazil

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Saiu a segunda parte do podcast de Tokusatsu do Seriadores Anonimos, e fomos convidados pra falar sobre o assunto.

“Chega ao fim nossa viagem para o Japão, mas com o Brasil sempre presente! Na emocionante segunda parte da discussão sobre Tokusatsu, relembramos não só as séries dominantes dos anos 80 e 90, como os brinquedos psicodélicos da época e momentos de poesia envolvendo orvalho nocivo a alienígenas e sintetizadores biomoleculares. Espere também pelo dueto mais grandioso já feito, com Liazinha e Cid Moreira revelando toda a mágica de Daileon!

E amanhã tem outro podcast, com uma invasão de mulheres ao Seriadores para comentar os episódios da midseason americana. Volte para escutar, ou a associação dos cabeleireiros não te perdoará, e nós também não!

Para participar do podcast, seja com comentários e sugestões ou se candidatando para o debate, envie-nos um e-mail ou mensagem no Twitter. Nomes de usuário no Skype serão bem-vindos para futuras gravações.”

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S.A. Cast 1×17: The One With Tentacles

Estou divulgando o podcast dos Seriadores Anônimos, em que o tema do programa foi Tokusatsu. Convidaram pessoal do Tokusatsu.com.br , como também me convidaram pro podcast pra falar um pouco desse gênero que fez bastante sucesso nas décadas de 60 a 90.

Quem não lembra de Changeman e Jaspion? Espero que gostem da conversa bem humorada do podcast dos Seriadores Anônimos e agradeço o convite.

“O público se manifestou, fez ameaças de destruir a Cancun, a Washington D.C. e o Iraque brasileiros com monstros gigantes e robôs de cabelos loiros, e nós cedemos à pressão! No inesperado retorno do S.A. Cast, juntamos um time de especialistas para discutir o Tokusatsu, estilo japonês consagrado nos anos 80 e 90 pela TV Manchete. Num clima de muita nostalgia, relembramos personagens marcantes, histórias inesquecíveis, pessoas vestidas em roupas de pano e, claro, desviamos um pouco do assunto para analisar o impacto dos tentáculos de polvo na cultura japonesa. E para não deixar os fãs menos saudosistas na mão, continuam os nossos tradicionais comentários das séries americanas atualmente no ar!

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Box Cart Race

A Red Bull sempre faz uns eventos diferentes… Muitos devem conhecer o Flugg Tag, aquele evento aonde o pessoal cria “aviões” diferentes para se jogarem em um lago ou praia ou algo do tipo. O que vale é a criatividade…

Então, existe uma competição desse tipo só que de carros… E foi realizada uma em Tokyo!

Já era de se esperar coisas tipo carros samurais e relacionados a Tokusatsus ou Mangas, mas eu tenho que reconhecer que o carro iPhone foi um dos mais loucos que eu já vi…

Segue o video:

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Crítica | Kamen Rider Amazon

Começamos com a matéria de hoje um apanhado geral pelas séries de Kamen Rider feitas no Japão. Para aqueles que não estão familiarizados com a série, vou me ater a uma breve explicação.

Kamen Rider, que pode ser traduzido como “cavaleiro/motoqueiro mascarado” é um dos gêneros de tokusatsu mais populares. Iniciado em 1971 com a série Kamen Rider, em que, inicialmente se focava em personagens mutantes em forma de inseto. Passou por duas grande fases:

  • A Era Showa (1971 – Kamen Rider, até 1987 – Kamen Rider Black/RX).
  • A Era Heisei (a partir de 2000, com Kamen Rider Kuuga).

Muito embora tenha acontecido esta certa ‘quebra de continuidade’, continuaram a ser feitos filmes durante a década de 1990 e, sobretudo, continuaram os quadrinhos da série, que são igualmente populares.

A série Kamen Rider é considerada mais adulta e quase sempre mantém a mesma linha: uma pessoa se transforma no Kamen Rider (muitas vezes sem querer) e tem que aprender sobre os monstros e seus poderes. E claro, não esqueçamos das lutas de tirar o fôlego, as motocicletas (o que seria de um Rider sem sua moto?) e os famosos “Rider finishers”, que são as verdadeiras técnicas “apelonas” da série, como o super-utilizado “Rider Kick”.

Hoje falaremos de um Kamen Rider da era Showa, o quarto Kamen Rider , meu recém assistido, Kamen Rider Amazon!


Kamen Rider… A-MA-ZON!

Mas… Espera um minutinho… AMAZON? Como em AMAZÔNIA?

Sim, sim, caro leitor. Amazon, o Kamen Rider meio Tarzan que veio da Amazônia. E não, ele não é made in Zona Franca, por mais que pareça (ou não).

Que venha o Kamen Rider de hoje…

A-MA-ZON!



