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Japão: Encontrando Michel Matsuda em Akihabara


Voltando as histórias de Akihabara, foi muito engraçado quando saimos da Sofmap e começamos a descer escadas de incendio demos de cara com Michel. Ele tava lotado de sacolas de alguns kit pra montar de robo. Michel ficou meio perplexo, mais ainda que eu e o Renato Siqueira eramos amigos e que encontramos ele do outro lado do mundo.

Ele escrevo o blog “Universo Otaku” http://universo-otaku.blogspot.com e considero ele, um otaku old school, como eu e o Renato. Conheci ele, depois da época do Neo Animation, via a e-mails, mas eu e como ele, adoramos tokusatsu, anime e mangá. Eu sinceramente sou fascinado pelas histórias que ele conta no blog dele. Isso sem mencionar as traduções de entrevistas que ele sempre posta no blog dele.

Conversando e falando sobre séries, atores, eventos, muita coisa. Olha é bom demais encontrar pessoas como Michel. Fomos no Mc Donalds almoçar, nossa estava lotado, ficamos até em mesas separadas, e bom, Renato fez uma pergunta pertinente ao Michel: “Aonde você guarda tudo que você compra?”. Ele comentou que tinha comprado uma casa recentemente, e que um dos quartos é só pra isso. Serio, na proxima vez que eu pisar em territorio japones, to doido pra ver sua coleção Michel. Lembro que conversamos sobre permanencia ilegal no Japão, como formas de manobras isso, e Michel contou algumas historias de indianos (eu acho), sendo deportados e como é o processo de deportação.

Relendo a história contada pelo Michel, vou ter que contar a história mais adulta desse blog até o momento. Fomos no famoso Sex Shop em Akiba. É rapaz, o Renato só me apronta, e lá fomos nós ver as putarias do Japão UHU!

Com diversos andares, percebia claramente como eram pra publicos diferente. Tipo, subindo os andares, tinha um andar só pra casais, com vibradores, cremes, oleos e coisas do tipo. Subindo mais um andar, fomos no andar pra punheteiros. Juro que vou ficar contrangido de contar essa história no blog, mas ok vamos lá. O andar era especializado em desde latas de refrigerante que na verdade você coloca outra coisa dentro da lata (foi isso que vocês pensaram), calcinhas usadas com fotos das donas com o rosto tampado e também bonecas inflaveis, como também só aquela parte da mulher, sem ofender mas já falando, a vagina. Tinha de todos os tipos, tamanho e até as desenhadas em forma de animê. Também tinha aquelas bonecas em tamanho natural e peso em traço anime, pra quem quer ter uma esposa tipica de personagem de animê.

Indo para o andar debaixo, Renato foi mostrar o poder do vibrador. Na frente de diversos casais japas, ele me liga um vibrador que parecia uma britadeira. Ataque de riso universal aconteceu na hora. O pior, o casal do lado, quando renato saiu, pegaram o vibrador e fizeram a mesma coisa.

Depois disso, voltamos a ver coisas normais em Akihabara, fomos embora umas 18 horas, pra encontrar a Sae, para assistir Anison X´no Tokyo International Forum. Lembra que tinhamos sido convidados pela Yumi Matsuzawa? Então, no Show, era Hironobu Kageyama, Hiroshi Kitadani, a Yumi Matsuzawa, entre tantos outros artistas. Foi uma coisa muito legal, principal ouvir Kageyama cantando com uma orquestra.

Voltando para o Michel, ele comentou isso no meu blog ontem: “Ótimos posts sobre o Japão, Giuliano. Acredito que você deve estar bem atarefado, já que estamos em março, e só agora você está contando suas peripécias. Sempre me esqueço, mas tenho que colocar o link do seu blog no meu. Ah, e tem que falar do nosso encontro acidental em Akihabara…HeHeHe! Cadê a foto que tiramos juntos? Aliás, falando em Akihabara, meu amigo Koji, do Neo Animation, apelidou este bairro de “Liberdade Perfect Grade” (numa
paródia aos Gundam Perfect Grade). É quase igual ao bairro da Liberdade…HáHáHá!Espero seu retorno aqui, meu amigo!”.

Eu vou sempre que puder, eu vou tentar ir aí. Eu adoro o Japão, fui conhecer o país e eu achei lindissimo e até mesmo pra hobbies que eu pensei que não tinha mais, me fez comprar mais e mais. Com certeza eu vou voltar pro Japão e quando voltar, vou te avisar pra continuar os papos e você me mostrar um pouco mais sobre sua cidade e também Tokyo. Muito obrigado cara e caso vir visitar o Brasil, mê mande um e-mail, porque você sabe que sempre esta convidado. (mesmo que aqui não tenha tanta graça como aí)

As histórias de Akiba ainda não acabaram. Até a Potato, no próximo post.

Para quem quiser ver o post sobre meu encontro com Michel no Blog dele, ta aqui http://universo-otaku.blogspot.com/2008_12_01_archive.html



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Japão: Dormindo num hotel capsula


No domingo, saindo de Akihabara, eu decidi encarar o desafio e dormir num hotel capsula. Graças a Sae e o Renato, encontramos um hotel capsula em Mitaka e fomos pra lá.

O gerente do hotel foi muito bacana e me arranjou um “quarto” sem cliente em cima, pra nao me incomodor. Ele comentou que é normal chegar pessoal bêbado de madrugado, por isso me colocou no ultimo “quarto” do corredor, pra eu dormir mais relaxado. Adorei que na minha capsula tinha computador, foi muito legal.

Ele comentou que todos os sites estavam liberados, resumindo, putaria eu poderia ver a vontade rs. O Renato que não é nada santo, comentou que adoraria ficar vendo putaria, mas fala serio. Eu lembro q capotei legal no quarto.

Acordei, vesti o roupao/quimono, e o gerente me ajudou a achar o banheiro. Confesso que tava boiando nas coisas ali. Tomei banho, fiz a barba, fechei a conta e tomei café na mesa perto do banheiro. Varios japoneses ficavam de roupão e vc percebia claramente que eram empresários que estavam passando hora ali porque dormiram bêbados e agora liam jornal e depois iam pro seus escritorios.

