Em 1986, chegava às prateleiras japonesas um complemento para o Famicom (NES no Ocidente), que poderia ser chamado de revolucionário, já que traria jogos na forma de disquetes, sendo mais baratos de ser comercializados e também os jogos ganharam pela primeira vez a função de salvar durante o progresso no jogo.


Assim, surgia o Famicom Disk System, um acessório que era encaixado no slot do cartucho e seu Famicom ganhava um drive de disquete. A Nintendo americana, estranhamente, nunca gostou disso, nunca lançando o Disk System no Ocidente, como também tendo que adaptar jogos desse sistema, como The Legend Of Zelda, para cartuchos e inventar uma alternativa para salvar os progressos de seus jogos (colocando baterias internas nos cartuchos).


Muitos jogos antigos, como Super Mario Bros., acabaram sendo relançados no Disk System, como fosse uma linha de grandes títulos. A idéia aqui era semelhante às publicações semanais japonesas, como a antologia em mangá Shonen Jump, lar de títulos como Naruto, Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, que toda semana traz uma história nova pra contar. Aqui, com o Disk System, você ia numa loja de conveniência que tem praticamente em toda esquina no Japão, e comprava esse jogo em máquinas que ficavam ao lado de seu mangá favorito.


Foi assim que surgia títulos como Super Mario Bros. 2 (Super Mario: The Lost Levels, no ocidente) que eram praticamente versões mais difíceis do que já existia antes. Lembrando que muitas vezes os jogos tinham lado A e lado B, bastando virar o disquete e inserir de novo no drive.


A Nintendo tentou fazer algo semelhante no N64, trazendo o 64DD, porém, mais uma vez, o projeto acabou morrendo na praia e não trazendo nenhum lucro para a empresa.

Hoje, talvez, as lojas virtuais do Wii e do Nintendo DSi sejam herdeiros espirituais do Famicom Disk System.


Publicado originalmente no Portal Nintendo World

About Giuliano Peccilli

Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo e Nintendo World.

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One Comment on “Relembrando o Famicom Disk System”

  1. Eu acho que o grande problema dos disquetes é que eles são menos duráveis que os cartuchos. Isso sem contar que o disco não tem protetor pra área de leitura e está completamente exposto à poeira e marcas de dedos.

    Quantos disquetes de computador pediam água depois de algumas formatações e gravações, enquanto que vários cartuchos de video-game antigões ainda funcionam perfeitamente.

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