Primeiramente, Kamen Rider Amazon (original: 仮面ライダーアマゾン, Kamen Raidā Amazon) é a quarta série de Kamen Rider. Teve sua primeira exibição pela Mainichi Broadcasting System (MBS) em 19 de outubro de 1974 e seu último episódio foi ao ar no dia 29 de março de 1975. Curiosamente, é a série de Kamen Rider mais curta, contando apenas com 24 episódios e um filme.

Importante ressaltar que, Amazon foi o primeiro Kamen Rider a ser de fato mutante, fugindo do padrão ciborgue das três séries anteriores. Fora isso, Amazon é claramente um réptil, não um inseto como a grande parte dos Kamen Riders.



Kuppi #1 : Sinopse (quase totalmente livre de spoilers!)

Um avião sobrevoava a região amazônica quando teve um triste fim: um acidente que resultou em sua queda. Como sobrevivente restou Daisuke Yamamoto, um recém nascido japonês. Quer por sorte ou por destino, Daisuke foi encontrado e criado por um velho sacerdote da região o qual deu a ele o nome ‘Amazon’. Amazon foi criado como um nativo da floresta, totalmente distante dos costumes japoneses e de qualquer forma de cultura que chamamos de civilização (daí o sempre constante comentário de ser um Kamen Rider Tarzan, muito embora eu prefira manter as devidas proporções).

Como se estivesse pressentindo o grave perigo que ameaçava a Terra naquele momento, o sacerdote, através de um ritual mágico, transformou o jovem Amazon em sua sanguinária forma réptil. Logo no primeiro episódio somos apresentados ao perigo que parecia atordoar o velho sacerdote: Jūmenki Gorugosu (十面鬼ゴルゴス,) ou Demônio Gorgos das Dez Faces. Jūmenki Gorugosu já é mostrado destruindo a floresta, sendo o líder da maligna organização Gedon (ゲドン), a qual quer dominar o mundo já que seu principal alimento é o sangue dos humanos.



O Terrível Jūmenki Gorugosu

O sacerdote dá para Amazon um bracelete-amuleto chamado de Bracelete GiGi, o qual serve como fonte de seus poderes de besta-réptil. O sacerdote repete o nome ‘Professor Kōsaka’, para que Amazon encontrasse essa pessoa no Japão.

Bem, é justo nesse momento que ocorre algo que faz alguns fãs de Kamen Rider se contorcerem: Amazon vai a nado para o Japão. Não, você não leu errado. Ele não brota no Japão, ele não viaja de barco, tampouco de avião. Ele vai a nado para o Japão. Realmente, é um momento um tanto inusitado, mas não podemos negar que o Amazon é um ‘cabra-macho’ depois disso.

Chegando ao Japão, os soldados da organização Gedon, os Jūjin (獣人), já estão atacando e literalmente tocando o terror por todo o lugar. Acompanhados pelas Akajusha (赤ジューシャ), as soldado femininas que também gostam de um bom ‘rampage’ bem ao estilo tokusatsu. Em suma, o Amazon já é bem recebido com uma luta em que ele mostra o quão animalesco pode ser.

Se você achou que como todo Kamen Rider, o Amazon possui golpes especiais, técnicas de luta super ensaiadas, espadas e armas de qualquer tipo, você está enganado. Isso é o que faz o Amazon um real ‘cabra-macho’: ele estraçalha os inimigos nas unhadas e dentadas. Exatamente como um animal feroz faria. Com direito a urros, sons guturais e alguns momentos de ‘kuppi’ dignos de um animal feliz e natural da floresta que está brincando com a comida. (?)

Nota não muito útil: Sempre achei que o Amazon me lembra um gato. Gatos brincam e judiam da comida antes de matar de fato a presa e, possivelmente, enterrá-la atrás da sua casa. Mas essa é apenas minha opinião sincera, claro.



Ao perceber que o ‘Professor Kōsaka’ que estava procurando estava sendo atacado pelos Jūjin e Akajusha vai atrás do homem que deveria poder ajudá-lo. Nesse momento encontra seu primeiro amigo (vou explicar o lance do ‘amigo’ e o significado disso pro Amazon): Masahiko Okamura, o sobrinho do Kōsaka-dono, que aparentemente, assim como seu tio, consegue compreender Amazon, inclusive o sentido de amigo (Tomodachi).

Pois bem, para Amazon o ‘amigo’ (que sempre vem acompanhado de um gesto em que se juntam as duas mãos e esticam-se os mindinhos) é a única lembrança aparente que tem sobre o convívio com outras pessoas, o que faz com que ele acredite rapidamente nas pessoas que se apresentam como ‘amigo’. O jovem Masahiko irá se tornar um grande amigo de Amazon, o ajudando a aprender a falar japonês e até como se portar (já que nosso amigo Amazon é praticamente o clone do Tarzan, lembre-se disso).


Amazon… Tomodachi!