Dando umas 10 horas eu me despedi do pessoal do hotel, e dei uma volta em Mitaka. Encontrei com Renato e fomos pra faculdade conversar com Eliseu, professor que iria me hospedar em Tokyo.

Depois fomos pra Nakano, que é a meca dos otakus old school. Muita coisa legal por lá. Bom, tem muita história pra contar pouco tempo pra escrever. Prometo tentar consertar isso no futuro.

Sobre o hotel, a conta de um hotel capsula é 3.500 ienes, na atual cotação, uns 42 a 43 dolares, portanto uns 100 reais.

Hoje post super rápido porque estou escrevendo material pra revista Neo Tokyo. Amanhã se tiver tempo, eu posto mais.

Continuem postando comentando o que acharam do meu blog.

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Japão: Sim, nós fomos na Jump Festa – parte final


Encerrando os posts na Jump Festa, falaremos da comemoração de 10 anos de Naruto no Japão. A importancia de Naruto e seus 10 anos era tão importante, que no logotipo do evento estava o logotipo especial dos 10 anos de Naruto.

Parece que Naruto está em reta final na Jump, mas isso não muda o fato as atrações que Naruto tinha dentro do evento. Pra você ver, eu e o Renato recebemos uma peça de quebra cabeça que deveria ser usado numa tela q a gente viu depois, aonde montavam imagens do Naruto, com peças que eles davam ao público.


Sobre o público, Renato tinha falado que os únicos que são “sem educação” são os otakus (nerds), que batem nas pessoas sem pedir desculpa. Mesmo assim, não aconteceu, mas ele me deu o aviso. Agora, pra quem visita eventos no Brasil, na boa, se aquilo foi falta de educação no Japão, se eles viessem pro Brasil, seria o que?

No evento eu encontrei o Chise, figura conhecida da Otakunet, graças a ele postar muitos animes na internet. Graças a ele, os doramas ficaram conhecidos, já que ele ajudou no lançamento de Densha Otoko pelos fansubbers brasileiros. Chise é um cara muito engraçado e já tinhamos conversado algumas vezes pelo skype e no evento marcamos de se encontrar. O amigo dele, também brasileiro estava de cosplay de Tsuna, da série Reborn.

Fomos depois no stand da Square Enix, e os preparativos era pro jogo novo no DS de K. Hearts. O stand chamava a atenção, principalmente com o telão passando duelos do jogo Dissidia para PSP.

Como fomos também pra comprar coisas, decidimos ir para a fila de comprar na Jump Festa, assim saimos do evento e fomos pro outro lado. Confesso que tomei um susto da organização japonesa. Ficamos num lugar imenso, separados por fitas, aonde deveriamos escolher o que tem no catalogo da jump, pagar no caixa e ir retirar os produtos num deposito depois. Peguei baralho do reborn, dois posteres de reborn, 4 cartoes postais de reborn. Pior que era a unica série q eu queria algo, pq se tivesse produtos do Dragon Ball, eu teria comprado.

Assim, ainda voltamos pra dar uma olhada pela ultima vez no evento. O evento acabou, fez uma fila imensa no metro, portanto decidimos andar no shopping ao lado do evento. Lá eu acabei me apaixonando por uma mala da Nike, do tipo que os alunos japoneses usam na escola, e comprei. Tudo bem que tem gente zuando até agora que tenho uma mala de estudante, mas to nem ai.

Quando o metro esvaziou, voltamos e pegamos o trem rumo a Tama. Portanto, fomos sentido a Musashi Sakai, e mudamos de companhia de trem, pegamos a Seibu, de lá, fomos até Tama. A região de Tama parece uma cidade de interior e foi muito legal ficar lá. Dormi num hotel com ofuro e foi a primeira vez que eu usei ais o nihongo do que de costume.

Era domingo de manhã, sai do hotel, minha tia me ligou e ficamos uma meia hora no telefone. Enquanto isso o Renato chegou e tomamos café numa padaria francesa ali perto. O sistema de pegar pãos é exatamente como a padaria Itiriki da liberdade copiou dos japoneses.

Conheci a namorada do Renato, lembro que pensei que ela tinha me interpretado mal, mas o Renato disse o que aconteceu. So que infelizmente nao posso citar aqui por falta de educação e falta de privacidade.

De lá fomos rumo a meca Otaku, o bairro de Akihabara. Esse era meu terceiro dia em Tokyo, excitante, não?

Vale uma nota final, dias depois eu conheci um garoto chamado Keita, que faz faculdade de lingua portuguesa na faculdade que eu acabei dormindo na semana que fiquei em Tokyo. Bem, Keita me explicou que os japoneses usam a palavra Festa do espanhol/portugues, no enfase de parecer uma grande festa, diferente de party ou algo do tipo. Em resumo, mesmo que esse seja o sentido de Jump Festa se chamar Jump Festa e não Jump Party, fica uma nota pessoal que quero mais “festas” assim e não a bagunça que alguns traduzem no Brasil, como evento de anime e mangá.


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Japão: Sim, nós fomos na Jump Festa – parte 2


Continuando o post anterior, como havia comentado é impossivel falar de Jump Festa num único post, portanto continuamos com a parte 2.

Muitas séries principalmente bonecos, foram anunciadas na Jump Festa, olha que engraçado, muitas dessas séries se resumiam a Saint Seiya e Dragon Ball.

Quero corrigir o post passado e falar que duas franquias do passado sempre são exaltadas pela própria Jump, o Slam Dunk e Dragon Ball.

Vale uma curiosidade que num dos passeios, tinha um stand com uma fila de uma hora, com produtos da Jump públicado em outros países. Gostaria muito de ter visto se tinha mangás brasileiros na pilha, mas com fila de uma hora pra poder olhar os mangás, sem chance.



No novo jogo do Bleach, a Sega colocou as garotas que apresentavam o jogo vestidas de Shinigami. Uma maravilha como sempre.

Quero lembrar que aonde foi a Jump Festa, no Makuhari Messe, é o mesmo local aonde ocorre o Tokyo Game Show. E o lugar é belissimo e desenvolvido para eventos, gostaria muito de ir num Tokyo Game Show, mas já tive a sensação já q tinha muitos stands de empresas de jogos da Jump Festa.