Mas você deve ter ficado se perguntando porque Gedon está atrás do Kōsaka-dono e do Amazon, certo? Mencionei que não faria grandes spoilers, mas uma parte disso posso revelar. Lembra do Bracelete GiGi, aquele que confere poderes ao Amazon? Pois bem, Jūmenki Gorugosu possui o Bracelete GaGa. Então, somando um com um e obtendo dois, se Gedon quer dominar o mundo, então os dois braceletes tem algo haver com isso. Mas eu paro por aqui, a razão de ser a da matéria é despertar a vontade em você de assistir Amazon e não contar o final da história.


Mas você vai parar por aqui? D:

Não, de forma alguma. Como todo bom Kamen Rider, Amazon tem sua própria reviravolta na história. E a reviravolta é o Império Garanda (ガランダー帝国, Garandā Teikoku), que irá aparecer em um certo ponto da história. E daí por diante, seriam muitos, muitos spoilers.

Kuppi #2 : Personagens principais


Daisuke/Amazon

  • Daisuke Yamamoto/Kamen Rider Amazon (山本 大介/仮面ライダーアマゾン, Yamamoto Daisuke/Kamen Raidā Amazon)

Ator: Tōru Okazaki
Daisuke é o Kamen Rider Amazon, o personagem um tanto parecido com Tarzan, que age de uma maneira um tanto imprópria na cidade grande. Como viveu boa parte de sua vida na floresta, acho plenamente justificável isso. O crescimento do personagem é grande. Por minha parte, acho o Daisuke encantador da maneira dele. E o Amazon é muito fofo na minha opinião. Era um gatinho que gostaria de ter. (?)


  • Tōbei Tachibana (立花 藤兵衛, Tachibana Tōbei)

Ator: Akiji Kobayashi

Sim, ele está de volta! O grande ‘brother’ dos Kamen Riders desde o primeiro. O especialista em motocicletas que vai ajudar Amazon a se adaptar ao Japão.


  • Masahiko Okamura (岡村 まさひこ, Okamura Masahiko)

Ator: Yōji Matsuda

O sobrinho do professor Kōsaka e o primeiro ‘Tomodachi’ de Daisuke no Japão. Ele ajuda Amazon em tudo o que pode e ensina Daisuke a falar japonês.


  • Ritsuko Okamura (岡村 りつ子, Okamura Ritsuko)

Atriz: Mariko Matsuoka

É a irmã mais velha de Mashahiko. Inicialmente ela não gosta nem um pouquinho do Amazon, acha que a culpa de tudo que ocorreu é dele e que teria sido melhor Daisuke não ter vindo para o Japão. Com o tempo ela passa a confiar mais em Daisuke e também vai passar a ser amiga de Amazon.


  • Professor Kōsaka (向坂博士, Kōsaka Hakase)

Ator: Yoshiro Kitahara
Esse ai é um mistério. Hum… Deixo essa resposta para os universitários. LOL

Kuppi #3 : Temas Musicais

Tema de Abertura:

  • Amazon Rider Koko ni Ari” (アマゾンライダーここにあり, Amazon Raidā Koko ni Ari, “Amazon Rider está aqui”)

    • Letra: Shotaro Ishinomori
    • Composição: Shunsuke Kikuchi
    • Artista: Masato Shimon

Tema de encerramento:

  • Amazon Da-Da-Da!!” (アマゾンダダダ!!)
    • Letra: Saburō Yatsude
    • Composição: Shunsuke Kikuchi
    • Artista: Masato Shimon with the Columbia Yurikago-kai


Kuppi #4 : Easter Eggs (porque eu posso!)

Para os colecionadores, existem alguns itens colecionáveis à venda em hobby shops pela internet.
Escolhi apenas um deles, o modelo da Medicon: 1/5 Kamen Rider Amazon & Jungler

AMAZON & JUNGLER

Esse modelo em alta qualidade acompanha a fiel motocicleta do Amazon, a Jungler. Acho muito simpático o modelo, e se houver interesse em adquirir, segue o link de um hobby-shop que tem disponível: http://www.hlj.com/product/MEDRMW-22

Kuppi #5 : Notas finais e… A-MA-ZON!


Amazon e a simpática Jungler

Kamen Rider Amazon não é a melhor série da Era Showa, de forma alguma. É, de fato, uma série considerada muito violenta, ainda mais pelo fato do nosso amigo Amazon gostar muito de ‘tocar o terror’ na literalidade da coisa (ou seja, arrancando membros, comendo pedaços e coisas do tipo). Se você está à procura de algo incomum, algumas vezes engraçado e com tendências goreish beirando um certo nível de ‘tosquice aos moldes old school do tokusatsu, Amazon pode ser uma ótima pedida para você. Pessoalmente recomendo, já que sou fã dos Kamen Riders da Era Showa e porque tenho um carinho muito especial pelo Amazon. Leva nota C+ no geral.