Quero comentar uma coisa em especial que eu vi, sobre cosplay. Todos ali, traziam sua mala de rodinha, pequena, deixava parada e trocava de roupa ali mesmo entre as pessoas. As vezes, eu olhava pra baixo, via um cara ou uma garota trocando de roupa sem timidez nenhuma. Arrumados, eles iam com sua mala pra um corredor entre os dois predios do Makuhari Messe, aonde com uma faixa de segurança os cosplays ficavam ali fazendo poses para fotografos de plantão. Simples rapido e sem uma “empresa” para mimar. Gostava quando fazer cosplay era isso, tenho saudades dos primeiros eventos de anime no Brasil por causa disso. Naquela epoca cheguei a cogitar a fazer cosplay, mas agora velho, é uma vaga ideia que está morta e enterrada.

A Jump tava anunciando muitas séries de Dragon Ball, provavelmente por causa do filme americano e também da série de tv, Dragon Ball Kai que estreia em abril no Japão.

Sobre a Cospa, tinha um stand incrivel de itens de cosplay e outros itens, dessa empresa. Como era natal, a Cospa como qualquer outra empresa, fazem sacolas “encalhe” que são produtos que não venderam bem, a preço de banana. Mas o detalhe é SURPRESA, vc só sabe o tamanho das camisetas, mas não sabe como elas são. A besta aqui quis experimentar e se deu mal. Veio um lenço do Ruffy, do One piece, uma toalha de um personagem anime q eu nao conheço, uma camiseta branca do Gintama e uma camiseta preta do cavaleiro de peixes, escrito “Dead Rose”. Yes, de tanto cavaleiros, veio o cavaleiro mais viado pra eu usar camiseta. Renato ficou rindo da cara da minha derrota, mas fazer o que né.

As aventuras da Jump Festa continuam no próximo post.

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Japão: Primeiro dia corrido em Tokyo


Acabei saindo 10:30 da manhã de Hekinan, rumo a Nagoya, para pegar trem bala para Tokyo. Nervosismo? Muito, pq por mais q você saiba se comunicar em japones, bate uma vergonha misturado com medo de conseguir as coisas corretamente.

Pois bem, eu consegui errar duas coissas antes de chegar em Nagoya, primeiro eu fui pro vagão do lado contrario rumo ao ponto final de hekinan, depois eu fui descer em kariya shi e nao a estação de kariya pra fazer baldeação em nagoya. Pessoal que eu fui tirar duvida, me explicara, apanhei pra entender a diferença do karya shi pra karya, mas blz.

Desci na estação de Nagoya. Muita gente pra todos os lados, e bom, um funcionário da JR me ajudou a usar os bilhetes de trem. Não sabia que comprando os dois bilhetes, vc tinha que passar os dois ao mesmo tempo na maquina (eu tinha colocado um de cada vez). Pois bem, peguei o Nozomi, era umas 11 horas, cheguei em tokyo meio dia e meio. Lembrando que cruzei mais de 300 quilometros nessa viagem em uma hora.

Descendo em Tokyo, liguei pro Renato, e nos encontramos na estação. Ele precisava passar no Hello Work, pra ter informações de trabalho no Japão, então acompanhei ele.

Depois, fomos pra Shibuya e eu tava usando uma camiseta com a frase “minha cabeça explodiu” e foi bem isso que aconteceu. Ver tudo aquilo, não tem como eu descrever em palavras. Realmente eu estava no Japão, mas até então eu ainda não tinha visto o Japão que eu vejo na televisão. E lá vamos nós, fomos em muitas lojas, babei muito em ver bonecos de tokusatsu, changeman e jaspion em vidros, intactos. Engraçado que dois amigos japoneses olhavam pra mesma vitrine e um deles comentava em japones “pô, essa era a série q eu adorava quando era pequeno”, ai o outro falava: “verdade? que legal” e tal. Muito engraçado ver esse tipo de coisa.

Vale lembrar que Renato é um amigo muito engraçado e muitas vezes eu disparava de dar risada e não parava mais. Numa das situações foi quando ele disse que a coleção dos gundams daquela loja era foda, ai ele pegou um dos bonecos pra eu ver e olhou com uma cara de decepção e soltou: “menos esse”. Vendedores da loja não entendiam pq eu ria tanto.

Estar com Renato, tb me fez ver po quanto era bom falar em portugues e as pessoas nao entenderem nada. Muitas vezes, Renato falava no metro, “pega a japonesa do seu lado”. Tipo, vamos explicar isso, no metro em Tokyo, os japoneses ligam o “sleep learning”, simplesmente dormem, e não muitas vezes eles caem em cima de você. Numa das vezes, uma garota lindissima de blusa de tigresa, caiu sobre mim e ai o Renato me solta essa perola.

Depois fomos encontrar a Sae (senao me falha o nome dela, valeu Renato por lembrar), que veio pro Brasil ver o show do Jam Project ano passado. Ela foi muito legal, e tipo treinei meu nihongo todo errado, com ela. Agradeço ela de montão por causa disso.

Fomos pro show da Yumi Matsuzawa, num restaurante fechado pra o live. Ela como a manager dela, recebeu a gente muito bem. Acabamos ganhando um documentario em dvd, do show dela no Sana.

Olha, ver um show pra umas 40 pessoas, da Yumi, foi algo sensacional. Assistir e ouvir músicas como elas deveriam ser executadas (sim, critico o acustico do Brasil, não gosto muito), foi otimo. A Yumi quis conversar comigo, mas meu nihongo nao é rapido o suficiente, ai ela soltou “eu quero suco de limão” brincando com a frase q ela aprendeu quando foi ao Sana. Eu e o Renato rimos dela falar essa frase em portugues rs.

Acabou que ela nós convidou pra ver o show de natal, que ela, kageyama, o endo e os demais tocariam no domingo. Assim, saimos mais cedo do jantar, pq o renato precisava arranjar hotel pra mim dormir. Sim, o professor que eu ia me hospedar viajou no fds, por isso no fds eu dormiria em hoteis, o que me prejudicou no futuro.

Dormi num hotel da jr na estação de musashi sakai (valeu por corrigir de novo Renato), um preço altissimo (o mesmo valor do trem bala). Descobri no dia seguinte que era um hotel cheio de empresarios e bom, foi legal. Tomei café na cafeteria do hotel, muito bom inclusive e fui encontrar o Renato. Partimos rumo ao maior evento que estava rolando no Japão, a JUMP FESTA.

Continua.

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Japão: A primeira semana x fuso horario infeliz x e a vida é um animê

Confesso que meus primeiros 5 dias no Japão foram bem mornos. Foram entre aprender no horario corrreto e ficar passeando na cidade do Minoru, a Hekinan, que fica uma meia hora de Nagoya de trem.

Agora, uma parte polêmica da história é a primeira segunda feira no Japão. Eu colocando a cabeça na porta da varanda eu vi uma cena tirada de um animê.

Vi colegiais iguais os de desenhos japoneses, nas mesmas poses e fazendo coisas tipicamente de animes. A cena que eu vi, foi uma colegial atrasada, pedalando a bicicleta rapidamente isso umas 7 e tantas da manhã. Na hora veio a Serena/Usagi de Sailor Moon correndo pra escola com uma torrada na boca e ficando do lado de fora da sala.

Pode parecer besteira, mas até desci na rua pra conferir os estudantes indo na escola. Minha cabeça literalmente explodiu vendo todos correndo pra escola. O cenário, as pessoas correndo, os uniformes, tudo era irreal demais. Foi um tapa do tipo “acorda rapaz, vc ta no Japão” e foi exatamente isso que aconteceu. Não vou esconder que desde pequeno vejo desenho japones e cheguei a fazer coisas como comprar fitas de vhs de um amigo q arranjou das antigas locadoras piratas da liberdade de Sailor Moon Super S e Sailor Moon Stars.

Tenho amigos como Dimitri e Bernardo que tiveram a sorte de viverem o colegial japones. Eu gostaria muito de ter vivido essa chance, mas quando descobri q o Rotary Club enviava alunos pro Japão, eu não era mais colegial. Alias, o proprio Ricardo Cruz, jornalista, cantor do grupo Jam Project, tradutor e grande amigo, também foi a primeira vez no Japão, pelo Rotary Club.

Voltando a cidade, eu andava pela cidade e mirava a camera pra tudo que era lado, mas sempre quando tava vazia. O minoru pos medo em mim que se achassem q eu fosse terrorista, os japoneses iam me colocar no xilindro.

Um nos dias, eu jurei pra mim q ia pedir pra tirar foto com algum estudante indo pro colegio, e o Minoru disse “a hora é agora”. O nervosismo foi tanto que eu consegui esquecer a camera dentro de casa duas vezes, quando cheguei na rua, fiquei com vergonha. Em consequencia a isso, eu tava usando a camiseta do Coringa do filme Batman: O cavaleiro das trevas e uma porrada de garotos viram gritando algo parecido com: “JOKAR! JOKAR!”. Fiquei timido pacas e voltei com a cara da Derrota. Agora deixemos esse papo pra lá.

A primeira vez que fui num restaurante foi comer Kare no Coco House (Não vale rir do nome). Minoru explicou como era pra pedir, o numero da pimenta, quantas gramas de arroz, salada ou uma porçao extra. E bom, queria pedir logo o grau mais alto do Kare, mas Minoru me achou um louco e bom pedi o número 2. Quase morri, e pensei “Porra, se esse é o 2… O 10 é o que?”.

Alias, na mesma semana, fomos no mercado. Comprar papel higienico, frutas, sorvete e melon pan com gotas de chocolate. Descobri que no japao, a caixa é miguelona e te dá apenas uma Sacola, LITERALMENTE IMPOSSIVEL COLOCAR TUDO DENTRO.

No outro dia, fomos no Mc Donalds, provar o MEGA MAC, a versão japonesa especial de BIG MAC, com 4 andares de carne inves dos tradicionais dois andares da versão brasileira. Apanhei pacas pra pedir e o Minoru me ajudou. Descobri que no Japão se pede lanche pelo numero, mas o numero nao vem com batata frita e coca cola (por isso tem q evocar o “SETO” set complet0). Outra coisa que achei engraçado foi a sobremesa, era um sorvete com bolo, muito bom, mas a aparencia parecia um bolo q caiu no chão. Ai veio a surpresa do dia, no Mc donalds como em tudo no Japão, vc tem q separar o lixo, portanto como Minoru falava: ” a gente trabalha pro mc donalds”. Ai tinha um buraco pra colocar o gelo do copo, outro pra tampa e o canudo, por fim papel e papelao da embalagem do lanche.

Muitas noites, eu falava pro Minoru sair comigo de madrugada pra tirar fotos (assim eu aparecia nas fotos) e nao vou negar q devo ter enchido muito o saco do Minoru por causa disso. Nisso se passaram 5 dias, e a verdadeira aventura começaria, com Renato me esperando em Tokyo. Sexta feira, marcamos de nos encontrar em Tokyo, pra isso eu precisava pegar o trem bala de Nagoya pra Tokyo. Pq eu ia pra Tokyo? Primeiro pra conhecer a cidade, mas segundo pra ir no maior evento OTAKU que iria rolar naquele final de semana, justamente a festa de 40 anos da revista SHOUNEN JUMP, A JUMP FESTA. E, sim, eu fui.

Relaxa que as aventuras no Japão ainda nem começaram e por isso esperem o próximo capítulo na J-WAVE.

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Um pouco sobre a mudança de comportamento do otaku ocidental e a cultura de massa nipônica

Estava conversando no orkut sobre a revista Neo Tokyo, aonde eu assino as colunas Play, Live Action e Curiosidades.

Bom, a conversa era sobre a mudança do foco da revista, deixando para segundo plano o animê e mangá e focando mais no dorama e jmusic.

Bom, achei que respondi meio exagerado, mas quero aproveitar e usar o mesmo pensamento aqui no blog. Logicamente que tenho alguns amigos, como FX, que mora no Japão que vai discordar comigo, sobre o quesito pirataria, mas tudo bem.