NOTAS
Design: B
Personagens: A
Trama: B-
Temas: C
Desenvolvimento: B
Realidade: C


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Machiko Soga – As várias faces de uma eterna vilã

Quem acompanhou séries de tokusatsu certamente deve se lembrar de alguém que, vira e mexe, se destacava no papel de vilã, e interpretava seus papéis sempre de forma carismática e até bem-humorada, às vezes. Pois bem, esse alguém é ninguém menos que Machiko Soga – que, há pouco mais de três anos e meio, partiu para o andar de cima – e é dela que nós vamos falar nesta matéria de hoje.

Machiko Soga nasceu em 18 de março de 1938 no distrito de Hachioji, em Tokyo, e teve sua vida marcada por algumas tragédias familiares. Perdeu a mãe ainda criança, sendo então criada por seu pai. Perdeu também dois irmãos, um durante uma guerra, e a irmã, durante o parto. Apenas um irmão da atriz ainda está vivo. Seu pai faleceu em 1991.

A princípio, Machiko tentou a carreira de cantora. Mas acabou se dando melhor como dubladora, e mais tarde, como atriz. Seu primeiro trabalho foi em 1961, no programa infantil Chirorinmura to Kurumi no Ki (“A vila Chirorin e o pé de Noz”), da NHK. Quatro anos mais tarde, ganhou destaque por fazer a voz do fantasminha Q-taro no anime Obake no Q-tarō, dos mesmos criadores de Doraemon, exibido na TBS entre 1965 e 1968. Logo depois, em 68, ela ainda faria a voz do Cyborg 007 em Cyborg 009.

Como atriz, seu primeiro papel, logo de cara, foi uma vilã: God Iguana, de Ai no Senshi Rainbowman, série de 1975. No mesmo ano, ela fez uma de suas únicas personagens “boazinhas”: a bruxinha Bellbara, de 5-Nen 3-Kumi Mahou-gumi.

Mas a fama de Machiko como vilã se consolidou mesmo no começo dos anos 80, quando interpretou a sádica Rainha Hedrian, líder do Império Vader, em Denjiman (1980). O sucesso da personagem foi tamanho, que ela acabou reaparecendo no ano seguinte, em Sun Vulcan (1981).
Pouco depois, Machiko ainda faria mais um trabalho como dubladora, emprestando sua voz à bolinha falante Ballboy, de Machineman (1984). No Brasil, as duas atuações mais conhecidas de Machiko dentro dos tokusatsu foram a Rainha Pandora, líder do Império Water de Spielvan (1986) e a feiticeira Aracnin Morgana (Yonin Kumo Gozen, no original) de Jiraya (1988). Ela também chegou a fazer algumas pontas em outras séries, como Battle Fever J (1979), Gyaban (1982), Sharivan (1983) e Maskman (1987 – aqui, ela aparece no episódio 30, como a mãe do vilão Barrabás).



Em 1992, Machiko interpretou a Rainha Bandora, vilã principal de Zyuranger. Nos EUA, a série foi usada como base para a produção de Mighty Morphin Power Rangers, onde a personagem de Machiko acabou virando a Rita Repulsa. Power Rangers foi um sucesso estrondoso nos EUA e em várias partes do mundo, e a carreira de Machiko acabou ganhando projeção internacional.

Paralelamente à carreira de atriz, Machiko abriu uma loja de antiguidades, chamada Stella, no bairro de Kunitachi, em Tokyo. Ali, ela vendia artigos diversificados, como roupas, acessórios, jóias, tapeçaria e até mesmo perfumes de fabricação própria. Na realidade, a idéia da loja surgiu de uma galeria de quadros que ela mesma mantinha, no bairro de Harajuku, em meados dos anos 80. Quando não estava atuando, ela era sempre vista na sua loja, e estava sempre pronta para uma boa conversa com seus fãs.

Em 2005, foi revelado que Machiko sofria de um câncer no pâncreas, e que ela lutava há cerca de dois anos contra essa doença. Neste mesmo ano, ela interpretara uma heroína: a maga Magiel, que apareceu nos episódios finais de Magiranger. Foi seu último trabalho na TV.

Ela ainda veio a fazer mais uma vilã: a Rainha Negra da Galáxia (Ankoku Ginga Joou), do jogo Uchuu Keiji Tamashii (ou Space Sheriff Spirits), para PlayStation 2.

Em 7 de maio de 2006, Machiko Soga perdeu a batalha contra o câncer, e veio a falecer, aos 68 anos de idade. Seu corpo foi encontrado pela polícia em sua residência no bairro de Kunitachi, em decorrência de um telefonema de um funcionário de seu antiquário, preocupado com o fato dela não ter ido trabalhar naquele dia.
Chega ao fim, assim, uma brilhante carreira, marcada por personagens e atuações únicas, que vão ficar pra sempre na memória dos fãs.

Descanse em paz, Machiko Soga. Este é o tributo do J-Wave a esta inesquecível artista.