Vamos ao o que eu escrevi lá:

“A revista mudou seu foco, pq o público mudou o foco. O público abraçou a jmusic, como doramas, como categorias complementares ao animê e mangá e por isso se é pra se falar mais desses gêneros, que venham.

Logico que a edição atual talvez seja uma coicidencia de materias de jmusic, já que escrevi a materia de Naruto de trilha sonora e a da banda D. Além disso a radio animix colaborou na revista com a materia do Toshi. Isso foi uma coicidencia de assuntos abordados tornando a edição focada em jmusic.

Sobre doramas, assinei a Dragon Zakura dessa edição e assinei a de tokusatu, Zyuranger. Acho que dorama conquistou seu espaço e lhe garanto, esse ano será o ano do Tokusatsu na Neo Tokyo. Muitas matérias já foram entregues por minha pessoa, pra o editor da revista.

Sobre o subtitulo da revista, sim, ela foi a revista que se dedicava animê e mangá, sendo que hoje está mudando o foco.

Do mesmo jeito que a revista mudou colocando Naruto na capa, pq o leitor compra se tem o Naruto na capa, hj a jmusic com tantos shows pelo Brasil, ganhou seu público fiel e tb presente na revista.

Logicamente é uma interpretação pessoal, como colaborador da NT, e não a resposta oficial da Escala/revista/editor e assim por diante.

O que percebo q a revista tirou seus reviews de anime e manga, optando por matérias grandes. Não sei se isso é bom ou ruim, mas sinceramente gosto de ler materias mais detalhadas sobre xis assunto.

Ai que eu te falo, a maioria dos doramas sao baseados em mangas, portanto continuam na mesma categoria. A maioria dos doramas que foram falados na revista sao baseados em shoujos, ou fazem referencia a cultura otaku, como Densha Otoku.

Fomos a primeira revista a abrir espaço para os doramas, começamos com Trick e Densha Otoku na edição 13, sendo que em sua grande maioria, todos os doramas que abordamos, como Hana Yori Dango, Hanakimi e Dragon Zakura (dessa edição inclusive) foram inspirados em seus respectivos mangas.

Recentemente fui convidado a dar uma palestra em São Paulo para um público diferente do nosso já que foi pro Rotary de São Paulo. A palestra foi por causa da minha viagem ao Japão e um exemplo q eu utilizei na mesma foi o seguinte. Imaginem o Wikipedia, em seguida, imaginem que os jovens que cresceram com Cavaleiros do Zodiaco e Dragon Ball, hj tem acesso a desenhos, com diferenças de menos de 24 horas em exibição no Japão graças a internet. Agora, imaginem que esse mesmo jovem, pesquisa sobre o cantor e descobre que ele tb atua como ator em novelas (doramas), e assim por diante. Hj o perfil do publico fã de anime e manga mudou graças a internet.

Como publicitario, falo que somos o publico secundário, terciario, de música japonesa e doramas. Somos o mesmo publico que numa comparação, lê a revista Caras no cabelereiro. Não somos o comprador da revista, mas mesmo assim temos acesso a seus anuncios. Graças a internet, somos um publico que originalmente nao eramos os target dos japoneses, mas até eles sabem que somos usuarios e que com isso o mercado dele foi afetado, ou melhor expandido. Cases como Naruto estão ai pra provar que a internet foi o grande empurrão da série e não estrategias de marketing em torno da mesma.

Talvez por isso, sites como legendas.tv briguem com APCM sobre o que é pirataria e liberdade de expressão. No momento que se tomam medidas de fechar sites de legendas e fansubs por ai, fecham nossos olhos e nossas bocas pra a liberdade em acesso de conteudo digital.
Nao defendo a pirataria pq ela está errada, mas graças a fansubs, muitas séries se popularizaram entre os otakus antes mesmo delas serem adquiridas no Brasil. Um exemplo claro que Evangelion foi o primeiro case assim, o fansub BAC na epoca, especulavam q tinha vendido mais de 3000 copias da série, isso há quase dez anos atrás. Na mesma epoca, a serie foi comprada pela emissora Locomotion, fazendo um grande sucesso por aqui.
Então o perfil do jovem hj é pesquisar, descobrir e ter acesso a um mundo totalmente desconhecido pelos empresarios brasileiros.
Na palestra, o amigo Renato Siqueira, comentou que se de repente a china tivesse virado moda na televisao dos anos 90 pra cá, hj estariamos pesquisando sobre ela. Quem sabe pesquisando novelas da Finlandia. O que interessa que o Japao e em consequencia a Coreia do Sul estão trazendo uma cultura de massa que agrada novas parcelas de publico ocidental e a Neo Tokyo e é uma das poucas publicações que serve de ponte a essa cultura de massa “considerada” exótica por muita gente, mas que realmente criou seu nicho de mercado por aqui.
A resposta ficou grande, mas hj nao existe mais um foco, pq os leques de oportunidades em serem abordados se tornaram imensos. E é por isso que hj uma publicação estilo neo tokyo existe falando de series totalmente diferentes e ineditas por aqui, diferente de uma publicação estilo revista Heroi que realmente abordava só o que existia no Brasil. Nós consumidores mudamos e a forma de se escrever e abordar teve que ser mudada. ”

Acho que exagerei no papo cabeça no orkut… Espero nao parecer Cigano Igor. Fui.

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Japão: No avião…

Acho que uma das coisas que mais me perguntam é como vc conseguiu ficar 27 horas dentro de um avião? Rs, vamos dizer q quando vc ta la dentro, vc não tem muitas escolhas rs.

Falando serio, o serviço da JAL foi perfeito, desde as aeromoças, a serviço, tudo perfeito, meu unico problema foi na ida que os filmes nao tinham opção de troca de dublagem, resumindo.. Todos filmes dublados e legendados em Japones.

Isso foi meio frustrante, mas lá foi eu viajando assistindo Batman: O cavaleiro das trevas, Chipmunks, Mumia 3, Hancock e dois filmes japoneses legendados em ingles.

Bom, na metade da viagem desceu um telão exibindo Hancock dublado em japones e legendado em portugues.