Fontes: Wikipedia, Mundo Toku, Universo Otaku, findagrave.com

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Crítica | Mirai Sentai Timeranger – Além do tempo e do espaço…

Saudações, amigos! Eu sou o Daniel “Sheider”, e hoje estou estreando minha coluna aqui no J-Wave. E, para começar, vamos falar um pouco de tokusatsu… Preparei uma matéria especial sobre Mirai Sentai Timeranger, o super sentai do ano 2000, com tudo sobre a série. Espero que todos curtam!

“Vá além do tempo e do espaço”… Assim começa o tema de abertura de Mirai Sentai Timeranger (Esquadrão do Futuro Timeranger), a 24ª série da linhagem dos Super Sentai – os “super-esquadrões”, tais como Changeman, Flashman e outros – que existe no Japão desde 1975, e perdura até os dias atuais.

Timeranger foi produzido e exibido na TV entre 2000 e 2001, e apresenta vários elementos interessantes, tendo em vista que a série foi lançada praticamente na virada do milênio. A própria temática futurista da série, baseada em viagem no tempo, é bastante sugestiva para a época. Possui um enredo complexo, personagens carismáticos e cativantes, uma excelente trilha sonora (algumas músicas nem parecem ser de tokusatsu) e efeitos especiais bastante caprichados.

Rendeu, ao todo, 50 episódios, além de um especial de TV (contando a história dos Sentais através de uma viagem no tempo) e dois filmes: Timeranger – The Movie e um crossover com o grupo antecessor, o Esquadrão de Resgate Go Go V.

 

A HISTÓRIA

Tudo começa mil anos à frente, no século 30. Lá, várias raças alienígenas de diversos cantos do universo convivem em harmonia com os humanos, e é possível viajar no tempo, para várias épocas. Aqueles que cometem delitos são congelados e colocados em compressão fria, e ficam ali por um determinado tempo. Um destes criminosos, Don Dornero, está prestes a ser enclausurado, quando subitamente recebe a ajuda de Gien, um de seus comparsas, e acaba fugindo para o século 20. No seu encalço, vão quatro recrutas do Instituto de Proteção do Tempo: Yuuri, Ayase, Domon e Sion, além do Capitão Ryuuya. Mas, quando chegam ao século 20, os quatro recrutas têm uma surpresa: Ryuuya, na realidade, era Lila, outra capanga de Dornero, disfarçada. Ela ativa o dispositivo de auto-destruição da Máquina do Tempo onde viajaram, prende o quarteto nela e foge. Mas o plano acaba falhando.

É então que os recrutas encontram Tatsuya, um jovem do tempo atual. A princípio, o estranham, por sua semelhança física com Ryuuya. Mas nesse meio tempo, Dornero e seu bando atacam Tokyo. Nisso, entra em cena o simpático robô-coruja Takku, dando ao quarteto os dispositivos de transformação chamados de Chrono Changers. Mas há um problema: eles só funcionam adequadamente com um grupo de cinco pessoas! Diante da situação, Yuuri não vê outra escolha a não ser pedir ajuda a Tatsuya. Ele aceita e recebe o Chrono Changer das mãos de Yuuri. Inicia-se, assim, a guerra entre os Timerangers e a Família Londarz, o grupo criminoso do futuro liderado por Don Dornero.

Mais adiante, um sexto Timeranger se une ao grupo: o revoltado e ambicioso Naoto, que acaba por se tornar o Time Fire.

 

PERSONAGENS:

Tatsuya/ Time Red: O único dos Timerangers que pertence ao século 20. Trata-se de um jovem gentil e humilde. Oriundo de uma família rica, bate de frente com seu pai, um empresário arrogante que só pensa em dinheiro e na reputação da família, e quer sempre controlar o destino do filho. Para camuflar as atividades dos Timerangers, acaba fundando junto com seus amigos uma empresa de fachada, a Tomorrow Research, que presta diversos tipos de serviço. Apaixonado por karatê.

Yuuri/ Time Pink: Uma policial da Divisão Anti-Máfia. Possui um ódio profundo pelos Londarz, em especial Dornero, responsável pela morte de seus pais. Durona, possui um temperamento difícil, mas vai deixando transparecer seus sentimentos ocultos ao longo da série. Trabalha como detetive na Tomorrow Research.

Ayase/ Time Blue: Um ex-piloto de corridas. É calmo, tranqüilo e às vezes melancólico. Esconde um segredo do grupo, e só o revela a Tatsuya. Na Tomorrow Research, trabalha como motorista.

Domon/ Time Yellow: Lutador profissional. Possui grande força física, e é um tanto esquentado, tanto é que costuma bater de frente com Ayase em alguns momentos. Vive dando em cima das garotas, mas nunca obtém sucesso. É instrutor de defesa pessoal na TR.

Sion/ Time Green: O caçula do grupo, um alienígena de cabelos verdes. Expert em máquinas e computadores, chegando inclusive a criar armas para o grupo. Ingênuo e inocente, protagoniza uma cena hilária com Domon em um dos primeiros episódios da série. Técnico em manutenção de computadores na TR.