Agora engraçado mesmo foi o filme japones q eu vi aonde um cozinheiro gordo nao conseguia namorar. Ai ele usa um traje especial com aspirador de pó q ele vira um modelo todo famoso, mas a mina q ele gosta, não gosta dele naquela forma.

O filme é muito engraçado, principalmente na cena q ele vai sair com a modelo mais famosa do japao, e eles vao tomar banho juntos e a fantasia começa a se desmanchar, e seu corpo começa a rasgar o traje .

Descendo em Nova York, foi tranquilo, mas pela demora, não tive tempo de andar nas lojas em NY, assim entrei de novo no avião, rumo a Tokyo.

Não preciso dizer q era a mesma aeronave, portanto os mesmos filmes. A diferença que até agora tinham se passado 8 horas, mais 3 horas no aeroporto de NY, seriam mais 12 horas pra chegar em Tokyo, resumindo, já estava so o bagaço.

Essas 12 horas, eu fui escutando Nerdcast, não sei como conseguir ouvir tantos. A viagem foi meio tempestuosa pq do meu lado tava uma mulher da mesma faixa de idade q eu, mas com dois filhos pequenos. Os tios dela estava na cadeira da frente e resumindo, as aeromoças achavam q as duas pestinhas eram meus filhos. Otimo ne? Eles toda hora apertavam o botao de chamar a aeromoça.

De qualquer maneira, eu consegui desmaiar e acordei umas 3 horas antes de chegar em tokyo. Assistindo uma cena incrivel…. Vi um por do sol no oceano congelado, sendo que uma hora depois o mesmo oceano, estava nascendo o sol de novo. Coisas do fuso horario não é mesmo? Foi lindo ver o sol ir descendo e nao desceu, ele voltou a subir.

Chegando em tokyo, o aeroporto parecia um rpg de Final Fantasy, parecia q eu ia precisar subir de nivel 3 vezes pra sair de lá.

Assim, entreguei a papelada de quarentena, passei no primeiro nivel, abrindo os portoes, depois entreguei meu passaporte e fiz minha indentificação. Ironico aqui, q quando a garota passou meu passaporte num codigo de barras a maquina ficou em portugues me deixando pasmo. A garota era linda, devia ter entre 18 a 20 anos, usando uns trajes vermelhos tipo policial, mas parecia um filme de antigamente. Eu passei, ai foi a vez de pegar as malas e sair.

Fiquei uns 5 minutos pra me situar, já que saindo do avião tudo era diferente. Indo pra direção de voos domesticos, fiz o check in novamente, e encontrando alguns brasileiros q estavam no avião. Quando vc viaja mais de 27 horas junto com as mesmas pessoas, vc fica intimo das pessoas. Resumindo, trocamos msn, marcamos q ia na balada, que eu ia visitar eles e inclusive marcar um churrasco quando eu fosse voltar pro Brasil.

Cheguei no Japao era uma hora da tarde, fazia frio, pra quem sofria de calor e dormia com ventilador ligado, parecia estranho.

Descemos na sala pro vôo, enquanto isso peguei o celular pra ligar pra casa, além de comprar uma coca cola. Meu primeiro choque no Japao, a tampa da coca explode, pq a coca do japão tem bem mais gás que a do Brasil. Abrindo a mala de mão, descubro que minha mae deixou um Bis no fundo da mala. Rs, bateu um pouco de saudade na hora, mas eu ainda não tinha chegado no meu destino. Ofereci bis pro pessoal, pessoal comeu, tomando coca cola e bom, chegou a hora do vôo. Liguei rapido pro Fabio e pro Minoru pra irem me buscar no aeroporto em Nagoya e ai entrei no avião.

O avião da Jal pra Nagoya era bem menor e assim sentei bem espaçoso dessa vez. Foram 50 minutos pra chegar em Nagoya. O aeroporto é numa ilha artificial e sinceramente a sensação é muito estranha, pq o aviao desce no mar. Dá uma aflição vc descer sem ver terra.

Peguei minhas malas e fui no corredor. Engraçado vc ser gaijin na terra dos samurais (que texto cliche), pq as pessoas notam vc demais. Vc não consegue ficar invisivel. Assim eu andava com uma camiseta do jovem nerd, passou um grupo de estudantes do lado, e todos olharam pra minha cara. Assim que abri a porta, vi o Minoru do outro lado. Nossa foi bom ver um rosto conhecido na terra de desconhecidos. Logo em seguida apareceu o Fabio, o FX. Entramos no carro dele, pensando q eu ia pra casa do Minoru, mas estava errado. Iriamos cair na gandaia em Nagoya. Nem o Minoru e nem o Fabio ia me deixar dormir as 18 horas da tarde de sabado.

Continua no próximo post.

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Rain – O Super Star número 1 da Ásia ganha o Mundo


            A música coreana está ganhando o mundo e Rain é mais uma das promessas internacionais nesses últimos anos. Excelente cantor, dançarino, modelo e ator, Rain é um artista completo da agência JYP Entertainment.

Perfil

            O nome verdadeiro de Rain é Jung Ji Hoon, ele nasceu em Seoul, na Coréia Do Sul, no dia 6 de junho de 1982. Rain tem 1,84 m e 75 kg e seu tipo sangüíneo é 0+. Ele tem como hobbie: ver filmes e músicas, além de comprar roupas e sapatos. Seus atores favoritos são: Charlie Chaplin and Seok-Kyu Han e seus cantores são: Michael Jackson, Janet Jackson e Usher.  

            Rain se formou na Universidade de Kyung-Hee em Artes Pós-Moderna e atualmente está cursando na Universidade Dan-Kook o curso de Maj. Em Artes.

            Seu interesse por Hip Hop e R&B veio quando ele estava ainda na sexta série, equivalente ao nosso ensino fundamental.

Rain – Pi – Bi – YU – Como se fala o nome Rain?

            A palavra “rain” (chuva em português), tem algumas formas bem diferentes de ser chamado pelo mundo, em particular na Ásia, ganhando diferentes nomes em cada país que passa. Na Coréia do Sul, o nome de Rain é Bi, enquanto isso seu nome no Japão é Pi. Na China, seu nome também varia sendo chamado de Yu, enquanto isso nos EUA, Canadá e toda Europa, seu nome é pronunciado como a palavra inglês Rain.