Takku: É o robô-coruja navegador da Máquina do Tempo. Auxiliar direto dos Timerangers, é quem passa as informações sobre os monstros e solicita ajuda das máquinas do século 30, quando necessário.

Don Dornero: o líder da Família Londarz. Condenado a 100 anos de compressão fria, consegue escapar graças a ajuda de Gien. Inescrupuloso e bonachão. (a aparência dele lembra um pouco o Dino da Família Dinossauros… xD)

Lila: a única mulher do grupo. Extremamente vaidosa e egocêntrica. Adora dinheiro, jóias e roupas caras. Ótima em disfarces.

Gien: Um robô dourado, cientista do grupo. Contribuiu com a fuga de Dornero no século 30. É ele quem escolhe as criaturas que serão usadas em cada plano.

CURIOSIDADES:

– Na vida real, Mika Katsumura (Yuuri) foi casada com o também ator Yusuke Tomoi, o protagonista de Kamen Rider Agito. Eles se divorciaram no ano passado.

– Timeranger é a primeira série sentai na qual o vermelho não é o líder direto, já que Tatsuya não tem tanto conhecimento do que se passa no século 30. Na maioria das vezes, é Yuuri quem assume as rédeas da equipe.

– Os Time Jets – naves de combate dos Timerangers – são capazes de assumir três formas diferentes: Time Robô Alpha (a principal), Time Robô Beta, e ainda o Time Jet Gamma.

– Nos EUA, Timeranger foi usado como base para a produção de Power Rangers: Força do Tempo. A produção americana é praticamente uma cópia da série original, exceto por alguns poucos detalhes, como a introdução de um vilão novo, Ransik, no lugar que seria de Dornero. E, claro, a troca do elenco japonês por atores americanos…

FICHA TÉCNICA:

Mirai Sentai Timeranger/Esquadrão do Futuro Timeranger

Produção: TV Asahi/Toei Company

Exibido: de 13/02/2000 a 11/02/2001

Total de Episódios: 50 (+ 1 especial e 2 movies)

Elenco:

Tatsuya Asami/Time Red – Masaru Nagai

Sion/Time Green – Masahiro Kuranaki

Ayase/Time Blue – Yuji Kido

Domon/Time Yellow – Tomohide Koizumi

Yuuri/Time Pink – Mika Katsumura

Naoto Takizawa/Time Fire – Shinji Kasahara

Robô Navegador Takku (voz) – Yusuke Numata

Don Dornero (voz) – Ryuzaburo Otomo

Lila – Asami Kuro

Gien (voz) – Koji Tobe

Narrador – Hideyuki Hori

Dublês – JAC (Japan Action Club)

Fontes: Wikipedia, Mundo Toku, Supersentai.com

Por enquanto é só, pessoal. Espero que tenham gostado desta minha primeira matéria.
Até a próxima! 😉

(atualizado em 16/01/2010 às 20:53. Agradecimentos a Michel Matsuda)

 

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Crítica | Patrine – A “nova” rainha dos baixinhos – Parte 2

Nessa segunda parte, vamos relembrar um pouco da estréia da Pequena Patrine na série Estrela Fascinante Patrine. Além disso, vamos também conhecer a série produzida em 2007, que pode ser interpretada como continuação não oficial de Patrine, a série Bishōjo Celeb Panchanne.


Segunda fase: Surge a Pequena Patrine

Surge o Diabo do Inferno, o grande vilão da série, que é o antagonista ao Deus Protetor. Trazendo o caos a cidade, Diabo do Inferno seqüestra a Patrine, fazendo Deus Protetor não ter outra escolha que senão recrutar uma nova garota para defender a cidade e resgatar Patrine, assim Tomoko é escolhida e se torna a Estrela Fascinante Pequena Patrine. Não podendo revelar sua identidade, Tomoko nem imagina que sua irmã Sayuri seja a Patrine, assim as duas lutam pela justiça juntas, sem saber de suas identidades secretas.

Nessa segunda fase, as aventuras ficam em torno da Patrine e da Pequena Patrine, sempre tendo um inimigo ligado ao Diabo do Inferno.
Dando mais destaque para a nova heroína da série, a Pequena Patrine, nessa nova etapa, temos a rivalidade entre Patrine e Pequena Patrine. Na realidade irmãs, Patrine pede uma maior responsabilidade por parte da Pequena Patrine, fazendo que as duas não sejam parceiras num primeiro momento.

Patrine também ganha uma nova arma para o combate contra Diabo do Inferno, uma caixa de música que purifica as pessoas. Já viu isso antes? Sim, outra idéia que nasceu em Patrine e virou “marca registrada” em Sailor Moon.
Diferente de Patrine, a Pequena Patrine não tem uma adaga, mas uma espada, que lhe concede o poder de aparecer itens numa batalha. Logicamente, a imaginação de Tomoko é criativa, porque até dentadura gigante aparece para ajudar a pequena guerreira.