Carreira

            Jung Ji Hoon na adolescência entrou para boy band chamanda Fanclub, que tiveram uma vida curta, lançando apenas 3 singles no final dos anos 90.

            Os problemas de Jung Ji Hoon começaram quando sua mãe ficou doente e ele estava sem dinheiro, assim tendo que passar uns apertos financeiros com sua irmã, para tomar conta de sua mãe.

            Não querendo abrir mão do seu sonho de ser um cantor, Jung Ji Hoon continuou a ir a audições de gravadoras na Coréia. Ironicamente, um dos motivos que teve rejeição em uma audição em especial, segundo próprio Rain numa entrevista a CNN, foi por ele não ter Pálpebras duplas, uma característica em especial na Ásia que era de interesse dessas agências/gravadoras.

            A vida de Jung Ji Hoon mudaria completamente, ao ser aprovado na audição da agência JYP Entertainment. Park Jin Young, CEO da agência, tendo interesse nele, o contratou assim fazendo Jung Ji Hoon sofrer por treinamentos adequados e também atuar como dançarino de fundo de alguns artistas. Esse treinamento que levou alguns anos, transformava Jung Ji Hoon, assim nascendo o nome Rain.

Debut

  Em 2002, Rain estreava nas lojas, com o álbum, o “Bad Guy”, que ficou em 9º lugar nas lojas coreanas no mês de estréia, ficando e 45º como álbum mais vendido naquele ano.

  Sua estréia foi muito bem recebida pelo público coreano, assim Rain faturou os prêmios: MBC Top 10 Artist Award, KBS Music Award SBS Music Award, SBS Seoul Gayo Award, M.NET Music Video Festival, KMTV Korea Music Award e Golden Disc Award. 

Rain nos doramas

             Semelhante a outros cantores de sucesso, Rain também foi para televisão para atuar em doramas. Sua estréia foi em 2002, com a série Orange, seguido em 2003 com a série Sang Doo, Let’s Go To School que foi o debut do cantor como ator.

            O grande sucesso na carreira de Rain como ator, foi com a série Full House em 2004, aonde todos os episódios superaram a audiência de 30% no país. Full House conta a história de Han Ji-Eun que enganada pelos amigos, vai a China por um falso concurso do banco, o que ela não sabia que seus amigos enquanto ela viajava, eles venderam sua casa, assim deixando ela totalmente sem nada. Dentro do avião, ela reconhece o ator Lee Young-Jae que não faz muita questão de cumprimentar ela, essa estranha amizade, que se torna o casamento “arranjado” mais hilário de todos os tempo, foi um grande sucesso só não na Coréia, como em diversos paises, como Filipinas, Malásia entre outros. O sucesso nas Filipinas foi o absurdo de 52%, tanto que o canal GMA Network especializado em remakes de novelas da Televisa, que atualmente exibe Marimar e a Usurpadora locais, está com os direitos de criar a sua versão local de Full House.

            Voltando sobre a carreira de Rain, ele ainda atuou em 2005 no dorama Banjun Drama e a última série que atuou foi em A love to kill em 2006 pelo canal KBS2. Desde então, ele está atualmente mais voltado para sua carreira internacional.

            Vale mencionar que esse ano teremos a estréia de Full House 2 que é bem provável que haja um novo elenco na série. Esperasse que o elenco original faça participações especiais na nova série. 

Rain nos filmes

             Nos cinemas, Rain estreou com o filme I’m a Cyborg, but It’s Ok do diretor Park Chan-Wook, famoso pela trilogia de vingança (Oldboy, Sr. Vingança, e Lady Vingança que tiveram seus filmes lançados no Brasil, os dois últimos recentemente). I’m a Cyborg, but It’s Ok  foi exibido no Brasil pelo Festival do Rio em 2007.

            Inédito tanto nos cinemas como nas locadores, I’m a Cyborg, but It’s Ok conta a história de Young-goon que é uma garota que acha que é uma cyborg, assim indo parar numa clinica psiquiátrica. As coisas só mudam, quando aparece o metido Il-soon surge e o relacionamento dos dois fazem ambos ver o mundo de outra forma.

            Mesmo não sendo um filme recheado de cenas de ação, o filme tem qualidade do diretor Park Chan- Wook, além de ter um elenco excelente, que não deixa a peteca cair.

            Deixando o cinema asiático de lado, o cantor Rain também estréia no cinema americano no filme Speed Racer. Sendo o primeiro papel dele fora do cinema asiático, num filme blockbuster de grande destaque internacional, por ser um remake de uma animação dos anos 60 conhecida por todo mundo. Rain será o Taejo Togokhan no filme do Speed Racer, fique atento.

            Rain deve ter agradado os diretores e produtores, Andy Wachowski e Larry Wachowski, da trilogia Matrix, V de Vingança e agora Speed Racer, já que está na próxima produção dos dois irmãos, Ninja Assassin, para 2009. Sendo filmado nas mesmas locações de Speed Racer, em Berlim, Alemanha, o filme será dirigido por James McTeigue que tem no seu currículo, diretor assistente na trilogia Matrix.

            O sucesso de Rain em Hollywood reforça a carreira musical que ele também vem construindo por lá, assim tornando-se um dos maiores cantores asiáticos com exposição no momento. 

Da Coréia para o Mundo 

            Um dos grandes momentos da carreira de Rain, foi quando ele pode cantar um dueto com o cantor Usher. Bastante popular e não saindo das rádios brasileiras, Usher é o cantor favorito de Rain e foi uma enorme satisfação poder fazer esse dueto, como também servindo de divulgação para o mundo.

            Outro grande momento na carreira de Rain, foi o dueto com o cantor de hip hop, Omarion, juntos eles gravaram o “Man Up”.

            Em 2007, a revista People já havia adicionado Rain, como um dos caras mais belos do planeta.

            No Japão, o cantor se apresentou no Tokyo Dome, para uma platéia de 40 mil pessoas, lembrando que ele foi o primeiro cantor coreano a cantar no maior palco japonês, até hoje, superando inclusive cantores coreanos consagrados, como a cantora BoA.