Não podemos deixar de comentar a pequena citação a Kamen Rider, a criação mais icônica de Shotaro Ishinomori. Num episódio, aparece um estranho herói que bate nas crianças que não visitam o cemitério de sua família, no dia de finados. Chamado de “A lutadora”, o traje é uma cópia do Kamen Rider 1, e esse estranho herói, sempre aparece quando crianças aprontam ao redor dos cemitérios da cidade.
Kazuya sempre visita o túmulo de sua família, não porque gosta, mas por estar apaixonado pela linda vendedora da floricultura próxima ao cemitério. Atraindo a atenção de Hideki e os outros, causa a irá de um padre que cuida do local. Eles não sabiam, mas o padre é quem chama a guerreira chamada “A Lutadora”. Tomoko, percebendo que Hideki e os outros estão em perigo, se transforma na Pequena Patrine, condenando o padre e “A lutadora”, mas muda de idéia, ao ver que Kazuya gosta da pessoa por detrás da “A Lutadora”, a garota da floricultura.
Sayuri e Tomoko estão enfeitando a casa para o natal. Diabo do inferno decide investir em seu último plano para destruir Patrine e a Pequena Patrine, criando uma bola em chamas que domina a pessoa, transformando num demônio. A pedra vai possuindo todos os personagens da série, transformando-os em demônios, restando a Patrine e Pequena Patrine a defender a cidade.

Aproveitando do caos na cidade, Diabo do Inferno seqüestra Tomoko, deixando o lar dos Murakami em profunda depressão em pleno Natal. O que Diabo do Inferno não sabia que Tomoko era a Pequena Patrine, assim a transforma numa guerreira do inferno, usando um traje escuro semelhante ao da Pequena Patrine.
Colocando Pequena Patrine contra Patrine, Diabo do Inferno que está confiante que dominará o universo, mas Patrine consegue evocar as lembranças de Pequena Patrine, trazendo de volta das trevas. Juntas, elas lutam contra Diabo do Inferno, e evocam as memórias dele com a caixa musical de Patrine. Lembrando da época de criança, Diabo se recorda de quando era uma criança e gostava de tocar sino, assim voltando a ser um cara normal.

Patrine e Pequena Patrine se emocionam por ser sua batalha final e revelam suas identidades secretas, se surpreendendo que são irmãs, Sayuri e Tomoko. No caminho, elas encontram um novo Kami Sama que dá os parabéns para elas, e retira os poderes delas, os tornando garotas comuns novamente. Sayuri e Tomoko agradecem profundamente e voltam para casa.
A série acaba na virada do ano novo, com uma grande festa num templo, onde todo elenco da série está reunido. Para surpresa de todos, quem está tocando o sino do templo é o antigo Diabo do Inferno. Todos no fim acabam tocando o sino, e o casal Murakami assiste sua família se divertindo no templo.
Versão Brasileira

Produzida pela Wildstar em São Paulo, a dublagem foi muito bem realizada, com excelentes adaptações da cultura japonesa, como também na seleção do elenco.

Para a voz da protagonista, Sayuri Murakami, entrou ninguém menos que Marli Bortoletto, a voz da Mônica de Turma da Mônica no Brasil. A dubladora é conhecida também por ter feito a primeira fase de Sailor Moon, realçando as semelhanças entre as duas séries. Marli também dublou o personagem Kazuya, amigo do Hideki e membro do clube Patrine.
O pai da protagonista teve a voz de Emerson Camargo, a mesma voz de National Kid e dono da Wildstar. A voz dele em Hayato é única, além de sua dublagem combinou perfeitamente com o atrapalhado jornalista apaixonado pela Patrine.

Tomoko, a irmã de Sayuri, foi dublada por Angélica Santos, a voz oficial do Cebolinha de a Turma da Mônica. Entre os destaques de dublagem da Angélica estão: Kevin Arnold de Anos Incríveis, Oolong e Uub de Dragon Ball Z, Akira e Esmeralda de Cavaleiros do Zodíaco e Andróide 18 de Dragon Ball GT.
Bishōjo Celebrity Panchanne: A minha esposa é uma super heroína!

Em 3 de abril de 2007, estreou uma série na televisão japonesa que satirizava a serie Patrine produzida em 1990. Colocando uma antiga heroína mirim, num novo dilema, que é estar casada e com filha, mas voltar a ser a super heroína da cidade.

Produzida na forma de dorama, pela Kyodo Television, Yomiko Advertising e Marvelous Entertainment, a série teve como principal patrocinador a loja de cosplays COSPA,e isso você vai entender durante o breve resumo da história.