            Rain’s World Tour, a sua ultima turnê mundial passou por Havaii, Shanghai, São Francisco, Toronto e Los Angeles. 

A saída da JYP Entertainment e a criação da Rainy Entertainment

 

            Em junho de 2007, Rain deu passo muito maior que poderia se imaginar para qualquer outro artista. Ele depois de 5 anos trabalhando para a JYP Entertainment, saiu da empresa para criar a sua própria empresa.

            A nova empresa que recebeu o nome de J. Tune Entertainment, também é conhecida informalmente por Rainy Entertainment. Inaugurada em novembro de 2007, Rain que adotou o nome em inglês Kevin Park, tornou-se o CEO, desta empresa, como também conversou com a mídia coreana, explicando porque tomou essa atitude tão drástica em sua vida.

            Querendo torna-se ainda maior, Rain optou sair da JYP Entertainment, desenvolvendo sua empresa, porque hoje tem sua base de fãs não só concentrado na Coréia, mas em outras partes do mundo, mais especificamente na Austrália e nos EUA. Como cantor e ator, ele agradece e quer continuar a ser o melhor e maior cantor que a Coréia já teve, mas também quer mostrar a sua dança, a sua música para um público muito maior.

            Como esse fato ainda é muito recente não poderemos analisar se Rain realmente fez bem ou não sair da empresa que o criou, mas o que podemos concluir que como ator, ele está indo muito bem, em Speed Racer e agora em Ninja Assassin. Agora, e como cantor? Será que ele conseguirá honrar o título de primeiro da Ásia? Isso só o tempo dirá.

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Conheça um pouco mais da apresentadora do J-melo, a cantora melody.


            A apresentadora do programa J-melo, melody. também é cantora de j-pop no japão, então  saiba um pouco mais de sua outra carreira . A melody. pertence ao selo musical Toy´s Factory e já lançou por volta de10 singles e 3 albuns, entre os destaques aos fãs de videogame, ela também participou da trilha sonora do jogo Need for Speed: Carbon.

Perfil            

Melody Miyuki Ishikawa nasceu no Havaí, Estados Unidos, em 24 de fevereiro de 1982. Diferente do habitual entre as cantoras de jpop, Melody veio de uma família de cantores, assim como suas irmãs, em especial Christine Ayana Ishikawa. Isso colaborou muito para a influência da cantora na sua incursão a industria fonográfica japonesa. 

            Melody tornando se cantora da Toy´s Factory, acabou mudando a forma de escrever seu nome, para a forma minúscula e com um ponto no final, assim tornando-se melody. Seu primeiro trabalho foi o single Dreamin´ Away que foi lançado em fevereiro de 2003.         

Ela acabou tornando conhecida pelo grande público, quando regravou o clássico “Over the Rainbow” (de Mágico de Oz), para um comercial da empresa Mitsubushi.  A canção foi lançada posteriormente no segundo single da cantora, intitulado “Simple as that / Over to the Rainvow”.

Seu sucesso ainda em 2003 se confirmaria com dueto com a dupla m-flo (Neo Tokyo 12) e yamamoto ryohei (atualmente o cantor mudou seu nome profissional para Ryohei e foi transferido da Warner Music Japan para Rhythem Zone, o mesmo selo de m-flo e Koda Kumi). O trabalho chamado “miss you” tornou se mais um dos famosos “m-flo loves”, batizado de m-flo loves melody. e foi lançado em outubro daquele ano, chegando no impressionante décimo lugar da Oricon.

Seu primeiro álbum, Sincerely, veio no começo de 2004, sendo um dos destaques do Top 10 da Oricon, estando em terceiro lugar.

O sucesso da cantora a fez ser garota propaganda de vários comerciais, assim ela estreou no mundo dos games, pela empresa Hudson, Alpen, Subaru entre outras. 

Dragon Zakura

             A cantora, além dos comerciais também participaria do universo dos doramas com a música Realize para a série Dragon Zakura. Baseado no manga  de mesmo nome, Dragon Zakura segue ao estilo de GTO, sendo que aqui, a pior escola do Japão está em dívidas por uma administração duvidosa por parte de sua diretora. Cobrando a divida da escola, o advogado Kenji Sakuraji, perde totalmente sua moral ao ser descoberto que em sua juventude ele era um motoqueiro de gangues. Para as pessoas esquecerem seu passado e ser reconhecido como advogado competente, ele torna-se professor de uma sala especial que irá colocar 5 alunos em Toudai daqui um ano. Entre os alunos da sala problema está Yaajima Yuusuke, que é comprado pelo Kenji, que paga as dividas da família aos Yakuzas. Uma excelente série que teve como sucessora a conhecida pelo público da Neo Tokyo, a Hana Yori Dango.

Amizade com o M-flo

             A parceria com a dupla do M-flo, voltaria em 2006, quando o DJ do grupo, Taku Takahashi participou de maneira solo, no single “see you…”.

            No ano seguinte, melody. participou do álbum mais recente da dupla M-flo, chamado COSMICOLOR, na música STUCK IN YOUR LOVE. A música também foi lançada no décimo single da cantora, chamado “Love Story”, sendo que aqui, semelhante ao que aconteceu com a cantora Crystal Kay, a brincadeira do m-flo foi também invertida, assim no single ao invés do tradicional m-flo loves, foi colocado melody. loves m-flo.

Kodoku no Kake

             Em abril desse ano, estreou o dorama Kodoku no Kake, que também teve melody. na trilha sonora. Baseado na novela do autor Junpei Gomikawa, Kodoku no Kake é sobre Chigusa Teijiro, um jovem de negócios que encontra uma design chamada Inui Momoko,  que faz uma proposta deveras interessante. Um empréstimo de 20 milhoes de ienes, em troca do seu próprio corpo, caso algo de errado.

            A canção Love Story do décimo single de melody., foi a música tema da série de 11 episódios que foi encerrada em junho. A cantora tinha seu próprio espaço na série, chamado “melody.´s room”, aonde toda semana visitando o site da série, você seria recebido por ela que contaria alguns detalhes do making off de sua música e da produção da série.

        Atualmente, podemos assistir a cantora na edição semanal de J-melo que tem diversas reprises durante a semana.