Conhecemos a dona de casa, Yumiko Shinjō, ela quando era adolescente, escondia um segredo, que era a super heroína da cidade. Ganhando os poderes do Kami Sama de sua cidade, ela se transformou em Bishōjo Mask Florence. Caso ela contasse sua identidade secreta para alguém, Kami Sama a condenaria a transformando num pepino do mar (lembre-se que em Patrine ela se transformava numa tartaruga).

Um dia, ela encontra Kami Sama, que determina que ela volte a ser uma guerreira da justiça. Relutando inicialmente, Yumiko Shinjō aceita o fardo de se transformar-se novamente numa heroína, mas diferente da outra vez, ela terá que confeccionar o seu traje, ai que entra a rede Cospa, aonde ela desenvolve o seu novo traje, além de seu novo codinome, Bishōjo Celeb Panchanne.
Ironicamente, um dos primeiros motivos de risada, quando ela entra em cena, é justamente que ela não pode mais ser uma “Bishōjo”, pois shōjo significa garota em japonês. Resumindo, ela passou um pouco da idade.

Na batalha contra o mal, ela se transforma dizendo: “Ancien Régime, Tricolore!”. Ela utiliza um bastão na luta contra o mal, que purifica os vilões que ela enfrenta.
Durante a série, a filha de Yumiko Shinjō, a Risa Shinjō se transforma em Bishōjo Celebrity Panchanne-Mini (outra referência a Patrine, agora com seu sidekick Pequena Patrine).
A atriz Yuko Hanashima, que fez a Patrine original, aparece na série como amante, do marido de Yumiko Shinjō. Bela participação especial, para uma série que brinca com a série original em que ela foi protagonista.
A série teve 13 episódios e herdou um pouco do humor de Shotaro Ishinomori, trazendo características do gênero “Fushigi Comedy Series”. Vale ressaltar que quem assume os roteiros de Pacchane, também é um velho conhecido do meio Tokusatsu, o Yoshio Urazawa. Entre as séries mais famosas em que ele trabalhou foram Gekisô Sentai Carranger e Bakuryû Sentai Abaranger (adaptado no ocidente respectivamente como Power Rangers Turbo e Dino Trovão).

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O Homem Aranha Japonês

Olá, eu sou o Macgaren, e aceitando o convite do JubaKun,estou aqui para tentar colaborar com o J Wave, pois também sou apreciador da cultura Japonesa. Minha, digamos, especialidade, são séries,desenho e quadrinhos, não necessariamente apenas do Japão.

Para começar, resolvi falar de uma série que une meu personagem favorito ,o Homem-Aranha e esse mundo nipônico: A série de tokusatsu estrelada pelo aracnídeo mas famoso dos quadrinhos.

O que? não sabia que o Homem-Aranha teve uma série japonesa?então me acompanhe:

Lançada em 1978 , a série “Supaida-man” foi uma parceria entre a Marvel e a Toei, para popularizar os personagens da editora Americana no Japão,e nada melhor do que começar com seu personagem mais famoso.

Mas Esqueçam Peter Parker, Duende Verde, picadas de Aranha radioativa..à exceção do Uniforme, o personagem central não tinha nada de sua contraparte ocidental. Para começar, o alter ego do Aranha aqui era o Jovem piloto de motos Takuya Yamashiro(Interpretado pelo ator , que recebe seus poderes do último sobrevivente do Planeta Aranha. Assim, Takuya passa a combater as forças do Império da Cruz de Prata (Tetsujidan), comandado pelo maligno Professor Monstro.

A partir daí, a série segue como qualquer outra série de Tokusatsu, com o Homem-Aranha enfrentando o Monstro da Semana e contando inclusive com a Marveller, uma gigantesca Nave, que se transformava no Mecha(Robô Gigante) Leopardon.

A série durou 41 episódios e apesar de não ter feito lá um grande sucesso, deixou sua contribuição para o gênero, pois foi a primeira série da Toei a colocar o herói no comando de um Robô Gigante Para derrotar novamente o Monstro após sua derrota.Fato que se tornou corriqueiro nas séries após ela.

Segundo consta, a Marvel havia negociado os direitos de outros personagens com a Toei : o Super Grupo Vingadores, Mas como Spider Man não foi lá muito bem em audiência,a toei cancelou a série do Grupo da Marvel, mas lançou em 1978 a Série Battle Fever,que contava inclusive com um “Battle japan”Referência ao capitão América. Battle Fever foi a primeira Série Sentai a receber a denominação “Super Sentai”, exatamente por ser a primeira em que os heróis usam um Robô Gigante.

No Japão, foi lançado um box de dvds contendo toda a série,alem de um episódio especial e uma entrevista com o próprio Stan Lee..pena que as chances disso chegar por aqui são mínimas.

A série do Homem Aranha pode soar estranha ao que estamos acostumados atualmente, ou até se compararmos com Jaspion e Changeman,mesmo assim, vale pela curiosidade. e claro, esquecendo tudo que sabem sobre o Homem Aranha Ocidental..